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Quarta-feira, Setembro 9, 2026
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Estados Unidos anunciam acordos de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia no mar Negro

Os Estados Unidos anunciaram a celebração de acordos separados com a Rússia e a Ucrânia, visando um cessar-fogo imediato no mar Negro e a suspensão de ataques a infraestruturas energéticas. 

Contudo, as condições para a implementação destes acordos permanecem obscuras e poderão estar sujeitas a negociações adicionais.

Após intensas conversações realizadas na Arábia Saudita, no último fim-de-semana, a Administração Trump divulgou dois comunicados distintos, cada um reflectindo os resultados das discussões com as delegações russa e ucraniana. Embora muitos dos pontos abordados sejam comuns, como o compromisso de “garantir a segurança da navegação” e “evitar o uso de força” no mar Negro, bem como desenvolver medidas para proibir ataques a infraestruturas energéticas, as contrapartidas oferecidas a cada parte diferem significativamente.

O comunicado referente à Ucrânia destaca o compromisso dos EUA em “facilitar a libertação de prisioneiros de guerra e civis detidos”, assim como o regresso de crianças transferidas à força para a Rússia.

Em contraste, o acordo com a Rússia enfatiza a intenção americana de auxiliar no “levantamento das sanções sobre a exportação de produtos agrícolas e fertilizantes russos”, uma medida prevista no Acordo de Cereais de 2022, mas que, segundo a Rússia, nunca foi implementada.

O Kremlin manifestou que a implementação do cessar-fogo no mar Negro está condicionada ao levantamento das sanções e à reintegração do banco agrícola russo no sistema internacional SWIFT.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, expressou que a Ucrânia não foi consultada acerca do levantamento das sanções aos produtos agrícolas russos, uma posição com a qual discorda, mas que não irá contestar. “Não acreditamos nos russos, mas vamos ser construtivos”, afirmou Zelensky, acrescentando que, para a Ucrânia, ambos os acordos de cessar-fogo – tanto o que diz respeito aos ataques a infraestruturas como o do mar Negro – entram em vigor a partir da data da publicação dos comunicados dos EUA.

Por sua vez, a Rússia considera que o acordo sobre as infraestruturas começou a ser efectivo a partir do dia 18, data em que foi aceito por Vladimir Putin, e que o acordo referente ao mar Negro só se tornará válido quando as sanções forem levantadas.

Recolha manual de excrementos na Índia resulta em mais de 400 mortes

Pelo menos 419 pessoas perderam a vida nos últimos cinco anos devido à prática de limpeza manual de excrementos, uma actividade considerada “ilegal e desumana” por activistas da organização Safai Karmachari Andolan (SKA). 

Esta denúncia foi feita durante um protesto realizado na terça-feira em Nova Deli, onde centenas de manifestantes, incluindo familiares de trabalhadores falecidos, se concentraram no “manifestódromo” de Janta Mantar.

Os activistas, liderados por Bhasha Singh, exigem a eliminação total das fossas sépticas secas em todo o país, alertando que a cada quatro dias uma pessoa morre devido a este trabalho perigoso. “As pessoas continuam a limpar os esgotos e as fossas sépticas, e esta prática deve ser erradicada de imediato”, afirmou Singh, segundo a agência de notícias espanhola Efe.

Os manifestantes pedem ainda medidas urgentes do Governo para acabar com a limpeza manual das fossas sépticas e para reabilitar aqueles que ainda dependem desta ocupação para a sua sobrevivência. A limpeza manual é historicamente imposta à comunidade Dalit, a classe mais baixa e discriminada dentro do sistema de castas hindu, expondo estes trabalhadores a condições insalubres e a gases tóxicos sem protecção adequada, resultando frequentemente em fatalidades.

Embora a prática tenha sido proibida desde 1993, a falta de alternativas de emprego e a exclusão social perpetuam essa realidade, que continua a ocorrer clandestinamente, enquanto o Governo nega a sua existência. “Há uma ordem do Supremo Tribunal de 2014 que proíbe a limpeza manual de esgotos e fossas sépticas. É uma prática ilegal”, recordou Singh.

Recentemente, o Supremo Tribunal também emitiu uma ordem, prevista para Janeiro de 2025, para abolir a limpeza manual de esgotos em seis grandes cidades. No entanto, a situação permanece grave em estados como Uttar Pradesh, Madhya Pradesh e Bihar, onde as fossas sépticas secas ainda são comuns. Na semana passada, várias pessoas foram internadas em estado inconsciente após serem contratadas para limpar manualmente um esgoto, resultando na morte de um homem.

Caso Émile: Avós e outros familiares detidos por homicídio e ocultação de cadáver

Quatro pessoas, incluindo os avós maternos do menino Émile Soleil, que desapareceu em Julho de 2023 na aldeia de Haut-Vernet, nos Alpes franceses, foram detidas na terça-feira (25). 

