28 C
Matola
Domingo, Abril 19, 2026
Site Página 2227

Leopoldo da Costa proposto por secretariado dissolvido pela ONP

Os mesmos dizem não ter participado em nenhuma reunião e não ter sequer subscrito qualquer documento que visasse candidatar Leopoldo da Costa à CNE.

A verdade sobre a polémica recandidatura de Leopoldo da Costa à Comissão Nacional de Eleições (CNE) começa a vir à tona.

Afinal, o secretariado nacional executivo da Organização Nacional dos Professores (ONP) que assina o suporte da candidatura de Leopoldo da Costa foi dissolvido a 26 de Março último, uma semana antes da realização da suposta reunião que propôs o actual presidente da CNE como candidato.

O Parlamento recebeu no dia 10 de Abril, último dia do prazo, o documento propondo Leopoldo da Costa como candidato a membro da Comissão Nacional de Eleições, o qual foi assinado pela directora das Relações Internas e Externas de projectos da ONP, Safira Mahanjane.

Leopoldo da Costa proposto por secretariado dissolvido pela ONP

Entretanto, a suposta eleição do presidente da CNE pela ONP aconteceu durante um encontro em que participaram alguns membros do secretariado nacional executivo e do Conselho nacional, órgãos que, curiosamente, já não estavam em funções.

Aliás, os novos membros destes órgãos ainda não foram empossados, sendo que a cerimónia da tomada de posse está agendada para o mês de Maio.

Curioso ainda é o facto de a tal reunião que escolheu Leopoldo da Costa ter sido realizada sem o conhecimento e nem presença da presidente e do vice-presidente deste sindicato, por sinal, os que coordenam a agremiação depois da dissolução do secretariado.

A suposta reunião, cuja acta também foi entregue à Assembleia da República, foi dirigida por Safira Mahanjane. A acta também terá sido assinada por Henriqueta do Rosário, presidente do Conselho Fiscal da ONP, um órgão que não faz parte nem do secretariado, nem do Conselho Executivo. Mais: Henriqueta do Rosário reside em Marromeu, província de Sofala, distrito onde exerce funções de Secretária Permanente.

Matou esposa à facada

O caso deu-se terça-feira à noite, no quarteirão 82, bairro 1º de Maio, quando N. Tembe teve acesso a mensagens telefónicas que a sua esposa trocara com um suposto amante.

A vítima, que em vida respondia pelo nome de Júlia Machanga, de 30 anos, foi atingida na região do abdómen, depois de golpes desferidos pelo marido com recurso a um pau.

A nossa Reportagem soube que depois de ler as referidas mensagens, Tembe questionou a companheira sobre a proveniência das mesmas e a possível relação existente entre ela e o remetente.

Não tendo resposta satisfatória, o jovem, que vinha suspeitando a esposa de manter relações extraconjugais, partiu para a violência espancando-a.

Falando à Reportagem da nossa fonte, Tembe contou que a vítima vinha o traindo há bastante tempo e que o problema chegou a ser solucionado a nível familiar. Na altura, Júlia Chilengue terá pedido perdão e prometido fidelidade.

Matou esposa à facada

“Na verdade, cansei-me da traição da minha mulher. Ela chegou a ter relações extraconjugais com três vizinhos. Então tivemos que sentar com os nossos familiares para resolver o assunto. Desta vez fiquei surpreendido ao ver aquelas mensagens no seu celular”, referiu Tembe.

Entretanto, Simiana Fondo, do Comando da PRM na província de Maputo, disse que a corporação teve informação graças a denúncias populares.

“Quando soubemos do caso dirigimo-nos ao local e tratamos de recolher o assassino imediatamente para a cela da Polícia e a vítima já tinha perdido a vida”, disse Simiana Fondo.

A Polícia diz ter instaurado um processo-crime contra Tembe que poderá responder em juízo pelo crime de homicídio voluntário.

Refira-se que o presumível assassino é vigilante de uma empresa de segurança privada, na cidade de Maputo e a malograda deixa quatro filhos menores.

Ainda o caso do posto policial Volante 6 – Assaltante morto ontem num tiroteio com a Polícia

O tiroteio deu-se cerca das 10.00 horas quando o assaltante morto, identificado por Luís Campira, neutralizado na tarde de segunda-feira, se encontrava na companhia da Polícia para indicar o “esconderijo” dos seus comparsas, algures nas Mahotas. No tiroteio, um agente da Polícia contraiu ferimentos no braço, encontrando-se a receber cuidados médicos.

Segundo conta Arnaldo Chefo, porta-voz da Polícia no Comando da Cidade, a viatura policial terá sido interpelada por um Toyota Prado, com a chapa de inscrição ABP-359 MP, em que os meliantes se faziam transportar. Estes terão sido os primeiros a disparar contra a viatura da Polícia que ripostou, começando então um intenso tiroteio, que durou pouco mais de 15 minutos.

“Na sequência da detenção de alguns integrantes da quadrilha, a Polícia viu-se na contingência de fazer um trabalho apurado com o grupo e quando ia em diligências com vista à captura de outros elementos, bem como a apreensão de outros bens, foi interceptado por um grupo de desconhecidos e na troca de tiros um dos meliantes acabou perdendo a vida”, disse Chefo.

Durante a troca de tiros, os meliantes conseguiram escapulir-se abandonando a viatura e bens no seu interior. Perto do local onde ocorreu o tiroteio, os agentes da lei e ordem apreenderam duas viaturas, uma Nissan March, ABT-908 MC e outra Toyota Ipsum, AAG-483 MC, e os coletes à prova de bala roubados no assalto ao Posto Policial de Volante-6, na segunda-feira da semana passada.

Ainda o caso do posto policial Volante 6 - Assaltante morto ontem num tiroteio com a Polícia

Em face desta situação, de acordo com Chefo, a corporação decidiu reforçar as medidas de segurança em todos os postos policiais e esquadras da capital de modo a prevenir novas situações.

“Ao mesmo tempo, foram instruídas todas as forças para que permaneçam muito atentas para que indivíduos desconhecidos e munidos de armas de fogo não possam atacar de forma desprevenida as nossas unidades”, sublinhou o porta-voz da Polícia no Comando da Cidade.

