23.6 C
Matola
Domingo, Abril 19, 2026
Site Página 2235

Homens armandos atacam viaturas e matam duas pessoas em Muxungu

Homens armados mataram hoje duas pessoas no  centro de Moçambique, num ataque a um camião de transporte de combustível  e a um autocarro, disse à Lusa o administrador de Chibabava, Arnaldo Machavo.

“Foram atacadas hoje duas viaturas, um autocarro de passageiros e um camião-cisterna. O ataque foi por volta das 16:50, a 30 quilómetros de Muxungu, quando os homens pretenderam parar o autocarro da empresa Intercape. O motorista não parou e eles dispararam, ferindo uma pessoa”, disse Machavo.

“De seguida, os mesmos homens imobilizaram um camião-cisterna e dispararam contra os pneus e o tanque. Aqui, morreram duas pessoas, o motorista e um dos ajudantes, e o outro ajudante ficou gravemente ferido”, acrescentou o administrador de Chibabava, que disse à Lusa que “os atacantes eram homens armados na Renamo”

Na quinta-feira, na mesma região da província de Sofala, elementos da Renamo assaltaram um posto da polícia, num ataque que custou a vida a quatro agentes e a um ex-guerilheiro.

O canal de televisão STV relatou hoje uma outra tentativa de assalto, mas sem consequências, a um autocarro de passageiros da empresa Estrago, que fazia a rota Nampula-Maputo.

Lusa

SADC deve ser exemplo de estabilidade – afirma o PR no final da visita ao Malawi

Guebuza falava num comício popular na localidade de Namitete, arredores da capital malawiano, onde procedeu ao lançamento do programa de fomento agro-pecuário que se desenvolve no país vizinho, sob iniciativa da Presidente local, Joyce Banda.

Discursando em português, com tradução em chichewa, o Chefe de Estado moçambicano, que ontem terminou uma visita de Estado de três dias ao Malawi, afirmou que para se vencer a pobreza é preciso que os pobres se convençam que ela não é destino.

“Portanto, a responsabilidade que temos é transformar a nossa região numa região exemplar. Exemplar pela harmonia social, mas também exemplar pela nossa capacidade de acabar com a pobreza”, sublinhou Armando Guebuza, que também é presidente em exercício da SADC, uma presidência que em Agosto passara para o Malawi, que actualmente ocupa a vice-presidência da organização.

Dirigindo-se a pouco mais de milhar de pessoas, Armando Guebuza mostrou-se satisfeito com o trabalho que está a ser levado a cabo no Malawi para se acabar com a pobreza.

“Este programa (de fomento agro-pecuário) mostra-nos a vossa determinação de vencer a pobreza e para se vencer a pobreza é preciso que os pobres se convençam que a pobreza não é destino. Deus não nos condenou a sermos pobres, pelo contrário, deu-nos a força e a capacidade para podermos vencer as dificuldades e, portanto, a maior dificuldade sendo a pobreza”, frisou.

Outro sinal, segundo Guebuza, que foi transmitido na cerimónia de lançamento do programa de fomento agro-pecuário malawiano tem a ver com o facto de a sua implementação não enfatizar a produção de cereais e comida mas sim referir-se à produtividade e qualidade dos produtos a serem gerados.

SADC deve ser exemplo de estabilidade - afirma o PR no final da visita ao Malawi:

“Agora fala-se na qualidade dos produtos, dos fertilizantes e na forma de se fazer com que o mesmo espaço de terra duplique ou triplique a actual produção e que essa mesma terra produza não uma vez por ano, mas duas. Isso é progresso”, enfatizou o Chefe de Estado moçambicano.

O programa alcançando por Armando Guebuza é de iniciativa presidencial do Malawi e tem por objectivo incrementar a produção agrícola através de uso de novas tecnologias de irrigação e através do uso de fertilizantes. O projecto prevê, por outro lado, o fomento pecuário, sobretudo a produção de leite. Aqui, o programa prevê a doação de uma vaca leiteira a uma família que se proponha a realizar esta actividade.

Já no final do dia de quinta-feira, o Presidente da Republica reuniu-se com a comunidade moçambicana residente no Malawi. Este encontro serviu para o Chefe do Estado se inteirar dos progressos e dificuldades que estes compatriotas enfrentam na terra de Joyce Banda.

Na sua mensagem, lida na ocasião, os moçambicanos no Malawi queixaram-se das dificuldades que enfrentam para obterem documentação moçambicana para poderem regularizar a sua situação no país vizinho e, igualmente, poderem viajar tranquilamente para a pátria-mãe.

Também se queixaram da falta de oportunidades que tem para poderem regressar a Moçambique com garantia de trabalho, para além de terem pedido a intervenção do Governo para facilitar as suas actividade económicas, sobretudo a venda e/ou compra de produtos agrícolas.

Armando Guebuza disse ter registado tais preocupações e prometeu que o seu Executivo ira trabalhar no sentido de não só resolver os problemas destes compatriotas, mas de todos os moçambicanos que se encontra dentro e fora do pais.

Raparigas discutem casamentos forçados

O evento teve lugar no posto administrativo de Xinavane, distrito da Manhiça sob o lema “Diga não ao abuso sexual da rapariga – deixa-nos crescer e estudar”, tendo como principal objectivo a adopção de uma estratégia para a protecção da rapariga dentro e fora da escola naqueles pontos do país.

O encontro foi organizado pela Associação Gwevhane, no âmbito do projecto “Combate à violência doméstica contra a mulher e tráfico de pessoas em especial a rapariga adolescente”, que leva a cabo em parceria com a União Europeia.

Segundo os organizadores, o encontro visa criar uma interacção entre as raparigas e incentivá-las a discutirem de forma aberta e directa os problemas que as afligem, dentre eles a violação dos seus direitos, com destaque para os casamentos prematuros e forçados.

Como forma de potenciar o trabalho dos núcleos de protecção da rapariga nas escolas, a Associação Gwevhane, mentora da iniciativa, distribuiu para quatro escolas dos dois distritos de onde são oriundas as raparigas, diverso material de trabalho constituído por computador, impressora, resma de papel e toner, entre outros materiais para a produção de um jornal informativo sobre o abuso a rapariga.

Raparigas discutem casamentos forçados

Para Olívio Catela, director executivo da Associação Gwevhane, há uma grande necessidade de se olhar para a protecção da rapariga nas zonas rurais devido ao índice elevado de casamentos forçados a que estão sujeitas, muitas vezes com a cumplicidade dos próprios pais e encarregados de educação que vê nesta camada uma fonte de rendimento.