Os detidos são acusados de “homicídio doloso” e “ocultação de cadáver”, segundo o procurador público de Aix-en-Provence, Jean-Luc Blachon.

Em comunicado enviado à agência France Presse (AFP), Blachon afirmou que Philippe Vedovini e a sua esposa, avós de Émile, assim como dois dos seus filhos adultos, foram detidos por investigadores da unidade de investigação da gendarmeria de Marselha. A identidade dos outros dois detidos, que seriam tios da criança, ainda não foi divulgada, mas a investigação foi repentinamente reorientada para o círculo familiar.

O procurador revelou que estas detenções fazem parte de uma fase de verificação e comparação das informações recolhidas ao longo das investigações realizadas nos últimos meses. “Os investigadores estão também a realizar operações forenses em vários pontos do país”, acrescentou Blachon, prometendo uma nova comunicação assim que estas operações sejam concluídas.

Émile Soleil, de apenas dois anos e meio, desapareceu a 8 de Julho de 2023, logo após ter chegado à casa dos avós para as férias de verão. Inicialmente, as autoridades dispunham apenas do testemunho de dois vizinhos que afirmaram ter visto a criança a sair de casa e a caminhar sozinha por uma rua em declive. Desde o início, as autoridades advertiram que seria muito difícil encontrar o menino vivo, caso se tratasse de um desaparecimento autónomo, especialmente após vários dias sem qualquer pista.

Após nove meses de investigação sem resultados concretos, em Março de 2024, um caminhante descobriu o crânio e dentes de Émile a cerca de 1,7 quilómetros da aldeia, uma caminhada de 25 minutos para um adulto. As autoridades policiais mobilizaram imediatamente dezenas de peritos, incluindo especialistas em cena de crime, antropólogos e equipas de cães para buscar restos humanos. Encontraram, além dos ossos, vestígios de roupas na mesma área.

A presença de investigadores na aldeia de Haut-Vernet, a 13 de Março, reacendeu especulações sobre o caso. Vários meios de comunicação indicaram que os gendarmes apreenderam um grande vaso colocado à entrada de uma capela da aldeia, mas o Ministério Público ainda não se pronunciou sobre este detalhe.

Polícia de Nampula apreende 132 quilos de drogas e detém suspeitos de tráfico

No distrito de Mossuril, em Nampula, as autoridades policiais realizaram uma operação que resultou na apreensão de 132 quilos de substâncias ilícitas, incluindo 42 quilos de heroína e 90 quilos de metanfetamina.

A informação foi confirmada por Enina Tsinine, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), em declarações à agência Lusa.

A apreensão ocorreu no dia 24 de Fevereiro, quando a droga foi encontrada dissimulada em tigelas envoltas em plástico, escondida em duas viaturas. Esta operação foi o culminar de um trabalho operativo meticuloso efectuado pela equipa do Sernic na região. Mais recentemente, no dia 08 de Março, as autoridades conseguiram detectar e deter dois homens suspeitos de estarem envolvidos nas actividades de tráfico de drogas.

Este caso junta-se a uma lista crescente de apreensões alarmantes em 2024. Um exemplo notável ocorreu a 28 de Junho, quando o Sernic interceptou 120 caixas de rebuçados que continham cocaína no Aeroporto Internacional de Maputo, numa operação que revelou um esquema internacional de tráfico proveniente do Brasil.

ONU reforçam compromisso com Moçambique na paz e desenvolvimento

As Nações Unidas reiteraram o seu compromisso em apoiar Moçambique nos esforços para combater o terrorismo, estabilizar o país, fornecer assistência humanitária e alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável. 

A afirmação foi feita pelo Secretário-Geral da ONU, António Guterres, durante a recepção das Cartas Credenciais do novo Embaixador e Representante Permanente de Moçambique junto das Nações Unidas, Domingos Fernandes.

Na cerimónia, que teve lugar na sede da ONU em Nova Iorque, António Guterres sublinhou a importância da colaboração internacional para enfrentar os desafios que o país enfrenta, destacando a necessidade de uma resposta conjunta e eficaz para garantir a paz e o desenvolvimento em Moçambique.

Domingos Fernandes, que assumiu a sua função em Janeiro passado, expressou o seu agradecimento pelo apoio contínuo da ONU nos esforços de manutenção da paz e no desenvolvimento sócio-económico de Moçambique. O diplomata, que antes da sua nomeação foi representante permanente-adjunto do seu país nas Nações Unidas, destacou a relevância da cooperação internacional para o fortalecimento das capacidades locais em várias áreas, incluindo segurança e desenvolvimento.

Com uma longa carreira diplomática que inclui funções como alto-comissário de Moçambique no Botswana e embaixador em Angola, Domingos Fernandes mostrou-se optimista quanto ao futuro da colaboração entre Moçambique e a comunidade internacional, enfatizando que a união de esforços é crucial para superar os desafios que o país enfrenta neste momento.

