O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique anunciou a redução da taxa de juro de política monetária, conhecida como taxa Mimo, de 12,25% para 11,75%.
Esta decisão reflete a confiança na manutenção das perspectivas de inflação em um dígito no médio prazo, apesar do aumento das incertezas relacionadas com o agravamento do risco fiscal no país.
O anúncio foi feito pelo Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, durante uma conferência de imprensa realizada na capital moçambicana. Zandamela sublinhou que, embora as expectativas de inflação se mantenham controladas, a pressão sobre o endividamento público interno continua a aumentar, gerando preocupações adicionais.
O Governador destacou ainda que os riscos e incertezas associados às projecções da inflação têm vindo a intensificar-se, o que poderá ter implicações significativas para a política monetária e para a economia nacional na totalidade. A decisão de reduzir a taxa de juro visa estimular a actividade económica e apoiar o crescimento, numa altura em que o contexto fiscal se mostra cada vez mais desafiante.
O Ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do Irão, anunciou a aprovação de um perdão ou redução de penas para mais de 1.500 prisioneiros, numa tradição que marca o fim do Ramadão.
Este gesto surge como parte de uma prática habitual na República Islâmica, que visa promover a clemência em momentos festivos.
O gabinete de Khamenei divulgou um comunicado oficial onde se especifica que a medida abrange um total de 1.526 indivíduos condenados por tribunais civis e revolucionários. Contudo, as identidades dos beneficiários ainda não foram tornadas públicas.
Adicionalmente, foi esclarecido que esta decisão se alinha com um pedido formal feito pelo chefe do poder judicial do Irão, Gholamhosein Mohseni Ejei, conforme a Constituição iraniana. O comunicado detalha que 567 processos foram encerrados com indultos, garantindo a libertação dos condenados, enquanto 959 indivíduos terão as suas penas reduzidas ou comutadas.
Entre os contemplados por este perdão encontram-se 13 estrangeiros e 66 mulheres. A medida também trouxe alívio a 46 pessoas que se encontravam no corredor da morte, a maioria delas condenadas por crimes relacionados com drogas, cujas penas foram convertidas em penas de prisão.
Segundo o artigo 110 da Constituição iraniana, o Líder Supremo detém o poder de perdoar ou comutar penas com base em recomendações do chefe do poder judicial, uma prática que tem sido reiteradamente utilizada ao longo dos anos na República Islâmica.
Abdel Fattah al-Burhan, líder militar do Sudão, anunciou em declarações à rede de televisão catari “Al Jazeera” que “Cartum está livre”.
A afirmação foi feita durante uma visita ao Palácio Presidencial, onde Burhan esteve pela primeira vez desde o início do conflito armado em 15 de Abril de 2023 entre o Exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (FAR), lideradas por Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemedti.
O líder militar chegou a Cartum a bordo de um helicóptero, após o Exército ter confirmado o controle do aeroporto internacional da capital e de um “último bastião” das forças paramilitares na cidade. Na passada sexta-feira, o Exército sudanês conseguiu expulsar as FAR do Palácio Presidencial, que apresentava danos significativos resultantes dos intensos combates entre os dois lados.
Desde o início da guerra, o aeroporto, o Palácio e a maioria dos centros urbanos de Cartum estavam sob domínio das FAR. Contudo, não houve, até o momento, uma reacção por parte das FAR a estas recentes perdas territoriais, cujo reduto principal permanece na região de Darfur, no oeste do Sudão.
Nas últimas semanas, o Exército sudanês intensificou uma campanha militar com o objectivo de retomar os distritos controlados pelas FAR na vasta capital, depois de as ter expulso das principais cidades e vilas do centro-leste e centro-sul do país. O conflito, que eclodiu após a falência das negociações para a integração das forças paramilitares na estrutura militar nacional, já resultou na morte de dezenas de milhares de pessoas e na deslocação interna de mais de 12 milhões de sudaneses.
Os incêndios florestais, que estão a ser considerados entre os mais devastadores da história da Coreia do Sul, resultaram na morte de 24 pessoas, na destruição de mais de 200 estruturas e na evacuação de cerca de 27 mil cidadãos.
As informações foram confirmadas pelas autoridades sul-coreanas, que relatam uma situação alarmante em várias regiões do país.
