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Desenvolvimento sócio económico do país não pode depender apenas das oportunidades dos corredores

Durante um encontro entre realizado em Nampula entre académicos, sector privado e público sobre o uso dos corredores ficou aprovado que o desenvolvimento sócio-económico do país não pode depender apenas das oportunidades que os corredores da Beira, Nacala e Maputo oferecem.

Este pronunciamento foi defendido, durante o decurso do encontro da reunião, que visa recolher subsídios para o documento final da estratégia do desenvolvimento económico do corredor de Nacala a ser submetido em Setembro próximo no conselho de Ministros.

Segundo defenderam os académicos, a missão não vai se efectivar enquanto o esforço de melhoria da qualidade de vida das populações se mantiver concentrado nos corredores rodoviários e ferroviários.

 O Reitor da Universidade Lúrio, Jorge Ferrão citado pelo Jornal Notícias reprovou a atitude dos consultores que são contratados para fazer estudos de desenvolvimento para formular políticas focadas para a melhoria das condições de vida no meio rural.

Segundo disse, estes “acabam cometendo erros na formulação do resulta do final que se reflecte no futuro das comunidades sendo que muitos acabam residindo na província da região norte sobre a qual incidem os seus estudos, encurtam o tempo de permanência na região para voltar as suas origens a partir de onde se limitam a exercer os seus estudos baseando-se apenas em leituras de bibliografias que tem elementos desajustados da realidade que estes procuram”.

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Por seu turno António Muagerene, líder da plataforma das organizações da sociedade civil em Nampula, referiu que uma maneira de fazer com que as populações fiquem com um bom legado é a formação de um sector produtivo agrícola em técnicas modernas.

“Não se justifica que os produtores que trabalham nas províncias inseridos no corredor de Nacala neste momento não saibam usar fertilizantes ou não têm acesso aos mesmos de forma equilibrada como acontece no vizinho Malawi”, desabafou.

O representante da Akilizetho, uma organização não-governamental, Pedro Carvalho, disse que os corredores que estão sendo promovidos hoje com muita força podem estar relacionados com interesses único dos investidores para garantir a logística e o escoamento dos recursos naturais que estão sendo explorados neste momento nomeadamente o carvão mineral e os hidrocarbonetos, para reforçar as economias dos seus países.

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