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Quarta-feira, Outubro 28, 2026
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Primeiros 100 dias de Trump marcam início de guerra comercial e instabilidade nos mercados

A ascensão de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, marcada por promessas de mudanças significativas nas políticas comerciais, desencadeou um abalo sem precedentes na economia global, no comércio mundial e nos mercados financeiros. 

Desde a sua tomada de posse, a 20 de Janeiro, Trump tem adoptado uma postura agressiva em relação às importações, prometendo impor “tarifas e impostos aos países estrangeiros”.

Imediatamente após prestar juramento no Capitólio, Trump anunciou que a aplicação de direitos aduaneiros seria “a única forma” de assegurar que os Estados Unidos fossem “tratados como devem”. “Começarei imediatamente a reformar o nosso sistema comercial para proteger as famílias e os trabalhadores americanos. Em vez de taxar os nossos cidadãos para enriquecer outros países, vamos impor tarifas e impostos aos países estrangeiros para enriquecer os nossos cidadãos”, declarou Trump durante o seu discurso de inauguração.

As primeiras medidas concretas visaram produtos do México e do Canadá, com a imposição de tarifas de 25%. No entanto, rapidamente se tornou evidente que a lista de países-alvo se alargaria, incluindo nações como a China, a Rússia e a União Europeia. O impacto destas decisões foi imediato, gerando ondas de choque nos mercados financeiros e provocando retaliações dos parceiros comerciais, reflectindo um cenário de crescente tensão e um iminente conflito comercial.

A apenas três dias após a sua tomada de posse, durante o Fórum Económico Mundial em Davos, o presidente reafirmou a sua estratégia. “A minha mensagem para todas as empresas do mundo é simples: venham fabricar os vossos produtos na América e beneficiarão de alguns dos impostos mais baixos do mundo. Mas se não os fabricarem nos Estados Unidos, o que é um direito vosso, então, muito simplesmente, terão de pagar direitos aduaneiros”, afirmou.

As repercussões das políticas de Trump não se limitaram apenas aos Estados Unidos; o comércio global e as relações económicas entre países começaram a ser profundamente afectados. A incerteza gerada pela guerra comercial iminente aumentou a volatilidade nos mercados financeiros, com investidores a monitorizar atentamente as novas directrizes comerciais e as suas consequências para a economia mundial.

SERNIC detém suspeito de roubo de viaturas na Matola

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve um indivíduo suspeito de estar envolvido num esquema de roubo de viaturas, no Município da Matola. O detido faz parte de um grupo de três malfeitores que têm aterrorizado a população local.

A captura do suspeito aconteceu por volta das 21 horas, quando os agentes do SERNIC o surpreenderam na residência de um dos seus cúmplices, onde desmontava o sistema de segurança de uma viatura recentemente roubada no bairro de Nkobe, também na Matola.

Segundo o porta-voz do SERNIC em Maputo, Anastácio Maurício, a intervenção foi possível graças à denúncia da vítima, que relatou ter sido interceptada e arrastada para o interior de uma viatura. A vítima foi submetida a torturas e obrigada a entregar 20 mil Meticais. Após não conseguir obter ajuda da sua família, a vítima foi abandonada em local incerto dentro da autarquia.

Durante a operação, as autoridades apreenderam duas viaturas: uma pertencente à vítima e outra utilizada pelos indivíduos durante o roubo. Além disso, foram recuperadas três armas de fogo que os bandidos utilizaram para intimidar a vítima.

Mutuali: Naparamas rendem-se após captura do chefe e expressam arrependimento

Um total de 63 naparamas entregaram-se às autoridades governamentais na sede do posto administrativo de Mutuali, no distrito de Malema, na província de Nampula. 

A rendição ocorreu poucos dias após a detenção do suposto líder do grupo pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS).

Segundo informações avançadas pelo portal Ikweli, a entrega dos naparamas aconteceu na segunda-feira, na presença do governador da província, Eduardo Abdula. Durante a cerimónia, um representante dos naparamas expressou o arrependimento do grupo, pedindo desculpas pelas acções que resultaram em sofrimento para os cidadãos inocentes.

“Em nome dos cidadãos que se envolveram em tumultos, queremos pedir desculpa. Por nervosismo e revoltados por falta de controlo, alguns acabaram recorrendo a meios inadequados que trouxeram mais dor à nossa comunidade”, referiu o porta-voz.

