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Domingo, Abril 26, 2026
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Agentes da Polícia extorquem cidadão em Báruè

Um jovem identificado pelo nome de Gabriel Matope, de 30 anos de idade, residente no bairro Sabão, no distrito de Báruè, na província de Manica, foi detido no dia 04 de Outubro em curso, por um grupo de elementos da Polícia da República de Moçambique (PRM), indiciado de acusar injustamente o seu empregado de roubo de mais de três mil mericais na sua banca de sapatos. A sua soltura foi condicionada ao desembolso de mil meticais a favor dos agentes da Lei e Ordem.

Na reconstituição dos factos, o nosso interlocutor narrou que a sua detenção se deveu uma discussão com o seu empregado em consequência do desaparecimento de mais de três mil meticais provenientes da venda de sapatos.

Entretanto, indignado com a acusação, o indiciado queixou ao comando da PRM em Báruè e alegou que estava a ser injuriado. Os policiais destacados para resolver o caso prenderam Gabriel Matope por volta das 08h:00 da manhã daquele dia, por sinal da Paz, mas para si de azar.

Pra além disso, o cidadão foi agredido fisicamente e extorquido e ameaçado de que caso não pagasse os 1.200 meticaisvalor iria ficar mais três anos preso e estipulou-se um prazo de 12 horas para pagar o dinheiro em causa.

Desesperado, Matope recorreu a um amigo para lhe ajudar mas só conseguiu mil meticais, valor que foi inicialmente rejeitado pelos agentes da PRM, apesar de mais tarde terem aceite. Enquanto isso, a sua carteira, na qual havia, para além de documentos pessoais, um valor de 170 meticais, sapatos, cinto e telemóvel estavam penhorados pela Polícia.

Três dias depois, o cidadão recuperou os seus pertences e denunciou o caso à Rádio Comunitária Catandica. Esta, por sua vez, contactou, telefonicamente, a comandante da PRM em Báruè, Angelina Muteto, e lhe colocou ao corrente ao assunto mas estava de férias.

Contudo, a comandante clarificou que os seus colegas agiram mal. Felizmente, com o apoio do chefe das operações da PRM em Báruè, Matope recupero o seu dinheiro através da secretaria da Rádio Comunitária Catandica e apelou à Polícia para não enveredar pelas cobranças ilícitas e detenções ilegais.

Após ataque líder da Renamo afirma que ” nós não queremos a guerra”

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, reafirmou no último sábado, em Sofala, que não pretende fazer outra guerra e que por mais que o quisesse, não o anunciaria pois “a guerra não se avisa”. Dhlakama fez estas afirmações poucas horas após mais um confronto armado envolvendo, alegadamente os seus homens e forças mistas do Governo no distrito de Muanza, na província central de Sofala.

Dhalakama, que falava após um encontro com uma delegação do Observatório Eleitoral, referiu que o que o seu partido quer todos sabem, e não é a guerra. “Quando iniciámos a guerra em 1977 ninguém sabia quem era André Matsangaissa nem quem era Afonso Dhlakama. (…) nós não queremos a guerra. A guerra não se avisa”. Apesar desta promessa, o presidente da Renamo diz que os seus homens continuarão a reagir sempre que forem atacados e “se a Frelimo continuar a atacar-nos, a escravizar-nos e a adiar a esperança do povo, não restam dúvidas de que podemos aceitar o sacrifício mais longo que o dos 16 anos”.

O confronto deste sábado, já confirmado pelo Governo, na voz do Ministro da Defesa, Filipe Nyussi, foi o terceiro ataque, atribuído aos homens da Renamo, em menos de dois meses. O ataque foi contra um posto policial da estação ferroviária de Samacueza, no distrito de Muanza, na província de Sofala.

Segundo o Governo do ataque não resultaram vítimas nas forças governamentais contudo fontes não oficiais disseram ao nosso jornal que houve feridos e vítimas mortais.

Novas condições para encontro com Guebuza

Relativamente ao seu encontro com o Presidente da República, Armando Guebuza, o líder da Renamo impõe uma nova condição. Diz ele que o encontro deve acontecer a 20 quilómetros de Santundjira, caso contrário que sejam retiradas as Forças de Defesa governamentais que “povoam” o distrito de Gorongosa para que ele possa se deslocar a Maputo. “Retirem as forças e assim posso ir mais longe, incluindo Maputo e Beira”, disse Dhlakama.

Refira-se que o Presidente da República, Armando Guebuza, escalará nos próximos dias na província de Sofala, onde fará a Presidência Aberta, porém, o seu porta-voz, Edson Macuácua, já veio a público anunciar que não está agendado nenhum encontro com o líder da “Perdiz”.

Renamo distancia-se do ataque ao posto da Guarda Fronteira em Muanza

Ataques Renamo

A Renamo não assume a autoria do ataque armando ocorrido na madrugada do último sábado (12) ao posto da Polícia da Guarda Fronteira, no distrito de Muanza-Sofala, onde há indicações de ter havido vítimas mortais e feridos por parte das forças governamentais. Já o Executivo afirma categoricamente que o mesmo foi protagonizado por homens da “Perdiz”.

Segundo o porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, não é postura dos homens da “Perdiz” protagonizarem ataques armados, pois estes apenas reagem a tais actos. Entretanto, segundo fontes não oficiais, o referido ataque surge em resposta ao assassinato de um ex-guerrilheiro, de nome Oliveira Magazanhica, que prestava trabalhos no quartel-general da Renamo, localizado em Santujira.

Magazanhica teria sido executado depois de ter sido torturado e mantido me cativeiro entre os dias 25 e 27 de Setembro em Nhamatanda, onde tinha ido visitar a família. O acto foi denunciado pela “Perdiz”, que acusa a PRM de estar a perseguir e assassinar os seus membros em conluio com os secretários dos bairros e com a Polícia Comunitária, que vão de casa em casa dos desmobilizados.

