O primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, acusou o anterior Governo de manipular os dados relativos ao orçamento e à dívida pública entre 2019 e 2023.
Durante uma conferência de imprensa, Sonko afirmou que os ex-ministros divulgaram informações incorretas para enganar a população senegalesa e os parceiros internacionais do país.
De acordo com Sonko, “O regime do Presidente Macky Sall manipulou os dados para apresentar uma imagem económica, financeira e orçamental completamente distante da realidade. Isto é algo de extrema gravidade”, sublinhou, citando a agência Lusa.
Ousmane Sonko apontou directamente os ex-ministros Amadou Ba, Mamadou Moustapha Ba e Abdoulaye Daouda Diallo, acusando-os de apresentarem números falsos e de “mentirem” deliberadamente ao povo senegalês e aos parceiros do país sobre a verdadeira situação financeira.
“Seiscentos e cinco mil milhões de francos CFA (aproximadamente 900 milhões de euros) deveriam ter sido utilizados a partir de 1 de Janeiro de 2024, mas o governo cessante utilizou esses fundos no exercício de 2023, o que é uma irregularidade gravíssima. Até ao momento, não conseguimos localizar qualquer registo sobre a aplicação desses fundos”, afirmou o primeiro-ministro senegalês.
O ministro da Economia, Abdourahmane Sarr, reforçou as declarações de Sonko, referindo que uma auditoria às finanças públicas revelou que a dívida pública do Senegal no período de 2019 a 2023 atingiu 76,3% do Produto Interno Bruto (PIB), um valor mais de 10 pontos percentuais acima do inicialmente divulgado.
A vila de Marracuene, na província de Maputo, recebeu recentemente três novos autocarros, cada um com capacidade para transportar 60 passageiros, numa tentativa de melhorar o sistema de transporte público na região.
Estes veículos, adquiridos com o financiamento do Ministério dos Transportes e Comunicações, deverão começar a operar nas rotas mais movimentadas já na primeira semana de Outubro.
Maghivelane Simão, vereador responsável pelas Actividades Económicas, Transportes, Comunicação e Trânsito no município, destacou a importância desta iniciativa para a comunidade local, sublinhando que os novos autocarros irão diminuir significativamente o tempo de espera dos passageiros, especialmente nas áreas de maior procura.
“Com a chegada destes autocarros, pretendemos melhorar a qualidade do serviço de transporte prestado à população de Marracuene, que tem crescido e, consequentemente, a gerar uma maior necessidade de opções de transporte semi-colectivo”, afirmou Simão.
Para além de reforçar o transporte regular, o vereador anunciou que será criada uma linha especial dedicada ao transporte de estudantes, professores e funcionários públicos, visando facilitar os deslocamentos deste grupo específico.
No entanto, Simão alertou para o desafio de melhorar as infraestruturas rodoviárias, de modo a evitar que os novos veículos sofram danos prematuros devido ao mau estado das vias.
A implementação deste reforço no transporte público vem ao encontro da crescente demanda da população, que há muito tempo enfrenta dificuldades no acesso a um serviço de transporte eficiente.
O município de Marracuene espera que a entrada em operação destes novos autocarros contribua para uma mobilidade urbana mais ágil e eficaz.
Pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas num ataque perpetrado pelas Forças de Apoio Rápido (RSF), um grupo paramilitar, num mercado na capital do estado de Darfur do Norte, conforme noticiado pela agência EFE.
Um médico do Hospital Saudita, situado na cidade de El Fasher, relatou ao portal de notícias sudanês Sudan Tribune que o ataque provocou mais de 40 feridos, levantando preocupações de que o número de vítimas mortais possa aumentar nas próximas horas, dada a gravidade de muitos ferimentos.
A cidade de El Fasher tem sido alvo de ataques quase diários desde que a RSF impôs um cerco à localidade, situação que já dura há meses. Na semana passada, o grupo paramilitar lançou uma ofensiva de grande escala com o objectivo de assumir o controlo total da cidade, conseguindo conquistar partes da zona oriental.
