Um incidente inusitado ocorreu na terça-feira, envolvendo um jovem casal que decidiu participar de um desafio viral nas redes sociais, intitulado “desafio de comer a mão”. O resultado foi uma situação hilariante, mas preocupante, que levou ambos a receber cuidados médicos.
O homem, cuja identidade não foi revelada, ficou com a mão da sua namorada presa em sua boca após a tentativa de realizar o desafio. A situação complicou-se quando a mulher, ao tentar liberar a sua mão, percebeu que não conseguia, devido ao enrijecimento dos músculos faciais do namorado, o que dificultou a retirada.
Imagens gravadas durante o episódio mostram o jovem visivelmente ruborizado e babando, enquanto um cúmplice filmava a cena surreal. A atractividade do desafio, que rapidamente se disseminou entre os utilizadores das redes sociais, revelou-se arriscada, resultando em uma visita inesperada ao hospital.
Ao chegarem ao hospital, a equipa médica actuou prontamente, administrando um relaxante muscular que permitiu a retirada da mão da boca do homem, sem a ocorrência de complicações adicionais. A situação, embora absurda, serve como um aviso sobre os riscos associados a desafios virais que circulam nas redes sociais.
Na sequência de uma vasta operação internacional de combate à cibercriminalidade, mais de 300 indivíduos foram detidos em sete países africanos e cerca de 2.000 dispositivos electrónicos foram apreendidos.
A informação foi divulgada esta manhã pela Interpol, a organização internacional da polícia criminal.
Denominada ‘Cartão Vermelho’, a operação decorreu entre Novembro e Fevereiro e teve como alvo fraudes bancárias envolvendo dispositivos móveis, investimentos e aplicações de mensagens. Durante este período, as autoridades do Benim, Nigéria, Ruanda, Togo, Costa do Marfim, África do Sul e Zâmbia realizaram um total de 306 detenções e confiscos de 1.842 aparelhos, descobrindo fraudes que afectaram mais de 5.000 vítimas, conforme reportado pela Interpol.
Na Nigéria, a polícia destacou-se ao deter 130 indivíduos, dos quais 113 eram estrangeiros, sob suspeita de envolvimento em fraudes relacionadas com casinos e investimentos online. A Interpol esclareceu que muitos dos suspeitos convertiam os seus ganhos em activos digitais para ocultar as suas actividades ilícitas e eram recrutados em diferentes países, de modo a operar em várias línguas.
A operação também revelou preocupações quanto à possibilidade de alguns desses suspeitos terem sido vítimas de tráfico humano, sendo coagidos ou forçados a participar em actividades criminosas. Na África do Sul, foram confiscados mais de mil cartões SIM e cerca de 50 computadores, que se encontravam ligados a um esquema de fraude sofisticado.
Adicionalmente, as autoridades ruandesas conseguiram detectar e deter 45 membros de uma rede criminosa que se fazia passar por funcionários de telecomunicações ou familiares de vítimas, com o intuito de extrair informações que lhes permitissem aceder a contas bancárias.
A Gronelândia acolheu uma delegação norte-americana liderada pelo conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Mike Waltz, e por Usha Vance, esposa do vice-presidente JD Vance.
Esta visita acontece num contexto delicado, em que o Presidente Donald Trump continua a manifestar intenções de anexação do território autónomo da Dinamarca, algo que gerou reacções severas por parte das autoridades locais.
Mute Egede, chefe do governo gronelândes ainda em funções, sublinhou a importância de respeitar a integridade e a democracia do território, afirmando: “É preciso sublinhar que a nossa integridade e a nossa democracia devem ser respeitadas sem qualquer interferência externa.” Em declarações veiculadas através das redes sociais, Egede reiterou que não haverá encontros oficiais entre a delegação norte-americana e as autoridades gronelândes, informando que todos os contactos formais estão suspensos até à formação de um novo governo, após as recentes eleições legislativas.
Desde a derrota do Partido Verde, Egede assume o cargo de líder interino da Gronelândia, aguardando a constituição de um novo Executivo. O seu sucessor, Jens-Frederik Nielsen, líder do partido de centro-direita que triunfou nas eleições, classificou os comentários de Trump sobre a anexação como “inapropriados”.
