Os operadores privados de transporte marítimo em Inhambane tomaram a decisão de paralisar as suas actividades como forma de protesto contra o que consideram ser uma concorrência desleal, alegadamente favorecida pelas autoridades marítimas locais.
Estes profissionais acusam o Instituto Nacional de Transporte Marítimo (INTRANSMAR) de promover um tratamento preferencial a um determinado operador privado, em detrimento de outros.
O protesto culminou com a decisão de vários homens, que trabalham na área, de abandonarem as suas embarcações e se amotinarem em frente ao edifício do INTRANSMAR.
O objectivo desta manifestação é exigir a cessação da alegada prática de protecionismo que, segundo afirmam, está a prejudicar a sua actividade económica.
O foco da controvérsia é uma embarcação de um operador privado, que, segundo os manifestantes, usufrui de privilégios que não são concedidos a outros operadores, também privados.
Desde 2019, estes profissionais têm denunciado essa situação, mas afirmam não ter recebido qualquer resposta ou solução por parte das autoridades competentes.
Até o momento do encerramento da reportagem, o delegado provincial do INTRANSMAR não atendia às tentativas de contacto da nossa equipe, dificultando assim a obtenção de uma posição oficial sobre a situação em questão.
A continuidade da paralisação e as reivindicações dos operadores marítimos em Inhambane permanecem em aberto, reflectindo a insatisfação e a luta por condições justas no sector.