Governo não tem dúvidas de que o ataque seja da autoria da Renamo

Para o ministro de Defesa Nacional, Filipe Nyussi, aquele ataque é mais uma demonstração de que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique precisam de estar em todos os cantos do país a vasculhar aqueles que por via do diálogo ou usando os mecanismos democraticamente estabelecidos não pretendem resolver as diferenças que possam existir.

Nyussi entende que esses ataques visam fragilizar as Forças de Defesa e Segurança do país, daí que os seus protagonistas devem ser procurados, encontrados e responsabilizados por esses actos. Este garante ainda que nessa troca de tiros, ocorrido no sábado, não houve vítimas mortais da parte das forças governamentais.

“As FADM vão garantir a realização de eleições”

Sobre as ameaças feita pela Renamo no sentido de inviabilizar as eleições de 20 de Novembro, o governante assegurou que as FADM irão acautelar essa situação. Nyussi argumentou que é função das FADM defender a soberania e no caso das eleições, defender as eleições.

“Se as Forças Armadas não defenderem a democracia, não estarão a cumprir o seu papel institucional. Temos que fazer de tudo para que as eleições aconteçam”, referiu. Para Nyussi quem tentar sabotar as eleições tem medo da democracia e do povo, defendeu.

Entretanto, a Renamo, apesar de já se ter distanciado promete reagir a este caso. O ataque em causa acontece dias depois de a Renamo ter revelado que se confrontou com as Forças de Defesa e Segurança em pleno Dia da Paz, que se assinalou no dia 4 de Outubro.

O referido confronto ocorreu entre os distritos de Dondo e Nhamatanda, em Sofala, e tal como das outras vezes, não revelou o número de mortos, tendo deixado tal “tarefa” para o Governo.

Mortes por malária subiram 10% em Moçambique

A malária, doença mais mortífera em Moçambique, ceifou vidas a 2800 pessoas num período de um ano, o que significa uma subida de 10 por cento, se comparado com os números registados no ano de 2010/2011.

A subida do número de óbitos deveu-se a não pulverização no ano passado, devido ao atraso da chegada dos insecticidas no País.
Esta informação foi, sexta-feira da semana finda, avançada pela directora do Programa Nacional de Controlo da Malária, Graça Matsinhe, em Tchemanine, Posto Administrativo de Chidenguele, distrito de Mandlacaze, província de Gaza, no lançamento da Campanha Nacional de Pulverização.
“Neste ano, esperamos que haja uma redução drástica dos casos de malária. Como referi, o facto de não ter havido a campanha no ano de 2012 fez com que os casos de malária aumentassem em grande escala nas unidades sanitárias de todo o País”, disse.
Acrescentou que neste momento o País está a registar cerca de três milhões de casos de malária, o que significa um aumento na ordem de 25 por cento em 2012, em comparação com 2011.
A campanha de combate à malária vai decorrer em todo o país e prevê pulverizar 58 distritos. E com isso pretende-se cobrir cerca de dois milhões de famílias, ou seja, oito milhões de pessoas estarão protegidas da malária através da pulverização.

Gaza cumpre apenas 28 por cento do planificado

No contexto do controlo da malária em mulheres grávidas, a província de Gaza planificou para este ano atender 22.185 mulheres grávidas, mas até Agosto passado havia atingido 12.855, o que representa uma realização na ordem de 28 por cento.
Segundo o director provincial da Saúde de Gaza, Isaías Ramiro, a pulverização é um dos meios mais eficazes na prevenção de malária. E disse que, no cômputo geral, no ano passado em Gaza registou-se 214 mil casos de malária, contra 350 mil registados em 2011.
Quanto ao número de óbitos, disse que reduziu de 97 em 2011, para 42 em 2012. “Isto mostra que o impacto desta intervenção é muito forte. Na nossa província, precisamos de maior envolvimento de todos nesta luta”, disse Isaías Ramiro, sublinhando que na campanha lançada semana passada houve uma grande mobilização que permitiu que as equipas de saúde penetrassem no interior das comunidades.
Acrescentou que estão criadas condições para que a província de Gaza cumpra com os planos traçados.

Saúde para crianças e mulheres grávidas

O ministro da Saúde, Alexandre Manguele, disse em Tchemanine que o lançamento da campanha de pulverização vai impedir que os mosquitos não piquem e transmitam malária na comunidade.

“Queremos que haja boa saúde nas crianças e mulheres grávidas. Fomos recebidos em algumas casas e sentimos que existe um sinal positivo. A partir daqui, lançamos para todo o País a campanha de pulverização”, disse.
Manguele disse também que durante o encontro discutiu-se em detalhe a questão de envolvimento comunitário com realce ao papel presente e futuro dos agentes polivalentes elementares e médicos tradicionais numa perspectiva de inovação e sustentabilidade.
Quanto às grandes endemias, como o HIV-SIDA e tuberculose, foi discutido o programa acelerado de modo a haver uma melhor integração, despiste e seguimento.
“Foram também analisados os diferentes componentes da gestão dos programas de saúde pública como a nutrição, programa alargado de vacinação e doenças negligenciadas e não transmissíveis”, disse.

Recluso menor morre vítima de espancamento

Um recluso morreu numa cadeia tutelada pelo Ministério da Justiça e subordinado à Cadeia Central de Maputo (Machava). A vítima é Tenísio Alfredo Zunguza, de 16 anos de idade, que se encontrava preso no Estabelecimento Penitenciário de Recuperação Juvenil de Boane, na província de Maputo.

Um comunicado enviado pelo Ministério da Justiça informa que no dia 29 de Setembro passado o Estabelecimento Penitenciário de Recuperação Juvenil de Boane registou uma tentativa de fuga de dois reclusos, quando o guarda prisional em serviço efectuava a recolha destes às celas.

De acordo com a nota em referência, trata-se, primeiro, do recluso Domingos Linda Tomossene, que viria a ser recapturado 30 minutos depois.
O Canalmoz apurou que este recluso é condenado pela 5ª. Secção, no Processo nº. 429/10, do Tribunal Provincial de Maputo, a 13 anos de prisão maior, por crime de assalto à mão armada.