Trump, em declarações proferidas recentemente, reiterou a sua posição sobre a anexação da Gronelândia, argumentando que esta questão está ligada à segurança internacional. “Devemos permanecer unidos e manifestar-nos contra este tratamento inaceitável”, declarou Egede, referindo-se à postura de Washington.
A Gronelândia, devido à sua localização geoestratégica entre os Estados Unidos e a Rússia, assim como às suas ricas reservas naturais, mantém-se como um ponto de interesse significativo para os EUA. Apesar de todos os principais partidos gronelândes apoiarem a independência do território, nenhum defende uma ligação com os Estados Unidos.
De acordo com um comunicado da Presidência dos EUA, Usha Vance e a sua delegação têm programada uma visita a locais históricos, além de assistirem à Avannaata Qimussersu, uma tradicional corrida de cães de trenó gronelandesa. O comunicado destaca o entusiasmo da delegação em celebrar a cultura e a unidade da Gronelândia.
O trágico acidente ocorrido em Gondola, na província de Manica, resultou na morte de 23 pessoas, segundo confirmou, na terça-feira, o porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Leonel Muchina.
Além das fatalidades, o sinistro deixou um ferido grave, dois feridos ligeiros e provocou danos materiais significativos na viatura semi-colectiva de passageiros envolvida.
Em declarações à imprensa, Leonel Muchina explicou que, segundo as investigações preliminares, os principais factores que contribuíram para o acidente foram o trânsito em contramão e a velocidade excessiva. “Do sinistro, lamentavelmente, e de forma actualizada, damos a conhecer que resultou em 23 óbitos, um ferido grave, dois feridos ligeiros e danos materiais avultados”, disse o porta-voz.
Além deste trágico episódio, Leonel Muchina também forneceu dados que revelam uma preocupante tendência no que toca à segurança rodoviária. Entre os dias 14 e 24 de Março, foram registados 16 acidentes de viação significativos, um aumento em relação aos 14 acidentes do mesmo período em 2022. Dentre esses incidentes, destacam-se cinco atropelamentos, dois despistes e um choque entre veículos, todos relacionados a comportamentos de condução imprudentes, como a velocidade excessiva e o trânsito em contramão.
No total, os sinistros resultaram em 37 mortes, além de três feridos graves e oito ligeiros, alertando para a necessidade urgente de medidas eficazes para melhorar a segurança nas estradas moçambicanas. As autoridades policiais apelam à população para respeitarem as regras de trânsito, com o objectivo de evitar tragédias semelhantes no futuro.
Analistas moçambicanos consideraram que a recente reunião entre o presidente de Moçambique, Daniel Chapo, e o ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane representa um passo positivo para a diminuição das tensões sociais que têm marcado o país desde os protestos pós-eleitorais de Outubro.
João Feijó, respeitado analista e pesquisador, afirmou à Lusa que, embora o encontro não ponha fim imediato às manifestações, é fundamental para “baixar a temperatura” no país, onde o tecido social se encontra “bastante fracturado”. “A aproximação entre as partes é importante, pois a Frelimo, partido no poder, não poderá governar num ambiente de elevada tensão social que prejudica o investimento internacional e torna as instituições ineficazes”, acrescentou Feijó.
O analista enfatizou a importância da presença de Mondlane nas negociações, uma vez que ele é visto como um representante das “massas populares” que se têm mostrado descontentes. “Ele consegue conectar-se com estas populações, utilizando plataformas como o Facebook para comunicar as suas preocupações”, destacou.
Fernando Lima, jornalista e também analista político, partilhou uma visão semelhante, sublinhando que, embora o encontro possa ser um sinal de “desgelo”, ainda é “cedo” para considerar que as tensões sociais estão resolvidas. “É um passo na direcção certa, especialmente para quem acredita no diálogo e na reconciliação entre os moçambicanos. Contudo, não devemos ter expectativas desmedidas”, alertou Lima.
O encontro, que ocorreu no último domingo em Maputo, foi o primeiro entre Chapo e Mondlane após as eleições gerais de 09 de Outubro, cujos resultados não são reconhecidos por este último. A Presidência da República anunciou que a reunião se insere no “esforço contínuo de promover a estabilidade nacional e reforçar o compromisso com a reconciliação e a unidade dos moçambicanos”.
