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Sexta-feira, Maio 1, 2026
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Lula da Silva assegura vitória de Nyusi

O Ex- Presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva expressou o desejo de ver o candidato presidencial da Frelimo, Filipe Nyusi, vencer as eleições de 15 de Outubro.

O Ex- presidente do Brasil expressou esse desejo no desenrolar de uma audiência que concedeu a Filipe Nyusi, ao longo da visita de trabalho que o candidato presidencial efectua àquele país.

Na ocasião Lula da Silva disse que Gostaria seu amigo Filipe Nyusi ganhasse as eleições presidenciais.

“As palavras que ouvi de si aqui são verdadeiras e puras,Tenho fé que o povo de Moçambique depositará em si  total confiança “, afirmou o ex-presidente do Brasil.

Entre os corredores  dos escritórios onde o ex-presidente trabalha foi decorrendo uma conversa entre os dois amigos e quando  se dirigiram à sala previamente preparada para a audiência a conversa estava já no fim.

Na conversa com o Ex presidente brasileiro Filipe Nyusi procura transmitir confiança aos mercados, investidores e parceiros de cooperação que Moçambique é um país seguro. Os períodos eleitorais potencialmente retraem investimentos, uma tendência que dura até ao anúncio oficial dos resultados do escrutínio.

 Ainda neste encontro Lula da Silva fez menção  às relações de amizade que mantém com o antigo presidente moçambicano Joaquim Chissano, com o actual Presidente da República, Armando Guebuza, para esclarecer o seu apoio a Filipe Nyusi.

Em concordância com a visão  do ex-presidente do Brasil Filipe Nyusi referiu-se de forma singular às prioridades que não devem esperar mais do que um mandato para serem concretizadas,destacando o acesso aos medicamentos como uma dessas prioridades.

” A disponibilidade de medicamentos é uma questão de vida e não pode depender dos ciclos políticos, a produção de alimentos é uma questão de sobrevivência, não pode esperar, o acesso à educação e habitação condigna, não podem esperar ”, sublinhou Nyusi reiterando que  a questão social é prioridade de qualquer governante que ama o povo.

Guebuza apela para que Forças de Defesa e Segurança garantam eleições livres e transparentes

O Presidente da República Armando Guebuza, apelou ontem  para uma contribuição enérgica das Forças de Defesa e Segurança, na realização das eleições gerais presidenciais, legislativas e assembleias provinciais a 15 de Outubro para que sejam livres, justas e transparentes.

Segundo escreve o Jornal Notícias na sua edição de hoje, no discurso de abertura de abertura do XV Conselho Coordenador do Ministério da Defesa de Moçambique (MDN) em Chimoio, Manica, centro de Moçambique, Armando Guebuza pediu que o exército, aliado às outras forças, defenda a soberania e transforme o período eleitoral num momento de festa e que consolide a unidade nacional e a paz.

“Queremos que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), como fizeram no passado, contribuam, em coordenação com as outras Forças de Defesa e Segurança, para que as eleições sejam livres, justas e transparentes”, declarou Armando Guebuza.

Guebuza no seu discurso lançou, três principais, questões que considerou transversais mas fundamentais à vida, nomeadamente a formação, a educação cívico-patriótica e a logística de produção.

O Presidente disse na ocasião as varias instituições de formação militar devem preparar pessoas capazes de compreender e reagir diante dos cenários nacionais, regionais e globais em constante mudança e assumindo diferentes níveis e contornos de complexidade.

Guebuza disse a dinâmica em curso nos vários centros de instrução militar e nas diferentes instituições de formação militar representa uma aposta na direcção certa para o crescimento qualitativo das FADM.

Sobre a educação cívico-patriótica, o Presidente da República declarou estarem no cerne das actividades ligadas ao  MDN a formação do Homem, a necessidade de incutir o espírito de cidadania e de amor a esta pátria de heróis.

   Por sua vez, o  Ministro da Defesa, Agostinho Mondlane, disse que o sector da Defesa nacional está e continuará a honrar o seu dever de consagrar todas as suas energias e saberes em defesa da pátria, paz, unidade nacional, da Constituição da República, soberania nacional e integridade territorial.

País antecipa-se contra o surto do Ébola

Face ao avanço do surto do ébola, o Ministério da Saúde (MISAU) decidiu antecipar-se e tomar medidas preventivas contra esta epidemia.

Uma das medidas adoptadas pelo MISAU passa pelo controlo e rastreamento de todos os passageiros que entrem no país através das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas e que sejam provenientes ou tenham transitado pela Nigéria, Serra Leoa, Libéria e Guiné Conacry através de um questionário no âmbito das medidas de controlo do ébola.

De acordo com a Direcção Nacional da Saúde Pública o inquérito será extensivo a cidadãos que apresentem sintomas como febre, debilidade intensa, dores musculares, de cabeça e de garganta.

Para dar seguimento ao tratamento foi criado recentemente no Hospital Geral de Mavalane, na cidade de Maputo, uma unidade de isolamento para um eventual caso de ébola.

Trata-se do centro de controlo de epidemias de Mavalane, que irá funcionar no centro que acolhia doentes com cólera. O mesmo será equipado com 10 camas e dividido em compartimentos masculino e feminino.

Refira-se que o primeiro caso da ébola foi diagnosticado na Guiné Conacry e de acordo com os últimos dados da Organização Mundial da Saúde mais de mil pessoas já morreram na África ocidental.