O governador Abdula, por sua vez, questionou a sinceridade do arrependimento manifestado, enfatizando que os rendidos não deveriam ter sido coagidos a entregar-se. Abdula sublinhou ainda a importância de garantir a segurança na região, indicando que a ausência de segurança tem sido um factor dissuasor para potenciais investidores.

“É preciso que quem venha investir tenha certeza de segurança. As pessoas não querem vir à Mutuali porque dizem que aqui há naparamas”, destacou o governador.

Cruz Vermelha alerta para novo cenário de horror em Gaza

O director-geral do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Pierre Krähenbühl, afirmou que a retoma da guerra em Gaza desencadeou um “novo inferno” para a população palestiniana. 

Durante uma conferência de segurança realizada em Doha, no Qatar, Krähenbühl expressou a sua profunda preocupação com a situação humanitária no território.

“Gaza está a sofrer. São mortes, feridos, múltiplas deslocações de cidadãos, amputações, separações, desaparecimentos, fomes e negação de ajuda e dignidade em larga escala”, declarou o director-geral do CICV, enfatizando a gravidade da crise que assola a região.

O conflito, que se intensificou após o ataque do Hamas a Israel em 7 de Outubro de 2023, levou a um ciclo de violência devastador. Embora uma trégua tenha sido acordada no início deste ano, a ofensiva militar israelita na Faixa de Gaza foi retomada em 18 de Março, resultando em um agravamento da situação humanitária.

Krähenbühl lamentou que o cessar-fogo anterior tivesse dado esperanças à população, que agora se vê novamente confrontada com um cenário de horror. “Justamente quando o cessar-fogo fez as pessoas acreditarem que tinham sobrevivido ao pior, um novo inferno eclodiu”, disse.

Recentemente, a agência de notícias France Presse noticiou que o Hamas estaria disposto a negociar um cessar-fogo que preveja a libertação de todos os reféns de uma só vez, juntamente com uma trégua de cinco anos com Israel. Contudo, as perspectivas para a paz permanecem incertas.

As Nações Unidas alertaram que Gaza enfrenta a pior crise humanitária em 18 meses, desde o início das hostilidades em Outubro de 2023. O bloqueio imposto por Israel à ajuda humanitária, incluindo alimentos e material médico, continua a privar a população do necessário para a sobrevivência, exacerbando ainda mais a situação crítica.

Profissionais de saúde ameaçam suspender atendimento a pacientes em Moçambique

Os profissionais de saúde em Moçambique, que se encontram em greve desde o dia 17 de Abril, anunciaram que a partir desta quarta-feira, irão interromper o atendimento nos hospitais até ao dia 5 de Maio. 

A informação foi divulgada pelo presidente da Associação dos Profissionais da Saúde, Unidos e Solidários de Moçambique, Anselmo Muchave, durante uma conferência de imprensa realizada na passada segunda-feira.

A decisão de intensificar a paralisação foi tomada como forma de pressão sobre o Governo, com o objectivo de exigir o pagamento de horas extras em atraso, a melhoria das condições de trabalho, bem como a disponibilização de medicamentos e alimentos para os pacientes. “A partir do dia 30, às 15h30, os profissionais de saúde não irão pisar as unidades sanitárias e só voltarão no dia 5 de Maio. Esta é uma nova fase da nossa luta por um Sistema Nacional de Saúde (SNS) que preste cuidados dignos e eficazes ao povo moçambicano”, afirmou Muchave.

Entre as reivindicações dos profissionais de saúde, destacam-se não apenas o pagamento das horas extras em dívida, mas também melhores condições salariais, um adequado enquadramento nas suas funções, além da garantia de medicamentos e ração alimentar para os doentes.

Por sua vez, o ministro da Saúde, Ussene Isse, manifestou a sua disposição para dialogar com os grevistas, mas sublinhou a importância de manter o atendimento aos pacientes. “Reconheço que existem questões que nos separam, mas o meu apelo aos meus colegas é para continuarmos a discutir, sem, no entanto, deixarmos de atender os nossos pacientes, pois uma greve na saúde pode ter consequências desastrosas”, exortou o ministro.

Corrupção na LAM impede renovação da frota, afirma Presidente da República

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, revelou o desmantelamento de uma significativa rede de corrupção que operava na Administração da companhia aérea Linhas Aéreas de Moçambique (LAM). 

Esta medida surge no âmbito de um esforço mais amplo do novo governo para erradicar práticas corruptas que comprometem o desenvolvimento e a integridade da nação.