O número de novos episódios de tuberculose (TB) diagnosticados em Moçambique apresentou uma redução significativa em 2023, com 107.325 casos registados, face aos 116.917 do ano anterior.
Esta tendência, segundo a directora do Programa Nacional de Controlo da Tuberculose no Ministério da Saúde, Benedita José, pode ser atribuída a diversos factores, incluindo as greves recorrentes dos profissionais de saúde, que impactaram negativamente o rastreio de pacientes nas unidades sanitárias.
Além disso, os últimos três meses de 2023 foram marcados por manifestações pós-eleitorais violentas, que dificultaram a circulação de pessoas e o acesso aos hospitais, prejudicando ainda mais o diagnóstico e tratamento da doença. Benedita José destacou que as intervenções de rastreio em comunidades das províncias de Sofala, Zambézia, Tete e Nampula foram interrompidas devido ao término de um projecto, o que pode ter contribuído para a queda no número de casos detectados.
Apesar da redução no número de diagnósticos, Moçambique regista uma taxa de sucesso no tratamento da tuberculose de 95%, superando os 90% recomendados pela Organização Mundial da Saúde. A responsável pelo programa explicou que este cenário positivo é em parte devido à implementação de tratamento preventivo para pacientes com HIV e crianças menores de 15 anos que vivem com familiares infectados.
“Estes factores contribuem para a redução de novas infecções, daí a necessidade de um estudo para determinar o que influenciou os resultados do ano passado”, afirmou Benedita José, durante uma entrevista ao jornal “Notícias”, em alusão ao Dia Mundial contra a Tuberculose, celebrado hoje.
O Ministério da Saúde garante uma taxa de cobertura de serviços de rastreio e tratamento da TB em torno de 96%. Contudo, persistem desafios significativos para a prevenção e tratamento da doença, nomeadamente o estigma e discriminação enfrentados pelos doentes, frequentemente associados a mitos e tabus sociais.
Outro aspecto preocupante é o aumento do índice de tuberculose resistente a medicamentos, que se deve à insuficiência de laboratórios de diagnóstico adequados. A província de Gaza destaca-se como uma das áreas mais alarmantes, devido à elevada taxa de resistência e à falta de adesão ao tratamento por parte dos pacientes.
Mais de 46 mil habitantes da sede do posto administrativo de Katapua, situado no distrito de Chiúre, estão actualmente a consumir água imprópria para o consumo humano.
Esta situação alarmante surge na sequência da vandalização do sistema de abastecimento de água, que ocorreu durante as recentes manifestações pós-eleitorais.
As famílias da região foram forçadas a recorrer a poços tradicionais para suprir a sua necessidade de água, o que acarreta graves riscos à saúde, especialmente durante o período chuvoso em que as condições de saneamento se deterioraram significativamente. A degradação do sistema de abastecimento coloca em risco a vida de milhares de pessoas, que agora enfrentam a ameaça de doenças transmitidas pela água contaminada.
Raimundo José, chefe do posto administrativo de Katapua, elucidou que a vandalização foi perpetrada por indivíduos que se apresentavam como apoiantes de Venâncio Mondlane, muitos dos quais estavam vestidos com indumentária representativa dos naparamas. Esta ação destrutiva afectou uma parte significativa do equipamento responsável pela captação, bombagem e tratamento da água.
O sistema de abastecimento de água de Katapua foi inaugurado a 20 de Dezembro de 2020, no âmbito do programa “Água Pravida”, uma iniciativa presidencial concebida para melhorar o acesso à água de qualidade nas zonas rurais. Este sistema tinha a capacidade de fornecer água potável a cerca de dez mil pessoas durante um período estimado de 20 anos.
O Sudão do Sul está a atravessar a mais grave epidemia de cólera nas últimas duas décadas, com mais de 40.000 casos e 694 mortes registadas nos últimos seis meses, anunciou o UNICEF.
Desde a declaração da epidemia em 2024, a situação tem-se deteriorado rapidamente, afectando especialmente as crianças, que representam cerca de 50% dos casos reportados.