Novo modelo de exame Multimédia entra em vigor amanhã

Arrancam amanhã os exames teóricos de condução via multimédia para os condutores de veículos automóveis das escolas da cidade de Maputo e Matola, avaliados pelo Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATTER).

Com a introdução do sistema multimédia, os candidatos ao invés de utilizarem esferográfica e papel passam a ter em sua frente um monitor táctil que apresenta as questões. Para respondê-las, basta clicar na opção correcta, num procedimento que visa mais transparência, rigor e fiabilidade na certificação dos automobilistas, bem como a responsabilização das escolas de condução.

Para a introdução desse sistema, a INATTER investiu cerca de 600 mil dólares norte-americanos na aquisição do equipamento e programas informáticos, adequação das salas de exame e formação do pessoal da instituição e instrutores das escolas de condução.

O porta-voz do INATTER, Vasco Tovela, disse que os exames multimédia vão trazer mais transparência ao processo, pois não terá a correcção manual ma sim pelo sistema informático.

Em relação a fiabilidade do sistema, explicou que o instruendo terá acesso à sala de exame após a verificação da sua impressão digital e não do Bilhete de Identidade (BI), o que era susceptível de fraudes por haver, a título de exemplo, irmãos bastante parecidos.

Nesse sentido as escolas terão grandes responsabilidades, pois, como  o porta-voz do INATTER explicou que através deste modelo ficar-se-á a saber o desempenho das escolas pelo número de aprovações e/ou reprovações, bem como as matérias menos dominadas pelos candidatos de cada um dos estabelecimentos de ensino de condução do país.

O uso obrigatório do  novo modelo de exame de condução, a partir de 15 de Agosto, foi tornada pública há cerca de um mês. Foi dado um apelo as escolas de condução de modo a começarem utilizar o sistema para os seus instruendos. Porem, elas não o fizeram.

Numa primeira fase, as cerca de 140 escolas de condução, representadas pela respectiva associação, queixavam-se de exclusão na preparação da mudança, mas aquando do anúncio do arranque da obrigatoriedade a partir de amanhã garantiram que estariam prontas

Maria da Luz Guebuza homenageada pela juventude moçambicana

A Primeira -Dama da República Maria da Luz Guebuza, foi homenageada ontem, em Maputo, pelos jovens moçambicanos, em reconhecimento do seu empenho em prol da protecção das crianças, adolescentes e jovens.

A cerimónia foi organizada pelo Conselho Nacional da Juventude (CNJ) em parceria com a Associação Coalizão de Moçambique, que trabalha na promoção e defesa dos direitos da rapariga, criança e adolescente.

No evento a primeira -dama recebeu um diploma de honra que manifesta a satisfação pelo seu engajamento na causa social.

 Segundo o presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Manuel Formiga o contributo de Maria Guebuza não se verificou apenas na saúde sexual reprodutiva, mas também em outras áreas da vida, como a educação.

“Durante o seu mandato a Primeira-dama envolveu-se em várias causas humanitárias, visando a protecção da criança vulnerável e da rapariga, face à situação exposta de gravidez precoce e violência sexual. Para além disso, o dirigente juvenil, Maria da Luz Guebuza empenhou-se na elevação da auto-estima dos moçambicanos, sobretudo da camada jovem“, disse.

 Ainda de acordo com Formiga Maria da Luz da Guebuza esteve muito próxima da juventude, adolescentes, crianças vulneráveis e carenciadas e prestou todo o apoio e carinho necessários para devolver o sonho a estes mesmos grupos sociais.

“Hoje é normal ver raparigas grávidas a estudarem no período normal de aulas, sinal de que a mamã Guebuza tinha um compromisso para com a elevação dos níveis de instrução dos adolescentes e jovens“, vincou.

Falando a propósito do lema, Maria da Luz Guebuza fez perceber aos jovens que por mais dificuldades que estejam a passar, não devem olhar ao consumo de drogas como solução, “pelo contrário piora a situação porque o jovem já não será útil para a nossa sociedade, porque não é fácil a pessoa afastar-se das drogas depois de iniciar o seu consumo”.

Os jovens reconheceram os feitos de Maria da Luz Guebuza numa altura em que a Primeira-dama se prepara para se deslocar a Atlanta, nos Estados Unidos de América, para receber mais um troféu por ter sido eleita a Melhor Líder do Ano a nível Mundial.

 

 

 

Cessar das hostilidades ainda continua uma incógnita

As delegações da Renamo e do Governo, voltaram a se encontrar hoje, para mais uma ronda de diálogo, visando criar condições para o encontro entre o líder da Renamo e o Presidente da República, mas o possível encontro, ainda não tem data e local previsto.

 A Renamo trouxe a mesa, uma nova sugestão ao governo, que consiste em levar os documentos consensualizados entre as partes, para serem aprovados pela Assembleia da República.

Nesta senda, o Governo, pediu a delegação da Renamo, um tempo, para fazer consultas sobre o novo dado proposto pela delegação da Renamo.

Sendo que, a delegação da Renamo, afirma que ainda há questões por serem tratadas pelas partes, embora que, já se tenha assinado o acordo e assim como, pela aprovação da Lei de Amnistia aprovada ontem, pela Assembleia da República.

