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Domingo, Abril 12, 2026
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Hospital Geral José Macamo atende 102 vítimas de acidentes de viação e de agressões físicas

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O Hospital Geral José Macamo, na capital moçambicana, atendeu, nas últimas 48 hora (29 a 30 de Dezembro), 456 pessoas, das quais 102 sofrendo de diversos traumatismos resultantes de acidentes de viação e agressões físicas.

O médico generalista daquele hospital, o mais concorrido depois do Hospital Central de Maputo (HCM), Ézio Massinga, disse ao @Verdade que dos 456 casos, fazem parte 22 acidentes de viação ocorridos na cidade de Maputo, 29 agressões físicas, 59 ocorrências originadas pela agitação das festividades. As restantes situações refere-se a doenças gerais.

Segundo explicou, 16 pacientes envolvidos em acidentes de viação e agressões físicas foram evacuados para o HCM porque as lesões que contraíram necessitavam de tratamentos especializados.

O Hospital Geral José Macamo está a conhecer um movimento anormal por causa da quadra festiva. Há mais pacientes a darem entrada. Ézio Massinga disse recear que a situação pior na viragem do ano.

Agente da PIC espanca namorado da filha até à morte em Maputo

Morto espancamento
Um agente da Polícia de Investigação Criminal (PIC), identificado por Orlando Eduardo, de 44 anos de idade, agrediu fisicamente um jovem de 18 anos de idade até à morte, no último sábado (29), no bairro de Laulane, arredores da cidade de Maputo (capital moçambicana).

Segundo a reconstituição do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) ao nível da cidade de Maputo, através do seu porta-voz Orlando Modumane, por volta das 03 horas da madrugada daquele dia, o agressor surpreendeu a vítima na garagem da sua casa.

Ao descobrir que estava à espera da filha, desferiu golpes fatais contra o jovem Anatércio Cossa.

Nas palavras de Modumane, para descarregar a sua ira, o agente imobilizou a vítima que perdeu a vida no local onde se deu o acto macabro.

É deplorável a atitude tomada por Orlando Eduardo porque demonstra a falta de humanismo. Ele encontra-se detido na 13ª esquadra, onde aguarda pelo desfecho dos trâmites legais do processo-crime, disse o porta-voz.

Holanda concede 23 milhões de euros para sector de águas

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O Reino dos Países Baixos vai desembolsar 23 milhões de euros destinados a financiar o projecto de reforço do abastecimento de água potável para a área metropolitana de Maputo, capital moçambicana.

Para o efeito, o ministro das Finanças, Manuel Chang, e a embaixadora do Reino dos Países Baixos, Frédérique de Man, em nome da Agência de Financiamento do executivo holandês (ORIO), assinaram ontem em Maputo um acordo de donativo para financiar o referido projecto.

O mesmo será implementado em duas fases, consistindo a primeira na realização de estudos, projecto executivo da rede de distribuição e preparação das obras, no valor de 2,2 milhões de euros.

A segunda fase, orçada em 20,8 milhões de euros, consistirá na execução das obras para a subsequente melhoria da provisão do precioso líquido nas várias áreas contempladas.

Ao abrigo do projecto, far-se-á a ligação entre a conduta principal (de Corumana para Maputo) e Moamba sede a Pessene; serão construídas quatro novos centros de distribuição para servir a população norte de Maputo; uma nova conduta de 41 quilómetros, que ligará os quatro novos centros, bem como os outros novos já planeados.

Polícia moçambicana diz ter abortado tentativa de distúrbios de ex-militares e partidos

Joao Machava RP
A polícia moçambicana acusou ontem vinte partidos da oposição e o Fórum dos Desmobilizados de pretenderem criar uma desordem pública antes do fim de ano e sitiou, durante a madrugada, a residência do líder da organização dos ex-militares.

Em declarações à Lusa, João Machava, porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Maputo, disse que o Fórum dos Desmobilizados de Guerra de Moçambique e os pequenos partidos extra-parlamentares  que integram a coligação denominada Oposição de Mãos Dadas, tinham um plano de criar distúrbios durante a quadra festiva.

“Segundo as nossas fontes havia intenção de preparar uma desordem pública antes do fim do ano. Através deste conhecimento, o comando da polícia na província de Maputo achou por bem aconselhá-los a não enveredar por este caminho” e “eles concordaram”, disse João Machava.