Entre 28 de Setembro de 2024 e 18 de Março de 2025, o fundo das Nações Unidas para a infância confirmou a ocorrência de uma epidemia alarmante, cuja gravidade se deve, em parte, à instabilidade política que o país enfrenta desde a sua independência do Sudão, em 2011. O UNICEF sublinhou que a situação é particularmente crítica, pois as condições sanitárias e de abastecimento de água são profundamente deficientes.
Além do Sudão do Sul, Angola também se encontra numa situação crítica, registando mais de 8.000 casos de cólera e mais de 300 mortes desde o início deste ano. A propagação da doença na região é um reflexo das dificuldades enfrentadas por muitos países africanos, que lutam contra surtos de doenças infecciosas em contextos de fragilidade.
Os confrontos entre o Governo do Sudão do Sul e grupos armados, especialmente na região do Alto Nilo, têm agravado a epidemia nos últimos meses, segundo a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF). A violência resultou na deslocação forçada de aproximadamente 50.000 pessoas desde o final de Fevereiro, conforme relatado pelo Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA). A ONU alertou para a possibilidade de o país entrar novamente em conflito civil.
A cólera, uma infecção intestinal aguda causada pela bactéria Vibrio cholerae, é frequentemente transmitida por água e alimentos contaminados e pode provocar diarreia severa, vómitos e cãibras musculares. Sem tratamento adequado, a doença pode ser fatal em poucas horas, embora intervenções simples, como reidratação oral e antibióticos, possam ser eficazes nos casos mais graves.
O Presidente de Angola, João Lourenço, anunciou a decisão de abandonar a mediação do conflito entre a República Democrática do Congo (RDCongo) e o Ruanda.
A decisão resulta do insucesso das negociações directas com o grupo rebelde M23, atribuídas a factores “externos” que influenciaram o processo de mediação africano.
A Presidência angolana divulgou um comunicado onde expressa que o país se dedicou “com toda a seriedade, energia e recursos” à mediação do conflito desde que a União Africana incumbiu João Lourenço dessa responsabilidade. O comunicado destaca os progressos alcançados durante várias rondas de conversações, incluindo a promessa da RDCongo de neutralizar os guerrilheiros das Forças Democráticas de Libertação do Ruanda (FDLR), enquanto Ruanda se comprometeu a retirar as suas Forças de Defesa do território congolês.
“Essas eram as principais reivindicações das partes, criando assim as condições para a cimeira agendada para 15 de Dezembro passado em Luanda, que não se concretizou devido à ausência do Ruanda”, sublinha a nota oficial. O documento reafirma a crença de Angola na importância de negociações directas entre o Governo da RDCongo e o M23, como parte fundamental para a resolução do conflito.
Além disso, o comunicado destaca os esforços diplomáticos angolanos para facilitar a primeira ronda de conversações, que estava marcada para 18 de Março, mas foi abortada “in extremis” devido a um conjunto de factores, incluindo alguns externos e alheios ao processo africano em curso.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de condolências em resposta ao trágico acidente de viação que resultou na morte de vinte pessoas na tarde desta segunda-feira no posto administrativo de Cafumpe, no distrito de Gondola, província de Manica.
Em comunicado oficial, o estadista expressou a sua profunda dor e consternação ao tomar conhecimento da tragédia, que não só ceifou vidas, mas também deixou seis cidadãos feridos. Em nome do Governo e do povo moçambicano, Chapo manifestou as suas mais sentidas condolências às famílias enlutadas e desejou rápidas melhoras aos feridos.
O Presidente fez um apelo a todos os automobilistas e utentes das vias públicas, instando-os a observar rigorosamente as normas de segurança rodoviária, de forma a preservar a vida humana, um bem inestimável que deve ser protegido por todos. Chapo reiterou que é responsabilidade colectiva garantir que as estradas sejam seguras através de uma condução prudente, responsável e em conformidade com as regras de trânsito.
Daniel Chapo sublinhou que tragédias como esta provocam um luto profundo e um vazio irreparável nas famílias moçambicanas, enfatizando a necessidade urgente de reforçar a cultura de segurança e prevenção, a fim de evitar a repetição de incidentes desta natureza.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar duas (2) Enfermeiras de Saúde e Materno Infantil (ESMI). Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Oficial de Projecto. Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar quatro (4) Assistentes Comunitários. Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Assistente Administrativo. Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar dois (2) Motoristas. Saiba mais.