Olívio Catela apela a outros parceiros que trabalham na área de protecção da criança e rapariga para virarem as suas atenções para os distritos do norte da província do Maputo onde se assiste cenários dramáticos.

Estima-se que em Moçambique 18 por cento das raparigas casam-se antes de completar 15 anos e 52 por cento são coagidas a unir-se com idade inferior a 18 anos.

A maioria das meninas coagidas a casar-se cedo vive nas zonas rurais onde a taxa de analfabetismo é maior.

Boane chora pela ponte do rio Umbelúzi

A situação, que prevalece há mais de um ano, criou nos automobilistas uma nova habilidade: condução no leito de um rio. Um rio que dá um pouco de tudo aos residentes das suas imediações, desde peixe, água para o consumo e até água para lavagem de carros e vestuário, virou um lugar constrangedor, tudo porque os que têm interesse do outro lado de Boane viram a sua actividade condicionada.

Os camponeses, sobretudo porque não têm meio de transporte próprio, estão proibidos de não ter dinheiro para custear as despesas de escoamento da sua produção para Boane e outros pontos do distrito. Os comerciantes, que numa curta distância faziam chegar produtos alimentares básicos a baixo custo, são obrigados agora a gastar mais pelo transporte, o que certamente acarreta mais custos para o bolso do consumidor.

A nossa Reportagem escalou há dias aquela parcela da província de Maputo com vista a se inteirar das movimentações em torno da reposição da via, que há muito já clamava por uma reabilitação.

No terreno constatou que a preocupação não é somente dos nativos, como também dos que têm interesses naquele distrito e nos restantes pontos de Maputo, os quais têm a ponte sobre o Umbelúzi como elo de comunicação terrestre.

Boane chora pela ponte do rio Umbelúzi

Isaías Matavele é antigo comandante da PRM no distrito de Boane. Encontrámo-lo minutos depois da maratona de travessia para a vila. Lamentou o facto de a situação estar a arrastar-se por muito tempo, perante o olhar dos que há muito deviam ter feito algo para minimizar o sofrimento dos cidadãos daquela parcela da província de Maputo.

O desconforto é generalizado, mas em pior situação estão os automobilistas que arcam frequentemente com prejuízos decorrentes da reparação das constantes avarias das suas viaturas.

“É um sofrimento enorme e um grande prejuízo ter que usar esta via todos os dias. O que se pode dizer aqui é que o Governo está a criar condições para que os moçambicanos não tenham carros. É que depois de várias viagens por aqui não há muito mais que se possa fazer senão estar sempre a reparar o carro”, disse Matavele.

A travessia no leito do Umbelúzi é somente feita por carros de alta suspensão, contudo, segundo disseram os nossos entrevistados, mesmo os carros altos depois de várias viagens saem com problemas, pois não foram concebidos para circular na água.

Sobre o desvio na zona de Mafuiane, Matavele disse que o problema é o mesmo, porque trata-se de uma estrada de terra batida sem manutenção e que expõe os utentes à poeira. Como não está devidamente terraplanada os danos são enormes, à semelhança dos que têm os que fazem circular seus carros na água.

Congestionamento invulgar na EN4

A situação que ficou a dever-se, segundo soubemos, a problemas ligados ao manuseamento de carga no porto de Maputo, criando longas filas de camiões que pretendiam entrar naquela infra-estrutura localizada na baixa da capital para carregar ou descarregar diverso tipo de mercadoria.

A extensa fila de camiões partia desde a entrada do Porto de Maputo, prolongando-se até a Portagem de Maputo, problema que afectou, por seu turno, a circulação normal de viaturas que pretendiam sair ou entrar na cidade.

Muitos automobilistas, sobretudo os que circulavam no sentido Matola-Maputo permaneceram mais de duas horas para fazer o troço entre o Shoprite (antiga Ceres) e a chamada zona da Brigada Montada, num percurso de cerca de cinco quilómetros.

Congestionamento invulgar na EN4

Por outro lado, o congestionamento provocou a falta de transporte entre as duas cidades, uma vez que as viaturas de transporte público e semi-colectivo de passageiros não podiam circular para nenhum dos sentidos.

Automobilistas há que procuraram vias alternativas para entrar na cidade de Maputo, acessos esses que se apresentam em péssimas condições de transitabilidade.

Mesma situação de engarrafamento ocorreu na chamada via rápida, uma vez que os automobilistas que ainda não estavam encurralados usavam-na como a alternativa para chegar aos seus destinos, acabando por congestiona-la igualmente.

Infra-estruturas de telecomunicações: Nova lei procura conter desordem

O referido regulamento, que deverá começar a ser implementado até ao final do primeiro semestre deste ano, institui a obrigatoriedade da inclusão de planos de telecomunicações em todos os projectos de infra-estruturas públicas.

Virgílio Varela, chefe do Gabinete Jurídico do INCM, disse recentemente a nossa fonte, em Maputo, que com o regulamento já em vigor estarão criadas as condições para que a infra-estruturação de telecomunicações não seja arbitrária.

“O que se pretende, acima de tudo, é que no acto da implementação de infra-estruturas de empresas como a Electricidade de Moçambique, Águas de Moçambique, Caminhos de Ferro de Moçambique, seja aproveitada essa mesma capacidade para se estabelecer infra-estrutura de telecomunicações”, disse Virgílio Varela, à margem de um debate público da proposta do referido regulamento.

A proposta do regulamento em debate prevê várias penalizações para os infractores, incluindo as que incluem pesadas multas pela falta de reparação das infra-estruturas danificadas em consequência de determinada intervenção; pela recusa ou demora na remoção de cabos e outros equipamentos de telecomunicações fora de uso, entre outros.

Infra-estruturas de telecomunicações: Nova lei procura conter desordem

Durante o referido debate, a nossa fonte apurou ainda que com o novo regime, pretende-se igualmente desenvolver uma base de dados que irá permitir ao Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique ter o conhecimento preciso de infra-estruturas de telecomunicações existentes, a sua exacta localização, o fim a que se destinam, entre outros aspectos.

