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Domingo, Abril 12, 2026
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Mortes nas estradas de Gaza

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Informações facultadas ao nosso Jornal, por Sílvia Paulo, chefe do Departamento das Relações Públicas, no Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique “PRM”em Gaza, indicam que outras 4 pessoas que contraíram ferimentos graves, que se faziam transportar na mesma viatura do sinistro de Ngulelene, foram transferidas para o Hospital Provincial de Xai –Xai, para tratamentos intensivos.

De acordo com Sílvia Paulo, as primeiras indicações sobre o acidente, indicam que o estado de fadiga em que se encontrava o condutor, estaria na origem provavelmente do sinistro.

No cômputo geral, à semelhança do que foi o ano passado, por esta ocasião, todos os caminhos deram às belas praias de Xai –Xai, Bilene, Chongoene, Chidenguele, Xizavane e Dengoine, que estiveram simplesmente abarrotadas de gente.

O movimento de viaturas, particularmente na Estrada Nacional Número 1, no centro da cidade de Xai –Xai, esteve simplesmente  desusado, e a melhor opção para muitos automobilistas locais, foi  o de deixar os carros em casa, e tentar  circular a pé para resolver  algo, que faltasse na grande festa da transição para 2013.

Pemba: Muitas precauções à entrada de 2013

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Uma das razões da demanda por Pemba, nos fins-do-ano, é a sensação de ser primeiro a ver o Sol, antes do resto de Moçambique, pois, está dito, via ciência e bem aproveitado pelos promotores do turismo na região, que esta parcela do país tem sido o ponto sobre o qual os raios solares matinais incidem, antes de se espalharem por Moçambique inteiro, em todos os dias.

Mas se para os visitantes a praia do Wimbe é o principal chamariz, os residentes já ontem viajavam para as inúmeras praias pela costa litoral, indo ocupar Mecúfi, Murrebué, distrito do primeiro nome, Pangane e Messano, em Macomia e Mocímboa da Praia.

As autoridades municipais, para o caso de Pemba, já alertavam insistentemente durante o dia de ontem, sobre os cuidados a ter com a utilização das praias da Inos e uma parte do Wimbe, alegadamente por se tratar de lugares onde há registo de muitos afogamentos, principalmente na passagem do ano, quando os pembenses na madrugada do primeiro dia do ano cumprem o ritual de “ser o primeiro a tomar banho” ou de “expulsão dos azares do ano anterior”.

O presidente do município, Tagir Âssamo Carimo, desdobrou-se em apelos nesse sentido e prometeu vigilância, ao lado da Policia da República de Moçambique e outras pessoas preparadas especificamente para desencorajar o uso daqueles locais da baía de Pemba.

Enquanto isso, a Policia, tanto rodoviária como a de protecção, ocupava todas as artérias da cidade, educando os automobilistas, bem como controlando os movimentos dos citadinos em locais de muitas aglomerações populacionais.

Menos doentes no HCM

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A título de exemplo, o Serviço de Urgências e Reanimação do Hospital Central de Maputo (HCM) recebeu, até a manhã de ontem, um total de 386 doentes, contra os mais de 400 registados nas festividades do natal. Segundo Raúl Cossa, director daquele serviço, os dados representam ainda uma redução em relação ao igual período de 2011, onde foram atendidos 483 doentes.

“No que diz respeito ao número de entradas por trauma tivemos também uma redução. Registamos um total de 24 sinistrados em acidentes de viação que resultaram em dois óbitos, igual número de agressões físicas contra 21 do ano anterior e 44 vítimas de outros tipos de acidentes”, disse Cossa.

A nossa fonte chamou atenção ainda à necessidade de os doentes recorrerem às unidades sanitárias locais que trabalham 24 horas por dia, de forma a descongestionar as grandes unidades hospitalares. Para ele, os centros de saúde de Bagamoyo, Polana Caniço e Xipamanine, na cidade de Maputo, as unidades sanitárias da Matola II, Machava, Ndlhavela, Matola-Gare, Ressano Garcia, Xinavane e Manhiça, na província de Maputo estão em condições de atender os doentes que não estejam em estado grave.

