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Domingo, Abril 12, 2026
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Projectada recuperação de 600 KM de estradas em Sofala

Um total de 683 quilómetros de estradas pavimentadas e terraplanadas vão ser alvos ainda este ano, na província de Sofala, de obras de manutenção de rotina e melhoramento com  base de um financiamento do Governo em montantes não revelados.
Projectada recuperação de 600 KM de estradas em Sofala

Dados em nosso poder, facultados pela Administração Nacional de Estradas naquela região, acrescentam que, para o efeito, foram já lançados três concursos públicos para a adjudicação da empreitada durante 12 meses e subdividida em dez lotes.

O primeiro concurso compreende obras de manutenção de rotina numa extensão total de 247,3 KM de estradas pavimentadas na província de Sofala. Trata-se de 110 KM do troço N1-Muxúnguè/Save, 75 KM entre N6-Beira/Tica e dos 60 KM da via N6-Tica/Inchope incluindo 2,3 KM do trajecto Caia/Chimuara.

Estão também contemplados 130 KM na manutenção da rotina de estradas terraplanadas na região, num projecto a ser executado em dois lotes em 60 KM entre R560 e R561-Crz.N1/Machanga e 70 KM da R560 e R562-Machanga/Divinhe.

Finalmente, foram concebidos quatro lotes de obras de melhoramento localizados de 73 KM e manutenção da rotina de 233 KM de estradas terraplanadas. Basicamente, vão ser atacados troços N282-Dondo/Muanza, N282/Inhaminga, R520-Mutindir/Grudja e N/C-Crz.R1003/Sengo.

Tudo isto, entretanto, acontece numa altura em que as obras de melhoramento localizado que arrancaram em Abril passado na Estrada Nacional número Seis (N-6) que liga o Porto da Beira à vila fronteiriça de Machipanda com o vizinho Zimbabwe, concretamente no troço Beira-Inchope num raio de 135 KM estão bastante atrasadas.

Com prazo de um ano, as obras foram consignadas ao vencedor deste concurso público no dia 28 de Novembro e estavam previstas a terminar em 28 de Novembro corrente.  A lentidão da empreitada faz mesmo com que a circulação neste trajecto de um tráfego diário de cerca de três mil viaturas de e para os chamados países do “hinterland” como Zimbabwe, Zâmbia, Malawi, Botswana e RDCongo seja condicionada.

Contudo, a delegada da Administração Nacional de Estradas em Sofala, Irene Langa, indicou que o prazo das obras em causa, que arrancaram em Abril passado e orçadas em 135.215.154,94 meticais, continua a ser reiterado pelo empreiteiro que, na prática, se mostra completamente inviável.

Riquezas no subsolo atraem multinacionais a Tete

A província de Tete regista, nos últimos tempos, uma afluência de grandes empresas multinacionais para a prestação de serviços no âmbito do programa de carvão de Moatize. Tais são os casos da Firestone, Bridgestone, Triangle, Trelleborg e Belshina representados desde Agosto último pela IMEX, responsável pelo fornecimento de pneus para camiões que transportam carvão mineral do fundo das minas à superfície.
Riquezas no subsolo atraem multinacionais a Tete

Por outro lado, estão a emergir na cidade de Tete outras empresas que prestam serviços de confecção de alimentos para os funcionários e operários das empresas mineradoras na bacia carbonífera de Moatize. O director provincial da Indústria e Comércio de Tete, António Gero, explicou que o surgimento destas empresas veio galvanizar o desenvolvimento do sector que dirige naquela região do país.

“A entrada destas empresas na nossa província gera um rendimento em termos de receitas aduaneiras colectadas pela Autoridade Tributária” -disse António Gero. Referiu que, num futuro próximo aquelas empresas vão montar indústrias de fabrico de equipamentos diversos.

Para o director da Indústria e Comércio, em Tete, a instalação de várias empresas de ramo industrial, está a contribuir significativamente para o combate ao desemprego naquele ponto do país, uma vez que muitos cidadãos moçambicanos estão a ser enquadrados nos postos de trabalho abertos por estas instituições.

Represas vão mitigar efeitos das secas cíclicas

Os distritos de Changara e Mutarara, na província de Tete, vão ter até o primeiro semestre do próximo ano, represas para a contenção das águas para efeitos de irrigação e abeberamento de gado em tempo de seca. No primeiro ponto, a referida infra-estrutura vai ter a capacidade de armazenar cerca de 12 milhões de metros cúbicos que também vão beneficiar perto de nove mil habitantes, segundo afirmou o director provincial das Obras Públicas e Habitação, Luís Machel.
Represas vão mitigar efeitos das secas cíclicas

Segundo disse, maior prioridade para a edificação daquelas infra-estruturas é para os locais com problemas sérios da falta de chuvas e, de acordo com as suas palavras, Changara é uma região de estiagem e secas cíclicas “daí que ali vamos construir uma grande represa para a agricultura e abeberamento de gado”.

Ainda em Changara, mais concretamente no povoado de Phacassa, está em curso a elaboração de um projecto executivo para a construção, nos próximos meses, de um reservatório escavado de água. O director provincial das Obras Públicas e Habitação em Tete referiu que em relação ao distrito de Mutarara também está em curso e numa fase bastante adianta a reabilitação da represa de Necungas que serve a cerca de 670 pessoas e para a irrigação agrícola e abeberamento de gado.

Em relação ao saneamento no meio rural, o director provincial das Obras Públicas e Habitação, em Tete, disse terem sido construídas, no ano passado, ao nível de toda a província 2.890 latrinas melhoradas das 2.500 planificadas, representando mais de 100 por cento de realização.

“Estamos a expandir o saneamento básico à população, particularmente da zona rural, através da construção e reabilitação das fontes de água, acção que ocorre com o envolvimento das comunidades beneficiárias”, disse Luís Machel.