“A proposta de regulamento sobre a instalação de infra-estruturas de telecomunicações em edifícios e projectos de obras públicas vem preencher um vazio legal sobre esta matéria. Por essa razão, assume importância fundamental na medida em que a sua implementação irá ajudar a desenvolver as redes de nova geração e tornar obrigatórios a inclusão de projectos de telecomunicações em todos os projectos de loteamentos, urbanizações, edifícios e moradias uni-familiares”, refere a proposta de regulamento a que a nossa fonte, teve acesso.

Ex-editora da ‘Vogue’ diz que modelos comem lenços de papel para emagrecer

Kirstie Clements, que dirigiu a versão australiana da revista durante 13 anos, foi demitida e decidiu contar tudo o que viveu em livro.

A ex-editora da Vogue Australia Kirstie Clements conta no seu livro de estreia, o recentemente publicado The Vogue Factor, tudo o que viveu durante os 13 anos em que dirigiu a revista. Uma das revelações mais chocantes é a de que, segundo ela, as modelos fazem dietas extremas para perder peso, chegando inclusive a comer lenços de papel para não sentir fome.

Ex-editora da 'Vogue' diz que modelos comem lenços de papel para emagrecer

Kirstie, que foi demitida e substituída no ano passado por Edwina McCann, resolveu contar algumas das situações que vivenciou no livro, entre elas, uma viagem de trabalho de três dias na qual acompanhou uma modelo – que, segundo ela, não se alimentou nenhuma vez durante esse período.

A ex-editora da Vogue conta que, quando uma modelo começa a destacar-se na Austrália e quer fazer carreira no exterior, submete-se a rigorosas dietas para diminuir medidas e alcançar assim o que a Vogue chama de “magreza tipo Paris”.

Matola: Estudante de Direito da UEM vira ladrão disfarçado de militar

Um jovem de 18 anos de idade, identificado apenas por Marcelo, estudante do primeiro ano do curso de Direito na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), recolheu há dias aos calabouços da 4ª esquadra da Polícia, na Matola, acusado de uso de falsas qualidades.

O estudante em causa usava fardamento militar com o intuito de ameaçar as suas vítimas e despojá-las dos seus bens. Com Marcelo foi detido um suposto primo deste, de nome Arlindo, um furriel das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), que terá facultado o uniforme àquele.

Arlindo, até então afecto ao Quartel da Moamba, veio a escapulir-se na tarde de terça-feira à saída do Ministério Público, para onde os dois tinham sido conduzidos para a primeira audição, encontrando-se neste momento em parte incerta.

Os dois jovens actuavam no bairro da Liberdade, onde ameaçavam os moradores e estudantes do curso nocturno da escola secundária com o mesmo nome. Marcelo nega o seu envolvimento em tais actos, admitindo apenas ter usado o uniforme por uma questão de ambição.

Matola: Estudante de Direito da UEM vira ladrão disfarçado de militar

“Eu pedi ao meu primo para vestir o uniforme dele, ao que ele cedeu e ainda pediu-me para que fôssemos à escola falar com a minha sobrinha. Foi aí que a Polícia nos deteve e nos conduziu até aqui (esquadra)”, afirmou.

O porta-voz da Polícia no Comando Provincial em Maputo, Emídio Mabunda, esclareceu que a detenção dos jovens aconteceu graças à denúncia da comunidade local, que alertou a corporação sobre a existência de homens que se faziam passar por militares para semear terror.

“Em coordenação com a comunidade e algumas estudantes da escola foi possível identificar a dupla e neutralizá-la. Infelizmente, um deles se escapuliu na tarde de terça-feira e encontra-se em parte incerta”, explicou.

Mabunda garantiu que investigações prosseguem para a neutralização de outros possíveis comparsas do grupo e uma equipa multissectorial está a seguir as pistas para a sua localização e posterior responsabilização.

Mandela está bem e melhora da pneumonia, diz Graça Machel

O ex-presidente sul-africano e prémio Nobel da Paz de 1993, Nelson Mandela, está bem e mostra-se cada vez melhor da pneumonia que levou à sua internação a 27 de Março, afirmou a sua mulher, Graça Machel.

“Madiba – como ele é conhecido na África do Sul – está bem, está cada vez melhor”, disse Graça na quinta-feira à noite à emissora local Eyewitness News. “Está no hospital simplesmente porque os médicos querem assegurar-se de que está suficientemente forte para voltar para casa e que não terá uma recaída”, explicou a terceira esposa do ex-mandatário de 94 anos.

Um dos netos do ex-presidente, Mandla Mandela, também disse na quinta-feira à televisão pública sul-africana SABC que a sua família tem certeza de que “os doutores estarão em breve completamente satisfeitos com os exames que estão a fazer e o enviarão para casa outra vez”. O presidente sul-africano, Jacob Zuma, já havia confirmado que Mandela se encontra estável e “responde positivamente” ao tratamento.

Mandela está bem e melhora da pneumonia, diz Graça Machel

Histórico – Mandela foi internado há nove dias devido a uma recaída da pneumonia que teve várias vezes, segundo anunciou a Presidência sul-africana. Foi a sua terceira internação desde o último Dezembro.

O prémio Nobel da Paz de 1993 havia sido operado em Dezembro passado de cálculos na vesícula e tratado de complicações respiratórias, durante uma estadia de mais de duas semanas no hospital, o que provocou insistentes rumores sobre a sua morte. Mandela vive entre Johanesburgo e Qunu, cidade onde passou a sua infância, sob permanente vigilância médica.

Nelson Mandela lutou durante 67 anos contra o regime racista do apartheid, imposto pela minoria branca da África do Sul até 1994. Após passar 27 anos na prisão, Madiba foi nomeado prémio Nobel da Paz em 1993 e tornou-se, um ano depois, o primeiro presidente negro da história da África do Sul.

Comércio de rinoceronte pelo seu valioso chifre divide cientistas

A protecção do rinoceronte foi um dos muitos assuntos debatidos na Convenção sobre o Comércio Internacional de Flora e Fauna (CITES), em Bangcoc, cujos países-membros decidiram criar um comité específico para examinar o impacto da caça ilegal.

Segundo os partidários da legalização, a proibição do comércio de chifre de rinoceronte, estipulada pela CITES desde 1976, contribuiu para gerar um mercado ilegal alimentado pela caça ilegal.

No ano passado, 668 rinocerontes foram mortos na África do Sul, 67% a mais que em 2011, e em 2013 parece que o número baterá recorde, dado que já passa de 128 o número de animais abatidos somente em três meses, segundo o governo sul-africano.

