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Domingo, Abril 12, 2026
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Mais de 28 mil pessoas entraram para o país entre sábado e domingo

Os utentes dos serviços reclamam de morosidade no atendimento e pedem que o governo reforce a aquipa de trabalho. O responsável dos serviços de migração diz que ainda não há motivos de alarme.

Mais de 28 mil pessoas entraram para o país entre sábado e domingo

A fronteira de Ressano Garcia já começou a registar um movimento acima do normal. Só nas últimas 24 horas, os serviços de migração registaram a entrada de cerca de 28 mil pessoas vindas da vizinha África do Sul.

Na verdade, tem sido assim quando chegam estes dias. Devido à quadra festiva, os mineiros começam a abandonar a terra do rand com destino à sua terra natal. Mas para o caso do fim de semana de ontem, houve um outro motivo que contribuiu para a avalanche de pessoas que se registou em Ressano Garcia: feriado do dia de reconciliação nacional que se assinalou ontem, 16 de Dezembro, na vizinha África do Sul. Vários turistas viajaram para o nosso país devido ao fim-de-semana longo. Esta situação fez com que se formassem filas de mais de 15 quilómetros do lado da África do Sul.

O responsável da Migração do posto de Ressano, Lázaro Saraiva, diz que apesar das enchentes, ainda não há muitos motivos para alarme. Diz que já foram activados outros postos alternativos para fazer face ao movimento. Trata-se do quilómetro 4 e 7 do lado sul africano.

10 agentes expulsos por indisciplina e conivência com bandidos

10 agentes expulsos por indisciplina e conivência com bandidos
O comandante-geral promete também mão dura contra os condutores que se fazem às estradas embriagados.

O comandante-geral da polícia da República de Moçambique (PRM) garante que medidas duras serão tomadas contra os agentes da corporação que, por indisciplina, recusam ou exigem dinheiro para fazer trabalhos com a população.

Jorge Khálau anunciou que mais de 10 agentes foram expulsos, só este ano, por colaboração com os bandidos ou por indisciplina na corporação.

Estas declarações foram feitas em resposta às preocupações dos moradores de Tsalala, no posto administrativo da Machava-sede, no Município da Matola, durante um encontro com a população.

“Temos de começar a purificar dentro da corporação, primeiro, para depois defendermos convenientemente a população, que também deve denunciar os agentes que colaboram com criminosos ou que tenham indisciplina”, disse Khálau, acrescentando que “nós não aceitamos este tipo de comportamento, por isso, tomamos medidas duras. Já expulsámos membros da polícia de protecção, de trânsito e até da PIC. Só este ano tivemos 10 casos”.

Queixas da população

Nas suas intervenções, os moradores de Tsalala, no Município da Matola, queixaram-se de altos índices de criminalidade, agudizados pela falta de efectivos da polícia naquela zona.

Interagindo com o comandante-geral da Polícia da República de Moçambique, Jorge Khálau, os residentes disseram estar cada vez mais preocupados com o aumento da onda de crimes violentos.

Segundo os populares, os malfeitores, aproveitando-se da falta de iluminação na zona, têm recorrido a diversos instrumentos contundentes para assaltar residências, bem como arrancar bens da população na via pública.

“Estamos a passar mal aqui. Somos arrancados carteiras, telemóveis e nós, que somos velhos, somos empurrados e retiram-nos o que levamos. Os assassinatos e outros assaltos aqui em Tsalala são demais”, disse Dita Matsolo.

Nova espécie de leão descoberta na Etiópia

Alguns leões do zoológico de Addis Ababa (Etiópia) são um pouco diferentes dos convencionais, com uma juba escura que se estende até a barriga.
Nova espécie de leão descoberta na Etiópia

Recentemente, porém, descobriu-se que essas diferenças não são simplesmente físicas, ou seja, são maiores do que se imaginava: esses animais fazem parte de outra espécie de leões.

Para confirmar isso, uma equipa internacional de pesquisadores comparou amostras de DNA de 15 desses animais com as de leões selvagens, e concluíram que há, sim, uma considerável distinção genética. Depois de declarar que se trata de uma outra espécie, os pesquisadores pediram o início de acções de conservação – com urgência.

“Uma grande parte da diversidade genética entre leões provavelmente foi perdida em especial por causa de influência humana”, alerta Susann Bruche, do Imperial College London (Inglaterra). “Todo o esforço deve ser feito para preservar ao máximo o patrimônio genético dos leões”.

Eles esperam encontrar mais exemplares (ou, pelo menos, parentes próximos) dessa espécie no ambiente selvagem, mas destacam que cuidar dos que já estão em cativeiro é um primeiro passo fundamental.

“Os nossos resultados mostram que os leões do zoológico têm diversidade genética suficiente para garantir um programa de procriação em cativeiro”, sublinha.

As autoridades da Etiópia afirmam que há animais com aparência similar à dos leões do Addis Ababa no leste e no nordeste do país, o que deve facilitar bastante as buscas.

HCB: Gestores e trabalhadores avaliam desempenho

Operários da empresa Hidroeléctrica de Cahora-Bassa, no Songo, distrito de Cahora-Bassa, em Tete, apelaram ao Conselho de Administração da empresa para continuar a envidar esforços com vista a garantir uma melhor sustentabilidade do empreendimento nos próximos tempos.
HCB: Gestores e trabalhadores avaliam desempenho

Este apelo foi feito há dias, através do Comité Sindical, no decurso da Assembleia Geral convocada pelo Conselho de Administração para o balanço do grau de execução do plano da empresa e perspectivar acções para 2013.