No que tange ao Banco de Sangue, Cossa garantiu haver quantidade suficiente para responder a procura que se têm verificado durante este período. Para o efeito, estão garantidas 300 unidades de sangue e acredita-se que não haverá situação de carência.

Movimento atinge o pico

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Esta exortação foi feita ontem, em Ressano Garcia, na província de Maputo, pelo director geral das Alfândegas, Domingos Tivane, que esteve no local para apurar o estado de prontidão  do efectivo que hoje está de serviço.

Na ocasião, Tivane disse que o encontro tem como grande objectivo revisitar a estratégia operacional em função da situação vivida na quadra natalícia e reafirmar a prontidão no trabalho.

Dados em poder do “Notícias” indicam que todas as condições, desde meios circulantes, logística entre outras, estão criadas para que a operação decorra com sucesso e permitir maior e eficaz descongestionamento de pessoas e bens.

Recordou que, há duas semanas, na Fronteira de Ressano Garcia, um grupo de agentes das Alfândegas aceitou o suborno no valor de dez randes e, deste modo,  foi recolhido à cadeia e isso é vergonhoso e não deve continuar a acontecer.

Outro caso foi de um agente da guarda fronteira que foi corrompido com 200 randes, facto que segundo Domingos Tivane “é brincadeira” e a Direcção das Alfândegas não vai permitir que isso aconteça.

Indicou ter recebido informação de que, em Namaacha, os contrabandistas é que estavam a gerir a fronteira, local onde há uma força unida, paramilitar, treinada com todos os meios e tratou-se de desmontar toda a equipa e colocar-se outra.

Disse que outra notícia que lhe chegou ao seu conhecimento dava conta que uma equipa das Alfândegas decidiu inventar um “road block” em Phambara, na província de Inhambane, tendo sido isolados imediatamente.

“Quando dissemos que a força deve estar num determinado lugar, é o que deve acontecer. O chefe que for indicado para um determinado posto, independentemente da sua proveniência, deve ser respeitado”, disse Tivane, tendo acrescentado que qualquer tentativa de desrespeito ou  indisciplina, os autores serão punidos.

Sublinhou que a Direcção das Alfândegas está preocupada com a qualidade e profissionalismo dos referidos servidores do Estado, daí a preocupação em manter contactos permanentes com esta classe.

Nampula: Ultrapassada crise de combustível

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A escassez de combustíveis, concretamente da gasolina, que se fazia sentir desde semana passada na província de Nampula e que chegou a provocar longas filas nas estações de serviço por parte dos respectivos proprietários que incluíam turistas, operadores de transporte semi-colectivo de passageiros e serviço de táxi, manchando desta forma a festa do natal, já está ultrapassada.

Segundo Fila Lázaro  porta -voz do sector dos recursos minerais e energia em Nampula, o navio petroleiro que era esperado no porto de Nacala, iniciou ontem as operações de descarga da gasolina em quantidades que cobrem as necessidades locais como das províncias vizinhas de Cabo Delgado e Niassa.

De acordo com a fonte, até hoje todas as estações de abastecimento de combustíveis terão asseguradas as quantidades requeridas para garantir os seus stocks. Porém, lamentou o oportunismo que caracterizou a escassez de gasolina, o que motivou a especulação de preços nalguns pontos onde aquele combustível estava a ser comercializado a cerca de cem meticais o litro o dobro do preço oficial.

Alguns turistas que programaram reabastecer as suas viaturas para prosseguir viagem aos centros turísticos, localizados sobretudo na costa de Nampula, onde planearam passar os festejos de fim de ano, viram comprometidos os seus planos em razão da escassez de gasolina.

O problema foi sendo sanado à medida que a gasolina que provinha da cidade da Beira, província central de Sofala, escoado através de camiões da Petromoc ia-se fazendo reabastecimentos pontuais das bombas da empresa espalhadas pela cidade.

Fila Lázaro disse que foram cerca de 150 mil litros de gasolina escoados da Beira para Nampula entre a passada sexta -feira até ontem, quantidades que não foram suficientes para aliviar a falta de táxi e do transporte semi-colectivo de passageiros ao longo do ultimo fim de semana, agitado com os preparativos das festas de fim de ano, pois, as viaturas usadas na prestação do serviço operado por privados, denotaram dificuldades para circular devido a escassez de gasolina.