O preço do quilograma do chifre do rinoceronte chega, no mercado negro, a US$ 65 mil, mais do que o ouro, o diamante e a cocaína, devido à alta demanda para o seu uso medicinal no Vietnam, na China e na Tailândia ou na manufactura artesanal de adagas no Iêmen.

A legalização é a única solução para cientistas como o sul-africano Duan Biggs, que publicou em 2012 um artigo defendendo a sua postura na revista “Science” em parceria com o professor Hugh Possingham, da Universidade de Queensland, na Austrália.

“A maioria dos cientistas e gestores conservacionistas com os quais falei na África do Sul apoiam um comércio legal com uma regulação estrita”, disse à Agência Efe Biggs, que actualmente mora no Chile.

No artigo publicado na “Science”, Biggs e outros colegas argumentam que a implementação de mecanismos para garantir um comércio regulado permitiria que os preços do chifre de rinoceronte caíssem e, assim, diminuísse a caça ilegal.

Ao contrário do elefante, o chifre do rinoceronte não é uma fonte de marfim, já que são formados por queratina, que é a mesma substância que há no pelo e nas unhas dos mamíferos e, portanto, volta a crescer quando é retirado.

“Os chifres dos rinocerontes crescem em média 900 gramas por ano e os riscos das técnicas para retirar esses chifres são mínimas”, indicou Biggs.

Na actualidade vivem na África, principalmente na África do Sul, cerca de 20 mil rinocerontes brancos e 5 mil negros, enquanto em toda Ásia rondam os 5 mil, a maioria na Índia e no Nepal.

Comércio de rinoceronte pelo seu valioso chifre divide cientistas

O cientista australiano ressaltou que, segundo a sua experiência no Parque Nacional Kruger da África do Sul, os mecanismos mais sofisticados contra a caça ilegal falharam, por isso é hora de testar a legalização do comércio.

No entanto, outros especialistas, como o doutor Joseph Okori, chefe do programa de rinocerontes no fundo Mundial para a Natureza (WWF), opõem-se à legalização porque consideram que aceleraria a extinção da espécie.

“Com um mercado de milhões de pessoas na China e Vietnam, não há forma de abastecer a demanda. O rinoceronte reproduz-se apenas a cada três anos e demora sete para chegar à idade adulta”, explicou Okori em entrevista telefônica.

“Os que apoiam a legalização baseiam-se em modelos econômicos que não podem ser aplicados à conservação do rinoceronte, já que é preciso levar em conta outras considerações biológicas, o impacto ao meio ambiente, a mudança climática e a pressão humana”, comentou o especialista da WWF.

Okori destacou que a única maneira de frear a caça ilegal é combater a corrupção e o envolvimento de parte do Exército de alguns países africanos no comércio ilegal e garantir que o Vietnam aplique a lei contra os grupos de traficantes.

As máfias asiáticas aproveitam-se da excepção, que permite a exportação de um chifre de rinoceronte como troféu desportivo por ano por cada caçador autorizado, para fazer passar as peças cobradas por caçadores legais.

Em novembro, o tailandês Chumlong Lemtongthai foi condenado a 40 anos de prisão e mais recentemente um moçambicano foi igualmente condenado a 15 de reclusão na África do Sul por participar no tráfico ilegal que costuma transferir a mercadoria entre África do Sul e Vietnam através da Tailândia.

Chumlong utilizava prostitutas que se passavam por caçadoras para introduzir ilegalmente os chifres no mercado asiático.

Em 2011, duas subespécies, o rinoceronte negro de África Ocidental e o rinoceronte de Java do Vietnam, foram declaradas extintas e o resto está condenada ao mesmo fim se não for freado o ritmo frenético da caça ilegal.

Obama pede desculpas após dizer que Procuradora é ‘a mais bela’ dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, gerou polémica no seu país ao dizer que a procuradora-geral da Califórnia, Kamala Harris, 48 anos, é “a mais bela” de todos os Estados – comentário que recebeu críticas positivas e negativas por parte da imprensa e de usuários de redes sociais. Após a repercussão, ele ligou para Harris para pedir desculpas, afirmou o porta-voz presidencial, Jay Carney.

A imprensa americana repercutiu nesta sexta-feira as reacções ao comentário feito quinta-feira pelo presidente durante um acto do Partido Democrata no Vale do Silício (Califórnia). Muitos questionaram se, apesar de ter a intenção de fazer um elogio à procuradora, Obama não teria exagerado ao se referir ao físico de Kamala.

“Ela é brilhante e dedicada, é uma mulher rígida. Além disso, é, de longe, a procuradora-geral mais atraente do país”, disse o presidente em referência à sua companheira de partido, amiga pessoal e procuradora-geral da Califórnia, que estava presente no momento da declaração.

Entre as reacções ao comentário está o artigo publicado pela jornalista Robin Abcarian no Los Angeles Times, e que tinha como título “Obama diz que Kamala Harris é ‘a mais bonita’: Verdadeiro, mas sexista?” (em tradução livre). Durante o texto, ela questiona se “dizer o óbvio faz do presidente um sexista”, além de afirmar que a beleza é um diferencial na política, principalmente para as mulheres.

Obama pede desculpas após dizer que Procuradora é 'a mais bela' dos EUA

A blogueira do Washington Post Alexandra Petri publicou ontem uma matéria que tem como título: “após Obama ter dito que Kamala é a procuradora-geral mais atraente do país, quando se pode elogiar a aparência de uma mulher?”. Ela também lembrou diferentes ocasiões em que o americano elogiou figuras femininas em público.

Já a apresentadora do canal NBC Mika Brzezinski, que costuma defender o presidente, lamentou o “erro” cometido por Obama, pois apesar de estar convencida de que ele “quis apenas fazer um elogio a Kamala”, segundo sua opinião o ideal é destacar a “qualidade do trabalho” das mulheres ao invés da sua aparência, ainda mais “quando se trata de uma procuradora-geral”.

Na sua conta no Twitter, o redactor do jornal Politico Dylan Byers perguntou-se “o que aconteceu para dizer que uma mulher é atraente em público cause tantos problemas?”. Esta não é a primeira vez que Obama enfrenta polêmicas deste tipo. Em 2008, antes de assumir a presidência, despertou a ira das feministas ao chamar de “doçura” uma repórter que lhe havia feito uma pergunta: “espere um segundo, doçura”.