Segundo soubemos, em finais de cada ano, o Conselho de Administração tem organizado encontros da Assembleia Geral com os trabalhadores e seguido de um jantar para análise crítica do relatório de contas das realizações do ano e ouvir o pulsar dos operários sobre a gestão e os destinos da empresa.

Entretanto, alguns trabalhadores apontaram parte de realizações da empresa como a construção e remodelação do parque habitacional dos operários na vila do Songo, melhoria na assistência médica e medicamentosa no posto sanitário da empresa e o escalonamento mensal de médicos especialistas provenientes de Maputo ao Songo, o que facilita de certa maneira, o tratamento dos trabalhadores e seus familiares.

“São coisas que nunca foram vistas antes da reversão da HCB, estamos a sentir que o Conselho de Administração está a fazer tudo ao seu alcance para valorizar a sua mão-de-obra e a vida da família do trabalhador” – disseram os operários contactados pela nossa reportagem, no Songo.

O presidente do Conselho de Administração da HCB, Paulo Muxanga, no seu informe destacou que um dos maiores investimentos na área de responsabilidade social da empresa, nos últimos três anos, e sem anunciar o valor financeiro aplicado, foi a construção do complexo hospitalar do distrito de Zumbu, no extremo nordeste do país, junto à fronteira com os países vizinhos, nomeadamente, Zimbabué e Zâmbia.

A expansão da rede eléctrica e de abastecimento de água aos bairros da vila de Songo, a expansão e melhoria do parque habitacional dos trabalhadores e de infra-estruturas sociais foram algumas das grandes realizações implementadas pela empresa nos últimos cinco anos.

Os resultados positivos alcançados nos últimos três anos pelo empreendimento e segundo Paulo Muxanga, devem-se, sobretudo, ao esforço e dedicação, entrega abnegada ao trabalho e o espírito de equipa que caracterizam os trabalhadores da empresa.

No quadro das perspectivas para o 2013, o Conselho da Administração da Empresa Hidroeléctrica de Cahora-Bassa, vai direccionar as atenções para o programa de construção do sistema de abastecimento de água à vila de Chitima, sede distrital de Cahora-Bassa, onde para o efeito, a empresa assinou, recentemente, um memorando de parceria com as mineradoras Jindal e ERNC que operam na periferia de Chitima, em Cahora-Bassa.

A concretizar-se o programa, será ultrapassado, definitivamente, o crónico problema de crise de água em Chitima que propiciava a eclosão de doenças diarreicas incluindo à cólera, por consumo de água imprópria que era retirada de pequenos poços tradicionais abertos ao longo do leito do rio Nsanangue que atravessa a vila de Chitima.

Governo desapontado com Companhia do Búzi

Os constantes adiamentos do arranque da fábrica de açúcar da então Companhia do Búzi, no distrito do mesmo nome, em Sofala, inactiva desde 1994 por obsolência do equipamento é motivo do descontentamento generalizado do Governo e da população local, numa altura em que o índice de desemprego atingiu uma situação deveras preocupante.
Governo desapontado com Companhia do Búzi

Numa visita de trabalho que efectuou há dias àquela unidade fabril, o governador de Sofala, Félix Paulo, mostrou-se visivelmente agastado com a situação e chegou mesmo a interromper sua escala as referidas instalações, sobretudo pela ausência do respectivo Presidente do Conselho de Administração, por motivos julgados meramente infundados.

“Eu, como governador desta província de Sofala, não devo interagir com terceiros desta fábrica, enquanto toda a população se mostra profundamente preocupada com a paralisação desta unidade industrial” – desabafou.

Consubstanciou também que o prazo fixado para Junho deste ano foi cumprido e até hoje não há perspectivas do arranque das actividades. O governador considerou aquela atitude como uma brincadeira de mau gosto e o dito por não dito.

Durante a visita que durou aproximadamente dez minutos, o governador de Sofala circulou pelas instalações da antiga Companhia do Búzi, cuja fábrica chegou a empregar no período de pico mais de nove mil trabalhadores entre efectivos e sazonais.

Este referiu que em relação aos prazos não cumpridos, o Governo pode tomar qualquer decisão, “senão estamos a atirar areia na cara dos outros”. Como não se bastasse, realçou, este assunto é sério e o PCA não está aqui. “Queremos o dono da empresa e não podemos falar com intermediários” – fundamentou.

Dados facultados na altura pelo representante da Galpbúzi, João Gomes, indicam que a direcção máxima daquela instituição está em constante contacto da busca de parceria para o arranque da fábrica até 2014, devendo montar nova unidade industrial numa zona já identificada, por elevada progressão da erosão do rio Búzi, afectando as actuais instalações.

Para o efeito, são necessários mais de 200 milhões de dólares norte-americanos, sendo que os investidores chineses são potenciais concorrentes.

Combate à erosão costeira na Ilha de Moçambique: Autoridades apostam no plantio de mangal

A costa marítima da cidade da Ilha de Moçambique, na província de Nampula, vai nos próximos tempos beneficiar de um programa de plantio intensivo de mangal, actividade cujo objectivo principal é combater a erosão progressiva provocada sobretudo pelas ondas do mar, que ainda constitui uma séria ameaça à existência física da urbe declarada património cultural da humanidade, segundo deu a conhecer há dias à nossa Reportagem o administrador daquele distrito, António Saul.
Combate à erosão costeira na Ilha de Moçambique: Autoridades apostam no plantio de mangal

A fonte explicou que a adopção desta estratégia resulta do facto de o combate à erosão marítima naquele cidade, através da construção de pequenos e grandes muros ao longo da sua costa, não ser aparentemente suficiente, pois que as ondas do mar que fustigam todos os dias esses muros têm reduzido a sua capacidade de protecção, até porque alguns se encontram parcialmente destruídos.

