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Quinta-feira, Outubro 29, 2026
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Custo de vida pode aumentar na quadra festiva devido à crise pós-eleitoral

O custo de vida em Moçambique poderá sofrer um aumento significativo durante a quadra festiva, resultado da escassez de produtos no mercado, consequência da crise política e social pós-eleitoral que tem assolado o país.

O alerta foi lançado pelo ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, que sublinhou os potenciais impactos graves desta situação, afetando tanto os preços de bens alimentares quanto a prestação de serviços.

Em declarações à rádio RFI, Moreno enfatizou que a falta de produtos, especialmente alimentares, poderá levar a um aumento exorbitante dos preços, complicando ainda mais a já difícil situação económica das famílias moçambicanas durante a época festiva. “Nós vamos ressentir desta paralisação na disponibilidade dos produtos para a quadra festiva e também no aumento de preços dos produtos por falta de produtos. O impacto vai ser a todos os níveis”, afirmou o governante.

A crise política, marcada por manifestações que resultaram no encerramento de várias fronteiras, teve um efeito particularmente drástico na fronteira de Ressano Garcia, que faz a ligação entre Moçambique e a África do Sul.

Este corredor é vital para o comércio, sendo responsável pela importação de produtos essenciais, tais como alimentos, produtos minerais e açúcar. Moreno destacou que o encerramento da fronteira teve graves repercussões na economia nacional, particularmente nas operações das indústrias mineira e de açúcar.

“O encerramento da fronteira de Ressano Garcia, que movimenta carga proveniente da África do Sul, afectou grandes operações na área mineira e na indústria do açúcar. Esses são bens que abastecem o mercado moçambicano e a paralisação deste corredor trouxe enormes prejuízos para o país e para os operadores”, alertou.

O ministro frisou ainda que esta situação poderá ter implicações severas na credibilidade de Moçambique como uma economia aberta e confiável.

Em resposta a esta crise, o governo moçambicano está a monitorar de perto a disponibilidade de produtos no mercado, com o objectivo de mitigar os efeitos negativos da escassez e do aumento dos preços.

Moreno assegurou que o governo está empenhado em encontrar soluções que garantam o acesso da população a bens essenciais durante este período difícil.

Água tóxica apontada como possível causa da morte de 350 elefantes na África

Um estudo recentemente publicado no periódico Science of the Total Environment trouxe novas luzes sobre a misteriosa morte de 350 elefantes em Botsuana em 2020. 

Os investigadores sugerem que as mortes podem ter sido provocadas pela ingestão de água contaminada, com a crise climática desempenhando um papel crucial neste fenómeno.

Os elefantes foram observados em comportamento anômalo, caminhando em círculos antes de colapsarem, uma cena que alarmou a comunidade local e científica. As primeiras carcaças foram localizadas no nordeste do país, acendendo um alerta sobre a saúde dos ecossistemas aquáticos.

O estudo revela que as mortes estão associadas ao envenenamento por água contaminada com florações tóxicas de algas verde-azuladas, conhecidas como cianobactérias. Estas bactérias, que realizam fotossíntese, proliferam em águas turvas e paradas, especialmente em ambientes ricos em nutrientes, e algumas espécies produzem toxinas que podem ser fatais para a fauna.

“Nosso estudo fornece evidências de que a toxicidade cianobacteriana pode ser um factor contribuinte para a mortandade de 2020, ao mesmo tempo, em que considera outras causas potenciais, e oferece uma estrutura geral para investigação de eventos de mortalidade futuros”, destacam os investigadores na sua pesquisa.

Os dados utilizados na investigação foram obtidos através de imagens de satélite, que permitiram analisar a distribuição das carcaças dos elefantes em relação aos bebedouros. Os cientistas concluíram que os elefantes viajavam cerca de 100 quilómetros até os pontos de água e morriam aproximadamente 88 horas após a ingestão da água contaminada.

Ao examinarem três mil bebedouros, os pesquisadores observaram que aqueles com um aumento nas florações de cianobactérias em 2020 apresentaram uma elevada concentração de carcaças, reforçando a ligação entre a qualidade da água e a mortalidade dos elefantes.