O chefe da delegação do Governo na mesa do diálogo, José Pacheco, reafirmou a vontade do chefe de Estado, Armando Guebuza, estar disponível para dialogar com o líder da perdiz.

Pacheco garantiu também que os máximos dirigentes das duas delegações, poderão consensualizar e rubricar em definitivo os três acordos já concluídos pelas partes, nomeadamente, o memorando de entendimento, os mecanismos de garantia e os termos de referência que visam a presença dos observadores militares internacionais, para a monitoria e implantação da cessação das hostilidades militares no país.

Na septuagésima primeira ronda de diálogo, não foi possível declarar-se o cessar das hostilidades, apesar de o parlamento ter aprovado ontem a Lei de amnistia que marca uma nova dinâmica para a vida dos moçambicanos, marcando uma nova era para a consolidação de paz.

Macuiane, exortou que o presidente do seu partido, já enviou um documento que mandata aquela delegação, para declarar em definitivo, o cessar das hostilidades no país, faltando apenas o pronunciamento do presidente da República, com vista a marcar o encontro entre as partes.

Refira-se que a Renamo, exigiu um conforto ao governo em termos de questões militares e seguranças, públicas e pessoal do presidente da Renamo, Afonso Dlhakhama, de modo que aquela figura, se faça presente na capital, Maputo, a fim de se encontrar com o presidente da República, Armando Guebuza.

Entretanto, sobre a questão de levar os documentos ou acordos que até ao momento, serão assinados e declarados pelo chefe de Estado e o líder da Renamo, Pacheco, referiu que, a sugestão levantada pela delegação da perdiz, o governo terá que fazer consultas necessárias para que, o cometimento do acto seja promulgado pelo parlamento, concretamente, na Assembleia da República.

Desenvolvimento sócio económico do país não pode depender apenas das oportunidades dos corredores

Durante um encontro entre realizado em Nampula entre académicos, sector privado e público sobre o uso dos corredores ficou aprovado que o desenvolvimento sócio-económico do país não pode depender apenas das oportunidades que os corredores da Beira, Nacala e Maputo oferecem.

Este pronunciamento foi defendido, durante o decurso do encontro da reunião, que visa recolher subsídios para o documento final da estratégia do desenvolvimento económico do corredor de Nacala a ser submetido em Setembro próximo no conselho de Ministros.

Segundo defenderam os académicos, a missão não vai se efectivar enquanto o esforço de melhoria da qualidade de vida das populações se mantiver concentrado nos corredores rodoviários e ferroviários.

 O Reitor da Universidade Lúrio, Jorge Ferrão citado pelo Jornal Notícias reprovou a atitude dos consultores que são contratados para fazer estudos de desenvolvimento para formular políticas focadas para a melhoria das condições de vida no meio rural.

Segundo disse, estes “acabam cometendo erros na formulação do resulta do final que se reflecte no futuro das comunidades sendo que muitos acabam residindo na província da região norte sobre a qual incidem os seus estudos, encurtam o tempo de permanência na região para voltar as suas origens a partir de onde se limitam a exercer os seus estudos baseando-se apenas em leituras de bibliografias que tem elementos desajustados da realidade que estes procuram”.

Por seu turno António Muagerene, líder da plataforma das organizações da sociedade civil em Nampula, referiu que uma maneira de fazer com que as populações fiquem com um bom legado é a formação de um sector produtivo agrícola em técnicas modernas.

“Não se justifica que os produtores que trabalham nas províncias inseridos no corredor de Nacala neste momento não saibam usar fertilizantes ou não têm acesso aos mesmos de forma equilibrada como acontece no vizinho Malawi”, desabafou.

O representante da Akilizetho, uma organização não-governamental, Pedro Carvalho, disse que os corredores que estão sendo promovidos hoje com muita força podem estar relacionados com interesses único dos investidores para garantir a logística e o escoamento dos recursos naturais que estão sendo explorados neste momento nomeadamente o carvão mineral e os hidrocarbonetos, para reforçar as economias dos seus países.

Em Sofala: Escola Primaria e Agricultores Beneficiam de material escolar e Agrícola da ANYUSI

No passado fim-de-semana, camponeses do distrito de Nhamantanda e a Escola Primaria do Primeiro grau EP1 da Munhava-Matope, na cidade da Beira, receberam material diverso e carteiras da Associação Amigos de Nyusi (ANYUSI), núcleo provincial de Sofala.

No Sábado, no âmbito da entrega de 30 carteiras e tintas para pintura da Escola beneficiária, o coordenador nacional de ANYUSI e deputado da Assembleia da República (AR), pela bancada de Frelimo, Francisco Mucanheia, disse que o gesto enquadra-se na expectativa do patrono da agremiação, Filipe Nyunsi, em ver melhorada a qualidade de ensino no país.

“O nosso patrono, o candidato da Frelimo, Filipe Jacinto Nyusi, está preocupado com o desenvolvimento do país e de forma particular com a educação das crianças que são o futuro do amanhã. Sendo assim, trabalhamos com o empresariado no sentido de apoiar as escolas com dificuldades de ordem material, sobretudo carteiras e, ainda, com infra-estruturas degradadas como é neste caso vertente da escola primara da Munhava-Matope’’, referiu Mucanheia.”

