27 C
Matola
Domingo, Abril 12, 2026
Site Página 2277

Maputo volta ao seu normal

Maputo vendedor cebolas.jpg
A Cidade de Maputo voltou a registar, na manhã de hoje, um fluxo de pessoas e veículos semelhantes ao normal, após o interregno para dar lugar as festividades do Natal ou Dia da Família.

Após a decisão do Ministério do Trabalho (MITRAB) de conceder, segunda-feira, na véspera do Dia do Natal, tolerância de ponto para o dia inteiro, as diversas artérias da urbe registaram um movimento de total agitação de pessoas que procuravam os estabelecimentos comerciais para efectuar as últimas compras.

Até ao fim da tarde, o reboliço traduzido no entra e sai nos estabelecimentos comerciais não era diferente daquele que se verificou nas primeiras horas da manhã, tudo visando assegurar que as festividades do Dia da Família se passassem da melhor maneira possível.

Já na terça-feira, o dia nasceu bem calmo em diversos bairros da urbe, uma vez que a maioria dos apreciadores de bebidas espirituosas se ‘abasteceu’ durante a noite e a madrugada anterior ao Natal.

O sol fulminante que marcou o Dia da Família também serviu de pretexto natural para muitos amigos e familiares se juntaram debaixo de uma sombra fresca ou mesmo no alpendre de um local de compra e venda de bebidas para “mais uma cerveja”, animando as badaladas conversas sobre diversos assuntos que foram notícia ao longo do ano.

As praias da cidade de Maputo e Macaneta, província meridional de Maputo, também registaram um fluxo invulgar dos habituais banhistas assim como de pessoas que preferiram passar a festa do Natal em local diferente.

Os fogões/grelhas usados para assar a carne e o pescado até recordavam uma zona industrial, pelo tamanho das nuvens de fumo que emitiam e impregnavam o meio, mas atiçando o apetite de todos que, ao passar, inalavam a fumaça aromatizada.

A manhã de quarta-feira, que marcou o reatamento da actividade laboral, foi completamente marcada por uma ausência de pessoas e veículos das rodovias da urbe, havendo pessoas que estavam ainda na incerteza do retorno ou não ao trabalho, mesmo com a explicação do órgão central que tutela assuntos de género.

Aliás, a actividade comercial na baixa da cidade registou uma afluência muito fraca comparativamente àquela que se verificou nos dias anteriores.

Hoje, porém, a realidade tende a ser diferente dado que apenas dois dias úteis sobram até ao final do ano, muito embora o último dia do ano calhe numa segunda-feira é sempre melhor evitar deixar as coisas essenciais para a última hora.

Mas a manhã de hoje e quiçá de sexta-feira, a procura de produtos nas diversas lojas começa a aumentar e esta será a tendência até ao último dia de 2012.

Depois da euforia das festas, a preocupação da maioria será preparar o ano lectivo material didáctico para os seus educandos tendo em vista o arranque do ano lectivo de 2013.

Inhambane: Funcionários da Autoridade Tributária sob investigação

+6.jpg
A Autoridade Tributária de Moçambique em Inhambane está a investigar casos de alguns funcionários supostamente envolvidos em esquemas de corrupção.

Trata-se de funcionários que alegadamente dispensaram a aplicação de multas aos comerciantes infractores, cobrando dinheiro em benefício próprio, lesando o Estado.

Esta acção foi protagonizada por funcionários recém-contratados pela Autoridade Tributária de Moçambique, presumindo-se que a sua ingenuidade tenha permitido o seguimento do rasto.

O delegado da Autoridade Tributária de Moçambique em Inhambane, Patrício Marrime, disse que a confirmar-se o envolvimento dos referidos funcionários serão imediatamente desvinculados .

“Cada um conhece o seu papel na instituição e aqueles que não conseguirem se adaptar serão afastados”, “a Autoridade Tributária de Moçambique não é nenhuma fonte de dinheiro ilícito” – disse Patrício Marrime.

Goruè: Agente do Estado a contas com a PRM por posse ilegal de arma

imagesCAJUE239.jpg
Um agente dos serviços distritais da mulher e acção social em Guruè, na Zambézia, está a contas com a polícia, indiciado de posse ilegal de uma arma de fogo.

O chefe do departamento das relações públicas no comando provincial da PRM na Zambézia, Ernesto Serrote, disse que o indiciado foi encontrado a negociar em plena festa do Natal, supostamente a mando de um amigo seu.

De acordo com Serrote, neste momento decorrem investigações para o apuramento da veracidade dos factos, numa altura em que recolheram aos calabouços dois outros suspeitos de prática desse tipo de crime.

O chefe do departamento das relações públicas no comando da PRM na Zambézia, disse que com a recuperação da referida arma de fogo, do tipo pistola Walter, sobe para três o número de armas, duas das quais apreendida no distrito do Ile.

CIP recomenda que o Código Penal seja aprovado na 1ª Sessão da AR em 2013

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

A falta de debate e, consequentemente, a aprovação do Código Penal (CP), pela Assembleia da República (AR), enfraquece, em parte, o combate eficaz dos crimes de corrupção e conexos. Isto faz com que este mal ainda constitua uma prática recorrente em Moçambique, segundo o Centro de Integridade Pública (CIP). Sugere que o assunto seja tratado, com prioridade, na 1ª Sessão em 2013.

Aquele organismo de Boa Governação, Transparência e Integridade, considera também a inaplicabilidade de determinadas leis que fazem parte do Pacote Legal Anti-Corrupção, já aprovadas, como resultado da não aprovação do CP revisto.