Incêndio devastador destrói Infantário Provincial em Inhambane

Um incêndio intenso deflagrou no Infantário Provincial, localizado na cidade de Inhambane, causando destruição significativa de compartimentos e mobiliário.

As chamas, que se presume terem sido provocadas por um curto-circuito, não resultaram em vítimas humanas, graças à rápida e eficaz intervenção dos agentes do Serviço Nacional de Salvação Pública.

O director do Serviço Provincial de Assuntos Sociais, Samuel Júnior, confirmou que, no momento do incidente, havia vinte crianças e adolescentes nos dormitórios do infantário. Todos foram prontamente evacuados e encaminhados para um centro de trânsito, que se encontra na capital provincial, garantindo a sua segurança.

Samuel Júnior assegurou que o espaço temporário onde as crianças estão acolhidas dispõe de condições mínimas para atender às suas necessidades, enquanto as autoridades locais trabalham na mobilização de recursos necessários para a reabilitação dos compartimentos danificados pelo fogo.

A comunidade local e as instituições governamentais estão unidas na busca de soluções para que as crianças possam retornar a um ambiente seguro e acolhedor o mais brevemente possível.

Greve de professores compromete exames finais na província e cidade de Maputo

A realização dos exames finais das décimas e décimas segundas classes na Província e Cidade de Maputo encontra-se seriamente ameaçada devido à greve iniciada por professores, que exigem o pagamento de horas extras.

Apesar das promessas feitas ao longo do ano lectivo, os educadores afirmam não ter recebido a compensação pelos serviços prestados, levando-os a optar pela paralisação.

Este protesto surge num momento crítico, uma vez que os exames são cruciais para a conclusão dos ciclos de estudos dos alunos. A greve está a ser sentida em várias instituições de ensino, destacando-se a Escola Secundária Eng. Filipe Jacinto Nyusi, a Escola Secundária da Liberdade, a Escola Secundária de Bili e a Escola Secundária Unidade 2, entre outras.

Fontes da Miramar revelaram que, apesar da greve em algumas escolas, os exames estão a ser realizados com a supervisão de guardas, serventes e outros funcionários administrativos.

Esta situação suscita preocupações sobre a integridade da avaliação académica, uma vez que os professores envolvidos na paralisação lamentam a eventual distorção dos resultados, assegurando que não irão corrigir os exames realizados sob estas circunstâncias.

Arrancam hoje os exames finais do ensino secundário em todo o país

Iniciou o período de exames finais do ensino secundário em todo o território nacional, com a participação de cerca de 671 mil alunos das décimas e décima-segundas classes.

Esta informação foi divulgada através de um comunicado oficial do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.

O evento marca uma etapa crucial na vida académica dos jovens, que se preparam para concluir esta fase do seu percurso educativo. Os exames finais são um momento de grande importância, não apenas para os alunos, mas também para as suas famílias, que frequentemente desempenham um papel fundamental no apoio e orientação durante este período.

O sector da educação apela, assim, aos pais e encarregados de educação que incentivem os seus educandos a comparecerem nos centros designados para a realização dos exames. A colaboração familiar é considerada essencial para garantir que os alunos estejam bem preparados e motivados para enfrentar este desafio.

Vagas de emprego do dia 02 de Dezembro de 2024

Foram publicadas hoje, dia 02 de Dezembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Finance Manager

A Counterpart International pretende recrutar um (1) Finance Manager. Saiba mais.

2. Vaga para Professores Voluntários – Física, Matemática, Biologia, Química e TICs

A Associação de Solidariedade na Esperança de Vida (OIMPEVI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Professores Voluntários – Física, Matemática, Biologia, Química e TICs. Saiba mais.

3. Vaga para B2C Key Account Manager

A Puma Energy Moçambique pretende recrutar um (1) B2C Key Account Manager. Saiba mais.

4. Vaga para Motorista

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Motorista. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Programme Assistant

A World Health Organization (WHO) pretende recrutar um (1) Programme Assistant. Saiba mais.

2. Vaga para Driver

A Sasol pretende recrutar um (1) Driver. Saiba mais.

3. Vagas para Field Managers

A Action Contre La Faim pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Field Managers. Saiba mais.