O nosso entrevistado apontou, por outro lado, que a sua instituição está apostada na qualidade das intervenções que estão a ser feitas nas diversas infra-estruturas públicas, através de uma maior fiscalização.
Em relação aos novos projectos do Fundo de Fomento de Habitação, o nosso interlocutor disse que estes vêm deparando com alguns constrangimentos ligados à falta de reservas de parcelamento para a sua implementação, sobretudo na cidade de Tete e na vila e distrito de Moatize, para além da falta de alocação de fundos para o programa de habitação e urbanismo.

Acidentes de viação matam seis pessoas no Natal em Nampula

Acidentes de viação matam seis pessoas no Natal em Nampula

Seis pessoas mortas, quatro feridos graves e vários danos materiais avultados é balanço dos acidentes de viação ocorridos nas últimas 48 horas na província de Nampula, Norte de Moçambique, em pleno momento das festividades do Natal (Dia da Família).

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) no Comando Provincial em Nampula, Inácio Dina, disse que o excesso de velocidade – aliado à fadiga dos condutores – e a má travessia de peões são as principais causas dos referidos sinistros. “Continuamos a registar, com muito desagrado, a renitência por parte dos automobilistas. Não respeitam as regras de trânsito previstas pelo Código da Estrada”, queixou-se Dina.

Enquanto isso, o Hospital Central de Nampula, a maior unidade sanitária da região norte do país, atendeu, no dia 25 de Dezembro, 19 pessoas vítimas de acidentes de viação, contra oito que deram entrada no dia anterior. Significa que houve um aumento de 11 casos.

A directora do Banco de Socorros daquele hospital, Beatriz da Silveira, disse ao @Verdade que a maior parte das pessoas atendidas diariamente, nos últimos dias, são vítimas de acidentes de viação. No que diz respeito às agressões houve uma ligeira estabilidade, pois nos últimos dias, incluindo no dia 25 de Dezembro, foram registados 21 casos.

500 pessoas deram entrada no Hospital Central de Maputo neste Natal

500 pessoas deram entrada no Hospital Central de Maputo neste Natal

Nas últimas 24 horas, ou seja, no Natal do ano prestes a findar, 500 pessoas deram entrada no Hospital Central de Maputo (HCM), contra 301 do mesmo período de 2011, das quais 200 padecendo de doenças diversas, 132 com traumas resultantes de acidentes de viação, agressões físicas, dentre outros, contra 29 daquele ano.

Segundo o médico ortopedista traumatologista do HCM, Raúl Cossa, no geral, o Natal do ano passado foi mais calmo em relação ao de 2012. A maior unidade hospitalar de Moçambique atendeu, no dia 25 de Dezembro de 2012, 37 pessoas que sofreram acidentes de viação, contra 21 do mesmo período do ano transacto. Houve um aumento de 16 casos, 34 indivíduos envolveram-se em agressões físicas, contra 18 de 2011, e dois casos de ferimentos com recursos a armas brancas. Enquanto isso, há registo de três óbitos por motivos diversos. Dos 500 doentes 114 ficaram internados.

Relativamente aos acidentes de viação, Raúl Cossa disse ainda que a maior parte deu-se na cidade de Maputo. O destaque vai para o caso da zona da Costa do Sol, no qual cinco pessoas contraíram ferimentos, uma das quais com gravidade, em consequência de um acidente de viação na Avenida da Marginal.

Das vítimas consta uma criança que neste momento está internada no serviço de urgência de pediatria. O referido sinistro aconteceu quando uma viatura de marca Ford, com a chapa de inscrição MMP-22-17, embateu na parte traseira de um mini-“bus” Toyota Coaster, com a matrícula ABL-648 MP. Os agentes do corpo de Salvação Pública que estiveram no local suspeitam que tenha havido excesso de velocidade e embriaguez.

Raúl Cossa apelou aos pais a não serem tolerantes ao consumo do álcool. Que vigiem, sobretudo, aos filhos menores de idade cuja tendência e experimentar este tipo de vício. Em relação ao uso de objectos pirotécnicos, ele disse que quando mal manuseados podem provocar lesões graves em diferentes partes do corpo. Advertiu que os braços podem ser amputados. Qualquer um que queira usar tais objectos que leia primeiro as instruções.

Incêndio destrói parcialmente residência em Nacala-Porto

Incêndio destrói parcialmente residência em Nacala-Porto

Seis feridos, entre graves e ligeiros, na cidade de Maputo, e um incêndio de pequenas proporções, em de Nacala-Porto, Sul e Norte de Moçambique respectivamente, é o rescaldo do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) referente ao Natal de 2012 celebrado esta terça-feira (25).

O porta-voz do Comando do SENSAP, David Cumbane, disse ao @Verdade que na cidade de Maputo houve dois acidentes de viação nas avenidas Marginal e de Moçambique. Este último deu-se à entrada do Estádio Nacional do Zimpeto. Não há vítimas mortais.

David Cumbane explicou-nos que o sinistro da Marginal ocorreu quando uma viatura de marca Ford, com a matrícula MMP-22-17, embateu na parte traseira de um mini-“bus” Toyota Coaster, ABL-648 MP. O excesso de velocidade e a condução em estado de embriaguez podem ser as causas do acidente. As vítimas foram transportadas para o Hospital Central de Maputo (HCM).

O segundo sinistro aconteceu por volta das 8 horas do Dia da Família na Estrada Nacional Número 1. Uma viatura de marca Toyota Sprinter, com a chapa de inscrição MME-27-19, despistou-se e atropelou um vendedor ambulante que na altura se encontrava a vender nas imediações do Estádio Nacional do Zimpeto. Ele saiu ileso.