A desculpa apresentada para a não aprovação do documento em causa é a mesma de sempre: “escassez de tempo para fazer o debate que antecede à aprovação de um importante instrumento legal, como é o CP”. Esta justificação, de acordo com o CIP, vem desde o ano de 2011. Para adiar a aprovação do documento, na primeira sessão parlamentar desse ano foi igualmente invocada a complexidade e a extensão da proposta de lei e a necessidade de se fazerem consultas públicas.

Entretanto, são argumentos que para além de perderem consistência, tornam-se falaciosos, demonstrando a falta de um plano e metas concretas para o debate e aprovação do projecto de revisão do CP.

Para o CIP, é urgente a aprovação de um novo figurino penal na luta anti-corrupção. “Afigura-se-nos mais uma vez importante e oportuno chamar atenção sobre o facto de se dever discutir e aprovar o capítulo referente aos crimes de corrupção e conexos em separado ao processo de revisão do CP”.

E mais, da maneira como está a ser conduzido o processo de aprovação do Pacote Legal Anti-Corrupção, isto é, de forma fragmentada, faz com que ainda não esteja aprovado o projecto de revisão do CP (e também do Código de Processo Penal), daí a inaplicabilidade de determinados dispositivos legais.

Combate a corrupção enfraquecido

Para o caso em análise, refere o CIP, foram atribuídas competências ao Gabinete Central de Combate a Corrupção (GCCC) que de momento mostram-se diluídas e, por conseguinte, o gabinete vê a sua reacção penal contra o fenómeno da corrupção continuamente enfraquecida.

Dentre outras competências, com a revisão da Lei do Ministério Público e Estatuto dos Magistrados do Ministério Público, o GCCC passou a poder deduzir acusação de comportamentos como os que configuram o enriquecimento ilícito, tráfico de influências e peculato (na nova forma). No entanto, estes comportamentos ainda não existem como crimes no ordenamento jurídico-criminal moçambicano, pois estão incluídos no projecto de revisão CP.

“Daí que, passados cerca de 10 meses da revisão da Lei n. ° 22/2007, de 1 de Agosto (referente a Lei Orgânica do Ministério Público e Estatuto dos Magistrados do Ministério Público), pela Lei n.º 14/2012, de 8 de Fevereiro, o GCCC não pode ainda instruir e acusar determinados comportamentos referidos como crimes conexos ao de corrupção uma vez que tais comportamentos ainda não estão tipificados como crime no ordenamento jurídico moçambicano”, argumenta.

Criança sobrevive do desabamento de uma casa em Nampula

desabamento.jpg
Uma criança, de nove anos de idade, sobreviveu, na noite desta terça-feira (25), de um desabamento da residência na qual vivia no bairro de Namicopo, arredores da cidade de Nampula, Norte de Moçambique, em consequência da forte chuva que caía.

Os vizinhos e o corpo dos bombeiros intervieram a tempo de salvar o petiz que neste momento se encontra sob tratamentos intensivos na sala de urgências do Hospital Central de Nampula.

Segundo conta o porta-voz do Comando Provincial dos bombeiros, Armindo Chabane, este foi o único incidente registado nesta parcela do país durante o Natal.

Duas pessoas morrem trucidadas em Tete

9 1898.gif

Duas pessoas morreram trucidadas na noite desta quarta-feira (26), na localidade de Cambulassissi, na província de Tete, Centro de Moçambique.

Segundo a Rádio Moçambique, as vítimas encontravam-se a dormir numa linha férrea, tendo sido atingidas por uma locomotiva pertencente à multinacional anglo-australiana Rio Tinto, que se dedica à exploração do carvão.

Deolinda Matsinhe, porta-voz da Polícia da Polícia da República (PRM) em Tete, disse à mesma estação radiofónica pública que os corpos estão neste momento na morgue de uma unidade hospitalar local à espera de serem reclamados.

Nenhuma das vítimas tinha documentação. Nos bolsos de cada uma delas foram encontrados alguns comprimidos cuja finalidade não foi ainda especificada. Não se sabe se estavam ou não sob efeito de algum estupefaciente, de acordo com a porta-voz.

Refere-se que no ano prestes a findar seis pessoas já perderam a vida vítimas de acidentes ferroviários naquele ponto do país. Outro indivíduo ficou com os braços amputados.

Nova direcção do SINDIQUIAF anseia acabar com as perseguições contra sindicalistas

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

Tomou posse, esta quinta-feira (27), em Maputo, a nova direcção do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Química e Afins (SINTIQUIAF). Na sua aparição, logo depois de assumir as rédeas do organismo, exteriorizou a pretensão de acabar com as alegadas perseguições contra os sindicalistas, algo promovido pelas entidades empregadoras.

Jéssica Gune disse, na qualidade de nova secretária-geral daquele sindicato, que tais perseguições e intimidações criam dificuldade no exercício de sindicalismo em Moçambique.

Ela socorreu-se de um relatório apresentado em Novembro passado, durante o II Congresso da sua agremiação, para afirmar que cerca de metade dos trabalhadores do ramo da indústria quimica e áreas afins ainda não está filiada ao sindicato,“facto que é preocupante”.

Em todo o país, o SINDIQUIAF conta actualmente com 6.792 membros dos ramos de borracha, papel, gráfica, têxtil, vestuário, couro e calçado.

