As forças armadas de defesa do Malawi e tropas dos Estados Unidos da América realizam entre os dias um e dezassete de Maio próximo, exercícios militares conjuntos, denominados “Epic Guardian 13”.

Trata-se de manobras militares que visam potenciar o país para a sua própria defesa e participação em operações de paz, bem como para a troca de experiências.

A iniciativa insere-se no âmbito da assistência do governo norte-americano para o continente africano, através do Comando Militar dos Estados Unidos para África, conhecido na sigla inglesa por AFRICOM.

De acordo com informações prestadas à imprensa, vão participar nas manobras setecentos militares e outros efectivos das forças de segurança do Malawi e dos Estados Unidos da América, de modo a dar resposta a qualquer emergência, incluindo as crises humanitárias.

Falando em conferência de imprensa em Lilongwe, um oficial governamental disse que o programa insere-se nas cordiais relações existentes entre o Malawi e os Estados Unidos da América.

Arthur Chipenda explicou que os Estados Unidos da América depositam plena confiança no Malawi e desde a sua independência, os dois governos trabalham juntos em vários sectores, nomeadamente, defesa, saúde, educação, entre outros.

Chipenda afirmou que os exercícios militares conjuntos previstos para o próximo mês de Maio reflectem a vontade dos dois países em reforçar a capacidade institucional do Malawi para responder a qualquer crise que poderá ocorrer no país.

Malawi e EUA em exercícios militares conjuntos no lago Niassa

Ele acrescentou que por diversas vezes, o governo do Malawi solicitou aos Estados Unidos da América apoio para a capacitação institucional de várias agências governamentais para que possam estar a altura dos desafios do país, principalmente em caso de catástrofes naturais e crises humanitárias.

Para além das forças armadas do Malawi vão participar nos exercícios militares conjuntos, oficiais de outros departamentos governamentais, nomeadamente, dos ministérios do interior e da informação, dos serviços secretos, do corpo de salvação pública, da autoridade tributária e do departamento de prevenção e combate as calamidades naturais.

Os exercícios militares conjuntos consistirão em diversos treinos sobre posto de comando, coordenação operacional bem como a simulação de alguns cenários como resgate e assistência as vítimas das catástrofes naturais, resolução de conflitos e outras matérias.

Respondendo a uma questão sobre uma eventual ligação entre os exercícios militares conjuntos e o diferendo fronteiriço entre o Malawi e a Tanzania em torno do Lago Niassa, Chipenda disse que os treinos não tem absolutamente nada a ver com a crise.

Chipenda sublinhou que os dois países estabeleceram mecanismos apropriados para resolver a disputa fronteiriça.

Por seu turno, a encarregada de negócios da embaixada dos Estados Unidos da América, Lisa Vickers, destacou as boas relações com o Malawi e a sua contribuição para a segurança e estabilidade regionais.

O chefe-adjunto das relações exteriores das forças armadas do Malawi, coronel Elias Kapalamula disse que os exercícios militares conjuntos vão decorrer na base aérea de Lilongwe e no aeroporto da mesma cidade, bem como na Academia Militar.

Os treinos também terão lugar na floresta de Mua e em Monkey Bay, no Lago Niassa.