Com o mesmo espírito, no domingo foi a vez das associações camponesas ‘’Amai Akuverana’’, no posto administrativo de Tica e ‘’Unida de Metuchira’’, no distrito de Nhamatanda a receber diversos materiais agrícola, nomeadamente enxadas e pás, pela ANYUNSI, um contributo que as beneficiárias louvaram bastante, visto que passavam dificuldades para aumentarem as suas áreas de cultivo.

Falando no momento da entrega do material, o presidente de ANYUSI, em Sofala, Domingos Todo Júnior disse que os camponeses ainda possuíam muitas necessidades, dai que seja importante garantir-lhes apoios similares para aumentarem a sua produção e produtividade.

“A ANYUSI está comprometida com o desenvolvimento do país e vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que possa apoiar as iniciativas como estas de camponeses, para que possam trabalhar para o seu auto-sustento e, também, da família e das próprias regiões onde produzem’’, disse Kinito.

A directora da EP1 da Munhava-Matope, Verónica Sigaúque, bem como as responsáveis das associações beneficiarias, Amélia Davai e Luísa Bizeque, respectivamente, agradeceram o gesto, realçando que estas devem continuar, pois, segundo elas, só com a ajuda é que se podem solucionar alguns dos múltiplos problemas que enfrentam.

Notícias

Raptores condenados a penas de 8 a 18 anos de prisão

O julgamento dos quatro indivíduos acusados de sequestro de dois empresários em Abril e Dezembro de 2012 em Maputo, chegou ontem ao seu desfecho.

Os réus foram condenados a penas que variam de 8 a 18 anos de prisão.

O colectivo de juízes da 7.ª Secção do Tribunal Judicial de Maputo deu como provadas as acusações de que Momad Amene, Remane Abdul Remane, Gipson Carlos e Jafar Mussagy Malache praticaram os crimes de roubo concorrendo com cárcere privado, posse de armas proibidas e formação de quadrilha.

Os acusados respondiam pelo sequestro dos empresários José Moreira Alves, proprietário da Jomofi Construções, no bairro da Costa do Sol, em Abril de 2012 e Jainudin Norudini Dali, dono da Padaria Lafões, interceptado pela quadrilha à entrada da sua casa na Avenida Kim Il-Sung, na zona nobre da cidade de Maputo, em Dezembro do mesmo ano.

A pena mais leve, a de oito anos de prisão, foi atribuída a Momade Amene, por ter sido considerado apenas como cúmplice do acto, seguindo-se João Malache, condenado a 14. Os co-Réus, Carlos Gipson e Remane Abdul Remane, este último identificado como o líder do bando, tendo sido ele a identificar as vítimas e a providenciar os meios para o crime, incluindo viaturas, foram condenados a 18 anos de prisão.

Os co-Réus, exceptuando Momad Amene, foram ainda submetidos a pagar 302 mil dólares norte-americanos e 100 mil meticais à vítima José Moreira Alves e 201 mil dólares norte-americanos e 910 mil Mt a Jainudin Norudini Dali por danos patrimoniais. O tribunal determinou igualmente que cada um dos lesados terá que receber mais 51 mil meticais por danos não patrimoniais causados pelo sequestro.

Na CPLP: Moçambicanos beneficiarão de justiça gratuita

Cidadãos Moçambicanos residentes em qualquer país da comunidade de Língua Portuguesa (CPLP) passam a beneficiar de assistência jurídica gratuita em igualdades de circunstâncias com os cidadãos desses países.

O acordo foi assinalado em Maio último, em Angola, entre os Estados-membros das Instituições públicas de assistências dos países de língua portuguesa que prevê o benefício da justiça e da assistência jurídica integrada e gratuitas, oferecidas pelas instituições de patrocínio de assistência jurídica, á semelhança de IPAJ.

Entretanto, Moçambique tornou-se no primeiro país da CPLP a comprovar o memorando, quando ontem reunido em conselho de ministro, o governo aprovou a Resolução que ratifica o acordo.

O porta-voz do Governo, Alberto Nkutumula, afirmou que a assistência gratuita aplica-se especialmente a cidadãos em conflito com a lei que estejam numa situação de pobreza ou de carenciados.

“De acordo com a Resolução, o cidadão de qualquer país da CPLP, quer se encontre no seu país de nacionalidade, quer noutro da CPLP, beneficia em igualdade de circunstâncias com os cidadãos nacionais do país onde se encontra em assistência jurídica gratuita”, ressaltou.

 Ainda na sessão de ontem, o Governo aprovou dois decretos que revogam duas coutadas oficiais que estavam programadas para a área de turismo cinegético.

Trata-se das coutadas seis e oito, ambas localizadas na província de Sofala, e reservadas em 1960 e 1969, respectivamente. De acordo com Nkutumula, pesou para a anulação das reservas o facto de a população, ao longo do tempo, ter invadido o espaço para a prática da agricultura e caça.

“Estas duas áreas foram extintas devido ao aumento da densidade populacional. Estas populações foram entrando para áreas de conservação explorando os recursos faunísticos abatendo árvores, abrindo machambas, bem como caçando os animais para a sua alimentação. Com o andar do tempo estas duas áreas perderam o seu potencial turístico”, explicou o porta-voz.

Entre os vários assuntos tratados, ontem, o Executivo apreciou e aprovou o balanço do I semestre do Plano Económico e Social de 2014 a submeter à Assembleia da República.

