Sociedade Segurança José Mandra não gostou da desorganização nas esquadras de Inhambane

José Mandra não gostou da desorganização nas esquadras de Inhambane

O Vice-ministro do Interior, José Mandra, manifestou, semana passada, em Inhambane, certa preocupação pela desorganização de algumas esquadras da Polícia no que tange ao armazenamento de bens apreendidos, bem como do material utilizado no funcionamento daquelas instituições.
José Mandra não gostou da desorganização nas esquadras de Inhambane

Mandra disse, a propósito, que a falta de gosto pelo belo, de uma boa arrumação dos materiais de serviço, assim como dos artigos ou bens apreendidos, acaba influenciando no desempenho da corporação, pois, de acordo com as suas palavras, uma boa organização, o zelo, o aprumo e boa apresentação dos agentes, são fundamentais para o alcance de resultados operativos como também para o rápido esclarecimento de casos criminais que ocorrem na província.

O vice-ministro do Interior encontrou, por exemplo, no armazém da 1.ª esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Inhambane, alguns pares de uniforme da Polícia misturados com tábuas de madeira apreendida, algumas peças de roupa civil penduradas nas bicicletas e em estantes do arquivo morto e ainda entre pneus e colchões.

 “Não podem transformar uniforme da Polícia em fato-macaco. Quem tem medo de andar na aldeia fardado em missão de serviço, faça favor de entregar o nosso uniforme e vai fazer outra coisa porque não serve à Polícia”, apelou José Mandra.

Falando após numa parada no comando provincial apôs a cerimónia de imposição de insígnias aos oficiais subalternos e superiores promovidos através de despachos presidencial e ministerial, repisou que a utilização de uniforme policial é regido por um regulamento que todos juraram cumprir, dai que não se justifica a sua inobservância.

“Até porque a nossa população gosta e quer ver a nossa Polícia na aldeia bem aprumada e isso confere mais segurança e ordem na zona. Não percebo porque é que alguns companheiros não querem ser conhecidos como polícias. Todos aqui juraram à bandeira, sabem que é uma profissão de risco de vida e já estão com medo”, disse José Mandra, que destacou a necessidade da utilização do uniforme policial, tal como mandam as normas.

O vice-ministro do Interior recomendou, no final da sua visita de trabalho à província de Inhambane, maior rigor na utilização dos bens, postura e boa reputação dos agentes, cumprimento obrigatório do regulamento interno, bem como a observância da legislação, sobretudo do período estabelecido para instrução dos processos, bem como prazos de manutenção de arguidos nos calabouços.

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