“Estamos atentos às ameaças à nossa soberania”

Filipe Nyussi
O Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi, disse, quarta-feira em Montepuez, que o actual estágio criado pelo desenvolvimento do nosso país, ora demandado por investidores de todas as proveniências, faz com que Moçambique se torne “ainda mais extenso”, urgindo muita atenção face às novas frentes com ameaças à soberania nacional, sendo, por isso, necessário que as Forças Armadas não se distraiam.

“As FADM nunca estarão de férias na sua missão de defesa da Pátria, jamais estarão distraídas”, disse Filipe Nyusi, perante recrutas que encerravam mais um curso de instrução básica militar, no centro de Montepuez, Cabo Delgado.

O titular da pasta da Defesa disse aos novos integrantes das FADM que a sua missão e profissão está facilitada, porque se resume apenas ao cumprimento das vontades do povo moçambicano, traduzidas na Constituição da República.

“E nada mais”, enfatizou Nyusi, para a seguir chamar a atenção dos novos soldados, para o facto de que a sua missão não tem teatro de actuação especificamente definido, se bem que a sua base militar ou quartel é todo o território nacional, onde estarão em cada momento.

Quelimane com um milhão de meticais do programa pró-Jovem

Albertovaquina Pro Jovem Quelimane
Depois do distrito Municipal de Kamavota em Maputo, posto administrativo urbano da Machava, na Matola, posto administrativo de Muhala, em Nampula, e do bairro da Munhava, na cidade da Beira, a cidade de Quelimane acaba de beneficiar, igualmente, do programa Pró-Jovem, num valor de um milhão de meticais.
O cheque com o referido valor (um milhão de meticais) foi entregue das mãos do primeiro-ministro, Alberto Vaquina, ao presidente do conselho da juventude da cidade de Quelimane, visando a implementação do pró-Jovem, um programa do governo moçambicano que tem em vista apoiar o empreendedorismo juvenil.

Alberto Vaquina, que orientou o acto de lançamento da iniciativa, reconhece que o fundo não vai abranger a todos os jovens da cidade de Quelimane, mas tal pode acontecer de forma gradual.

Na ocasião, o dirigente apelou aos líderes comunitários e ao conselho da juventude da cidade no sentido de comunicar aos jovens da cidade de Quelimane sobre o referido projecto, por forma a ser mais abrangente.

Para além do programa pró-Jovem, Vaquina explicou que o governo tem estado a implementar diversos projectos de apoios à juventude, visando acabar com a pobreza e o desemprego que reina naquele grupo social.

O grupo de jovem que submeter os seus projectos e forem aprovados irá beneficiar de formação sobre como ministrar os pequenos negócios.

Evento partidarizado

O partido Frelimo e o Movimento Democrático de Moçambique estão a tornar eventos do estado partidarizados na cidade de Quelimane. Este sábado, durante o lançamento do programa pró-Jovem, orientado pelo primeiro-ministro, Alberto Vaquina, aquelas duas forças políticas voltaram a mostrar a sua rivalidade.

Sul-africano e Etíope dominam “São Silvestre”

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Em dia de sábado de muito sol e de um calor a fazer “estalar” a pele, o triunfo de Abdenico Machava não foi nada fácil. O corredor sul-africano teve até os últimos 300 metros a forte concorrência do campeão da edição anterior, o moçambicano Flávio Siholhe, que bem tentou revalidar o título, no entanto, à entrada para a Avenida Samora Machel, na recta derradeira da prova, começou-se a ressentir-se do esforço imprimido ao longo de quase 11 quilómetros, permitindo a fuga vitoriosa de Abdenico, que completou a distância de 11 quilómetros e 300 metros em 38,21,85 minutos, contra 39,14,42 de Siholhe.

À semelhança do sul-africano, a campeão em femininos, Marima Hashim, teve de usar toda a sua força para cortar a meta em primeiro com o tempo de 45,37,57 minutos, pois teve sempre ao longo da corrida a forte concorrência da atleta moçambicana Leonor Piúza, que estabeleceu a marca de 46,25,74 minutos.

Apesar de terem ficado em segundo, os dois fundistas moçambicanos podem-se gabar por terem vencido a concorrência de atletas estrangeiros, etíopes e sul-africanos. Silholhe cometeu mesmo a proeza de chegar à frente de Terefa Terefealemu, da Etiópia, um dos candidatos à conquistas da prova. Terefealemu teve de se conformar com o terceiro lugar ao estabelecer a marca de 40,11,15 minutos. Em quarto e quinto ficaram os moçambicanos Ponderai António e Wanda Williamo com os tempos de 40,44,15 e 40,49,06 minutos, respectivamente.

Leonor Píuza conseguiu vencer a oposição das sul-africanas While Mnisi, Tandi Siholhe e da suazi Hamini Montokozo.

