
Benjamim Gemuce é funcionário do Estado, no distrito de Pebane. Na altura em que lhe encontramos, já estava a dois dias a procura de uma oportunidade para levantar dinheiro e regressar imediatamente à procedência, mas a sorte não lhe bateu a porta. “ A minha permanência aqui tem custos e não tenho onde passar a noite porque eu queria levantar o dinheiro, fazer compras e regressar, sem demora”, disse o nosso entrevistado.
Na vila-sede de Nicoadala, as duas caixas de pagamento em funcionamento também estavam abarrotadas de gente vinda de Mopeia e Morrumbala. Todos queriam levantar dinheiro para a festa do Natal. Na cidade de Quelimane, apesar de alternativas a outros bancos, a situação era a mesma, ou seja, enchentes que desencorajavam a qualquer que acabava de chegar ao banco.
A distribuição irregular da banca é uma das razões que está por detrás. Para além disso, as pessoas que conversaram com a nossa Reportagem afirmaram que o Estado deve, nos próximos anos, pagar os salários o mais cedo possível para evitar esse tipo de constrangimentos.
Apesar da disponibilidade de produtos alimentares e bebidas, os estabelecimentos comerciais continuam a registar grandes enchentes. Rosalina Pereira é munícipe da cidade de Quelimane que diz que se encontrava na bicha há quatro horas para as últimas compras. “Cheguei muito cedo para as últimas compras; gostaria de voltar a casa porque tenho preparativos do baptismo da minha filha e penso que vou desistir”, disse.
Entretanto, quinhentas crianças vulneráveis e órfãs tiveram sábado passado um almoço reforçado, oferecido pelo gabinete da esposa do governador da Zambézia. Joaquim Veríssimo apelou a vários segmentos da sociedade civil para prestarem o seu apoio incondicional para que as crianças cresçam com harmonia.