A nossa Reportagem constatou de perto que, por exemplo, algumas partes do longo e grande muro de protecção contra a erosão, construído na costa leste daquela cidade, já desmoronaram devido à fúria das águas do mar, requerendo um trabalho urgente de reposição.

“Em função disso, pensamos que o plantio de mangal, que será um vasto programa, e que envolverá o Governo do distrito da Ilha de Moçambique, conselho municipal local, além das próprias comunidades mobilizadas e consciencializadas pelos respectivos líderes com quem estamos a trabalhar neste momento, vai resultar, em termos de combate a este grande mal ambiental não só na parte insular, como também no continente, onde também ocorre este fenómeno”, anotou o administrador Saul.

Num outro desenvolvimento, o nosso entrevistado disse acreditar no sucesso da implementação do programa, pelo facto de o mesmo estar a ser bem acolhido no seio de todos residentes, que estão agora cientes de que o combate à erosão na ilha não surtirá efeitos desejados sem a sua contribuição, até porque naquela zona os líderes comunitários já foram recomendados a criarem florestas de mangais.

O administrador do distrito da Ilha de Moçambique acrescentou que, para o efeito, vai ser reactivado o projecto de plantio e multiplicação de mangais, que depois de ter sido lançado há sensivelmente três anos, na zona do posto administrativo de Lumbo, na parte continental, ficou paralisado por aparente incapacidade dos seus criadores e executores.

Por seu turno, as autoridades municipais dizem estar satisfeitas por terem conseguido controlar definitivamente as escavações nas praias, uma prática que durante muitos anos também contribuiu para a aceleração da degradação ambiental da ilha.

As escavações eram feitas na procura de supostos objectos raros, particularmente de navios naufragados no decorrer das viagens europeias de descoberta do caminho marítimo para a Índia, na cidade da Ilha de Moçambique, como artigos de adorno (missangas), porcelanas, ouro, incluindo o ferro velho, para venda no mercado da sucata. Tal controlo foi conseguido graças a um trabalho de fiscalização cerrada desencadeada pela nova polícia camarária.

As escavações não só afectavam as praias, como também os cemitérios, onde os “garimpeiros” presumiam que junto dos corpos aí sepultados (entre os séculos XVI e XVII), havia objectos de valor ímpar, como são os casos de colares, anéis e outros.

Frango escasseia e o seu preço dispara

O preço do frango está a disparar na cidade da Beira devido à escassez que se regista em diferentes estabelecimentos vocacionados para a venda daquele produto animal. Como causa disso, aponta-se o recente assalto às instalações do principal fornecedor na capital provincial de Sofala.
Frango escasseia e o seu preço dispara

Assim, o frango, que normalmente custava 120 meticais, está já a ser comercializado a 150 meticais ou mais, receando-se que com a aproximação da quadra festiva o agravamento do preço possa ser maior.

“Eles não aumentaram os preços. As quantidades que nos dão não são suficientes, daí que tenhamos decidido aumentar mais um pouco para compensar, porque o que joga aqui é a procura”- explicou-se um comerciante que, entretanto, não se quis identificar.

Representações dos fornecedores oficiais de frangos abordados pelo nosso matutino não quiseram dar informações sob alegação de que não eram as pessoas indicadas para tal.

Por seu turno, os pequenos produtores, que também aplicam o preço de 150 meticais para cada frango, afirmaram que o preço subiu devido ao aumento do custo das rações.

Tentativas de ouvir as direcções das empresas produtoras de rações na cidade da Beira redundaram no fracasso.

Época chuvosa: Nampula reforça medidas de prevenção contra doenças

O Sector da Saúde ao nível da cidade de Nampula desencadeou já medidas preventivas contras doenças, com destaque para a cólera, diarreias e outras que em quase todas as épocas chuvosas eclodem naquela urbe. Tais medidas consistem essencialmente na promoção de campanhas de limpeza nas comunidades, sobretudo nas consideradas vulneráveis, segundo deu a conhecer recentemente o respectivo director, Leonel Namuiquita.
Época chuvosa: Nampula reforça medidas de prevenção contra doenças

Segundo Namuiquita, este ano prevê-se que as campanhas de sensibilização sobre a necessidade e importância de os residentes observarem normas elementares de higiene pessoal e colectiva, sobretudo nos locais de residência e concentração, tenham êxito, tendo em conta que as mesmas iniciaram muito cedo em relação a outros anos.

A fonte destacou que o facto de a cidade de Nampula estar a registar nos últimos tempos uma diminuição significativa de casos de diarreias, o que resulta das várias acções de prevenção que têm sido desenvolvidas não só durante a época chuvosa como também noutras.

“Por exemplo, de Janeiro a esta parte registámos na cidade de Nampula uma redução de casos de diarreias na ordem de 6 por cento, isto é, tivemos um total de 27 O87 casos contra 28 713 em igual período do ano passado. Portanto, este é o resultado do envolvimento comunitário na implementação das medidas básicas de higiene pessoal e colectiva que temos vindo a tomar”, salientou o director de Saúde da cidade de Nampula.

Por outro lado, aquele responsável acrescentou que o seu sector vai continuar a trabalhar com as comunidades, principalmente quando chega a época chuvosa, e, como forma de potenciar essas medidas, o seu elenco directivo vai envolver mais os líderes comunitários na mobilização e sensibilização dos munícipes sobre a necessidade de aderirem a essas campanhas.

Entretanto, alguns munícipes são da opinião de que, por mais que as campanhas de limpeza na cidade de Nampula sejam feitas, mesmo de forma sistemática, pelas autoridades sanitárias, o certo é que não lhes parece que isso surtirá efeitos desejados enquanto não se removerem os grandes montes de lixos acumulados, sobretudo da zona periferia, por parte do conselho municipal da urbe.