Nas palavras da secretária-geral, uma das razões que faz com que um número considerável não seja membro do SINTIQUIAF é o facto de muitas empresas da indústria química não canalizarem os descontos dos trabalhadores para o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).

Isto prejudica os contribuintes quando atingem a idade da reforma porque ficam sem pensão. Outras firmas ainda não encaminham sequer as quotas sindicais, o que também dificulta o funcionamento do Sindicato.

Num outro diapasão, Jéssica Gune disse que no seu mandato pretende massificar os comités sindicais já estabelecidos e criar outros ao nível das empresas onde não existem. Entretanto, para alcançar este e outros desideratos, há “fortalecer a intervenção sindical, tendo como base o princípio de ampla participação dos membros e dos trabalhadores em dos nossos ramos de actividades”.

Deverá igualmente apostar na capacitação dos sindicalistas e no diálogo permanente com a direção das empresas para juntos discutirem os assuntos que dizem respeitos às partes. “A negociação colectiva e celebração de acordos com as empresas constituem umas das nossas prioridades.”

Por sua vez, o secretário-geral da Organização dos Trabalhadores Moçambicano–Central Sindical (OTM-CS), Alexandre Munguambe, referiu que um dos grandes desafios do SINTIQUIAF saber tirar proveito das descobertas, em massa, dos recursos energéticos no país. “Esperamos uma maior intervenção na avaliação do impacto social desses projectos na criação de postos de trabalho.”

Empossados

Além da secretária geral do SINTIQUIAF, tomaram posse os secretários da cidade e província de Maputo, Francisco Tchemane e Aurora Cumbane, respectivamente. Foram também empossados três secretários sectorias: Bartolomeu Nhamirre, Lourino Alberto e Maria Magaia.

O Conselho Fiscal é constituído por António Jeremias, Inocêncio Manjate e Albino Vilanculo, este último esteve ausente da cerimónia. As vogais são Maria Tembe, Ana Muchanga e Leopoldina Chamo.

Megaprojectos: Governo confirma renegociação pontual

23646 manuel+chang

Segundo a nossa fonte, Manuel Chang, afirmou ainda que o Executivo constituiu uma equipa técnica que está já a reverificar todos os contratos firmados no passado para ver quais serão alvo de renegociação.

`Também é necessário determinar com quem e o que é que deveremos apresentar como proposta de renegociação´, disse.

Alguns círculos de opinião advogam a necessidade de o Governo rever os contratos rubricados com as empresas que estão a implementar projectos de grande dimensão, de forma a que os mesmos contribuam com os seus lucros, com mais impostos para a economia nacional.

O Executivo, por seu turno, tem vindo a dizer que não se deve retirar todo o pacote de incentivos concedidos aos grandes empreendimentos, pois, tal, poderia afectar a consistência das políticas económicas adoptadas pelo Governo e retrair a entrada de mais investimento directo estrangeiro.

O Governo tem também argumentado que a concessão dos actuais incentivos fiscais de que beneficiam os megaprojectos, teve como base a situação prevalecente quando da sua negociação, que exigia a introdução de um conjunto de benefícios para atracção do capital estrangeiro, para impulsionar a actividade produtiva nacional e colocar o país na rota do investimento directo estrangeiro.

Sobre o mesmo assunto, Manuel Chang, disse que `é preciso ter algum cuidado, porque se um Estado é mesmo sério, não pode renunciar coisas que foram aceites formalmente nos contratos´.

`Na verdade, o que pretendemos fazer, é de forma delicada, sentarmos com algumas empresas e renegociarmos algumas cláusulas que achamos que não estão bem neste momento. Portanto, o trabalho de apuramento já terminou e produzimos aquilo que são os documentos necessários para passarmos à fase seguinte. Já sabemos o que é que devemos apresentar na mesa para renegociar e com quem devemos iniciar a renegociação´, disse o ministro.

A empresa de fundição de alumínio (Mozal), de exploração de gás natural (Sasol), das areias pesadas (Kenmare) e do carvão (Riversdale e Vale) são alguns dos principais megaprojectos que operam em Moçambique.

Alberto Vaquina: Fundo soberano deve resolver problemas

23639 alberto+vaquina AR.jpg
Este posicionamento foi defendido sábado, em Maputo, pelo primeiro-ministro (PM), Alberto Vaquina, durante um programa conjunto de rádio e televisão, sobre o balanço das actividades levadas a cabo pelo Governo ao longo deste ano.

Na ocasião, Vaquina disse que a questão do fundo soberano de riqueza é uma discussão em relação à qual o Governo vai tomar a melhor decisão para resolver os problemas do país.

`Se for para guardar dinheiro em bancos internacionais enquanto precisamos de dinheiro para nos desenvolvermos, não creio que seja uma boa aposta. Ainda é uma discussão, ainda não temos recursos. Estamos a discutir o ovo enquanto ainda está na galinha´, defendeu.

O primeiro-ministro, segundo a nossa fonte, frisou que Moçambique ainda enfrenta desafios ligados à pobreza, infra-estruturação do país para sustentar a economia, problemas que só se resolvem com dinheiro.

`Esta questão do fundo soberano não está acabada. Temos ainda grandes problemas relacionados com a pobreza. Um dos desafios que temos neste momento é a infra-estruturação do país. Precisamos de ter mais escolas, estradas e outras infra-estruturas que possam sustentar a nossa geração e, a partir daí, preparar o futuro das próximas gerações. Se o fundo soberano resolve o problema do país, não vejo nenhum problema, adoptaremos a melhor solução para resolver os problemas de Moçambique´, explicou.