Se no ano passado Moçambique conseguiu colocar dois atletas na primeira posição, Flávio Siholhe e Sina Mabjaia, desta vez teve de se conformar com a segunda, uma situação que já se esperava, dado o potencial dos atletas sul-africanos e dos etíopes, que pela primeira vez participaram na São Silvestre de Maputo.

Na categoria de populares, o vencedor foi Simon Chirindza, que fez o tempo de 49,23,18 minutos, seguido de Jacinto Mutonane e Elias Lourenço, premiados com um lugar no pódio.

Nos veteranos, o primeiro a cortar a meta foi o sul-africano Myoluon Dludlu, que fixou a marca de 50,18, 56 minutos.

Refira-se que nesta edição os primeiros cinco classificados de todas as categorias, designadamente federados, populares e veteranos, tiveram direito a prémios monetários, sendo que a maior fatia, 45 mil meticais, foi para os vencedores de federados masculinos e femininos. Assim, Abdenico Machava e Marima Hashim levaram esse montante para casa, enquanto Flávio Siholhe e Leonor Píuza, os melhores moçambicanos em acção, encaixaram cada um 30 mil meticais.

O vencedor de populares teve 20 mil e do veteranos oito mil.

Sofala: Ainda há muita corrupção nas instituições do Estado

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Ao revelar o facto semana passada, na Beira, a directora do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção, Maria Emília Ferrão, explicou que alguns casos já foram remetidos aos tribunais para procedimentos afins.

Falando no âmbito do Dia Internacional de Combate à Corrupção que se assinalou este mês no país, Maria Ferrão disse que muitos dirigentes das instituições do Estado e outros funcionários envolvidos na corrupção o fazem usando diversas artimanhas na tentativa de escamotear a verdade, sobretudo as pistas para a sua descoberta.

Assinalada sob o lema “Pela promoção da integridade e eficiência na prestação de serviços públicos ao cidadão. Diga não à corrupção”, a efeméride pretende com este lema traduzir de um modo simples e objectivo o compromisso do Estado e dos funcionários na prossecução dos interesses colectivos, assim como o apelo aos cidadãos pela não tolerância aos actos de corrupção.

“Muitos dirigentes de instituições de Estado são corruptos não observando as leis, alguns dos quais servidores públicos com cargos de chefia, professores, agentes policiais de altas patentes entre outros funcionários que, de forma deliberada, praticam actos condenáveis e inadmissíveis para os cargos que exercem”- disse a directora do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção, em Sofala.

Pesar de haver esforços visíveis, seja a nível nacional como internacional, segundo aquela dirigente, é de notar que a prevenção e combate à corrupção dependem em grande medida da vontade colectiva através do envolvimento de todos na mudança de comportamento.

Maria Ferrão disse ainda que a nível local a aposta é de elevar a consciência jurídica dos cidadãos, tornando-os participantes activos no combate a este mal tendo em atenção ao princípio segundo o qual “combater a corrupção é bom mas prevenir é melhor”.

A directora do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção em Sofala apelou aos cidadãos daquela província no sentido de continuarem a denunciar os casos de corrupção, fundamentalmente para que o combate a este mal seja mais célere e tenha resultados palpáveis tal como se deseja.

As cerimónias alusivas a efeméride tiveram lugar no ginásio da Universidade Pedagógica (UP) tendo contado com a presença do governador local, Félix Paulo entre outros dirigentes do Governo, políticos, funcionários e agentes do Estado entre outros convidados.

Quadra Festiva – Turistas abarrotam Ilha de Moçambique

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Abdul Satar Naimo, responsável da área do Turismo no Governo da Ilha de Moçambique que revelou o facto ao nosso Jornal, explicou que a capacidade de alojamento instalada naquela cidade, que foi a primeira capital do país, está estimada em cerca de 200 camas ficou lotada e assim se vai manter por dez dias, depois da transição do ano para 2013, segundo indicam os dados das reservas efectuadas nas estâncias hoteleiras locais.

“Procuramos alternativas em termos de alojamento e iniciamos o arrolamento das residências de particulares dentro da ilha e na região insular que reúnam as condições mínimas de alojamento. Seguidamente falamos com os respectivos proprietários no sentido de fazer o aproveitamento das oportunidades que se abrem neste momento para arrecadar alguma receita para a família, através do arrendamento das suas casas para alojar os turistas” – disse Abdul Naimo.