2013: O ano em que o celular pode ultrapassar o computador

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Todo o mundo quer saber quando é que o Facebook vai perder a importância – e, principalmente, qual será a nova rede social que vai substitui-lo. Acho que são dois movimentos distintos e uma coisa não está propriamente relacionada à outra.

A rede social de Mark Zuckerberg começou 2012 forte e imponente, rumo ao primeiro bilhão de usuários e disposta a abrir capital. Cumpriu as duas promessas, mas o crescimento já não é mais intenso e o IPO não chegou nem perto da expectativa entusiasmada do início do ano. Por outro lado, cada vez mais gente deixa o Facebook por motivos diversos – discordam da sua política de privacidade, não aguentam mais discutir com desconhecidos horas a fio, não querem mais ver imagens de culto ao ódio, cansaram-se de misturar trabalho, amigos e família no mesmo ambiente, não gostam do aplicativo móvel, acham que virou uma plataforma de anúncios.

Sobre o último caso, é um facto. O seu concorrente directo, o Google, também sustenta-se em publicidade, mas enquanto recolhe dinheiro graças à sacada do Ad Sense, a empresa também tem o sistema operacional móvel mais popular, mapeia e digitaliza o mundo no seu serviço cartográfico, tem tablets, celulares e uma tentativa de fundir TV com Internet  além dos futurísticos Google Glasses… Enquanto isso, o Facebook apenas vende formas de socializar conteúdo dos seus domínios. Repete a lógica da América Online nos seus primeiros dias, algo que se provou insustentável. As pessoas não ficam no mesmo site todo o tempo.

Sem contar que um dos motivos do fracasso da abertura de capital do Facebook foi a insegurança que os investidores têm no seu futuro móvel. O aplicativo da rede social para celulares não chega aos pés da experiência em desktop. Tentaram entupi-lo com recursos: mensagens, chat, eventos, fotos, jogos… O app é lento e difícil de usar.

No início do ano comentei como a simplicidade é a razão do sucesso de um aplicativo. E isso aconteceu pouco antes de o Facebook anunciar a compra do Instagram. Os motivos da aquisição são especulação, mas têm a ver com o facto de a rede social não ter um aplicativo móvel tão bom quanto o Instagram e também com a possibilidade de estar a comprar um possível rival.

Mas o Instagram não deve atingir os níveis do Facebook – mesmo se não fosse comprado. Porque o futuro das redes sociais pertence aos nichos. E, principalmente, o futuro da internet pertence aos celulares.

Esta fábula em que um aplicativo para celulares é comprado por uma rede social criada para ser usada em computadores é uma amostra do futuro que veremos nesta década. A força da internet móvel é comprovada por nós diariamente – seja em programas de geolocalização que nos ensinam caminhos inusitados, na possibilidade de se assistir à TV individualmente num autocarro (com fones de ouvido, por favor), em inúmeros jogos mais complexos que os primeiros Super Mario e agora cabem nos nossos bolsos. Carregamos sempre aparelhos que podem tirar fotos, editar texto, vídeo e áudio e publicá-los na internet.

Ao mesmo tempo, nos tornamos mais livres. Livres do mouse e do teclado, da posição arqueada ao debruçarmos nos computadores, de ficarmos sentados o tempo todo. A era pós-PC tão alardeada por Steve Jobs tem menos a ver com tablets e mais com a Internet móvel nos celulares. Em pouco tempo, veremos os tablets como trambolhos gigantescos, smartphones para idosos que não conseguiam digitar em teclados touchscreen. Isso acontecerá quando vier o triunfo da internet móvel via celular.

Eis a minha aposta para 2013: menos olhos na telona, mais olhos na telinha. Menos tempo sentado, mais tempo em pé. Menos escritório, mais rua. É claro que temos que esperar melhorias drásticas no nosso parco 3G e num utópico 4G que nem sequer é realidade. Mas, com certeza, usaremos mais celulares que computadores. Se é que já fazemos isso hoje, sem nos dar conta.

Aumenta na N4 tráfego rodoviário para Ressano

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Segundo projecções da TRAC, parte considerável de turistas deverá regressar na sua maioria à África do Sul a partir de amanhã para retomar as actividades laborais.