 Da análise feita o Governo constatou que o desempenho dos indicadores macroeconómicos e sociais é positivo, com destaque para o aumento da produção em 7.9 por cento, contra a meta planificada de 7.7 por cento.

Verificou ainda o controlo da inflação em 3.53 por cento, contra os 5.6 por cento programados, e estabilidade cambial face às principais moedas.

Sangue na EN1: Embate entre camiões mata na Macia

Dois camiões embateram-se na manhã de ontem, na vila de Macia, em Gaza provocando seis mortos e feridos ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1).

O acidente que matou seis pessoas aconteceu quando um dos camiões, de marca Freightliner que seguia no sentido Sul/Norte, transportando cimento, tentou fazer manobra para fugir da báscula da Macia, à alta velocidade, acabando por embater contra um outro, que seguia em direcção a Maputo, transportando hortícolas de várias categorias.

O sinistro, além de causar morte de pessoas, também provocou danos materiais avultados e, ferimentos em um número não especificado.

As seis vítimas mortais são mulheres que viajavam de regresso a Maputo no camião que transportava hortícolas, para à venda nos mercados da cidade de Maputo.

Entretanto, a Polícia reporta a morte de outras 44 pessoas em 50 acidentes de viação registados ao longo da última semana nas estradas do país. Cinquenta e cinco pessoas ficaram feridas nestes sinistros, 29 das quais contrairam ferimentos graves.

De acordo com o porta-voz do Comando-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Pedro Cossa, o excesso de velocidade aliado a má travessia de peões, ultrapassagens irregulares como sendo as causas que estam na origem dos acidentes, registados pela corporação.

“Dos acidentes registados, tiveram como causa corte de prioridade (5), o excesso de velocidade, dois a má travessia de peão e quatro a ultrapassagem irregular e três por mau posicionamento dom passageiro”, vincou Pedro Cossa.

 No âmbito das medidas para o combate aos acidentes de viação, a PRM fiscalizou mais de 27 mil viaturas que resultou na aplicação de multas por diversas irregularidades, apreensão de veículos, cartas de condução e detenções por condução ilegal.

“Fiscalizamos 27 209 viaturas que resultaram na aplicação de 5 749 multas por violação às regras de trânsito, 89 veículos apreendidos por diversas irregularidades, 50 cartas apreendidas cujos titulares acusaram positivo no teste de alcoolemia e 8 detidos por condução ilegal”, disse.

No que tange aos resultados operativos, as autoridades detiveram 1460 violadores de fronteira, na maior parte nacionais que tentavam atravessar para a vizinha África do Sul e Malawi e Tanzânia.

A PRM registou ainda, 122 casos de natureza criminal, sendo que 97, correspondentes a 90 porcento, foram esclarecidos. Dos casos criminais, 79 foram contra propriedade, 42 contra pessoas e 1 contra a ordem, segurança e tranquilidade públicas.

 

CNE aluga 10 Helicópteros à MEX e Makond para transporte de material eleitoral

A Comissão Nacional de Eleições Moçambicana vai alugar dez helicópteros MI-8 para transporte do material eleitoral a duas empresas moçambicanas sendo a MEX, Moçambique Expresso, e a Makond Air Link, tendo baseado a sua escolha no preço de 232 milhões de Meticais.

A CNE terá argumentado que as outras 11 empresas a concurso terão ainda apresentado aeronaves de reduzida capacidade de transporte e carga de passageiros.

Os dez helicópteros deverão transportar materiais de votação e membros das mesas de voto para zonas de difícil acesso, nas Eleições Gerais de 15 de Outubro de 2014.

Estes MI-8 “russos”, frequentemente utilizados em cenários de guerra “são helicópteros de grande tonelagem com uma autonomia de voo muito elevada e instrumentos de navegação que lhes permitem navegar durante a noite”. São provenientes do Sudão e da África do Sul.
A MEX é uma companhia subsidiária ad LAM, Linhas Aéreas de Moçambique e opera no país há 18 anos. A Makond Air-Link é uma companhia moçambicana de serviços de helicóptero para diversas finalidades.

Por outro lado, a CNE adjudicou à SOTUX, Sociedade Internacional de Bens e Serviços Lda. O fornecimento e 17.199 cabines de votação e 51.990 urnas. O serviço custará aos cofres da CNE 51 milhões de Meticais.

Para as eleições gerais e legislativas de 15 de Outubro próximo serão movimentados 131 mil membros de mesas de voto, dos quais 10 mil ficarão como suplentes.

AR aprova proposta de Lei de Amnistia

A Assembleia da República de Moçambique, aprovou ontem, a proposta de Lei de Amnistia submetida pelo Chefe de Estado, Armando Guebuza, para uma apreciação, com carácter de urgência, que visava, amnistiar crimes contra a segurança do Estado, pessoas, propriedades e militares, protagonizados por cidadãos, no período de Junho de 2012 até o presente momento, durante as hostilidades militares entre o Governo e a Renamo.

Numa sessão constituída por um ponto único agendado, concretamente, a apresentação e apreciação na generalidade e especialidade, e a aprovação da Lei de Amnistia.

Com efeito, trata-se de um documento jurídico, que visa assegurar a confiança e garantia aos cidadãos que estiveram envolvidos nas hostilidades desde o período de Junho de 2012, até o momento.

O parlamento aprovou em definitivo e por consenso a proposta de Lei de Amnistia, com o intuito de pôr fim as hostilidades militares, com vista a promover a estabilidade política e uma paz duradoira no país.