Durante uma conferência de imprensa, Chapo destacou que a rede envolvia altos gestores da LAM, que sabotaram o plano governamental de aquisição de novas aeronaves, que deveria ser concretizado nos primeiros cem dias de governação. “Uma das acções de impacto que tínhamos previsto era a aquisição de três aeronaves para a LAM, a nossa transportadora de bandeira. No entanto, ao tomarmos a decisão de avançar com esta aquisição, deparámo-nos com uma realidade alarmante: dentro da LAM, encontramos quem deveria proteger os nossos interesses a agir como “raposas a cuidar de um galinheiro”, ou “gatos a vigiar ratos”, referiu o governante.

O Presidente explicou que os conflitos de interesse identificados entre os gestores da companhia levavam a acções que beneficiavam os próprios envolvidos, especialmente através de comissões obtidas via aluguer de aeronaves.

Chapo denunciou ainda que os implicados no esquema de corrupção tinham-se beneficiado de uma viagem, supostamente para inspeccionar as aeronaves que deveriam ser adquiridas.

Diante da gravidade da situação, o governo decidiu cancelar o processo de compra dos novos aviões, como uma medida de salvaguarda dos interesses do povo moçambicano. A decisão sublinha o compromisso do novo governo em restaurar a transparência e a confiança nas instituições públicas do país.

Vaticano marca início do conclave para escolha do novo Papa para 7 de Maio

O Vaticano informou que o conclave para a eleição do novo papa terá início no próximo dia 7 de Maio. 

Esta reunião de cardeais surge na sequência do falecimento do papa Francisco, e a votação para escolher o novo líder da Igreja Católica ocorrerá logo após o término da Novendiales, um período de nove dias de luto pela sua morte.

A Novendiales iniciou após o sepultamento do papa Francisco, que ocorreu no sábado (26). Durante este período, os cardeais refletem sobre a importância da liderança da Igreja e se prepararam para a importante tarefa que se avizinha.

Com o início do conclave agendado para a próxima segunda-feira, a Capela Sistina já foi fechada ao público desde esta data, para que possam ser realizados os preparativos necessários para receber os cardeais.

O conclave ocorrerá na mesma capela onde, tradicionalmente, se realizam as votações para a escolha do líder máximo da Igreja Católica.

Vagas de emprego do dia 29 de Abril de 2025

Foram publicadas hoje, dia 29 de Abril no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Sworn Translator

O Absa Group pretende recrutar um (1) Sworn Translator. Saiba mais.

2. Vaga para Bus Driver

A Unitrans pretende recrutar um (1) Bus Driver. Saiba mais.

3. Vaga para Executive Associate

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Executive Associate. Saiba mais.

4. Vaga para Oficial Sénior de Supply 

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Oficial Sénior de Supply. Saiba mais.

5. Vaga para Consultor

A Pathfinder International pretende recrutar um (1) Consultor para Elaboração de Documentos Normativos da Plataforma Nacional dos Direitos dos Trabalhadores do Sexo (PNDTS). Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Assistente Administrativo

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um/a (1) Assistente Administrativo(a). Saiba mais.

2. Vaga para Forklift Operator

A Unitrans pretende recrutar um (1) Forklift Operator. Saiba mais.

3. Vagas para Técnicos de Tecnologia de Informação e Comunicação

A MD Consultores pretende recrutar Técnicos de Tecnologia de Informação e Comunicação. Saiba mais.

4. Vaga para Business Consultant

A Deloitte pretende recrutar um (1) Business Consultant. Saiba mais.

5. Vaga para Chief of Party

A CARE pretende recrutar um (1) Chief of Party. Saiba mais.

6. Vaga para Senior Manager Monitoring, Evaluation, and Learning (MEL)

A CARE pretende recrutar um (1) Senior Manager Monitoring, Evaluation, and Learning (MEL). Saiba mais.

7. Vaga para Operation Manager

A Alliance International pretende recrutar um (1) Operation Manager. Saiba mais.

8. Vaga para Logistics Executive

A FuelBuddy pretende recrutar um (1) Logistics Executive. Saiba mais.

9. Vaga para Procurement Assistant

A Biocarbon Partners pretende recrutar um (1) Procurement Assistant. Saiba mais.

10. Vaga para Contract and Procurement Manager

A Vivo Energy pretende recrutar um (1) Contract and Procurement Manager. Saiba mais.

11. Vaga para Executive Associate

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Executive Associate. Saiba mais.

