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Domingo, Abril 19, 2026
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Inhambane – Vilankulo reclama estatuto de cidade

Os naturais, amigos e residentes da vila de Vilankulo, na província de Inhambane, manifestaram na última quinta-feira o desejo de ver aquela autarquia elevada à categoria da cidade. Tal desejo foi manifestado no decurso das celebrações do 49º aniversário da sua elevação à categoria da vila.

Melhorar o abastecimento de água potável, o sistema de saneamento do meio, as vias rodoviárias, a expansão da rede de fornecimento de energia eléctrica e a reabilitação da Avenida da Marginal constituem os principais desafios que se apresentam para as autoridades municipais para que, efectivamente, Vilankulo se torne na terceira cidade da província de Inhambane.

Para o efeito, os munícipes de Vilankulo e a edilidade local manifestaram total disponibilidade de se envolverem na implementação de projectos que contribuam para o desenvolvimento daquela autarquia e resolução dos vários problemas que ainda afectam os residentes locais.

Dados divulgados durante as celebrações do 49º aniversário da vila, assinalado com pompa e circunstância, indicam que o sistema de abastecimento de água potável, sob a gestão da EMA, conta com um total de 2440 consumidores servidos por uma rede constituída por 18 fontes ligadas ao pequeno sistema montado em Nhajusse, para além de 16 furos com bombas manuais.

Com relação à energia eléctrica, os mesmos dados dão conta que 4704 consumidores estão ligados à rede gerida pela empresa Electricidade de Moçambique (EDM), ao mesmo tempo que se fala de melhorias significativas no campo da iluminação pública.

Entretanto, o Presidente do Conselho Municipal da Vila de Vilankulo, Suleimane Amugy, disse que para além dos desafios identificados pelos munícipes locais visando a remoção das barreiras que ainda se apresentam rumo ao desenvolvimento da autarquia, a construção de uma terminal rodoviária com todas as infra-estruturas necessárias para a comodidade de passageiros apresenta-se também como outra aposta para a sua edilidade.

Outros desafios, de acordo com o chefe da edilidade de Vilankulo, são a actualização do plano de estrutura da vila, o desenho do projecto da toponímia e endereçamento da urbe, a construção e o início do funcionamento do aterro sanitário no bairro Alto Macassa, a criação de uma base de dados para a cobrança do Imposto Predial Autárquico, para além da continuação da busca de financiamentos junto de parceiros, incluindo o Governo Central, para a reabilitação da Avenida da Marginal, cuja erosão ameaça atingir a vila-sede do distrito.

Inhambane - Vilankulo reclama estatuto de cidade

HOUVE MUITAS REALIZAÇÕES
No entanto, Suleimane Amugy afirmou que nem tudo são dificuldades naquele município, pois, conforme considerou durante as celebrações do 49º aniversário da vila, há sinais evidentes que ilustram o comprometimento dos munícipes locais em ver a sua sede distrital elevada a outra categoria.

A título de exemplo, apontou a elaboração do projecto de recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos financiado pela União Europeia num montante de 200 mil euros, a aquisição de 3500 metros de tubagem para a expansão da rede de abastecimento de água aos bairros Alto Macassa, 25 de Junho e 19 de Outubro, a emissão de 77 licenças simplificadas para actividades económicas que geraram 496 postos de emprego na área de comércio a retalho, a construção e distribuição de 25 lojas no mercado municipal, a reconstrução do campo polivalente de Vilankulo, com capacidade de três mil espectadores e orçada em cerca de dez milhões de meticais.

Outras realizações compreenderam a reabilitação da rua principal de Vilankulo com a aplicação de pavê, a construção de três sedes de bairros e respectivas esquadras da Polícia Municipal, a aprovação do projecto de turismo rural para o bairro 19 de Outubro, o financiamento de 33 projectos no âmbito de combate à pobreza urbana no valor de dois milhões de meticais, entre outras actividades.

Do rol das realizações, o Presidente do Conselho Municipal da Vila de Vilankulo apontou a modernização do aeródromo local, o melhoramento da rua do aeroporto, a edificação de várias estâncias turísticas de qualidade que, na sua opinião, muito contribuem para o desenvolvimento da urbe.
Amugy aproveitou a oportunidade para pedir união de todos, cada um no seu sector de actividade e de residência, para desenvolver esforços para que aquela vila atinja muito rapidamente a categoria de cidade.

Moatize: Detido líder dos oleiros que paralisaram a Vale

Na altura da sua detenção, a polícia não terá apresentado nenhum mandado de busca e captura, emitido pela procuradoria ou tribunal. Segundos os oleiros, esta detenção é uma forma de intimidá-los para não continuarem a exigir uma justa indemnização da mineradora Vale.

Com a prisão do seu líder, os oleiros foram obrigados a parar com as suas manifestações que consistiam em impedir a circulação do comboio carregado de carvão mineral para o Porto da Beira e o acesso à mina da Vale. Assim, logo pela manhã de ontem, os mesmos estiveram amotinados na Esquadra Distrital da Polícia, para apelar à libertação do seu líder. `nós não saímos daqui sem o Refo, ele não matou ninguém, apenas exigimos os nossos direitos, paguem o que é nosso, 60 mil meticais são irrisórios, basta de brincadeiras da Vale´ disse Maria Faria, uma dos oleiros em manifestação.

Já por volta das 12h00 de ontem, o advogado dos oleiros pronunciou-se nos seguintes termos: `esta prisão é ilegal, a polícia não pode continuar a agir desta forma, isto mostra que abusam da autoridade do Estado´ lamentou Hermínio Nhantumbo.

Moatize: Detido líder dos oleiros que paralisaram a Vale

Momentos mais tarde, já por volta das 13h00, num vai-vem entre a Procuradoria e a Polícia, chegava novamente o advogado e um oficial da Procuradoria com um mandado de soltura que restituiu à liberdade o líder dos oleiros, Refo Agostinho.

À saída da esquadra, Refo disse: `não matei ninguém, isso que a polícia está a fazer é injusto. foram prender-me numa noite, será que sou ladrão? Vou continuar a lutar por aquilo que é nosso direito, aliás, vem ai uma grande manifestação, caso não tenhamos resposta positiva, ai vão ver o que faremos, já basta´, ameaçou.