Arnaldo Chefo afirmou ainda que trabalhos de investigação continuam com vista a esclarecer cada vez mais este e outros casos que ocorreram na capital. Como disse, a Polícia vai efectuar buscas nos hospitais para neutralizar os assaltantes, em número não especificado, que poderão ter contraído ferimentos durante o tiroteio de ontem.

O meliante morto ontem era o quinto elemento do grupo detido na segunda-feira pela Polícia. Os outros quatro membros da quadrilha, nomeadamente E. Mbanze, 33 anos de idade, S. Baltazar, 25 anos, C.

Muthemba, 23, e Há. Matavel, 25, encontram-se nas celas numa das esquadras da Polícia indiciadas de participação no crime.

Protocolo comercial da SADC: Sector informal não está satisfeito

Falando à margem de uma reunião de diálogo regional sobre o comércio transfronteiriço, cuja cerimónia de abertura foi dirigida pelo Ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, o presidente da Associação Mukhero, Sudecar Novela, disse que o comércio na região continua a ser regido por um quadro em que persistem as barreiras tarifárias e não tarifárias, o que contraria o espírito do acordo em vigor desde 2008 na região.

Novela apontou a contínua exigência do certificado de origem e a cobrança de taxas, algumas delas ilegais, por parte das autoridades aduaneiras, como empecilhos para a implementação plena do acordo.

Em Maputo o diálogo regional sobre o comércio transfronteiriço junta, para além de representantes dos governos e das associações de comércio informal da (SADC), também do Mercado Comum da África Austral e Oriental (COMESA) bem assim da África Oriental EAC e conta com o apoio da Southern Africa Trust (SAT) e Oxfam.

O que se pretende é criar uma plataforma para os operadores do Comércio Informal e Transfronteiriço dos países da SADC para o engajamento das questões mais críticas do Acordo de Comércio Livre Tripartido (ACLT). O ACLT é um acordo de comércio livre a ser negociado entre a SADC, Comesa e EAC.

Protocolo comercial da SADC: Sector informal não está satisfeito

Armando Inroga enalteceu a realização do encontro em Maputo, tendo também considerado que a promoção das exportações e do investimento em Moçambique é uma acção prioritária que não só se enquadra no âmbito das políticas e estratégias existentes e em implementação, como também implica um ajustamento com a exploração sustentável dos recursos, a integração e ligação com o empresariado nacional e a necessidade de benefícios e impacto na melhoria de vida das populações e comunidades locais.

No âmbito das políticas de facilitação do Comércio previstas no Protocolo Comercial da SADC, o Governo de Moçambique levou a cabo acções prioritárias com vista a melhorar o ambiente do comércio para o desenvolvimento da actividade empresarial e atracção de investimento.

Dentre essas acções destaca-se, segundo o governante, a simplificação de procedimentos para iniciar um negócio; simplificação do sistema de requisitos e de procedimentos para licenciamento das actividades económicas, a criação de uma inspecção nacional única para as actividades económicas, a adopção das normas internacionais e regionais de acordo com a necessidade de todos os intervenientes no comércio a nível regional.

Ciente desta situação, o Governo de Moçambique desencadeou acções com vista a facilitar o comércio fronteiriço, descentralizando os serviços de importação e exportação para os principais postos fronteiriços, tais como Ressano Garcia, Namaacha, Goba, Machipanda, Milange, Zóbuè e outros.

Governo recomendado a cumprir os prazos

Com a implementação da Lei do SISTAFE foi estabelecido o prazo de 31 de Maio do ano seguinte para o Governo proceder à elaboração e apresentação deste Relatório de Execução Orçamental à Assembleia da República (AR) e ao Tribunal Administrativo, contrariamente ao que vinha sucedendo, em que o prazo era até 31 de Dezembro do ano seguinte.

Os deputados da AR recomendaram ainda ao Governo para que o formato da Conta Geral do Estado seja melhorado por forma a atingir maior conformidade com as normas internacionais, para além de observar, com rigor, as recomendações do Tribunal Administrativo que, entre outras, apontam para a necessidade de garantir a canalização de receitas próprias e consignadas por todas as instituições do Estado; que contemple um capítulo específico onde se efectue a ligação entre a execução financeira e física dos projectos financiados pelo Orçamento do Estado.

Todas estas recomendações vêm arroladas no parecer da Comissão do Plano e Orçamento da AR sobre a Conta Geral do Estado de 2011 e foram adoptadas pelos diversos parlamentares que usaram da palavra ontem durante o debate deste documento.

Aliás, as discussões em torno deste documento do Governo suscitaram dois posicionamentos claros no seio das três bancadas. A maioria, representada pela Frelimo, considera que a Conta Geral do Estado tem, nos últimos anos, apresentado uma significativa melhoria, muito embora esteja ciente de algumas deficiências que esta apresenta, problemas esses que considera serem próprios de um processo de crescimento, daí que defenderam a sua aprovação pelo plenário da AR.

Governo recomendado a cumprir os prazos

Por seu turno, os grupos parlamentares da oposição, nomeadamente a Renamo e o MDM, mostraram-se contra a adopção deste documento, alegando que o mesmo não evidencia, com clareza, exactidão e simplicidade a execução orçamental, financeira e patrimonial, tudo isto espelhado no facto de as entidades do Estado apresentarem um sistema de arquivo deficiente, o que dificulta a localização rápida e eficiente dos documentos atinentes aos seus orçamentos; falta de canalização das receitas próprias e consignadas por algumas instuições do Estado, entre outras.

Na sua explanação, o MDM vai mais longe ao afirmar que a análise da Conta Geral do Estado feita pelo Tribunal Administrativo aponta o facto desta apresentar uma falta significativa de comprovativo das despesas feitas, desrespeito às normas de execução orçamental, desvio de aplicação de duodécimos, entre outras acções que revelam uma gestão danosa da coisa pública.