4. Vaga para Facilitadora Distrital

A Associação Progresso (PROGRESSO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Facilitadora Distrital. Saiba mais.

5. Vaga para Gestor Logístico

O Comité Europeu para Formação e a Agricultura (CEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Logístico. Saiba mais.

6. Vaga para Gestor Administrativo

O Comité Europeu para Formação e a Agricultura (CEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Administrativo. Saiba mais.

7. Vaga para Assistant HR Manager

A DP World pretende recrutar uma (1) Assistant HR Manager. Saiba mais.

8. Vaga para Alfaiate

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Alfaiate. Saiba mais.

9. Vagas para Estafetas

Uma empresa anónima pretende recrutar dois (2) Estafetas. Saiba mais.

10. Vaga para Técnico de Importação

A Inalca, Lda pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Importação. Saiba mais.

11. Vaga para Cabeleireiro

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Cabeleireiro. Saiba mais.

12. Vaga para Secretária Executiva

Uma empresa anónima pretende recrutar uma (1) Secretária Executiva. Saiba mais.

13. Vaga para Field Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Field Manager. Saiba mais.

14. Vaga para Cleaner

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Cleaner. Saiba mais.

15. Vaga para Finance Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Finance Officer. Saiba mais.

16. Vaga para Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer. Saiba mais.

17. Vaga para Health Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Health Officer. Saiba mais.

18. Vaga para Senior Logistics Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Senior Logistics Officer. Saiba mais.

19. Vaga para Food Security and Livelihoods (FSL) Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Food Security and Livelihoods (FSL) Officer. Saiba mais.

20. Vaga para Logistics Assistant

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Logistics Assistant. Saiba mais.

21. Vaga para Logistics Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Logistics Manager. Saiba mais.

22. Vaga para Logistics & Admin Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Logistics & Admin Officer. Saiba mais.

23. Vaga para Oficial Sénior de Recursos Humanos

A Associação Progresso (PROGRESSO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Recursos Humanos. Saiba mais.

24. Vaga para Territory Supervisor M-Pesa

A Vodafone pretende recrutar um (1) Territory Supervisor M-Pesa. Saiba mais.

25. Vaga para Guarda

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Guarda. Saiba mais.

26. Vaga para Motorista

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Motorista. Saiba mais.

27. Vaga para Chief of Party (COP)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Chief of Party (COP). Saiba mais.

161 casos de cólera registados e quatro óbitos em Nampula

Desde o início do surto de cólera no distrito, foram contabilizados 161 casos cumulativos da doença, conforme revelou à imprensa o director provincial da saúde, Fernando Mitano. 

O aumento das ocorrências tem gerado preocupação, especialmente com a chegada da época chuvosa.

“Destes 161 casos de cólera, infelizmente, registámos quatro óbitos, três na comunidade e um no centro de saúde. Esta situação é uma grande preocupação para nós, pois a propagação está circunscrita principalmente nas comunidades da vila de Nametil”, afirmou Mitano. Neste momento, nove pacientes encontram-se internados no centro de tratamento da cólera situado em Nametil.

O director provincial assegurou que o centro de tratamento está equipado para lidar com a situação. “Temos um centro de tratamento da cólera onde internamos e tratamos os pacientes. As pessoas estão a receber alta e temos medicamentos suficientes, além de técnicos disponíveis 24 horas por dia”, explicou. É importante ressaltar que esta unidade é a única activa no distrito, o que eleva a necessidade de monitorização constante.

Segundo o último relatório do Ministério da Saúde, que abrange o período de 1 de Outubro de 2023 até 14 de Julho, o país registou um total acumulado de 16.506 infectados e 38 mortes, mantendo uma taxa de letalidade de 0,2%. Dentre os casos, a província de Nampula reportou 5.658 infecções e 15 óbitos, seguida por Tete com 2.873 casos e 10 mortes, e Cabo Delgado com 2.327 casos e uma morte.

A cólera, provocada pela ingestão de alimentos e água contaminados devido à falta de redes de saneamento, é uma doença tratável que pode levar à morte por desidratação se não for tratada rapidamente.