Ao longo deste ano que está prestes a findar, a questão da criação de um fundo soberano de riqueza em Moçambique, sustentado pelas descobertas de recursos minerais com destaque para os hidrocarbonetos, foi muito discutida, e até especialistas internacionais vieram ao país para transmitir experiências.

O fundo soberano, segundo foi explicado por economistas nacionais e estrangeiros em vários encontros realizados este ano em Maputo, é uma forma de distribuir os benefícios da exploração mineira a todos os moçambicanos, através do financiamento de despesas públicas em infra-estruturas, bem como criar reservas para as gerações futuras com os recursos da exploração mineira.

Igualmente, o fundo soberano serviria para financiar o orçamento do Estado, que ainda é dependente da ajuda externa, embora com uma tendência decrescente.

A experiência do fundo soberano está a dar resultados considerados positivos em países como Brasil, Angola, Noruega, entre outros.

O programa contou com a participação de todos os membros do Conselho de Ministros.

Pro-Savana não vai confiscar terras de camponeses

Jose Pacheco
Pro-Savana, que que resulta da cooperação entre Moçambique, Brasil e Japão, tem como zona de implementação o corredor de Nacala, no Norte de Moçambique.

O governo reitera que nenhum agricultor perderá as suas áreas de cultivo em resultado de implementação do Programa de Cooperação Triangular para o Desenvolvimento Agrícola das Savanas Tropicais e Moçambique (Pro-Savana).

O Pro-Savana, que resulta da cooperação entre Moçambique, Brasil e Japão, tem como zona de implementação o corredor de Nacala, no Norte de Moçambique.

O corredor de Nacala estende-se ao longo da via ferroviária, que vai do Porto de Nacala na província de Nampula a dois distritos mais a norte da província de Zambézia e acaba em Lichinga, na província de Niassa.

Falando sábado último, durante o programa Linha Directa, na sua edição especial realizada conjuntamente pela Rádio Moçambique (RM) e Televisão de Moçambique (TVM), o ministro moçambicano da Agricultura, José Pacheco, sossegou aos que desconfiam do projecto, particularmente aqueles que vem propalando que a sua implementação vai resultar na perda de terras aráveis pelos camponeses.

“No nosso país não há lugar para o retorno de companhias majestáticas”, disse Pacheco num tom irónico, vincando que “os pequenos agricultores vão manter as suas áreas, porque o objectivo é expandi-los”.

Segundo “AIM”, o ministro explicou que o grande objecto deste projecto é o desenvolvimento de tecnologias agrárias para induzir o aumento da produtividade dos agricultores moçambicanos.

Construção da sede do Comité Olímpico de Moçambique: Obras arrancam em Março

vigilancia e monitoramento construcoes obras.jpg

Obras de construção do novo edifício do comité Olímpico de Moçambique arrancam em Março de 2013. Segundo Marcelino Macome, presidente daquele organismo desportivo, a infra-estrutura não só vai melhorar as condições de trabalho, mas também preparar os atletas nacionais em diferentes modalidades.

A construção do novo edifício do Comité Olímpico de Moçambique vai se tornar uma realidade no terceiro trimestre de 2013. De acordo com Marcelino Macome, presidente do Comité, além de escritórios para o seu funcionamento, o empreendimento de 15 andares, vai compreender uma zona comercial.

A iniciativa visa criar condições de sustentabilidade daquele organismo e, para suportar as despesas de preparação dos atletas nacionais. O lançamento da primeira pedra da obra teve lugar em Setembro de 2011, e contou com a presença do Presidente do Comité Olímpico Internacional, Jacques Rougge e o ex-Primeiro-Ministro moçambicano, Aires Aly.

O balanço da temporada prestes a findar não é satisfatório para Macome, sobre tudo nos resultados obtidos nos Jogos Olímpicos Londres-2012. Daí a necessidade de trabalhar ao mais alto nível, de modo a que situações de género não se verifiquem em 2016. Recentemente, o Comité Olímpico de Moçambique reuniu-se com as Federações Nacionais e atletas para a cerimónia de encerramento da época 2012.

Barclay´s Bank aumenta capital social em Moçambique

Banco diz que aumento de capital constitui um sinal de compromisso dos accionistas do Banco relativamente às oportunidades de negócio e de financiamento que a economia moçambicana oferece.

Barclay´s Bank aumenta capital social em Moçambique
O Barclays Bank Moçambique aumentou o seu capital social de 1,5 mil milhões de meticais para 3,3 mil milhões de meticais (um dólar equivale a cerca de 29,5 meticais ao câmbio corrente), o segundo realizado na história desta instituição financeira, noticiou a AIM.

O primeiro ocorreu em 2010 e resultou num incremento do capital de 27 milhões de dólares, uma soma que foi aplicada no financiamento do projecto para a Redefinição e Modernização da sua Plataforma Informática.

Informações da instituição referem que o processo de aumento do capital social foi concluído com “sucesso” e em conformidade com o disposto na Lei das Instituições de Crédito.

Para os gestores do banco, este aumento constitui um acontecimento assinalável e que traduz um sinal de compromisso dos accionistas do Banco relativamente às oportunidades de negócio e de financiamento que a economia nacional oferece.