Por volta das 13horas do mesmo dia, de acordo com David Cumbane, no bairro de Mocoene, quarteirão 17, casa número três, na cidade portuária de Nacala-Porto, registou-se um incêndio de pequenas proporções numa residência de construção precária. Duas crianças, que estavam a brincar com um fósforo, atearam fogo que devorou uma parte da casa. Os bombeiros foram a tempo de debelar as chamas e evitar a sua propagação.

Ainda não foram calculados os prejuízos. Não há registo de vítimas humanas.

Escassez de transporte aflige milhares de utentes

A falta de transporte no Terminal Rodoviário Interprovincial da Junta, na cidade de Maputo, está a preocupar milhares de utentes que pretendem viajar para diversos pontos do país a fim de passar as festas de fim de ano.

Escassez de transporte aflige milhares de utentes

Pessoas entrevistadas pela nossa fonte foram unânimes em afirmar que os transportes são quase inexistentes para o elevado número dos utentes que procuram viajar e isso está criar um mal-estar nos passageiros.

Os entrevistados reconhecem que viajar a essas alturas do ano é muito difícil, mas não tinham disponibilidade para fazê-lo antes, devido à falta de dinheiro e múltiplas tarefas.

A nossa fonte encontrou Natália da Graça cerca das 11.00 horas da manhã, no terminal da Junta à procura de um carro para Morrumbene, província de Inhambane, e disse estar muito agastada por tanto esperar pelo autocarro que a levasse ao seu destino.

`Estou aqui deste às 5.00 horas da manhã e não consigo apanhar o carro. Há muitas pessoas que querem viajar, mas os carros são bastante poucos e não sei se consigo seguir hoje. A situação não está boa´, disse Da Graça, acrescentado que vai continuar a esperar até que apareça um carro, mesmo que seja para passar a noite naquele local.

Em contacto com a nossa fonte, Jorge Nuvunga, que pretendia viajar para Chibuto, província de Gaza, disse ter chegado pouco antes das 6.00 horas, mas até às 12.00 horas ainda não tinha apanhado o carro.

`Este ano há muitos problemas de transporte. No ano passado foi fácil porque consegui apanhar o carro facilmente. A minha viagem agora é uma incerteza total e não sei o que faço porque a família está à minha espera para juntos passarmos as festas de fim de ano´, indicou.

Cláudia Marisa também estava na Junta e desejava viajar para Inhambane Céu, mas disse que não estava a conseguir apanhar o transporte para concretizar o seu sonho de passar as festas fora de Maputo.

Entretanto, Inês Mindo, coordenadora do Terminal Rodoviário Interprovincial da Junta, disse que a sua instituição está a trabalhar arduamente no sentido de sensibilizar os transportadores para evacuarem o maior número dos passageiros.

Explicou que das 4.00 às 9.00 horas da manhã conseguiram transportar mais de três mil passageiros para diferentes pontos, graças à colaboração dos transportadores e a organização dos passageiros.

`Não é fácil, mas estamos a dar o nosso máximo para evacuarmos o maior número possível de passageiros. Temos estado a cometer alguns erros por ser a nossa primeira experiência, mas estamo-nos a esforçar para ultrapassar esses problemas´, disse.

Os transportadores que operam no Terminal Rodoviário Interprovincial da Junta, na cidade de Maputo, são acusados pelos passageiros de aplicar preços exorbitantes nas bagagens, como forma de ter mais lucro.

Segundo os utentes, a aplicação dos referidos preços altos está a contribuir para que muitas pessoas desistam de viajar e outros acabam ficando muito tempo no terminal na esperança de apanhar um carro que lhes cobre um pouco menos.

Alberto Cumbane, um dos passageiros que ia seguir para a província Inhambane, contou que lhe teriam sido cobrados três mil meticais para transportar uma manta e duas caixas de ovos, valor que considera bastante alto.

`Eu ainda não viajei porque estão a cobrar um valor muito alto para carregarem a minha bagagem. Onde é que já se viu pagar três mil meticais por uma carga como esta?´, desabafou Cumbana, para quem os transportadores procuram a tudo o custo extorquir os passageiros porque estão num momento de aflição.

Eduardo Chichongue, que procurava carro para ir ao distrito de Mabote, em Inhambane, disse que os transportadores estão a ser muito oportunistas cobrando valores elevadíssimos nas bagagens.

`A situação não está boa aqui na Junta, por isso pedimos socorro às autoridades. Estão a cobrar muito dinheiro nas mercadorias. A minha encomenda não pode valer quatro mil meticais. Eu não tenho esse dinheiro para pagar´, disse.

Inês Mindo, coordenadora do Terminal Rodoviário Interprovincial da Junta, reconhece haver especulação na aplicação do preço da carga e disse não haver instrumento legal para agir, mas que os lesados deviam participar os casos ao posto policial local.

Cristãos celebram natal apelando à paz

Missa católica
Missa católica
Comemorou-se ontem em todo o mundo o natal. Para celebrar o dia, na capital do país, foram realizados cultos em várias igrejas, que marcam o nascimento de Jesus Cristo. Bispos e pastores de diferentes congregações religiosas têm o mesmo denominador em comum: apelam à paz, amor e reconciliação entre os homens.

Durante a missa do galo na Sé Catedral, realizada na noite de segunda-feira, o arcebispo da igreja católica, Dom Francisco Chimoio salientou que “o nascimento do salvador é um momento para reafirmarmos o nosso compromisso com Deus”, para depois “apelar aos povos a unirem-se em Cristo e que a paz seja um condimento fundamental para a união no mundo”, disse Chimoio.

Por outro lado, o dia 25 de Dezembro, que também é considerado dia da família, vários cidadãos aproveitaram para passar alguns momentos de confraternização ao lado dos amigos, irmãos e parentes mais próximos. Um dos locais que juntou centenas de famílias foi a praia da Costa do Sol.