Entre os locais agora sob controlo da RSF encontram-se um hospital pediátrico e o edifício da bolsa de valores. Por outro lado, as forças armadas sudanesas mantêm domínio sobre a parte ocidental de El Fasher, onde estão situados os principais edifícios governamentais, o aeroporto e a principal universidade da região.
Fontes militares sudanesas confirmaram que as forças armadas têm feito progressos significativos na sua ofensiva, lançada na quinta-feira, com o objectivo de expulsar as RSF de Cartum, a capital do país, e da cidade vizinha de Omdurman.
De acordo com essas fontes, vários batalhões de infantaria conseguiram atravessar as pontes sobre o rio Nilo, que ligam Omdurman a Cartum e a Cartum Norte, apesar do fogo intenso de artilharia e bombardeamentos, conquistando novas posições estratégicas em ambas as margens.
Esta ofensiva de quinta-feira marca a primeira grande operação militar em Cartum desde o início do conflito entre o exército sudanês e as RSF, em Abril de 2023. O conflito, até agora, já resultou na morte de cerca de 20.000 pessoas, deixou 33.000 feridos e provocou o deslocamento interno de 7,9 milhões de pessoas, além de forçar 2,1 milhões a fugir do país, de acordo com estimativas das Nações Unidas.
O Sudão está actualmente mergulhado numa guerra civil, que iniciou em Abril de 2023, após o agravamento das tensões sobre a integração das RSF nas forças armadas sudanesas.
Esta integração fazia parte de um acordo assinado em Dezembro de 2022, com o intuito de formar um novo governo civil e retomar a transição política, interrompida pelo golpe de Estado de Outubro de 2021, que depôs o então primeiro-ministro Abdullah Hamdok. Esta transição havia sido inicialmente desencadeada pela destituição do antigo presidente Omar Hassan al-Bashir, em 2019, mas tem enfrentado sucessivos retrocessos desde então.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Finanças. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar onze (11) Assistentes – Distribuição. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Fiel – Armazém. Saiba mais.
A Aga Khan Foundation (AKF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Monitoring, Evaluation, Research & Learning (MERL) Manager. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Desenvolvimento Comunitário. Saiba mais.
A N´weti, Organização não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenadora Nacional de Engajamento Juvenil. Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Oficial de Campo. Saiba mais.
A CARE Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (MEAL) Director. Saiba mais.
A Tetra Tech International Development pretende recrutar um (1) Director of Administration and Finance for USAID Mozambique Renda Verde Activity. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa da Beira, a AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de GIS. Saiba mais.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Especialista em Reformas Políticas e Institucionais – PIR (Transportes). Saiba mais.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Director de Agregação da Agricultura Comercial e Gestão de Subvenções. Saiba mais.
O governo de Moçambique continua a explorar alternativas para garantir a viabilidade das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), uma empresa que enfrenta uma grave crise há vários anos.
Recentemente, a companhia foi submetida a uma comissão de gestão, mas os desafios persistem.
Esta posição foi reafirmada pelo Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, durante um evento em Maputo que assinalava os 60 anos do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). Questionado sobre o término da parceria com a Fly Modern Ark (FMA), uma empresa sul-africana contratada para reestruturar a LAM, o ministro foi cauteloso nos detalhes. Ele remeteu a imprensa para o novo presidente da transportadora, sugerindo que seria ele o responsável por apresentar os planos de futuro para revitalizar a companhia.
“Fizemos mudanças estratégicas e confiamos que as pessoas nomeadas possam melhorar a situação da LAM. Colocámos um novo presidente, alguém com credibilidade e competência, e gostaria que ele tivesse a oportunidade de esclarecer os planos futuros da empresa”, declarou o ministro.
Apesar do fim da parceria com a FMA, o governo de Moçambique continua empenhado em melhorar a transportadora aérea, com o objetivo de torná-la atrativa tanto para o sector público como para potenciais investidores privados. Magala mencionou que o Executivo está aberto a considerar diferentes modelos de gestão para a LAM, não descartando a possibilidade de deixar de ser uma empresa pública.
