
Em Outubro último, quando começaram as restrições no abastecimento de água, a medição apontava para reservas situadas em metade da capacidade instalada naquela infra-estrutura, estimada em 4,36 milhões de metros cúbicos.
Contudo, a Administração Regional de Águas do centro/norte, que superintende aquela bacia, sossega, justificando que se trata de um falso alarme que pode ser superado com as chuvas.
Com efeito, o nível de armazenamento da barragem de Nampula registou um ligeiro incremento de 53 por cento no dia 20 deste mês para 54 no dia seguinte.
A cidade de Nampula, com cerca de 500 mil habitantes, tem vindo a registar o crescimento da demanda de água devido, sobretudo, à crescente urbanização e nascimento de projectos na área industrial, entre outros. Em momentos de restrição, assiste-se à redução dos níveis de captação na albufeira para números que variam entre 22 e 24 mil metros cúbicos diários contra cerca de 40 mil no período de abundância de água.
Joaquim Langa, director-geral da ARA centro/norte, disse que um encontro havido recentemente em Nampula envolvendo o Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água, na qualidade de empresa que explora o negócio de água, visando analisar a situação hidrológica da bacia sobre o rio Monapo, adoptou a decisão de gerir racionalmente o recurso disponível para prevenir constrangimentos de última hora no abastecimento à cidade.
Na altura, a albufeira do rio Monapo não recebia água há algum tempo porque os afluentes estavam secos.
As avaliações efectuadas pela ARA centro/norte revelam que a albufeira do rio Monapo regista reduções diárias de água cada vez crescentes sendo a mais alta até o momento de 400 milhões de litros num só dia, metade dos quais representa as captações do Fipag e a restante repartida pelos fenómenos da evaporação pelo sol intenso que assola a região, infiltrações e uso pelas empresas de construção civil incluindo os consumos das populações ribeirinhas.
Joaquim Langa destacou que a última previsão meteorológica sazonal avançada pelo Instituto Nacional de Meteorologia cria uma expectativa positiva, pois aponta para chuvas abundantes a partir da segunda quinzena de Dezembro.
Esta previsão que se assemelha à do ano passado vai contribuir para os recarregamentos satisfatórios da albufeira.
Entretanto, o governo de Nampula está empenhado na mobilização de fundos junto de parceiros para financiar a construção de uma nova barragem para incrementar o abastecimento de água à cidade capital provincial que vem registando um crescimento demográfico acelerado. Enquanto os fundos não aparecem equaciona-se a abertura de furos de captação para o reforço da capacidade de oferta do precioso líquido aos consumidores.