O segundo recluso já morto, que em vida respondia pelo nome de Tenísio Alfredo Zunguza, tinha sido condenado pela 6ª. Secção, no Processo nº. 29/09, do Tribunal Provincial de Maputo, a 16 anos de Prisão por homicídio voluntário qualificado.

Uso de pó de piripiri para empreender a fuga

O Ministério da Justiça diz no seu comunicado que “das diligências efectuadas constatou-se que para lograr os seus intentos, os reclusos em causa lançaram pó de piripíri ao guarda, tendo na sequência conseguido reagir contra a agressão física, causando-lhes alguns ferimentos”.

Segundo a explicação ambígua do Ministério da Justiça, “a reacção do guarda penitenciário face à tentativa de fuga teria provocado alguns ferimentos”.
“Os dois receberam a assistência médica e medicamentosa no posto médico local, de onde viriam a ser transferidos para a Cadeia Central de Maputo. No dia seguinte, foram submetidos à consulta médica no Hospital Central de Maputo”, diz o documento que estamos a citar.

Morte do recluso

De acordo com as autoridades, Tenísio Alfredo tinha sido internado por causa de “alguns ferimentos” e viria a perder a vida no sábado passado, dia 05 de Outubro do ano corrente, tendo o funeral sido realizado no dia 09 de Outubro perante a família e com o apoio da Direcção da Penitenciária de Boane.

Tal como no incidente ocorrido a um mês em Marracuene, a nota do Ministério da Justiça conclui que para o apuramento de responsabilidades e devida imputação das consequências decorre um inquérito ordenado em função do sucedido.

Diamantino Miranda é expulso de Moçambique – Chora e pede desculpas

Diamantino Miranda viu a sua licença de trabalho revogada em Moçambique e está obrigado a abandonar o país.

O treinador de futebol que orienta o Costa do Sol, viu o Ministério do Trabalho de Moçambique revogar-lhe a autorização de residência, pelo que «deverá abandonar o País nos termos legalmente estabelecidos», diz o MITRAB num despacho assinado pela ministra do Trabalho.

A decisão foi tomada após uma participação do Ministério da Juventude e Desportos ao Ministério do Trabalho e do Interior, na sequência das declarações do técnico português no sábado passado, após o jogo com o Vilankulos FC, onde proferiu frases como «todos aqui são ladrões», tendo acusado a imprensa de se ter “vendido” por um «prato de sopa e falsear a verdade desportiva», isto numa discussão com jornalistas.

As declarações de Diamantino Miranda caíram mal na sociedade moçambicana, tendo o Ministério da Juventude e Desportos de Moçambique considerado que o treinador «ofendeu os moçambicanos» e declarado a polémica como «assunto de Estado».

O Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol já tinha suspenso preventivamente o treinador do Costa Sol, que agora vê revogada a sua licença de trabalho e obrigado a abandonar Moçambique.

Sapo

Diamantino chora e pede desculpa

«A única coisa que quero dizer é pedir desculpas a toda a gente que se sentiu lesada e principalmente a todos os que não têm nada a ver com isto: o povo moçambicano, que levo no coração», disse Diamantino Miranda, treinador português do Costa do Sol, reagindo, em conferência de imprensa, à ordem de deixar Moçambique por parte do Ministério do Trabalho, na sequência das declarações que proferiu, numa discussão com jornalistas, no final do jogo oom o Vilankulo, no último sábado.

Diamantino Miranda emocionou-se, a voz embargou e não conseguiu conter as lágrimas. E explicou o contexto em que acusou os jornalistas de ser «venderem por um prato de sopa» e de ter dito «aqui é só ladrões», declaração que o Governo moçambicano considerou uma ofensa ao Estado e ao povo.

«Tive uma discussão com uma pessoa, que só a meio da conversa percebi ser jornalista, depois de ter sido provocado. Uma discussão já depois do flash-interview e quando estava a caminho do autocarro. Vim a saber que a discussão – um assunto privado – foi gravada sem o meu consentimento. E só foi pena que não tenha gravado ou divulgado a conversa toda para que se percebesse da provocação de que fui alvo», começou por revelar, sem esconder que se, mesmo tendo em conta que se encontrava «exaltado», se excedeu.

Diamantino-mir

«A discussão descambou, tenho a consciência de que fui duro no que disse e reconheço que posso ter ferido a suscetibilidade das pessoas, mas há que perceber o contexto e nunca pensei que o caso tivesse esta dimensão», explicou.

«Sempre tive a maior consideração pelo povo moçambicano. Tenho recusado outros convites porque gosto de estar aqui. Muitas vezes dei entrevistas e falei do quanto admiro este País e este povo e do potencial que os futebolistas moçambicanos têm. Sempre vesti a camisola de Moçambique, literalmente, em grandes jogos das seleções, do futebol ao basquetebol. Peço desculpa aos amigos que desiludi, mas nunca diria nada de negativo do povo moçambicano, que, repito, levo no coração. Só espero que a verdade venha ao de cima, que as pessoas percebam realmente o que se passou, das provocações de que fui alvo e que um dia possa regressar a Moçambique para trabalhar novamente», concluiu.

48 horas para deixar o País

Depois de ter sido notificado pelo Ministério do Trabalho de que a sua licença de trabalho foi revogada, Diamantino Miranda tem 48 horas para deixar Moçambique, o que deve acontecer sábado.

A Bola

Um agente da Polícia Camarária e outro de Protecção mortos no município da Matola

Um agente da Polícia Municipal e outro de Protecção, identificados pelos nomes de Armindo e Antoninho, cujas idades não apurámos, foram mortos a tiros, no último domingo (06) e esta terça-feira (08), nos bairros da Liberdade e Matola. Ao certo ninguém sabe dizer que motivos estão por detrás destes assassinatos, porém, presume-se que se trata de ajuste de contas.