Ano lectivo arranca a 14 de Janeiro

Ano lectivo arranca a 14 de Janeiro

O ano lectivo 2013 arranca no próximo dia 14 de Janeiro em todo o país, com pouco mais de 6.5 milhões de alunos no Ensino Secundário Geral.

O efectivo previsto para 2013 representa um aumento de mais de 230 mil alunos em relação a 2012, segundo mostram dados do Ministério da Educação (MINED).

O processo de matrículas escolares para as classes iniciais do Ensino Secundário Geral (6ª, 8ª e 11ª classes) terá lugar de 2 a 11 de Janeiro próximo em todo o território nacional.

De salientar que o processo de matrículas para crianças que entram para a escola pela primeira vez (1ª classe) decorre desde o passado dia 01 de Outubro, com término previsto para 31 deste mês.

Segundo o calendário escolar aprovado pelo MINED, os dias 8 e 9 de Janeiro estão reservados a apresentação dos professores e alunos na escola para actividades de formação cívica.

O primeiro trimestre irá decorrer de 14 de Janeiro a 12 de Abril, o segundo terá lugar no intervalo de 22 de Abril a 19 de Julho e o terceiro será observado de 5 de Agosto a 25 de Outubro, dia em que encerra o ano lectivo.

Quanto aos exames finais de 2013, a primeira época para os alunos da 5ª e 7ª classes irão decorrer de 11 a 13 de Novembro, enquanto a segunda época terá lugar de 2 a 4 de Novembro.

De 4 a 8 de Novembro serão efectuados exames da 1ª época para os alunos da 10ª e 12ª classes e de 2 a 6 de Novembro serão os da segunda época.

O calendário estabelece que de 23 a 27 de Julho está reservado aos exames extraordinários para alunos externos.

Quelimane, Mocuba e Nicoadala: Levantar dinheiro é um sofrimento

Levantar dinheiro para fazer as compras para a festa do Natal que hoje se comemora transformou em sofrimento a vida de milhares de pessoas, ontem nas cidades de Quelimane, Mocuba e na vila-sede distrital de Nicoadala, na província da Zambézia. A nossa Reportagem fez ontem uma digressão de quatro horas, nos locais atrás indicados e constatou longas filas de pessoas nas Caixas de Pagamento Automático (ATM) dos bancos comerciais.
Quelimane, Mocuba e Nicoadala: Levantar dinheiro é um sofrimento

As pessoas por nós entrevistadas afirmaram que pretendiam fazer as últimas compras e outras justificaram o atraso de preparação das festas com a demora nas remunerações e, outras ainda tiveram que percorrer longas distâncias até chegar as praças onde as suas contas estão domiciliadas. Na cidade de Mocuba, por exemplo, as caixas de pagamento automático do BIM deixaram de pagar domingo por volta das dez horas e as pessoas que saíam dos distritos de Ile, Lugela, Namacurra, Maganja da Costa e Pebane ficaram à espera até pela noite adentro mas mesmo assim não conseguiram levantar o seu dinheiro.

Benjamim Gemuce é funcionário do Estado, no distrito de Pebane. Na altura em que lhe encontramos, já estava a dois dias a procura de uma oportunidade para levantar dinheiro e regressar imediatamente à procedência, mas a sorte não lhe bateu a porta. “ A minha permanência aqui tem custos e não tenho onde passar a noite porque eu queria levantar o dinheiro, fazer compras e regressar, sem demora”, disse o nosso entrevistado.

Na vila-sede de Nicoadala, as duas caixas de pagamento em funcionamento também estavam abarrotadas de gente vinda de Mopeia e Morrumbala. Todos queriam levantar dinheiro para a festa do Natal. Na cidade de Quelimane, apesar de alternativas a outros bancos, a situação era a mesma, ou seja, enchentes que desencorajavam a qualquer que acabava de chegar ao banco.

A distribuição irregular da banca é uma das razões que está por detrás. Para além disso, as pessoas que conversaram com a nossa Reportagem afirmaram que o Estado deve, nos próximos anos, pagar os salários o mais cedo possível para evitar esse tipo de constrangimentos.

Apesar da disponibilidade de produtos alimentares e bebidas, os estabelecimentos comerciais continuam a registar grandes enchentes. Rosalina Pereira é munícipe da cidade de Quelimane que diz que se encontrava na bicha há quatro horas para as últimas compras. “Cheguei muito cedo para as últimas compras; gostaria de voltar a casa porque tenho preparativos do baptismo da minha filha e penso que vou desistir”, disse.

Entretanto, quinhentas crianças vulneráveis e órfãs tiveram sábado passado um almoço reforçado, oferecido pelo gabinete da esposa do governador da Zambézia. Joaquim Veríssimo apelou a vários segmentos da sociedade civil para prestarem o seu apoio incondicional para que as crianças cresçam com harmonia.

Escassez de água mancha festa do Natal em Nampula

EM Nampula, particularmente na capital provincial, parte significativa dos seus habitantes passaram a festa do Natal sem água, facto que ficou a dever-se às restrições que se verificam há mais de uma semana, no abastecimento de água pela empresa do ramo, que no entanto não apresenta qualquer justificação sobre os reais motivos. A Polícia da República de Moçambique reforçou o patrulhamento para travar tentativas que tendem a alterar a ordem e tranquilidade públicas.
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As restrições que se verificam no abastecimento de água através da rede urbana da capital provincial, fazem-se sentir um pouco por toda a cidade, com alguma incidência na zona de cimento e bairros periféricos. Porque se trata de uma questão recorrente, os moradores dos bairros mais flagelados pela falta de água consideram comemorar condignamente a quadra natalícia nas casas de pasto.

Todas as expectativas de que a chuva que tem caído nos últimos dias viria fazer face ao rebaixamento do volume de água na albufeira que abastece a cidade de Nampula, goraram-se. O mais agravante, conforme está dito, é que a empresa, neste caso o FIPAG, que abastece o precioso líquido àquela cidade, não dá explicações aos seus clientes sobre o que poderá estar por detrás das restrições, razão porque recorremos à Delegação Provincial da Inspecção Nacional das Actividades Económicas em Nampula.