No seu entender, a fraca presença de turistas estrangeiros como tem sido tradição na Ilha de Moçambique pelas alturas da passagem das festividades do Dia da Família e da transição de ano, está relacionada com a crise financeira e económica que alguns países do Continente Europeu estão a enfrentar neste momento, particularmente Portugal, Espanha e Itália a qual se reflecte no bolso dos seus cidadãos.

Além dos locais histórico-culturais, a atracção dos turistas tem se concentrado pela gastronomia da Ilha de Moçambique, sobretudo pelas particularidades dos seus pratos típicos dominados por produtos marinhos e verduras que conquistaram corações não só a nível interno como na Europa, onde algumas mulheres daquela cidade foram participar num concurso internacional na capital italiana.

“Mobilizamos todas as pessoas com larga experiência na culinária para se empenharem na preparação de pratos típicos que satisfaçam a procura que está em alta desde as festividades do Dia da Família, pois, é uma oportunidade impar para melhorar as suas receitas” – disse o entrevistado, tendo acrescentado que a subida vertiginosa do custo do pescado está a inquietar os operadores hoteleiros na ilha.

O peixe está a ser comercializado ao preço médio de 120 meticais o quilograma e a lagosta, um dos mariscos mais apreciados naquele ponto de Nampula a ser vendido a 150 meticais, contra valores inferiores a 80 meticais praticados antes dos festejos de final do ano. Os pescadores artesanais na Ilha de Moçambique justificam a subida do custo com o facto de a temperatura, nos últimos dias, ser caracterizada por ventos moderados a fortes, o que não ajuda a navegabilidade de embarcações de pequeno porte.

A prática de preços altos na comercialização do pescado influencia directamente no custo das refeições, podendo concorrer igualmente para que os turistas não afluam às casas de pasto construídas pelos operadores informais na costa e em outros locais considerados seguros ao longo da cidade.

Gaza – Abandonandos pelos pais: Menores recebem casa da Visão Mundial

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Trata-se de um caso insólito, envolvendo as menores Ercília e Celeste Langa, de três e cinco anos respectivamente, que depois de abandonadas pelos pais, por razões não muito claras, ficaram à guarda da avó que, por sua vez, vivia numa das casas pertencentes ao marido, um polígamo detentor de três mulheres.

Segundo relatos da avó, cansada de ser objecto de maus tratos, protagonizados pelo referido marido, que incluíam agressões físicas, decidiu procurar, algures, um local que outrora pertencera aos seus ancestrais para, por um lado, segundo ela, dar resposta à vontade dos espíritos dos seus antepassados, que a chamavam para aquele local e, por outro, para salvar as duas menores desprotegidas.

Segundo relatos de Adérito Suaze, gestor da organização Visão Mundial, alertados da situação, de imediato foram tomadas diligências junto das autoridades comunitárias locais, de forma a se encontrar uma solução para aquele triste caso.

A primeira acção tomada pela Visão Mundial, de acordo com a nossa fonte, porque as crianças se encontravam num estado bastante avançado de desnutrição, foi de contactar uma nutricionista no Hospital Rural de Mandlakaze para a recuperar o estado de saúde dos petizes, facto que se consumou em menos de duas semanas.

A etapa seguinte foi o da construção de uma casa melhorada, num local previamente indicado pelas autoridades locais. De acordo com Adérito Suaze, esta intervenção enquadra-se no âmbito geral das actividades inerentes ao Programa Patrocínio à Criança levado a cabo por aquela organização humanitária, que abrange as zonas de Mazucane e Nguzene onde assiste mais de 3300 crianças.

Gaza – Chókwè preparada para eventuais cheias

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Trata-se das comunidades dos bairros localizados na periferia da cidade de Chókwè, que podem enfrentar um verdadeiro drama em caso de cheias, devido à prevalência de inúmeros cortes no dique de defesa da urbe, uma situação que coloca em vulnerabilidade várias famílias que vivem na chamada capital económica de Gaza.
De acordo com Afonso Machaieie, delegado provincial do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, tratou-se de um ensaio para se testar até que ponto as populações estão ou não familiarizadas, com as informações emanadas por essas ocasiões pelos Serviços Meteorológicos e pela ARA-Sul, seu tratamento ao nível dos conselhos técnicos de gestão de calamidades na província, distritos, assim como pelos comités locais de risco.

A operação visava, por outro lado, testar como os intervenientes estão preparados para fazer face a uma eventual situação de calamidade provocada por cheias ou inundações.

Para fazer face a qualquer contingência daquela natureza, de acordo com o delegado do INGC, estão disponíveis vários barcos pertencentes àquela instituição e de diversos operadores do sector privado, para além de mantas, tendas, lonas, material capaz de socorrer, em caso de necessidade, acima de 20 mil pessoas.

