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Terça-feira, Maio 5, 2026
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Mulher morde língua do seu cunhado na Beira

Uma mulher que desmaiou depois de uma acesa discussão com o seu cunhado, mordeu e tirou parte da língua deste, na cidade da Beira, província de Sofala.

Segundo escreve a Folha de Maputo, o cidadão mordido pela cunhada encontra-se a ver o sol nascer aos quadradinhos, numa das celas da PRM na Beira, acusado de tentar violar a irmã da esposa.

A suposta vítima de violação afirma ter despertado com a língua do amoedado em sua boca.“Depois de uma discussão eu desmaiei, quando acordei me assustei, mordi a língua dele e comecei a gritar”, disse a vítima.

Segundo a porta-voz da polícia na Beira, Sididi Paulo, já foi aberto um processo-crime para que este responda pelas acusações que pesam sobre si.

“Apertou os maxilares da vítima para introduzira sua língua, enquanto apalpava as pernas da mesma e ela se apercebendo disso mordeu o cunhado, amputando parte da sua língua”, afirmou Sididi Paulo.

Sucessão de Guebuza só no XI congresso da Frelimo

Presidente da República

O porta-voz da Frelimo, Damião José, deixou claro que a IV Sessão Ordinária do Comité Central que arrancou nesta quinta-feira, na Matola, não visa tratar matérias relacionadas com a sucessão do actual presidente do partido eleito no último congresso, Armando Guebuza.

Falando em conferência de imprensa para anunciar a realização do evento, Damião José, garantiu que por enquanto a Frelimo, partido no poder, não está preocupado com a sucessão do dirigente.

Segundo Damião, citado pelo Noticiais, “Armando Guebuza cumpre o mandato que lhe foi conferido pelo X Congresso e que deverá terminar com a realização do XI Congresso. Nessa altura, a Frelimo irá dizer se vai reeleger Armando Guebuza como seu presidente ou eleger um outro presidente”.

Reabilitadas mais de 3.000 fontes de abastecimento de água

Moçambique conseguiu, no quinquénio 2010/15, reabilitar cerca de 3.900 fontes de abastecimento de água, construir 200 poços e fazer seis mil furos nas zonas rurais, totalizando 10.100 fontes dispersas do preciso líquido.

O esforço empreendido beneficiou, em todo o país, três milhões de pessoas, porquanto nos últimos cinco anos foram construídos 281 fontenários e estabelecidas cerca de 12.300 ligações domiciliárias em diversas vilas do país.

Os feitos foram revelados nesta quinta-feira pela Secretária Permanente do Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Maria Luísa Mathe, na sessão de abertura da reunião Anual Conjunta de Avaliação de Desempenho do Sector de Água e Saneamento Rural, que teve lugar  em Maputo.

No encontro, que termina sexta-feira, Mathe destacou igualmente a construção e reabilitação de 26 represas e pequenas barragens e seis reservatórios escavados, bem como a construção da barragem de Nacala, província de Nampula, no norte do país.

“Estas realizações estão alinhadas com os objectivos plasmados no Programa Quinquenal do Governo e da Política de Águas, à luz dos quais, a saúde humana está acima de todas as prioridades”, disse Mathe.

Sector privado analisa opções de política industrial

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) analisou nesta quinta-feira, em Maputo, opções de Política Industrial para os próximos 5 anos, depois de a última ter sido um insucesso.

Segundo Hipólito Hamela, representante da CTA, o Ministério da Indústria e Comércio (MIC) está a levar a cabo um trabalho que visa fazer revisão política e estratégia industrial para Moçambique.

Para a CTA a política ideal para Moçambique é a horizontal, esta por ser mais estruturada e abrangente.

“Este trabalho que iniciou há mais de seis meses, é resultado da improdutividade política industrial passada, pelo menos ao nível que se pretendia e, terminados 5 anos, era preciso revê-la e introduzir uma nova política”, assegurou Hamela.

Importa referir que política industrial é um conjunto coordenado de acções, envolvendo o sector público e o sector privado, visando ampliar a competitividade da indústria. O objectivo final é impulsionar o crescimento económico e o emprego do sector industrial.

Perda de peso destrói vida sexual de jovem britânica

Aquilo que para muitas mulheres seria uma inestimável vitória acabou se tornando num verdadeiro “inferno” para Kristine, do Reino Unido.