O respectivo delegado, Narciso Norberto, limitou-se a explicar que se trata de um problema que o Governo provincial tem conhecimento, até porque aquele órgão, reunido na última sessão do ano, instou o FIPAG a encontrar, com urgência, soluções para garantir a oferta de água da rede urbana aos consumidores, de forma a permitir que passem as festas condignamente.

A falta de água verifica-se numa altura em que a oferta de produtos alimentares básicos e bebidas está assegurada, exceptuando a batata, cuja falta está a gerar actos de especulação e de oportunismo por parte dos vendedores. É que, por exemplo, há uma semana o quilograma da batata era vendido a 17.50 meticais contra os actuais 40.

Há uma estabilidade de preços em relação as hortícolas, nomeadamente tomate, cebola, repolho e couve, facto que não é comum na quadra festiva, o mesmo acontece em relação aos refrigerantes, bebidas alcoólicas, arroz, açúcar e óleo, cuja oferta é notória.

Entretanto, na última sexta-feira a produção de cerveja na fábrica de Nampula, esteve interrompida por algumas horas, devido a ruptura de uma conduta de água que abastece aquela unidade industrial, localizada no bairro de Mutauanha.

O chefe do gabinete de Relações Públicas, no Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique em Nampula, Inácio Dina, precisou que o patrulhamento aos locais de aglomeração e residenciais está garantido. Até porque para a quadra festiva natalícia foram mobilizados os agentes afectos aos serviços burocráticos para reforçar os efectivos da corporação visando abranger toda a cidade.

Tofo escolhido hoje para as festas do Dia da Família

A praia do Tofo, na costa da cidade de Inhambane, foi um dos locais escolhidos pela maior parte das famílias que para ali deverão hoje convergir para, num ambiente de festa e alegria, passar o Dia da Família e do Natal, para os cristãos. Para ali e outras estâncias turísticas também deverão acorrer centenas de turistas, entre nacionais e estrangeiros que escolheram a chamada Terra da Boa Gente para passar esta quadra festiva.
Tofo escolhido hoje para as festas do Dia da Família

Considerado como sendo um dos melhores lugares de veraneio do país, a praia do Tofo é caracterizada pela beleza das suas paisagens e cristalinidade e suavidade das suas águas, factores associados à sua fácil acessibilidade por terra, através de uma estrada asfaltada, sempre em condições de transitabilidade. São, aliás, estas e outras condições que fazem de Tofo um lugar de eleição por parte de muitas famílias e turistas nacionais e estrangeiros.

Projecções das autoridades do turismo apontam para cerca de 20 mil pessoas que hoje deverão escalar aquele local turístico e histórico, não só devido às altas temperaturas que se fazem sentir naquele ponto do país, mas sobretudo pelo seu ambiente agradável para unir as famílias em dias de festa.

Para evitar incidentes, mais concretamente naufrágios, as autoridades da Administração Marítima posicionaram seus quadros, entre fiscais e outros agentes para fazerem cumprir com as normas estabelecidas ao largo da praia.

Por seu turno, a Polícia em Inhambane treinou mergulhadores salva-vidas com o objectivo não só de socorrer aqueles que domados pela animação poderão se fazer ao mar sem saber nadar, mas também para educar os banhistas a saber onde e quando fazer mergulho na praia.

De acordo com Edna Macuácua, do gabinete de Imprensa do comando provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), os polícias salva-vidas, equipados com meios de socorro, já se encontram no Tofo há pouco mais de sete dias, onde trabalham em coordenação com os fiscais da Administração Marítima que têm como missão fazer cumprir as normas de utilização da praia.

Polícias salva-vidas serão colocados em outros locais de maior concentração de banhistas ao longo da costa de Inhambane. No entanto Tofo foi prioridade pelo facto de movimentar maior número de banhistas nesta quadra festiva.

A directora dos Transporte e Comunicações, Acissa Carimo, lançou, por sua vez, um apelo aos banhistas, principalmente aos não residentes de Inhambane, a observar na íntegra as medidas recomendadas pelas autoridades para evitar a ocorrência de incidentes.

“Sabemos que hoje é dia de festa, as pessoas comem e bebem um pouco de tudo, mas apelamos para evitarem fazer mergulho depois da refeição e que os que se sentem tomados pelo álcool, também devem evitar, no máximo, irem a água. Todos devem obedecer estas instruções”, disse a nossa interlocutora, que indicou haver zonas proibidas aos banhistas e mergulhadores.

“Há zonas próprias para lançamento de barcos de recreio, há locais reservados para entrada e saída de pescadores, entre outras instruções de cumprimento obrigatório”, indicou Acissa Carimo, para quem o desejo das autoridades governamentais é de se passar um Dia da Família e Natal sem incidentes.

Perto de 150 mil turistas: deverão escalar Inhambane

Perto de 150 mil turistas, entre nacionais e estrangeiros, deverão escalar, durante a presente quadra festiva, as diversas estâncias turísticas da província de Inhambane, no sul do país. Com este movimento, as autoridades do sector esperam arrecadar 217.968 mil meticais resultantes da cobrança de diversas taxas de turismo.
Perto de 150 mil turistas: deverão escalar Inhambane
Dados divulgados pela direcção provincial de Turismo dão conta que dos turistas a escalar as 534 estâncias turísticas espalhadas pelos cerca de 700 quilómetros da costa de Inhambane, 74.105, o correspondente a 51 por cento do global, são estrangeiros, na sua maioria provenientes da vizinha África do Sul e os restantes 71.202, o equivalente a 49 por cento, são nacionais, grosso modo provenientes da capital do país.