Na madrugada daquele domingo, Armindo, que vivia no quarteirão 25, no bairro da Liberdade, levou a namorada para casa, algures no mesmo município da Matola. Entretanto, depois de regressar à casa, de repente, um grupo de indivíduos não identificados vandalizou a janela do seu quarto com recurso a instrumentos contundentes e sem pronunciar nenhuma palavra o bando disparou mortalmente contra a vítima.

Testemunhas contaram ao @Verdade que quando o crime aconteceu, Armindo acabava de receber um telefonema, supostamente de uma ex-namorada, a informar que devia ir buscar o filho no domicílio da mesma antes que acontecesse o pior.

Entretanto, quando a vítima se preparava para o efeito foi surpreendido a tiros por malfeitores. Presume-se que a sua morte tenha a ver com vingança, uma vez que já havia recebido algumas ameaças.

Entretanto, um agente da Polícia de Protecção, Antoninho, também morreu a tiro na madrugada de terça-feira alegadamente porque estava a investigar as causas da morte de Armindo. A vítima recebeu uma chamada telefónica na madrugada daquele dia para ir ao encontro de bandidos que se fizeram passar por uma pessoa conhecida, com a qual sempre mantinha contacto.

Na sua deslocação à casa de Armindo, o @Verdade procurou falar com a família mas sem sucesso porque o chefe de quarteirão devia primeiro autorizar. Contactado o líder da zona, aconselhou-nos a procurar o comandante da 4ª esquadra da Policia na Liberdade, o qual também não negou se pronunciar sem a autorização dos seus superiores hierárquicos.

Há mais uma vítima do suposto curandeiro em Nampula

Uma jovem de 21 anos de idade, cujo nome omitimos para preservar a sua honra a da sua família, residente no bairro de Muhala, na cidade de Nampula, disse, esta quinta-feira (10), que aos 12 anos de idade foi estuprada pelo suposto médico tradicional, que responde pelo nome de Assane Atumane, de 24 anos de idade, ora a contas com a Polícia por violar quatro adolescentes.

A jovem revelou que ficou grávida mas não houve casamento forçado. Contou ainda que, na altura, foi vítima das mesmas artimanhas a que Assane Atumane recorreu para manter relações sexuais com as quatros meninas em alusão, alegadamente para expurgar nelas os maus espíritos e dar-lhes sorte para se casarem.

Pela idade da suposta nova vítima, no ano em que ela dormiu com o “curandeirto”, este tinha 15 anos de idade. A jovem disse que decidiu quebrar o silêncio quando teve conhecimento de que Assane estava detido por se fazer passar por um “bruxo” e por ir à cama com as quatro meninas.

Aliás, a rapariga contou ainda que na altura tentou, sem sucesso, informar aos familiares mas ninguém lhe deu ouvidos. Entretanto, o porta-voz da Polícia no Comando Provincial em Nampula, Miguel Bartolomeu, garantiu que se está a trabalhar no sentido de identificar outras vítimas do suposto curandeiro, pois pode ser que as cinco moças não sejam as únicas.

Leões criam terror em Mapulanguene

Uma alcateia de leões está a semear terror no povoado de Homuane, Posto Administrativo de Mapulanguene, distrito de Magude, província de Maputo. Na calada da noite, os leões atacam currais e devoram gado; cabritos e ovelhas. Além de leões, há relatos de outros tipos de animais selvagens que atacam currais, como, por exemplo, as hienas.

Criadores ouvidos pelo Canalmoz esta quarta-feira em Mapulanguene narram, na primeira pessoa, o que passam. Homens e mulheres pernoitam nos currais, e com ajuda de cães e fogo tentam afugentar os felinos, mas às vezes sem sucesso porque os leões andam em grupo.
Amosse Moiane, 68 anos, contou que vivia em Homuane, mas agora reside em Mapulanguene por causa de leões. Disse que a sua criação continua ainda em Homuane. Conta que este ano já perdeu 9 cabeças e 10 cabritos por ataque de felinos.

“Não sabemos o que está a acontecer. Os leões vêm do lado do Parque. Por medo, acabei fugindo de Homuane para Mapulanguene, mas a minha criação continua aqui”, disse.

Moiane, outro criador de gado, não sabe dizer quantas cabeças tem. “Tenho muita cabeça. Por cada uma das minhas filhas lobolada recebi 10 cabeças. Estas cabeças estão a reproduzir até hoje. São muitas.”

Por seu turno, Paulo Ndlovu, 63 anos, disse que conta com uma manada de 260 cabeças de gado bovino. Não sabe quantas cabritos e ovelhas possui, mas diz que são mais de 100. Disse que na semana passada, os leões atacaram, por duas vezes, a sua manada. Uma vez foi de dia, durante o pasto. A outra foi no período nocturno no curral. No total, três cabeças foram devoradas na semana passada”.

“Desde o ano passado até agora perdi mais de 20 cabeças de gado, trinta cabritos e mais de 10 ovelhas. Os leões invadem a rede da zona de Chicucuza e vêm até aqui atacar os nossos currais”, lamentou.

Ndlovu contou que de 1983 a 1993 esteve refugiado na vizinha África do Sul com a sua família. Com dinheiro conseguido na “terra do rand” voltou depois do conflito armado e começou a criar gado que hoje está a ser devorado.
“Dormimos nos currais para controlar as nossas cabeças”, disse.

Já Carmona Muzimba, 71 anos, diz que no mês passado perdeu quatro cabeças de gado, nove ovelhas e 97 cabritos. Explicou que cansado de ataques de leões na calada da noite, decidiu montar armadilhas em redor do seu curral e como resultado disso já matou três leões e uma hiena.
“Já matei três leões que queriam atacar o meu curral. Na semana passada matei uma hiena que vinha atacar cabritos”, acrescentou.
Diz que os leões quando chegam no seu curral dividem-se em dois grupos. Um grupo aproxima-se do curral e afugenta, e o outro ataca quando o gado sai em debandada do curral.