O Exército israelense lançou uma nova ofensiva em Rafah, localizada no sul da Faixa de Gaza, enquanto continua a sua operação no norte, cinco dias após o rompimento do cessar-fogo com o Hamas.
A situação na região, já marcada por intensos confrontos, agrava-se à medida que as forças israelenses intensificam as suas acções militares.
As Forças Armadas israelenses emitiram um aviso aos moradores do bairro de Tel al-Sultan, solicitando a evacuação do local, onde alegaram estar a lançar uma “ofensiva para atacar organizações terroristas”. A informação foi veiculada através de cartazes lançados por drones, conforme relataram correspondentes da Agência France-Presse (AFP) em Gaza. O Exército posteriormente anunciou que havia “completado o cerco” da área.
Desde o início de 2024, Rafah já tinha sido alvo de ofensivas em larga escala, acolhendo centenas de milhares de deslocados que fugiram dos combates no norte da Faixa de Gaza. A instabilidade na região tem aumentado nas últimas semanas, especialmente após a suspensão da trégua que tinha sido estabelecida em 19 de Janeiro, marcada por intensos desacordos entre o Hamas e Israel sobre a sua continuidade.
Após a retoma dos bombardeios em Gaza na terça-feira (18), Israel enviou tropas de volta ao solo, numa tentativa de pressionar o movimento islâmico a libertar os 58 reféns que ainda mantém. Desde o início das operações militares, o Ministério da Saúde do Hamas relatou que já ocorreram 673 mortes, com milhares de moradores a serem forçados a fugir em meio à devastação.
A forte subida das águas do rio Tejo resultou no colapso parcial de dois troços de uma histórica ponte romana, um triste episódio que marcou a noite de sábado para domingo na cidade espanhola.
A informação foi avançada pelo autarca de Toledo, José Julián Gregorio, que expressou a sua consternação através de uma mensagem publicada na rede social X.
“Esta noite é um dia terrível para a história de Talavera. A nossa ponte velha ou ‘romana’ desabou parcialmente. Uma terrível inundação de água para a cidade. Graças a Deus, fechámo-la ao tráfego público,” lamentou Gregorio. O autarca, que se mostrou visivelmente abalado com a situação, acrescentou: “Hoje, o meu coração, como presidente da câmara, dói por esta perda de património.”
A mensagem foi acompanhada por um vídeo que mostra um dos arcos da ponte a ruir, resultado da força das águas provocadas pela cheia do Tejo. A ponte, uma importante construção histórica, é um símbolo da herança cultural de Talavera de la Reina e a sua destruição representa uma perda significativa para a comunidade local.
O Papa Francisco expressou a sua profunda tristeza em relação aos recentes ataques israelitas sobre a Faixa de Gaza, instando a comunidade internacional a silenciar as armas de forma urgente e a estabelecer um cessar-fogo definitivo.
As suas declarações foram proferidas após a oração do Angelus, ocasião em que o Sumo Pontífice abordou a grave situação humanitária na região.
“Entristece-me o recomeço dos pesados bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza, com muitos mortos e feridos. Apelo para o cessar imediato das armas e à coragem de retomar o diálogo, à libertação de todos os reféns e a um cessar-fogo definitivo”, afirmou o Papa, segundo a Revista Lusófona.
Além de condenar a escalada de violência, o Papa Francisco sublinhou que “a situação humanitária na Faixa de Gaza é, mais uma vez, muito grave e exige o empenho urgente das partes beligerantes e da comunidade internacional”. O apelo foi recebido com grande atenção, dado o contexto de instabilidade que a região enfrenta.
Em um momento de reflexão mais ampla, o pontífice também expressou a sua satisfação pelo recente acordo de paz alcançado entre a Arménia e o Azerbaijão, o que representa um passo significativo para a estabilidade na região do Cáucaso.