Contudo, ele sublinhou a necessidade de estabilizar a companhia antes de qualquer decisão estrutural, um processo que estima demorar até cinco anos.
“Assim que tivermos uma empresa com bases sólidas, estaremos em posição de discutir qual o modelo de gestão mais adequado para assegurar o sucesso da LAM e proteger os interesses de Moçambique”, acrescentou Magala.
O contrato entre a LAM e a FMA, assinado em Abril de 2023, terminou recentemente, mas até ao momento ainda não foi divulgado o relatório detalhado das actividades realizadas pela empresa sul-africana. A Fly Modern Ark tinha como missão reverter a difícil situação financeira da LAM, que na altura acumulava uma dívida de cerca de 300 milhões de dólares.
O objectivo era garantir a recuperação da transportadora e, posteriormente, definir os próximos passos para o seu futuro.
Este contexto coloca o governo moçambicano perante o desafio contínuo de encontrar soluções sustentáveis para a LAM, uma empresa que, apesar das dificuldades, continua a ser vital para o sector dos transportes no país.
Na passada sexta-feira, duas mulheres de 34 anos foram detidas pela Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Tete, sob a acusação de envolvimento no homicídio de um homem, que era namorado de uma das detidas.
Segundo informações obtidas pela Miramar, a tragédia iniciou durante uma discussão acesa entre o casal. Durante a altercação, a namorada da vítima, em um momento de desespero, pediu ajuda à sua amiga, que prontamente atendeu ao pedido.
A amiga, então, agiu de forma violenta e desferiu um golpe na cabeça do homem utilizando uma pedra. Infelizmente, o golpe foi fatal, e o homem não conseguiu resistir aos ferimentos, falecendo no local.
As duas mulheres, após serem detidas, confessaram o crime, revelando os detalhes do ocorrido. A PRM, além das detenções, também apreendeu um jovem de 31 anos, acusado de roubo de motorizadas na mesma região, evidenciando uma série de crimes que têm preocupado as autoridades locais.
Residentes das comunidades localizadas nas proximidades da mineradora de carvão de Moatize, na província de Tete, Moçambique, estão a exigir o seu reassentamento para um local mais seguro.
A principal preocupação dos moradores reside na elevada quantidade de poeira emitida pela empresa mineira, que, segundo os mesmos, está a colocar em grave risco a sua saúde.
As queixas apontam para os impactos negativos causados pela operação da mineradora, que, além dos riscos respiratórios associados à poeira, também está a prejudicar a qualidade de vida dos residentes.
Os afectados sublinham a urgência de uma solução, tendo em vista os danos contínuos que estão a sofrer devido à exposição prolongada aos poluentes.
O assessor do Provedor de Justiça, Almeida Ngovene, afirmou que a situação já está a ser analisada pela provedoria.
Segundo Ngovene, o processo de investigação sobre a emissão dos níveis elevados de poeira está em curso, e uma resposta definitiva deverá ser apresentada no prazo de sessenta dias. Este prazo servirá para apurar a responsabilidade da mineradora e determinar as medidas necessárias para mitigar os impactos ambientais e proteger as populações afectadas.
O reassentamento das comunidades é uma das principais exigências dos residentes, que esperam que as autoridades ajam rapidamente para garantir que possam viver em condições adequadas e seguras, longe das áreas afectadas pela poluição proveniente da actividade mineira.
O advogado Elvino Dias revelou em Maputo, que se viu sob a mira das armas de esquadrões da morte e que, felizmente, não foi assassinado devido à falta de munições.
Após sair da Procuradoria-Geral da República (PGR), o advogado expressou, sem rodeios, que as ameaças à sua integridade física e à de seu cliente são uma realidade habitual.
Na PGR, Elvino Dias apresentou duas queixas-crime separadas, uma contra a Comissão Nacional de Eleições e outra contra o partido Frelimo.
Embora não tenha especificado a data prevista para a implementação de um plano de assassinato contra si, Dias indicou que as intimidações começaram desde o início das suas acções contra o regime vigente.