12. Vaga para Motorista

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Motorista. Saiba mais.

13. Vaga para Babá

Uma empresa anónima está a recrutar uma (1) Babá. Saiba mais.

14. Vaga para Motorista

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Motorista. Saiba mais.

15. Vaga para Care and Treatment Lead

A Jhpiego pretende recrutar um (1) Care and Treatment Lead. Saiba mais.

16. Vaga para CBU Cluster Supervisor Lichinga

A Vodafone pretende recrutar um (1) CBU Cluster Supervisor Lichinga. Saiba mais.

17. Vaga para Trade Marketing Representative

A BAT pretende recrutar um (1) Trade Marketing Representative. Saiba mais.

18. Vaga para Alfaiate

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Alfaiate. Saiba mais.

19. Vaga para Oficial de Protecção à Criança em Emergência

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Protecção à Criança em Emergência. Saiba mais.

20. Vaga para Logistic Coordinator

A Saipem pretende recrutar um (1) Logistic Coordinator. Saiba mais.

21. Vaga para Well Integrity Supervisor (SPM)

A Sasol pretende recrutar um (1) Well Integrity Supervisor (SPM). Saiba mais.

22. Vagas para Inspectores e Técnicos de Laboratório de Operações de OGC – Óleos, Gases e Químicos

A SGS Moçambique pretende recrutar dois (2) Inspectores e Técnicos de Laboratório de Operações de OGC – Óleos, Gases e Químicos. Saiba mais.

23. Vaga para Senior Quality Operations Specialist

A CB&I pretende recrutar um (1) Senior Quality Operations Specialist. Saiba mais.

24. Vaga para Territory Supervisor

A Vodafone pretende recrutar um (1) Territory Supervisor. Saiba mais.

25. Vaga para Junior Consultant (Partnerships Officer)

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Junior Consultant (Partnerships Officer). Saiba mais.

26. Vaga para Oficial de Operações

Uma empresa anónima situada na Matola, está a recrutar um (1) Oficial de Operações. Saiba mais.

27. Vaga para Oficial de Educação

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Educação. Saiba mais.

28. Vagas para Técnicos de Farmácia

Uma empresa anónima está a recrutar dois (2) Técnicos de Farmácia. Saiba mais.

29. Vagas para Estafetas

Uma empresa anónima pretende recrutar dois (2) Estafetas. Saiba mais.

30. Vaga para Assistente Administrativo de Armazém

A INALCA Moçambique pretende contratar um (1) Assistente Administrativo de Armazém. Saiba mais.

31. Vaga para Marketing and Communications Officer

A Aga Khan Academy Maputo pretende recrutar um (1) Marketing and Communications Officer. Saiba mais.

32. Vaga para Comercial

A Kutiza Consultoria e Serviços está a recrutar uma (1) Comercial. Saiba mais.

Governo anuncia reposição da linha Férrea Baixa de Maputo/Estádio da Machava

O governo moçambicano está a planear a reposição da linha férrea que conecta a Baixa da cidade de Maputo ao Estádio da Machava, localizado no município da Matola. 

A informação foi divulgada pelo ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, durante a inauguração de três locomotivas da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), realizada este fim-de-semana.

A revitalização desta linha férrea visa melhorar a mobilidade e o acesso entre importantes pontos da capital e da Matola, com particular destaque para o Estádio da Machava, que é um espaço central para eventos desportivos e culturais na região. A proposta surge num contexto em que o governo procura fortalecer a infra-estrutura de transportes, promovendo alternativas sustentáveis e eficientes.

O ministro Matlombe enfatizou a importância do projecto, que não só facilitará o transporte de passageiros, mas também poderá contribuir para o desenvolvimento económico das áreas envolvidas. “Estamos comprometidos em melhorar a conectividade e a acessibilidade das nossas cidades. A reposição desta linha férrea é um passo importante nesse sentido”, afirmou.

Com esta iniciativa, o governo espera estimular o uso do transporte ferroviário, promovendo uma mobilidade mais ecológica e reduzindo a congestão rodoviária nas vias urbanas. A reactivação da linha férrea poderá também gerar novas oportunidades de emprego e impulsionar o comércio local, beneficiando as comunidades ao longo do percurso.

Governo confirma invasão de terroristas na Reserva Especial do Niassa

Uma coutada localizada na Reserva Especial do Niassa, no norte de Moçambique, foi alvo de uma invasão por parte de um grupo de terroristas, que capturou vários trabalhadores da zona. 