Ao marcar a data do seu casamento, a jovem Miles decidiu perder peso para ficar ainda mais bonita para a cerimónia. Porém, depois de perder 57 kg, ela deparou-se com um grave problema “perder peso destruiu minha vida sexual”, desabafa.

É que depois de tanto sacrifício e peso perdido, Kistine Miles ficou com excesso de pele e tem vergonha de ficar nua a frente do marido.

Duas pessoas morrem carbonizadas na Movitel

Duas pessoas morreram carbonizadas na madrugada desta  quarta-feira, num incêndio ocorrido num “Call Center” da Companhia de telefonia móvel da Movitel, em Maputo. Presume-se que um curto-circuito tenha estado na origem do incidente.

De acordo com o Corpo de Salvação Pública, o incêndio deu-se de madrugada, quando homens que faziam serviços de limpeza na sala onde funcionava o “Call Center” da Movitel se aperceberam da fumaça e, bruscamente, as chamas começaram a tomar conta da sala.

Televisões moçambicanas funcionam fora da lei

O presidente do Conselho Superior da Comunicação Social (CSCS), Tomás Vieira Mário, considera pertinente e importante que em Moçambique haja lei para regulamentar o funcionamento das televisões em Moçambique.

Ora, em Moçambique não há lei que regula o funcionamento das actividades dos operadores de televisão, facto que mereceu desconforto por parte do veterano comunicólogo que agora preside o CSCS.

Segundo Mário, a existência deste dispositivo garantiria o funcionamento das actividades deste, desde a protecção dos direitos do autor, pirataria assim como os direitos da criança, no que tange à imagens obscenas.

Moçambique é um dos países do mundo com mais canais abertos

O vice-presidente da Comissão da Migração Digital (COMID), Simão Anguilaze, considera Moçambique um dos países com mais canais transmitidos em sinal aberto ao nível mundial.

Trata-se de cerca de doze canais transmitidos em sinal aberto, facto que para Anguilaze constitui uma situação preocupante em relação aos outros países, dando como exemplo a vizinha África do Sul que apenas tem dois.

Refira-se que até ao momento prevê-se que em Moçambique todos os canais sejam transmitidos em sinal fechado, incluindo a televisão mãe (Televisão de Moçambique) a partir do dia 17 de Junho próximo quando vigorar a obrigatoriedade, em todo mundo, da transmissão digital para a televisão e mais tarde para a rádio.

BM denuncia falso anúncio de vagas no seu quadro de pessoal

Um indivíduo, identificado por Lemos Buleque, fazia-se passar por trabalhador do Banco de Moçambique (BM) para burlar cidadãos a partir de um falso anúncio de vagas do quadro de pessoal, na cidade de Maputo.

O banco avança que o burlador, usa um endereço electrónico:
www.sitesdemoçambique.com/bancos/bancodemoçambique/76. Após a manifestação de interesse, os candidatos são contactados telefonicamente pelo malfeitor e instruídos a efectuar depósitos de valores monetários numa conta por si identificadas para posterior entrega de documentos de candidatura no Banco de Moçambique.

Segundo  um comunicado, o banco central distancia-se desse acto e diz que os concursos de quadros de pessoal são sempre divulgados nos jornais de maior circulação no país e que em nenhum momento faz cobranças monetárias.

Por fim, o Banco de Moçambique avança que já accionou mecanismos apropriados junto das autoridades da administração de justiça e declina toda e qualquer responsabilidade por quaisquer actos praticados pelo falso trabalhador, recomendando ao público à intensificação das medidas de prevenção de burlas e outras fraudes praticadas com recurso aos meios tecnológicos.

Mia Couto pode ganhar aproximadamente 82 mil euros no Man Booker

O conceituado escritor moçambicano, Mia Couto, é um dos finalistas do prémio Man Booker Internatinonal Prize, um dos mais importantes do mundo literário, segundo anunciou ontem a organização, numa conferência de imprensa realizada na cidade do Cabo, na África do Sul.