“Este aumento constitui uma importante alavanca para a consolidação do Banco enquanto agente económico relevante no sector financeiro nacional. Outrossim constitui uma boa nova para os clientes do Barclays em Moçambique que vêem, deste modo, alargadas as possibilidades de contraírem empréstimos de maior valor relativo e constitui um bom prenúncio para o ano de 2013 que em breve inicia”, referem os gestores da instituição.

O Barclays é um dos maiores bancos privados de Moçambique, cuja estrutura accionista inclui o grupo sul-africano ABSA com 80 por cento.

Em Moçambique, o Barclays conta com cerca de mil trabalhadores, mais de 50 balcões, cerca de 100 caixas automáticas (ATM,s) e 700 máquinas de pagamento POS.

FMI considera desempenho económico de Moçambique "extraordinário"

FMI considera desempenho económico de Moçambique "extraordinário"
As conclusões da 5ª avaliação do FMI à economia de Moçambique dão nota positiva ao desempenho económico do país. Em comunicado divulgado hoje na sua página oficial, a agência financeira das Nações Unidas destaca os resultados singulares a nível do crescimento económico, com o Produto Interno Bruto (PIB) a registar um crescimento de cerca de 7,5 % no ano corrente.

Segundo o FMI, o carácter excepcional deste números prende-se com o facto de Moçambique ter suportado a desaceleração económica mundial e os riscos da crise financeira mundial. O país perserverou na rota de um forte crescimento graças a um “desempenho robusto do sector dos serviços e de um contributo mais significativo do que esperado do sector do carvão”. O FMI destaca políticas económicas sólidas que bem-sucedidas no apoio ao crescimento, na diminuição da inflação e no reforço das reservas internacionais.

Não obstante as boas previsões para 2013, o empresariado moçambicano manifesta preocupações devido à actual situação política de Moçambique. Devido às divergências que opõem a FRELIMO no poder e a maior força da oposição, a RENAMO, os empresários tem verificado uma quebra no investimento nacional e estrangeiro no país. Mais pormenores com Orfeu LIsboa, nosso correspondente em Maputo.

Lago Niassa : O Malauí e a Tanzânia esperam mediação de Joaquim Chissano

O antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano será o mediador do conflito fronteiriço entre a Tanzânia e o Malauí, sobre a questão da soberania do lago Niassa. A situação actual foi provocada por uma recente decisão do Malauí de entregar os direitos de prospecção da totalidade do lago à companhia britânica Surestream.
Lago Niassa : O Malauí e a Tanzânia esperam mediação de Joaquim Chissano

O Malauí e a Tanzânia já tinham tentado resolver o diferendo, mas não tinham chegado a uma plataforma de entendimento, apesar das múltiplas reuniões. Foi assim que possibilidade da mediação de Joaquim Chissano acabou por se impôr.

O antigo chefe de Estado moçambicano dirigirá uma equipa de ex-chefes de Estado da SADC, e tentará encontrar a solução para o litígio que opõe os dois Estados quanto à divisão do lago Niassa.

Apesar de não haver ainda datas de entrada em actividade da futura missão, Joaquim Chissano assegura que a estratégia da intervenção estará definida dentro de dias. Oiça a correspondência de Orfeu Lisboa, na capital moçambicana.

Crédito bonificado pode estimular o auto-emprego – defendem estudantes da UCM

O Governo deve adoptar políticas que estimulem o empreendedorismo através do crédito bonificado aos estudantes finalistas do Ensino Superior que apresentem projectos de auto-emprego financeiramente sustentáveis.
Crédito bonificado pode estimular o auto-emprego - defendem estudantes da UCM

Esta é a opinião unânime dos estudantes finalistas da Faculdade de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Católica de Moçambique em Quelimane, proferida por ocasião da primeira Feira de Simulação Empresarial, que teve ligar há dias naquele estabelecimento de ensino.

Para os estudantes não basta dizer que os jovens devem ser empreendedores quando na verdade não há incentivos que possam juntar o conhecimento técnico-profissional e o crédito bancário para viabilizar as iniciativas empresariais juvenis.

José Pedro é um dos estudantes entrevistado pela nossa Reportagem no final do evento, o qual teceu críticas sobre as políticas do Executivo que não robustecem o auto-emprego pelo facto de não criar uma linha específica de crédito para os finalistas, uma vez que a banca exige garantias que, entretanto, os estudantes ainda não possuem.

Leonilde Ferreira é outra finalista que naquela feira criou uma empresa fictícia virada à educação infanto-juvenil. Aquela estudante disse que o Executivo deveria aproveitar os ensinamentos deixados pelo ex-presidente do Brasil sobre como combater a pobreza, estimulando o nascente de empresas jovens que possa galvanizar a economia do país.

Os estudantes dos cursos de licenciatura em Economia, Gestão de Empresas, Contabilidade e Auditoria da Faculdade de Ciências Sociais e Políticas afirmaram que têm conhecimentos muito sólidos para serem grandes empreendedores, mas enfrentam limitações financeiras para viabilizar os projectos empresariais por si desenhados. É nesse sentido que pedem ao Governo para encontrar junto da banca e outros credores formas alternativas de financiamento das empresas que serão criadas por si.

O director da Faculdade de Ciências Sociais e Políticas, Armindo Tambo, disse na ocasião, que a Feira de Simulação Empresarial aparece como resposta ao desemprego, combate à pobreza e sobretudo para mostrar caminhos possíveis para que o estudante, recém-formado, encontre forma de se afirmar no mercado empresarial.