Comprar autocarros para despachar rápido e barato

A empresa Municipal de Transportes Públicos de Maputo (EMTPM) acaba de anunciar o abate de 33 autocarros de transporte público por avaria, dos quais 25 de marca Yutong, adquiridos em 2007 na China. A notícia é amarga para os munícipes de Maputo e Matola, que, seguramente, verão piorar um problema que parecia ter atingido o ponto mais alto: a crise de transportes.

Os autocarros adquiridos na China, agora avariados, custaram perto de 3,5 milhões de dólares ao Estado, se considerarmos o preço de 141 mil dólares cada um.

Mas esta situação não é a primeira. em 2011, a extinta Transportes Públicos de Maputo (TPM) adquiriu 10 autocarros articulados na vizinha África do Sul, com capacidade para transportar, cada um, 160 passageiros. Estes custaram ao Estado 20 milhões de dólares e estão quase todos avariados.

Trata-se de uma má aplicação do dinheiro que o público paga em impostos. E é o próprio povo que vai sofrer pelo agudizar da crise dos transportes.

A avaria dos autocarros é um fenómeno frequente, e tem que ver com dificuldades de manutenção. Em relação aos autocarros Yutong, a falta de acessórios foi determinante para as avarias que se verificaram.

Informações indicam que, até antes da aquisição do primeiro lote, não existia qualquer agência especializada para garantir a manutenção ou fornecimento de acessórios desta marca.

Aliás, o próprio ministro dos Transportes e Comunicações acabou por admitir, em 2010, que a aquisição daquelas viaturas tinha sido um erro. “Foi uma mau negócio entre o Governo e a empresa chinesa que nos forneceu aqueles autocarros”, reconheceu, na ocasião, o governante, argumentando que o erro do executivo terá sido na fase de procurement, com particular destaque para a falta de clareza e de especificidades técnicas das viaturas compradas.

Comprar autocarros para despachar rápido e barato

Que Futuros para os Autocarros?

A possibilidade de os mesmos autocarros serem adquiridos por privados e virem a servir ao público é menor, porque, afinal, quem estaria interessado em comprar carros para colocar num mercado não atractivo aos investimentos nos transportes? E numa altura em que vários operadores estão a abandonar o negócio por prejuízos impostos pelo alto custo de manutenção e uma tarifa que não cobre os custos.

Dados de 2012 disponibilizados pela Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (Fematro) indicavam que, antes do Governo retomar o licenciamento dos transportes de 15 lugares, cerca de dois mil autocarros tinham saído de operação.

Na ocasião, Luís Munguambe, actual presidente da Fematro, avançou que o sector de transporte de passageiros não se apresenta atractivo para o investimento e que os que lá ainda se encontram a trabalhar é por “cumprimento de um dever patriótico”. Ou seja, enquanto a lógica manda dizer que a fragilidade de um sector de actividade oferece oportunidades de negócio para novos operadores, na área de transportes acontece o contrário.

Ao reduzir a capacidade de resposta à crescente demanda por serviços de transportes, o abate de autocarros põe em causa uma das atribuições da EMTPM, enquanto empresa pública, que é de “elevar a taxa de cobertura urbana, explorando novas linhas, de acordo com a frota e condições das vias de acesso”.

A Crise dos Transportes

A frota dos autocarros dos TPM e dos “chapa 100” é de longe insuficiente para dar resposta ao crescimento populacional nos municípios de Maputo e Matola, ambos com população estimada em cerca de três milhões de habitantes (dois milhões em Maputo e arredores, e um milhão na Matola).

Nas duas urbes, o acesso aos transportes é um verdadeiro martírio. Gente apinhada nas paragens já não é fenómeno exclusivo das horas de ponta, é a todo o momento.

Perante o cenário e num acto de desespero, o Governo retomou o licenciamento de viaturas de 15 lugares – que tinha sido suspenso para a introdução gradual de carros de maior capacidade. As carrinhas de caixa aberta também entraram no jogo, e o problema está longe de ser resolvido.

Para minimizar o problema, o Governo chegou a tentar introduzir o projecto de massificação do uso de bicicletas e motorizadas como meios alternativos. Com efeito, em finais de 2009, o projecto foi oficialmente lançado pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula.

Em 2011, a gestão dos transportes públicos transitou para os municípios… a iniciativa caiu no esquecimento e a crise de transportes só piora!

CEO reflectem sobre gestão do capital humano

A segunda edição da conferência internacional CEO Experience volta a escalar Maputo, a 11 de Abril. Sob a temática “Liderança & Capital Humano”, esta iniciativa, organizada pela Accenture, em parceria com O País Económico, do Grupo Soico, pretende ser um ponto de encontro para a troca de experiência entre os CEO e membros de conselhos de administração das principais organizações a operar em Moçambique.
Diego Sanchez de Léon, senior managing director da Accenture, responsável mundial pela área de Learning & Development, é o keynote speaker do evento, que conta este ano com dois painéis de discussão.

Os CEO de empresas de referência em Moçambique partilharão com os presentes

A sua visão sobre os principais desafios da liderança e do capital humano nas suas organizações para os próximos anos. A intervenção governamental estará a cargo da ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, enquanto Diego Sanchez de Léon abordará “O papel da liderança na gestão de talento”.

“Os desafios da gestão de uma força de trabalho global” serão debatidos no primeiro painel, que conta com convidados como Ricardo Saad, CEO da Vale Moçambique; e Afonso Loureiro, administrador delegado do grupo Visabeira, entre outros intervenientes. O segundo painel, que abordará “A gestão de talento moçambicano”, conta com intervenções de Safura da Conceição, presidente do Conselho de Administração (PCA) da Movitel; Osório Lucas, CEO da Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo; e Nuno Oliveira, CEO da Petromoc.

A conferência CEO Experience é uma iniciativa que nasceu em Portugal, há quatro anos, posicionando-se desde cedo como o evento anual de referência para os CEO e membros dos conselhos de administração. Motivada pelo enorme sucesso e adesão, a Accenture tem vindo a expandir a sua realização em outros países, como é o caso de Angola.

Em Moçambique, a primeira edição reuniu mais de 150 participantes, entre economistas, gestores de empresas e altos quadros nacionais e internacionais, e teve como tema “Estratégias para alcançar um crescimento sustentado”.

CEO reflectem sobre gestão do capital humano

Sucesso do capital humano

Um novo estudo da Accenture, intitulado “Defining Success”, revela que mais de dois terços dos profissionais do sexo feminino de todo o mundo – e o mesmo número de correspondentes masculinos – consideram poder “ter tudo”, ou seja, 70% de mulheres e homens acreditam que podem conciliar uma carreira de sucesso com a vida pessoal.