Recenseamento militar começa quinta-feira

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A cerimónia de lançamento vai decorrer no distrito de Marávia, em Tete, e será presidida pelo Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi. Paralelamente, decorrerão em todas as províncias cerimónias de lançamento dirigidas pelos respectivos governos provinciais.

Cinco mortos em menos de 24 horas

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Um outro caso registou-se no rio Limpopo, província de Gaza, no qual foi localizado um corpo sem vida que se calcula tenha sido vítima de afogamento. Caso semelhante ocorreu na baía de Inhambane, com duas mulheres e um bebé a morrerem vítimas de afogamento.

Movimento das festas abranda

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Com efeito, grande parte dos mercados, supermercados e diversos centros comerciais apresentaram fraco movimento de pessoas que eventualmente pretendiam fazer quaisquer compras.

Os correspondentes do “Notícias” reportam todo o ambiente de emoções vivido em diversos pontos do país, na sequência desta tradicional época que geralmente junta familiares, amigos e colegas.

Habitualmente, o último dia do ano é caracterizado por um grande movimento de pessoas envolvidas em compras, o que abarrota as principais artérias, os centros comerciais, mercados e congestiona o tráfego rodoviário.

Uma ronda efectuada pela nossa Reportagem, bem como os dados que nos foram chegando de diferentes cantos do país, davam conta de que o movimento das pessoas envolvidas em festa era relativamente fraco.

Na cidade de Maputo, por exemplo, a procura pelos serviços de saúde tendia a diminuir contrariamente ao número de doentes que vinha sendo atendido na semana das festividades do Natal.

No Serviço de Urgências e Reanimação do Hospital Central de Maputo (HCM) recebeu, até a manhã de ontem, um total de 386 doentes, contra os mais de 400 registados nas festividades do Natal.

Se, por um lado, em diversos lugares da nossa Pátria amada houve festas, não é de descurar os acidentes de viação que semearam luto e dor em muitas famílias, o que se pode dizer que os desastres emprestaram cor negativa às celebrações.

A Polícia aponta que a condução em estado de embriaguez está na origem de mais de metade dos sinistros registados entre as festividades do Natal na cidade de Maputo.

Até à manhã de ontem, pelo menos 12 pessoas perderam a vida e outras 30 contraíram ferimentos, 21 das quais com gravidade em resultado de 22 acidentes de viação registados, entre o dia 26 e ontem, na cidade de Maputo.

PR Guebuza considera ano 2012 "especial" pelas acções em prol de luta contra a pobreza

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O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, considerou “especial” o ano 2012 pelas acções desenvolvidas em prol da luta contra a pobreza, apontando a implantação de mais infra-estruturas socio-económicas como um dos marcos na melhoria da qualidade de vida dos moçambicanos.

No discurso de fim de ano, Armando Guebuza disse que foi em 2012 que Moçambique “consolidou, mais ainda, a unidade nacional, a auto-estima  a cultura de paz bem como o espírito patriótico, de cidadania e de solidariedade de moçambicano para moçambicano” e implantou “mais infra-estruturas sociais e económicas que melhoram a qualidade de vida do nosso povo”. 

Sem apresentar números, o chefe de Estado moçambicano disse que as autoridades moçambicanas formaram e graduaram mais estudantes, criaram condições para que mais mães andem menos distâncias para encontrar uma maternidade.

Segundo Armando Guebuza, este ano, o governo abriu mais fontes de água potável, iluminou mais residências e empreendimentos com a energia de Cahora Bassa e inaugurou mais empreendimentos de pequena, média e grande dimensão.
 
“Agrada-nos ainda que estejamos a registar o aumento dos níveis de produtividade agrária, a introdução de novas culturas em zonas onde não existiam e a lograr que mais moçambicanos adoptem o agro-processamento de produtos agrários diversos como forma de conservação e de adição de valor”, afirmou.

Chuva desaloja mais de cinco famílias em Nampula

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Mais de cinco famílias encontram-se ao relento, desde o último domingo (30), devido à chuva torrencial que cai na cidade de Nampula, província com o mesmo nome, no Norte de Moçambique.