Gaza – Diomba lança desafio aos licenciados da USTM

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Para Diomba, a USTM complementa, de forma sábia e criativa, os esforços do governo moçambicano na formação do homem naquela parcela do país, uma contribuição que constitui uma alternativa bastante salutar e uma resposta à grande demanda de acesso ao Ensino Superior.

“Felicitamos assim esta instituição e manifestamos o nosso encorajamento para que continue na senda da diversificação de cursos, visando dar resposta às necessidades em termos de quadros tendo em conta as grandes potencialidades que despontam um pouco por todo o nosso país, em geral, e na província de Gaza, em particular, numa altura em que se registam descobertas de importantes recursos naturais, que tornam o país num destino preferencial de investimento nacional e estrangeiro”, disse Diomba.

Ainda de acordo com aquele governante, o moçambicano para tirar vantagens destes investimentos e potencialidades, precisa de ter competências, habilidades e qualificações necessárias, o que constitui desafio para as nossas instituições de ensino e, particularmente, do técnico-profissional e superior.

 Os referidos estabelecimentos de ensino, na óptica daquele governante, são chamados, particularmente na presente fase histórica, a liderar o processo, privilegiando e priorizando o trabalho persistente de investigação e de inovação.

Gaza – Mais de 900 mil pessoas com acesso a água potável

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Num balanço preliminar do desempenho do sector que dirige durante o ano prestes a terminar, o director provincial das Obras Públicas e Habitação, em Gaza, disse que com os avanços registados, foram reduzidas, substancialmente, as distâncias anteriormente percorridas pelas populações à procura do precioso líquido, que eram superiores a 10 quilómetros, contra os actuais sete.

Por outro lado, a população beneficiária, particularmente das zonas rurais, tem as condições necessárias para se dedicar, com mais tempo, aos trabalhos domésticos e agrícolas, melhorando, deste modo, a sua renda.

“Para além disso, constatamos que com a disponibilização de mais água potável aos cidadãos, reduziram os casos de doenças de origem hídrica. Para além disso, com a disponibilização de fontes de água cada vez mais próximas das comunidades e escolas, as raparigas, em idade escolar, passaram a dispor de mais tempo para se dedicarem aos estudos”, disse José Mahumane.

Refira-se que o governo moçambicano, através da Administração de Infra-Estruturas Nacionais de Abastecimento de Água e Saneamento (AIAS), está a financiar um total de quatro projectos de reabilitação e construção de sistemas de abastecimento do precioso líquido nos distritos de Chibuto, Xai-Xai e Bilene, num valor orçado em mais de 180 milhões de meticais.

Com esta intervenção, cerca de 90 mil pessoas, poderão ter acesso a água potável depois de longos anos de sofrimento, caracterizado por longas esperas nos fontanários e poços, facto que comprometia, sobremaneira, os afazeres diários, particularmente no seio das mulheres e crianças.

As obras, de uma maneira geral, consistem na expansão das redes, construção de novos furos, reabilitação de estações de captação e de condutas adutoras e instalação de estações de tratamento. José Mahumane considerou aquelas intervenções de uma verdadeira realização de sonhos que deverá mudar, radicalmente, a vida de milhares de famílias naquelas comunidades.

Neste momento, decorre na cidade de Chibuto, a instalação de um novo sistema de abastecimento de água, cujas obras estão orçadas em mais de 108 milhões de meticais. O processo da sua instalação deverá ser concluído no primeiro trimestre do próximo ano, beneficiando pouco mais de 60 mil habitantes que há mais de duas décadas vinham enfrentando a carência do precioso líquido.

De acordo com o director provincial das Obras Públicas e Habitação, em Gaza, a presente viragem está sendo possível, mercê da implementação do Programa Nacional de Água e Saneamento (PRONASAR), que conta com financiamento de vários parceiros internacionais de cooperação que, para o efeito, disponibilizaram pouco mais de 46 milhões de meticais.

Numa fase inicial, segundo José Mahumane, foram abrangidos os distritos de Chicualacuala, Chigubo e Mabalane, tendo cabido, a cada um daqueles pontos, 30 furos. Muito recentemente, o programa foi estendido aos distritos de Chókwè e Mandlakaze, conforme explicou a nossa fonte.

Baixa a euforia no pico das festas

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Habitualmente, os últimos dias do ano, tais como ontem e hoje, são caracterizados por um intenso movimento de cidadãos envolvidos em compras, o que abarrota as principais artérias, os centros comerciais, mercados e congestiona o tráfego rodoviário.