“Na verdade, temos visto os esforços feitos pela Saúde através de apelos para a observância de regras de higiene pessoal e colectiva, para evitar as doenças, mas penso que esses esforços deveriam ser correspondidos pelo conselho municipal, que é o dono da cidade, removendo regularmente os resíduos sólidos que são acumulados particularmente nos bairros periféricos da urbe, que por sinal são propensos à eclosão da cólera e diarreias”, disse, visivelmente preocupado, Ana Lancheque, que residente há muitos anos no bairro de Napipine.

Beira: Obras de protecção costeira já em execução

Iniciaram há dias as obras de protecção costeira da cidade da Beira, capital provincial de Sofala, com fundos provenientes da Cooperação Suíça, avaliados em 3.500 mil dólares norte-americanos. Trata-se, segundo o director dos Serviços de Gestão de Risco de Calamidades, Mudanças Climáticas e Protecção Costeira no Conselho Municipal da Beira, Augusto Passipanaca, da construção de uma muralha que ligará a Praia Nova ao Palácio dos Casamentos, reabilitação e construção de 20 esporões, entre outras obras paralelas.
Beira: Obras de protecção costeira já em execução

“A edilidade já está igualmente a trabalhar para apurar o fiscal das obras em questão,  tendo sido abertas na última terça-feira as propostas para o efeito, após um concurso lançado recentemente” – revelou Passipanaca.

Enquanto  isso, o empreiteiro já mobilizou o equipamento para o estaleiro montado para o efeito junto ao antigo restaurante e boate Oceana, no bairro da Ponta-Gêa, onde serão programadas todas as actividades inerentes ao processo, cuja primeira fase deverá durar cinco meses. Passipanaca explicou também que já foi adquirida uma dragueta que fará a reposição das dunas ao longo da costa, a qual já se encontra instalada junto ao desaguadouro das Palmeiras.

Essencialmente, segundo Passipanaca, pretende-se que a dragueta trabalhe ao longo da costa no baldeamento da areia que posteriormente será utilizada na reposição das dunas.

“O que pretendemos é garantir que a nossa costa volte a ter uma segurança contra a erosão que ameaça engolir a cidade”- disse aquele responsável da edilidade.

Par além disso, outra actividade considerada de grande importância para a protecção costeira é a reposição do mangal e de casuarinas. Segundo o director dos Serviços de Gestão de Risco de Calamidades, Mudanças Climáticas e Protecção Costeira no Conselho Municipal da Beira, espera-se que o trabalho de reflorestamento, sobretudo do mangal, também venha a restituir a vegetação que outrora não só servia para a desova dos mariscos, como também constituía parte importante na protecção da costa.

Uso da rega cresce de forma lenta em Moçambique

A Proporção de explorações que usam sistemas de rega no país tem vindo a crescer no país, mas de forma lenta, tendo aumentado de 3,7 porcento em 2000 para 5,3 passados dez anos. Este nível de irrigação continua aquém das potencialidades, sendo que a agricultura familiar continua a ser predominantemente de sequeiro.
Uso da rega cresce de forma lenta em Moçambique

Esta situação, segundo um estudo levado a cabo por Maria Nhalivilo, do Instituto Nacional de Estatística, tendo como base os registos do recém-realizado censo agro-pecuário, faz com que a maioria dos agregados familiares rurais se torne vulnerável às intempéries.

Segundo o mesmo estudo, as regiões centro e norte do país possuem um maior potencial agro-ecológico para a produção de culturas, esperando-se, pois, uma maior proporção de explorações que usam a rega.

Entretanto, mesmo sendo estas duas as regiões potencialmente mais produtivas é a província de Maputo que perfaz 30 porcento do total de investimento, sendo que aquelas quase que não recebem fundos.

Nhalivilo aponta no estudo, divulgado recentemente pelo INE, que existem no país 257 regadios com uma área de 118 mil hectares, dos quais, 21 regadios têm mais de 500 hectares (representando 70 porcento), mas apenas 34 porcento em média estão a ser explorados.

No passado, a província de Maputo possuía a maior proporção de explorações a usar rega, mas actualmente Tete supera todas as outras. Com a excepção de Nampula, as províncias do sul tendem a superar a região norte em termos de proporção de explorações que usam a rega.

Este padrão, segundo a fonte, deve-se, provavelmente, a grandes investimentos no regadio do Chókwè, na província de Gaza, e à produção de cana-de-açúcar na província de Maputo (Xinavane e Maragra), uma cultura de rendimento geralmente irrigada.

À semelhança da rega, o uso de fertilizantes químicos continua baixo. Em 2009/2010, apenas 3,7 porcento das explorações usaram fertilizantes químicos, comparados com 2,7 porcento em 1999/2000. A maior parte dos fertilizantes é usada em culturas de rendimento, nomeadamente a cana-de-açúcar e o tabaco, em Tete, o que resulta em maior uso deste tipo de insumo na zona centro.

Tete registou um crescimento enorme no uso de fertilizantes, de 7,5 porcento em 2000 para 37 porcento em 2010. No entanto, a reabertura da açucareira de Marromeu e a expansão da de Mafambisse, ambas localizadas no centro do país, terão contribuído para uma maior proporção de explorações usando fertilizantes químicos na região mas, mesmo assim, em 2010 apenas 2 porcento das explorações usaram fertilizantes químicos.

Contribuiu para o aumento do uso daquele tipo de insumos a abertura de uma fábrica daqueles produtos em Chimoio, ora localizada em Gondola. Entretanto, o uso de agro-químicos no país está condicionado pelos preços altos, precário estado das infra-estruturas rodoviárias e escassez devido à fraca produção nacional.  