O Armindo Tambo disse, em conversa com a nossa Reportagem, que o principal objectivo é estimular a criação de empresas juniores, fazendo com que os estudantes apliquem as ferramentas intelectuais adquiridas durante o curso na prática.

O projecto visou igualmente estimular o empreendedorismo, sabendo fazer, estar e ser a nível empresarial e de negócios, fundamentalmente, numa altura em que as organizações disputam o escasso mercado, apostando na competição e competitividade.

“Este projecto incentiva e faz com que os estudantes sejam mais criativos, inovadores e que tenham o espírito empreendedor”, disse Armindo Tambo, para quem a Universidade Católica de Moçambique é a primeira instituição do Ensino Superior a nível nacional a implementar o projecto simulação empresarial.

Os estudantes são acompanhados atentamente pelos docentes com formação na área empresarial que privilegia na sua acção docente a elaboração de plano de negócios que engloba o plano estratégico, estudo do mercado, plano operacional e financeiro, estudo de viabilidade económica, legalização da empresa, conhecimentos sobre os impostos.O director da Faculdade de Ciências Sociais e Políticas da UCM disse que após a formação não só na simulação mas, fundamentalmente, ao longo do curso vai contribuir para que não esperem que sejam empregados mas que possam criar os seus próprios empregos e criem condições de empregabilidade para outros jovens. O outro objectivo da simulação empresarial vai fazer com os estudantes finalistas identifiquem e façam o uso das oportunidades oferecidas pelo mercado e desenvolvam actividades empreendedoras com vista com vista a satisfazer o desenvolvimento da província da Zambézia de um modo particular e do país em geral.Entretanto, a directora provincial da Indústria e Comércio, Josefa Sing Sang, em representação do Executivo da Zambézia apelou aos finalistas para se candidatarem aos fundos de combate à pobreza e a banca comercial para viabilizarem os seus projectos.Participaram, no evento, cento e dez estudantes finalistas, o Governo, sector privado e sociedade civil.

Feira agrícola movimenta produtores em Nampula

A Cidade de Nampula, concretamente o recinto da feira dominical, acolheu recentemente uma grande feira agrícola que contou com a participação de dezenas de produtores oriundos de todos os distritos, incluindo da capital provincial. O evento tinha como objectivos mostrar as potencialidades agrícolas que a região possui e dar oportunidade aos residentes de comprarem produtos expostos a preços acessíveis e, por isso, passarem condignamente as festas de Natal e do fim de ano.
Feira agrícola movimenta produtores em Nampula

Dados recolhidos pela nossa Reportagem junto do centro de promoção agrícola em Nampula, que organizou a referida feira, referem que a mesma se destinava igualmente a incentivar os produtores a aumentarem a produção e produtividade agrícolas, com destaque para as hortícolas, cultura que contribui para a melhoria da dieta alimentar das populações.

É que província de Nampula, a mais populosa de Moçambique, apesar de ser uma das maiores produtoras de alimentos no país, apresenta índices preocupantes de malnutrição, sobretudo em crianças, facto que se pensa estar associado a hábitos alimentares, daí que esforços estejam a ser feitos com vista a inverter o cenário.

Segundo constatou a nossa Reportagem, na maior parte das bancas da feira estavam expostos produtos como arroz, amendoim, farinha de milho e trigo, variedades de hortícolas, frango congelado e vivo, cabritos, tomate, cebola, alho, feijões, castanhas de caju, mandioca fresca, peixe fresco, farelo para animais, frutas e fruteiras, entre outros que chegaram a ser disputados pelos potenciais compradores.

Alguns expositores consideram a iniciativa da feira de muito positiva, uma vez que, além de demonstrarem as potencialidades produtivas dos distritos, conseguiram vender aos munícipes da cidade de Nampula que acorreram em massa ao local. Tal é caso de Omar Adamo, que disse ter vendido tudo o que trazia, concretamente amendoim, milho, mangas e hortaliças, sendo que o dinheiro resultante dessa venda vai ajudá-lo a adquirir principalmente sementes para a presente campanha agrícola. Ele apelou aos organizadores daquela feira para que promovam mais eventos do género na província, pois incentivam os produtores a dedicarem-se mais à produção agrícola.

De igual modo, alguns compradores da cidade de Nampula consideraram de muito oportuna a realização daquela feira, pois que ela acontece num momento das festas de Natal e do fim de ano, em que normalmente os preços dos produtos sobem.  

Líder parlamentar da China visita Moçambique

O Presidente da Assembleia Popular da China, Wu Bangguo, deverá realizar uma visita de trabalho ao nosso país durante o ano de 2013.
Líder parlamentar da China visita Moçambique

O convite para tal foi endereçado pela Presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, durante uma audiência que concedeu, há dias, ao embaixador cessante daquele país asiático em Moçambique, Huang Songfug.

Na ocasião, Verónica Macamo referiu que tal convite é feito no quadro dos acordos de amizade e cooperação existentes entre os dois países e tem como principal objectivo fortalecer a cooperação institucional.

No domínio parlamentar, os dois países têm vindo a intensificar a troca de experiências através de intercâmbio de delegações, visitas de estudo e estabelecimento de mecanismos formais de cooperação, que podem não ser necessariamente a assinatura de um acordo ou protocolo de cooperação.

A Assembleia da República tem vindo a estabelecer contactos com o Governo de Moçambique e com entidades chinesas com o objectivo de viabilizar os apoios para a criação de condições básicas de trabalho para os deputados, concretamente gabinetes de trabalho, locais de acomodação e serviços afins.