Ainda na tarde desta quarta-feira, quando a Reportagem do Canalmoz ainda estava no terreno, um criador de nome Amosse Moaine reclamou mais um ataque de leões. O gado voltava da represa de Homuane, onde bebe água.

O povoado de Homuane dista cerca de 125 quilómetros da vila-sede do distrito de Magude e 25 quilómetros da sede do posto de Mapulanguene. De Homuane a Chicucuza, na zona onde passa a “rede” do Parque Transfronteiriço de Kruger, são cerca de 15 quilómetros.

Governo de Maputo “extorque” empresários para visita da primeira-dama

A primeira-dama vai visitar nos dias 25 e 26 de Outubro corrente a província de Maputo e o Governo local está a exigir que os empresários da província contribuam para a logística que só de alimentação está orçada em mais de 126 mil meticais. Indignados com a situação, alguns empresários contactaram o Canalmoz para denunciar o que consideram “sufoco e extorsão” para o sector privado, uma vez que tanto o Governo como o próprio Gabinete da primeira-dama têm orçamentos próprios pago pelos contribuintes incluindo os empresários que são agora solicitados para pagar a logística da visita.

Em carta assinada pelo secretário do Governo provincial de Maputo, Ali Chaucale, a que o Canalmoz teve acesso, lê-se que a província “sentir-se-ia bastante honrada” com a contribuição dos empresários para receber a primeira-dama.

“O secretariado da povoação de Djuba sentir-se-ia bastante honrado com a contribuição de V. Excia em apoiar na preparação do evento contribuindo com bens e valores monetários em conformidade com a lista de produtos necessários em anexo”, lê na carta enviada aos empresários.

Na lista que está em anexo aparecem produtos como cabeças de gado, frangos, arroz, farinha de milho, refrescos, caldos até papel higiénico, que os empresários devem comprar para a recepção da Primeira-Dama.

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“Isto pode parecer um pedido, mas sabemos que é uma ordem e quem não contribuir estará lixado” desabafam os empresários.

De facto não é a primeira vez que o Governo de Maputo vai ao bolso dos empresários para suportar as visitas do casal da Ponta Vermelha. Recentemente, um outro grupo de empresários baseados em Magude, contactou o Canalmoz para denunciar o Governo local estava a pedir apoio em bens e dinheiro para a apoiar vista de presidência aberta de Aramando Guebuza.

Um outro mecanismo usado pelo Gabinete da Primeira Dama, para extorquir empresários e empresas do Estado é a chamada “Revista Chama”, que é editada pelo próprio Gabinete da primeira-dama. É que os empresários recebem cartas da Revista a “solicitar” anúncios publicitários. E num País onde a esposa do Chefe de Estado também tem controlo sobre os circuitos do poder e da distribuição de cargos, nenhum empresário ousa em indeferir o pedido de inserção de publicidade na revista da primeira-dama.

Adiado julgamento de agressores do delegado do MDM

O juiz do Tribunal Judicial da Cidade de Lichinga, na província do Niassa, mandou adiar, esta terça-feira, o julgamento de três réus implicados na agressão do delegado do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), na sede desta formação política, no bairro 24 de Junho, para uma data ainda a anunciar.

Segundo apurou o Canalmoz, o número do processo 1014/013 envolve como réus dois polícias comunitários e um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) que no dia 19 de Setembro do ano em curso foram agredir o delegado do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na sede desta formação política quando se encontrava a hastear a bandeira do MDM naquele local.

O julgamento estava marcado para o dia 8 de Outubro corrente, mas na ausência do membro da Polícia da República de Moçambique que responde pelo nome de Ismael Sadique – um dos réus supostamente acusado de ser o mandante do crime – não se fez presente à sala do julgamento, levando, assim, o juiz do Tribunal Judicial da Cidade de Lichinga a adiar o julgamento para uma data ainda incerta.
A nossa Reportagem apurou, no terreno, que até aqui não se sabe os reais motivos que levaram Ismael Sadique, agente da PRM, a não se apresentar no dia do julgamento.

História do caso

Segundo consta no processo-sumário-crime número 1014/013, com réus em liberdade, por volta das 14 horas do passado dia 19 de Setembro o agente da PRM, Ismael Sadique, então chefe de permanência do dia na 1.ª Esquadra da PRM, mandou dois polícias comunitários, Augusto Jamuno e Manuel Mavinga, respectivamente, para agredirem o delegado do MDM no bairro 24 de Junho de nome Gaspar Ramussane. No acto da agressão o delegado estava na companhia de Paculeque Auluvala, um dos membros desta formação política.
Depois da agressão física também destruíram o mastro e a respectiva bandeira do MDM.
Os membros agredidos foram levados ao Hospital Provincial de Lichinga para cuidados médicos.

“É uma perseguição…”

O delegado político provincial do Movimento Democrático de Moçambique, na província do Niassa, Raimundo Pitágoras, disse ao Canalmoz que isso tudo não passa de uma perseguição política para fracassar a oposição mas “aqui no Niassa o MDM não vai deixar passar anomalias neste tempo das eleições porque o Pais é democrático”, disse Raimundo Pitágoras.
Recorde que a destruição do material de trabalho dos partidos da oposição em Moçambique nestes últimos meses tem-se tornado constante e em particular para o MDM e a Renamo.

Enfermeiros trocam recém-nascido por nado morto

Como tem sido praxe nas várias maternidades do País, mais um caso de desaparecimento de recém-nascido aconteceu no Hospital Geral José Macamo, na cidade de Maputo, onde, numa situação inexplicável, roubaram uma criança depois da paciente dar à luz um bebé com vida.