Julgamento do alegado golpe de Bolsonaro previsto para dentro de 2 anos

Otávio de Noronha, juiz do Superior Tribunal de Justiça (STJ) do Brasil, revelou em declarações à Lusa durante um fórum sobre os impactos económicos e sociais das litigâncias de massas, que o processo que envolve o ex-Presidente Jair Bolsonaro não se encontra no STJ, mas sim no Supremo Tribunal Federal (STF). 

O magistrado estima que a resolução deste caso poderá ser alcançada em um prazo de aproximadamente dois anos.

“Acredito que dentro de dois anos teremos uma solução”, afirmou Noronha, destacando que este tipo de processo penal, especialmente quando envolve figuras públicas, tende a avançar com maior rapidez devido à exigência de cumprimento de prazos legais. Ele sublinhou a importância de evitar a prescrição das pretensões legais, o que poderia atrasar ainda mais a justiça.

Durante a sua intervenção no Centro Cultural de Belém, onde decorreu o evento organizado pelo FIBE – Fórum para a Integração Brasil Europa, o juiz expressou a sua esperança de que todo o processo seja conduzido de acordo com a lei, respeitando os princípios do contraditório e da ampla defesa. “Uma nação democrática é aquela que apura dentro de um devido processo legal”, enfatizou.

Noronha também aproveitou a oportunidade para criticar o sistema judiciário brasileiro, que considera “falido”, defendendo a necessidade de reformas que garantam um acesso responsável e eficaz à justiça. “Demorar entre 15 a 16 anos para dar resposta a um processo é uma injustiça”, lamentou, referindo-se à frustração que isso causa tanto para os demandantes como para seus herdeiros.

O juiz do STJ destacou que uma justiça justa deve ser também célere, apontando que um prazo razoável para a tramitação de um processo seria de três anos entre a primeira e a última instância.

Por fim, Noronha comentou sobre o recente envio de um relatório pelo STF à Procuradoria-Geral da República, que acusa Jair Bolsonaro e mais 36 pessoas de conspiração para impedir a posse do actual Presidente, Lula da Silva. O documento resume uma investigação da Polícia Federal que decorreu durante quase dois anos e agora será analisado pelo Ministério Público.

Mau tempo em Jangamo faz três vítimas mortais

Um incidente trágico ocorreu na última quarta-feira na província de Inhambane, onde três pessoas perderam a vida e outras três ficaram gravemente feridas devido à queda de uma árvore provocada por ventos fortes que assolaram a região.

As autoridades locais confirmaram que as vítimas eram residentes da área, cuja identidade ainda não foi divulgada. Os três feridos, que foram rapidamente transportados para o Hospital Distrital de Jangamo, encontram-se em estado clínico estável e estão a receber os cuidados médicos necessários.

O fenómeno meteorológico que atingiu a província gerou preocupações sobre a segurança da população e a necessidade de medidas preventivas em situações de intempérie. As autoridades de Jangamo estão a avaliar os danos causados e a prestar assistência às famílias afectadas.

Este trágico acidente sublinha a importância de medidas de segurança adequadas em condições climáticas adversas, bem como a necessidade de uma maior conscientização da população sobre os riscos associados a eventos meteorológicos extremos.

As autoridades apelam à população para permanecerem atentas e sigam as orientações de segurança em situações semelhantes.

Amnistia Internacional denuncia uso excessivo de força pela polícia nigeriana em manifestações

A Amnistia Internacional (AI) emitiu um contundente relatório acusando a polícia nigeriana de emprego excessivo de força contra manifestantes durante as manifestações nacionais #Endbadgovernance, que decorreram entre 1 e 10 de Agosto. 

As acções da polícia resultaram na morte de, pelo menos, 24 pessoas, entre as quais 20 jovens, um idoso e duas crianças.

No documento intitulado “Agosto Sangrento: Repressão Violenta do Governo Nigeriano aos Protestantes #Endbadgovernance”, a AI detalha a brutal repressão direccionada a cidadãos que se manifestavam pacificamente contra a corrupção e as dificuldades económicas que afligem o país.

Segundo a organização, as vítimas foram alvejadas pela polícia com munição real a curta distância, frequentemente na cabeça ou no tronco, o que sugere uma intenção de causar morte.