Entretanto, as actividades na mina da Vale voltaram à normalidade, mas os comboios ainda não retomaram o tráfego normal por temer algum incidente. Uma fonte da Vale disse que a empresa prevê encontros com o governo para estudar a melhor forma de ultrapassar o diferendo com os oleiros.

Transportes públicos sob gestão municipal

O Conselho Municipal da Cidade de Inhambane assumiu há dias a gestão da Empresa de Transportes Urbanos local, que até então era gerida como uma unidade privada sob comando da Empresa Transportes Públicos de Maputo (ETPM). A medida insere-se no âmbito da descentralização da actividade de transportes públicos urbanos.

A empresa dos transportes agora municipalizada contava com uma frota de seis autocarros, dos quais apenas um circula com algumas deficiências mecânicas. O chefe da edilidade da cidade de Inhambane, Benedito Guimino, considerou que a instalação de uma empresa municipal de transporte de passageiros representa mais um desafio para o seu Executivo, que é chamado a mostrar a sua capacidade de oferecer serviços de qualidade aos munícipes.

Transportes públicos sob gestão municipal

 

“Já estamos a trabalhar no sentido de, paulatinamente, recuperar algumas unidades neste momento paradas, ao mesmo tempo que estamos em contacto com os nossos parceiros para aquisição de dois autocarros novos numa primeira fase”, disse o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Inhambane, que acrescentou que, por outro lado, “procuraremos liquidar a dívida que herdámos com o antigo gestor da empresa”.

Assegurou também que o Município, ao assumir a gestão da Empresa Transportes Públicos Urbanos, sinonimiza uma grande responsabilidade, sobretudo numa altura em que os transportes semicolectivos de passageiros agravaram as tarifas de passagem, quer dentro da cidade, quer entre distritos.

“Face ao novo cenário, a nossa gestão vai exigir uma seriedade, porque os munícipes vão optar pelos transportes urbanos e os semicolectivos, vulgos “chapa”, serão uma alternativa”, disse Guimino, prometendo fazer tudo da melhor maneira possível para que a circulação de pessoas e bens a nível do município de Inhambane melhore nos próximos tempos.

O transporte inter-distrital foi reajustado em um metical por quilómetro e a nível da cidade de Inhambane foi agravado em mais dois meticais, ao passar dos anteriores cinco para sete meticais.

Detidos assassinos do polícia do Volante 6

Os malfeitores, que se faziam transportar em duas viaturas de marca Toyota Prado, alvejaram ainda um outro polícia, provocando-o ferimentos, durante uma troca de tiros com os agentes afectos àquele posto.

O incidente aconteceu cerca das 20.00 horas quando o malogrado Leonardo João Mazul, guarda da Polícia se encontrava a desempenhar as suas funções na companhia de outros membros da corporação em número não especificado.

Segundo Arnaldo Chefo, porta-voz da Polícia no Comando da cidade, a neutralização dos quatro indivíduos aconteceu graças a um trabalho levado a cabo por diferentes forças da corporação para encontrar os assassinos de Leonardo e responsabiliza-los pelos seus actos.

“Um trabalho desencadeado por diferentes forças da Polícia culminou com a detenção de quatro indivíduos indiciados de participar no assalto ao Posto Policial e que para não prejudicar as investigações, não podemos revelar os nomes”, disse o porta-voz.

Detidos assassinos do polícia do Volante 6

No habitual encontro com a Imprensa, Chefo afirmou que a corporação continua a fazer buscas em diferentes bairros da capital para neutralizar os outros integrantes da quadrilha com vista ao esclarecimento das reais circunstâncias por detrás do crime que tirou a vida ao seu colega.

“O que podemos assegurar é que há pistas seguras que a corporação está a seguir com vista ao esclarecimento da ocorrência e detenção dos criminosos de forma a responderem por este delito e as circunstâncias que terão concorrido para actuação da quadrilha”, acrescentou.

Informações adiantadas na altura pelo Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) indicavam que o assalto tinha como objectivo o roubo de armas de fogo, para posterior utilização no crime organizado, mas que tal não chegou a se materializar.

Implementação no “Corredor de Nacala”: ProSavana depende de três áreas de acção

“Em termos gerais, estão identificados alguns projectos de impacto rápido que vão dinamizar uma série de acções ligadas ao desenvolvimento agrícola do “corredor”. Estamos a falar de projectos ligados à exploração dos recursos hídricos, melhoramento das infra-estruturas rodoviárias para o escoamento dos produtos e de conservação de alimentos”, disse, a-propósito, o ponto focal do ProSavana em Nampula, Américo Uaciquete.

Para que estes e outros projectos estejam em implementação no terreno deverá ser aprovado até Outubro próximo um instrumento orientador dos investimentos a realizar e o período em que devem estar realizados para que possam dinamizar a actividade agrícola no local.

O plano-director, como uma das componentes do programa, segundo Uaciquete, está numa fase muito avançada de elaboração. “Na verdade, neste momento estamos perante o “draft” número dois do plano-director que está a merecer comentários de várias entidades, incluindo membros da sociedade civil. A nossa perspectiva é que até Outubro deste ano esteja pronto e que seja um instrumento que guie o desenvolvimento do Corredor de Nacala”, indicou Uaciquete.

Implementação no “Corredor de Nacala”: ProSavana depende de três áreas de acção

O ProSavana, ajuntou, está enquadrado dentro do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário de Moçambique (PEDSA) e visa assegurar a produção de alimentos que garantam a segurança alimentar para a população moçambicana, da região e interagir com países da Ásia.

Mesmo antes da conclusão daquele instrumento, uma coisa é clara: o programa não tem como intenção expropriar a população das suas terras. “É verdade que no início houve uma série de especulações. O entendimento público, sem a devida cautela, leva a essa interpretação. Não é intenção nossa arrancar a terra a quem quer que seja. O acesso à terra em Moçambique está legislado e o ProSavana segue o que está legislado”, disse.

Apesar de ainda não estar aprovado o plano-director, a nossa Reportagem, que esteve recentemente em Nampula, constatou que já existe trabalho feito, sobretudo no que se refere à investigação, para além de toda uma cadeia de produção que se está a projectar tendo em vista o aproveitamento das oportunidades existentes no “corredor”.