Em contacto telefónico com a nossa Reportagem, Raquel Bernardo, mãe do bebé desaparecido, mostrou-se indignado com a situação e empurra a culpa aos enfermeiros.
“Eu não tenho muito por dizer agora, mas os enfermeiros que estiveram em serviço é que são culpados”, disse Raquel Bernardo, para em seguida questionar: “eles não viram a fita que eu já tinha colocado no braço com o nome do meu filho? Vi o nome do bebé que me entregaram já morto. Não era do meu filho”, disse, comovida, Raquel Bernardo.

Referência do caso

Por volta das 14 horas de ontem, quarta-feira, os pais da criança receberam, com desagrado, a informação sobre a morte da criança sem nenhuma explicação dos enfermeiros daquela unidade sanitária, mas quando foram convidados a assinar o laudo os pais da criança supostamente trocada constataram, primeiro, que não era um menino, mas, sim, uma menina e com outro nome, acto que criou muita agitação no hospital.

“Vamos emitir um comunicado sobre este assunto”

O assessor de comunicação no Hospital Geral José Macamo, em contacto com o repórter do Canalmoz, na cidade de Maputo, negou dar qualquer informação sobre o assunto alegando que a direcção da empresa irá emitir um comunicado em torno deste caso.

“A direcção do hospital irá enviar um comunicado a todos os órgãos de comunicação social a explicar o assunto em torno deste caso”, disse o assessor de comunicação do Hospital Geral José Macamo.

OTM apela à unidade

A Organização dos Trabalhadores Moçambicanos – Central Sindical (OTM-CS), reafirma o seu repúdio à divisão, ao ódio e ao desrespeito pelas leis instituídas no país e manifesta o seu engajamento na luta pelo emprego decente, unidade nacional e solidariedade sindical.

Segundo a secretária para Assuntos Jurídico-Laborais e Sociais do Conselho Central dos Sindicatos naquela organização, Helena Ferro, o trabalho decente é condição fundamental para a superação da pobreza, redução das desigualdades sociais e garante do desenvolvimento sustentável.

Ferro falava terça-feira à Imprensa durante o lançamento, em Maputo, da semana comemorativa do 37º aniversário da OTM-CS, que se assinala a 13 de Outubro corrente, sob lema “OTM-CS, 37 Anos pelo Emprego Digno, Unidade e Solidariedade Sindical”.

sobre este evento Ferro citada pela AIM, exortando aos líderes sindicais, a todos os níveis, e aos trabalhadores, em geral, para se empenharem na luta pelo bem-estar e pela firmeza na produção.

“Devemos, nos nossos locais de trabalho, organizar e realizar palestras para uma reflexão sobre a nossa história e os propósitos para os quais são criados os sindicatos”, afirmou ela, sublinhando ser necessário analisar com frieza a forma de actuação dos sindicalistas no momento actual e como devem actuar no futuro.

Esta reflexão deve também incidir sobre as melhores estratégias para os próximos processos de diálogo social e negociações tendo em vista a melhoria das condições de trabalho, saúde ocupacional e salariais dos trabalhadores.

“Devemos reflectir sobre o futuro do Fórum de Concertação Sindical, na perspectiva de contribuir para um maior desempenho, intervenção, solidariedade e unidade na acção”, disse.

Um dos objectivos actuais da Organização Internacional do Trabalho (OIT) é de promover oportunidades para que todos homens e mulheres possam obter um trabalho decente e produtivo em condições de liberdade, igualdade, segurança e dignidade humana.
Na segunda-feira o mundo celebrou o Dia Internacional do Trabalho Decente.

Ferro vincou que nas palestras promovidas pela OTM-CS se deve reflectir igualmente sobre os pilares em que assenta o trabalho decente, indicando como exemplo as normas internacionais de trabalho, a promoção do emprego de qualidade, a extensão da protecção social e o diálogo social.

A secretária para Assuntos Jurídico-Laborais e Sociais do Conselho Central dos Sindicatos disse que o lançamento da semana comemorativa testemunha o comprometimento da OTM-CS para com o trabalho decente.

“Mambinhas” intensificam preparação para o torneio Cosafa

A Selecção Nacional de Futebol de Sub-20 trabalha tendo em vista o Torneio da Cosafa, a realizar-se de 3 a 14 de Dezembro no Lesotho.

Os “Mambinhas” estão a observar treinos bi-semanais desde o mês passado, no campo do 1º de Maio, sob orientação da dupla Augusto Matine e Aquimo Rachide. Nesta primeira fase, que se prologará até princípios de Novembro, a equipa técnica procura conferir maior enquadramento aos pouco mais de 24 pré-seleccionados.

O grupo de trabalho está reforçado pela rapaziada afecta à Academia da Namaacha, que ascendeu da categoria de Sub-17. Aliás, maior parte dos pré-convocados saíram desta selecção, atendendo que a Selecção de Sub-20 deixou de ser convocada desde que foi afastada da corrida para o último CAN da categoria.

Salientar que o torneio será disputado em quatro séries, sendo que os primeiros classificados transitam para as meias-finais.

A última edição teve lugar há sensivelmente dois anos, no Botswana, onde a Zâmbia sagrou-se vencedora, derrotando Angola na final por 2-1.

O torneio, que terá como palcos a capital Maseru e a cidade de Mafeteng, será sorteado este mês.

Estreia faz infeliz de Moçambique no apuramento ao mundial de volei

A Selecção Nacional de Voleibol Sénior Masculina perdeu na estreia com a equipa da casa, o Botswana, por 3-0, na primeira jornada da Fase Zonal (Austral) de qualificação ao Mundial a decorrer na Polónia em 2014.

Hoje a equipa nacional mede forças com o Lesotho, uma selecção de menor expressão, e que está, por isso, ao alcance dos voleibolistas moçambicanos.

A turma moçambicana está obrigada a vencer os próximos jogos se quiser transitar para a fase final africana de acesso ao Mundial. Amanhã será a vez de defrontar o Zimbabwe e no sábado termina a sua campanha batendo-se com a Namíbia.

Para a fase final de apuramento ao Mundial apuram-se as primeiras duas selecções, sendo que o Botswana é potencial candidato a ocupar o primeiro lugar.