Mia Couto concorre assim ao prémio de 81.500 euros, ao lado de outros nove candidatos, nomeadamente: César Aira (Argentina), Hoda Barakat (Líbano), Maryse Condé (Guadalupe), Amitav Ghosh (Índia), Fanny Howe (EUA), Ibrahim al-Koni (líbia), Lázló Krasznahorkai (Hungria), Alain Mabanckou (República do Congo) e Marlene Van Nierkerk (África do Sul).

Esta é a primeira vez que todos os candidatos chegam à fase final do prémio, sendo que o anúncio do vencedor da edição 2015 decorrerá numa cerimónia a realizar no Museu Victoria na Albert, em Londres, no dia 19 de Maio.

Despenha Airbus 320 da Lufthansa com 142 pessoas a bordo

 Um Airbus 320 da Lufthansa, operado pela companhia aérea Germanwings, caiu no sul da França.

Segundo as autoridades policiais e de aviação, a aeronave fazia um voo entre Barcelona e Dusseldorf quando se despenhou. A bordo seguiriam 142 passageiros, dois pilotos e quatro tripulantes de cabina.

François Hollande, em conferência de imprensa, na sua primeira intervenção depois do acidente, frisou que a zona onde caiu o avião é de difícil acesso, o que dificultará as operações.

O Presidente francês disse ainda que as condições que envolvem o acidente, fazem antever que não haverá sobreviventes.

Hollande prepara-se para reunir com o Rei da Espanha, que está de visita à França e com a Chanceler alemã, Angela Merkel.

Diálogo entre governo e Renamo ainda sem luz verde

A ronda 99 do diálogo político entre o governo e a Renamo realizada nesta segunda-feira serviu para a “troca de charme” na imprensa por parte das duas delegações, sendo que em termo das matérias discutidas não houve nenhum avanço.

Até ao momento, as partes vêm divergindo no ponto colocado pela Renamo, que versa sobre a despartidarização do Estado, concernente à proibição do Presidente da República e outros servidores públicos em exercer actividades político-partidárias no período normal de expediente, desmilitarização, integração nas FADM e PRM, reintegração social e económica dos homens residuais da perdiz.

Segundo o chefe da delegação do governo, José Pacheco, esta exigência não faz qualquer sentido, uma vez que o Presidente da República terá a tarefa de se deslocar às províncias para ver o grau de implementação do Plano Quinquenal do Governo, bem como outras acções que fazem parte do seu manifesto eleitoral.

O cenário que tem se verificado nos últimos dias, nas rondas do diálogo é a frequente troca de acusações entre as partes, sendo que no que tange aos pontos pertinentes inseridos no plano, não há avanços.

Por exemplo, nas últimas quatro rondas, as partes vêm trocando acusações de movimentar homens armados e para o encontro de ontem, a Renamo veio reclamar de injustiça.

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Por sua vez, o chefe da delegação da Renamo, Saimone Macuiane, exortou ao governo a entender que a despartidarização da administração pública passa pela proibição do exercício de actividades político-partidárias por parte dos agentes do Estado.

Chama da unidade: “Unidade nacional não se resume apenas numa pira de fogo”

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) considera que o país tem tantas prioridades a atender, que o lançamento da “Chama da Unidade”, que vai marcar  a celebração dos 40 anos de independência, devia ser repensado, pois para o partido do “galo”, a Unidade nacional não se resume apenas numa pira de fogo.

Falando em conferência de imprensa, na cidade da Beira, província de Sofala, o porta-voz do MDM, Sande Carmona, defendeu que a circulação da chama mostra a falta de prioridades dos governantes, o que torna o país refém dos interesses de um “grupinho”.

“É com muita indignação que ouvimos a informação através dos meios de comunicação social, que o governo Moçambicano, mais uma vez, vai preterir as várias preocupações que o país tem para dar lugar à suposta Chama de Unidade, fazendo gastos desnecessários em realizações que em nada ajudam ao sofredor povo moçambicano”, disse o porta-voz do MDM, Sande Carmona.

Aliás, o porta-voz defendeu ainda que “a Unidade Nacional tem de ser cultivada a partir do indivíduo, família, grupo, até à dimensão da Nação, aceitando as diferenças que caracterizam a nossa Sociedade Moçambicana, sem hostilidades, sem matança, sem medo e com muito respeito aos direitos humanos”.