É nesta base que a Presidente da Assembleia da República afirmou, na ocasião, que o Parlamento pretende orientar a cooperação com a sua congénere chinesa no incremento de parcerias com vista à busca de apoios para a construção da cidadela parlamentar e manutenção de infra-estruturas.

Na audiência, a Presidente da AR felicitou o diplomata pela forma como levou a cabo a sua missão no país, durante os dois anos do seu mandando. “Durante a sua estadia, muitas coisas foram feitas, o relacionamento entre os dois países se elevou cada vez mais, as relações de amizade, solidariedade e cooperação entre os dois países mutuamente vantajosas se incrementaram”, disse, desejando sucessos nas novas missões que o diplomata irá desempenhar nos próximos tempos em Portugal.

Por seu turno, o embaixador sino disse estar satisfeito com o apoio oferecido pelas autoridades moçambicanas durante o seu mandato e desejou que Moçambique conheça um desenvolvimento mais rápido. “Tenho toda confiança no futuro brilhante de Moçambique”, disse o diplomata, acrescentando que “durante estes dois anos trabalhei com toda a vontade para promover a nossa cooperação amistosa entre a China e Moçambique e tenho a certeza que a nossa amizade vai crescer cada vez mais”.

Ainda no que respeita às relações internacionais do Parlamento moçambicano, a Presidente da AR manifestou o desejo de ver o seu homólogo do parlamento francês visitar o país no II semestre de 2013.

Verónica Macamo manifestou tal intenção durante uma audiência que concedeu ao embaixador extraordinário e plenipotenciário e da França, em Moçambique, Serge Segura, num encontro que serviu para passar em revista a situação política, económica e social do país, destacando os desafios de Moçambique, e em especial no domínio parlamentar.

Para além de aflorar sobre a organização e funcionamento do Parlamento moçambicano, bem como a sua relação com os outros órgãos de soberania, a PAR falou da existência da Liga Parlamentar de Amizade, Solidariedade e Cooperação entre a República de Moçambique e a República Francesa, criada através da resolução 32/2011, um instrumento fundamental para o lançamento das relações de amizade e cooperação entre os parlamentos dos dois países.

Com o intuito de criar as referidas relações, os dois Parlamentos vêm trocando delegações e experiências. Tal é o caso da visita efectuada ao Parlamento moçambicano, em Março de 2007, por uma Delegação Parlamentar da Liga de Amizade França-Moçambique, constituída por três deputados e um funcionário, com a pretensão de estabelecer contactos com a contra parte moçambicana.

Actualmente, a cooperação entre os dois países tem como base o documento quadro de parceria assinado entre os dois Governos, em 2006, que abarca os sectores de Saúde e luta contra o SIDA; Protecção do Meio Ambiente e da Biodiversidade, bem como outros, num valor global de 121 milhões de Euros.

A anteceder estas audiências, a líder da Assembleia da República recebeu o embaixador extraordinário e plenipotenciário de Moçambique designado para a República Federativa do Brasil, Manuel Tomás Lubisse. Durante o encontro, a presidente do Parlamento passou em revista a situação política, económica e social do país, destacando os desafios, e em especial no domínio parlamentar e instruiu o diplomata para que manifeste o interesse de ver criada a comissão mista para garantir uma melhor programação e operacionalização das actividades a realizar no quadro de protocolo de cooperação existente entre os dois Parlamentos.

Sofala: Frelimo dá nota positiva aos “seus” municípios

Os municípios sob gestão da Frelimo, em Sofala, nomeadamente Dondo, Gorongosa e Marromeu tiveram um bom desempenho durante os últimos quatro anos.
Sofala: Frelimo dá nota positiva aos “seus” municípios
Dondo

Contudo, segundo as conclusões saídas da sétima reunião de avaliação do comité provincial do partido no poder, realizada na passada sexta-feira, na Beira, ainda se afigura necessário  redobrar esforços para que os manifestos eleitorais sejam integralmente cumpridos para a satisfação das necessidades da população.

Segundo o primeiro secretário da Frelimo naquele ponto do país, Henriques Bongece, todos os três municípios sob gestão do seu partido estão a levar a cabo um bom trabalho, não obstante alguns constrangimentos, sobretudo de ordem financeira, que impedem que alguns projectos sejam materializados.

“Apesar de termos tido um bom desempenho, é necessário que continuemos a trabalhar arduamente de modo a conseguirmos materializar os manifestos que apresentámos aos nossos eleitores” – apelou Bongece.

A fonte chamou atenção aos dirigentes autárquicos das regiões sob gestão do seu partido, de modo a desenvolverem acções concisas para que em 2013 o povo volte a confiar naquela formação política, conferindo-a, novamente, a maioria necessária para continuar a liderar aqueles municípios.

Por seu turno, o governador de Sofala, Félix Paulo, disse que o Executivo se regozija com o facto de aquelas autarquias estarem a desenvolver um bom trabalho rumo ao desenvolvimento local e, de forma geral, da província.

 “A liderança de um povo pressupõe conhecimento profundo dos seus problemas, porque se deve buscar do povo a inspiração para melhor dirigir. Também devemos transformar os pontos fracos em desafios para que tenhamos um desenvolvimento saudável” – recomendou Félix Paulo.

Para além de quadros do partido a diversos níveis das referidas autarquias, o encontro também contou com a participação do chefe do sector de assuntos autárquicos no comité central da Frelimo, Carlos Tembe, entre outros convidados.