O Governo, na voz do Primeiro-ministro, Alberto Vaquina, coadjuvado pelo Ministro das Finanças, Manuel Chang, reconheceu a existência de alguns problemas na elaboração da Conta Geral do Estado e comprometeu-se a realizar todos os esforços no sentido de não só corrigir tais anomalias, como também materializar as recomendações emanadas pelo Tribunal Administrativo, com vista a melhorar a execução do Orçamento do Estado, no âmbito das reformas em curso na área das finanças públicas.

Segundo o Primeiro-Ministro, na execução do Orçamento do Estado para 2011 o Governo empreendeu esforços que resultaram na mobilização de recursos, tendo atingido o valor global de 125.923,0 milhões de meticais, sendo 83.677,1 milhões de recursos internos e 42.254,9 milhões de recursos externos, dos quais 27.379,7 milhões de donativos e 14.875,2 de créditos.

“Face aos resultados apresentados na Conta Geral do Estado, conclui-se que o desempenho da política orçamental em 2011 foi positivo, não obstante a conjuntura macroeconómica, caracterizada pela prevalência da crise económica e financeira internacional”, sublinhou Alberto Vaquina.

Alunos do Colégio Kitabu desmaiam por consumo de drogas

Maputo (Canalmoz) – Os casos de consumo de drogas e bebidas alcoólicas já estão a atingir contornos alarmantes nalgumas escolas das cidades de Maputo e Matola. Segundo a Polícia, no passado dia 13 de Abril, numa festa de angariação de fundos para o baile de finalistas do Colégio Kitabu, na cidade de Maputo, oito estudantes que participavam do evento saíram inconscientes do Clube dos Empresários, após terem consumido álcool e drogas ilegais.

Entretanto, a directora do Colégio Kitabu, Marta Correia, disse em contacto com o Canalmoz que se a Polícia tiver provas de que os estudantes daquele estabelecimento de ensino estiveram envolvidos no envenenamento dos colegas, deve apresentar nomes para serem tomadas medidas. Acrescentou que Kitabu é uma escola e este assunto não pode ser tratado de ânimo leve.

O porta-voz do comando-geral da Polícia, Pedro Cossa, disse ontem no habitual briefing semanal com a Imprensa que o número de vítimas desta acção ultrapassa oito, mas muitos pais ou encarregados de educação preferiram resolver o assunto sem intervenção de Polícia e hospitais.

“Muitas crianças que participam em convívios de estudantes retornam às suas casas drogadas. Isto cria agitações nalgumas famílias que se aproximaram à Polícia. Outras famílias não apresentam os casos a polícia”, disse.

 

Kitabu recorrente

Segundo Pedro Cossa, esta é a segunda vez em menos de um ano que estudantes de Kitabu envolvem-se em cenas de consumo de drogas. O primeiro caso foi na festa do carnaval organizado pelo colégio.

“Na festa do dia 13 de Abril, os alunos foram servidos refrescos à lata e hambúrguer. Todos foram obrigados a comer e tomar o refresco. Depois de tomarem, alguns estudantes ficaram drogados. Um dos alunos quando chegou em casa, nem conseguia parar. Um outro pai teve que ir carregar o seu filho do Clube dos Empresários até ao hospital”, disse.

Pedro Cossa disse também que um pai que levou seu ao laboratório do Hospital Central de Maputo ficou a saber que há muitos casos de estudantes drogados que passam por dali depois de festas escolares.

“Alguns estudantes do Kitabu estão por destras destes actos macabros. Eles fomentam o consumo de drogas. Na festa do dia 13 e de festival muitos pais receberam seus filhos drogados. Há estudantes ligados à droga”, acusou.

 

Direcção do Kitabu perplexa

Em contacto com a directora do Colégio Kitabu, Marta Correia, esta mostrou-se perplexa com o assunto. Afirmou que é tradição da escola organizar festas de finalistas. Disse que a informação em poder seu é de que a festa do carnaval terminou às 19horas.

Explicou no dia 13 de Abril, a comissão dos pais organizou uma festa. Estamos espantados com essa informação que aparece 10 dias depois. “Não ouvimos falar sequer. Por isso temos dificuldades em falar deste assunto porque até agora desconhecemos. Se a Polícia diz que nossos alunos estiveram envolvidos, que nos diga os nomes. Temos que saber quem são para sabermos o que é que aconteceu. Esta é uma escola e isto não pode ser tratado de ânimo leve”, disse.

Precisou que a festa esteve aberta a outras escolas sendo imperioso que se perceba junto da comissão dos pais o que terá acontecido. Fundando em 1992, o Colégio Kitabu já graduou 1500 estudantes. Neste ano, matriculou 572 estudantes. Lecciona de 8ª a 12ª classe. (Cláudio Saúte)  

Autoridades decretam extinção de rinoceronte no Parque Nacional do Limpopo

Maputo (Canalmoz) – Na província de Gaza, as autoridades do Parque Nacional do Limpopo acabam de decretar a extinção do rinoceronte, por causa da caça furtiva que ganhou dimensões alarmantes, naquela reserva de conservação animal.

Outra espécie que está em risco de extinção é o elefante, que os caçadores furtivos têm estado a concentrar as suas atenções, depois do rinoceronte.

O Emissor Provincial da Rádio Moçambique (RM) na província de Gaza citou o administrador do Parque Nacional do Limpopo, António Abacar, como tendo dito que nesta acção de caça furtiva do rinoceronte e elefante há um alegado envolvimento de fiscais do próprio parque.
Segundo a fonte, a situação está a ganhar contornos preocupantes.

Na sequência destas suspeitas de envolvimento dos trabalhadores na caca furtiva, António Abacar disse que foram instaurados processos disciplinares a trinta fiscais do Parque Nacional do Limpopo.

Sem indicar o número de rinocerontes que existiam no Parque Nacional do Limpopo, António Abacar referiu que a extinção deste animal está a retrair o movimento turístico naquela região.

Para estancar a onda de caça furtiva no Parque Nacional do Limpopo, António Abacar deu a conhecer estar em curso um projecto para a integração de efectivos da Polícia da República de Moçambique na fiscalização do local.