Papa Francisco supera momentos críticos de saúde após internação prolongada

O chefe da equipe médica que tratou o Papa Francisco, Dr. Sergio Alfieri, revelou em entrevista ao jornal italiano Corriere Della Sera que o pontífice esteve à beira da morte em duas ocasiões durante a sua recente internação hospitalar, a qual durou 38 dias devido a uma pneumonia severa que afectou ambos os pulmões.

O Papa Francisco, de 87 anos, deu entrada no hospital no início de Fevereiro e foi finalmente discharged no passado domingo, dia 23 de Março. Dr. Alfieri descreveu o dia 28 de Fevereiro como o momento mais crítico da sua saúde, quando o pontífice apresentou uma grande deterioração.

“Foi o pior momento. Pela primeira vez, vi lágrimas nos olhos de algumas pessoas ao seu redor. Aqueles que, durante este período de internamento, demonstraram um amor sincero por ele, quase como um pai,” afirmou Alfieri. O médico enfatizou que todos estavam conscientes da gravidade da situação, com um risco real de que o Papa não sobrevivesse.

Apesar da gravidade do seu estado, o Papa manteve a consciência durante todo o processo e expressou a sua preocupação com a sua condição, afirmando que “está ruim”. Dr. Alfieri referiu que, mesmo em momentos de grande sofrimento, Francisco pediu sempre que lhe contassem a verdade sobre a sua saúde.

A decisão de continuar com o tratamento foi tomada por Massimiliano Strappetti, assistente pessoal do Papa, que, perante a possibilidade de complicações adicionais, optou por tentar todos os tratamentos disponíveis. “Tivemos que escolher entre parar e deixá-lo ir, ou tentar todos os medicamentos e terapias possíveis, podendo danificar outros órgãos. No final, decidimos continuar. Massimiliano Strappetti disse: ‘Tente de tudo, não desista’. Essa foi a vontade de todos nós,” revelou o Dr. Alfieri.

O médico também destacou um segundo momento crítico quando Francisco sofreu uma broncoaspiração durante uma refeição. “Posso afirmar que por duas vezes a situação parecia perdida, e foi então que aconteceu como um milagre,” celebrou o médico.

Dr. Alfieri acredita que a recuperação do Papa deve-se não apenas ao tratamento médico, mas também às inúmeras orações e ao bom humor do pontífice. “Ele costumava dizer: ‘Ainda estou vivo’. E adicionava imediatamente: ‘Não se esqueça de viver e manter o bom humor’. O seu corpo pode estar cansado, mas a mente é a de um homem de 50 anos,” concluiu.

Jovem de 35 anos submetido a cirurgia após ser agredido com azagaia em Nampula

Um jovem de 35 anos teve de ser submetido a uma intervenção cirúrgica após ter uma azagaia cravada no seu olho esquerdo.

A operação, que decorreu no Departamento de Oftalmologia do Hospital Central de Nampula (HCN), teve lugar na tarde de ontem e foi liderada pelo oftalmologista e director clínico da instituição, Anselmo Vilanculos.

A cirurgia, que durou aproximadamente uma hora, foi descrita como bastante delicada pelo Dr. Vilanculos. O médico explicou que o objeto estava profundamente inserido, o que tornou o procedimento complicado. “Exigiu coragem e persistência de toda a equipa. Felizmente, o instrumento não atingiu directamente o olho, mas fragilizou alguns músculos ao redor”, afirmou o especialista.

Os profissionais de saúde do HCN agora aguardam a evolução do paciente para avaliar a sua recuperação e determinar os próximos passos do tratamento.

De acordo com informações divulgadas pelo Gabinete de Comunicação e Imagem do HCN, e citadas pelo irmão da vítima, o jovem, que trabalha como moto-taxista na zona de Muahivire, foi agredido na tarde de domingo por dois indivíduos que se supõem serem clientes.

Os criminosos terão lançado uma azagaia contra o rosto do jovem, ferindo-o gravemente antes de roubarem a sua motocicleta e outros pertences.

Trump solicita ao supremo suspensão da readmissão de funcionários federais

O governo norte-americano, sob a liderança do presidente Donald Trump, solicitou ao Supremo Tribunal que suspenda uma decisão judicial que ordena a readmissão de milhares de funcionários federais, demitidos em massa na tentativa de reduzir drasticamente os gastos públicos.

De acordo com informações veiculadas pela imprensa internacional, o recurso de emergência apresentado pela administração argumenta que o juiz não possui a autoridade para obrigar o poder executivo a recontratar mais de 16 mil funcionários que se encontram em período probatório.

A decisão inicial, proferida por um juiz da Califórnia, concluiu que as demissões realizadas não obedeceram às normas da lei federal. O magistrado ordenou que ofertas de reintegração fossem enviadas aos funcionários demitidos enquanto o processo judicial estiver em andamento.