Além das fatalidades, o relatório menciona graves ferimentos a dois sobreviventes, atingidos no braço e nas pernas, bem como outros manifestantes que sofreram sufocamento devido ao uso indiscriminado de gás lacrimogéneo.

A Amnistia Internacional exige que as autoridades nigerianas responsabilizem a polícia e outras agências de segurança pelo uso de “força letal contra pessoas que não representavam uma ameaça iminente às suas vidas”. Isa Sanusi, directora da AI na Nigéria, declarou: “Pessoas nigerianas testemunharam uma ilegalidade inacreditável, enquanto agentes de segurança disparavam munição real em protestos pacíficos. O número de mortos pode ultrapassar os 24, devido aos esforços desesperados das autoridades para encobrir atrocidades”.

A pesquisa de campo realizada pela Amnistia em diversas localidades, como Kano, Katsina e Jigawa, incluiu a recolha de vídeos, fotografias e depoimentos de testemunhas. Estas afirmaram que os protestos se iniciaram de forma pacífica, mas rapidamente se tornaram violentos após a polícia ter aberto fogo com balas reais e gás lacrimogéneo contra os manifestantes.

Conflito na Faixa de Gaza já causa mais de 44 mil vítimas

Os recentes ataques israelitas na Faixa de Gaza resultaram na morte de mais oito pessoas, elevando o total de vítimas mortais desde o início do conflito, em 7 de Outubro do ano passado, para 44.300. 

O número de feridos ultrapassa já as 105 mil pessoas, num cenário de crescente desespero humanitário. O campo de refugiados de Nuseirat foi, mais uma vez, um dos alvos dos bombardeamentos.

Diferente do acordo de cessar-fogo alcançado esta semana entre Israel e o Hezbollah no Líbano, a situação na Faixa de Gaza continua a ser marcada por intensos combates.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou estar “disponível” para interromper o conflito em Gaza “em qualquer altura”. Por seu lado, o Hamas também expressou a sua disposição para um entendimento, mas as exigências de ambas as partes revelam-se incompatíveis.

Em meio a este cenário, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em final de mandato, reiterou o compromisso dos EUA em colaborar com a Turquia, Egito, Qatar e Israel para alcançar um acordo entre as partes “nos próximos dias”. Esta urgência é partilhada pela comunidade internacional, que observa com preocupação a catástrofe humanitária em curso na região.

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, enfatizou a gravidade da situação, afirmando que “não resta nenhuma sociedade em Gaza, apenas pessoas a tentar sobreviver a mais um dia de bombas. Este massacre tem de acabar”.

INAE intensifica fiscalização em Nampula para prevenir especulação de preços

A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) em Nampula está a implementar medidas rigorosas para combater a especulação de preços e a venda de produtos fora do prazo, numa resposta às recentes manifestações violentas que têm afectado o país.

Com o objectivo de assegurar a estabilidade dos preços e a qualidade dos produtos disponíveis no mercado, foram formadas dez equipas compostas por técnicos da Direcção Provincial da Indústria e Comércio, Serviços Provinciais das Actividades Económicas e representantes dos Municípios. Estas equipas estão a realizar monitorizações e supervisões em diversos estabelecimentos comerciais e mercados informais da província.

Silvano Alexandre, Delegado Interino da INAE em Nampula, afirmou que a fiscalização está a centrar-se principalmente nos produtos alimentares básicos, considerados essenciais para a população.

O responsável alertou que serão tomadas medidas administrativas severas contra qualquer comerciante que se aproveite da situação, praticando a especulação de preços ou vendendo produtos que já tenham ultrapassado a data de validade.

Até ao momento, Alexandre reporta que a situação em Nampula está sob controlo, não havendo registos de queixas ou reclamações relativas a práticas especulativas, ou à venda de produtos impróprios para consumo.

A INAE continua atenta e comprometida em garantir a defesa dos direitos dos consumidores, especialmente em tempos de crise.

Rússia intensifica ataques a infraestruturas energéticas na Ucrânia

A Rússia tem intensificado a sua campanha de destruição de infraestruturas energéticas na Ucrânia, com o objectivo de causar o máximo de danos possível antes da chegada do inverno. 

Nos últimos dias, uma chuva de mísseis e drones tem atingido diversas regiões do país, resultando em cortes de energia que afectam centenas de milhares de cidadãos.