Contudo, a ronda efectuada em Maputo e Matola, bem como os dados que nos foram chegando de diferentes pontos do país indicam uma certa contenção por parte dos cidadãos. As rodovias, os mercados e os centros comerciais estavam ontem às moscas, como sói dizer-se.

O cenário poderá ter sido agravado pelo facto dos serviços públicos e privados terem encerrado na sexta-feira, sabendo-se que hoje há uma tolerância de ponto geral, ou seja, grande parte dos funcionários e trabalhadores no geral só regressa aos locais de actividade na próxima quarta-feira. A inclusão da banca embaraçou os agentes económicos e cidadãos comuns que transitarão o ano com grandes volumes de numerário por depositar e/ou cheques por descontar.

Aliás, a mesma medida vigorou semana finda, o que pode também ter permitido os cidadãos resolverem definitivamente naquela altura as compras para toda a quadra festiva.

Apesar da fraca afluência, tanto na Beira, Nampula, bem como no Chimoio e noutras cidades, os preços continuavam altos, mantendo o ritmo manifestado na ponta final da quadra festiva.

A entrada de feridos em acidentes de viação e em casos de agressões físicas, que vem caracterizando as unidades sanitárias, manteve-se durante o final de semana.

Dos 576 pacientes atendidos no Hospital Geral José Macamo, por exemplo, 25 foram vítimas de sinistros rodoviários e 33 de agressões físicas. Por sua vez, em Mavalane atendeu-se entre sábado e ontem 33 pacientes com sinais daquelas anomalias, num universo de 520 enfermos que deram entrada, de acordo com dados apurados pela nossa Reportagem.

De salientar que 210 feridos em acidentes de viação e agressões físicas deram entrada em diferentes hospitais da cidade de Maputo durante as festividades do Natal ou Dia da Família, número considerado acima do normal.

O Hospital Central de Maputo (HCM) atendeu 37 vítimas de sinistros rodoviários e 34 de agressões, de acordo com dados do respectivo porta-voz, Raul Cossa, enquanto os Serviços de Urgências de Mavalane, José Macamo e Chamanculo, bem como os centros de Saúde de Bagamoio, Xipamanine e Polana-Caniço receberam 139 cidadãos com traumas provocados por aquelas situações, segundo Alice Magaia de Abreu, médica-chefe a nível da capital.

UEM – Distribuição de Candidatos por Salas de Exame – Via SMS

Distribuição de Candidatos por Salas de Exame- Via SMS

Para consultar os dados da distribuição de candidatos por salas de exame, envie uma mensagem com formato Sala XXXXX onde XXXXX é seu número do candidato para 94940. Serviço disponível para Redes Vodacom e Movitel (Custo por SMS: 10Mtn).

Contra a escalada de preços: Governo vai ajustar medidas

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Segundo disse ontem, em Maputo, o Ministro das Finanças, Manuel Chang, as medidas foram várias e tiveram efeitos positivos na economia, mas o Estado tem desembolsado elevadas somas para subsidiar, por exemplo, as gasolineiras que estão a ter prejuízo com a manutenção dos actuais preços.

Só em 2011, de acordo com Manuel Chang, terão sido despendidos cento e dez milhões de dólares e as contas para 2012 podem ser relativamente menores em razão do contexto internacional que foi relativamente favorável ao país.

“O congelamento de preços dos combustíveis tem uma factura enorme para o Estado, mas o Governo tomou a medida consciente por forma a que isso não tivesse impacto negativo na economia e facilitasse este crescimento. Neste momento, estamos a fazer o balanço e a dizer que foi positivo na medida em que temos estabilidade e vamos ver o que fazemos em 2013 para a revisão de algumas. A maior parte delas não foram desarmadas. É preciso fazer o balanço para ver se de facto devemos ou não desarmar as medidas que tomamos nessa altura”, referiu Chang.

Acrescentou que uma vez feito o balanço poderá se tomada a decisão em função dos resultados, “mas até esta altura achamos que devíamos mantê-las porque algumas ajudam a economia, embora o Estado pague pelo não reajustamento dos preços internos”.

Dentre outras decisões tomadas na altura, o Executivo anunciou a manutenção do preço do pão, a redução do preço do arroz, através da redução dos direitos aduaneiros e a suspensão da sobretaxa de importação de açúcar. Manteve os estímulos fiscais para a batata, tomate, cebola e ovos e, para os consumidores mais pobres, retirou o aumento da tarifa de energia eléctrica, eliminando ainda a dupla cobrança da taxa de lixo nas facturas de energia e suspendeu a subida do preço da água.