Indisciplina e insubordinação não são valores militares

O Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi, disse no distrito da Manhiça, província de Maputo, que a vida militar não se compadece com actos de indisciplina, insubordinação, desobediência ou outras atitudes que não sejam dignas do militar das Forcas Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
Indisciplina e insubordinação não são valores militares

Discursando sábado no encerramento do curso de instrução básica militar, Filipe Nyusi destacou que as FADM são um grande símbolo da unidade nacional onde se cultiva o espírito de missão e amor à pátria, factor decisivo para a vitória em qualquer frente da vida.

Por essa razão, segundo Nyusi, a carreira militar, como actividade profissional, exige uma base sólida de conhecimentos, destreza, lucidez e habilidade que só podem ser aprendidos no processo de formação do Homem militar.

“O curso que hoje (sábado) termina visava dotar os instruendos deste leque de valores e conhecimentos de forma a se tornarem soldados moral, psíquica e fisicamente preparados porque só no processo de instrução é que os mancebos são dotados de qualidades inspiradas na disciplina e obediência que permitem serem verdadeiros defensores da Pátria”, disse Nyusi.

O militar das FADM, segundo o Ministro, é orgulhoso da sua condição de militar, obedece as ordens do Comandante – Chefe, respeita a Constituição da República, ama e defende o seu povo e a sua pátria.

O ministro destacou, na sua intervenção, que o militar em Moçambique é um cidadão como outros, a única diferença é que ele tem dupla responsabilidade que advém da sua condição de integrar, sob brio militar adoptando uma conduta tendo sempre presente os ditames da honra, prestígio.

A outra responsabilidade resulta do dever de respeitar e abraçar as leis e normas da sociedade, bem como observar os regulamentos e determinações que caracterizam a instituição a que pertence velando pelo bem-estar do povo prestando apoio em todas as situações a que for chamado a intervir.

“Outras missões que doravante irão abraçar são as intervenções em acções humanitárias e de interesse público, com enfoque para as situações de calamidades naturais e prestação de cuidados sanitários sabido que Moçambique e ciclicamente afectado por esses fenómenos”, explicou a fonte.

Por essa razão, o Ministro da Defesa Nacional desafiou os finalistas a colocarem a prova todos os conhecimentos, capacidades, destrezas e experiências que adquiriram durante a formação no cumprimento das suas obrigações militares.

O curso de instrução básica militar terminado sábado iniciou no dia 23 de Julho último e tinha como objectivo principal capacitar física, metal e moralmente os instruendos para poderem proteger e defender Moçambique.

Conversações Governo e Renamo: Longa espera e poucos resultados

O Governo moçambicano diz que quer informações mais detalhadas da Renamo sobre o que julga que não está bem no país e que está a servir de mote para constantes ameaças de “assalto ao poder” e instalação de um governo de transição.
Conversações Governo e Renamo: Longa espera e poucos resultados
Já a Renamo diz estar desapontada com aquilo a que chamou de “arrogância” e falta de interesse do Governo em chegar a um consenso e sublinha que o nível de confiança do Executivo é “muito baixo”.

Estes são pronunciamentos dos representantes do Governo e da Renamo que estão envolvidos nas negociações, cuja terceira ronda tem lugar hoje, em Maputo, que visam evitar um provável retorno à guerra perpetrada por aquela que é a maior força política da oposição no país.

A segunda ronda negocial que teve lugar na última segunda-feira, em Maputo, iniciou por volta das 9 horas e 45 minutos, depois foi interrompida por uma hora.

Cerca das 11 horas, os negociadores voltaram à sala de conversações, que foram mais uma vez interrompidas à hora do almoço. Nessa altura, foi prometida à imprensa que as 17 horas seriam feitas declarações para alimentar os noticiários.

À hora marcada, representantes de dezenas de órgãos de comunicação social, estavam no local a espera de informação sobre o andamento das negociações, o que não aconteceu.

Uma hora depois, o chefe da delegação da Renamo, que também é secretário-geral do partido, Manuel Bissopo, saia da sala para falar ao telemóvel, acto que aconteceu pelo menos três vezes.

Um pouco depois das 20 horas foi a vez do chefe da delegação do Governo, que exerce o cargo de Ministro da Agricultura, José Pacheco, sair da sala para falar ao telemóvel.

Por volta das 22 horas, Bissopo e alguns membros da sua delegação saíram da sala e sob alguma pressão de jornalistas revelaram que não havia consenso e escusando-se a avançar mais detalhes.

Segundo Manuel Bissopo, o problema que estava a ditar a demora na conclusão do trabalho naquele dia estava relacionado com a acta das conversações.

Quando os jornalistas começaram a manifestar desânimo, o que ditou que alguns desistissem de esperar, eis que, pouco antes das 23 horas, a delegação da Renamo se prontificou a falar com jornalistas.

Pontos divergentes

No “briefing”, Manuel Bissopo frisou que não houve consenso porque o Governo depois de receber informação sobre os pontos de reivindicação da Renamo, ainda exige explicação detalhada e decidiu que cada assunto será discutido por vez.

Assim, na segunda ronda a discussão era sobre a democracia, transparência eleitoral e composição da Comissão Nacional de Eleições. Este último havia sido aprovado pela Assembleia da República na semana anterior com votos favoráveis da Frelimo e do MDM e contra da Renamo.

 “Nestas negociações não houve avanços porque o Governo se mantém na mesma. Nós vamos manter a nossa posição, vamos voltar ao nosso quartel-general e reformular as regras para a imposição de um Governo de transição com vista a instaurar uma nova ordem política nacional”, declarou.