Nesta sexta-feira, a situação não foi diferente, com a Ucrânia a ser alvo de mais de 130 veículos aéreos não tripulados. Embora a maioria tenha sido neutralizada pelas forças de defesa de Kiev, alguns desses ataques lograram escapar às medidas de protecção.

Os bombardeamentos de sexta-feira não só danificaram as infraestruturas energéticas, mas também causaram estragos em veículos, residências e edifícios habitacionais. O resultado foi a ferida de pelo menos oito pessoas nas cidades de Kiev e na região de Odessa.

Paralelamente, no campo de batalha, as tropas russas têm conseguido avanços significativos, nomeadamente nas imediações da cidade estratégica de Pokrovsk, na região de Donetsk, um ponto logístico crucial para as forças ucranianas. O presidente Volodymyr Zelensky reconheceu as dificuldades enfrentadas pelas suas tropas, reiterando a necessidade de apoio firme por parte dos aliados em resposta aos ataques russos.

A introdução do míssil ‘Oreshnik’, usado pela primeira vez durante um ataque à cidade de Dnipro na madrugada de 21 de Novembro, parece ter revitalizado a determinação de Moscovo.

O presidente Vladimir Putin anunciou que a Rússia poderá voltar a utilizar esta ‘arma secreta’ para atingir instalações de importância militar e centros de decisão, incluindo a capital ucraniana, Kiev. A possibilidade de um novo ataque com este míssil tem gerado apreensão em Kiev e em capitais ocidentais.

Além disso, a iminente possibilidade de um regresso de Donald Trump à Casa Branca suscita preocupações no governo ucraniano. Autoridades de Kiev instam os líderes europeus a desenvolverem um plano sólido para enfrentar a agressão russa antes da potencial reintegração do republicano ao poder. “Muitos dos meus colegas do governo e da sociedade civil receiam o pior cenário, no qual os líderes europeus se limitam a aguardar as propostas de Trump”, afirmou a antiga deputada Olena Sotnyk, actualmente assessora da vice-primeira-ministra para a Integração Europeia e Euro-Atlântica.

PR Filipe Nyusi apela ao fim da violência

Durante a inauguração de uma nova infra-estrutura na província de Gaza, o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, fez um apelo contundente para o fim da destruição de infraestruturas e da violência que tem marcado o recente contexto político do país. 

As suas declarações surgem na sequência de uma escalada de tensões pós-eleitorais, que resultaram em diversas mortes e danos materiais.

“Vamos parar com as destruições, vamos precisar e vamos ter peso na consciência por aquilo que devíamos ter deixado evoluir e não evoluiu”, afirmou Nyusi, referindo-se ao estado crítico em que alguns países se encontram devido à instabilidade. O chefe de Estado sublinhou a necessidade de um espírito pacífico e de reflexão entre os cidadãos, especialmente entre os jovens, que devem concentrar-se no desenvolvimento do país.

Nyusi elogiou a província de Gaza como um exemplo de progresso e destacou a importância de uma abordagem construtiva para ultrapassar a crise. “Como é uma terra fértil, vocês os jovens têm que fazer a vossa parte”, incentivou, realçando que a construção de um futuro melhor depende do esforço colectivo.

As suas palavras assumiram um tom mais grave ao lembrar as vítimas da violência recente, onde, segundo dados da organização não-governamental Plataforma Eleitoral Decide, três pessoas perderam a vida e dez ficaram feridas durante confrontos nos dias 27 e 28 de Setembro. Além disso, cinco indivíduos foram detidos em protestos contra os resultados das eleições.

O clima de tensão aumentou ainda mais após as Forças Armadas de Defesa de Moçambique confirmarem ter atropelado uma jovem manifestante em Maputo, alegando que o veículo estava em missão de protecção de bens económicos.

A violência também se fez sentir em Inhambane, onde um comando policial foi incendiado, e no ataque às sedes do partido Frelimo, na Matola-Rio e em Mangungumete.