Protecção da terceira idade: Lei do idoso poderá disciplinar a sociedade

Segundo o director nacional da Acção Social no Ministério da Mulher e da Acção Social, Miguel Mausse, em entrevista a nossa fonte, para além do princípio de não institucionalização da Acção Social, a própria Constituição da República define a família como célula-base da sociedade. “Mas também o idoso desempenha um papel essencial no seio da família, um dos quais de aconselhamento dos seus membros”, disse Mausse.

O nosso entrevistado sublinhou que se pretende com esta lei educar e responsabilizar as famílias uma vez que nos últimos dias são frequentes casos de idosos abandonados, expulsos das suas próprias casas pelos filhos, privados de alimentação e outro tipo de maus-tratos.

Entretanto, a lei pune com a pena de três dias a dois anos de prisão e multa correspondente aquele que discriminar, humilhar, menosprezar a pessoa idosa, impedindo ou dificultando o seu acesso à operações bancárias, aos meios de transporte, ao direito de contratar ou por qualquer outro meio impedir o exercício normal de cidadania. Aquele que deixar de prestar alimentos devidos, condicionando-o à prática da mendicidade entre outras praticas.

Miguel Mausse explicou que a proposta de lei prevê direitos e deveres para os idosos e, como exemplo, indicou a gratuidade do acesso ao transporte público e assistência médica e medicamentosa, atendimento em unidades sanitárias, direito a assistência social, a educação, desporto, lazer e cultura.

Protecção da terceira idade: Lei do idoso poderá disciplinar a sociedade

Entretanto, o Fórum da Terceira Idade não se conforma com esta proposta, pois acha que ela traz consigo muitas lacunas, não respondendo cabalmente as suas preocupações, uma das quais a introdução de uma pensão universal, o que significa que todos os idosos com 60 anos de idade ou mais tenham uma pensão, independentemente de ser pobre ou vulnerável.

O fórum reivindica ainda que a responsabilidade pela prestação de alimentos passe a ser do Estado, que os hospitais tenham enfermeiros especializados para assistirem as pessoas da terceira idade.

O Estado disponibiliza subsídio social básico para os grupos pobres e vulneráveis calculados em 250 meticais por pessoa e 580 meticais para um agregado de cinco elementos. Para além do idoso, o subsídio destina-se a outros grupos, nomeadamente deficientes e doentes crónicos.

Para os doentes crónicos acamados, o subsídio vai em alimentos, compostos por três quilos de arroz, nove de farinha, um litro de óleo, três de amendoim, dois de feijão, um quilo de sal e uma dúzia de ovos, equivalentes a 885 meticais, valor que poderá aumentar nos próximos dias para 1.050MT, devido a inflação.

Segundo Miguel Mausse este kit foi aprovado pelo Ministério da Saúde, porque contém as calorias necessárias para o ser humano.

De acordo com o director nacional da Acção Social, não existe nenhum conflito entre o Governo e o Fórum, mas sim alguns aspectos que carecem de esclarecimento. “Por exemplo, a lei estabelece apenas princípios gerais e o Fórum exige que ela especifique como é que cada artigo vai ser executado e, nós estamos a dizer que o Estado vai criar um instrumento para a regulamentação”, disse Mausse.

De acordo com as projecções do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) de 2012, existe no país um universo de 1.099.772 pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, sendo 505.694 do sexo masculino e 594.078 do sexo feminino, o que corresponde a 5.6 por cento do total da população.

Manica – Dezassete milhões restabelecem transitabilidade rodoviária

O delegado da ANE, em Manica, Adam Stumbi, que revelou o facto a nossa fonte, disse que o montante vai ser aplicado na construção de um aqueduto de três portas erguido sobre o rio Nhantchessa, para garantir a transitabilidade depois de a respectiva ponte ter desabado durante o período chuvoso.

Aquela instituição está, igualmente, a mobilizar fundos para repor a ponte que tinha sido erguida sobre aquele curso de água, ao mesmo tempo que procede ao redesenho do projecto para a reposição da infra-estrutura.

A outra parte do dinheiro vai ser investida na reposição de solos desgastados pela erosão pluvial a nível das estradas terraplenadas em toda a extensão da província. O trabalho consiste na recarga das plataformas das várias estradas afectadas, o que vai normalizar a transitabilidade em todas as estradas da província.

A província de Manica possui uma rede rodoviária de 2449 quilómetros, entre estradas asfaltadas, terraplenadas, primárias, secundárias e terciárias e ainda 2000 quilómetros de estradas vicinais ou não classificadas.

Manica - Dezassete milhões restabelecem transitabilidade rodoviária

Para além das obras integradas no quadro do programa de emergência, decorrente do período chuvoso, a ANE, em Manica, está a levar a cabo o projecto de construção da ponte sobre o rio Muira e da Estrada Regional n.º 260 (Chimoio/Espungabera), empreendimentos que vão pôr fim ao isolamento cíclico do distrito de Tambara, durante o período chuvoso e melhorar o acesso ao distrito de Mossurize.

A ponte sobre o rio Muira será erguida na Estrada Regional (ER) n.º 530, que liga Vandúzi e Changara. Com efeito, já foi celebrado o contrato e lançado o respectivo concurso para a adjudicação da empreitada, devendo, em Maio próximo, iniciarem as obras com a mobilização do equipamento.

Adam Stumbi disse que a construção da ponte sobre o rio Muira integra um lote de nove projectadas para as províncias de Manica e Sofala, sendo que para a primeira, vão ainda ser erguidas outras duas sobre os rios Tchidji e Samsabwe, todas no distrito de Tambara.

O delegado da ANE não revelou as dimensões da ponte em referência, mas afirmou que Soares da Costa é o empreiteiro seleccionado para a realização desta e das restantes obras das pontes a serem erguidas nas províncias de Manica e Sofala, integrantes do contrato recentemente celebrado entre o construtor e o Ministério das Obras Públicas e Habitação, através da Direcção-Geral da ANE.

De acordo com a fonte, para a edificação da ponte sobre o rio Muira foram desembolsados pouco mais de 138 milhões de meticais, de um total de 760 milhões e 484 mil disponibilizados pelo Governo moçambicano para as nove pontes projectadas para as duas províncias.