Bissopo não avançou detalhes de como tais acções seriam efectuadas, tendo apenas se limitado a dizer que “vamos usar a via que o povo decidir”.

Prosseguir com o diálogo

Por sua vez, José Pacheco garantiu que o Governo está disposto a prosseguir com as negociações até se chegar a um consenso, mas sublinhou que em relação à composição da CNE, a decisão final deverá sair da AR. O Parlamento adoptara, sexta-feira anterior, a nova Lei da CNE.

Segundo José Pacheco, as partes vão continuar a debruçar-se sobre os outros pontos colocados sobre a mesa, nomeadamente: partidarização do aparelho do Estado com a criação de células da Frelimo nas instituições, desenvolvimento inclusivo e defesa e segurança.

Centro de Matsinhane dispõe de energia solar

Pouco mais de oito mil pessoas da localidade de Matsinhane, no distrito de Mandlakaze, conta desde o início deste mês de Dezembro com melhorias significativas de atendimento na unidade sanitária local, graças à recente entrada em funcionamento do sistema de fornecimento de energia com base em painéis solares.
Centro de Matsinhane dispõe de energia solar

Com esta intervenção sob a égide da Organização Visão Mundial, os residentes de Matsinhane viram desta forma colocado um ponto final às difíceis condições a que estavam votadas por falta de energia de qualidade para o correcto funcionamento daquele centro de saúde, após cerca de duas décadas de recurso a candeeiros a petróleo e velas no decurso de tratamento nocturno de doentes.

“Terminamos assim um ciclo de cerca de duas décadas em que estávamos sujeitos a recorrer aos candeeiros de petróleo e velas, para assistirmos os doentes no período nocturno, com todos os riscos daí decorrentes. Agora as coisas irão melhorar”, disse à nossa Reportagem a enfermeira Neli Amós.

Por seu turno, Segundo Adérito Swaze a solução do problema foi possível graças às prioridades definidas pela Visão Mundial, através do Programa de Desenvolvimento de Área (ADP) de Tchemulane, por ele dirigido naquela região de Gaza. De acordo com Segundo Swaze, nos seus programas de saúde foi efectivamente priorizada para este ano, a instalação do referido sistema avaliado em mais de 31.000 dólares americanos.

A nossa fonte assegurou-nos que com as condições ora criadas, reduzir-se-ão os riscos que as mães grávidas corriam durante os partos, numa região onde a procura daqueles serviços públicos de saúde tem sido bastante elevada, graças à mobilização feita nesse sentido pelas autoridades comunitárias locais.

De acordo com a nossa fonte, o centro deverá melhorar a capacidade de armazenagem de medicamentos, como vacinas entre outros fármacos, que exigem conservação em temperaturas relativamente baixas.

A energia solar irá igualmente proporcionar novas condições na casa da “mãe espera”, assim como uma acomodação mais condigna para a responsável daquela unidade sanitária.

A cerimónia de entrega foi testemunhada por centenas de habitantes, líderes comunitários e religiosos, representantes do governo e outros parceiros como é o caso da organização Elizabeth Glaiser, que trabalha na área da saúde.

A localidade de Matsinhane está localizada a sensivelmente 20 quilómetros da vila de Mandlakaze e ainda não foi abrangida pela rede nacional de energia eléctrica.

São atendidos mensalmente neste centro cerca de 700 doentes, incluindo igualmente assistência a crianças padecendo de várias enfermidades, tais como malária, diarreias, entre outras.

Xai-Xai promove casamentos colectivos

O Conselho Municipal da cidade de Xai-Xai realizou na semana finda, o sonho de seis casais, por sinal responsáveis de bairros naquela edilidade, ao promover casamentos colectivos numa festa caracterizada por muita pompa e circunstância, que para além dos mais de 400 convidados entre amigos e familiares, o acto foi testemunhado por Francisca Moluana, secretária permanente provincial, em representação do governador Raimundo Diomba.
Xai-Xai promove casamentos colectivos

Conforme disse aquela governante aos jornalistas que, na ocasião, cobriam o evento, o gesto que teve o “apadrinhamento” do Conselho Municipal da cidade de Xai-Xai, constitui um exemplo a ser seguido particularmente pela juventude, que deve conceber o casamento como um passo para a criação e consolidação dos valores da família.

“Assistir a uma celebração matrimonial é sempre uma grande alegria, o que significa que a união a compreensão dos dois chegou ao ponto máximo, então as pessoas devem contrair o matrimónio. Daí que é sempre uma grande alegria e queremos, mais uma vez, desejar muitas felicidades a todos estes casais, e que as suas relações efectivamente se solidifiquem cada vez mais, dando desta forma exemplo a juventude em particular e à sociedade em geral”, disse Francisca Moluana.

Tratou-se da maior celebração matrimonial do ano prestes a findar e uma cerimónia carregada de muito simbolismo, pelo facto de serem aqueles parte dos representantes que nas suas comunidades devem constituir um espelho da forma mais correcta de se estar na sociedade, sendo o casamento uma importante acção para se atingir esse objectivo.

“Estou muito feliz. Vivo há mais de 30 anos com a minha mulher mas, infelizmente, sem condições para realizar uma festa desta envergadura para dignificar a formalização da nossa relação com esta dignidade. Isso apenas foi possível devido ao amor e respeito que a mamã Rita Muianga, nossa presidente do município, nutre pelos seus filhos. Bem hajam todos que se dignaram a fazer tudo isto por nós”, disse um dos nubentes visivelmente emocionado.

Para Gilda da Glória Massotxua, vereadora no Conselho Municipal de Xai-Xai, a realização daquele evento, foi o culminar de um trabalho que vinha sendo desenvolvido pela edilidade ao longo dos últimos dois anos e pretende-se que a iniciativa possa abranger outros responsáveis na edilidade da capital provincial de Gaza.