As manifestações têm continuado, com o candidato Venâncio Mondlane a instar a população, através das redes sociais, a prolongar os protestos. Contudo, ele fez um apelo à calma, enfatizando que não devem ser destruídas infraestruturas nem bens públicos ou privados. “Não vamos invadir lojas de ninguém. Não vamos destruir bens de privados nem bens públicos”, escreveu na sua conta de Facebook.

Líder do Hezbollah compromete-se a cooperar com o exército para garantir cessar-fogo

A trégua de 60 dias entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, mediada pelos Estados Unidos e pela França, entrou em vigor na passada quarta-feira.

A coordenação entre a resistência e o exército libanês será de elevado nível, conforme assegurou Naim Qassem, líder do Hezbollah, durante um discurso pré-gravado, conforme reportado pela AFP.

Este acordo prevê que os militantes do Hezbollah se retirem para o norte do rio Litani, enquanto as forças israelitas deverão regressar ao seu lado da fronteira. Naim Qassem, que sucedeu recentemente a Hassan Nasrallah, falecido num ataque israelita no final de Setembro, pediu que “ninguém aposte em problemas ou conflitos” com o exército libanês, sublinhando a necessidade de união e estabilidade.

Além disso, Qassem comprometeu-se a reforçar as capacidades defensivas do Líbano e declarou uma “grande vitória” sobre Israel, afirmando que este não conseguiu destruir o Hezbollah nem aniquilar a resistência. “O nosso apoio à Palestina não irá parar e continuará através de diferentes meios”, garantiu o líder do Hezbollah, reafirmando o compromisso do grupo com a causa palestiniana.

Apesar de ter sido significativamente enfraquecido pela ofensiva israelita, que resultou na morte de vários líderes do movimento, o Hezbollah mantém-se como um actor fundamental na política libanesa. Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, desencadeada a 7 de Outubro de 2023, pelo ataque sem precedentes do Hamas, o grupo libanês abriu uma frente de “apoio” ao movimento islamista palestiniano.

As autoridades libanesas reportam que, desde Outubro, pelo menos 3.961 pessoas foram mortas, a maioria desde o final de Setembro, enquanto do lado israelita, 82 soldados e 47 civis morreram durante os últimos 13 meses, segundo a informação oficial.

Cinco detidos por vandalismo de infraestruturas em Inhassoro

A Polícia da República de Moçambique (PRM) efectuou, na quinta-feira, a detenção de cinco indivíduos no distrito de Inhassoro, na província de Inhambane. 

Os detidos estão indiciados pela invasão e destruição de um posto policial, bem como das residências do chefe da localidade e do secretário do comité da zona do partido Frelimo.

Os acontecimentos tiveram início quando um grupo de manifestantes se envolveu em confrontos com a polícia, resultando em ferimentos graves a um agente que fazia parte da equipa responsável por garantir a segurança na Estrada Nacional Número 1, no povoado de Magungumete. A situação tensa gerou preocupação entre os moradores e autoridades locais, levando à intervenção das forças da ordem.

A chefe do Departamento das Relações Públicas da PRM em Inhambane, Nércia Bata, confirmou a detenção dos suspeitos e a recuperação de uma arma que se encontrava na posse dos manifestantes. “A PRM está a investigar as circunstâncias que levaram a este ato de violência e vandalismo, e não hesitará em agir contra aqueles que perturbam a ordem pública,” declarou Nércia Bata.

Manifestação em São Tomé e Príncipe exige justiça pelo caso de Setembro

Dezenas de cidadãos reuniram-se na Praça Yon Gato, em São Tomé e Príncipe, para exigir justiça no controverso caso conhecido como “25 de Setembro”. 

Este caso remonta a um incidente trágico ocorrido em 2022, quando quatro homens foram mortos em um quartel militar, apresentando sinais visíveis de agressão e tortura, após uma suposta tentativa de golpe de Estado.

A manifestação, que teve a duração de cerca de uma hora, concentrou-se nas reivindicações de justiça e responsabilização das forças armadas envolvidas. Entre os manifestantes, destacou-se a voz de Elalia da Glória, mãe de uma das vítimas, que clamou em desespero: “O Estado matou meu filho… nós queremos justiça, desses tropas que os mataram sem necessidade… queremos justiça.”