Ademais, “serão rios de dinheiro a serem gastos em nome desta suposta chama da Unidade, serão os Administradores, Secretários Permanentes e outros que fazem parte da corja a usarem essa chama de unidade para justificarem o uso abusivo do dinheiro do erário público em detrimento das vítimas das cheias, das carteiras para as Escolas, do salário do profissional público”.

Negócio de “Mulala” – O ganha pão de muitas famílias moçambicanas

 As raízes de Euclea natalensis  são muito utilizadas na higiene oral e  em Moçambique são vendidas em vários  mercados, com essa finalidade, sendo conhecidas em Maputo pelo nome de “mulala”.

Na prática, a mulala é usada porque mata as bactérias. e também porque parte dos moçambicanos  não tem dinheiro para comprar creme dental.

Os dentes deles são lindos e pode-se até encontrar uma pessoa com odores fortes, mas é muito raro encontrar uma com mau hálito e  muitos tiram a casca para mastigá-la, pois, por si só ela é um pouco ardida e sem a casca fica mais suave.

Segundo Beatriz Banze, vendedora da mulala há mais de 10 anos,  não há segredo em como usá-la,  basta mastigá-la para eliminar as bactérias que estão na boca e ficar esfregando nos dentes igual uma escova dental.

“Mesmo aquelas pessoas  que usam creme dental dizem que quando sentem os dentes “pesados”,  mastigam a  mulala, pois a boca fica fresca”, disse.

E é  com o dinheiro da venda da mulala que ela consegue sustentar os seus netos que foram abandonados pelos pais há cinco anos atrás.

Por dia ela vende mulalas de 50 a 100 meticais na sua banca estacionada em frente ao cemitério de Lhanguene em Maputo.

A nossa entrevistada  explicou que a casca da raiz é retirada e o interior mastigado até ficar desfeito, sendo depois esfregado contra os dentes e as gengivas. Este processo deixa a boca e os dentes com uma coloração laranja temporária, desaparecendo ao fim de algumas horas.

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No final do processo de limpeza dos dentes o pedaço desfeito é cortado e o resto da raiz é armazenado para posterior uso.

Facebook põe em risco a aproximação das pessoas

Não que se trate de um estudo realizado e concluído, mas é comum, nos últimos dias, ouvir algumas pessoas reclamarem de outras se terem tornado “anti-sociais” por causa do facebook e de outras redes sociais.

Curioso é o facto de estas redes terem surgido com o objectivo de aproximar (ou reaproximar) pessoas que se encontram distantes, porém, por vezes é sensível um efeito contrário (distanciar pessoas que se encontram próximas).

Vários artigos foram esboçados na tentativa de perceber este fenómeno, mas nenhum chegou a uma explicação plausível sobre o que realmente acontece, pois é um assunto em constante actualização.

É neste sentido que a equipa da MMO saiu à rua para, numa abordagem específica, dar o seu parecer sobre o impacto das redes sociais na vida das pessoas.

O nosso objecto foi um grupo restrito, composto por adolescentes e jovens, na sua maioria estudantes, visto que é o grupo que mais adere ao mundo virtual.

Para começo de conversa, os nossos entrevistados foram unânimes em considerar que as redes sociais possuem dois lados – obviamente, um positivo e outro negativo.

Um dos maiores problemas decorrentes das redes sociais é a possibilidade de criar um vício incontrolável.

Para Íngride, aluna da 10ª classe na Escola Secundária Francisco Manyanga, as redes sociais oferecem a possibilidade de aprender coisas novas num curto intervalo de tempo “por incrível que pareça, no facebook há muita facilidade de aprender mais sobre o mundo exterior, temos a possibilidade de estabelecer contactos com pessoas de culturas diferentes e estar a par dos acontecimentos em todo mundo”, disse.

Entretanto, Íngride salienta a possibilidade do mundo virtual tornar-se uma maldição, se tratado de maneira ilimitada “Algo que tenho observado actualmente é que as pessoas relacionam-se mais e melhor virtualmente. Isto torna-se mau na medida em que, num grupo de amigos próximos fisicamente, apareça alguém a dar toda a sua atenção às conversas do whatsapp, aos posts dos amigos no facebook, ignorando todo o resto”.