Mesmo em termos de projecção dos modelos de desenvolvimento de empresas já se avançou com um estudo de base envolvendo cinco empresas que beneficiaram do fundo da iniciativa do ProSavana no valor de 750 mil dólares alocado pelo Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA).

O ProSavana foi concebido como um Programa de Desenvolvimento Agrícola e Rural para o “Corredor de Nacala” e visa melhorar a competitividade do sector rural da região tanto em matéria de segurança alimentar a partir da organização e do aumento da produtividade no âmbito da agricultura familiar, como na geração de excedentes exportáveis a partir do apoio técnico à agricultura orientada para o agro-negócio.

Transportes públicos urbanos longe de satisfazer a procura

O Ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, reconhece que, apesar de haver um melhoramento gradual, em termos de oferta dos transportes urbanos pelas empresas públicas, este serviço continua longe de satisfazer as necessidades do público utente.

Zucula, que falava quinta-feira, em Maputo, na sessão parlamentar de perguntas ao Governo, disse que, em 2008, as empresas públicas dispunham de um total de 105 autocarros a operar nas cidades de Maputo, Matola e Beira, número que subiu para 136 em 2009. Em 2010, a frota passou para 195 e, em 2011, para 400.

Esta frota, segundo Zucula, veio a reduzir para 391 autocarros em 2012, com o abate de parte dos autocarros que já tinham sido adquiridos em 2006.

“Em termos de disponibilidade, se considerarmos somente os autocarros em circulação, o aumento da oferta apresenta, em média anual, 70 autocarros em 2008, 78 em 2009, 94 em 2010, 102 em 2011 e 218 em 2012”, explicou Zucula, citado pela AIM.

Transportes públicos urbanos longe de satisfazer a procura

Este esforço, segundo o ministro, significou uma injecção por parte do Governo de mais de 1.500 milhões de meticais.

As empresas públicas registaram uma evolução, em termos de passageiros transportados, com as estatísticas a indicarem que em 2008 foram transportados 16.118 mil passageiros e 41.918 mil passageiros em 2012.

A agravar ainda mais a crise de transporte, segundo Zucula, a frota dos transportes públicos oferecidos pelo sector privado foi reduzindo, em média, 15 por cento ao ano desde 2010, como resultado do aumento dos preços dos combustíveis e serviços de manutenção.

Adicionalmente, houve aumento de rotas locais onde as estradas não oferecem melhores condições de circulação, agravando ainda mais as necessidades de manutenção e diminuindo a vida útil das viaturas.

Mucobora não entende por que as instituições do Estado teimam em não criar comissões de ética

O PGR adjunto alerta que a Comissão Nacional de Ética tem “muitas atribuições” e duvida que, a trabalhar “um dia por semana”, como sucede agora, vá cumprir as suas atribuições. Neste sentido, convida-a a “acelerar o ritmo”.

O procurador-geral adjunto, Taibo Mucobora, deu uma palestra sobre a Lei de Probidade Pública, na A Politécnica, e aproveitou para levantar alguns aspectos problemáticos de implementação da lei. A começar pela Comissão Nacional de Ética, cujo presidente, Jamisse Taimo, foi quem o convidou à palestra, embora na qualidade de director da Universidade Politécnica.

Segundo Mucobora, a lei consagra tantos poderes a esta comissão, o que deixa dúvidas no ar sobre a capacidade de cumprir satisfatoriamente, a trabalhar “um dia por semana”.

Numa indirecta diplomática, o actual PGR adjunto recordou a Jamisse Taimo os enormes poderes que a lei confere à comissão que preside e convidou-a a aumentar as horas de trabalho. Mucobora referiu que a Comissão Nacional de Ética tem “uma tarefa complexa, que requer muita dedicação, empenho e estudo por parte dos componentes deste órgão”. Jamise ouviu, mas não teceu comentários.

Mucobora não entende por que as instituições do Estado teimam em não criar comissões de ética

Por outro lado, o actual PGR adjunto questionou por que as instituições do Estado teimavam em demorar na criação das comissões locais de ética, quando os prazos estipulados pela lei estão largamente ultrapassados. A Lei de Probidade Pública, disse Mucobora, é um desafio para todos: servidores públicos visados, Comissão Nacional de Ética, comissões de ética ao nível das instituições e para o Ministério Público. No entanto, avisou que este só entrará em acção quando se esgotar a margem de intervenção das comissões de ética.

Por exemplo, sobre os servidores que renunciaram a um dos cargos, muito depois da entrada em vigor da lei, mas que, entretanto, continuaram a auferir salários desde Novembro de 2012, Mucobora disse que não era “só função do Ministério Público. é, primeiro, do servidor público, no caso, daquele que exerce o cargo político; segundo, da instituição onde a entidade está integrada; terceiro, do responsável ou superior hierárquico da instituição onde a entidade está integrada; depois, da Comissão Central de Ética Pública; e, por fim, falhando tudo isso, do ministério público. Então, não é uma coisa que acontece e nós actuamos sem aferir todos os elementos constituintes da matéria própria para levar o ministério público a agir”, disse, para em seguida reconhecer que o “Ministério Público tem muitas atribuições e, parecendo que não, os quadros e os meios que tem ao dispor não são suficientes, não obstante ter-se avançado bastante nesse sentido”.

Outros presentes na palestra, como, por exemplo, o jornalista e jurista Ericino de Salema, defendem que os ímprobos – por exemplo, os deputados que anunciaram ter renunciado aos cargos nas empresas públicas – deveriam ser convocados a devolver as remunerações que receberam nestes organismos depois da entrada em vigor da lei de probidade pública. Sobre esta questão, Taibo Mucobora disse, em tom diplomático, que “era preciso verificar quando é que, efectivamente, eles deixaram de auferir numa segunda instituição”, e atirou a responsabilidade às instituições onde auferiram tais remunerações.

Desde madrugada de ontem: Energia para a RAS transmitida em pleno

Fonte autorizada da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) disse a nossa fonte que a transmissão de energia eléctrica na capacidade instalada das duas linhas foi reposta por volta das 4.25 horas.

Como consequência da queda das torres, a HCB registava até então uma redução de cerca de 30 porcento em termos da quantidade de energia vendida à sua principal cliente, a sul-africana ESKOM, significando um prejuízo diário na ordem de 300 mil dólares.