Entre as vítimas, encontra-se um piloto que perdeu a vida após a queda do helicóptero que pilotava durante as operações de combate ao incêndio na cidade de Uiseong, localizada no sudeste, uma das áreas mais afectadas. A aeronave não transportava outros tripulantes no momento do acidente. Além das fatalidades, a Agência Nacional de Incêndios registou pelo menos 26 pessoas com ferimentos de diversos graus.
Os incêndios têm devastado uma variedade de estruturas, incluindo um antigo templo budista, casas, fábricas e veículos. O presidente em exercício da Coreia do Sul, Han Duck-soo, expressou a gravidade da situação, afirmando que os danos materiais estão a superar os episódios de incêndios florestais anteriores. “Os danos estão a aumentar. Tememos ter danos de incêndios florestais que nunca tivemos antes, então temos que concentrar todas as nossas capacidades para apagar os fogos até ao fim desta semana”, enfatizou Han.
As operações de combate ao fogo mobilizaram cerca de 4.650 bombeiros, soldados e outros agentes, com o suporte de aproximadamente 130 helicópteros. As áreas mais afectadas incluem Andong, os condados vizinhos de Uiseong e Sancheong, bem como a cidade de Ulsan.
Na localidade de Gounsa, o incêndio consumiu quase metade das mais de 30 estruturas do templo, que remonta ao século VII. Em resposta à crise, o Serviço Florestal da Coreia elevou o alerta de incêndio florestal para o nível mais alto em todo o país. As autoridades locais foram instruídas a aumentar o número de trabalhadores dedicados à resposta a emergências, a restringir a entrada em florestas e parques, e a recomendar a suspensão de exercícios de fogo real pelas unidades militares.
As investigações preliminares sugerem que erros humanos podem estar na origem de vários incêndios, o que coloca em destaque a necessidade de uma análise mais rigorosa das práticas de segurança e prevenção em áreas florestais.
A Administração Nacional de Estradas (ANE), através da sua delegação em Nampula, sublinhou a urgência de rever as normas de construção de infraestruturas rodoviárias e pontes, com o objectivo de torná-las mais resilientes face aos eventos climáticos extremos que têm afectado a província.
Mateus Espírito Santo, delegado da ANE em Nampula, expressou esta necessidade em declarações ao jornal Rigor.
De acordo com Espírito Santo, as infraestruturas rodoviárias da província não estão preparadas para suportar os eventos climáticos recorrentes que o país tem enfrentado, evidenciados pelos cortes de estradas e pontes nos últimos quatro meses, consequência dos ciclones Dikeledi, Chido e Jude. “Neste momento, estamos a fazer a reposição de emergência para garantir a transitabilidade. Mas, no futuro, teremos que fazer um estudo, de forma que se conservem os processos de construção que sejam adequados às mudanças climáticas”, afirmou o delegado.
O impacto das mudanças climáticas na infraestrutura é inegável, com Espírito Santo a destacar que os ciclos de chuvas se tornaram quase anuais e os danos resultantes destes fenómenos têm sido severos. “Os nossos parâmetros de dimensionamento das estradas têm que ser revistos. É esse esforço que o setor está a fazer”, acrescentou.
Durante o período crítico de ciclones, quatro dos onze troços rodoviários da província de Nampula ficaram com trânsito condicionado ou cortado. Entre as vias afetadas destacam-se a estrada Nampula-Namialo, Namialo-Rio Lúrio, no limite entre Nacarôa e Eráti, a estrada N104, Nametil-Angoche e Rapale-Mecubúri. Dentre estas, o troço Namialo-Namapa permanece com trânsito condicionado devido à destruição da ponte sobre o rio Monapo.
Dois cidadãos envolvidos na mineração artesanal de ouro perderam a vida em trágicos acidentes ocorridos no posto administrativo de Nhampassa, no distrito de Báruè.
Os incidentes destacam os perigos associados à exploração ilegal de recursos minerais na região.
Uma das vítimas, cuja identidade ainda não foi revelada, morreu soterrada num túnel após o desabamento de uma porção de terra. A segunda vítima, natural de Maputo, sucumbiu a ferimentos quando caiu para o interior de um poço, falecendo a caminho do Hospital Distrital de Catandica.