“Vamos envidar esforços para que mais casais que continuam a viver maritalmente, possam oficializar a sua relação, para além de outros responsáveis dos bairros e outros funcionários que ainda não oficializaram a sua relação”, disse Gilda da Glória.

Empreiteiro pressionado a iniciar obras no Nkobe

O Conselho Municipal da Matola, através do seu presidente, garante estar a mobilizar o consórcio encarregue pela reconstrução da estrada Km15/Nkobe Machava, para arrancar com as obras ainda neste Dezembro.
Empreiteiro pressionado a iniciar obras no Nkobe

Falando ontem ao nosso Jornal, Arão Nhancale disse que o processo de adjudicação corre os seus trâmites legais, mas a ideia é que as firmas Jjr e filhos Moçambique bem como a jrc – Construções e obras públicas limitada iniciem mesmo assim a reconstrução dos cerca de quatro quilómetros daquela via, vital para a ligação das duas zonas da autarquia.

Assegurou ainda que as equipas técnicas do Conselho Municipal já identificaram a via que será usada como alternativa durante as obras e dentro de dias vão arrancar pequenos trabalhos de sua melhoria.

Entretanto, reafirmou que os utentes terão que ser pacientes, considerando que a via é apenas alternativa e que a melhor estrada e definitiva é a que estará a ser feita doutro lado.

O presidente da autarquia da Matola acrescentou que a sua instituição fará todos os possíveis para que a obra termine dentro do prazo estabelecido com o consórcio constituído pelas duas firmas.

Ao que soubemos, as duas firmas sinalizaram, na última sexta-feira, o arranque das obras implantando placas nos dois extremos da via, onde lê-se, entre outros dados, que a obra é financiada pelo município da Matola no valor de cerca de 25 milhões de meticais e deverá começar neste Dezembro e terminar até Março de 2013.

Gaza quer voltar a ser maior produtor de arroz

Com a formalização na semana finda do direito de exploração de uma área de 20 mil hectares cedidos por um período de 50 anos à Wambao Africa Agriculture Development, uma empresa moçambicana com capitais chineses, que trabalha no país no âmbito dos acordos de cooperação entre o Governo moçambicano e a República da China, está lançado o desafio de, finalmente, Gaza, poder reconquistar o estatuto de maior produtor de cereais no país. O repto foi lançado pelo António Limbau, vice-ministro da Agricultura, no acto que marcou a assinatura do contrato.
Gaza quer voltar a ser maior produtor de arroz

Na cerimónia, que marcou igualmente o lançamento oficial da marca do arroz denominado “Bom Gosto” produzido no regadio do Baixo Limpopo pelos chineses, aquele governante moçambicano referiu-se ainda da necessidade de uma forte parceria com a Wambao, para o aumento global da produtividade agrária, com vista ao alcance da segurança alimentar e nutricional.

Segundo Limbau, é expectativa do Governo e dos produtores, moçambicanos que os mais de 6.000 produtores, que actualmente operam nas áreas abrangidas pelo projecto e na sua periferia, sejam beneficiados pelas novas tecnologias de produção.

“Gostaríamos de encorajar a empresa, para continuar a desenvolver parcerias sãs com estes produtores, tendo em vista assegurar maiores benefícios para este grupo alvo. Aos produtores desejamos que olhem para este momento, como uma oportunidade para a província de Gaza, reconquistar o lugar de maior produtor de cereais do país”, disse Limbau.

Shoprite reaberta

A rede de supermercados Shoprite reabriu no último sábado, após o encerramento que se observava desde quarta-feira na sequência de uma greve geral dos seus cerca de 700 trabalhadores.
Shoprite reaberta

A reabertura resultou do consenso entre os colaboradores e o patronato, alcançado na noite de sexta-feira em Maputo no corolário de negociações sob intermediação da Comissão de Mediação e Arbitragem Laboral (COMAL), os ministérios do Trabalho (MITRAB) e da Indústria e Comércio (MIC), bem como o sindicato do ramo, de acordo com um comunicado oficial.

O comunicado emitido pelo MITRAB indica que o entendimento da noite de sexta-feira preconizava que todos os serviços das lojas da rede Shoprite reatassem no dia seguinte os serviços no seu horário normal, à escala nacional, sobretudo na cidade e província de Maputo, Gaza, Manica e Sofala.

A greve teve como origem a não satisfação, pelo patronato, do aumento salarial exigido pelos trabalhadores na ordem dos 48%2525. A Direcção prontificava-se em pagar apenas mais 17 porcento, alegando o fraco desempenho financeiro registado na empresa este ano. O subsídio de transporte e de alimentação igualmente faziam parte da reivindicação.

Ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, e o vice da Indústria e Comércio, Kenneth Marizane deslocaram-se na quinta-feira às lojas da Shoprite da cidade de Maputo e da Matola, onde ouviram directamente dos trabalhadores os motivos para o levantamento, ao que se seguiu de um processo negocial envolvendo quadros e especialistas sobre a matéria, sindicatos e empregadores, nas instalações do Ministério do Trabalho, até ao acordo da noite de sexta-feira.

À luz do acordo, os trabalhadores com o salário entre 3.510 a 5.501 MT terão um aumento de 25 por cento; os que variam de 5.501 a 7.001 MT verão verão os seus ordenados acrescidos em 20 por cento, enquanto que para os que ganham acima de 7.001 MT em diante o ajuste foi fixado em 13 por cento, segundo o comunicado do MITRAB. A próxima negociação salarial acontecerá em Agosto de 2013, conforme o calendário bilateral que vem sendo observado naquela empresa.