No entanto, 50% referem não conseguir “ter tudo ao mesmo tempo”. Ainda assim, 52% afirmam ter recusado um trabalho devido a preocupações quanto ao seu impacto no equilíbrio trabalho-vida pessoal. De

facto, este equilíbrio está no topo das prioridades para uma carreira bem-sucedida (56%), acima de remuneração, reconhecimento e autonomia, 46%, 42% e 42%, respectivamente.

Este estudo, realizado com base num questionário enviado a mais de 4 100 executivos

em 33 países, constatou, ainda, que a tecnologia desempenha um papel fundamental na obtenção do equilíbrio trabalho/vida pessoal. 77% concordam que a tecnologia

lhes permite ser mais flexíveis com os seus horários e 80% afirmam que ter um horário de trabalho flexível é extremamente importante para o equilíbrio trabalho-vida pessoal. Contudo, 70% dizem que a tecnologia se traduz em mais tempo de trabalho no seu horário pessoal.

Satisfação profissional são diversos os aspectos que concorrem

para o sucesso, mas também para a satisfação ou insatisfação dos profissionais, designadamente: grau de satisfação: 53% das mulheres e 50% dos homens dizem estar satisfeitos com o seu actual emprego e não estar à procura de novas oportunidades, dados que podemos comparar com 43% de mulheres e 41% de homens que expressaram esta satisfação no estudo da Accenture de 2012.

Música para a mulher

Concertos de música dedicada à mulher pelo 7 de Abril, Dia da Mulher Moçambicana, que amanhã se assinala no país, marcam as actividades do presente fim-de-semana no que concerne às realizações de carácter cultural e de entretenimento.

Com efeito, às 18.00 horas do próprio 7 de Abril, sete mulheres artistas sobem ao palco do Modaskavalu, junto ao Teatro Avenida, na baixa da cidade de Maputo, para um espectáculo intitulado “Femme-Nomenal”.

Trata-se das artistas Espirits Endigenous, Jazz P, Tina Mucavele, Marina Chichava, Marisa Gulli, Melita Matsinhe e Orlanda Conceição que assim decidiram unir as suas vozes em prol da mulher.

Ainda amanhã, domingo, a conceituada intérprete Yolanda Kakana, também oferece um concerto à mulher, desta feita no espaço Matola Shining Night Live, mais conhecido por Machampulene, em Mahlampsene, Município da Matola.

No mesmo dia, mas já no espaço artístico Mbuva, o músico Tomás Urbano canta para a mulher num concerto intitulado “Thlanga Upimela” acompanhado pela banda Safelute.

Entretanto, hoje, os músicos Tinito e Albino Nguenha sobem às 21.00 horas, ao palco do espaço musical Ascendente, em Maputo, para um espectáculo musical dedicado ao 7 de Abril. No concerto, os dois músicos serão acompanhados pela banda Central Line, liderada pelo músico Humbe Benedito.

Música para a mulher

O concerto foi organizado numa perspectiva de enaltecer os valores da mulher moçambicana, ao mesmo tempo que, através da música, se exalta as suas acções nos vários domínios da vida social, cultural, política e económica.

Hoje ainda, o músico e actor de teatro, Dadivo José, apresenta a partir das 22.00 horas, o seu terceiro concerto musical, no Café-Bar Gil Vicente.

Depois de ter oferecido o primeiro concerto em 2011, o “show” será uma ocasião para o artista partilhar com o público, o que poderá ser o seu primeiro disco de originais.

Por sua vez, o espaço artístico Xima-Bar também decidiu reservar o fim-de-semana a concertos dedicados à mulher moçambicana. Com efeito, a conceituada cantora Elsa Mangue subirá ao palco do Xima acompanhada por uma banda composta pelos seus amigos. Com uma carreira musical iniciada nos anos 80, muito à custa das canções que interpretou inspirada no Moçambique social, Elsa Mangue é uma mulher de sentimentos intensos com vários temas que a tornaram referência na música nacional.

Para encerrar o ciclo de espectáculos do Xima, amanhã, o músico Roberto Chitsondzo sobe ao palco para proporcionar momentos de boa música aos que acorrerem para aquele espaço artístico.

Nova gripe aviária pode atingir humanos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta quarta-feira que o vírus H7N9, que até ao momento só afectava as aves mas que já infectou várias pessoas, mutou para a uma forma susceptível de infectar humanos.

“Foi detectada uma mutação no vírus que permite que os mamíferos se infectem”, disse em entrevista colectiva em Genebra Gregory Hartl, porta-voz da OMS.

Indicou o dirigente que “parece que a mutação aconteceu de forma que torna mais fácil que se infectem os humanos”.

Segundo a agência de saúde das Nações Unidas, até ao momento há sete casos confirmados de pessoas infectadas com o vírus H7N9, embora ainda ontem as autoridades chinesas tivessem elevado este número para 9 casos, sendo três vítimas mortais.

Nova gripe aviária pode atingir humanos

Hartl deixou claro que “não há nenhuma evidência” de que tenha havido contágio de pessoa à pessoa, por isso, a fonte de infecção deve ser “ambiental”.

sabe-se que duas das vítimas estiveram em contacto com aves e outras duas com porcos, embora não se confirme nem se descarte que os suínos sejam a fonte de contágio.

O porta-voz disse que os contágios humanos desta semana com o H7N9, que leva esse nome técnico devido à estrutura das proteínas da sua superfície, haviam sido detectado exclusivamente em aves.

Lei de Protecção da Criança “estimula” violadores sexuais

A Lei de Promoção e Protecção dos Direitos da Criança em Moçambique (7/2008) não garante o cumprimento e a efectividade dos privilégios da classe para a qual foi criada, pois não é aplicada e incita a impunidade dos violadores sexuais.
Esta acepção foi defendida ontem, em Maputo, pela secretária executiva da WLSA Moçambique, uma organização feminista, Conceição Osório, numa entrevista a AIM.
Osório explicou que esta lei preconiza que a violação sexual só é crime público até aos 12 anos de idade, enquanto a Constituição da República define como menores todos aqueles que têm uma idade abaixo de 18 anos.

Este facto, segundo ela, denuncia uma lacuna, viola os direitos das crianças e as discrimina.

“Gostaríamos que a Lei de Promoção e Protecção dos Direitos da Criança fosse melhorada de acordo com a situação actual no país, de forma a proteger uma faixa etária acima de 12 anos de idade”, disse.