Segundo a Agência de Informação de Moçambique (AIM), a área onde os garimpeiros estavam a trabalhar pertence à Sociedade Mineira de Nhampassa (SOMINHA). O Delegado provincial de Inspecção Geral dos Recursos Minerais e Energia, Ângelo Pinto, afirmou que as vítimas praticavam mineração ilegal em uma zona onde desabamentos são frequentes. Este ano, apenas na localidade de Nhampassa, já foram registadas cinco mortes de garimpeiros em circunstâncias semelhantes.
A província de Manica é rica em recursos minerais, especialmente ouro, e os distritos de Manica, Báruè, Gondola, Sussundenga e Macossa são conhecidos pela sua exploração mineral. Estima-se que mais de dez mil pessoas estejam envolvidas na exploração ilegal de ouro em toda a província, um fenómeno que levanta preocupações sobre a segurança e a regulamentação no sector mineiro.
O governo moçambicano anunciou a decisão de encerrar as mineradoras que não cumprirem com o pagamento dos impostos de superfície.
As empresas visadas terão um prazo de 15 dias para regularizar a sua situação fiscal. Segundo o secretário de Estado de Minas, Jorge Daudo, esta medida visa assegurar a sustentabilidade e a organização do sector mineiro no país.
De um total de 2.162 focos de mineração artesanal dedicados à exploração de ouro e outras jazidas, apenas 1.577 estão actualmente em funcionamento. Dentre estes, algumas poderão ter de encerrar as suas actividades em virtude das irregularidades identificadas pelo governo.
“Nós estamos a reestruturar o sector e uma das formas que encontramos para isso é tornar pública a lista das empresas devedoras ao Estado. Estamos a limpar o cadastro mineiro e a dar visibilidade a estas situações. Aquelas que não regularizarem a sua situação terão as suas licenças revogadas. O nosso objectivo é garantir um sector mineiro sustentável, que beneficie mais moçambicanos”, afirmou Jorge Daudo.
Na mesma reunião em Maputo, que contou com a presença de operadores mineiros, o secretário de Estado enfatizou a necessidade de encontrar soluções conjuntas para o desenvolvimento sustentável da actividade mineira. Contudo, ele alertou que existe uma preocupação crescente relacionada a mineradoras artesanais que supostamente estão ligadas ao crime organizado.
“O exercício desta actividade enfrenta diversos desafios, como o uso de tecnologias inadequadas, degradação ambiental, falta de cumprimento das normas de segurança, informalidade, trabalho infantil, evasão fiscal e branqueamento de capitais. Temos registado casos de invasão e vandalização de empreendimentos mineiros em todo o país, muitos dos quais estão ocupados por mineradores artesanais que se presume estejam a serviço de organizações criminosas”, declarou Daudo.
Além disso, o secretário de Estado denunciou o envolvimento de algumas autoridades estatais na facilitação da compra e venda ilegal de minas, apontando a cobrança de valores indevidos para a exploração de minerais em áreas protegidas.
“Estamos preocupados com o envolvimento de autoridades na cobrança de taxas ilegais para a exploração mineral em áreas de conservação e na comercialização ilegal de minerais, bem como na falta de cumprimento das leis durante processos de apreensão de minerais”, acrescentou.
De acordo com dados do censo de mineradores artesanais, desde 2021 foram formalizadas 49 cooperativas minerais e emitidos 33 certificados para a actividade.
Jorge Daudo destacou que a lentidão na emissão de documentos por parte de entidades competentes tem condicionado o início de produção, expondo as áreas à mineração artesanal, o que resulta na diminuição de investimentos, na criação de novos empregos e na arrecadação de receitas para o Estado, além de comprometer a construção de infraestruturas e outros benefícios sociais.
O Governo de Moçambique emitiu um alerta sobre a crescente tendência da Dívida Pública do país, que poderá comprometer o Orçamento do Estado para o presente ano.
Em 2024, a Dívida Pública atingiu a cifra histórica de um trilião de meticais, reflectindo um aumento de oito por cento em comparação com o ano anterior.
A Ministra das Finanças, Carla Louveira, anunciou que o executivo está a planear rever a Estratégia da Dívida Pública para o período de 2026 a 2029, com o intuito de garantir a sustentabilidade da dívida nacional. Durante uma conferência de imprensa realizada na quarta-feira, após a primeira sessão ordinária do Parlamento, Louveira esclareceu que a actual Estratégia 2022-2025 já contempla uma revisão necessária para enfrentar os desafios impostos pelo crescimento da dívida.