Chico Xavier, de 26 anos de idade, residente no bairro de Namiepe, é chefe de uma família composta por cinco pessoas. Disse que a chuva começou quando estava no serviço.

De repente recebeu um telefona da esposa informando que o tecto da sua casa havia desabado por causa da força do vento que se fazia sentir na altura.

Pelo facto de a chuva ter durado muito tempo, não foi possível condicionar o tecto no sentido de garantir o alojamento da sua família.

Mas momentos depois foi pedir amparo a uma casa vizinha e lhe foi cedido a varanda para passar a noite. No dia seguinte pediu emprestado dinheiro aos amigos para arrendar uma residência no mesmo bairro.

Anita Dúdo, de 28 anos de idade, também foi interpelada nossa reportagem. Continua a residir numa parte da sua casa que ficou destruída pela fúria da água da chuva. Não tem condições para arrumar um lugar condigno para os seus filhos porque o seu marido encontra-se no distrito de Eráti, província de Nampula.

Outra cidadã que se encontra sem condições para estar num lugar condigno é Maria de Alfredo, de 49 anos de idade. O marido faleceu em 2006, desde lá para cá não se casou.

Desde que ficou viúva começou a enfrentar certas limitações financeiras, por isso, decidiu vender o seu talhão no bairro de Namutequeliua e passou a residir no bairro de Namiepe. Depois da destruição da sua casa pela chuva não tem como arranjar um abrigo para se refugiar.

Na zona da Memória soube-se que uma senhora cuja identidade não foi possível apurar teria sido arrastada pela corrente das águas. Contraiu ferimentos na parte do peito. Segundo nossas fontes, neste momento a vítima encontra-se internada no Hospital Central de Nampula.

Dados não confirmados pelas autoridades indicam que pelo menos duas pessoas foram atingidas por postes de transporte de energia eléctrica que tombaram no bairro de Namicopo, arredores da cidade de Nampula, devido à força do vento.

Afogamentos e acidentes de viação matam 16 pessoas em uma semana em Moçambique

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Na semana de 21 a 27 de Dezembro que finda esta segunda-feira (31) morreram 16 pessoas vítimas de afogamentos e acidentes de viação em Moçambique, de acordo com o Comando do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP).

O porta-voz daquele organismo, David Cumbane, disse que na semana em referência ocorreram 26 casos, contra 21 ocorrências de igual período do ano passado. Houve 12 mortes resultantes de acidentes de viação, três de afogamentos e um óbito cuja causa é desconhecida. A morte por afogamento está a ser constante e há necessidade de intensificar o trabalho nas praias para reduzir o fenómeno.

Para além de outros casos, na quarta-feira passada (26), por volta das 12 horas, um indivíduo afogou-se na Praia de Xai-Xai, cidade com mesmo nome, na província de Gaza, contou Cumbane e explicou que a vítima teria sido surpreendida com o aumento da correnteza do mar numa altura em que estava a mergulhar.

Outro caso de afogamento ocorreu na cidade de Nampula, onde um indivíduo não identificado foi arrastado pela corrente das águas da chuva até ao Rio Muatala. O caso deu-se na passada terça-feira (22).

Enquanto isso, por voltas das 20 horas de domingo passado (23), no Posto Administrativo de Ressano Garcia, distrito da Moamba, província de Maputo, registou-se um sinistro rodoviário do tipo embate frontal, envolvendo duas viaturas.

Houve um óbito, três feridos graves e avultados danos materiais. As prováveis causas do acidente são o excesso de velocidade e a condução em estado de embriaguez.

Em luto por vítima de estupro, Índia cancela celebrações de Ano-Novo

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As Forças Armadas da Índia cancelaram as celebrações de Ano-Novo nesta segunda-feira, reflectindo o clima pesado em todo o país após o estupro seguido de assassinato de uma estudante, crime esse que provocou protesto internacional. Clubes sofisticados, políticos e indianos comuns também cancelaram as festas em respeito à mulher de 23 anos que morreu no sábado após duas semanas do ataque brutal contra ela.