FEMININOS AFINAM ÚLTIMOS DETALHES

Para marcar presença na mesma competição a equipa feminina ultima a sua preparação em solo nacional para no próximo dia 21 rumar à Zâmbia para disputar, juntamente com a selecção anfitriã, Zimbabwe, Namíbia, Botswana e Suazilândia o acesso à fase final africana de apuramento ao Mundial.

Afrobasket Sub 16 – Moçambique luta pelas meias-finais

A Selecção Nacional de Basquetebol de Sub-16 em femininos defronta esta noite a sua congénere da Costa do Marfim em jogo mais importante dos quartos-de-final do Campeonato Africano da categoria que decorre na capital do país desde sábado.

Missão bastante espinhosa para o combinado nacional, que irá medir forças com uma equipa aguerrida e que na primeira fase, fruto do seu forte jogo físico, deu muitos problemas a Angola e ao Mali, sérios candidatos à conquista do certame.

O embate tem início às 18.00 horas, no Pavilhão do Maxaquene, sendo aguardado com enorme expectativa pelos amantes da “bola ao cesto”.

A anteceder a este embate teremos três encontros, sendo que o destaque vai para a selecção de Angola, que irá medir forças com a Tunísia (16.00 horas). No início da tarde (12.00 horas) o Egipto, que venceu o Grupo “A”, no qual estava integrado Moçambique na primeira fase do certame, bate-se com a frágil Botswana.

Às 14.00 horas teremos o desafio entre o poderoso Mali e a simpática selecção do Gabão.

Refira-se que Egipto e Mali foram os vencedores dos respectivos grupos na primeira fase, proeza que lhes confere adversários mais acessíveis nestes “quartos”.

Moçambique e Angola ocuparam o segundo posto nos respectivos grupos, isto após derrotas com Egipto e Mali, respectivamente na tarde/noite da terça-feira.

Amanhã a competição entra na fase decisiva, com a realização das meias-finais, sendo que a final está programada para sábado. O presente Afrobasket apura os dois finalistas para o Mundial de Sub-17 que terá lugar próximo ano na Eslovénia.

JOGOS DE HOJE (QUARTOS-DE-FINAL)

12.00h -Botswana-Egipto

14.00h -Gabão-Mali

16.00h -Tunísia-Angola

18.00h -Costa do Marfim-Moçambique

Jovem faz-se passar por curandeiro e viola sexualmente menores

Um jovem que responde pelo nome de Assane Atumane é acusado de ter violado sexualmente quatro menores de 16 anos de idade no bairro de Muhala Expansão, arredores da cidade de Nampula.

De 22 anos de idade, Assane Atumane está sob custódia policial e a Polícia da República de Moçambique, PRM, através do seu porta-voz, Miguel Bartolomeu, informou à Imprensa que para lograr os seus intentos o jovem fez-se passar por um médico tradicional e à primeira vista apelou às menores um tratamento tradicional com vista a livrá-las de um mal que as possuía.

A PRM exibiu o acusado à Imprensa na manhã desta terça-feira (8) nas celas da 2ª Esquadra da corporação na cidade de Nampula, tendo ele declarado à Imprensa que não é curandeiro e que aprendeu “certas coisas com o seu pai que se dedica à medicina tradicional”.

Assane Atumane negou à Imprensa as acusações que pesam sobre si. As menores afirmaram terem sido violadas sexualmente pelo acusado, mediante ameaças e chantagem emocional.

Antes de as violar sexualmente em actos isolados, o acusado simulou tratamento tradicional chegando a marcá-las com faca na língua, seios, barriga e nos órgãos genitais.
Antes de violá-las sexualmente, o jovem “curandeiro” exigiu pagamentos às menores em valores monetários que rondavam entre cinco mil a quinze mil meticais, dependendo da gravidade do mal a que cada uma delas detinha, segundo apontaram as vítimas.

Ocorrências criminais

Todavia, na semana de 28 de Setembro a 4 de Outubro corrente, a PRM, a nível da província de Nampula, registou um total de 6 casos criminais, contra igual número do ano passado, tendo esclarecido todos os casos, o que representa uma operatividade policial na ordem dos 100%.
Foram cinco crimes contra propriedade e um contra pessoa.

Quanto à segurança rodoviária, 7 pessoas perderam a vida e 8 contraíram ferimentos em consequência de 5 acidentes de viação registados nas estradas de Nampula.
Um total de 2.867 veículos foram fiscalizados pela Polícia de Trânsito, dos quais 413 foram actuados com avisos de multa como resultado de várias transgressões a regras de trânsito.

Governo da Massinga desvia 5 milhões de meticais para financiar visita de Guebuza

O Governo distrital da Massinga recebeu do Fundo de Infra-estruturas Distritais em 2012, 11.9 milhões de meticais e deste valor 5.4 milhões de meticais foram desviados para acertos de “última hora” para receber o presidente da República, Armando Guebuza e sua esposa, no âmbito da presidência aberta e inclusiva àquele ponto do País.
Esta informação consta de um relatório publicado pelo Centro de Integridade Pública, que refere que tais despesas não estavam previstas no Plano Económico e Social Distrital (PESOD).

Com os arranjos feitos pelos dirigentes locais para bajular Guebuza, actividades como construção de sanitários na Cadeia Distrital, construção de duas Sedes de Localidade (Rovene e Malamba), construção de um Posto Policial (Lihonzuane), construção de duas vedações (SDPI e Residência do Director do SDPI), construção de três residências para funcionários (Rovene, Chicomo e Guma), construção de uma Tribuna (Chicomo), construção de duas residências para funcionários (Rovene e Chicomo) e construção da Sede de Rovene, antes previstas no PESOD não foram efectuas.

Os fundos desviados são provenientes do Orçamento de Estado gastos para satisfazer Guebuza.