Este apelo do governo também requer que a mais alta instância judicial dos Estados Unidos, de maioria conservadora, intervenha para controlar a actuação crescente de juízes federais que têm retardado a implementação da agenda do presidente Trump. “Somente este Tribunal pode pôr fim à usurpação de poder entre os ramos”, afirma o recurso, conforme reportado pela agência Associated Press (AP).

Nos últimos meses, o sistema judicial federal tornou-se um ponto crucial de resistência à administração Trump, especialmente considerando que o Congresso, dominado pelos republicanos, tem apoiado ou mantido um silêncio generalizado em relação a estas questões.

Os juízes federais já se pronunciaram contra a administração Trump em mais de trinta ocasiões, identificando violações da legislação federal em diversas áreas, que vão desde alterações nas regras de cidadania até questões relacionadas a despesas federais e direitos da comunidade transgénero.

O juiz distrital dos EUA, William Alsup, em São Francisco, determinou que os despedimentos foram indevidamente orientados pelo Gabinete de Gestão de Pessoal e pelo seu director interino. Esta decisão resultou de uma ação judicial apresentada por uma coligação de sindicatos e organizações sem fins lucrativos, que argumentaram que a redução da força de trabalho os afectaria directamente.

Alsup, nomeado pelo ex-presidente democrata Bill Clinton, expressou a sua frustração em relação ao que considerou uma tentativa da administração de contornar as leis e regulamentos, despedindo trabalhadores em período probatório que possuem menos protecções legais.

Norm Eisen, um dos advogados que representa os reclamantes, assegurou que se manterão firmes na defesa da decisão do juiz. “A nossa coligação continua empenhada em garantir que a justiça prevaleça para todos os trabalhadores em período probatório afectados”, declarou.

Moçambique apreende 204 sacos de carvão vegetal em operação contra exploração ilegal

As autoridades moçambicanas realizaram uma significativa apreensão de 204 sacos de carvão vegetal na estação ferroviária do Ressano Garcia, na província de Maputo. 

O carregamento, que tinha como destino a África do Sul, foi apreendido no âmbito de uma operação destinada a combater a exploração ilegal de recursos florestais, conforme anunciou o Governo.

De acordo com um comunicado emitido pelo Ministério da Agricultura, Ambiente e Pesca de Moçambique, a apreensão ocorreu em um dos pontos considerados críticos na rota do tráfico de produtos florestais. O Governo revelou que as autoridades policiais estão a investigar os indivíduos envolvidos nesta prática ilícita.

Além da apreensão, a Lusa noticiou que o Governo moçambicano tem em vista a contratação de 750 novos fiscais até 2026, com o objectivo de reforçar a fiscalização nos portos, postos fronteiriços e áreas de conservação. A medida visa, em particular, combater a desflorestação e a exploração ilegal dos recursos florestais.

A secretária permanente do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pesca, Emília Fumo, esclareceu que os novos fiscais não só actuarão em portos e fronteiras, mas também nas áreas de corte e conservação, onde a exploração ilegal tem sido mais predominante. “Precisamos de aumentar a nossa capacidade de fiscalização nessas áreas, que possuem florestas virgens e madeira de grande valor,” afirmou Fumo.

Em adição aos 750 fiscais projectados, o Governo já alocou mil novos agentes para reforçar o controle em postos fronteiriços, portos e áreas de conservação no ano passado. A responsável sublinhou a necessidade de mais fiscalização nos distritos e províncias onde a exploração ilegal é mais intensa.

Nos últimos quatro anos, a desflorestação em Moçambique afectou 875.453 hectares, embora tenha mostrado sinais de recuo em 2022, especialmente nas províncias de Niassa e da Zambézia. Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que, em 2022, a desmatamento diminuiu em 31% comparado ao ano anterior, totalizando 209.464 hectares.

Crise na Síria leva mais de 21.000 pessoas a refugiarem-se no Líbano

A crise de violência em curso na Síria resultou na fuga de mais de 21.000 pessoas para o Líbano, de acordo com informações divulgadas pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Desde o início do mês, a onda de confrontos já causou mais de 1.600 mortes no país.

O relatório da ONU, que se baseia em dados das autoridades locais e da Cruz Vermelha libanesa, indica que foram registadas a chegada de 21.637 sírios e 390 famílias libanesas que também deixaram a Síria. As famílias que conseguiram escapar da violência enfrentaram condições extremamente difíceis, atravessando “fronteiras clandestinas, por vezes até rios, a pé”, e chegam ao Líbano “exaustas, traumatizadas e com fome”, conforme relatado pela ACNUR.

A violência, considerada sem precedentes desde a queda do presidente Bashar al-Assad em Dezembro de 2023, foi desencadeada por um ataque violento dos apoiantes do ex-chefe de Estado contra as forças de segurança na cidade de Jablé, próximo de Latakia, que era um bastião do governo deposto e berço da comunidade alauita, do qual o clã Assad faz parte.