No dia 21 de Janeiro de 2013, devido aos efeitos das cheias ocorridas no país, a força destruidora das águas provocou a queda da torre 2055 e a danificação de outras duas adjacentes na zona de Pafúri, província de Gaza, culminando deste modo com o arrastamento da linha de escoamento da corrente eléctrica para a ESKOM, empresa sul-africana de venda e distribuição de energia.

Logo a seguir à ocorrência foram accionadas medidas visando o rápido restabelecimento da transmissão em pleno e desencadeadas diligências para a reparação dos danos causados pelas cheias. Assim, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa assinou no dia 25 de Fevereiro de 2013 um contrato de empreitada para o restabelecimento operacional da linha.

Desde madrugada de ontem: Energia para a RAS transmitida em pleno

A intervenção foi antecedida pela desminagem da zona para garantir a segurança dos técnicos e operários, uma vez que se suspeitava que as águas tivessem arrastado para o local minas anti-pessoais.

Seguiu-se à desmontagem das torres danificadas e a montagem das novas e dos respectivos cabos de transmissão, trabalho que se previa estivesse concluído no dia 30 de Março de 2013, facto que não aconteceu devido a novos constrangimentos encarados pelo empreiteiro no decurso da obra.

Entretanto, aquando das cheias de 2000, em que as duas linhas ficaram paralisadas, a reposição da primeira, como solução provisória, levou cinco meses. Alguns meses depois foi possível fazer a reposição da segunda linha, porque ficou-se à espera que passasse a época das chuvas para fazer a intervenção.

O desafio, no presente caso, segundo o engenheiro Moisés Machava, director de Engenharia e Manutenção na HCB, foi criar condições para iniciar as obras de intervenção mesmo antes de terminar a época das chuvas. Por isso mesmo foi possível repor o fornecimento de energia em três meses.

O empreiteiro foi mobilizado a partir da RAS e para a reposição da linha também se recorreu ao uso de meios aéreos, nomeadamente helicópteros.

Segundo Machava, para além desta intervenção, a HCB está a desenhar um projecto para melhor proteger as infra-estruturas de transmissão de energia que estará em sintonia com a possibilidade já avançada pelo Executivo de construção de obras hidráulicas em vários cursos no percurso da linha de transmissão, uma das quais em Mapai.

Moçambique: Criminalizar para mitigar abusos ao meio ambiente

Esta visão é de Francisco Pariela, do Ministério do Turismo, falando à margem do seminário sobre contrabalanço pela perda da biodiversidade no país, que teve lugar quinta-feira, em Maputo.

Francisco Pariela entende que Moçambique já avançou bastante nesta matéria, ao criar um pacote legislativo que visa combater os abusos ao meio ambiente. Está em falta, na sua visão, a implementação efectiva.

“Internamente já temos legislação. Agora, havendo necessidade de melhorar podemos fazê-lo. E todos concordam que estamos a dar passos significativos nesta matéria com a criação, por exemplo, da Lei de Conservação”, diz, sublinhando a necessidade de haver coragem, rigor e “mão dura” para aqueles que cometem crimes ambientais.

Aliás, a criminalização dos actos contra o ambiente já foi plasmada nos vários pacotes legislativos, como na Lei de Conservação, faltando uma maior fiscalização da sua implementação.

“Uma das questões importantes que vem nesta lei é a criminalização dos actos contra o meio ambiente. Nós esperamos que implementando esta legislação poderemos mitigar a caça furtiva, a exploração desenfreada de florestas, as queimadas que resultam do fogo posto, entre outros problemas ambientais causados pelo Homem”, acredita Francisco Pariela, para quem, acontecendo isso, Moçambique estará a caminhar para o equilíbrio entre a indústria extractiva e a conservação da biodiversidade.

Sobre o encontro, no qual participaram especialistas de países como Estados Unidos e Madagáscar, Francisco Pariela diz que o mesmo surge na sequência dos vários desenvolvimentos que vão acontecendo a nível da exploração dos recursos naturais no país.

“E nós sentimos que os passos dados são uma oportunidade de sentarmos, discutirmos e encontrarmos mecanismos de fazermos a exploração de recursos naturais contrabalançando com aquilo que são as exigências e necessidades do meio ambiente”, explica, avançando que, um dos aspectos salientados foi a necessidade de troca de experiências e do reforço das relações entre Moçambique e os demais países que já avançaram muito nesta matéria, com pesquisas desenvolvidas na área do contrabalanço.

E explica: “O contrabalanço é o equilíbrio que se pretende entre a indústria extractiva – que aqui engloba a mineral, a florestal, turismo, entre outras – e a conservação do meio ambiente. E se falamos sobre mudanças climáticas no sector do turismo, um dos grandes aspectos que se coloca é como faremos o contrabalanço e também de que forma mitigaremos e nos adaptaremos aos fenómenos das alterações climáticas”.

Moçambique: Criminalizar para mitigar abusos ao meio ambiente

O seminário de contrabalanço pela perda da biodiversidade em Moçambique tinha como objectivo colher experiências e fazer uma reflexão geral sobre que mecanismos podem ser seguidos interinamente para se obter o equilíbrio entre a indústria extractiva e a conservação da biodiversidade.

A secretária permanente do Ministério do Turismo, Fernanda Matsinha, recordou, na ocasião, que as áreas de conservação constituem um factor importante para o desenvolvimento integrado do distrito, pois mobiliza as comunidades locais a praticarem a agricultura de conservação, ao mesmo tempo que se engajam na conservação de florestas, do património cultural e no desenvolvimento do ecoturismo, aumentando, desta forma, as rendas familiares e contribuindo para o crescimento económico do país.

“Para que possamos dar cumprimento a todos os nossos programas de conservação e utilização sustentável dos recursos faunísticos e florestais é necessária a educação da sociedade moçambicana para o respeito pelo meio ambiente e para a preservação da natureza e implementação das leis e regulamentos vigentes”, disse.

Segundo a secretária permanente, a caça furtiva, destruição de florestas, que assolam, em grande medida a diversidade biológica, associado ao abate indiscriminado da fauna bravia e às queimadas descontroladas, extracção insustentável da floresta, criam o desequilíbrio ecológico e a redução de animais e plantas, colocando várias espécies expostas à vulnerabilidade e em extinção.