Por fim, Francisco pediu aos fiéis que elevassem suas preces “pelo fim das guerras e pela paz, especialmente na atormentada Ucrânia, na Palestina, em Israel, no Líbano, em Myanmar, no Sudão e na República Democrática do Congo”, reiterando a sua mensagem de esperança e apelo à solidariedade entre os povos.
Os revendedores de combustíveis em Moçambique solicitaram a intervenção das autoridades policiais, após a vandalização de pelo menos 30 postos de abastecimento durante os recentes protestos pós-eleitorais.
As consequências desta violência resultaram em prejuízos que ascendem a 195,7 milhões de meticais e na perda de 400 postos de emprego, como relatado pela agência de notícias Lusa.
Nelson Mavimbe, presidente da Associação dos Revendedores de Combustível de Moçambique (Arcomoc), expressou a sua preocupação em entrevista à Lusa, afirmando que a segurança dos postos é crucial. “Queríamos que tivesse uma patrulha constante ao nível dos postos de abastecimento, porque são mais vulneráveis. Se houvesse a possibilidade de termos vigilância e segurança, especialmente à noite, acreditamos que poderíamos evitar esses incidentes”, sublinhou.
Mavimbe revelou que o pedido de protecção foi formalmente endereçado ao Governo, através do Ministério do Interior, na esperança de assegurar a integridade dos postos de combustíveis, que têm sido alvo de destruição desde o início das manifestações em Outubro.
Os maiores danos foram sentidos pelos cerca de 200 associados da Arcomoc, em comparação com o total de quase 900 revendedores no país, com a cidade de Maputo a registar um número significativo de ocorrências. Muitos dos postos vandalizados permanecem encerrados, enquanto aqueles que continuam a operar estão a funcionar a meio gás, obrigando-os a reduzir a força de trabalho.
Além da destruição dos postos, as mercearias e lojas que operam nas mesmas instalações também foram alvo de vandalização, com o roubo de equipamentos informáticos a agravar a situação.
“Até aqui temos um apuramento de cerca de 195 760 859 meticais de prejuízos, mas é bem provável que conheça alguma alteração, pois os trabalhos de avaliação continuam”, destacou Mavimbe, antecipando que os impactos negativos podem ser ainda maiores.
Em face das dificuldades provocadas pela vandalização, os revendedores enfrentam desafios adicionais, como o incumprimento das obrigações fiscais e a dificuldade em saldar prestações bancárias. A ausência de postos de abastecimento em algumas comunidades tem também gerado preocupações sociais.
Uma marcha de extremistas de direita que ocorreu em Berlim no último sábado foi abruptamente dispersada após cerca de quatro horas de tensões e confrontos com contramanifestações organizadas por grupos de esquerda.
O evento, que terminou com a detenção de 90 indivíduos pela polícia, evidenciou a polarização crescente no cenário político da Alemanha.
A manifestação, convocada por Ferhat Sentürk, ex-membro do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), tinha como lema “Pela Lei e pela Ordem. Contra o extremismo de esquerda e a violência com motivação política”. Estavam presentes cerca de 860 pessoas, que tinham a intenção de marchar por sete quilómetros nas ruas do distrito de Friedrichshain, na região central da capital.
No entanto, conforme relatado pela imprensa local, os participantes da marcha enfrentaram consideráveis dificuldades em avançar, uma vez que pelo menos dez contramanifestações foram organizadas nas imediações. Convocadas por grupos de esquerda e activistas antifascistas, estas manifestações mobilizaram mais de 2 mil pessoas, que efectivamente bloquearam as vias planeadas para a marcha da extrema direita.
Segundo a polícia, após um longo atraso de quase quatro horas, os marchantes conseguiram percorrer apenas 100 metros antes de a manifestação ser encerrada pelos próprios organizadores, que optaram por desistir diante da situação adversa e da pressão das contramanifestações.
Os confrontos entre os grupos de extrema direita e os manifestantes de esquerda, acompanhados pela presença reforçada da polícia, reavivaram as preocupações sobre a crescente tensão social e a polarização política na Alemanha.
Os Mambas, a selecção nacional de Moçambique, intensificam os preparativos para o crucial embate que terá lugar na terça-feira contra a selecção da Argélia.
O treino decorre na capital argelina, Argel, onde a equipa procura afinar as suas estratégias para este importante desafio.
