A 5ª Secção do Tribunal Judicial de Sofala condenou, sexta-feira (28) passada, os agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), afectos ao Comando Distrital de Chibabava, Cândido de Almeida Safur e Joaquim Munogarepi, de 42 e 43 anos de idade, respectivamente, a 24 anos de prisão maior, por ter sido provado o seu envolvimento em actos de homicídio qualificado, roubos, ofensas corporais.

À mesma pena, e pelos mesmos crimes, foram igualmente condenados Adamo Titosse, camponês de 26 anos de idade, Filipe Moisés Silva, estudante, e Rosário Zacarias Moiana, negociante de 17 e 25 anos de idade, respectivamente. Todos residem no Posto Administrativo de Muxúnguè, distrito de Chibabava.

A Rádio Moçambique, cuja sua fonte é o Diário de Moçambique, noticiou que do mesmo processo foram também sentenciados os réus Armindo Sebastião Joaquim Massingue e Ernesto Mateus Moiane, de 33 e 32 anos de idade, respectivamente, a penas parcelares de seis anos de prisão maior pelo crime de roubo qualificado na sua forma tentada, oito de prisão maior pelo crime de associação para delinquir e oito anos de prisão maior pelo crime de arma proibida.

Os dois agentes da PRM condenados a 24 anos de prisão maior dedicavam-se ao aluguer de armas de fogo aos malfeitores para a prática de crimes no distrito de Chibabava. O agente Joaquim Munogarepi é tio do réu Rosário Zacarias Moiana. Nesta relação, o primeiro aconselhou o segundo para que deixasse de praticar pequenos furtos e passasse a executar roubos onde envolvesse valores elevados.

Para tal, Rosário Moiana deveria identificar pessoas e residências com muito dinheiro para poder assaltar e Joaquim Munogarepi garante o fornecimento arma de fogo para o efeito.

Cândido de Almeida Safur, outro agente da PRM, também condenado a 24 anos de prisão maior, encarregou-se de ensinar Rosário Zacarias a disparar uma arma de fogo. Durante os treinos que ocorreram num local identificado por Lagoa, naquele distrito, estavam envolvidas duas pistolas de marcas diferentes.

Depois dos treinos, Joaquim Munogarepi forneceu ao réu Rosário Zacarias uma pistola “Walter”, com o número 070941E, com a qual começou a operar conjuntamente com os seus comparsas, também condenados nos mesmos autos.

No dia 3 de Setembro de 2011, por volta das 23 horas, Rosário Zacarias e seus comparsas foram à casa de José Macane, onde demoliram duas paredes da casa com recurso a dois pilões, tendo roubado e assassinado. De seguida, o grupo disparou no local cinco tiros de pistola para o interior da casa.

Depois desta acção, Rosário Zacarias devolveu a pistola ao agente Munogarepi, tendo lhe pago 15 mil meticais pelo fornecimento da arma, narrou a Rádio pública.