O presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, anunciou recentemente a decisão de enviar 150 militares ao Haiti com o objectivo de ajudar no combate às gangues que têm dominado o país.
Esta declaração foi feita durante a assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde se discutiu a crescente crise de segurança no Haiti, marcada pela falta de financiamento e recursos para enfrentar as actividades criminosas.
Arévalo não especificou a data em que os militares guatemaltecos serão enviados, mas a sua decisão surge num contexto crítico, onde o Haiti enfrenta um aumento significativo da violência, com gangues a controlarem quase 80% da capital, Porto Príncipe.
A situação é alarmante, uma vez que esses grupos armados têm lançado ataques contra infraestruturas governamentais, colocando em risco a estabilidade do país.
Actualmente, o Haiti conta com a presença de 400 polícias quenianos, cerca de 20 soldados e agentes da polícia da Jamaica, além de dois oficiais militares de Belize. Outros países, como Bahamas, Bangladesh, Barbados, Benin e Chade, também se comprometeram a enviar forças policiais e militares para apoiar a missão de estabilização no Haiti.
No total, estima-se que cerca de 2.500 efectivos estejam actualmente no terreno, dedicados a combater as gangues e restaurar a ordem no país.
A situação no Haiti continua a ser uma preocupação internacional, exigindo um esforço conjunto e a mobilização de recursos para enfrentar a crise de segurança que afecta a população.