Para a secretária executiva da WLSA Moçambique, esta lei falha ainda por ter sido concebida de modo que a violação sexual não seja punível quando não houver denúncia por parte das vítimas ou da família delas, porque o sistema judicial moçambicano considera crime, um caso que é comparticipado pelos intervenientes directos do sucedido.

O artigo 409 da referida Lei estabelece que se o violador sexual casar com a vítima a pena é suspensa e terminará cinco anos depois se não houver divórcio ou separação judicial.

“Este dispositivo legal penaliza as pessoas ofendidas porque não passa de uma reiterada vitimização na medida em que, logo a seguir à violação, a pessoa é forçada a casar-se com o seu agressor. E algumas famílias chegam estar a favor dessa união indecente porque tiram benefícios financeiros. O interesse da criança é ignorado e ela serve como uma mercadoria”, explicou.

Para ela, as uniões obrigatórias fazem com que as meninas em idade escolar assumam uma vida de cônjuge prematuramente e satisfaçam, sem a sua vontade, os apetites sexuais de homens adultos. “Isto é uma autêntica escravatura sexual”.

Conceição explicou que as violações sexuais de menores estão, em parte, ligadas à alienação das famílias na educação das crianças.

“Chapeiros” paralisam actividades em Maputo

A confusão está instalada na avenida de Angola. Os transportadores semi-colectivos que operam a rota Xipamanine-Hulene e que usam está avenida quebraram o silêncio e paralisaram, na manhã de ontem, as suas actividades, estacionando praticamente todas as viaturas.

A ligação entre os bairros da Xipamanine-Hulene, Missão Roque, no município de Maputo, foi feita de forma sofrida por muitas pessoas.

A PRM e a Polícia Municipal tentaram acalmar os ânimos dos “chapeiros”, mas foi em vão, sendo que um indivíduo foi detido acusado de vandalismo.

A estrada da avenida de Angola encontra-se totalmente esburacada e o cénario agrava-se na época chuvosa, com a formação de charcos.

Motoristas de “chapa” entrevistados pela nossa reportagem foram unânimes em afirmar que a paralisação da actividade deve-se às péssimas condições em que a via se apresenta. Sublinharam que a rodovia está tão péssima que as suas viaturas ficam danificadas e assim obrigados e gastar somas de dinheiro para a reparação dos carros, acarretando custos adicionais.

Até ontem, os transportadores não garantiam se iriam retomar  as suas actividades. Recentemente, o presidente do Conselho Municipal da cidade de Maputo, David Simango, garantiu que a avenida de Angola e a rua da Beira seriam reabilitadas, mas não avançou com datas.

Governo distancia-se da má actuação de agentes da Polícia

A ministra da Justiça, Benvinda Levi, disse, ontem, no Parlamento, que os recentes casos de actuação violenta de agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) contra cidadãos indefesos não constituem procedimento normal da corporação.

Levi referia-se aos recentes casos registados em Tete e em Maputo, este último que resultou na morte de um cidadão de nome Alfredo Afonso Tivane, no bairro T3, município da Matola. `As duas situações atrás descritas não são nem tão pouco devem ser vistas como a forma ou procedimento comum de actuação da nossa polícia´, disse a governante, falando durante as informações antes da ordem do dia.

Na sua intervenção, a ministra explicou que o caso de Alfredo Afonso Tivane começa quando, cerca de 00h00 do dia 20 de Março, no bairro T3, uma patrulha da polícia interceptou o jovem, de 31 anos de idade, após ter realizado manobras perigosas na via pública, vulgarmente conhecidas como rally.

 

Segundo conta a ministra, a viatura em que Alfredo se fazia transportar, uma mini-bus de transporte semi-colectivo de passageiros, imobilizou-se em contramão e a polícia suspeitou que se estava diante duma viatura ou condutor em situação ilegal, tendo por isso imobilizado a viatura policial em frente ao mini-bus, de modo a interpelar os seus ocupantes.

Levi anotou que, na altura, uma outra viatura de marca Toyota Corolla Conquest acabava de ser apreendida pela mesma patrulha policial, por condução ilegal do seu automobilista. Com as três viaturas imobilizadas, um agente da polícia, de nome Pasmino Manganhe, dirigiu-se ao condutor Alfredo Tivane, com vista a exigir documentos do condutor e da viatura.

`Contrariamente à expectativa do agente, aquele (condutor), simulando estar a localizar os documentos solicitados, engrenou a mudança em marcha-trás e arrancou bruscamente, indo embater na porta lateral esquerda traseira do Toyota Corolla Conquest.

“O povo não pode viver assustado”: Guebuza em relação aos confrontos de Muxúnguè

O Presidente Armando Guebuza disse ontem, em Lilónguè, Malawi, que o povo moçambicano não pode continuar a viver assustado, pelo que o Governo deve encontrar uma solução para o problema dos homens armados da Renamo que vivem aterrorizando a população.

Guebuza, que se encontra em visita de Estado ao Malawi, reagia, deste modo, ao confronto armado que se registou na madrugada de ontem em Muxúnguè, envolvendo um grupo de homens armados da Renamo e uma Força de Intervenção Rápida.

`Obviamente que esta situação me preocupa. E qual é a saída? Obviamente que a saída é não haver mais violência e nós trabalharemos sempre nesta linha. Mas há outra coisa que não podemos ignorar: a população não pode continuar a viver assustada. A população moçambicana não deve ser colocada numa situação em que vive sempre sem saber o que lhe vai acontecer no dia seguinte. Em alguns lugares do país é isso o que acontece´, afirmou o Presidente, visivelmente agastado com este comportamento da Renamo.

O Chefe do Estado recordou, na ocasião, que o discurso belicoso tem caracterizado a postura e a maneira de fazer política da Renamo, que tem por objectivo colocar o povo em permanente estado de susto e tensão.

Lembrou ainda a história de o ex-movimento rebelde, sempre usar o tipo de discurso e acções belicistas para atingir os seus propósitos e ideais políticos, comportamento que, segundo Guebuza, é manifestado desde a altura da assinatura dos Acordos Geral de Paz, em Roma, em 1992.

`Portanto, não penso que seja realismo ver este problema como se fosse o único problema que acontece em 22 anos. Esta questão não tem uma explicação simples e a pergunta que se coloca é: até quando? Todo o esforço que fazemos é, exactamente, para acabar, em paz, com todo este processo, que é irregular e que até viola as normas. O nosso objectivo é acabar com o problema sem derramamento de sangue´, sublinhou Guebuza.