A confirmação do ataque foi feita pelas autoridades locais e pelo ministro da Defesa.

Inicialmente tratado como um rumor, o ataque foi oficialmente confirmado por Silva Livone, secretário de Estado da província de Niassa. O governante revelou que, nos últimos dias, havia registado a aproximação de grupos armados à reserva, oriundos do distrito de Montepuez, na província de Cabo Delgado.

“Nos últimos dias, registámos a aproximação de um grupo de indivíduos, supostamente terroristas, à Reserva Especial do Niassa. Este grupo invadiu o acampamento de uma empresa de caça desportiva, uma actividade legal, incendiou as instalações e fez reféns alguns dos funcionários”, explicou Silva Livone.

De acordo com uma publicação da RFI, apesar da gravidade da situação, não há registo de vítimas mortais até ao momento. O ministro da Defesa, Cristóvão Chume, assegurou que estão a ser levadas a cabo acções de perseguição aos autores do ataque, prometendo resultados nos próximos dias. “São terroristas, e nós estamos atrás deles. Estamos no terreno”, afirmou Chume.

Uganda anuncia o fim do surto de ébola após 42 dias sem novos casos

O Ministério da Saúde do Uganda anunciou o fim do surto de ébola detectado em Janeiro deste ano. Durante este período, o país registou um total de 14 casos prováveis, dos quais dois foram confirmados, resultando em quatro mortes.

Em uma mensagem divulgada na rede social X, o Ministério da Saúde comunicou: “BOAS NOTÍCIAS. O surto da doença do vírus de Ébola (da estirpe proveniente do Sudão) chegou oficialmente ao fim.” A declaração foi feita após um período de 42 dias sem novos casos, contados desde a alta do último paciente confirmado, que ocorreu a 14 de Março.

O Uganda seguiu os rigorosos protocolos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que determinam que um surto de ébola pode ser considerado terminado se não forem registados novos casos durante 42 dias consecutivos. Este prazo corresponde ao dobro do período de incubação do vírus.

O gabinete da OMS no Uganda também parabenizou o país, afirmando na rede social X: “Parabéns ao Uganda por completar a conta regressiva obrigatória de 42 dias sem um caso confirmado de ébola.”

Chikwe Ihekweazu, director interino da OMS para África, destacou que o surto trouxe “novos desafios”, pois afectou tanto comunidades urbanas como rurais em todo o país, num contexto de limitações financeiras significativas a nível global. “A resposta demonstrou a liderança de longa data do Uganda na luta contra as emergências de saúde pública. Enquanto OMS, estamos orgulhosos por termos apoiado estes esforços em cada etapa do processo”, acrescentou Ihekweazu.

O surto foi inicialmente declarado em 20 de Janeiro, após a confirmação da morte de um enfermeiro de 32 anos que trabalhava no Hospital de Mulago, na capital ugandense. Esta foi a segunda vez que o Uganda enfrentou um surto da doença, tendo a última ocorrência sido em 2022, que resultou em 142 casos confirmados e 55 mortes.

Importa destacar que o surto em questão pertence à estirpe do Sudão, que é considerada menos transmissível e com uma taxa de mortalidade inferior (entre 40% a 100%) em comparação com a estirpe de Zaire (que apresenta uma taxa de mortalidade entre 70% a 100%). Ao contrário da estirpe de Zaire, que tem originado epidemias na República Democrática do Congo, ainda não existe uma vacina aprovada para a estirpe do Sudão.

Inaugurado laboratório de saúde pública em Gaza

Foi oficialmente inaugurado na cidade de Xai-Xai, o novo laboratório de saúde pública, numa cerimónia presidida pelo ministro da Saúde, Ussene Isse. 

Este empreendimento insere-se no âmbito do esforço do governo moçambicano em expandir as infraestruturas de saúde em todo o país, com o objectivo de reforçar a capacidade de diagnóstico, vigilância epidemiológica e resposta a surtos e epidemias.

Durante a cerimónia, o ministro Ussene Isse destacou a importância deste laboratório como um passo significativo na melhoria dos serviços de saúde na região. “A inauguração deste laboratório representa um compromisso sério do governo em garantir que as comunidades tenham acesso a diagnósticos precisos e rápidos, fundamentais para a saúde pública e bem-estar da população”, afirmou.