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Denise também é aluna da 10ª classe, na Escola Secundária Francisco Manyanga. É tão apegada às redes sociais que nem durante as aulas fica offline “eu não consigo parar de teclar. Quero estar sempre a par das conversas dos meus amigos virtuais. Da aula ‘pesco’ o que posso, o que não posso deixo estar. É um mundo fascinante e lá temos uma educação diferente, actual e muito positiva”, referiu.

Apesar disso, Denise considera-se uma aluna aplicada, a considerar pelas notas positivas que tira nos testes “estou sempre online, aliás, eu só fico offline quando acabam os megabytes. Consigo prestar atenção em alguma matéria. Sei lá, acho que é um teste sobre as minhas capacidades ao qual voluntariamente me submeto. Por vezes o professor fala algo que acho interessante e logo partilho com meus amigos virtuais e nos pomos a comentar sobre isso e assim acabo aprendendo mais e melhor”.

De acordo com o Professor Doutor João Miguel, docente de Sociologia na Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (ECA-UEM), este fenómeno é tão normal quanto foi o surgimento da televisão.

“As tecnologias vêem sempre acompanhadas por duas vertentes – a negativa e a positiva. Obviamente que se forem encaradas de maneira irracional podem ser prejudiciais e as redes sociais não fogem à regra”, realçou.

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Para o académico, as redes sociais estão a ser usadas de forma abusiva, principalmente por adolescentes e jovens, pelo que, as entidades competentes, sobretudo na área da educação, deviam estabelecer formas de regular e controlar a utilização.

“A forma como os jovens vêem usando as redes sociais pode comprometer o seu futuro e consequentemente o futuro do país. O facto, por exemplo, de um aluno estar presente fisicamente na aula e completamente ausente em espírito, dando toda atenção aos chat’s, representa um atraso para a educação”, afirma João Miguel, acrescentando que “um mecanismo que limite este uso faz-se necessário, principalmente nas instituições de ensino”.

Outro facto preocupante decorrente das redes sociais, principalmente para pais e encarregados de educação, é a proliferação de casos criminais iniciados em relacionamentos virtuais.

Porém, há quem acredita que nas redes sociais é possível conhecer a verdadeira personalidade de alguém.

“A criminalidade está em todo lado, reconheço. Mas se no mundo real existem pessoas honestas, é possível que existam também no mundo virtual” considera Marta Beúla, estudante de linguística na Universidade Eduardo Mondlane “eu por acaso já perdi a conta do número de amigos que tenho no facebook, a maioria dos quais nem conheço pessoalmente”.

Beúla justifica a sua enorme lista de amigos virtuais da seguinte maneira “acho que hoje em dia as pessoas trocam mais impressões virtualmente. Elas gostam muito de estar nas redes sociais, se calhar por haver mais espaço de debate”.

Já Daniel Gentil, apesar de possuir igualmente uma enorme lista de amigos, tem rígidos critérios de selecção “só aceito e endereço pedidos de amizades a pessoas com quem tenho mais de 10 amigos em comum. Não basta que me peça amizade só porque achou o meu perfil interessante”.

João Miguel considera que é possível, sim, estabelecer contactos reais nas redes sociais, mas alerta para o cuidado em relação à idoneidade de algumas pessoas que por vezes só querem praticar o mal.

“É possível, sim… mas também é preciso ter cuidado, porque já ouvimos histórias de pessoas que só se aproximam com más intenções, histórias essas que envolveram violações sexuais e até assassinatos”.

Nestes casos, o sociólogo considera que os adolescentes compõem o grupo mais vulnerável, pois, sem discriminar, deixam-se levar por conversas de pessoas que nem conhecem, pelo simples facto de apresentarem um perfil aparentemente popular e que revela um alto posicionamento social.

De acordo com o nosso interlocutor, este problema não termina na esfera académica, mas chega igualmente ao seio familiar.

“As pessoas dão tanta atenção às conversas virtuais e toda informação lá patente, que nem percebem quanto tempo despendem. Com os olhos presos ao ecrã do computador ou telemóvel, é possível encontrar dois amigos separados por cinco metros, a conversarem virtualmente”.

A dependência criada pela vontade de estar online leva pessoas a ignorarem as prioridades e muitas vezes a distanciarem-se do grupo em que estão inseridas (fisicamente), tornando-se mais activas no mundo virtual e quase em “estado vegetal” no mundo real.