O advogado reagiu a perguntas sobre rumores de um suposto plano orquestrado pelo Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE) com o intuito de silenciar Venâncio Mondlane, seu cliente.
Importa recordar que, durante uma visita à província de Inhambane, a 18 de Agosto, Venâncio Mondlane conseguiu escapar de uma alegada tentativa de assassinato.
Durante o incidente, foi identificado um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) como portador da arma utilizada. Apesar de a PRM ter tentado minimizar a situação, confirmou posteriormente que a arma “confiscada” pertencia à própria corporação.
O Comandante-Geral da PRM afirmou que não existem intenções internas para assassinar qualquer candidato de partido político.
A situação levanta questões sérias sobre a segurança dos opositores políticos e o ambiente de intimidação que muitos enfrentam no contexto actual.
As Alfândegas de Moçambique conseguiram frustrar uma tentativa de exportação ilegal de 430 sacos de carvão vegetal na fronteira de Ressano Garcia, localizada no distrito de Moamba, província de Maputo.
A carga tinha como destino a África do Sul, mas foi interceptada no último domingo, no quilómetro quatro da referida fronteira.
A exportação de carvão vegetal está proibida pela legislação moçambicana, e a apreensão foi resultado de uma operação conjunta entre as Alfândegas e a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA). Esta colaboração permitiu identificar e travar a movimentação ilegal do carvão, que tinha origem na província de Inhambane.
Arsénio Tchelene, chefe do Departamento Central de Fiscalização de Florestas da AQUA, afirmou que o proprietário da carga enfrentará uma multa pesada, no valor de um milhão e trezentos mil meticais, pelo cometimento deste crime ambiental.
Segundo Tchelene, este é apenas mais um caso dentro de uma série de operações bem-sucedidas. Com esta apreensão, ele revelou que já foram registadas seis tentativas frustradas de exportação ilegal de carvão vegetal, todas ocorridas nas fronteiras da província de Maputo.
A acção reforça os esforços das autoridades moçambicanas em combater o tráfico de recursos naturais, numa altura em que o carvão vegetal tem sido alvo de exploração excessiva e ilegal, representando uma ameaça significativa ao ambiente.
A candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Kamala Harris, criticou duramente Donald Trump durante um discurso em Pittsburgh, na Pensilvânia, na última quarta-feira.
Harris acusou o ex-presidente de ter uma agenda económica que favorece apenas os mais ricos, em detrimento dos trabalhadores que realmente sustentam a economia.
“Para Donald Trump, a economia deve servir os proprietários dos grandes arranha-céus, e não aqueles que os constroem, nem os que instalam a electricidade ou limpam o chão,” afirmou Harris.
A vice-presidente, que cresceu em uma família de classe média, enfatizou que esta experiência a torna sensível às dificuldades enfrentadas pelos cidadãos na gestão das suas despesas diárias.
Além de criticar a agenda económica de Trump, Harris responsabilizou-o pela perda de 200.000 empregos na indústria norte-americana. Ela reconheceu que o custo de vida continua a ser “demasiado elevado” e prometeu implementar medidas para ajudar as famílias na compra de habitação e para controlar os preços dos medicamentos, abordando assim algumas das preocupações mais prementes dos eleitores.
Na sexta-feira, Kamala Harris tem agendada uma visita à fronteira entre os Estados Unidos e o México, no Arizona. Em resposta a esta deslocação, Donald Trump já se manifestou, alegando que Harris está a ir à fronteira apenas por “razões políticas”. O ex-presidente desafiou a credibilidade de Harris nesta questão, afirmando que é “inferior a zero”.
As eleições presidenciais nos Estados Unidos estão marcadas para o dia 5 de Novembro, e a disputa entre os candidatos promete ser acirrada, com questões económicas e sociais a dominarem o debate.
O Bureau Federal Alemão de Investigação de Acidentes Aeronáuticos publicou o relatório preliminar sobre o trágico acidente aéreo que resultou na morte do ex-vice-presidente do Malawi, Saulos Chilima, e de outras oito pessoas.