Reconheceu que todas estas actividades nefastas concorrem para o recrudescimento das mudanças climáticas, com todas as consequências para o país, que perde o património genético e financeiro.

Para Fernanda Matsinha, o seminário de contrabalanço pela perda da biodiversidade realizou-se numa altura em que as actividades de desenvolvimento levadas a cabo muitas vezes levam à devastação e degradação ambiental, pois “não têm em consideração a necessidade de conservação e preservação dos recursos naturais para as gerações vindouras, e muito menos consideram a necessidade das actividades de desenvolvimento terem que ser harmonizadas com a protecção ambiental”.

O encontro, na acepção da secretária permanente, foi uma oportunidade para os sectores público e privado, envolvidos em diferentes actividades socioeconómicas, mas que tenham efeitos sobre a biodiversidade, como é o caso da indústria extractiva nacional ou mesmo o turismo, interagirem com especialistas da área, parceiros de cooperação, instituições académicas e a sociedade civil moçambicana.

“A troca de conhecimentos e experiências visa potenciar o país em mecanismos que devem ser seguidos para o estabelecimento de bases científicas para determinação do contrabalanço da biodiversidade para efeitos de fixação de devidas compensações de modo que, o sector de conservação possa beneficiar de acesso aos fundos financeiros disponíveis nos projectos de desenvolvimento de âmbito nacional e internacional, a serem aplicados em actividades de conservação no sistema nacional das áreas de conservação”, disse Fernanda Matsinha.

Reformas estruturais para facilitar crédito – recomenda vice-governador Do Banco Central

O vice-governador do Banco de Moçambique, António Pinto de Abreu, quem proferiu estas palavras, citou como exemplo de condicionantes estruturais a disponibilidade de instituições e de produtos e serviços financeiros no território nacional, junto dos agentes económicos e adequados aos diferentes sectores de actividade.

António Pinto de Abriu referiu que ciente da necessidade de empreender nova dinâmica ao sistema financeiro e de ajustar o quadro da política monetária às transformações jurídico-institucionais, o Banco de Moçambique vem encetando reformas estruturais, promovendo a adequação da legislação com vista a abrir-se o mercado financeiro a investidores privados nacionais e estrangeiras.

As reformas visam também proporcionar um ambiente favorável ao desenvolvimento de produtos e serviços diversificados e a incentivar a expansão dos balcões e dos serviços financeiros às zonas rurais.

O vice-governador do Banco de Moçambique falava durante a conferência “Conheça e use o financiamento às pequenas e médias empresas”, evento recentemente promovido, em Maputo, pelo jornal Negócios e pelo IPEME.

Na ocasião, Pinto de Abreu frisou que os resultados da reforma são visíveis e consolidam-se ano após ano, ilustrando tal facto com a evolução do número das instituições a operar que passou de apenas três bancos em 1992, para um total de 21 presentemente, com 529 agências ou balcões licenciados, dos quais 502 já em operação.

Reformas estruturais para facilitar crédito – recomenda vice-governador Do Banco Central

Disse, ainda, a título de demonstração, que há seis anos apenas 28 distritos tinham agências bancárias, perfazendo 274 balcões. Hoje, para além de bancos, existem oito microbancos, sete cooperativas de crédito, 11 de poupança e empréstimo, 202 de microcrédito e 1 instituição de moeda electrónica com mais de 3.000 agentes espalhados pelo país.

“Temos a consciência de que o crédito bancário desempenha um papel importante no desenvolvimento do sector empresarial de um país e nenhuma economia pode sobreviver à margem da banca. Na verdade, o crédito possibilita a aquisição de meios de produção, matérias-primas e contratação de mão-de-obra, ou seja, ajuda a provocar a transformação do capital líquido em capital fixo ou meios de produção”, frisou.

Reconheceu que as políticas tendentes a manter a inflação baixa e a trazer as taxas de juro para níveis comportáveis por si sós podem não resolver o problema.

Para o vice-governador do Banco de Moçambique, coloca-se também a questão da dimensão do mercado encarada em duas perspectivas – por um lado, o tamanho do mercado de crédito com impacto real e capilar para a economia e, por outro lado, a capacidade dos operadores do mercado acompanharem as necessidades crescentes duma economia em franco desenvolvimento.

“O primeiro aspecto prende-se com a tendência à dolarização que se tinha mostrado praticamente irreversível até meados da década passada – os bancos preferiam fazer operações de crédito em moeda estrangeira, diminuindo assim o tamanho do crédito em moeda nacional; os agentes económicos com projectos elegíveis optavam por obter crédito em moeda estrangeira alegadamente por enfrentarem custos mais baixos e mais previsíveis”, referiu.

Recordou que viveu-se, no país, anos de crédito em moeda estrangeira superando significativamente o crédito interno em moeda nacional – era a armadilha da dolarização, tomando conta dos balanços da banca nacional

Malawi e EUA em exercícios militares conjuntos no lago Niassa

As forças armadas de defesa do Malawi e tropas dos Estados Unidos da América realizam entre os dias um e dezassete de Maio próximo, exercícios militares conjuntos, denominados “Epic Guardian 13”.

Trata-se de manobras militares que visam potenciar o país para a sua própria defesa e participação em operações de paz, bem como para a troca de experiências.

A iniciativa insere-se no âmbito da assistência do governo norte-americano para o continente africano, através do Comando Militar dos Estados Unidos para África, conhecido na sigla inglesa por AFRICOM.

De acordo com informações prestadas à imprensa, vão participar nas manobras setecentos militares e outros efectivos das forças de segurança do Malawi e dos Estados Unidos da América, de modo a dar resposta a qualquer emergência, incluindo as crises humanitárias.

Falando em conferência de imprensa em Lilongwe, um oficial governamental disse que o programa insere-se nas cordiais relações existentes entre o Malawi e os Estados Unidos da América.

Arthur Chipenda explicou que os Estados Unidos da América depositam plena confiança no Malawi e desde a sua independência, os dois governos trabalham juntos em vários sectores, nomeadamente, defesa, saúde, educação, entre outros.

Chipenda afirmou que os exercícios militares conjuntos previstos para o próximo mês de Maio reflectem a vontade dos dois países em reforçar a capacidade institucional do Malawi para responder a qualquer crise que poderá ocorrer no país.