Mancebos juram bandeira

O Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi presidiu há dias a cerimónia de encerramento do curso de Instrução Básica Militar que teve lugar nos últimos três meses em Montepuez, província de Cabo Delgado, que envolveu militares de ambos os sexos recrutados à escala nacional.
Mancebos juram bandeira

A cerimónia, que teve lugar no centro de instrução básica militar local, foi marcada pela realização de exercícios tácticos de demonstração, parada militar, juramento de bandeira, entrega de prémios aos melhores classificados e actividades culturais.

A formação militar consta dos desafios do sector de Defesa Nacional de forma a colocar as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) sempre a altura dos desafios actuais e habilitar os jovens que cumprem o serviço militar em conhecimentos técnicos profissionais para elevação da capacidade institucional e individual.

De recordar ainda que antecederam a esta cerimónia encerramentos de outros cursos militares em dois estabelecimentos de formação militar nomeadamente, Escola de Sargentos “General Alberto Joaquim Chipande”, em Boane e Escola Prática de Exército em Munguíne, distrito da Manhiça, cujas cerimónias foram dirigidas, respectivamente, pelo Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Armado Guebuza, e pelo ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi.

Na Escola de Sargentos, o Comandante-em-Chefe das Forças de Defesa e Segurança afirmou que a formação de sargentos permite ganhos significativos na consolidação de valores cívicos e patrióticos dos jovens que ingressam nas fileiras das FADM. Os sargentos, disse, são a espinha dorsal de todo o Exército. Preenchem a classe média militar, em virtude de se situarem entre os soldados e os oficiais, funcionando para aqueles como primeiro exemplo a seguir.

Por seu turno já na Escola Prática do Exército, desafiou aos jovens que juraram a bandeira a colocarem a prova todos os conhecimentos, capacidades, destrezas e experiências que adquiriram durante a formação no cumprimento das suas obrigações militares.

Segundo ele, o militar moçambicano difere de outros cidadãos pelo facto de possuir dupla responsabilidade que advém da sua condição de integrar, sob brio militar adoptando uma conduta tendo sempre presente os ditames da honra e prestígio. A outra responsabilidade resulta do dever de respeitar e abraçar as leis e normas da sociedade, bem como observar os regulamentos e determinações que caracterizam a instituição a que pertence velando pelo bem-estar do povo, prestando apoio em todas as situações a que for chamado a intervir.

Natal sangrento em Inhambane

Seis mortos, dez feridos graves e sete ligeiros em sete acidentes de viação que igualmente resultaram em três danos materiais avultados e quatro ligeiros, é o saldo negativo registado no do Dia de Natal e Dia da Família na província de Inhambane.
Natal sangrento em Inhambane

De acordo com Edna Macuacua do Gabinete da Imprensa e Relações Públicas do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), os acidentes de viação ocorreram nos distritos de Zavala, Jangamo, Morrumbene e Maxixe e todos foram de tipo atropelamento tendo como eventual causa, excesso de velocidade e má travessia de peões. Na cidade de Inhambane onde se registou um dos sete sinistros, através de despiste e capotamento.

Aquele oficial de Imprensa da PRM renovou o apelo para os automobilistas observarem com rigor as regras de trânsito e terem muita calma neste período da quadra festiva evitando no máximo exceder velocidade recomendada onde por lei é proibido, acima de tudo conduzir sempre na defensiva.“Mais informamos ao público em geral para evitar se fazer às estradas e ruas em estado de embriaguez. Ninguém deve ter o prazer de sentar e conversar nas bermas da estrada porque isso constitui um grande perigo e é uma das causas dos acidentes de viação em Inhambane que tem muito a ver com o desrespeito das normas básicas de conduta social,” disse Edna Macuacua.
Entretanto, tirando os acidentes de viação, o pão, o alimento básico nos centros urbanos, principalmente nas festas, foi uma das dores de cabeças, pois as padarias, registaram grandes filas de pessoas a busca deste produto.

A procura do pão, suplantou as capacidades locais de produção com destaque para duas maiores padarias da cidade, nomeadamente, Padaria de Inhambane e Pastelaria Versalhes onde as bichas eram interminaveis. Nas panificadoras caseiras, a procura também era maior.

No capítulo das bichas, a procura de bebidas, mais precisamente a cerveja nacional, gerou um pânico na cidade de Inhambane, onde se relatou uma hipotética rotura de stok tendo por isso, provocado longas bichas em alguns estabelecimentos comerciais, em busca de quantidades que possam assegurar festas tranquilas. O pão e a cerveja resgataram em Inhambane as bichas que fazem parte de um passado económico que o país não tem memória.

Últimas Notícias Hoje

Falta de fundos deixa idosos sem assistência em Maputo

A demora no desembolso de fundos para a ação social tem deixado milhares de cidadãos da terceira idade sem o apoio necessário na capital...

Mais de 2.100 condutores sancionados por condução perigosa no país

Mais de 2 mil condutores foram multados por má condução nas estradas moçambicanas durante a primeira semana de Abril. As autoridades de fiscalização, que...

Volodymyr Zelensky aceita cessar-fogo temporário proposto por Vladimir Putin

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou a aceitação do cessar-fogo temporário proposto pela Rússia para o período da Páscoa. Zelensky destacou que o...

Estados Unidos e Irão iniciam negociações de paz em Islamabad

As negociações entre os Estados Unidos e o Irã estão em andamento em Islamabad, Paquistão, entre esta sexta-feira, 10 de Abril, e sábado, 11...