A ministra foi também interpelada por jornalistas sobre o estado dos pagamentos referentes às horas extras dos funcionários dos sectores da Educação e da Saúde. Louveira reafirmou o compromisso do Governo em regularizar esta situação, embora detalhes específicos sobre os prazos não tenham sido divulgados.
Um submersível turístico, conhecido como “Sindbad”, afundou na quinta-feira de manhã ao largo da costa da cidade egípcia de Hurghada, no Mar Vermelho, resultando na morte de seis turistas russos e deixando nove feridos, quatro dos quais em estado grave.
De acordo com informações divulgadas pela BBC, entre os 40 passageiros a bordo, 29 foram resgatados e transportados para os hospitais mais próximos para receberem cuidados médicos. A embaixada da Rússia no Egito confirmou que todos os turistas a bordo da embarcação eram de nacionalidade russa.
O submersível “Sindbad” tinha operado na região de Hurghada durante vários anos, oferecendo aos seus passageiros a experiência de explorar as deslumbrantes paisagens subaquáticas a uma profundidade de 25 metros, permitindo a observação de 500 metros de recifes de coral e da sua vida marinha diversificada.
As autoridades locais estão a investigar as causas do acidente, que chocou a comunidade turística e os entusiastas da vida marinha na área. A operação de resgate foi rápida, mas os detalhes sobre o que poderá ter levado ao afundamento do submersível ainda não foram divulgados.
O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil tomou uma decisão histórica ao determinar que o ex-presidente Jair Bolsonaro será julgado por alegada participação na tentativa de golpe de Estado que ocorreu entre 2022 e 2023.
A decisão foi anunciada pelo juiz relator Alexandre de Moraes, que votou a favor da aceitação integral da acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Além de Bolsonaro, outros sete aliados, tanto civis como militares, também enfrentarão julgamento. Entre os acusados encontram-se figuras proeminentes do governo anterior, como Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e Defesa; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha; Alexandre Ramagem, ex-director-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); e Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
A decisão do STF, que foi acompanhada pelos juízes Flávio Dino e Luiz Fux, faz parte de um processo mais amplo que procura responsabilizar aqueles que supostamente tentaram minar a democracia brasileira. Embora ainda faltem os votos dos juízes Carmen Lúcia e Cristiano Zanin, a maioria já se encontra formada, pois o colectivo que julga o caso é composto por cinco magistrados.
Assim, Bolsonaro e os demais arguidos enfrentarão acusações que incluem tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, envolvimento em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de património.
Pelo menos 54 pessoas perderam a vida num ataque aéreo militar que atingiu um mercado local na vila de Tora, na região ocidental do Sudão, conforme informado por grupos de ajuda humanitária.
O ataque, que ocorreu na segunda-feira, provocou um incêndio devastador na área, causando pânico e destruição.
Os militares sudaneses negaram qualquer intenção de atacar civis, rotulando as alegações de “incorrectas”. Contudo, a resposta das organizações de direitos humanos foi contundente, qualificando o ataque como um “crime de guerra” devido ao seu impacto devastador em uma zona densamente povoada. Entre as vítimas, mais da metade eram mulheres, além de pelo menos 23 pessoas feridas durante o ataque.
Este incidente ocorre num contexto de conflito contínuo que iniciou em Abril de 2023, resultando na morte de mais de 28.000 pessoas e milhões de deslocados. A situação em Darfur permanece alarmante, com a escalada da violência a ser observada entre os diversos grupos envolvidos no conflito.
Os avós maternos, assim como um tio e uma tia de Émile, foram libertados na madrugada de quinta-feira, após terem sido detidos na terça-feira sob suspeita de homicídio voluntário e ocultação de cadáver. A informação foi avançada pela BFM TV.
Está agendada para as 12h00 uma conferência de imprensa das autoridades francesas, onde será feita uma actualização sobre o estado da investigação relacionada com o desaparecimento da criança, que continua a gerar grande atenção mediática e pública.
Os advogados dos familiares expressaram satisfação com a decisão da polícia, afirmando que os seus clientes colaboraram plenamente, respondendo a todas as questões colocadas pelos investigadores. A defesa da avó de Émile, Anne Vedovini, manifestou um “grande alívio” pela libertação da sua cliente, sublinhando que ela contribuiu de forma significativa para a investigação.