Em resposta, as autoridades sírias enviaram reforços para as províncias de Latakia e Tartus, onde operações de busca contra os apoiantes do regime têm sido intensificadas. O presidente Assad, que se refugiou na Rússia, um dos principais aliados do regime sírio, tem visto a situação no país deteriorar-se drasticamente.

A organização não-governamental Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) reportou que as “execuções sumárias” e “operações de liquidação” já causaram a morte de mais de 1.600 civis, com o número podendo aumentar, dado que várias pessoas permanecem desaparecidas. No total, as baixas civis e militares já ultrapassam as 2.400 desde o início das operações de segurança.

Em resposta à escalada da violência, as autoridades sírias estabeleceram uma comissão de inquérito para investigar os incidentes, procurando reunir e examinar todas as provas disponíveis.

PRM reintroduz brigadas móveis de fiscalização para reduzir acidentes de viação

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a reintrodução das brigadas móveis de controlo de velocidade e álcool nas estradas nacionais, como parte de uma estratégia para reduzir a sinistralidade rodoviária, que tem registado números alarmantes. 

A decisão surge em resposta ao crescente número de vítimas mortais nas estradas do país, destacando-se o trágico acidente ocorrido ontem no distrito de Gondola, na província de Manica, que resultou em mais de 20 mortes.

O porta-voz do Comando-Geral da PRM, Leonel Muchina, fez referência a este acidente e a outros sinistros recentes, indicando que, nos últimos dez dias, 37 pessoas perderam a vida em acidentes de viação. Muchina atribuiu alguns destes incidentes à velocidade excessiva e a manobras irregulares, sublinhando a urgência de medidas eficazes para melhorar a segurança nas estradas.

“Como medidas a adoptar para a prevenção da sinistralidade rodoviária, anunciamos a reactivação e introdução das brigadas móveis de fiscalização e controle de velocidade e de álcool, mormente, nos pontos críticos”, afirmou Muchina.

Além da reintrodução das brigadas móveis, a PRM também planeia intensificar as acções de educação cívica rodoviária em escolas, igrejas e outros locais com grande aglomeração populacional. O objectivo é sensibilizar a população sobre a importância do respeito às regras de trânsito e da condução responsável.

A fiscalização será ampliada para incluir veículos de transporte de passageiros, onde a polícia irá verificar o estado técnico das viaturas e a lotação de passageiros durante as operações. Esta abordagem abrangente visa garantir que todos os utentes das estradas respeitem as normas de segurança, contribuindo assim para a diminuição dos acidentes e das suas consequências trágicas.

Qualificação Mundial 2026: Mambas sofrem derrota pesada por 5-1 frente à Argélia

A Selecção Nacional de Futebol de Moçambique, conhecida como os Mambas, foi derrotada na noite de terça-feira pela Argélia, com um contundente resultado de 5-1, em partida válida pela sexta jornada de qualificação para o Mundial de 2024.

O encontro decorreu no Estádio Hocine Ait Ahmed, na cidade argelina de Tizi Ouzou, e os golos foram marcados ao longo de ambas as partes. Jeny Catamo conseguiu o tento de honra para a selecção moçambicana, mas não foi suficiente para evitar a pesada derrota.

Com este revés, os Mambas ocupam agora o segundo lugar do grupo G, acumulando 12 pontos, três a menos do que a Argélia, que lidera o grupo com 15 pontos. A equipa treinada por Chiquinho Conde terá agora de se preparar para os próximos desafios, que incluem um jogo em Setembro contra o Uganda, seguido de um encontro em casa frente ao Botswana.

Incêndio no mercado da Malanga em Maputo causou danos significativos

Um incêndio de grandes proporções deflagrou na noite de terça-feira no Mercado da Malanga, localizado na capital moçambicana.

As chamas, que começaram a ser combatidas às 18 horas, exigiram a intervenção do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) e levaram cerca de seis horas a serem controladas.

Até ao momento, as causas do incêndio permanecem desconhecidas, e as autoridades ainda não divulgaram informações detalhadas sobre os eventos que antecederam a ignição do fogo. Leonildo Pelembe, porta-voz do SENSAP, confirmou que uma pessoa ficou ferida durante o incidente, além de ter sido registado um elevado montante em danos materiais.

A rápida resposta das equipas de socorro foi crucial para evitar uma tragédia ainda maior, uma vez que o mercado é um ponto de grande movimentação e convívio social. O SENSAP continua a investigar as circunstâncias que levaram ao incêndio, na esperança de esclarecer o sucedido e de prevenir futuros incidentes.

Vagas de emprego do dia 26 de Março de 2025

Foram publicadas hoje, dia 26 de Março no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Técnico de Instalações de Sistemas de Rastreio

A Cartrack pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Instalações de Sistemas de Rastreio. Saiba mais.

2. Vaga para Voluntario Nacional de Meal

A VSO pretende recrutar um (1) Voluntario Nacional de Meal. Saiba mais.

3. Vaga para Fotógrafo de Estúdio

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Fotógrafo de Estúdio. Saiba mais.