Morreu Alberto Mhula veterano da marrabenta

O malogrado era popularmente conhecido por “Manjacaziano”, nome adoptado por ter nascido em Manjacaze e fazia parte do panteão dos artistas da velha guarda, como são os casos de Dilion Djindji, Alberto Mutxeca, Xidiminguana, Francisco Mahecuana, Lisboa Matavele apenas para mencionar alguns.

Alberto Mhula era um exímio tocador de timbilas e tambores e era defensor da música de raiz moçambicana. Tinha obra gravada em editoras nacionais “1001”, Rádio Moçambique, Vidisco e JB Recording da capital dos pais. Mhula cantou temas como “Miyela Nwananga”, “Chiziane”, “Mamana Wa Bebe”, “Ndzafa Dza Lova”, “Kaya Manjacaze”, “Kutxina”, “Loko Wansati” alguns dos quais ficaram célebres.

Morreu Alberto Mhula veterano da marrabenta

Alberto Mhula foi um participante assíduo do Festival da Marrabenta (que iniciou em 2008) e mesmo doente e com o peso da idade, como aconteceu este ano, ele não quebrou a regra e, em nome da marrabenta que sempre defendeu, subiu ao palco para cantar o tema “Kaya Manjacazi”, dedicado à sua terra natal. Foi notório o seu estado debilitado e as sequelas de uma doença que o apoquentava nos últimos tempos.

O cantor tinha uma deficiência física adquirida em 1967 quando foi atacado por um crocodilo no rio Incomati, distrito de Magude, província de Maputo.

Líder do agrupamento “Manjacaziano” era um orgulho da música de raiz moçambicana e entre as suas deslocações ao estrangeiro, destaque para a actuação em Portugal, aquando da EXPO-98.

Compradores burlados no Mercado Grossista

O esquema verifica-se mais na batata e cebola e consiste em desselar o saco de 10 quilogramas, retirar parte do produto e voltar a fechar a embalagem como se nunca tivesse sido mexido.

A Administração do Mercado Grossista do Zimpeto, por exemplo, já está atenta ao fenómeno e de forma esporádica verifica o peso declarado. Não raras vezes, depara-se com situações de sacos de batata e/ou de cebola que pesam oito ou nove quilogramas, contrariamente aos 10 previstos.

Nesse sentido, sempre que se constate a ocorrência desta prática que lesa os consumidores, todos nela envolvidos, incluindo o proprietário da mercadoria, caso faça parte da rede, são imediatamente conduzidos às celas da Polícia Municipal, que tem um posto no recinto daquela infra-estrutura social.

Compradores burlados no Mercado Grossista

Em caso de reincidência, a força local encaminha-os à Esquadra da Polícia da República de Moçambique mais próxima para tratamento criminal do processo.

Embora nalgumas vezes estes esquemas envolvam os donos das mercadorias, na maior parte das vezes são protagonizados por intermediários ou angariadores de clientes, vulgarmente conhecidos por “gay gay”.
É comum o proprietário confiar aos “gay gay” a comercialização dos seus produtos, o que concorre para, na sua ausência, fiquem a enveredar por aqueles esquemas de diminuição das quantidades nos sacos.

Moisés Covane, administrador do Mercado Grossista do Zimpeto, disse recentemente ao nosso Jornal que estes actos fraudulentos vêm acontecendo há já algum tempo, mas já estão a ser combatidos.

Para combater o fenómeno, as administrações dos mercados de Maputo adquiriram balanças-modelo, que qualquer vendedor pode solicitar em caso de desconfiar do peso do produto.

Como forma de minimizar a prática, o Conselho Municipal realiza, embora não com regularidade, durante o ano, campanhas de verificação dos instrumentos de medição, mas mesmo assim situações daquele género repetem-se.

Mais de 20% da população padecem de hérnia e elefantíase

Os doentes dizem que não têm condições para se deslocarem ao hospital de referência da província para se submeterem à intervenção cirúrgica.
Mais de 20% da população do distrito de Chinde na Zambézia padece de hérnia e elefantíase. Os doentes dizem que não têm condições para se deslocarem ao hospital de referência da província, para se submeterem a intervenção cirúrgica.

A nossa reportagem deslocou-se àquele distrito, que conta com um total de 121 173 habitantes, e constatou a existência de muitos jovens e idosos padecendo destas enfermidades.

Chinde é um distrito localizado a sul da Zambézia. Um pouco por todas as localidades do distrito, é possível ver pessoas padecendo destas doenças há vários anos e que nunca tiveram uma consulta médica nem exames, para a solução do problema. é, na verdade, uma situação lamentável, pois parte da população que dialogou com a nossa reportagem mostrou interesse nesse sentido, mas, devido a dificuldades financeiras, aliadas à pobreza, as pessoas estão sujeitas a conviver com aquelas doenças.

Mais de 20% da população padecem de hérnia e elefantíase

Elefantíase é uma doença provocada por um micro-organismo chamado “wucheriria bancrofit”. Afecta mais os membros inferiores, escroto e mamas, deixando-as inchadas, enquanto a hérnia é uma doença que atinge homens e mulheres, quando há um enfraquecimento na parte abdominal. Dos vários tipos de hérnia, destacam-se a escrotal, inguinal e umbilical.

Semana finda, o nosso matutino escalou a ilha salia, no distrito de chinde, com uma população estimada em 9.430 habitantes. A situação é igualmente dramática, tal como na vila-sede do distrito. Em termos de infra-estruturas, salia é uma ilha que dispõe apenas de um posto de saúde, composto por dois técnicos de saúde e um servente.

A população daquela ilha dedica-se apenas a duas actividades: agricultura e pesca para a sua subsistência. Grande parte dos homens interpelados pela nossa reportagem vive com hérnia e elefantíase há várias décadas, dificultando cada vez mais as suas vidas.

Tete: Detidos supostos assassinos, com órgãos genitais masculinos

Quatro indivíduos estão a contas com a polícia desde o fim-de-semana, no distrito de Macanga, em Tete, indiciados de porte de órgãos genitais masculinos e dois maxilares com os respectivos dentes.