O novo laboratório não só irá proporcionar uma infra-estrutura adequada para a realização de testes e análises, mas também servirá como um centro de referência para a formação de profissionais de saúde, contribuindo assim para a capacitação das equipas que actuam na linha da frente da saúde pública.

A criação deste espaço é parte de uma estratégia mais ampla que visa aumentar a resiliência do sistema de saúde moçambicano, especialmente em tempos de surtos e epidemias, onde a rapidez e eficiência no diagnóstico podem salvar vidas.

Autoridades detêm mais de 100 imigrantes ilegais em discoteca clandestina no Colorado

Mais de 100 imigrantes ilegais foram detidos numa discoteca clandestina em Colorado Springs, no estado do Colorado. 

A operação, que foi descrita pelas autoridades como uma “operação segura”, foi coordenada pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).

Segundo Jonathan Pullen, chefe responsável pela operação, a acção é um passo importante para a segurança da cidade. “A cidade de Colorado Springs está mais segura agora”, afirmou Pullen em declarações à imprensa norte-americana.

Segundo as informações reveladas, pelo menos uma dezena dos indivíduos detidos exercia funções como seguranças no recinto. A operação visava não apenas a detenção de imigrantes em situação irregular, mas também o combate a actividades ilícitas, uma vez que a discoteca era considerada um centro de tráfico de droga e prostituição.

A acção policial envolveu cerca de 300 agentes e teve como alvo um local que, segundo a imprensa, estava sob investigação há algum tempo. No momento da operação, aproximadamente 200 pessoas estavam presentes na discoteca.

Hamas disposto a acordar cessar-fogo com libertação de reféns de uma só vez

O Hamas manifestou-se disposto a negociar um cessar-fogo em Gaza que inclua a libertação simultânea de todos os reféns em sua posse, além de uma trégua de cinco anos com Israel. 

A informação foi divulgada pela agência de notícias AFP, que cita um responsável do Hamas que preferiu permanecer anónimo.

Esta proposta surge no dia em que uma delegação do movimento islamita palestiniano se encontra com mediadores no Cairo, Egito. No entanto, não está claro se a ideia de uma trégua de longa duração foi sugerida pelo próprio Hamas ou se foi proposta pelos mediadores egípcios e do Qatar.

O Hamas, que anteriormente rejeitou uma oferta israelita que previa uma trégua de 45 dias em troca da devolução de dez reféns vivos, expressou a sua posição de que não está interessado em acordos “parciais”. O grupo defende um entendimento “global”, que abranja a cessação das hostilidades, a retirada total das tropas israelitas, a troca de reféns israelitas por prisioneiros palestinianos e a entrada de ajuda humanitária em Gaza.

Por sua vez, Israel exige a devolução de todos os reféns e o desarmamento do Hamas e de outros grupos armados na região, sendo este último ponto considerado uma “linha vermelha” para o movimento palestiniano.

A actual guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas a Israel em 7 de Outubro de 2023, que resultou na morte de 1.218 pessoas do lado israelita, a maioria civis, de acordo com dados oficiais compilados pela AFP. Naquele ataque, foram raptadas 251 pessoas, das quais 58 ainda se encontram detidas em Gaza e 34 já foram confirmadas como mortas pelo exército israelita.

Uma trégua anterior, que decorreu entre 19 de Janeiro e 17 de Março, permitiu a devolução de 33 reféns, dos quais oito foram posteriormente confirmados como mortos, em troca da libertação de cerca de 1.800 palestinianos detidos em Israel.

Colisão entre barcos na Flórida resulta em um morto e vários feridos

Uma tragédia marítima ocorreu no estado da Flórida, onde uma colisão entre dois barcos resultou na morte de pelo menos uma pessoa e deixou várias outras feridas. 

As autoridades confirmaram que um dos barcos envolvidos no acidente transportava 45 passageiros no momento da colisão.

Segundo as informações divulgadas, a embarcação que colidiu com o barco lotado abandonou o local após o incidente, mas já foi identificada pelas forças de segurança. O acidente provocou uma mobilização imediata de serviços de emergência, incluindo o envio de dois helicópteros para auxiliar no resgate e transporte das vítimas.

Várias das pessoas afectadas foram rapidamente encaminhadas para unidades hospitalares, onde recebem tratamento para as suas lesões. As autoridades estão a investigar as circunstâncias que rodearam a colisão, enquanto familiares e amigos das vítimas aguardam notícias.