Em termos da capacidade de alojamento, a província dispõe para esta quadra festiva de 14.566 camas, sendo que, até às vésperas do Dia da Família e do Natal que hoje se assinala, a taxa da sua ocupação andava na ordem de 80 por cento, ainda de acordo com fontes da direcção provincial de Turismo. Referiram que se espera que, esta semana, todos os estabelecimentos com reservas feitas desde o início do segundo semestre do presente ano seja confirmada a sua ocupação.

As autoridades do sector esperam que as chegadas desta época do turismo superem as do ano passado em que demandaram, em Inhambane, 118.422 turistas contra cerca de 150 previstos.

Os locais que registam movimento desusado de hóspedes que elegeram a costa de Inhambane para passarem a quadra festiva, são os distritos de Jangamo, nomeadamente as praias de Guinjanta, Baía dos Cocos e Paindane, Tofo, Barra, Tofinho e praias da Rocha, na cidade de Inhambane, Pomene e Morrungulo, em Massinga, ilhas do arquipélago de Bazaruto, nomeadamente, Benguerua, Magarugue e Cabo. S. Sebastião, em Vilankulo e Santa Carolina, em Inhassoro.

Canda, em Zavala, Závora, em Inharrime, e Lingalinga, em Morrumbene, são outros pólos de atracção de turistas de diferentes nacionalidades nesta quadra festiva ao nível da província de Inhambane.

A direcção provincial de Turismo desdobrou-se em campanhas de educação e sensibilização dos operadores turísticos para melhorar o aprovisionamento de alimentos e, em especial, de combustíveis para não defraudar as expectativas dos visitantes. Brigadas de fiscalização do sector de Turismo estão, igualmente, no terreno para garantir um ambiente festivo, fornecendo informações úteis, bem como a disseminação da legislação do sector aos operadores e, desta forma, evitar a sonegação dos impostos e incorrer em sanções previstas.

O director provincial de Turismo, Bento Nhassengo, disse que Inhambane continua, na sua opinião, a ser um dos melhores pólos atractivos de turismo no país, não só pela beleza da sua costa, mas sobretudo pelo ambiente e oportunidades de negócio que a província oferece.

O Governo, segundo argumenta, tem-se envolvido bastante na promoção turística, através dos festivais culturais, nomeadamente, de Tofo, Morrungulo e Vilankulo que realizam sempre no último dia de cada ano.

José Mandra não gostou da desorganização nas esquadras de Inhambane

O Vice-ministro do Interior, José Mandra, manifestou, semana passada, em Inhambane, certa preocupação pela desorganização de algumas esquadras da Polícia no que tange ao armazenamento de bens apreendidos, bem como do material utilizado no funcionamento daquelas instituições.
José Mandra não gostou da desorganização nas esquadras de Inhambane

Mandra disse, a propósito, que a falta de gosto pelo belo, de uma boa arrumação dos materiais de serviço, assim como dos artigos ou bens apreendidos, acaba influenciando no desempenho da corporação, pois, de acordo com as suas palavras, uma boa organização, o zelo, o aprumo e boa apresentação dos agentes, são fundamentais para o alcance de resultados operativos como também para o rápido esclarecimento de casos criminais que ocorrem na província.

O vice-ministro do Interior encontrou, por exemplo, no armazém da 1.ª esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Inhambane, alguns pares de uniforme da Polícia misturados com tábuas de madeira apreendida, algumas peças de roupa civil penduradas nas bicicletas e em estantes do arquivo morto e ainda entre pneus e colchões.

 “Não podem transformar uniforme da Polícia em fato-macaco. Quem tem medo de andar na aldeia fardado em missão de serviço, faça favor de entregar o nosso uniforme e vai fazer outra coisa porque não serve à Polícia”, apelou José Mandra.

Falando após numa parada no comando provincial apôs a cerimónia de imposição de insígnias aos oficiais subalternos e superiores promovidos através de despachos presidencial e ministerial, repisou que a utilização de uniforme policial é regido por um regulamento que todos juraram cumprir, dai que não se justifica a sua inobservância.

“Até porque a nossa população gosta e quer ver a nossa Polícia na aldeia bem aprumada e isso confere mais segurança e ordem na zona. Não percebo porque é que alguns companheiros não querem ser conhecidos como polícias. Todos aqui juraram à bandeira, sabem que é uma profissão de risco de vida e já estão com medo”, disse José Mandra, que destacou a necessidade da utilização do uniforme policial, tal como mandam as normas.

O vice-ministro do Interior recomendou, no final da sua visita de trabalho à província de Inhambane, maior rigor na utilização dos bens, postura e boa reputação dos agentes, cumprimento obrigatório do regulamento interno, bem como a observância da legislação, sobretudo do período estabelecido para instrução dos processos, bem como prazos de manutenção de arguidos nos calabouços.

Guebuza felicita famílias moçambicanas

No contexto das celebração do Dia da Família ou Dia do Natal, a assinalar-se hoje, o Presidente Armando Guebuza enviou ontem uma mensagem de saudação a todas as famílias moçambicanas.
Guebuza felicita famílias moçambicanas

“Endereçamos as nossas saudações aos cristãos de todo o mundo e de Moçambique, em particular. Saudamos ainda os valores e princípios que enformam a sua fé, de entre eles o amor ao próximo e a solidariedade. Inspirando-se nestes valores e princípios, a Comunidade Cristã Moçambicana tem dado a sua valiosa contribuição na luta que o nosso maravilhoso povo trava contra a pobreza e pela construção do seu bem-estar. Apraz-nos, neste contexto, registar as suas intervenções em áreas como saúde, educação e acção social bem como na promoção de valores e princípios de família, de paz e de harmonia social. Fazemos votos para que continuem connosco nesta caminhada.
A todos os cristãos desejamos um Feliz Natal, repleto de Amor e Paz”.