No mesmo pacote foi anunciada ainda a compensação do congelamento dos bens essenciais, como o do aumento de salários de quadros do Estado e a redução de viagens aéreas, para conter a despesa pública.
Outras medidas compreendiam a facilitação das novas ligações de energia para as famílias nas zonas periféricas das cidades, pagando a taxa promocional de 875 meticais, e em prestações, sempre que for necessário, a redução do valor da taxa de ligação domiciliária de água de 4 mil meticais para 2 mil, igualmente com possibilidade de pagamento em prestações.

Falando do balanço do ano prestes a findar, o titular da pasta das Finanças indicou que ainda há sectores que não estão a ter uma participação positiva, nomeadamente nas cidades, onde não foi possível colocar os meios de transporte necessários para aquilo que é a dinâmica que se vive.

“Houve investimentos, mas parece que é preciso fazer muito mais em relação àquilo que já fizemos. Presentemente temos um período de grandes investimentos em infra-estruturas, daí que tenham contribuído mais para o crescimento que se verifica. O que é importante é fazer incentivos aos outros sectores para que possam contribuir mais como, por exemplo, a produção de alimentos”, ajuntou.

Para este ano é esperado um crescimento do Produto Interno Bruto na ordem de 7.5 por cento e no próximo ano deve chegar a 8.4 por cento.

Atraso de gasolina afecta Nampula

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De acordo com informações avançadas pelo Director Provincial dos Recursos Minerais e Energia, Moisés Paulino, o facto deveu-se ao atraso do navio de transporte de combustível que parte do Porto da Beira com destino ao Porto de Nacala. A normalização no fornecimento daquele combustível está prevista para segunda-feira, com a chegada do navio, hoje, e descarregamento até ao final do dia de amanhã.

Autoridade tributária supera meta para o ano

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“Isto quer dizer que até ao fim da tarde de ontem, dia 27 de Dezembro, a meta prevista na Lei Orçamental já estava ultrapassada em aproximadamente 350 milhões de meticais”, disse.

Ainda de acordo com Rosário Fernandes, que falava ontem, em Maputo, durante a apresentação do balanço do desempenho do ano económico prestes a findar, em 2012 a AT fez uma atribuição recorde de 484.611 NUITs (Número Único de Identificação Tributária, dos quais 477.055 representando contribuintes em sede de Pessoas Singulares e 28,861 no Imposto Simplificado para Pequenos Contribuintes (ISPC).

Durante o evento, em que participaram membros do Conselho Superior Tributário, do Conselho Directivo e funcionários da AT, para além de convidados de vários segmentos da sociedade e de alguns países parceiros de cooperação, Rosário Fernandes disse que em termos de cadastração acumulada, estão já registados em todo o país 2.033.214 NUITs.

“Para este ano, estabelecemos como meta o registo de 15.000 disseminadores do Sistema Tributário Nacional. Entretanto, foram já registados em todo o País 15,465, abrangendo professores, estudantes, estagiários, confissões religiosas e sociedade civil em geral”, afirmou.

Os disseminadores, segundo Fernandes, têm a função de completar, de forma didáctica, as atribuições do Estado de conferir ao cidadão e aos agentes económicos, em geral, o direito de saber as políticas, procedimentos e os comandos do Sistema Tributário Nacional.

De referir que as receitas fiscais propriamente ditas, que incluem os impostos nacionais sobre o rendimento e sobre os bens e serviços (que abarcam o IVA), representam, no Orçamento, rigorosamente, 84,20 por cento enquanto as receitas de capital, que incluem os dividendos de participação empresarial via Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), se limitam a 2,6 por cento.

Durante a mesma cerimónia, a Autoridade Tributária rubricou memorandos de intenções com algumas instituições do ramo de comunicação, inerentes à Campanha de Educação Fiscal Aduaneira e Popularização do Imposto.

Acabando com o sofrimento de estudantes: Educação dispensa matrículas via banco

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De acordo com Eurico Banze, Porta-voz do MINED, nenhuma escola deve obrigar os alunos, pais ou encarregados de educação a apresentarem talões de depósito bancário para terem acesso as matriculas dirigidas, devendo aceitar receber dinheiro directamente. Esta decisão, de acordo com Banze, vem aliviar as constantes reclamações de pessoas que passam horas a fio nos bancos a procura de depositar o valor da matrícula, para depois levá-lo a escola. Este exercício tem criado saturação nas pessoas e com gasto desnecessário de tempo, visto que os montantes a depositar são irrisórios e muito bem podem ser geridos pelas escolas.