Nampula: PRM captura suposto líder dos Naparamas em Mutuali

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a detenção de um indivíduo supostamente à frente do grupo conhecido como Naparamas, que tem aterrado a população e causado a destruição de infra-estruturas públicas na sede do posto administrativo de Mutuali, localizado no distrito de Malema.

Segundo a informação divulgada pelo portal Ikweli, o detido, um homem de 38 anos, confessou ser o líder deste grupo, responsável pela instabilidade social, económica e política na região. A operação que culminou na sua captura ocorreu no dia 23 de Outubro, pelas 11 horas, numa acção conjunta das Forças de Defesa e Segurança (FDS) e do comando da PRM em Cuamba, província do Niassa.

Dércio Samuel, chefe do departamento de relações públicas da PRM em Nampula, revelou que o indivíduo detido é considerado o chefe das operações do grupo Naparama e o principal mobilizador por detrás do ataque realizado no dia 16 de Outubro contra as FDS no posto administrativo de Mutuali.

Além disso, foram reportadas práticas ritualísticas associadas ao grupo, onde os membros se submetem a rituais tradicionais que incluem a preparação e vacinação para enfrentarem as forças de segurança.

Dércio Samuel assegurou que as operações de busca e captura dos restantes integrantes do grupo Naparamas continuarão, com o intuito de garantir que todos sejam responsabilizados pelos seus actos criminosos e que a paz e a segurança sejam restabelecidas na região.

China desmente Trump sobre negociações comerciais com os EUA

A China voltou a desmentir os comentários do presidente norte-americano, Donald Trump, relativamente a negociações em curso sobre tarifas entre os dois países. 

A embaixada chinesa em Washington emitiu um comunicado, publicado na popular plataforma de mensagens WeChat, onde afirma categoricamente que “não houve consultas ou negociações entre a China e os Estados Unidos sobre questões tarifárias, muito menos um acordo”.

A representação diplomática chinesa qualificou ainda as declarações norte-americanas, que sugerem um diálogo em andamento sobre as tarifas, como “enganadoras”. O comunicado enfatiza que, se os Estados Unidos realmente desejam resolver as questões por meio do diálogo, devem “primeiro corrigir os seus erros, deixar de ameaçar e pressionar os outros, e abolir completamente todas as medidas tarifárias unilaterais tomadas contra a China”.

As tensões comerciais entre as duas potências aumentaram nas últimas semanas, após uma entrevista publicada na sexta-feira pela revista “Time”, onde Trump afirmou que decorreram discussões entre os dois países para um possível acordo.

O presidente norte-americano sugeriu que o processo poderia ser concluído nas próximas semanas e mencionou ter estabelecido contacto telefónico com o presidente chinês, Xi Jinping, embora não tenha especificado a data ou o conteúdo da conversa.

Trump, ao se referir à comunicação com Xi, disse: “Ele telefonou. E não acho que isso seja um sinal de fraqueza”.

O Ministério do Comércio da China já havia negado que estivesse a realizar negociações económicas ou comerciais com Washington. As tensões foram exacerbadas pelo anúncio do presidente norte-americano de que iria impor sobretaxas de 145% sobre determinados produtos importados da China, levando Pequim a retaliar com sobretaxas de 125% sobre produtos provenientes dos Estados Unidos.

UniLúrio recua e isenta estudantes de mensalidades após ameaça de protestos

A Universidade Lúrio (UniLúrio), situada em Nampula, tomou a decisão de isentar os estudantes do regime pós-laboral da Faculdade de Ciências de Saúde do pagamento de mensalidades durante o período em que não foram ministradas aulas. 

Esta medida surge na sequência de uma crescente pressão por parte dos alunos, que haviam anunciado uma manifestação pacífica em resposta à cobrança das mensalidades nos meses de Março e Abril, apesar da ausência de actividades lectivas.

Em uma nota oficial, a direcção da Faculdade comunicou aos alunos que a isenção se aplicaria especificamente aos meses em que não ocorreram aulas. “Após o reinício das aulas, o pagamento deverá ser efectuado segundo o calendário normal”, pode ler-se no documento, assinado pela directora da Faculdade a 04 de Abril.

A convocação para a manifestação foi feita por estudantes dos cursos de Enfermagem Geral, Psicologia Clínica e Administração e Gestão em Saúde, que planeavam marchar em cinco datas intercaladas: 28 de Abril, 5, 12 e 19 de Maio. A indignação dos alunos manifestou-se através de cartas enviadas à direcção da Faculdade, ao Conselho Municipal de Nampula, à Polícia da República de Moçambique (PRM) e à Reitoria da Universidade. Nessas missivas, os estudantes expressaram a sua revolta face à cobrança das mensalidades em um período em que as aulas não eram ministradas.