O documento revela uma série de falhas na aeronave que transportava o político, evidenciando uma situação preocupante em relação à segurança da aviação.
Entre as falhas identificadas, destaca-se o facto de o Transmissor Localizador de Emergência da aeronave estar inoperacional há 20 anos, com a sua bateria expirada. Este equipamento, que poderia ter sido essencial na localização da avioneta após o acidente, estava completamente desactualizado.
O relatório detalha que as frequências deste dispositivo deixaram de estar alinhadas com as dos satélites em Fevereiro de 2009, o que comprometeu qualquer possibilidade de envio de um sinal de socorro adequado.
Além disso, foi constatado que a aeronave não estava equipada com um gravador de voz da cabine, instrumento que poderia ter fornecido informações cruciais para a compreensão dos eventos que antecederam a tragédia.
A ausência deste gravador, juntamente com a falta de registo dos dados de radar no dia do acidente, tornou extremamente difícil para os investigadores reconstituírem com precisão os momentos finais do voo.
O relatório baseia-se, em parte, em fotografias da cena do acidente, que mostram que o avião executou manobras arriscadas enquanto sobrevoava a floresta de Chikangawa.
Segundo o documento, a aeronave terá colidido com uma árvore, danificando uma das asas e provocando a subsequente perda de controlo, que culminou na queda do aparelho numa encosta.
A publicação deste relatório preliminar gerou grande interesse público no Malawi e suscitou críticas de vários sectores. O UTM, partido político ao qual Saulos Chilima pertencia, rejeitou categoricamente o relatório, classificando-o como “pura fantasia” e questionando a sua credibilidade. Organizações da sociedade civil também expressaram insatisfação, argumentando que o documento não esclarece as dúvidas que a população malawiana tem sobre as causas reais do acidente.
Especialistas em aviação preveem que um relatório final sobre o caso deverá ser divulgado no próximo ano, esperando-se que traga respostas mais definitivas e completas.
O Presidente de Moçambique e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Filipe Nyusi, anunciou em Maputo, que está em curso, uma ofensiva contra grupos terroristas em Mucojo, uma localidade da província de Cabo Delgado, fortemente afectada pela insurgência.
Durante o seu discurso nas celebrações do Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), Nyusi elogiou os esforços contínuos das tropas no terreno. “Quero encorajar os jovens que, neste momento, continuam a combater em Mucojo, desde a noite passada, com grande coragem e determinação”, declarou o Chefe de Estado.
Nyusi reforçou ainda que a situação está a ser controlada pelas forças governamentais e que a recuperação total da área é uma questão de tempo. “Temos o controlo da situação e esperamos que, nas próximas horas, as FDS consigam retomar o controlo completo de Mucojo”, concluiu o Presidente.
A província de Cabo Delgado tem sido palco de ataques de grupos terroristas nos últimos anos, com as FDS a intensificarem as operações para restaurar a paz e segurança na região.
Na passada terça-feira, foi lida a sentença no Tribunal Judicial de Massinga, envolvendo um caso em que a Igreja das Testemunhas de Jeová foi acusada de tortura psicológica por um jovem de 28 anos, que, por coincidência, era também crente da mesma religião.
Os factos remontam a 2023, quando o jovem, pertencente à Igreja Testemunhas de Jeová, gravou vídeos e fotografou conteúdos da congregação, que eram considerados sigilosos. Posteriormente, o jovem publicou esses materiais na internet, o que gerou descontentamento entre os outros membros da igreja.
Em resposta à divulgação das informações confidenciais, os responsáveis da congregação convocaram o jovem para uma sessão de esclarecimento interna, solicitando-lhe que explicasse a sua decisão.
Segundo os autos do processo, esse interrogatório durou dois dias, com sessões entre 3 a 6 horas cada, realizadas em ambiente privado. Durante esses encontros, os líderes religiosos exigiam que o jovem removesse os conteúdos divulgados.
O jovem relatou que, durante o interrogatório, ficou privado de alimentos e água por um período entre três a quatro horas, o que o fez sentir-se ameaçado e sujeito a violência psicológica. Posteriormente, apresentou queixa junto do Ministério Público, levando o caso a ser investigado.