“A partir de agora nenhuma escola deve proceder dessa maneira. As pessoas devem entregar o dinheiro à instituição. Querendo, os cidadãos podem efectuar os depósitos de forma voluntária mas em nenhum momento deve constituir obrigatoriedade” – disse Banze.

Ainda no âmbito de criação de facilidades de procedimentos, o MINED aponta que nenhum documento inerente ao processo de matrículas deve ser reconhecido nos serviços de notariado. O reconhecimento deve ser feito ao nível das escolas que já tem instruções para o efeito.

Quanto ao processo de matrículas que começa a 2 de Janeiro, Eurico Banze disse que existem vagas para um milhão e 600 mil alunos na 6ª, 8ª e 11ª classe, sendo que o Ensino Técnico Profissional vai funcionar com 12 mil alunos. Para o ensino à distância o MINED espera inscrever 35 a 36 mil estudantes.

No que diz respeito ao provimento de vagas, o Porta-voz do MINED apontou que os critérios a serem observados passam pela integração dos alunos com menor idade, seguindo-se a equidade de género, no qual as raparigas têm alguma prioridade para se matricular.

“Todas as instituições tem a obrigação de afixar uma lista com indicações claras de quantas vagas tem disponíveis. Esta situação irá facilitar a explicação aos alunos e encarregados de educação. Para os primeiros ingressos não há problema de vagas, aliás, o nosso objectivo é ter todas as crianças na escola. Do balanço preliminar que se pode fazer com relação ao processo de matrículas iniciado a 1 de Outubro e com término previsto para 31 de Dezembro, dizer que estamos entre 50 a 55 por cento de crianças matriculadas de um total de um milhão e 200 mil. Acreditamos que nos próximos dias os números irão evoluir” – apontou Banze.

Abordando a questão dos livros a serem usados no ensino secundário, de 8ª a 12ª classe, Eurico Banze explicou que as escolas deverão adoptar os manuais aprovados pelo sector, cabendo a cada unidade escolher o melhor de entre os aprovados.

Feitiçaria e questões passionais motivam maioria dos homicídios no centro

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A Polícia de Tete, no centro de Moçambique, registou este ano 92 homicídios voluntários, na maioria motivados por questões passionais e acusações de feitiçaria, disse hoje (sexta-feira) à Lusa fonte policial.
 
“A maioria dos casos está ligada à acusação de feitiçaria. Os jovens matam os pais e avós, basta terem cabelos brancos para os considerarem feiticeiros e de estarem a atrapalhar as suas vidas, sobretudo nos distritos vizinhos de Angonia e Tsangano”, lamentou Mário Seda, porta-voz do comando da polícia em Tete.
 
As estatísticas policiais indicam que ao longo de 2012, 92 pessoas foram assassinadas na província de Tete, maioritariamente nos distritos de Angonia, Tsangano (norte) e Cahora Bassa (Sul).
 
Além da feitiçaria, os crimes estão associados e “desavenças sociais” e problemas passionais.

Em Setembro, um chinês e a esposa foram assassinados a tiro, à saída da sua loja, no distrito de Cahora Bassa, alegadamente devido a questões passionais da sua ex-mulher, que pagou ao atirador, um membro das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) 70 mil meticais (1,8 mil euros) para se vingar da “quebra da relação”.
 
Até Março as autoridades tinham contabilizado 23 homicídios de homens que morreram depois de violados e “agredidos com piladores e paus” pelas esposas na província de Tete, na sequência de disputas passionais.
 
Os ataques das mulheres aos maridos aconteceram enquanto alguns dormiam, como vingança da acentuada violência física que sofriam. Algumas mulheres estão a cumprir pena por crime de homicídio voluntário e outras aguardam julgamento.
 
“Através do Gabinete de Atendimento da Mulher e Crianças Vitimas de Violência Doméstica (GAMCVD) fazemos sensibilização às comunidades para pautarem pelo diálogo na resolução de conflitos. Só assim se poder pacificar uma sociedade”, disse à Lusa Mário Seda.
 
O Governo, através da direcção da Mulher e Acção Social de Tete tem desenvolvido campanhas contra a violência doméstica nas zonas rurais do distrito de Tsangano, além de Chiúta e Mutarara, também tidos como “distritos problemáticos”.
 
A violência que acaba em homicídios é justificada como a manifestação de ciúme, falta de confiança, desentendimento no lar e falta de assistência, sobretudo de crianças após o divórcio. Geralmente o homem queixa-se à polícia quando se cansa da “convivência coerciva no lar”.

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