4. Vaga para Cabeleireira

Uma empresa anónima está a recrutar uma (1) Cabeleireira. Saiba mais.

5. Vaga para Mecânico de Viaturas Pesadas e Máquinas

A Haps pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Mecânico de Viaturas Pesadas e Máquinas. Saiba mais.

6. Vaga para Editor de Vídeos e Imagem

A BCMoz pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Editor de Vídeos e Imagem. Saiba mais.

7. Vaga para Director de Programa EmpowerED

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director de Programa EmpowerED. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Programme Finance Officer

A Sightsavers pretende recrutar um (1) Programme Finance Officer. Saiba mais.

2. Vagas para Community Field Assistants (Energy Ambassador)

A Committed To Good (CTG) pretende recrutar quatro (4) Community Field Assistants (Energy Ambassador). Saiba mais.

3. Vaga para Designer Gráfico

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Designer Gráfico. Saiba mais.

4. Vaga para Gerente de Restaurante

A KaSushi pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente de Restaurante. Saiba mais.

5. Vaga para Técnico Eletrónica

A Técnica PC está a recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Eletrónica. Saiba mais.

6. Vaga para Corporate Service Center Manager

O Absa pretende recrutar um (1) Corporate Service Center Manager. Saiba mais.

7. Vaga para Consultor – Recursos Humanos

A Deloitte pretende recrutar um (1) Consultor – Recursos Humanos. Saiba mais.

8. Vaga para Highway & Road Engineer

A Saipem pretende recrutar um (1) Highway & Road Engineer. Saiba mais.

9. Vaga para Project Manager: Blue Action Fund

A Peace Parks Foundation pretende recrutar um (1) Project Manager: Blue Action Fund. Saiba mais.

10. Vaga para Analista de Desenvolvimento de Negócios- Banca de Seguros

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Analista de Desenvolvimento de Negócios- Banca de Seguros. Saiba mais.

11. Vaga para Técnico Operacional

A Marine & Inland Services pretende contratar um (1) Técnico Operacional. Saiba mais.

12. Vaga para Assistente Comercial

A Marine & Inland Services pretende contratar um (1) Assistente Comercial. Saiba mais.

13. Vagas para Enfermeiras de Saúde e Materno Infantil (ESMI)

A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar duas (2) Enfermeiras de Saúde e Materno Infantil (ESMI). Saiba mais.

14. Vaga para Oficial de Projecto

A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Oficial de Projecto. Saiba mais.

15. Vagas para Assistentes Comunitários

A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar quatro (4) Assistentes Comunitários. Saiba mais.

16. Vaga para Assistente Administrativo

A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Assistente Administrativo. Saiba mais.

17. Vagas para Motoristas

A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar dois (2) Motoristas. Saiba mais.

18. Vaga para Facilitador de Campo

A Fundação Aga Khan pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Facilitador de Campo. Saiba mais.

19. Vaga para PSM Manager

A Sasol pretende recrutar um (1) PSM Manager. Saiba mais.

20. Vaga para Padeiro

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Padeiro. Saiba mais.

21. Vaga para Economista Sénior (Macro Economista)

A AUSTRAL Consultoria pretende recrutar um (1) Economista Sénior (Macro Economista). Saiba mais.

22. Vaga para External IT Auditor

A PwC pretende recrutar um (1) External IT Auditor. Saiba mais.

23. Vaga para Secretária

Uma empresa anónima pretende recrutar uma (1) Secretária. Saiba mais.

24. Vaga para Logístico

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Logístico. Saiba mais.

25. Vaga para Vendedor

Procuramos um profissional multidisciplinar para actuar em diversas frentes de trabalho como Vendedor. Saiba mais.

26. Vaga para Serralheiro Mecânico

Uma empresa anónima situada em Maputo, está a recrutar um (1) Serralheiro Mecânico. Saiba mais.

27. Vaga para Business Analyst

A Aga Khan Academy Maputo pretende recrutar um (1) Business Analyst. Saiba mais.

28. Vaga para Balconista/ Vendedora

A PCP Universal Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Balconista/ Vendedora. Saiba mais.

STF do Brasil avalia a possibilidade de julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado

O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil inicia uma análise crucial das acusações apresentadas pelo Ministério Público contra o ex-Presidente Jair Bolsonaro e outros sete indivíduos, no âmbito de uma alegada tentativa de golpe de Estado. 

A sessão, que se estende até quarta-feira, tem gerado grande expectativa no país, dado o impacto das decisões judiciais nas instituições democráticas.

As acusações foram formalizadas em Fevereiro pela Procuradoria Geral da República, que imputou a Bolsonaro e aos seus co-réus crimes graves, incluindo a tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, envolvimento em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de património. Estes crimes estão relacionados com os ataques perpetrados por extremistas em 8 de Janeiro de 2023, que resultaram em danos significativos às sedes dos Três Poderes em Brasília.