Malawi e EUA em exercícios militares conjuntos no lago Niassa

Ele acrescentou que por diversas vezes, o governo do Malawi solicitou aos Estados Unidos da América apoio para a capacitação institucional de várias agências governamentais para que possam estar a altura dos desafios do país, principalmente em caso de catástrofes naturais e crises humanitárias.

Para além das forças armadas do Malawi vão participar nos exercícios militares conjuntos, oficiais de outros departamentos governamentais, nomeadamente, dos ministérios do interior e da informação, dos serviços secretos, do corpo de salvação pública, da autoridade tributária e do departamento de prevenção e combate as calamidades naturais.

Os exercícios militares conjuntos consistirão em diversos treinos sobre posto de comando, coordenação operacional bem como a simulação de alguns cenários como resgate e assistência as vítimas das catástrofes naturais, resolução de conflitos e outras matérias.

Respondendo a uma questão sobre uma eventual ligação entre os exercícios militares conjuntos e o diferendo fronteiriço entre o Malawi e a Tanzania em torno do Lago Niassa, Chipenda disse que os treinos não tem absolutamente nada a ver com a crise.

Chipenda sublinhou que os dois países estabeleceram mecanismos apropriados para resolver a disputa fronteiriça.

Por seu turno, a encarregada de negócios da embaixada dos Estados Unidos da América, Lisa Vickers, destacou as boas relações com o Malawi e a sua contribuição para a segurança e estabilidade regionais.

O chefe-adjunto das relações exteriores das forças armadas do Malawi, coronel Elias Kapalamula disse que os exercícios militares conjuntos vão decorrer na base aérea de Lilongwe e no aeroporto da mesma cidade, bem como na Academia Militar.

Os treinos também terão lugar na floresta de Mua e em Monkey Bay, no Lago Niassa.

Espectro de guerra é remoto – afirma Joaquim Chissano no Fórum Pan-Africano sobre Cultura da Paz

Esta é a visão do antigo Chefe do Estado moçambicano, Joaquim Chissano transmitida aos participantes do Fórum Pan-Africano sobre a Cultura de Paz realizado há dias na cidade de Luanda, em Angola.

Intervindo neste fórum, como “Keynote speaker” Joaquim Chissano justificou a sua tese, afirmando que algumas vezes se ouve em Moçambique discursos inflamatórios de ameaça de retorno à guerra por alguns políticos, mas que a população é pela manutenção da paz, porque ela é beneficiária dessa mesma paz. Chissano disse que o ambiente de paz que se vive em Moçambique tem igualmente permitido desenhar com firmeza os caminhos para o desenvolvimento económico e social do país.

“Com os índices de crescimento económico que o país regista e com o “boom” de descoberta de recursos naturais estamos encorajados a multiplicar os nossos esforços para transformar as actuais dificuldades em desafios superáveis num ambiente de paz, alargando o espaço para a participação de todas as camadas sociais no desenvolvimento do país”, afirmou.

Espectro de guerra é remoto - afirma Joaquim Chissano no Fórum Pan-Africano sobre Cultura da Paz

O antigo estadista moçambicano explicou ainda que a transformação do cenário de guerra e cultura de violência para o cenário de paz e cultura de paz continua a constituir um desafio no país. Ou seja, os passos dados consistiram na promoção do espírito de reconciliação, tolerância e respeito pela diferença entre os cidadãos. A livre circulação de pessoas e bens continua a cimentar os princípios de liberdade, de justiça social e democracia, assim como o respeito pelos direitos humanos.

Joaquim Chissano deu este pequeno historial para apresentar Moçambique como uma evidência de compromisso em relação à cultura do diálogo como instrumento principal de resolução de conflitos. Neste sentido anotou que a cultura de diálogo está enraizada na sociedade. Disse que para o efeito, foi preciso valorizar e desenvolver iniciativas endógenas que tiveram como base os sistemas e valores, a cultura e experiência traumática da guerra.

Elefante vira veículo e fere casal de turistas em safári na África do Sul

Um casal de turistas chineses ficou gravemente ferido esta semana depois que um elefante virou o veículo no qual viajavam pelo Parque Nacional Kruger, na África do Sul, informou a agência de notícias Sapa.

Segundo o porta-voz do Kruger, William Mabasa, o homem fracturou várias costelas e teve hemorragia interna, enquanto a mulher, que se queixava de fortes dores nas costas, foi submetida a exames mais específicos.

Elefante vira veículo e fere casal de turistas em safári na África do Sul

As duas vítimas do ataque do elefante foram atendidas por um médico e por uma equipa de serviços de emergência, que chegaram ao lugar do incidente de helicóptero. “Ainda não está claro o que fez o elefante adoptar um comportamento agressivo”, afirmou Mabasa.

“No entanto, gostaríamos de pedir aos visitantes para nunca perderem estes animais de vista e também que tentem não se aproximar demais deles quando os mesmos estiverem a caminhar pela estrada”, acrescentou o porta-voz do maior parque natural da África do Sul.

Nos últimos anos, vários acidentes deste tipo foram registados no Parque Nacional Kruger, que possuí com 19 mil quilômetros quadrados e se mostra como um dos mais procurado pelos turistas que desejam realizar um safári.

Um em cada três moçambicanos sofre de hipertensão arterial

Em Moçambique, pelo menos um em cada três adultos um sofre de hipertensão arterial, devido à falta de exercício físico, de dieta alimentar saudável e/ou consumo excessivo de bebidas alcoólicas. A informação foi tornada pública pelo director nacional de saúde pública, no âmbito da realização de uma feira de saúde.

Segundo Mouzinho Saíde, a doença está a causar mortes no País e já começou a preocupar as autoridades moçambicanas, tendo em conta que no mundo o número de mortes por ano já se estima em pouco mais de 17 milhões.

Um em cada três moçambicanos sofre de hipertensão arterial

Em relação a Moçambique, não foram avançados números no que à taxa de mortalidade, por esta doença, diz respeito. Mas fica o alerta para a necessidade das comunidades começarem a controlar a sua própria saúde, sendo que uma das medidas adequadas para evitar o mal é a prática de exercícios físicos e o controle da alimentação que cada um consome.