Esta Lei aplica-se ainda, aos outros casos similares ocorridos no distrito de Dondo, no posto Administrativo de Savane, em 2002, Cheringoma, em 2004 e por último e no distrito de Marringué, em 2011, na província de Sofala, respectivamente.

Em torno da aprovação e publicação da presente Lei, o porta-voz da bancada parlamentar da Frelimo, Galiza Matos Jr, disse que, com a presente lei aprovada, significa que “podemos estar por esta via, a enterrar o ódio que caracterizou determinados concidadãos que se envolveram perante este conflito, poderemos estar deste modo a enterrar o machado de guerra culminou com varias mortes durante o período em que a tensão político-militar se verificou no nosso país”.

Por sua vez, o porta-voz da bancada parlamentar da Renamo, Arnaldo Chalaua, explicou que este documento, significa naturalmente que os moçambicanos vão viver de uma forma mais clara no ponto de vista de liberdade. Acrescentando, Chalaua disse que, a Lei de amnistia quanto ao seu partido, é uma Lei oportuna, ela está revestida de um grande mérito, “é uma lei que os moçambicanos almejavam com muita expectativa”, apontou.

“Foi atingido um dos grandes objectivos que nós pretendíamos com a aprovação da lei de amnistia, isto cria condições para a cessação definitiva das hostilidades”, referiu, o porta-voz da bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), José de Sousa.

Outrossim, Sousa, teceu que, se o seu partido, MDM, tivesse participado em todo o processo de negociação como partido para a discussão das matérias, teria contribuído favoravelmente e enriquecido mais, a presente Lei de amnistia.

Entretanto, feitos todos estes procedimentos, quer pelas delegações do Governo e da Renamo no Centro de Conferencias Joaquim Chissano quer pela Assembleia da República, caberá o Presidente da República e o líder da Renamo, se encontrarem para assinarem três memorandos de entendimentos, de modo que, chancele em definitivo o regresso da paz, segurança, tranquilidades públicas e o fim das hostilidades entre as partes.

 

Vaquina enaltece juventude moçambicana

 O Primeiro-ministro, Alberto Vaquina, considera que a juventude ama a pátria moçambicana, identifica-se com o seu povo, e é uma juventude com grande cultura patriótica, por ser empreendedora com iniciativas que enaltecem os seus heróis e engrandecem o seu país.

Num encontro em que, o primeiro-ministro, Alberto Vaquina, encontrava-se diante da realização da primeira gala da juventude, o ministro, considerou que, a juventude constitui a força motriz do desenvolvimento do país.

A juventude constitui o futuro e o garante da edificação da nação moçambicana, sendo a verdadeira força motriz para o combate a pobreza. É na juventude que se situam as pessoas com mais energia e dinamismo pelo que a juventude, ocupa o núcleo central da nossa agenda nacional.

“É com efeito, fundamentalmente ao serviço das crianças e jovens que a nossa sociedade como as demais se estruturam. As famílias, os pais e a sociedade, estão ao serviço da juventude, cujo desenvolvimento e crescimento devem protegê-lo, uma vez que os jovens, representam a sua e a nossa continuidade. Representam ao fim e ao cabo, a nossa eternidade”, exaltou Vaquina.

Pela gala e pela homenagem ao presidente da Republica, Armando Guebuza, o ministro, reconheceu os feitos da juventude, e sublinhou que, é uma iniciativa que enaltece a moçambicanidade, entretanto, é uma juventude que tem demonstrado sinais inequívocos de grande maturidade.

Ademais, Alberto Vaquina, exortou os esforços que os jovens tem feito, sobretudo pelos desafios que tem enfrentado, no dia-a-dia, a fonte, disse explicando que, a juventude ama a pátria moçambicana, identifica-se com o seu povo, é uma juventude com grande cultura patriótica, por ser empreendedora com iniciativas que enaltecem os seus heróis e engrandecem o seu país.

Satisfeito com os jovens, ajuntou que o jovem moçambicano, acarinha os seus idosos e os toma como fonte de inspiração e referência para o seu desenvolvimento social e cultural como indivíduo e como cidadão. E sente-se orgulhoso pelos jovens que no dia-a-dia encontram-se engajados em diversas frentes de lutas para o desenvolvimento do país.

Refira-se que, nesta gala, para além da homenagem do chefe do Estado, houve também, a atribuição de prémios a 15 jovens que se destacaram em várias categorias como, jovem empreendedor, jovem criativo, entre outras.

“O sucesso das eleições dependerá do voto consciente do eleitorado”

No decurso da sua pré-campanha, o Presidente do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango, apelou aos eleitores a votarem de forma consciente nas eleições gerais de 15 de Outubro.

Simango se encontra em Quelimane desde sábado último com o objectivo principal de sensibilizar o eleitorado a participar de forma massiva e fiscalizar o processo para que haja de facto um vencedor justo que deverá sair das urnas.

Segundo o líder do MDM o sucesso das eleições dependerá da maior participação dos eleitores inscritos, fiscalização e voto consciente do eleitorado, que se resume na confiança de partidos políticos civis que estão comprometidos com valores da paz, justiça social e económica e desenvolvimento do país em vários domínios.