Depois da devida instrução, o processo foi encaminhado ao Tribunal Judicial de Massinga. O juiz Arsénio Nhanombe, responsável pelo caso, absolveu os três arguidos – José Adriano Paulo, Orlando Magaissa e Adilson Domingos – por falta de provas suficientes que confirmassem as alegações de tortura psicológica. Na leitura da sentença, o magistrado declarou: “A primeira secção do Tribunal Judicial de Massinga julga a acusação improcedente por falta de comprovação, decidindo assim absolver os arguidos.”
O advogado do jovem denunciante, Holifero Holifero, expressou o seu descontentamento com a decisão do tribunal e já anunciou a sua intenção de recorrer ao Tribunal de Recursos. “Vamos recorrer. O denunciante foi submetido a interrogatórios durante mais de três horas, sem poder comer ou beber, e privado da sua liberdade. No final, acabou por ser expulso da igreja”, afirmou Holifero.
Por outro lado, o advogado da Igreja das Testemunhas de Jeová, Parbato Dauto, mostrou-se satisfeito com a sentença, considerando que a justiça foi feita: “Estou certamente satisfeito com a sentença. Finalmente, o juiz reconheceu que não havia fundamentos suficientes para que este caso fosse levado adiante”, disse Dauto.
Importa referir que o jovem, além de crente, colaborava com a igreja, desempenhando funções como tradutor de folhetos e livros evangélicos.
A comunidade guineense residente nos Estados Unidos da América organizou, na quarta-feira, um protesto em Nova Iorque contra o Presidente Umaro Sissoco Embaló.
A manifestação coincidiu com o dia em que o líder guineense discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas, evento que reuniu diversos chefes de Estado e governo.
O protesto foi marcado pela participação de guineenses vindos de várias regiões, como Nova Iorque e Boston, que expressaram a sua insatisfação com o que consideram ser um regime autoritário conduzido por Embaló.
Entre os manifestantes, os gritos “Sissoco traficante, Sissoco ditador” ecoaram, revelando o descontentamento em relação à liderança do Presidente e à sua governação.
A intervenção de Sissoco Embaló na Assembleia Geral das Nações Unidas focou-se na suposta melhoria económica da Guiné-Bissau. “A economia do nosso país continua a crescer como resultado de políticas públicas acertadas”, declarou o Presidente.
Contudo, as palavras de Embaló foram fortemente contestadas pelos manifestantes. Samanta Mendes, uma guineense que se deslocou de Boston para Nova Iorque, expressou a sua descrença: “É tudo mentira, a Guiné-Bissau vai de mal a pior”, criticou, descrevendo uma realidade distinta daquela apresentada por Embaló na tribuna das Nações Unidas.
Outra manifestante, também oriunda de Boston, aproveitou o momento para apelar à comunidade internacional por um maior apoio à Guiné-Bissau, com especial ênfase no combate ao narcotráfico. “O tráfico de drogas é um problema grave, e o destino final dessas drogas é sempre a Europa e a América”, alertou, sublinhando a necessidade de medidas mais eficazes para travar este flagelo.
A circulação de veículos na ponte sobre o rio Incomáti, localizada no distrito de Magude, na província de Maputo, está temporariamente condicionada.
Esta medida foi implementada para permitir a realização de obras de melhoramento do pavimento na estrada que dá acesso à referida infraestrutura.
Segundo o administrador do distrito de Magude, Lázaro Mbambamba, a restrição ao tráfego irá durar três dias. Durante este período, os automobilistas são aconselhados a utilizar uma via alternativa, que consiste no desvio pela mesma bacia hidrográfica, na localidade de Mahlanganine, em Mulelemane.
As obras de reparação do pavimento da estrada adjacente à ponte, que facilita o acesso à vila de Magude, são financiadas pela empresa açucareira de Xinavane, como parte do seu compromisso com a responsabilidade social.