O advogado de Philippe Vedovini, o tio da criança, assegurou que o seu cliente nunca se mostrou excessivamente preocupado e que também esclareceu todas as suas informações perante as autoridades.
Um acidente de viação envolvendo um automóvel de transporte de passageiros da empresa Nagi ocorreu na manhã de hoje em Chirope, Posto Administrativo de Mitande, resultando em ferimentos em duas crianças, uma das quais é recém-nascida.
As vítimas foram prontamente socorridas e levadas a uma unidade hospitalar próxima por um automobilista de boa-fé que se encontrava no local.
De acordo com um passageiro do veículo sinistrado, o grupo estava a caminho da cidade de Nampula, partindo de Lichinga, e seguia a uma velocidade considerada “moderada”. O acidente aconteceu após a explosão de um dos pneus frontais, o que levou o motorista a perder o controle do automóvel. “Após a explosão, o motorista não conseguiu controlar o veículo. Como se tratava de uma curva, ele não conseguiu dominar e saiu da estrada, capotando”, relatou o passageiro à TV Sucesso.
A Governadora da província do Niassa, Judite Massengele, deslocou-se rapidamente ao local do acidente para averiguar as circunstâncias que levaram ao sinistro e para prestar solidariedade às vítimas.
Durante a sua visita, Massengele fez um apelo à população sobre a importância da condução responsável e prudente para prevenir futuros acidentes. “Apelamos à condução consciente e prudente de modo a evitar sangue nas estradas. A vida não tem preço. Sempre devemos pautar pela prudência”, enfatizou a governadora.
A detenção do primeiro vice-presidente do Sudão do Sul, Riek Machar, suscitou alarmes internacionais, com a ONU a advertir sobre o potencial desencadeador de um conflito generalizado no país.
Machar, principal rival do presidente Salva Kiir, foi preso em sua residência nos arredores da capital, Juba, conforme relatado pela comissão de relações exteriores do Movimento Popular de Libertação do Sudão (SPLM-IO), partido da oposição.
De acordo com um comunicado emitido pelo SPLM-IO, um comboio de 20 veículos armados invadiu a residência de Machar, levando à sua detenção. A declaração, partilhada no Facebook por Reath Muoch Tang, presidente da comissão de relações exteriores do partido, condenou veementemente as acções “inconstitucionais” perpetradas pelo ministro da Defesa e pelo chefe da Segurança Nacional, que, juntamente com as forças armadas, desarmaram os guarda-costas de Machar e apresentaram-lhe um mandado de captura com acusações pouco claras.
Este incidente gera sérios receios sobre a escalada de um conflito que tem vindo a se intensificar nas últimas semanas, num país que se tornou independente do Sudão em 2011. O frágil acordo de partilha de poder entre Kiir e Machar, que já foi alvo de numerosas tensões, está em risco de colapsar, levando a um possível retorno à guerra civil que, entre 2013 e 2018, ceifou a vida de cerca de 400.000 pessoas.
Nicholas Haysom, chefe da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), afirmou que a detenção de Machar coloca o país à beira de um conflito generalizado. “A violação do acordo de paz de 2018 não só devastará o Sudão do Sul, mas também afectará toda a região”, alertou Haysom em comunicado.
Desde o início do ano, mais de 20 aliados políticos e militares de Machar, que fazem parte do governo de unidade e do exército, foram detidos, muitos dos quais se encontram incomunicáveis. Conflitos violentos entre as forças leais aos dois líderes rivais têm sido reportados, especialmente no nordeste do condado de Nasir, no Estado do Alto Nilo.
Os professores da Escola Portuguesa de Moçambique (EPM), situada na cidade de Maputo, deram início a uma greve de dois dias, que se estenderá até ao próximo dia 28, em busca de melhores condições de trabalho.
Esta acção de protesto, que visa garantir “equidade” entre os docentes, já havia sido anunciada há cerca de uma semana e faz parte de uma mobilização mais ampla coordenada entre escolas portuguesas no estrangeiro, que também enfrentam desafios semelhantes.
Os professores, que se apresentaram com camisetas pretas ostentando frases como “esquecidos, ignorados e desvalorizados”, expressaram, em um vídeo a que tivemos acesso, o seu descontentamento face às desigualdades e discriminação estrutural que marcam a EPM.