A uma pergunta sobre se não tinha chegado o momento de se usarem outras alternativas, incluindo a via militar, para acabar com o problema dos homens armados, o Presidente respondeu nos seguintes moldes: `essa é a sua visão. Mas devo dizer que não é correcto que o nosso povo viva assustado. Temos de encontrar uma solução´, sublinhou.

O estadista regressa hoje ao país depois de três dias de visita de Estado à Republica do Malawi, cujo objectivo foi de incrementar as relações de amizade e cooperação entre os dois países vizinhos.

Queremos comunicar ao povo que a Renamo está cansada de ser humilhada

Perante a guerra que nos é movida pela Frelimo e seu Governo, a Renamo, pela primeira vez, vai reagir e queremos comunicar ao povo moçambicano e à comunidade internacional que a Renamo está cansada das perseguições, humilhações, repressão, ditadura e da escravatura´disse Ossufo Momade.

Na sequência dos ataques militares no distrito de Gôndola, província de Manica, e Muxungue, em Sofala, protagonizados pela Força de Intervenção Rápida (FIR) da Polícia da República de Moçambique (PRM) contra as delegações políticas da Renamo, este partido convocou na tarde deontem em Maputo uma conferência de Imprensa para anunciar que `pela primeira vez vai reagir aataques movidos pela Frelimo´ contra si.

`Já toleramos. Chega! Hoje (quinta-feira) atacamos em resposta ao ataque que fomos alvos e as armas usadas foram as que capturámos dos agentes´, afirmou o antigo secretário-geral da Renamo, Ossufo Momade, actualmente chefe do departamento de defesa do mesmo partido.

Ossufo Momade não confirmou a morte de Rasta Mazembe, membro da Renamo que comandou o ataque deste partido ao acampamento da FIR, entretanto a nossa fonte testemunhou no local que o brigadeiro Rasta Mazembe está efectivamente morto e dispõe de imagens que comprovam o seu assassinato.

`Perante a guerra que nos é movida pela Frelimo e seu Governo, a Renamo pela primeira vez vai reagir, e queremos comunicar ao povo moçambicano e à comunidade internacional que a Renamo está cansada das perseguições, humilhações, repressão, ditadura e da escravatura´, disse o ex-secretário-geral e actual chefe de departamento de defesa da Renamo, ligando os ataques da FIR ao presidente da República, Armando Guebuza.
`Pela primeira vez, a Renamo vê-se obrigada a responder e a perseguir todos aqueles que vêm nos atacando até à sua proveniência e as armas que vamos usar sairão dos próprios elementos da Polícia e FIR que vêm nos atacar´.

`Tudo faremos em defesa da população indefesa´, garantiu o general da Renamo na conferência de Imprensa bastante concorrida.

A Renamo responsabiliza o presidente da República e do partido Frelimo, Armando Guebuza, pelo que se está a passar. `Porque sempre prometeu e já veio publicamente de viva voz a prometer que durante a sua governação o seu objectivo número um é acabar com a Renamo no País´, disse.

Ossufo Momade descreveu a versão dos factos, segundo a Renamo. `Contingentes policiais provenientes de Dondo, província de Sofala, um grupo dirigiu-se à sede distrital de Gôndola, província de Manica, onde atacaram e alvejaram nossos membros na delegação política distrital, tendo detido o delegado político distrital e o chefe provincial dos assuntos sociais da província de Manica´.

rasta-mazembe

`Outro contingente dirigiu-se no posto administrativo de Muxungue, distrito de Chibabava, província de Sofala, onde a FIR realizou um ataque terrorista contra os nossos militantes reunidos na delegação, como se de um quartel se tratasse, usando todo o tipo de armamento de guerra com consequências graves que resultaram na morte de um pacato cidadão, resultante de um obus que caiu sobre a sua casa´.

Segundo Ossufo Momade,o ataque da FIR era uma pressão à Renamo para interromper os ataques que decidiu ripostar.

O chefe do departamento da defesa da Renamo lembrou que desde Novembro do ano passado `o presidente da Frelimo, Armando Guebuza, tem mandado a FIR fortemente armada com carros de assalto para região central do País, com ordens para atacar a Renamo no quartel de Gorongosa´, onde se encontra o líder do partido.

Ainda na tarde desta quinta-feira, aludindo aos acontecimentos desta semana, o Boletim Informativo `A Perdiz´, propriedade do Departamento de Informação da Renamo, dirigido pelo brigadeiro Jerónimo Malagueta, titulava na primeira página em letras grafais que `Onde formos atacados, vamos responder´.

Em editorial, a publicação escreve que há `indícios preocupantes de guerra em Moçambique´, desenvolvendo depois que `o País poderá voltar a assistir a mais uma situação de conflito armado, se o músculo continuar a ser exibido entre as duas partes signatárias do AGP de Roma´.

`A bomba pode mesmo rebentar a qualquer momento´, escreve o editorialista, denunciando que `recentemente o chefe de Estado Maior General, general Paulino Macaringue, esteve em Gorongosa com intuito de estabelecer uma posição da força de elite para fazer face às possíveis manifestações suspeitas da Renamo´.

Numa outra coluna, escreve-se no Boletim em título que `Moçambique: Governo fragilizado, Povo ultrajado´ aludindo aos desmandos dos agentes da PRM.

Últimas Notícias Hoje

Crise agrícola em Mandimba destrói mais de 117 mil hectares

A situação agrícola no distrito de Mandimba tem-se revelado alarmante, com a perda de mais de 117 mil hectares de culturas variadas, resultado da...

Julius Malema é condenado a cinco anos por posse ilegal de armas

Julius Malema, o carismático líder do partido sul-africano dos Combatentes da Liberdade Económica (EFF), foi condenado a cinco anos de prisão em regime fechado...

União Europeia destina 20 milhões de euros para cultura e justiça nos PALOP-TL

A União Europeia (UE) anunciou um investimento de 20 milhões de euros, equivalente a 23 milhões de dólares, para financiar projetos nos sectores...

Nova legislação combate crimes cibernéticos e fortalece segurança digital

A Assembleia da República de Moçambique aprovou recentemente dois importantes instrumentos legislativos: a Lei de Crimes Cibernéticos e a Lei de Segurança Cibernética. Estas iniciativas,...