Dezanove pessoas morrem por acidentes de viação

Nota negativa destas festas são os acidentes rodoviários registados, sobretudo, na zona sul. Ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1), o “Notícias” acompanhou cenários de despistes, “capotamentos” e choques frontais entre veículos.
Dezanove pessoas morrem por acidentes de viação

Estima-se que em cada 10 ou 15km do troço Maputo/Xai-Xai haja uma imagem de vários acidentes de viação, alguns dos quais com perdas de vidas humanas e elevados danos materiais.

Estimativas apontam, por exemplo, que 19 pessoas morreram e outras 55 ficaram feridas, algumas com gravidade, como consequência de sete acidentes de viação registados durante o fim-de-semana nas estradas da província de Maputo.

Parte deste desastroso quadro de sinistralidade à solta resultou de dois choques entre carros, igual número de atropelamentos e fuga de um automobilista, despistes e capotamentos e ainda um embate contra um obstáculo fixo. Segundo apurámos do Comando Provincial da PRM, concorreram ainda para estes casos o excesso de velocidade, a ultrapassagem irregular e deficiências mecânicas das viaturas.

Governo acusa Vale de violar aspectos culturais

O governo moçambicano afirma que a Vale está a impedir que famílias cujos terrenos foram retirados para dar lugar à implantação da mineradora brasileira em Tete, no centro de Moçambique, visitem as zonas de origem onde possuem campas familiares.
Governo acusa Vale de violar aspectos culturais
Durante o processo de implantação do empreendimento, a multinacional brasileira Vale deslocou 1 300 famílias para o distrito de Moatize, na província de Tete, mas a população tem denunciado dificuldades de acesso à água potável, terra arável e energia eléctrica nas novas zonas.

Falando à Rádio Moçambique, o secretário permanente do distrito de Moatize, Tito Magasso, criticou a decisão da empresa brasileira, após esta semana terem surgido divergências entre a Vale e as famílias que tiveram acesso a uma declaração que determina que “nem as actuais famílias, nem os filhos, nem netos devem voltar às zonas de origem, nem para apanhar pedra”.

A população de Moatize refere que a Vale pretende que as famílias assinem a declaração com este conteúdo, mas consideram que questões culturais devem ser respeitadas, uma posição defendida por Tito Magasso em declarações à estação pública moçambicana.

Em comunicado hoje enviado à Lusa, a multinacional brasileira reagiu ao posicionamento da população e do secretário permanente, lembrando que, “durante o desenvolvimento da avaliação de viabilidade do empreendimento, a Vale realizou estudos detalhados sobre a realidade social, cultural, económica e ambiental da área sujeita à influência do empreendimento”.

“Estes estudos indicaram a necessidade de se proceder à deslocação de algumas famílias das áreas de produção de carvão para outras áreas. Uma das modalidades da deslocação destas famílias previsto no Plano de Acção de Reassentamento foi a indemnização assistida, que consistiu no apoio financeiro para a aquisição de uma nova moradia, o que permitiu a deslocação das famílias das áreas de mineração para os novos locais”, lê-se na nota.

Lei da Probidade Pública: AR elege membros da Comissão Central de Ética

A Assembleia da República elegeu sexta-feira, em Maputo, três dos nove elementos que vão constituir a Comissão Central de Ética, um organismo criado no âmbito da implementação da Lei de Probidade Pública, cujo objectivo é administrar o sistema de conflitos de interesse no Sector Público.
Lei da Probidade Pública: AR elege membros da Comissão Central de Ética

Trata-se do Reverendo Jamisse Wilson Taímo, antigo Reitor do Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI) e ex-presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE); do académico e antigo reitor da Universidade Pedagógica (UP) Carlos Machile, ambos indicados pela bancada da Frelimo; e o também académico André Joaquim Magibire, proposto pelo grupo parlamentar da Renamo. Devido ao princípio legal de representatividade, a bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) não elege nenhum membro desta comissão.

De acordo com a Lei da Probidade Pública, a Comissão Central de Ética é composta por nove elementos, sendo três indicados pelo Parlamento; outros três pelo Governo e os restantes três pelos Conselhos Superiores das Magistraturas Judicial, Administrativa e do Ministério Publico, respectivamente.

Esta comissão, que para além de administrar o sistema de conflitos de interesse, estabelece regras, procedimentos e mecanismos para prevenir este tipo de conflitos, apresenta participações junto do Ministério Público; divulga e promove os princípios e deveres éticos do servidor público, para além de orientar e coordenar as comissões de ética de nível provincial, distrital ou de instituições subordinadas ou de empresas com capitais do Estado.

São requisitos para integrar qualquer comissão de ética ser moçambicano, de mérito moral e elevada idoneidade e integridade, ser funcionário há pelo menos cinco anos, não ter sofrido sanções disciplinares nos últimos cinco anos; não ter sido condenado por crime culposo em violação dos deveres da função pública, ou outro delito de carácter doloso.

O exercício do cargo de membro de qualquer Comissão de Ética é gratuito. Porém, os membros podem ser dispensados do trabalho normal para o cumprimento dos deveres.

A Lei de Probidade, que entrou em vigor no passado dia 15 de Novembro, estabelece as bases e regime jurídico relativo à moralidade pública e respeito do património público, por parte do servidor público.

A lei cuida do comportamento do servidor público e da sua relação com os serviços e instituições públicas ao serviço dos particulares e impõe normas de protecçăo do património público, prescrevendo os respectivos deveres e sanções.

Ela define a moralidade administrativa como uma referência para comunicar o que é lícito e o que é ilícito e tem por objecto a prestação de um serviço de interesse colectivo, e acarreta, para a administração pública, o dever de agir com boa-fé, lealdade e transparência, respeitando as expectativas legítimas geradas nos administrados. Ela compreende, ainda, o tipo de comportamento que os administrados esperam da administração pública para a prossecução de fins de interesse colectivo, segundo uma comunidade moral de valores.

