Nacional Escassez de água mancha festa do Natal em Nampula

Escassez de água mancha festa do Natal em Nampula

EM Nampula, particularmente na capital provincial, parte significativa dos seus habitantes passaram a festa do Natal sem água, facto que ficou a dever-se às restrições que se verificam há mais de uma semana, no abastecimento de água pela empresa do ramo, que no entanto não apresenta qualquer justificação sobre os reais motivos. A Polícia da República de Moçambique reforçou o patrulhamento para travar tentativas que tendem a alterar a ordem e tranquilidade públicas.
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As restrições que se verificam no abastecimento de água através da rede urbana da capital provincial, fazem-se sentir um pouco por toda a cidade, com alguma incidência na zona de cimento e bairros periféricos. Porque se trata de uma questão recorrente, os moradores dos bairros mais flagelados pela falta de água consideram comemorar condignamente a quadra natalícia nas casas de pasto.

Todas as expectativas de que a chuva que tem caído nos últimos dias viria fazer face ao rebaixamento do volume de água na albufeira que abastece a cidade de Nampula, goraram-se. O mais agravante, conforme está dito, é que a empresa, neste caso o FIPAG, que abastece o precioso líquido àquela cidade, não dá explicações aos seus clientes sobre o que poderá estar por detrás das restrições, razão porque recorremos à Delegação Provincial da Inspecção Nacional das Actividades Económicas em Nampula.

O respectivo delegado, Narciso Norberto, limitou-se a explicar que se trata de um problema que o Governo provincial tem conhecimento, até porque aquele órgão, reunido na última sessão do ano, instou o FIPAG a encontrar, com urgência, soluções para garantir a oferta de água da rede urbana aos consumidores, de forma a permitir que passem as festas condignamente.

A falta de água verifica-se numa altura em que a oferta de produtos alimentares básicos e bebidas está assegurada, exceptuando a batata, cuja falta está a gerar actos de especulação e de oportunismo por parte dos vendedores. É que, por exemplo, há uma semana o quilograma da batata era vendido a 17.50 meticais contra os actuais 40.

Há uma estabilidade de preços em relação as hortícolas, nomeadamente tomate, cebola, repolho e couve, facto que não é comum na quadra festiva, o mesmo acontece em relação aos refrigerantes, bebidas alcoólicas, arroz, açúcar e óleo, cuja oferta é notória.

Entretanto, na última sexta-feira a produção de cerveja na fábrica de Nampula, esteve interrompida por algumas horas, devido a ruptura de uma conduta de água que abastece aquela unidade industrial, localizada no bairro de Mutauanha.

O chefe do gabinete de Relações Públicas, no Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique em Nampula, Inácio Dina, precisou que o patrulhamento aos locais de aglomeração e residenciais está garantido. Até porque para a quadra festiva natalícia foram mobilizados os agentes afectos aos serviços burocráticos para reforçar os efectivos da corporação visando abranger toda a cidade.

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