A insatisfação é palpável, com docentes a lamentarem que existem “filhos e enteados” dentro da mesma classe, onde alguns colegas recebem até o dobro dos salários dos seus pares, apesar de ocuparem funções equivalentes.
Em entrevista ao MZNews, um dos professores destacou que as promessas feitas pelo Governo português para abordar as suas preocupações ainda não foram cumpridas. A incerteza política em Portugal, com a iminente cessação de funções do actual Executivo, acentua a apreensão do grupo, que teme que as suas reivindicações não sejam atendidas.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director de Programa EmpowerED. Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar duas (2) Enfermeiras de Saúde e Materno Infantil (ESMI). Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Oficial de Projecto. Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar quatro (4) Assistentes Comunitários. Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Assistente Administrativo. Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar dois (2) Motoristas. Saiba mais.
Os blocos políticos da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da Comunidade da África Oriental (EAC) tomaram uma nova iniciativa na busca por uma solução pacífica para a ofensiva rebelde do M23, que tem castigado o leste da República Democrática do Congo (RD Congo). O anúncio foi feito ontem, através de um comunicado oficial.
A nova equipa de mediação, composta por cinco ex-chefes de Estado, inclui figuras proeminentes como Olusegun Obasanjo, da Nigéria, Kgalema Motlanthe, da África do Sul, e Sahle-Work Zewde, da Etiópia. O objectivo deste painel é facilitar o processo de paz, em substituição ao Presidente de Angola, que se retirou da mediação na passada segunda-feira, após anos de esforços infrutíferos para mitigar as tensões entre os governos da RD Congo e de Ruanda.
A situação no terreno tornou-se crítica na semana passada, quando o M23, um grupo rebelde apoiado por Ruanda, não compareceu às negociações de paz que decorriam em Angola e, subsequentemente, capturou a estratégica cidade de Walikale. O Governo de Ruanda, por sua vez, afirmou na rede social X que os líderes presentes na cimeira recente se comprometeram a encontrar uma solução política que atendesse às preocupações de segurança de todas as partes envolvidas.
A frustração do Governo angolano foi evidente após uma reunião inesperada organizada pelo emir do Qatar, que reuniu o Presidente congolês, Felix Tshisekedi, e o seu homólogo ruandês, Paul Kagame. Este foi o primeiro encontro directo entre os líderes desde o agravamento do conflito no final do ano passado. Na ocasião, Tshisekedi e Kagame emitiram uma declaração conjunta pedindo um cessar-fogo “imediato e incondicional”.
O M23 não participou nas negociações que poderiam ter sido a primeira oportunidade de diálogo directo com Kinshasa, especialmente após a União Europeia ter imposto sanções contra os rebeldes e as autoridades ruandesas.
Em paralelo, o Ministério da Defesa da África do Sul anunciou que a RD Congo e a África do Sul discutirão o “reforço das capacidades estratégicas de defesa congolesas”. Esta reunião acontece na sequência da visita de quatro dias do ministro da Defesa congolês, Guy Mwadiamvita, a Pretória. Actualmente, tropas sul-africanas estão destacadas no leste da RD Congo, no âmbito de uma missão internacional da SADC, cuja “retirada progressiva” foi anunciada recentemente.
As conversações entre a RD Congo e a África do Sul centrar-se-ão em áreas-chave de cooperação em matéria de defesa, com o intuito de fortalecer as capacidades de defesa entre as duas nações. Vale lembrar que, em Janeiro, catorze soldados sul-africanos perderam a vida durante a ofensiva do M23, que resultou na captura das cidades de Sake e Goma, esta última a capital da província de Kivu Norte.
O Governo de Moçambique anunciou a desactivação de 34 centros de acomodação temporários, criados para apoiar as vítimas do ciclone Jude.
A informação foi divulgada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, após uma sessão do órgão que teve lugar na província de Niassa.
“Nos primeiros dias, foram estabelecidos 71 centros de acomodação, dos quais actualmente permanecem 37. A desactivação dos 34 centros é um sinal de que as populações foram devidamente assistidas e estão em processo de recuperação”, afirmou Impissa.
O porta-voz destacou que a assistência às famílias afectadas continua a ser uma prioridade, assegurando que as mesmas estão a receber bens de primeira necessidade e condições adequadas para a sua acomodação nas zonas de origem.