A probidade administrativa, por sua vez, é um reflexo directo da honestidade pessoal do servidor público, de acordo com o dispositivo legal que temos vindo a citar.

Segundo o princípio da probidade administrativa, o servidor público deve agir com rectidão no trato da coisa pública, sob pena de incorrer em sanções, na responsabilidade civil, disciplinar e penal.

Mercado grossista do Zimpeto triplica receitas

As receitas mensais colectadas no mercado grossista do Zimpeto, arredores na capital moçambicana Maputo, triplicaram nos últimos cinco anos.
Mercado grossista do Zimpeto triplica receitas
O incremento, segundo o presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, deve-se ao actual aumento das cobranças que rondam 750 mil meticais por mês.

Em 2007, quando o mercado começou a funcionar, cobrava-se mensalmente um total de 250 mil meticais.

O mercado grossista do Zimpeto está vocacionado à venda a grosso de produtos frescos diversos e outros bens de consumo.

Falando durante a cerimónia de inauguração, quarta-feira, de dois frigoríficos para a conservação de produtos frescos, Simango disse que “neste mercado comercializam-se produtos agrícolas através da venda a grosso e não em montinhos”.

Em geral, diariamente o mercado tem disponíveis 250 toneladas de produtos frescos diversos, dos quais 200 a 220 toneladas correspondem só ao tomate.

Nesta época de preparativos para a quadra festiva do Natal e Fim-do-ano, o mercado tem disponíveis por dia 300 toneladas de produtos frescos diversos.

As quantidades, segundo a AIM apurou, vão manter-se no mercado pelo menos até Janeiro de 2013.

O aumento das quantidades visa garantir disponibilidade dos produtos e amortizar os preços dos mesmos, objectivo que não está a ser alcançado.

Os preços da batata-reno e cebola, dos mais procurados nesta época já subiram, chegando o saco de 10 quilogramas daquele tubérculo (batata reno) a custar entre 260 e 280 meticais (pouco mais de nove dólares americanos) contra os 190 meticais (seis dólares) no início do mês.

Enquanto isso, o preço do saco de cebola também de 10 quilograma que, no mesmo período, custava 150 meticais, agora chega a custar agora 220 meticais.

O administrador do mercado, Moisés Covane, tranquiliza os consumidores, garantindo que “nos próximos dias os preços destes produtos vão baixar, uma vez que estão disponíveis em quantidade considerável”.

Segundo Covane, o aumento de preços deriva da chegada tardia de alguns produtos, sobretudo os importados da África do Sul.

O mercado grossista do Zimpeto entrou em funcionamento em Maio de 2007 e conta com 112 bancas, 250 espaços para camiões, quatro quiosques, um banco e um parque de estacionamento de viaturas.

Chuvas podem salvar albufeira de Nampula

A quantidade da água armazenada na albufeira sobre o rio Monapo que garante o abastecimento à cidade de Nampula está a dar sinais de alarme nos últimos tempos caracterizados pela descida dos seus volumes.
Chuvas podem salvar albufeira de Nampula

Entretanto, as chuvas que têm vindo a cair nos últimos dias na região norte estão a acalentar esperanças de aumentar as quantidades armazenadas naquela infra-estrutura de importância vital para aquela urbe.

Em Outubro último, quando começaram as restrições no abastecimento de água, a medição apontava para reservas situadas em metade da capacidade instalada naquela infra-estrutura,  estimada em 4,36 milhões de metros cúbicos.

Contudo, a Administração Regional de Águas do centro/norte, que superintende aquela bacia, sossega, justificando que se trata de um falso alarme que pode ser superado com as chuvas.

Com efeito, o nível de armazenamento da barragem de Nampula registou um ligeiro incremento de 53 por cento no dia 20 deste mês para 54 no dia seguinte.

A cidade de Nampula, com cerca de 500 mil habitantes, tem vindo a registar o crescimento da demanda de água devido, sobretudo, à crescente urbanização e nascimento de projectos na área industrial, entre outros. Em momentos de restrição, assiste-se à redução dos níveis de captação na albufeira para números que variam entre 22 e 24 mil metros cúbicos diários contra cerca de 40 mil no período de abundância de água.

Joaquim Langa, director-geral da ARA centro/norte, disse que um encontro havido recentemente em Nampula envolvendo o Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água, na qualidade de empresa que explora o negócio de água, visando analisar a situação hidrológica da bacia sobre o rio Monapo, adoptou a decisão de gerir racionalmente o recurso disponível para prevenir constrangimentos de última hora no abastecimento à cidade.

Na altura, a albufeira do rio Monapo não recebia água há algum tempo porque os afluentes estavam secos.

As avaliações efectuadas pela ARA centro/norte revelam que a albufeira do rio Monapo regista reduções diárias de água cada vez crescentes sendo a mais alta até o momento de 400 milhões de litros num só dia, metade dos quais representa as captações do Fipag e a restante repartida pelos fenómenos da evaporação pelo sol intenso que assola a região, infiltrações e uso pelas empresas de construção civil incluindo os consumos das populações ribeirinhas.

Joaquim Langa destacou que a última previsão meteorológica sazonal avançada pelo Instituto Nacional de Meteorologia cria uma expectativa positiva, pois aponta para chuvas abundantes a  partir da segunda quinzena de Dezembro.

Esta previsão que se assemelha à do ano passado vai contribuir para os recarregamentos satisfatórios da albufeira.

Entretanto, o governo de Nampula está empenhado na mobilização de fundos junto de parceiros para financiar a construção de uma nova barragem para incrementar o abastecimento de água à cidade capital provincial que vem registando um crescimento demográfico acelerado. Enquanto os fundos não aparecem equaciona-se a abertura de furos de captação para o reforço da capacidade de oferta do precioso líquido aos consumidores.

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