A Primeira Turma do STF, composta por cinco juízes, é responsável pela avaliação das provas apresentadas e determinará se existem fundamentos suficientes para aceitar as acusações e dar início a um julgamento criminal.

A complexidade e a gravidade dos casos em questão não só afectam os réus, mas também têm repercussões profundas na estabilidade e na integridade das instituições democráticas brasileiras.

Mais de 40 detidos por insultar Presidente da Turquia durante protesto

Pelo menos 43 pessoas foram detidas  em várias cidades da Turquia sob a acusação de insultarem o presidente Recep Tayyip Erdogan e a sua família durante um novo protesto em massa contra a detenção do presidente da Câmara de Istambul, Ekrem İmamoğlu, do partido social-democrata.

O ministro do Interior, Ali Yerlikaya, fez uma declaração na rede social X, referindo-se aos “insultos vis” dirigidos a Erdogan, à sua falecida mãe e à sua família durante o protesto realizado na noite de segunda-feira na Praça Saraçhane, em Istambul, onde se localiza a Câmara Municipal. Yerlikaya indicou que a investigação continua em curso para identificar e localizar mais suspeitos.

Segundo o jornal BirGün, as detenções ocorreram esta manhã, com a polícia a efectuar buscas nas residências dos acusados em Istambul, bem como em Ancara, Izmir e Eskisehir. Durante o protesto de segunda-feira à noite, a polícia utilizou gás lacrimogéneo para dispersar milhares de manifestantes, levando muitos a buscar refúgio nas instalações da Câmara Municipal. Na cidade de Antalya, as forças de segurança recorreram a canhões de água para dispersar os participantes, resultando na detenção de pelo menos 25 pessoas.

O comissário para os direitos humanos do Conselho da Europa, Michael O’Flaherty, manifestou preocupação com o uso desproporcional da força pela polícia durante os protestos. Em comunicado, pediu que as autoridades turcas respeitem os direitos humanos, especialmente no que diz respeito à liberdade de reunião pacífica, à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa.

Ekrem İmamoğlu, que ocupa a presidência da Câmara de Istambul desde 2019, foi detido na quarta-feira sob acusações de corrupção e suborno, as quais a oposição considera serem infundadas e uma manobra para afastá-lo do cenário político. O líder social-democrata é visto como um potencial rival de Erdogan nas eleições presidenciais previstas para 2028, em que o presidente, que está no poder há mais de 20 anos, busca garantir a sua continuidade.

A Human Rights Watch (HRW) denunciou que a prisão de İmamoğlu é uma utilização do sistema de justiça como ferramenta para eliminar adversários políticos. Na sequência dos protestos, foram detidas 144 pessoas, incluindo vários jornalistas que cobriam as manifestações, e a Ordem dos Advogados de Izmir confirmou que 400 detenções foram registadas apenas naquela cidade.

A organização internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e várias associações de imprensa turcas também condenaram as detenções, sublinhando a grave situação da liberdade de imprensa na Turquia.

Alemanha fecha embaixada no Sudão do Sul em face de risco de guerra civil

A Alemanha anunciou o encerramento da sua embaixada no Sudão do Sul, em resposta a um alerta sobre o iminente risco de uma guerra civil no país. 

A decisão foi comunicada pela ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, que expressou preocupações sobre a segurança dos diplomatas, destacando que “após anos de paz frágil, o Sudão do Sul está de novo à beira de uma guerra civil”.

A medida surge na sequência dos intensos combates entre as milícias do Exército Branco, pertencente à etnia Nuer, liderada pelo vice-Presidente Riek Machar, e o exército sul-sudanês, sob o comando do Presidente Salva Kiir, da etnia Dinka. Este confronto marca um reacender do conflito histórico entre os dois líderes políticos, que até então se viam forçados a manter uma aliança.

Os confrontos já resultaram em dezenas de mortes, e os líderes Machar e Kiir continuam a trocar acusações sobre a onda de violência, que, embora centrada a mais de 1.300 quilómetros da capital Juba, apresenta o risco de se alastrar para outras áreas do país. Baerbock alertou que “o Presidente Kiir e o vice-Presidente Machar estão a mergulhar o país numa espiral de violência”, instando-os a assumir a responsabilidade e a dar cumprimento ao acordo de paz firmado em 2018, que havia posto fim a um conflito devastador.

Recentemente, Salva Kiir demitiu o governador do estado do Alto Nilo, aliado da oposição, nomeando um general em seu lugar, uma decisão controversa que contraria o entendimento alcançado no acordo de paz de 2018. A nova nomeação de Koang Chuol Ranley para o cargo suscita tensões adicionais no contexto da actual onda de violência, que iniciou após um ataque da milícia do Exército Branco a uma guarnição governamental na cidade de Nasir.

O Sudão do Sul enfrenta a ameaça real de um regresso a um estado de guerra, similar ao período entre 2013 e 2018, que resultou na morte de cerca de 400 mil pessoas e deixou quatro milhões de deslocados. A implementação dos termos do acordo de paz continua a ser uma preocupação, uma vez que muitos destes ainda não foram cumpridos.