Durante o discurso proferido no campo do Caldas do Chirangano, arredores de Quelimane, aquele dirigente político apelou aos seus militantes a não vacilarem face as alegadas perseguições que têm sofrido nas instituições públicas, porque chegará a hora do juízo final e reposição da justiça democrática.

Esta é a segunda vez que Daviz Simango é candidato presidencial do seu partido.

Zuma garante apoio a Nyusi e à Frelimo

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, garantiu esta segunda-feira apoio total e incondicional ao candidato presidencial da Frelimo, Filipe Jacinto Nyusi.

Falando no final da audiência que concedeu, em Joanesburgo, ao candidato da Frelimo, Zuma afirmou que tudo fará para que o partido irmão (Frelimo) e o seu candidato  vençam de forma convincente as eleições de 15 de Outubro.

“A Frelimo e o ANC são como um partido que vive em dois países. Um em Moçambique e outro na África do Sul. Por isso nós apoiamos totalmente o Partido Frelimo e o seu candidato presidencial Filipe Nyusi”, disse Zuma.

“A história do ANC e a história da Frelimo vêm de longe e nesta ocasião apenas estamos a reviver os nossos laços de amizade e de cooperação”, acrescentou o presidente do ANC.

Zuma prometeu, ainda, prestar todo apoio logístico e material para que os camaradas da Frelimo trabalhem na vizinha África do Sul para conquistar os votos de todos moçambicanos que residem naquele país.

Por seu turno, o candidato presidencial da Frelimo destacou os laços de amizade entre os dois partidos africanos.

“Foi uma boa conversa, vimos formalmente dizer aquilo que eles já sabiam, que eu sou o candidato da Frelimo às eleições de Outubro, e aproveitamos a ocasião para passarmos em revista o funcionamento dos dois partidos para se fortalecer a governação”, frisou Nyusi.

Segundo Filipe Nyusi, durante o encontro, o líder sul-africano destacou a importância da valorização dos antigos dirigentes do partido tendo-o felicitado por ter visitado Nwadjahane, Chilembene, Malehice e Chamanculo, locais onde nasceram Mondlane Samora, Chissano e Guebuza, anteriores dirigentes da Frelimo.

 

Dia Internacional da Juventude: Ministro da Juventude e desportos enaltece o papel dos jovens

O Ministro da Juventude e Desportos, Fernando Sumbana Jr., destacou a importância dos jovens no futuro de Moçambique, relembrando os feitos da juventude moçambicana desde os primórdios da luta nacionalista contra a ocupação colonial portuguesa até aos dias de hoje.

Falando na VI Conferencia Nacional da Juventude, realizada em parceria com o Conselho Nacional da Juventude (CNJ), no âmbito do Dia Internacional da Juventude, que hoje se assinala no país e no mundo sob o lema “Juventude e Saúde Mental”, Sumbana disse que os jovens, com abnegação e espírito patriótico, vão paulatinamente assumindo o seu papel de continuadores das conquistas alcançadas pelo povo moçambicano ao longo de quase quatro décadas de independência nacional.

“Forjados neste histórico e gigantesco percurso, os jovens moçambicanos, tal como o têm demonstrado no dia-a-dia e em diversas frentes de actividade, estão realmente firmes e à altura de receber o testemunho dos mais velhos e desse modo caminharem sozinhos e definirem o seu próprio futuro”, declarou.

Sobre o lema escolhido para comemorar o 12 de Agosto, Fernando Sumbana considera que o mesmo “responde com propriedade à galopante preocupação ditada pelo aumento das doenças mentais, particularmente no seio dos jovens, vezes sem conta abandonados pelas suas famílias, entregues à sua sorte e a deambular pelas artérias da cidade, num cenário deprimente, sobretudo quando se sabe que esses jovens poderiam ser úteis à sociedade”.

O Ministro da Juventude e Desportos abordou ainda a participação dos jovens na campanha eleitoral e disse que a sua condução para que decorra numa atmosfera de tranquilidade, civismo, festa e de demonstração da moçambicanidade até ao dia da votação, no dia 15 de Outubro, será extremamente decisiva.

Na ocasião, Sumbana reconheceu o arrojo dos novos corpos do Conselho Nacional da Juventude, que dois meses após a sua constituição demonstram o compromisso de fazer da agremiação um fórum de toda a juventude moçambicana.

“Em apenas dois meses já levou a cabo actividades verdadeiramente marcantes e que nos levam a solidificar a nossa esperança de ter um CNJ actuante, virado para os jovens e, sobretudo, para as bases, com a divulgação de importantes instrumentos, como a Política da Juventude e Estratégia da sua Implementação e a Declaração de Rapale, em paralelo com meios de geração de renda, como FAIJ, PERPU e Fundo de Desenvolvimento Distrital”, disse.

Refira-se que o CNJ homenageia hoje o Presidente da Republica, Armando Guebuza, pelo seu envolvimento na definição de políticas públicas atinentes ao desenvolvimento da juventude no pais, durante os 10 anos do seu mandato.

No âmbito da reforma do sector Público: Função Pública e MASC assinam memorando de entendimento

O Ministério da Função Pública e o Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC) assinaram ontem em Maputo um memorando de entendimento com duração de dois anos que visa proporcionar aos cidadãos, um conjunto de informações que os permita melhor participação na monitoria e governação da Administração Pública moçambicana.