Guebuza e esposa são “deuses” no distrito

“O distrito é frequentemente submetido a uma pressão quando se anuncia a visita do presidente e da primeira-dama da República”, lê-se no relatório.
A situação propicia falta de transparência na selecção de empreiteiros ou pessoal envolvido em obras, uma vez que, pela pressão exercida, não se faz concurso público.
As orientações sobre o tipo de despesa que o distrito deve realizar para visitas de alto nível, segundo o relatório, têm sido de carácter verbal e sem nenhuma base clara para a sua fundamentação.”

Reabilitação da sede da Frelimo

Das obras não previstas no Plano Económico e Social Distrital (PESOD) faz parte a reabilitação da sede do partido Frelimo, segundo consta do Relatório de Rastreio da Despesa Pública da autoria do Centro de Integridade Pública (CIP), publicado recentemente.
Segundo Técnicos do CIP, a separação entre Estado e o partido Frelimo na Massinga é quase inexistente. Os funcionários do Estado são confrontados com saturações de muitas vezes terem de seguir as orientações do partido.

Cidade aos 52 anos: Xai-Xai cresceu com a descentralização

A institucionalização do poder local em Moçambique está a contribuir de forma positiva para uma maior participação dos cidadãos na governação municipal e busca de metodologias para a solução de problemas do dia-a-dia dos cidadãos.

O sentimento foi manifestado segunda-feira última pelo governador de Gaza, Raimundo Diomba, durante as cerimónias que marcaram a passagem do quinquagésimo aniversário da cidade de Xai-Xai.

Segundo aquele governante, as grandes realizações levadas a cabo pela administração de Rita Muianga no mandato que dentro em breve termina foram igualmente possíveis graças à participação activa dos munícipes, da edilidade, do Governo, parceiros e amigos da urbe.

“Quem conheceu a cidade de Xai -Xai em 1975 pode testemunhar aos mais jovens que esta cidade sofreu transformações profundas, traduzidas num progresso crescente quer em matéria de expansão da urbe como da melhoria das condições de vida dos seus habitantes”, disse Diomba.

Graças a esse empenho, ainda de acordo com Diomba, o matagal que dominava a maior parte da região foi substituído por casas de construção convencional, enquanto a energia eléctrica foi estendida a todos os bairros, o mesmo acontecendo em relação ao abastecimento de água potável.

Por seu turno, Rita Muianga aproveitou a oportunidade para endereçar a sua palavra de gratidão pelo apoio que recebeu de vários quadrantes para a execução do seu plano de desenvolvimento enquanto edil do município de Xai-Xai.

Graças ao contributo dos munícipes, segundo Rita Muianga, a urbe, constitui exemplo de local seguro e aprazível para viver e trabalhar, razão pela qual nos últimos anos tem sido destino privilegiado dos investidores nacionais e estrangeiros, que de forma paulatina estão a contribuir para que a urbe seja detentora de um comércio forte, moderno e competitivo.

De acordo com Rita Muianga, pese embora se tenha instalado entre os munícipes uma grande euforia pela presença de inúmeras unidades comerciais de reconhecida qualidade, designadamente supermercados, lojas de venda de mobiliário e electrodomésticos, entre outros estabelecimentos na zona baixa da cidade, urge que se tomem medidas visando a expansão dessas e de outras actividades para a parte alta da urbe.

De referir que o dia foi marcado por manifestações de carácter político, cultural e desportivo.

Desfiles de amostra de equipamentos adquiridos ao longo do mandato de Rita Muianga, desde máquinas pesadas usadas para a construção e manutenção de estradas, meios para recolha de resíduos sólidos, tractores actualmente em serviço na cintura verde da urbe, foram exibidos, perante uma moldura humana que se fez presente no acto, não obstante as constantes ameaças de queda de chuva que se foram fazendo sentir desde as primeiras horas do dia.

Detectado rombo financeiro nas finanças em Cabo Delgado

Funcionários afectos a direcção provincial do Plano e Finanças de Cabo Delgado, Norte de Moçambique, são acusados de ter desviado, daquela instituição, um total de 5.585.281 meticais (equivalente a 187,6 mil dólares ao câmbio corrente), revelou hoje o Gabinete de Combate Contra Corrupção (GCCC).

Segundo o porta-voz do GCCC, Bernardo Duce, para lograrem os seus intentos, os funcionários em referência falsificaram alguns processos administrativos e recorreram ao Sistema de Administração Financeira do Estado (SISTAFE).

`Eles falsificavam os processos administrativos e transferiam o dinheiro da direcção para os serviços distritais de saúde de Montepuez (um distrito de Cabo Delgado), depois o valor era repartido entre os arguidos´, explicou Duce, falando à imprensa, em Maputo, no habitual briefing mensal do gabinete.

O roubo foi protagonizado no período compreendido entre Janeiro e Abril. Actualmente, segundo o porta-voz, decorre um processo contra os funcionários, cujos nomes não foram revelados.

Na ocasião, Duce revelou que o delegado provincial de desminagem de Sofala, centro do país, foi também indiciado de desvio de um valor monetário, destinado ao funcionamento da instituição.

Contudo, o porta-voz não revelou o montante desviado. Para além do valor, o director apoderou-se ilicitamente de uma viatura da instituição.

`Preferimos ainda não revelar detalhes, porque ainda estamos num processo para apurar o valor exacto´, disse.

Enquanto isso, na província de Maputo, o GCCC revelou que decorre um processo criminal contra um procurador e mais dois inspectores da Polícia de Investigação Criminal (PIC), que solicitaram 20.000 meticais (um total de 676.820 dólares ao cambio corrente), a arguidos de um processo, que os indiciados estavam a tramitar.

`Sabendo o procurador e os inspectores que há arguidos nesse processo solicitaram este dinheiro, como forma de impedir a responsabilização criminal´, disse a fonte.

Durante o mês de Setembro, em todo o país, foram tramitados 42 processos referentes a corrupção, dos quais três acusados e quatro submetidos ao julgamento.

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