Nini, central da equipa moçambicana, partilhou a sua perspectiva sobre a importância do jogo em entrevista à Rádio Moçambique. “É um jogo muito importante para nós, visto que temos os mesmos pontos. É difícil teoricamente, mas já provamos que os Mambas têm muito a dar. Quiçá sairemos com os três pontos, isso é que é o nosso desejo”, afirmou o defensor, evidenciando a determinação da equipa em alcançar um resultado positivo.
Com a igualdade pontual entre as selecções, a expectativa é elevada e os Mambas estão cientes da relevância deste encontro no contexto da competição.
O juiz de um tribunal de Istambul decidiu pela prisão do presidente da câmara municipal, Ekrem Imamoglu, sob acusações de corrupção e terrorismo.
A detenção de Imamoglu, ocorrida na passada quarta-feira, já tinha suscitado uma onda de protestos em várias cidades da Turquia, revelando a crescente tensão política no país.
Imamoglu, que é considerado o principal rival do actual presidente Recep Tayyip Erdogan, foi levado na noite de sábado, juntamente com 90 dos seus coarguídos, para o tribunal de Caglayan, onde se deu início ao processo judicial. Durante a noite, Imamoglu foi ouvido em duas ocasiões pela instância judicial, num ambiente marcado por uma forte presença policial, de acordo com informações da agência de notícias francesa AFP.
A decisão do juiz e os acontecimentos subsequentes têm amplificado o descontentamento social, com manifestantes a expressarem a sua indignação nas ruas, clamando por justiça e pela defesa da democracia. A situação continua a evoluir, com a expectativa de novas reacções tanto a nível local como internacional face à detenção do político, que goza de grande popularidade entre os cidadãos turcos.
O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul decidiu rejeitar o pedido de destituição do primeiro-ministro Han Duck-soo, tornando-o novamente presidente interino até que a decisão sobre o titular do cargo, que está envolvido no mesmo processo, seja conhecida.
Segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap, o processo de destituição de Han foi negado por uma votação de cinco votos a favor e um contra, entre os oito juízes que compõem o tribunal.
Han Duck-soo havia sido suspenso pelos deputados em Dezembro do ano passado, após um breve período de transição. Com a recente decisão do Tribunal Constitucional, o primeiro-ministro recupera temporariamente suas funções enquanto aguarda o desfecho do caso que envolve o actual detentor do cargo.
Esta decisão surge num contexto político delicado, em que a estabilidade do governo sul-coreano é um tema de crescente preocupação. A expectativa agora recai sobre a resolução do processo que envolve o titular do cargo, que poderá ter implicações significativas para o futuro político do país.
A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, garantiu que o seu Gabinete irá intensificar os esforços para mobilizar apoios às famílias afectadas pela Tempestade Tropical Jude.
A declaração foi proferida após uma visita às comunidades impactadas na vila-sede de Nacala-à-Velha, na província de Nampula.
Durante a sua visita, Gueta Chapo teve a oportunidade de dialogar com os residentes locais, ouvir as suas preocupações e avaliar as necessidades emergentes decorrentes da catástrofe natural. A Primeira-Dama expressou solidariedade às famílias que perderam bens e enfrentam dificuldades, afirmando que a mobilização de recursos e apoio institucional será uma prioridade nos próximos tempos.
“A nossa missão é apoiar as pessoas que mais necessitam neste momento difícil. O Gabinete da Primeira-Dama está empenhado em garantir que as famílias afectadas recebam a assistência necessária para a recuperação e reconstrução das suas vidas”, sublinhou Gueta Chapo.
A Tempestade Tropical Jude causou danos significativos na região, afectando milhares de pessoas e provocando destruição de infraestruturas. O governo e várias organizações não governamentais já iniciaram esforços para fornecer ajuda humanitária, mas a Primeira-Dama enfatizou que ainda há muito trabalho a fazer.
Gueta Chapo fez um apelo à solidariedade nacional, incentivando cidadãos e empresas a contribuírem para a causa, para aliviar o sofrimento das famílias impactadas. A visita da Primeira-Dama à província de Nampula é um testemunho do compromisso do governo em estar presente e apoiar as comunidades nos momentos de crise.
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