O ataque provocou protestos e um debate nacional que revelaram fissuras profundas na sociedade indiana, em que a visão patriarcal sobre as mulheres entram em confronto com uma cultura urbana em crescente modernização. Autoridades reprimiram manifestações no coração de Nova Délhi antes do Natal, mas centenas de pessoas se juntaram para diversas vigílias na noite desta segunda-feira e mais eventos estavam planeados em Nova Délhi.

O Exército, a Marinha e a Aeronáutica receberam ordens para cancelar quaisquer festas, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa.

“Não há celebração de Ano Novo. (…) Haverá um tributo à luz de velas. (…) Depois disso, o clube será fechado”, disse o secretário do Delhi Golf Club, Rajiv Hora, no centro da cidade.

O ataque de 16 de Dezembro evidenciou uma epidemia de violência contra mulheres na Índia, onde um estupro é registado em média a cada 20 minutos.

A polícia deteve cinco homens e um adolescente em conexão com o crime e é provável que apresente acusações de homicídio ainda nesta semana. Promotores devem propor sentença de morte para os autores.

CAN’2013: Cancelado amistoso entre Cabo Verde e Moçambique

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O jogo amistoso entre as selecções de Cabo Verde e de Moçambique, inicialmente marcado para 13 de Janeiro de 2013, em Maputo, foi cancelado por desistência da Federação Moçambicana de Futebol, segundo a agência Panapress. O jogo cancelado deveria servir de preparação para a equipa cabo-verdiana, que vai participar na fase final do CAN 2013, na África do Sul.

A suspensão da partida levou também a Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) a anular o estágio de cinco dias que tinha previsto para Moçambique antes de se deslocar à África do Sul, onde vai estrear na prova frente à equipa anfitriã no dia 19.

Face à desistência de Moçambique em defrontar Cabo Verde como inicialmente previsto, a FC antecipou a chegada dos “tubarões azuis” (equipa nacional cabo-verdiana) à cidade sul-africana de Joanesburgo, para um estágio de sete dias, antes da partida inaugural.

Entretanto, a FCF está a realizar contactos com duas outras selecções, cujos nomes não divulgou, para que o “tubarões azuis” realizem mais amistosos a 13 ou 14 de Janeiro  já na África do Sul, onde decorrerá de 19 de Janeiro a 19 de Fevereiro de 2013 o CAN.

Moçambique: Chuva na transição do ano

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O país poderá experimentar, a partir da noite de hoje até dia dois de Janeiro, chuvas moderadas acompanhadas, nalguns casos, de trovoadas resultante das altas temperaturas que têm vindo a se registar.

A informação foi dada a conhecer, ontem, pelo meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), Flávio Monjane, avançando que as temperaturas máximas poderão variar entre 27 e 37 graus Célsius, sendo bastante altas de dia e arrefecimento à madrugada.

“Na zona norte do país prevê-se tempo quente e húmido, com períodos de aguaceiros ou chuvas fracas, podendo ocorrer em regime moderado nos distritos nortenhos das províncias de Cabo Delgado e Niassa a partir de hoje e durante os dias 1 e 2 de Janeiro de 2013”, explicou Monjane em declarações ao jornal Notícias de Maputo.

Na região centro, há probabilidade de ocorrência de chuvas nas províncias de Manica, Tete e Zambézia e o registo de tempo quente e húmido na cidade de Quelimane. A queda de chuvas está prevista para os dias de amanhã e quarta-feira.

“O sul do país será dominado pela continuação de tempo quente hoje, períodos de chuvas fracas acompanhadas de trovoadas que poderão prolongar-se até quarta-feira nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane”, acrescentou a fonte.

As cidades de Tete e Quelimane poderão ser as mais quentes com 37 graus Célsius, enquanto Lichinga e Chimoio serão as mais frescas com 27 e 29 graus, respectivamente. As zonas do interior de Maputo e Gaza vão assinalar ventos fortes esta tarde.

Sinistralidade rodoviária mata 12 pessoas na cidade de Maputo

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Doze óbitos, contra quatro de igual período do ano passado, 21 feridos graves, contra seis, nove ligeiros, contra sete, é o balanço de 22 acidentes de viação ocorridos em Maputo na semana de 26 a 31 de Dezembro que finda esta segunda-feira (31).