O acto foi protagonizado hoje pelo Secretário Permanente do Ministério da Função Publica (MFP), Eduardo Nhampossa e pelo Director-Geral do Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC) João Pereira.

Na ocasião, Pereira disse que o acordo significa uma oportunidade de cooperação em que todos os mecanismos disponíveis para partilhar a informação e promover melhores relações entre as organizações da sociedade civil.

“Os cidadãos poderão ser usados no processo de formulação de políticas públicas, utilizando-se de todos os instrumentos de que o MFP dispõe, no sentido de ajudar as demais organizações a compreenderem quais são os direitos que cada cidadão moçambicano tem no processo de formulação destas políticas, bem como na sua implementação”, explicou.

Por seu turno, a Ministra da Função Publica, Vitória Diogo, que testemunhou a assinatura, disse que este memorando vem reforçar a acção do governo no intuito de assegurar que a governação seja inclusiva e participativa.

 “Temos toda a componente de articulação entre o funcionamento da administração pública e as populações, no que concerne a prestação de serviços e a atitude de governo em responder as preocupações do cidadão”, referiu.

Os intervenientes foram unânimes em considerar que o fundamental é que o cidadão esteja informado sobre os seus direitos e sobre o que deve esperar da administração pública, para poder avaliar, monitorar, propor, exigir e sugerir como as coisas devem ser feitas.

Vitória Diogo relembrou aos convidados que não é só o governo que faz chegar a informação ao público, pelo que ” é importante usar as forças vivas da sociedade para o fazer pois a informação tem que chegar de varias formas, por vários canais e por vários actores”, disse.

A primeira acção deste acordo será a disseminação de alguma parte da legislação que já foi aprovada a nível do MFP, ligada a questão dos serviços públicos e promover debates a nível das províncias para explicar como funciona o processo de formulação de políticas públicas no país.

O MASC vai garantir todo apoio logístico e financeiro necessário para a materialização das actividades, bem como intermediar o relacionamento entre o MFP, sociedade civil e as rádios comunitárias.

Moçambique regista queda de preços na ordem de 0,04 por cento

O percentil teve como referência os preços recolhidos nas cidades de Maputo, Beira e Nampula relativamente ao mês de Julho.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), comparativamente ao mês de Junho, o comportamento dos preços do vestuário e calçado e da alimentação e bebidas não alcoólicas em conjunto contribuíram no total da inflação mensal com 0,12 pontos percentuais (pp) negativos.

O INE avança ainda que os produtos alimentares que mais influenciaram na diminuição do nível geral de preços são a Cebola com 7,8 por cento, a Couve com 10,0 por cento e o Tomate com 2,1 por cento, cujo impacto no total da inflação mensal foi de cerca de 0,19pp negativos.

A Farinha de mandioca e o açúcar amarelo tiveram uma tendência contrária à do nível geral de preços tendo contribuído no total da inflação mensal com 0,20pp positivos.

Entretanto, nos últimos 7 meses, o país registou um agravamento do nível geral de preços na ordem de 1,45 por cento, resultado do aumento de preços da alimentação e bebidas não alcoólicas que contribuíram com 1,22pp positivos no total da inflação acumulada.

O Coco, a Farinha de mandioca, o Tomate, o Carvão vegetal, o Feijão manteiga, a Cebola e o Açúcar amarelo foram os produtos que contribuíram significativamente no total da inflação acumulada com 1,24pp positivos.

Comparativamente ao igual período do ano passado houve um aumento do nível geral de preços na ordem de 2,95 por cento, tendo a Educação registado o maior aumento com cerca de 5,85 por cento.

A cidade que mais influenciou a queda de preços no mês passado foi a de Maputo com uma descida de preços na ordem de 0,43 por cento face ao mês de Junho. As cidades de Nampula e Beira tiveram uma tendência contrária com aumentos de preços na ordem de 0,43 por cento e 0,06 por cento, respectivamente.

De janeiro a Julho, a cidade de Nampula foi a que registou o agravamento de preços mais elevado com 1,63 por cento, seguida da cidade de Maputo com 1,56 por cento e por último a cidade da Beira com 0,64 por cento.

Hostilidades no país: Turismo perde 10 milhões de investimento

No período em que decorreram as hostilidades entre o Governo e a Renamo, Moçambique registou uma queda de 140 milhões de dólares em investimento, e o   sector de turismo também registou uma perda de 10 milhões, refere o Banco Mundial.

No documento de leitura sobre a economia moçambicana, o Banco Mundial, volta a apelar as autoridades moçambicanas face a recomendação do Fundo Monetário Internacional relativa à perspectiva macroeconómica do país, que regista uma perspectiva de ordem estável, mas com desafios inerentes à sustentabilidade orçamental e da dívida pública, atendendo à orientação expansionista, verificada no actual Orçamento do Estado.Ataq

Em termos de crescimento, a instituição financeira, refere que, no primeiro semestre do ano em curso, Moçambique registou um crescimento de 7,5 por cento, e um decréscimo na ordem de 1,6 por cento comparativamente com o mesmo período do ano passado (2013).

No que concerne ao volume de exportações, o Banco Mundial, diz que registou-se uma redução no valor das exportações de cerca de 100 milhões de dólares, comparativamente a 2013, o que pode se associar com à desvalorização do preço do carvão nos mercados internacionais, e que foi acompanhada por uma queda nas exportações de alumínio, açúcar e outros bens.

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