O incidente que originou a indignação popular ocorreu na noite de 24 de Novembro de 2022, quando um ataque ao quartel do Morro resultou na detenção de quatro civis. Três desses indivíduos foram submetidos a maus-tratos e acabaram por falecer nas instalações militares, suscitando uma onda de protestos e apelos à investigação rigorosa dos factos.

Os cidadãos presentes na manifestação expressaram não apenas a sua dor, mas também a determinação de que casos de abuso de poder e impunidade sejam finalmente responsabilizados.

A proximidade da Praça Yon Gato ao gabinete do Primeiro-Ministro, Patrice Trovoada, sublinhou a pressão sobre o governo para tomar medidas decisivas em resposta às exigências populares.

Sissoco Embaló destaca as diferenças entre a Guiné-Bissau e Moçambique

O Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, fez um apelo à vigilância política para os estudantes e docentes da Universidade Amílcar Cabral (UAC), a única instituição pública de ensino superior no país, que enfrenta diversas dificuldades.

A intervenção ocorreu durante a cerimónia de batismo do anfiteatro da universidade com o nome do próprio Presidente.

Embaló exortou os jovens a estarem atentos a políticos que, segundo ele, “têm tentado criar confusão” no país, advertindo-os para que não permitam que o seu futuro seja comprometido por ações de instabilidade. “Estão a tentar copiar o que acontece em Moçambique, um país que passou vários anos de guerra civil. Digo a essa gente que a realidade é diferente aqui”, afirmou o chefe de Estado.

O Presidente criticou a atitude de certos grupos políticos que, segundo ele, insistem em organizar manifestações que visam semear a desordem.

A referência surge num contexto em que a coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI-Terra Ranka), liderada por Domingos Simões Pereira, tentou realizar uma passeata em Bissau no passado dia 21. A tentativa foi frustrada pela polícia, que dispersou a manifestação, resultando na detenção de vários opositores políticos.

Polícia detém suspeitos de sabotagem e roubo de cabos de cobre em Quelimane

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a detenção de cinco indivíduos suspeitos de envolvimento em actos de sabotagem e roubo de cabos de cobre de antenas de telefonia móvel, avaliados em mais de seiscentos mil meticais. A operação teve lugar na cidade de Quelimane, na província da Zambézia.

De acordo com Sidner Lonzo, porta-voz do Comando Provincial da PRM, a alegada quadrilha é composta por quatro menores de 17 anos e um jovem de 20 anos. Os suspeitos são acusados de terem sabotado pelo menos seis antenas de telefonia móvel localizadas em diversos bairros da cidade, bem como na localidade de Namacata.

As autoridades policiais revelaram que os indivíduos foram apanhados em flagrante delito quando tentavam vender os cabos de cobre a um comerciante de sucata. A rápida ação da patrulha da PRM foi crucial para a detenção dos suspeitos e a recuperação dos materiais roubados.

Contudo, um dos detidos, o jovem de 20 anos, refutou as acusações. Em declarações à imprensa, afirmou ter sido capturado em sua residência durante a madrugada, sem qualquer explicação sobre a sua ligação ao crime, alegando que o seu irmão estaria, sim, envolvido na actividade criminosa.

Tribunal de Maputo condena sul-africano a 14 anos de prisão por rapto e posse de armas proibidas

A sexta Secção Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo proferiu, esta semana, uma sentença de 14 anos de prisão contra o sul-africano Patrick Vusumuzi Skosana, de 56 anos, pelo crime de rapto, bem como por posse de armas proibidas.

O arguido foi julgado no âmbito do Processo-crime n.º 7/2024, onde enfrentou acusações severas que incluíam a posse de armas de fogo, conforme estipulado no n.º 1 do artigo 226 do Código Penal.

Adicionalmente, Skosana foi declarado culpado de tentativa de rapto, um crime que ocorreu dentro do Cinema Charlot no dia 3 de Outubro do corrente ano, conforme prevêem os artigos 197, 17 e 18 do referido código.

Durante a sua detenção, as autoridades apreenderam duas pistolas, um telemóvel e um automóvel da marca Toyota, todos os quais foram revertidos em favor do Estado moçambicano.

Este caso ressalta a importância da vigilância e da aplicação da lei no combate a crimes violentos e à posse ilegal de armamento no país.

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