No mesmo período do ano passado houve 54 sinistros, segundo o porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM), Orlando Modumane.

Ele acrescentou que os acidentes de viação continuam a preocupar a Polícia porque apesar dos apelos no sentido de se pautar por uma condução prudente, os automobilistas mantêm-se renitentes.

Do total dos sinistros registados 19 foram atropelamentos e três choques entre carros. Concorreram para tal o excesso de velocidade, má travessia de peões, condução em estado de embriaguez e desrespeito do Código da Estrada.

No âmbito das acções de combate e prevenção aos acidentes rodoviários, a Polícia fiscalizou 5.490 viaturas, das quais 37 apreendidas por diversas irregularidades, passou 1.587 avisos de multa aos infractores.

Foram também submetidos ao teste de álcool 460 condutores, dos quais 141 teriam sido surpreendidos a conduzir com alto índice de concentração alcoólica no organismo.

Agentes da PRM sentenciados a 24 anos de prisão na Beira

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A 5ª Secção do Tribunal Judicial de Sofala condenou, sexta-feira (28) passada, os agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), afectos ao Comando Distrital de Chibabava, Cândido de Almeida Safur e Joaquim Munogarepi, de 42 e 43 anos de idade, respectivamente, a 24 anos de prisão maior, por ter sido provado o seu envolvimento em actos de homicídio qualificado, roubos, ofensas corporais.

À mesma pena, e pelos mesmos crimes, foram igualmente condenados Adamo Titosse, camponês de 26 anos de idade, Filipe Moisés Silva, estudante, e Rosário Zacarias Moiana, negociante de 17 e 25 anos de idade, respectivamente. Todos residem no Posto Administrativo de Muxúnguè, distrito de Chibabava.

A Rádio Moçambique, cuja sua fonte é o Diário de Moçambique, noticiou que do mesmo processo foram também sentenciados os réus Armindo Sebastião Joaquim Massingue e Ernesto Mateus Moiane, de 33 e 32 anos de idade, respectivamente, a penas parcelares de seis anos de prisão maior pelo crime de roubo qualificado na sua forma tentada, oito de prisão maior pelo crime de associação para delinquir e oito anos de prisão maior pelo crime de arma proibida.

Os dois agentes da PRM condenados a 24 anos de prisão maior dedicavam-se ao aluguer de armas de fogo aos malfeitores para a prática de crimes no distrito de Chibabava. O agente Joaquim Munogarepi é tio do réu Rosário Zacarias Moiana. Nesta relação, o primeiro aconselhou o segundo para que deixasse de praticar pequenos furtos e passasse a executar roubos onde envolvesse valores elevados.

Para tal, Rosário Moiana deveria identificar pessoas e residências com muito dinheiro para poder assaltar e Joaquim Munogarepi garante o fornecimento arma de fogo para o efeito.

Cândido de Almeida Safur, outro agente da PRM, também condenado a 24 anos de prisão maior, encarregou-se de ensinar Rosário Zacarias a disparar uma arma de fogo. Durante os treinos que ocorreram num local identificado por Lagoa, naquele distrito, estavam envolvidas duas pistolas de marcas diferentes.

Depois dos treinos, Joaquim Munogarepi forneceu ao réu Rosário Zacarias uma pistola “Walter”, com o número 070941E, com a qual começou a operar conjuntamente com os seus comparsas, também condenados nos mesmos autos.

No dia 3 de Setembro de 2011, por volta das 23 horas, Rosário Zacarias e seus comparsas foram à casa de José Macane, onde demoliram duas paredes da casa com recurso a dois pilões, tendo roubado e assassinado. De seguida, o grupo disparou no local cinco tiros de pistola para o interior da casa.

Depois desta acção, Rosário Zacarias devolveu a pistola ao agente Munogarepi, tendo lhe pago 15 mil meticais pelo fornecimento da arma, narrou a Rádio pública.

Carne de cabrito alheio mata sete pessoas da mesma família em Chiúre

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Sete pessoas da mesma família morreram, entre os dias 20 e 23 de Dezembro que finda esta segunda-feira (31), na aldeia Nacivare, distrito de Chiúre, na província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique, vítimas de intoxicação alimentar, depois de terem consumido carne de um cabrito alheio, que terá sido atropelado na Estrada Nacional que liga Metoro/rio Lúrio, fronteira com a província de Nampula.