As partes acordaram em criar, igualmente, mecanismos para o diálogo permanente na empresa, ao mesmo tempo que outros aspectos previstos na legislação laboral serão resolvidos nesse contexto pela Inspecção-Geral do Trabalho, tais como a celebração de acordos colectivos de trabalho, o não pagamento dos dias de folga, o seguro, entre outros. Os subsídios de transporte e de alimentação também serão matéria das próximas fases negociais, a iniciar desde já, enquanto as lojas estão abertas.

Ontem, segundo dia após a reabertura o supermercado da cidade registava uma afluência considerável de clientes que procuravam fazer as suas compras.

Fiscalização aperta cerco no “Zimpeto”

As equipas de fiscalização no mercado grossista do Zimpeto, na cidade de Maputo, estão a trabalhar arduamente com vista a evitar, as habituais, especulações de preços de produtos diversos que têm acontecido nas vésperas da quadra festiva.

Fiscalização aperta cerco no “Zimpeto”

Com efeito, mais sete agentes da Polícia Municipal foram destacados ao grossista como forma de reforçar a equipa de fiscalização lá existentes compostas pelos camarárias e membros da administração do mercado.

Segundo Moisés Covane, Administrado do Mercado Grossista do Zimpeto, os preços dos produtos estão estáveis graças ao trabalho de fiscalização levado a cabo pelas equipas previamente montadas.

Covane disse, por exemplo, que actualmente a batata é vendida entre 160 a 220 meticais, a cebola custa 150 a 180, tomate nacional ronda entre 300 a 500 por caixa e uma caixa de ovos com 15 dúzias chega a custa 750 meticais.

“Estes preços vêm sendo praticados há mais de três semanas pelo que ainda não há especulação. Aliás permitam-me que diga que não haverá subida de preços dos produtos porque não há necessidade para tal”, disse Covane acrescentado que houve uma pequena subida de tomate no mês de Novembro devido o problema de escoamento na África do Sul.

A fonte indicou que no mercado grossista há estabilidade de produtos para abastecer às cidades de Maputo, Matola e arredores daí que os munícipes podem fazer as compras sem nenhuma pressão.

“Neste momento ainda não há nada que nos assuste em termos dos produtos. Temos produtos suficientes para abastecer as cidades de Maputo e Matola sem nenhum constrangimento”, precisou Covane.

Trigêmeos vão comemorar aniversário de 22 anos na cadeia

Os trigémeos Deshawn, Jurron e Devon Shiver foram parar atrás das grades no estado de Michigan, nos EUA. Os trigémeos vão comemorar o aniversário de 22 anos atrás das grades no dia 10 de Janeiro.
Trigêmeos vão comemorar aniversário de 22 anos na cadeia

Segundo a emissora de TV “ABC”, Deshawn e Juronn foram condenados na segunda-feira por atacarem o pai da namorada de Juronn em Buena Vista Township, em maio de 2011.
Devon está preso desde 2011 por tentativa de homicídio.

Islamitas proclamam vitória inicial em referendo no Egito

Os egípcios aprovaram por estreita maioria o polémico projecto de Constituição defendido pelo presidente Mohamed Mursi, na primeira etapa do referendo, anunciaram hoje, domingo, os islamitas e um grupo da oposição, com base em resultados oficiosos.

Islamitas proclamam vitória inicial em referendo no Egito

A primeira fase do referendo teve lugar sábado último em 10 áreas do país, incluindo Cairo e Alexandria, e a segunda está marcada para 22 de Dezembro nos outros 17 governos.

O processo de votação foi precedido de semanas de manifestações contra e a favor do projecto, que terminaram em várias ocasiões com actos de violência.          

A oposição exigia a anulação do referendo, mas no fim fez campanha pelo “não”.      

Os resultados oficiosos do primeiro dia de votação são baseados nas apurações fornecidas por funcionários dos colégios eleitorais, e parecem estar longe da vitória esmagadora esperada pelos islamitas para calar uma oposição ofensiva.        

Os islamitas também contavam com uma grande vitória para recompensar Mursi na sua decisão de levar adiante o projecto constitucional o mais rápido possível.              

O Partido da Liberdade e Justiça (PLJ) de Mursi anunciou no seu site que 56,5 por cento dos eleitores votaram a favor da Constituição, o que também foi anunciado pela imprensa local.      

A principal coligação da oposição, a Frente de Salvação Nacional (FSN), afirmou sábado que quase dois terços dos eleitores haviam rejeitado o texto redigido por uma comissão de maioria islamita.              

Mas um dos principais integrantes da coligação, o movimento Corrente Popular, confirmou hoje, domingo, que 56 por cento dos eleitores aprovaram o texto.          

De acordo com os resultados preliminares, quase 57 por cento dos eleitores no Cairo votaram contra a Constituição no Cairo, enquanto o ‘sim’ venceu em Alexandria.              

A Comissão Eleitoral se recusou a comentar as informações e não divulgou dados sobre a participação.        

“Os resultados não serão aprovados pela comissão eleitoral até o fim da segunda etapa para não provocar confusão, para preservar o país e na espera dos recursos”, declarou à AFP um membro da comissão, Mohamed el-Tanbuli.

A oposição laica, de esquerda e liberal denuncia o texto por considerar que favorece a interpretação rígida do islão e oferece poucas garantias para determinadas liberdades fundamentais.              

Para os partidários do “sim”, a Constituição daria ao país um marco institucional estável depois da conturbada transição registada depois da queda de Hosni Mubarak em Fevereiro de 2011.              

As semanas anteriores à votação foram marcadas por uma grave crise política que dividiu o país e para muito egípcios o referendo virou uma votação a favor ou contra a poderosa Irmandade Muçulmana, de onde procede Mursi.

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