Para Mouzinho Saíde, «a hipertensão é um problema de saúde pública evitável», aconselhando também a população a informar-se sobre a doença e a controlar através de análises médias.

Apelou às pessoas para realizarem «actividades físicas de forma regular», assim como «reduzir o nível de sal na dieta alimentar, porque o sal é um dos elementos que contribui bastante para o aumento de problemas de hipertensão nos adultos». Uma dieta rica de «frutas e legumes» também foi vivamente aconselhada.

Necessários 300 milhões para reactivar regadio de Chókwè

O valor, de acordo com a mesma fonte, destina-se à aquisição de sementes, fertilizantes e outros insumos de produção, nomeadamente tractores, motobombas, charruas, juntas de bois e outros bens destruídos pelas cheias de Janeiro último.

O Presidente do Conselho de Administração da Hidroeléctrica de Chókwè, Soares Xerinda, é citado a afirmar que do valor necessário, o governo já disponibilizou aos produtores cerca de 20 milhões de meticais.

Explicou que apesar de ter-se reabilitado e estar garantido o abastecimento de água para quatro mil hectares, dos cerca de oito mil que eram disponíveis antes das cheias, a produção de comida no regadio continua aquém do desejado.

Segundo Soares Xerinda, ainda citado pelas mesmas fontes, a manutenção do sistema de produção junto dos produtores do regadio de Chókwè, está estimado em perto de 300 milhões de meticais, valor que não existe nos cofres daquele empreendimento de irrigação.

Necessários 300 milhões para reactivar regadio de Chókwè

Xerinda explicou ainda que apesar desta adversidade, os produtores de Chókwè, com uma mínima sustentabilidade financeira, vão colocar no mercado, dentro de 15 dias, batata, tomate, feijões, repolho, pepino e cebola, semeados depois das cheias, numa área de 500 hectares.

Ocupando uma área estimada em 34 mil hectares, dos quais apenas oito mil estão sendo aproveitados, o regadio de Chókwè já foi considerado o celeiro da Nação, uma condição que o governo quer recuperar num futuro próximo.

Refira-se que, a província de Gaza, foi uma das regiões mais afectadas pelas cheias no país, que chegaram a deixar mais de 160 mil pessoas sem-abrigo.

“Não deixemos que nos dividam” – Guebuza

O Presidente Armando Guebuza reiterou este domingo no Posto Administrativo de Muaguide, distrito de Meluco, província nortenha de Cabo Delgado, o seu apelo a todos os moçambicanos para que não se deixem influenciar por aqueles que, a todo o custo, tentam dividir o país.

Falando num comício popular, inserido na primeira fase da edição deste ano da presidência aberta e inclusiva, Guebuza disse que tudo de bom que o país conseguiu desenvolver até hoje é resultado da unidade nacional e da paz.

Segundo Guebuza, mesmo a nível de cada posto administrativo ou localidade, os moçambicanos estão misturados independentemente do sexo, idade e origem étnica.

“A unidade é uma força tremenda que nos vai ajudar a ultrapassar muitos dos nossos desafios”, disse Guebuza.

Os apelos à paz e a unidade dos moçambicanos têm dominado os discursos do Presidente, bem como as mensagens apresentadas pelas populações durante os comícios.

Em Muaguide, por exemplo, as populações foram unânimes em pedir ao Presidente Guebuza para que faça tudo ao seu alcance, para que se evitar que o país retorne a Guerra.

"Não deixemos que nos dividam" - Guebuza

Num tom de concórdia com o apelo das populações, o estadista moçambicano indicou que para, por exemplo, a energia produzida pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), na província central de Tete, chegue a mais cidadãos requer tempo e investimentos que não podem ocorrer sem a paz.

Fora dos apelos a paz e a unidade nacional, a presidência aberta inclusiva tem sido um momento em que Guebuza é confrontado com aspectos que as populações consideram “erradas” na actual governação, para além de que tem sido um momento impar de ‘aconselhamento’ para que os erros de governação de hoje ou do passado não se repitam no futuro.

Segunda-feira, Guebuza trabalha no distrito de Macomia, para na Terça tomar parte, em Muidumbe, nas comemorações do quadragésimo aniversário da morte do Herói nacional, Romão Fernandes Farinha.

Dia seguinte, Quarta-feira, o Presidente vai aos distritos de Nangade e Chiure e a capital provincial, Pemba.

Em Nangade, Guebuza vai inaugurar uma fábrica de processamento da castanha de caju e, em Chiure, cortará a fita do hospital rural local. Em Pemba, o Presidente visitará as infra-estruturas ferro – portuárias.

A sua permanência em Cabo Delgado termina oficialmente Quinta-feira.

Estrada de Nkobe: Nhancale promete fazer manutenção

A via foi reabilitada em tempo recorde, estando agora impecável, embora as suas bermas não estejam protegidas por lancis, tal como o presidente da Matola, Arão Nhancale, prometera a 4 de Fevereiro, quando oficializou o início das obras.

Questionado na cerimónia inaugural, o autarca disse que o caderno de encargos com base no qual o empreiteiro se guiou não previa a colocação de lancis para a protecção das bermas contra a erosão, mas se as estruturas se mostrarem necessárias serão montadas. Falando na ocasião, o edil garantiu que o município fará manutenção periódica da estrada, mas mesmo assim apelou aos residentes da zona e todos utentes daquela rodovia para que conservem a infra-estrutura.

“A inauguração desta estrada representa para nós uma conquista. Não a tínhamos no programa, mas dada a sua importância e a forma como foi mediatizada tivemos que reabilita-la”, disse.

As obras, confiadas ao consórcio Jjr Moçambique e jrc – Construções, custaram cerca de 25 milhões de meticais desembolsados conjuntamente pelo Conselho Municipal da Matola e Fundo de Estadas.

Maputo: Pastor em apuros na Igrega Mundial por não conseguir colectar 100 mil meticais/mês

A Igreja Mundial do Poder de Deus, na cidade de Maputo, volta a estar no centro das atenções com um pastor, de nome Tomás Xavier, a denunciar casos de descontos nos seus rendimentos mensais, alegadamente por não conseguir cumprir as metas na colecta de contribuições estabelecidas pela direcção daquela congregação religiosa.