Suspeita-se que a quadrilha terá agredido fisicamente a um cidadão, tendo lhe retirado a vida e decepado os referidos órgãos humanos.

Das diligências efectuadas até ao momento, ainda não foi identificado o suposto mandante do crime, estando em curso trabalhos de investigação criminal.

Tete: Detidos supostos assassinos, com órgãos genitais masculinos

A porta-voz do comando provincial da PRM em Tete, Deolinda Matsinhe, disse que neste momento está a ser feita a instrução de processos criminais, para a responsabilização dos indiciados.

Deolinda Matsinhe disse que a neutralização dos supostos criminosos foi graças a denúncia de um cidadão, que disse ter sido contactado por alguém que tinha na sua posse órgãos humanos à venda.

De acordo com Deolinda Matsinhe, os órgãos encontravam-se no congelador para a sua conservação.

Este é o primeiro caso de género a registar-se em Tete, neste ano.

Manifestantes de vários países denunciam irregularidades da Vale

Os manifestantes denunciaram os impactos socioambientais, violações de direitos humanos e trabalhistas cometidos pela empresa, que é a segunda maior mineradora do mundo, presente em 38 países.

Segundo escreve a Agência Brasil, a calçada em frente à sede da Vale, no centro do Rio de Janeiro, foi ocupada, quarta-feira (17), por integrantes de várias organizações internacionais da sociedade civil. Os manifestantes denunciaram os impactos socioambientais, violações de direitos humanos e trabalhistas cometidos pela empresa.

O protesto foi organizado pela Articulação Internacional de Atingidos pela Vale e contou com a presença de representantes de organizações de países onde a empresa está presente, como Colômbia, Moçambique e Canadá, e de moradores de comunidades impactadas pela actuação da Vale no Brasil. Eles exigem reparações financeiras e ambientais.

Professora do município de Açailândia, no Maranhão, Edilene Brandão é moradora de Açaí de Baixo, onde o Pólo Siderúrgico de Açailândia, cujo ferro é abastecido pela Vale, tem causado problemas sérios de saúde a grande parte das 360 famílias da região.

Manifestantes de vários países denunciam irregularidades da Vale

“Ela (Vale) explora o minério no Pará e leva-o para as siderúrgicas no Maranhão. Ou seja, as siderúrgicas só funcionam se a Vale levar o minério. A gente tem exigido que elas coloquem filtros nos fornos, mas nunca colocaram e a Vale nunca cobrou isso”, disse. “Agora, as pessoas estão doentes, deixaram de trabalhar na agricultura, na pesca e, por isso, queremos ser reassentados num lugar seguro, mas ninguém quer pagar pela construção das casas”, completou.

Segundo Edilene, por causa da poluição do ar, muitos moradores sofrem de enfermidades crónicas respiratórias – como asma e sinusite – e de vista causadas por cisco de ferro, inclusive casos de morte por cancro. Há oito anos, eles pedem na Justiça – com mais de 20 processos – indemnizações por danos morais e materiais e local adequado para que as famílias sejam reassentadas.

A moçambicana da ONG Justiça Ambiental, Gizela Zunguze, acusa a Vale de ter retirado, em 2004, 1 365 famílias de suas terras no distrito de Moatize, Norte do país, para a instalação de uma mina de carvão, e reassentando-as em terras impróprias para a agricultura, com acesso precário à água potável, saneamento básico e serviço de transporte. “A Vale disse que construiu casas, mas eu não chamo àquilo casas. Não têm janelas, não respeitam o número de agregados, são pequenas, sem vigas, e já estão com rachaduras. A população está agora a 50 quilómetros de tudo e de todos, sem transporte, sem água, sem nada”, denunciou.

Jornalistas impedidos de participar em congresso em Maputo por alegados problemas de visto

Três jornalistas do Brasil, Cabo Verde e Guiné-Bissau ficaram impedidos de participar no Congresso Internacional dos Jornalistas de Língua Portuguesa, que se realiza em Maputo, devido a problemas com o visto, disse hoje o Sindicato Nacional dos Jornalistas moçambicano.

Em declarações à Lusa, o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Jornalistas de Moçambique, Eduardo Constantino, disse que a companhia portuguesa TAP recusou que viajassem de Lisboa para Maputo uma jornalista cabo-verdiana e uma jornalista brasileira que vive na capital portuguesa por não ter garantias de que obteriam o visto de fronteira em Moçambique.

Jornalistas impedidos de participar em congresso em Maputo por alegados problemas de visto

“Comunicámos à Direção Nacional de Migração de Moçambique que teremos em Maputo o congresso na quarta e na quinta-feira e eles garantiram-nos a concessão de visto de fronteira, mas a TAP negou que as duas jornalistas viajassem sem visto até Maputo”, afirmou Eduardo Constantino.

Segundo o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Jornalistas de Moçambique, a transportadora portuguesa justificou-se com o receio de assumir os encargos resultantes de um provável repatriamento das duas jornalistas, em caso de recusa de visto pelas autoridades moçambicanas.

Eduardo Constantino disse que um jornalista da Guiné-Bissau também não conseguiu chegar a Maputo, depois de a transportadora sul-africana SAA ter recusado que o mesmo viajasse, por não ter visto de trânsito da África do Sul para Maputo.

“São contratempos que provocam embaraços, porque as três pessoas teriam seguramente um papel ativo no congresso”, acrescentou o secretário-geral do Sindicato Nacional dos jornalistas de Moçambique, lamentando as ausências.

Professores distanciam da candidatura de Leopoldo da Costa à CNE

A Organização Nacional de Professores distancia-se da candidatura de João Leopoldo da Costa a membro da Comissão Nacional de Eleições (CNE) com uma lista, supostamente, produzida por esta agremiação.

Segundo a edição de hoje do jornal da nossa fonte, esta posição da ONP que implica retirar o seu suposto suporte a esta candidatura pode colocar Leopoldo da Costa “fora do baralho”, tendo em conta que o prazo para a submissão das candidaturas já terminou.