Acidentes de viação provocam 20 feridos em Maputo e Matola

Pelo menos 20 pessoas contraíram ferimentos, entre graves e ligeiros, em consequência de acidentes de viação registados nas cidades de Maputo e Matola.

As vítimas foram atendidas no Banco de Socorros do Hospital Geral José Macamo, num universo de 466 pacientes que procuraram aqueles serviços.

Ainda no mesmo período, 33 pessoas foram atendidas após se envolverem em casos de agressão física e uma perdeu a vida em consequência do agravamento do seu estado clínico.

Outros nove doentes foram transferidos para o Hospital Central de Maputo devido à gravidade do seu estado.

DIC alarga atendimento para moçambicanos a África do Sul

As brigadas da Direcção de Identificação Civil (DIC), enviadas à África do Sul para emitir bilhetes de identidade e passaporte biométrico a favor dos mineiros moçambicanos, têm luz verde para alargar o processo a concidadãos envolvidos noutras áreas de actividade.

Segundo o delegado do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social naquele país, Adelino Espanha, citado pelo jornal Notícias,  além das companhias mineiras, as brigadas estão igualmente a visitar farmas e áreas residenciais onde estejam moçambicanos.

A título de exemplo, na farma ZZ2, em Tzanin, na província do Limpopo, foram abrangidos 800 trabalhadores. Em Montina, foram atendidos pouco mais de 520 moçambicanos e em Mosez Farm, mais de duzentos.

De 25 de Fevereiro deste ano até sábado passado, 14 de Março, tinham sido emitidos 7167 documentos de viagem para trabalhadores moçambicanos, 72 bilhetes de identidade e 22 passaportes biométricos.

A província do Limpopo, até essa altura, era a única região onde tinham sido emitidos documentos para os moçambicanos a trabalharem na RAS e as brigadas já escalaram as companhias Montina Farm e ZZ2, em Tzanin.

A emissão de novos documentos de identificação pessoal aos moçambicanos nas companhias mineiras e farmas enquadra-se nas exigências das autoridades da África do Sul. Com efeito, ficou definido que todo o estrangeiro deve possuir passaporte, bilhete de identidade e outros documentos biométricos em dia até ao mês de Novembro próximo, sob pena de ser declarado ilegal.

Óculos de “swagger” piratas levam a cegueira

O Ministério da Saúde (MISAU), alertou na última sexta-feira, que o uso de óculos inadequados e piratas é um factor que leva pessoas a contrair cegueira. Entretanto, constitui problema também, a falta de bancos de óculos no país.

Segundo a coordenadora do programa de oftalmologia no Ministério da Saúde, citada pelo O país, Mariana Abdula Mbofana, pessoas têm problemas de vista e acabam por contrair a cegueira devido ao uso de óculos inadequados e piratas.

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Ademais, maior parte dos moçambicanos, sobretudo a camada jovem, utiliza óculos inadequados e piratas, sem saber o risco de saúde que os espera doravante, facto que preocupa as autoridades sanitárias nacionais.

Uma outra preocupação manifestada por Mbofana, é a escassez de bancos de óculos, sendo que, actualmente, em todo território nacional existem 11 Bancos, dos quais apenas 6 em funcionamento.

Covas e coveiros: A vida no cemitério

Um coveiro aufere, no máximo, 3000 meticais e abre uma média de quatro covas por dia. Trabalha mais de oito horas e usa o mesmo fardamento durante muitos anos.

Pás e cordas, essenciais para a actividade, são bens que também rareiam. É uma profissão dura que a sociedade não compreende e o Estado não assiste.

Tem uma expressão vincada e pertence à primeira geração de coveiros do pós-independência, um grupo de moçambicanos sem escolaridade que não teve outra opção a não ser trabalhar dentro dos limites do cemitério.

Houve muitos que desistiram pelo caminho, sem estômago para a função, pelo salário de miséria, não se importando de ficar sem fazer nada.

Nelson Pedro  de 55  anos de idade, era muito jovem  quando começou a trabalhar no Cemitério de Lhanguene e foi na altura da independência. Mas, passados 15 anos, continua a ser um cidadão pobre, com emprego, mas sem presente.

Antigamente trocavam os  fardamentos em cada seis meses. Mas, de há algum tempo a esta parte, o cenário é outro, não trocam o uniforme.