“Decidimos realizar uma manifestação pacífica para exigir os nossos direitos, visto que as aulas deveriam ter iniciado em Março e, até à presente data, os estudantes dos cursos acima mencionados continuam sem aulas. Além disso, fomos obrigados a inscrever-nos e a pagar as mensalidades correspondentes aos meses de Março e Abril, mesmo sem qualquer actividade lectiva. A direcção, sabendo da ausência de aulas, manteve a cobrança”, relataram os alunos em uma das cartas.

Oposição nomeia Lee Jae-myung como candidato às presidenciais na Coreia do Sul

O principal partido da oposição na Coreia do Sul, o Partido Democrático, anunciou a nomeação de Lee Jae-myung como candidato às eleições presidenciais, marcadas para Junho. 

Lee, que foi o ex-líder do partido, obteve quase 90% dos votos nas primárias, superando dois concorrentes.

“Agora, o povo e os nossos colegas de partido deram-me a oportunidade de reconquistar a presidência e construir uma nova e verdadeira República da Coreia. Obrigado! Vou humildemente implementar esta tarefa árdua e séria”, declarou Lee durante o seu discurso de vitória.

Com 60 anos, Lee Jae-myung já ocupou cargos relevantes, como o de governador da província de Gyeonggi, a mais populosa da Coreia do Sul, e presidente da Câmara da cidade de Seongnam. As sondagens apontam-no como o claro favorito para vencer as próximas eleições; uma pesquisa da Gallup Korea revelou que 38% dos inquiridos optaram por Lee, enquanto os demais potenciais candidatos não alcançaram 10% das preferências.

Entretanto, o Partido do Poder Popular, actualmente no poder e de orientação conservadora, irá escolher o seu candidato no próximo fim-de-semana. Esta será a terceira tentativa de Lee em candidatar-se à presidência, após uma derrota por margem estreita nas eleições de 2022 para Yoon Suk-yeol.

No dia 10 de Abril, Lee anunciou a sua candidatura às primárias do partido, um dia após ter deixado o cargo de presidente da formação política. “Estou a concorrer para criar uma verdadeira Coreia”, afirmou em um vídeo, ressaltando a necessidade de ser “a melhor ferramenta” para o povo sul-coreano, em meio a uma grave crise política e social, exacerbada por episódios como a declaração temporária de lei marcial por parte do ex-presidente Yoon Suk-yeol em Dezembro.

Lee propôs medidas para reactivar a economia, focando no investimento público em tecnologia e formação de recursos humanos, sublinhando que a raiz do conflito social é de natureza económica. O político optou por uma abordagem pragmática, ao invés de se prender a posições ideológicas, e defendeu uma política externa que priorize os interesses nacionais da Coreia do Sul.

RDC e M23 concordam em interromper combates

O Governo da República Democrática do Congo (RDC) e o grupo rebelde M23/AFC (Movimento 23 de Março/Aliança do Rio Congo) anunciaram um acordo para interromper os combates no leste do país. 

Esta decisão surge em um contexto de intensos conflitos que têm afectado as províncias de Kivu do Norte e do Sul desde Janeiro, resultando em devastação significativa e em um elevado número de vítimas.

Embora as negociações anteriores tenham conseguido pouco avanço e tréguas anteriores tenham sido rapidamente violadas, este novo anúncio é visto como um primeiro passo positivo rumo ao fim da violência, conforme reportado pela RFI África lusófona. O reconhecimento de que as conversações em Doha foram consideradas “francas e construtivas” pela parte envolvida traz alguma esperança, embora permaneçam dúvidas sobre a rapidez e eficácia das negociações, que têm sido descritas como lentas.

Desde o início dos combates, a guerra no leste da RDC já causou o deslocamento de centenas de milhares de pessoas e resultou na morte de pelo menos 7.000 indivíduos, conforme indicado pelas autoridades congolesas. A situação humanitária continua a ser alarmante, com muitas comunidades a sofrerem as consequências directas dos conflitos.

Apesar do optimismo gerado pelo recente acordo, os desafios para alcançar uma paz duradoura permanecem significativos. A região tem sido marcada por décadas de instabilidade e violência, e o caminho para uma solução definitiva parece ainda longo e repleto de obstáculos.

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