Informações recentes indicam que o actual presidente da CNE teria enviado o seu processo de recandidatura a este órgão pela sociedade civil e com suporte da Organização Nacional de Professores.

Esta segunda-feira, o relator da Comissão ah-hoc que trata desta matéria na Assembleia da Republica, Geraldo de Carvalho, reiterou que recebeu a candidatura de João Leopoldo da Costa no dia 10 de Abril, com o suporte da ONP, facto que entende que alguém mandou a candidatura do actual presidente da CNE à revelia da direcção desta organização.

Professores distanciam da candidatura de Leopoldo da Costa à CNE

Em carta dirigida a AR a ONP diz que “jamais transitou qualquer expediente relacionado com a candidatura de quem quer que fosse, incluindo o Senhor Leopoldo da Costa, à Comissão Nacional de Eleições”.

Na referida carta, a presidência da ONP exige esclarecimento público e a reposição da verdade com a retirada do suposto suporte desta organização à recandidatura em causa.

“Esperando termos esclarecido, solicitamos a reposição da verdade através da retirada do suposto suporte da ONP da referida candidatura”, refere o comunicado citado pela nossa fonte.

A organização dos professores destaca ainda que “por não constituir verdade e para o bem da coesão dos professores a ONP jamais tramitou qualquer expediente relativo a candidatura de quem quer que fosse a Comissão Nacional de Eleições”.

A ONP refere que Leopoldo da Costa não chegou a manter qualquer contacto com a organização nem com qualquer representante seu o fez pedindo suporte daquela organização sindical dos professores.

Recentes descobertas de hidrocarbonetos vão imprimir nova dinâmica em África

As recentes descobertas de hidrocarbonetos em várias partes de África, incluindo Moçambique, deverão imprimir uma nova dinâmica no continente ao longo das próximas décadas.

Phillip van Nieker, consultor e analista da empresa sul-africana Calabar Africa, afirma que as recentes descobertas de gás natural em Moçambique elevaram as potencialidades do recurso para cerca de 150 triliões de pés cúbicos.

Segundo van Nieker, o elevado potencial da região costeira do Golfo da Guiné e a construção dos novos portos de energia na África Oriental, na região Sub-Sahariana, deverão resultar numa revolução de hidrocarbonetos no continente africano.

Disse que, actualmente, África contribui com sete por cento da produção de petróleo do mundo inteiro.

Van Nieker indicou que a potencial explosão da produção de hidrocarbonetos nas águas profundas do Golfo da Guiné, a emergência da África Oriental como produtor de crude de petróleo, as descobertas de gás natural na costa de Moçambique e da Tanzânia e a exploração em curso em áreas de acesso limitado, como na Somália, já estão a mudar a face do continente.

Quase em toda a África, esta actividade criará oportunidades de novos investimentos para outras indústrias ou sectores económicos.

O investimento directo em infra-estruturas, exploração e equipamento de prospecção, pipelines, construção de portos em águas profundas, fábricas de liquefacção de gás natural poderá atingir 150 biliões de dólares na próxima década.

Recentes descobertas de hidrocarbonetos vão imprimir nova dinâmica em África

No caso particular de Moçambique, a construção de complexos de liquefacção de gás natural poderá elevar para três ou quarto vezes o produto nacional bruto.

A Nigéria, segundo Nieker, poderá contar com 12 novos jazigos, cada um contendo cerca de um bilião de barris de petróleo recuperável.

A importância do petróleo e gás natural para África tende a aumentar face ao previsto declínio de minerais, como ferro e cobre, que, no passado, foram principais recursos para a economia.

Os ganhos de novas tecnologias também estão a contribuir significativamente para o futuro do classificou de “boom” de hidrocarbonetos em África.

O Gabão também possui potenciais recursos, o que poderá reverter a situação do país.

O “boom” da produção de petróleo e gás natural no continente surge numa altura em que são crescentes as mudanças no continente, no que concerne aos investimentos.

A exploração e produção de petróleo e de gás natural em África, que no passado era uma área exclusiva de um monopólio, também começar a abrir-se para novos operadores e investidores.

Empresário continua nas mãos de sequestradores há uma semana em Maputo

Indivíduos desconhecidos sequestraram na noite de terça-feira da semana passada um cidadão de origem asiática, identificado por Iskander Noo Mahomed, no bairro do Alto Maé, concretamente na Avenida Mohamed Siad Bare.

Segundo o jornal Notícias, o que se sabe deste caso é que o sequestro ocorreu cerca das 17.30 horas quando indivíduos em número não especificado interpelaram Noo Mahomed à saída de uma das suas lojas, localizada naquele bairro, ameaçaram-no e o levaram numa viatura particular, em circunstâncias ainda por esclarecer.

Segundo o porta-voz da Polícia no Comando da Cidade, Arnaldo Chefo, a família está a colaborar com a corporação para a neutralização dos raptores. Das investigações preliminares concluiu-se que se trata da mesma quadrilha que manteve em cárcere privado o empresário Takdir durante pouco mais de duas semanas.

Empresário continua nas mãos de sequestradores há uma semana em Maputo

“Neste momento a vítima continua nas mãos dos malfeitores e em parte incerta, mas a corporação está a trabalhar com a família da vítima para a neutralização dos raptores e a sua responsabilização criminal”, disse Chefo citado pelo matutino Notícias.

Questionado sobre o estágio das investigações, Chefo garantiu que a corporação tem informações que poderão ajudar a esclarecer o crime hediondo de terça-feira. Sem avançar o montante exigido pelos sequestradores para a libertação do empresário, a nossa fonte afirmou que o trabalho levado a cabo pelas diferentes forças policiais é intenso e está a ser eficiente.

“Não podemos fornecer mais detalhes sobre o caso para que não perturbem o curso das investigações, mas queremos tranquilizar os nossos cidadãos de que este crime será esclarecido em pouco tempo, porque todas as nossas forças estão no terreno”, garantiu.