Esta iniciativa visa não apenas melhorar as condições de tráfego na região, mas também assegurar a segurança dos utilizadores da estrada.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Israel Katz, declarou na quinta-feira, que o país não aceitará um cessar-fogo com o Hezbollah, rejeitando uma proposta liderada pelos EUA e aliados que sugeria uma suspensão temporária dos combates por 21 dias.
Katz afirmou que as operações militares no norte de Israel contra a organização libanesa continuarão até que os residentes deslocados possam regressar em segurança às suas casas.
Em mensagem publicada na rede social X, o ministro foi claro: “Não haverá cessar-fogo no norte do país. Continuaremos a combater a organização terrorista Hezbollah com todas as nossas forças até alcançarmos a vitória e assegurarmos o regresso seguro dos residentes do norte às suas casas”.
O comentário refere-se às dezenas de milhares de israelitas que tiveram de abandonar a região fronteiriça devido à intensificação dos conflitos.
As forças armadas israelitas confirmaram, por meio de um comunicado, que estão a lançar novos ataques contra posições do Hezbollah no território libanês, mantendo a escalada da violência.
Eric Adams, presidente democrata da Câmara de Nova Iorque, foi formalmente acusado no âmbito de uma investigação liderada pela procuradoria federal de Manhattan, relacionada com o financiamento da sua campanha eleitoral de 2021, segundo revelou o New York Times na passada quarta-feira.
O processo investigativo, que tem estado em curso há vários meses, foca-se em alegações de doações ilegais recebidas por empresas de construção com ligações à Turquia.
Embora os motivos exactos da acusação não tenham sido detalhados pelo jornal, fontes próximas indicam que as doações suspeitas podem ter infringido as leis de financiamento de campanhas eleitorais, levantando sérias questões sobre a transparência e legalidade das contribuições.
Adams, com 64 anos, tem enfrentado crescente escrutínio público desde que a investigação foi tornada pública, o que levou à saída de várias figuras da sua equipa nos últimos dias.
O impacto destas revelações poderá ter consequências significativas na gestão da cidade, que se encontra a debater o futuro político de Eric Adams e a extensão das possíveis irregularidades cometidas no financiamento da sua campanha.
O Papa Francisco decidiu expulsar dez indivíduos, entre os quais se encontra um bispo, padres e leigos, do ‘Soladitium Christianae Vitae’, um movimento católico originário do Peru.
Esta medida foi tomada após uma investigação conduzida pelo Vaticano que revelou a existência de abusos “sádicos” de poder, autoridade e espiritualidade dentro do grupo.
A decisão de expulsar os membros do movimento surge na sequência da ordem do Vaticano, emitida em Agosto, que determinou a expulsão do fundador do grupo, Luis Figari. Este foi alvo de acusações graves, incluindo abusos psicológicos e sexuais, que envolvem menores, assim como irregularidades financeiras.
A investigação realizada pelo Vaticano, cujos resultados foram divulgados pela Conferência Episcopal Peruana, expôs uma série de abusos físicos perpetrados por integrantes do movimento. Entre as denúncias, destacam-se práticas de “sadismo e violência”, abusos de consciência típicos de seitas, abusos espirituais e de autoridade, além de manipulação económica na gestão dos recursos financeiros da Igreja. Também foram apontados abusos na utilização do apostolado do jornalismo, direccionados a um jornalista associado ao ‘Soladitium Christianae Vitae’, que atacou os críticos do movimento nas redes sociais.
Luis Figari, que fundou o movimento em 1971 com o intuito de recrutar “soldados para Deus”, viu o grupo atingir o seu auge, com cerca de 20 mil membros espalhados pela América do Sul e pelos Estados Unidos.
No entanto, os abusos cometidos pelo movimento começaram a ser denunciados à arquidiocese de Lima em 2011, mas não houve qualquer ação até que, em 2015, uma das vítimas, Pedro Salinas, publicasse um livro em colaboração com a jornalista Paola Ugaz. O livro, intitulado ‘Meio Monges, Meio Soldados’, detalha as práticas distorcidas e abusivas do grupo.