O ciclone Jude, que atingiu Moçambique no dia 10 de Março, teve um impacto devastador, fazendo pelo menos 16 vítimas mortais e afectando diversas províncias, incluindo Tete, Manica, Zambézia, Niassa e Cabo Delgado.
Segundo a última actualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), o número total de pessoas afectadas situa-se em 384 mil e 877.
A agência da ONU responsável pela luta contra a AIDS, Unaids, alertou que o mundo pode registar até 2 mil novas infecções por HIV por dia, caso os financiamentos, congelados pelos Estados Unidos, não sejam restaurados ou substituídos.
A advertência surge em meio a preocupações crescentes sobre o impacto devastador que os cortes orçamentários decretados pelo ex-presidente Donald Trump têm causado nos programas de combate ao vírus.
Segundo a Unaids, que depende em 35% de financiamento americano para o ano de 2024, as mortes relacionadas ao HIV poderiam multiplicar-se por dez, caso as iniciativas de prevenção e tratamento continuem a ser afectadas pela falta de recursos. Winnie Byanyima, directora executiva da agência, afirmou que a interrupção dos financiamentos levou ao fechamento de várias clínicas e à demissão de milhares de trabalhadores da saúde, criando um cenário alarmante para as pessoas que vivem com HIV/AIDS.
“Essa retirada repentina do financiamento norte-americano teve consequências devastadoras. Esperamos um aumento nas novas infecções, e a Unaids estima que poderiam ocorrer 2.000 novas infecções por dia”, declarou Byanyima durante uma conferência de imprensa em Genebra. Embora tenha mencionado que as estimativas foram baseadas em modelagens da ONU, não foram fornecidos detalhes adicionais sobre os métodos utilizados para chegar a esses números.
A directora da Unaids também enfatizou a urgência da situação, alertando que, caso o financiamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) não seja retomado em Abril, após uma pausa de 90 dias imposta por Trump, estima-se que haverá, nos próximos quatro anos, 6,3 milhões de mortes adicionais causadas pela AIDS.
Embora o programa norte-americano “Plano Presidencial de Emergência para Ajuda à Luta Contra a AIDS” (PEPFAR) continue suas operações a nível global, os cortes orçamentários mais amplos têm comprometido gravemente a eficácia das iniciativas de saúde pública. A Unaids, que coordena a resposta global à prevenção e ao tratamento do HIV/AIDS, recebeu um financiamento básico de US$ 50 milhões (cerca de R$ 288 milhões na cotação actual) dos Estados Unidos no ano passado.
Julio Coria, ex-guarda-costas do lendário futebolista argentino Diego Maradona, foi detido durante o julgamento de sete profissionais de saúde acusados de homicídio com dolo na morte do ícone do desporto.
A detenção ocorreu no tribunal de San Isidro, após os juízes considerarem “relevantes” as referências do promotor ao crime de perjúrio.
Segundo a agência noticiosa francesa AFP, a promotoria interrompeu o depoimento de Coria em diversas ocasiões, alegando “contradições e omissões” nas suas declarações. O juiz, perante a gravidade das acusações, ordenou que Coria fosse algemado e escoltado para fora da sala de audiência.
Durante o seu testemunho, Coria afirmou não ter estabelecido contacto com Leopoldo Luque, neurocirurgião e médico pessoal de Maradona, acusado no processo. No entanto, a justiça apresentou mensagens escritas trocadas entre ambos, datadas antes e depois da morte do ex-jogador, das quais Coria alegou não ter memória.
A promotoria classificou Coria como “manifestamente mentiroso” e, devido à sua presença no dia da morte de Maradona, argumentou a favor da sua detenção. O ex-guarda-costas terá realizado manobras de respiração boca a boca na ‘estrela’ do futebol mundial, antes da chegada dos médicos.
O julgamento dos sete profissionais de saúde, que se iniciou a 11 de Março e deverá prolongar-se até Julho, é focado na alegada negligência que poderá ter contribuído para a morte de Maradona, ocorrida a 25 de Novembro de 2020.
As penas para os réus, se condenados, poderão variar entre os oito e os 25 anos de prisão. Até ao momento, os acusados negam qualquer responsabilidade na morte do campeão mundial de 1986.
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