Inicia julgamento de Gérard Depardieu por acusações de abusos sexuais

O renomado actor francês Gérard Depardieu compareceu ao tribunal de Paris, onde enfrenta acusações de agressões sexuais por parte de duas mulheres que participaram na produção do filme “Persianas Verdes”, durante a rodagem em 2021. 

A presença do actor, de 76 anos, foi amplamente coberta pela comunicação social, que o seguiu desde a sua residência até ao tribunal.

As acusações surgem de duas mulheres, uma cenógrafa de 54 anos e uma assistente de realização de 34, que alegam ter sido vítimas de agressões sexuais por parte do actor. O advogado de Depardieu refutou as alegações, classificando-as como um aproveitamento da situação.

Vale recordar que o actor não compareceu à sessão inicial do julgamento há quatro meses, alegando problemas de saúde. Esta é a primeira vez que Depardieu se apresenta em tribunal, embora tenha já enfrentado cerca de 20 acusações de abuso sexual ao longo dos anos, que acabaram por ser arquivadas devido à prescrição dos prazos.

À porta do tribunal, um grupo de manifestantes, na sua maioria mulheres, demonstrou apoio às alegadas vítimas, sublinhando a necessidade de dar voz e visibilidade às questões de abuso no ambiente de trabalho.

Gérard Depardieu, amplamente considerado um dos mais destacados actores da cinematografia francesa, sempre negou qualquer tipo de agressão ou abuso sexual, reiterando a sua inocência em várias entrevistas.

Montepuez Ruby Mining alerta para os perigos da mineração ilegal após incidente em Cabo Delgado

A Montepuez Ruby Mining (MRM) emitiu um alerta sobre os crescentes perigos associados à mineração ilegal, na sequência de um incidente ocorrido no passado dia 18 de Março, na sua concessão em Namanhumbir, na província de Cabo Delgado. 

O episódio resultou no ferimento a bala de um mineiro ilegal, durante um confronto com uma patrulha das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

De acordo com um comunicado divulgado na segunda-feira (24), o incidente teve lugar às 10h40, quando um grupo significativo de mineiros ilegais foi identificado a operar na área concessionada à MRM. O comunicado esclarece que “os indivíduos terão avançado de forma hostil contra uma equipa de patrulha das FADM, o que motivou disparos de alerta, tendo um dos mineiros sido atingido no membro inferior”.

O mineiro ferido, um homem de 29 anos, natural do distrito de Mogolovas, na província de Nampula e residente na aldeia de Nanuni, recebeu assistência imediata na clínica da MRM antes de ser transferido para o Hospital Distrital de Montepuez, onde lhe foram prestados cuidados médicos complementares.

A MRM reafirma o seu compromisso com a sensibilização das comunidades vizinhas, que servem muitas vezes de refúgio temporário para mineiros ilegais. A empresa visa, assim, alertar a população sobre os riscos humanos, legais e ambientais associados à exploração clandestina de recursos naturais.

Este incidente foi já comunicado às autoridades distritais, provinciais e nacionais, com a expectativa de que sejam implementadas medidas mais eficazes e coordenadas no combate àqueles que financiam, facilitam ou incentivam o comércio ilícito de rubis.

Conflitos no Sudão agravam crise humanitária e forçam deslocamentos em massa

Entre a quinta e a sexta-feira passada, os intensos combates entre o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF) e o exército sudanês, intensificaram a crise humanitária no país, levando inúmeras famílias a fugirem para locais seguros nas imediações, de acordo com informações da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A cidade de Al-Malha, situada nas regiões setentrionais do vasto deserto que separa o Sudão da Líbia, tornou-se um epicentro de confrontos, uma vez que o exército e as RSF têm conduzido operações transfronteiriças ao longo dos últimos meses. Este local é estratégico, pois serve como um ponto vital numa estrada desértica que conecta o Darfur do Norte ao restante do país, sob controlo do exército, conforme afirmaram fontes locais.

Em Março, a OIM relatou que cerca de 400.000 sudaneses haviam regressado às suas residências em áreas recuperadas pelo exército, em relação aos territórios anteriormente dominados pelos paramilitares. No entanto, a situação permanece crítica.

Desde Abril de 2023, o Sudão encontra-se imerso numa luta pelo poder entre as RSF, lideradas pelo general Mohamed Hamdane Daglo, e o exército, comandado pelo general Abdel Fattah al-Burhane. Este conflito resultou na divisão do país, com o exército a controlar as regiões norte e leste, enquanto as RSF dominam quase todo o Darfur, assim como partes do sul.

Na última sexta-feira, o exército sudanês anunciou a recuperação do controlo sobre o palácio presidencial e outros edifícios governamentais em Cartum, a capital do Sudão, expulsando as RSF após dois anos de conflitos prolongados.

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