Porto de Maputo pretende construir estacionamento para camiões na Matola

A Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo está a negociar com o município da Matola a obtenção de terrenos para construir um parque de estacionamento para mil camiões a fim de reduzir o congestionamento nas estradas de acesso ao recinto portuário, de acordo com o presidente daquela sociedade gestora.

No decurso da cerimónia comemorativa do 110º aniversário do porto e do 10º aniversário da concessão, Osório Lucas precisou que o parque em causa não só vai oferecer espaço para o estacionamento de camiões com carga destinada ao porto de Maputo mas também vai permitir que pequenas e médias empresas nacionais possam nele implantar-se a fim de prestarem serviços variados de apoio aos camionistas.

Porto de Maputo pretende construir estacionamento para camiões na Matola

O aumento das importações e exportações dos países vizinhos através do porto de Maputo tem resultado num aumento significativo do tráfego rodoviário, particularmente na Nacional 4, principal via de acesso rodoviário ao porto, adiantou aquele responsável, citado pelo matutino Notícias, de Maputo.

Além do aumento da carga destinada ao porto, o facto de o transporte ferroviário não conseguir dar resposta à procura existente devido à insuficiência de meios circulantes, faz com que parte dessa carga que devia ser transportada em comboios seja remetida para as estradas.

Presentemente, 41% da carga processada no porto de Maputo chega pela via rodoviária, sendo que um equilíbrio entre rodovia e ferrovia pressupõe grandes investimentos nas linhas de caminho-de-ferro, um exercício que já está a ser feito com envolvimento não só do MPDC como também das três companhias ferroviárias de Moçambique (CFM), da África do Sul (Transnet) e da Suazilândia (Swazi Rail).

Entre os grandes projectos em curso no porto, o presidente da Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo mencionou a conclusão, este ano, de uma das fases importantes da expansão do Terminal de Carvão da Matola, que passará dos actuais 6 milhões de toneladas para 7,2 milhões de toneladas de capacidade instalada, sendo intenção atingir a prazo 30 milhões de toneladas.

“Há sectores que não querem estabilidade do país” – Guebuza

O Presidente Armando Guebuza disse haver, em Moçambique, alguns sectores apologistas de convulsões sociais e que não se preocupam com o que ‘pegam’ para alcançarem os seus objectivos.

Falando hoje a jornalistas na vila sede do distrito de Macomia, província nortenha de Cabo Delgado, Guebuza disse que tal situação dá impressão de que o que está a acontecer, por exemplo, em Muxungue, “é muito mais do que aquilo que é”.

“Está se a dar uma dimensão muito maior por conveniência de certas sensibilidades que não querem ver nem ouvir falar de estabilidade em Moçambique”, afirmou Guebuza, em conferência de imprensa que marcou formalmente o fim da sua presidência aberta e inclusiva a Cabo Delgado. Contudo, Guebuza continuará a trabalhar nesta província até a próxima Quinta-feira.

Sem especificar os sectores que assim se comportam, Guebuza indicou que tais sensibilidades “querem desencorajar investimentos, mas, porque o povo inspira confiança, os investidores nacionais e estrangeiros continuam a vir e a trabalhar ”.

O estadista moçambicano criticou, por outro lado, o posicionamento da imprensa em torno deste caso, afirmando que quando o governo desmascara tais atitudes “alguma imprensa não publica, minimiza”.

"Há sectores que não querem estabilidade do país" - Guebuza

“Mas quando é um discurso ‘espectacular’ do lado da Renamo, tudo vem nas parangonas”, afirmou Guebuza, acrescentando que “são as conveniências de publicar ou não publicar”.

O Presidente disse ainda que o Governo não está a dar espaço nenhum a Renamo para impor o que é contrário a um Estado de Direito.

“Nós não estamos a favor de pessoas que se esforçam em manter espécie de dois estados num mesmo país. Eu não sou a favor disso, por respeitar a constituição. Razão pela qual não vou forçar nenhum terceiro mandato”, indicou Guebuza, que trabalha em Cabo Delgado desde a passada Quinta-feira.

Apesar dos recentes acontecimentos, o Presidente disse ter certeza de que não haverá retorno a guerra em Moçambique, acreditando, porém, que a Renamo continuará a usar a mesma mentalidade belicista nas suas atitudes.

Segundo Guebuza, o “veneno” do maior partido da oposição vai reduzir porque o povo, por seu lado, repudia as suas atitudes.

Durante os cinco dias de presidência aberta e inclusiva a Cabo Delgado, Guebuza escalou algumas localidades e postos administrativos dos distritos de Metuge, Montepuez, Ancuabe, Meluco e Macomia, onde orientou cinco comícios populares, durante os quais as populações manifestaram o seu veemente repúdio a guerra.

Terça-feira, Guebuza vai a Muidumbe orientar as cerimónias de comemoração dos 40 anos da morte do herói nacional Romão Fernandes Farinha, para Quarta-feira deslocar-se a Nangade, Chiúre e Pemba, onde vai inaugurar e visitar as instalações da fabrica de processamento da castanha de caju, inaugurar o hospital rural de Chiúre, e visitar infra-estruturas ferro-portuárias em Pemba.

Sexta-feira, Guebuza inicia a presidência aberta e inclusiva a província nortenha de Nampula.

Últimas Notícias Hoje

Crise agrícola em Mandimba destrói mais de 117 mil hectares

A situação agrícola no distrito de Mandimba tem-se revelado alarmante, com a perda de mais de 117 mil hectares de culturas variadas, resultado da...

Julius Malema é condenado a cinco anos por posse ilegal de armas

Julius Malema, o carismático líder do partido sul-africano dos Combatentes da Liberdade Económica (EFF), foi condenado a cinco anos de prisão em regime fechado...

União Europeia destina 20 milhões de euros para cultura e justiça nos PALOP-TL

A União Europeia (UE) anunciou um investimento de 20 milhões de euros, equivalente a 23 milhões de dólares, para financiar projetos nos sectores...

Nova legislação combate crimes cibernéticos e fortalece segurança digital

A Assembleia da República de Moçambique aprovou recentemente dois importantes instrumentos legislativos: a Lei de Crimes Cibernéticos e a Lei de Segurança Cibernética. Estas iniciativas,...