Segundo reporta o jornal Notícias, o caso foi já apresentado e discutido na Comissão de Mediação de Assuntos Laborais (COMAL) do Ministério do Trabalho, entidade que decidiu que a igreja deveria pagar os valores descontados ao pastor e a respectiva indemnização.

No entanto, por não possuir força legal e executiva para forçar ao cumprimento das suas deliberações, este organismo emitiu uma certidão de impasse, documento que abre espaço para apresentação do caso às instâncias judiciais.

O presidente da Igreja Mundial, Jorge Matavele, citado pelo Notícias, refutou as afirmações do pastor Tomás Xavier, alegadamente por este estar a faltar à verdade ao reclamar uma indemnização, uma vez que não foi expulso e abandonou a congregação de livre vontade.

Matavele acrescentou que os descontos sobre os rendimentos foram efectuados com o seu consentimento e abrangeram a vários outros pastores, uma vez que a igreja estava a atravessar uma crise e precisava da colaboração de todos os seus servos.

Maputo: Pastor em apuros na Igrega Mundial por não conseguir colectar 100 mil meticais/mês

Segundo Tomás Xavier, a história começa em finais do ano passado quando, numa reunião, a direcção da igreja decidiu que os pastores deviam apresentar receitas mensais de 100 mil meticais ou de 30 mil semanais, resultantes das contribuições dos crentes.

Xavier disse que dificilmente conseguia cumprir estas metas, uma vez que orientava os cultos numa igreja localizada na zona do 1º de Maio, bairro Kongholote, município da Matola, uma área que, no seu entender, é habitada por crentes de poucas posses financeiras.

“Eu entregava os envelopes para ofertas a partir de 150 até 300 meticais e outros pastores faziam-no a partir de 500 meticais. Cheguei a ouvir da direcção da igreja que eu não servia para ser pastor por não ter receitas altas como os outros”, acrescentou Xavier.

O visado disse que a partir daí começou a sofrer descontos nos seus salários, num período de quatro meses, e acabou sendo transferido para a igreja de Boane, onde foi instado a não orientar mais cultos, servindo apenas como assistente.

“Apresentei a preocupação à direcção da igreja no sentido de ver o meu salário reposto e isso não aconteceu. Foi essa a razão que me levou a decidir desvincular e apresentar o meu caso à Inspecção do Trabalho”, referiu.

Silos vão reduzir perda de excedentes

Localizados em Nanjua, posto administrativo de Meza, distrito de Ancuabe, a instalação dos silos custou ao Governo e parceiros de cooperação, pouco mais de 60 milhões de meticais.

Trata-se de infra-estruturas com a capacidade de conservar mais de 6 mil toneladas de cereais, de um total de 80 mil toneladas que se espera que os distritos de Ancuabe, Montepuez, Metuge, Quissanga, Namuno produzam ao longo do presente ano.

Segundo Florêncio Chavanu, director da Indústria e Comércio em Cabo Delgado, a construção dos referidos silos, enquadra-se na política do Governo de promoção do processo de comercialização agrícola não só naquela província, mas também em todo o território nacional.

Chavanu acredita que com a entrada em funcionamento daquelas infra-estruturas, a província estará em condições de reduzir de forma substancial os níveis de perda dos excedentes devido à falta de locais e mercados seguros para armazenamento e venda dos produtos, respectivamente.

Ainda na localidade de Meza, os camponeses produtores da jatropha, disseram ao Chefe do Estado que se confrontam com sérias dificuldades relativas à identificação de mercados capazes de absorver a sua produção.

Silos vão reduzir perda de excedentes

Tal é o exemplo de Tavares Albino, que disse num comício popular orientado pelo Chefe do Estado que “não sei onde vou vender a jatropha que tenho, peço ajuda do Senhor Presidente”.

De referir que para o caso específico de Cabo Delgado, esta matéria não constitui razão de preocupação porquanto trata-se da única província que dispõe de uma unidade de produção de biocombustível.

A unidade fabril, em referência, localiza-se no distrito de Quissanga e é pertença de missionários da Igreja Católica que, para sustentar a viabilidade do uso de biodiesel, realizaram experiências positivas.

Com efeito, a nossa Reportagem que esteve em Quissanga em 2011, no decurso da presidência aberta e inclusiva, testemunhou o funcionamento de geradores de produção de energia com recurso a combustível produzido na base da jatropha.

Entretanto, no prosseguimento da sua presidência aberta, ontem o Chefe do Estado deslocou-se ao distrito de Meluco, onde para além de orientar um comício popular, como já referimos, dirigiu também uma sessão extraordinária da secretaria do posto administrativo de Muaguide.

Como tem sido hábito, também em Muaguide o Presidente da República ouviu as preocupações da população, que apresentou questões relacionadas com a necessidade de melhoramento das infra-estruturas sociais, tais como unidades sanitárias, escolas, sistemas de abastecimento de água, energia eléctrica e estradas. A população falou igualmente do conflito Homem e fauna bravia para além de ter pedido o abrandamento das normas, consideradas rigorosas, de controlo e protecção da fauna e floresta, de modo que possa explorar a lenha e a caça.

Hoje, o Chefe do Estado trabalha no distrito de Macomia.

Inaugurada maior central de energia solar de África

Pouco mais de um mês após inaugurar a maior central de energia solar concentrada dos Emirados Árabes, a empresa de energia renovável de Abu Dhabi Masdar acaba de implantar o seu mais novo empreendimento: a central Sheikh Zayed, a maior central solar fotovoltaica da África.

Inaugurada nesta sexta-feira em Nouakchott, capital da Mauritânia, a central solar fotovoltaica de 15MW custou US$ 31,99 milhões. A central consiste de 29.826 paineis e vai gerar energia suficiente para abastecer 10% da demanda do país, evitando emissões de cerca de 21.225 toneladas de dióxido de carbono.

A rede eléctrica da Mauritânia, alimentada principalmente pelos caros e poluentes geradores a diesel, possui actualmente uma capacidade instalada deficitária, resultando em sérias falhas no abastecimento de energia.

Com a demanda energética a aumentar 12% a cada ano no país, a adição da energia solar ajudará a diminuir as futuras deficiências eléctricas, ajudando a abastecer algo próximo de 10 mil residências.

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