Uma investigação externa solicitada pelo ‘Soladitium Christianae Vitae’ chegou, em 2017, à conclusão de que Figari apresentava características narcisistas, paranóicas e humilhantes. Descrito como vulgar, vingativo, manipulador, racista, sexista e elitista, o documento revelou ainda que Figari utilizava tácticas de controle psicológico, incluindo humilhação e violência, para dominar os seus recrutas. Relatos indicam que ele sodomizava os membros e os forçava a acariciar-se mutuamente, tirando prazer em ver a dor, desconforto e medo que infligia aos outros.
Em 2018, as autoridades peruanas iniciaram um processo criminal, solicitando a prisão preventiva de vários membros e ex-membros da organização, incluindo Luis Fernando Figari, à medida que as investigações sobre as suas práticas abusivas continuaram a ser aprofundadas.
Na cidade de Chimoio, província de Manica, um jovem foi detido pelas autoridades, acusado de matar a própria mãe após um episódio de violência doméstica.
Segundo as declarações do suspeito, ele estaria profundamente arrependido do ato, confessando que o crime foi resultado de constantes discussões com a sua mãe, que acabaram por culminar na agressão fatal.
O jovem revelou que os desentendimentos frequentes com a mãe agravaram-se, e que a situação atingiu o seu ponto máximo quando, num momento de raiva, a espancou até à morte. Ele justificou o crime alegando que a mãe defendia um amigo seu, o qual ele acredita ter-lhe causado problemas através de alegada magia negra, factor que, segundo ele, teria contribuído para o desfecho trágico.
Além disso, o suspeito mencionou ter perdido o emprego recentemente, o que pode ter agravado o seu estado emocional.
Júlia Martinho, neta da vítima e sobrinha do suspeito, expressou a sua incredulidade face ao crime, afirmando não conseguir compreender o que terá motivado o seu tio a cometer um ato tão brutal. Júlia explicou que o indiciado já apresentava sinais de perturbação mental há algum tempo, tendo mesmo incendiado a sua própria casa no mês de Agosto.
“Eu não estava presente quando tudo aconteceu. Recebi um telefonema durante a noite, informando-me da morte da minha avó. Quando cheguei ao local, disseram-me que ela tinha sido agredida até à morte pelo seu filho,” relatou Júlia Martinho, ainda em choque com os acontecimentos.
A polícia local, através da sua porta-voz, Eunice Faustino, confirmou que a vítima foi encontrada ainda com vida quando os agentes chegaram ao local, mas acabou por falecer mais tarde no hospital devido à gravidade dos ferimentos. Faustino explicou que foi instaurado um processo-crime por ofensas corporais graves e que o suspeito será levado à justiça para responder pelos seus actos.
Eunice Faustino também mencionou que as investigações irão incluir uma avaliação médica para determinar o estado de saúde mental do jovem, conforme sugerido pela família. “É importante que se apure se o indiciado sofre de perturbações mentais, uma vez que este aspecto pode influenciar a interpretação dos factos”, afirmou a porta-voz.
A polícia apelou à população para continuar a colaborar com as autoridades na denúncia de casos de violência e criminalidade, sublinhando a importância da prevenção. Faustino reforçou que a violência não é uma solução para resolver conflitos, seja no âmbito familiar ou em qualquer outro contexto, incentivando as pessoas a optarem pelo diálogo ou a procurarem ajuda nas instituições especializadas na mediação de conflitos.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Desenvolvimento Comunitário. Saiba mais.
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A Tetra Tech International Development pretende recrutar um (1) Director of Administration and Finance for USAID Mozambique Renda Verde Activity. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa da Beira, a AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de GIS. Saiba mais.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Especialista em Reformas Políticas e Institucionais – PIR (Transportes). Saiba mais.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Director de Agregação da Agricultura Comercial e Gestão de Subvenções. Saiba mais.
Neymar Júnior anunciou a sua despedida da selecção brasileira, encerrando uma trajectória marcada por conquistas, mas sem o sonho de levar para casa o...
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em colaboração com o Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga (GCPCD), realizou a incineração de...