“O fardamento que usamos para fazer os enterros de pessoas singulares é o mesmo que voltamos a vestir para o descarregamento de corpos na vala comum”. No entanto, “em condições normais devíamos mudar de fardamento o que não acontece”, desabafou.

Pedro aprendeu o ofício praticando. No início foi duro: “era complicado trabalhar com a dor dos outros”. Porém, “aos poucos meti na cabeça que aquilo não passava do meu ganha-pão. A vida é assim mesmo. Isso é como fabricar caixões ou ser médico. Aprendes a deixar de lado qualquer tipo de sentimento. Até porque na minha casa todos contavam comigo”.

Hoje, orgulha-se de ter exercido essa função com brilho e constituído a sua própria família. “Apesar de receber muito pouco consigo alimentar e mandar os meus filhos à escola”, disse.

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 O salário não ajuda…

Os coveiros dizem  que o salário que auferem não passa de umas “migalhas” desajustadas do actual custo de vida.

“Aqui  não temos limites de  aberturas das covas. Trabalhamos  sim mas o salário não compensa e o mais doloroso é que a Polícia Municipal vem nos roubar o pouco dinheiro que fazemos pela abertura das covas.

Eles deixam aqueles jovens  que vêm roubar no cemitério, destruindo as campas e lutam contra nós os coveiros.

Por exemplo, segundo Pedro,  a administradora havia dito que como o salario não compensava o valor da abertura das campas seria para eles mas o que acontece é que a policia vem se apoderar do mesmo valor que consegue

Segundo ele, por vezes chega um familiar e pede aos coveiros para que cuidem das campas quando são pagos, a polícia diz que estes devem ir entregar o valor na administração ou pagar um valor de pedido de autorização para cuidar da campa.

No seu entender, em primeiro lugar, “deve-se respeitar os mortos. Não é ético destruir campas alheias para fazer a manutenção de outras. Há muitas pessoas que ficam a querer levar o nosso dinheiro e nós assim trabalhamos para os outros”, contou.

 A desordem é total…

O Cemitério de Lhanguene  que como qualquer outro se supõe que seja um lugar de veneração aos mortos e onde haja respeito, já deixou de o ser.

 Já deixou de constituir um lugar sagrado. Os “trabalhadores” transformaram o cemitério de Lhanguene num lugar público de diversão  e não respeitam as campas, alguns usam como mesa de  jogo de xadrez.  

 

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Agora, até quem reside dentro do recinto do cemitério e pessoas tidas como oriundas da periferia da cidade, são acusadas de desrespeito pelos actos fúnebres e de profanarem campas.

Os familiares de quem ali está sepultado queixam-se de haver munícipes que usam aquele cemitério como “um local de baile” e de estarem a “danificar as campas”.

Os munícipes transformaram o cemitério num parque de diversão e não têm respeito por nada. Já não consideram este lugar como um lugar digno”.

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Agora, tudo está a cargo do familiar que quiser cimentar a campa do seu ente-querido e, sendo assim, esses familiares contactam os trabalhadores para efectuarem os trabalhos.

Mas o que tem acontecido é que há familiares que vêm reclamar  alegando que os trabalhadores receberam o dinheiro sem materializar o trabalho solicitado.

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Cidalia Chauque desafia sector privado a desenvolver programas sociais

A Ministra do Género, Criança e Acção Social, Cidália Chaúque, desafia o sector privado a desenvolver programas sociais em diversas áreas de modo a contribuir melhores condições dos seus trabalhadores e nas comunidades onde se encontram baseados os seus projectos.

Falando à margem da primeira Conferência de Responsabilidade Social Empresarial de Moçambique, Cidália, considerou que o sector privado para além do investimento e o comércio também pode desenvolver programas sociais em diversas áreas.

Para a ministra, esses programas podem contribuir para a melhoria das condições dos seus trabalhadores e nas comunidades, em especial onde se encontram baseados os seus projectos.

“Ao contribuir para o aumento do nível de vida dos trabalhadores e das populações menos favorecidas, as empresas estão a realizar um investimento e a criar condições para a elevação do poder de compra destes grupos, não só para a melhoria das suas vidas, mas também para o aumento do volume dos seus negócios”, disse.

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