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Cabo Delgado, Malva Brito, e o administrador do distrito de Chiúre, Carlos Nampava, confirmaram o facto. Porém, as suas informações são divergentes, segundo a Rádio Moçambique, que cita o jornal Notícias na sua edição de sábado.

Malva Brito falava de em nove pessoas quando foi contactado, mas, uma hora depois, o administrador de Chiúre, que disse ter estado no terreno da ocorrência, confirmou a morte de sete. Decorre uma investigação para o apuramento das verdadeiras causas da morte da família, na qual restou apenas uma filha de 9 a 10 anos de idade, pois, o pai, a mãe e cinco irmãos morreram em menos de três dias.

Há a crença de que o cabrito estivesse envenenado, ainda vivo, mas há, por outro lado, o facto de que a carne foi consumida por alguns vizinhos, que entretanto não foram atingidos pelo presumível veneno.

Uma versão concorrente a esta é de que a carne tivesse sido envenenada depois de o animal ter sido morto. Esta explicação encontra acolhimento no facto de a família ter consumido a carne no primeiro dia e ido, no dia seguinte (sem deixar ninguém na casa), à machamba, sem que houvesse alguma queixa entre os seus membros.

A outra explicação que sustenta a ideia de ter sido envenenado a posterior, é justamente o facto de os vizinhos que haviam sido servidos a carne e a consumiram, se encontrarem ainda intactos.

Três membros familiares perderam a vida imediatamente a seguir ao consumo da carne, os restantes viriam a morrer, já no Hospital Provincial de Pemba, de acordo com o respectivo director, Fernando Mendes, escreve aquela Rádio pública.

Na verdade, de acordo com a fonte, as primeiras três pessoas haviam dado entrada no hospital, mas acabariam por perder a vida mesmo à entrada do Banco de Socorros, para tempos depois dar entrada a dona de casa, já em estado de gravidez, no último mês. Os médicos aperceberam-se de que a paciente estava relativamente lúcida e na tentativa de salvar a criança, tiveram que submetê-la a uma cesariana de emergência.

Porém, o veneno era de tal ordem forte, que rapidamente se espalhou pelo corpo dos dois, com o abdómen da mãe a aumentar de volume em pouco tempo, dando fim à vida dos dois, explicou Mendes.

“Encontramos uma espécie de carvalho preto que levamos para amostra a ser posteriormente analisada. O veneno foi bastante forte. Esperamos que haja algum estudo conclusivo, contando ainda com o apoio do trabalho pericial ”, disse o administrador.

Vésperas do Fim do Ano: Hospital Geral de Chamanculo atendeu 438 pacientes

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O Hospital Geral de Chamanculo, na capital moçambicana, atendeu nas últimas 48 horas, isto é, de 29 a 30 de Dezembro que finda esta segunda-feira (31), 438 pessoas.

A directora daquela unidade sanitária, Gilda Tomásia, disse que o número inclui 17 casos de acidentes de viação, 48 agressões físicas, dentre outras ocorrências.

“Não tivemos internamentos porque todos os casos que deram entrada apresentavam feridas ligeiras”, disse e sublinhou o caso de um doente que perdeu a vida no mesmo hospital, vítima de depressão.

Segundo nos contou, a vítima chegou àquela unidade sanitária em estado grave e não foi possível reanimá-la, apesar de todo o esforço feito nesse sentido.

No concernente a casos gerais, dos quais a malária, virose e a hipertensão arterial, Gilda Tomásia referiu, sem fornecer dados concretos, disse que o número de doentes registou uma ligeira descida.

À semelhança do que acontece noutros hospitais, a nossa interlocutora informou-nos que foi reforçado o pessoal em todos os turnos com vista a fazer face à demanda causada pela agitação na viragem do ano. As equipas de enfermeiros e de serventes, que antes funcionavam com dois elementos cada, passam a ser compostas por três membros.

No geral, Gilda Tomásia considerou que na presente quadra festiva, o Hospital Geral de Chamanculo está a registar um movimento calmo comparativamente a anos passados.

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