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Sexta-feira, Julho 17, 2026
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Condutor detido por ter seguro do carro válido… até 31 de fevereiro

Um automobilista foi mandado parar numa operação stop, na quarta-feira, pela Gendarmerie Nationale em Valence, cidade francesa a 100 quilómetros a sul de Lyon.

Ao verificar a “papelada” da viatura, os militares desta força policial, equiparada à nossa GNR, perceberam que tinha sido falsificado o documento da inspecção técnica obrigatória.

O melhor estava ainda para vir: a vinheta do seguro automóvel, colocada no pára-brisa, declarava que ele era “válido até 31 de Fevereiro de 2021”.

O automóvel foi de imediato apreendido e o condutor de 39 anos encaminhado para a esquadra mais próxima para responder em tribunal no dia seguinte.

Alguém devia ter alertado o infractor que Fevereiro tem apenas 28 dias, ou 29 nos anos bissextos. Não é o caso de 2021!

Homem vai a supermercado despido em protesto

Um homem no País de Gales foi ao supermercado apenas usando a roupa interior. Justificou ação com facto de governo considerar roupa “bens não essenciais”.

O ato é em forma de protesto contra a medida do governo galês que colocou a roupa na lista de “bens não essenciais”, dificultando a venda destes produtos nos supermercados do país.

Falsos médicos detidos a prepararem-se para comer testículos de paciente castrado

Dois homens foram detidos em Wister, no estado norte-americano do Oklahoma, por se terem feito passar por médicos para castrarem um paciente. Após removerem os testículos do homem, guardaram-nos no frigorífico e, segundo as autoridades preparavam-se para comer os órgãos quando foram detidos.

O alerta foi dado após o paciente, um jovem de 28 anos, aparecer no Hospital McAlester Regional Health Centre a sangrar profusamente da zona genital. Internado de urgência, contou que queria ser sujeito à remoção dos testículos. Procurou num site chamado ‘Eunuchmaker’ e foi contactado por dois homens que disseram ser cirurgiões. Acordaram fazer a operação de forma gratuita mas, em contrapartida pediram ao paciente para ficarem com os testículos removidos.

Segundo apurou a investigação, a ‘operação’ foi feita pelos dois homens, que cobriram uma mesa de madeira com plástico e usaram um bisturi. O procedimento terá demorado duas horas. Quando o paciente acordou, reparou que estava a sangrar abundantemente e pediu que o levassem ao hospital. Em pânico, os dois falsos médicos disseram-lhe que o serviço “não incluía nem morgue nem urgências” e ameaçaram-no, pedindo ao paciente que procurasse ajuda médica mas que dissesse que tinha sido ele mesmo a tratar do procedimento.

Os dois falsos médicos foram apanhados numa ‘armadilha’ montada pela polícia no hospital. Nas buscas feitas à casa de Bob, foram encontrados vários instrumentos cirúrgicos ensanguentados e um par de testículos, que ao que tudo indica, serão da vítima, limpos e preparados num saco de congelação, guardados no frigorífico.

Os dois homens estão acusados de vários crimes de cirurgia sem licença e de causarem “desfiguração permanente” da vítima. Estão em prisão preventiva, sujeitos a uma caução de cerca de 280 mil euros.

Homem pesca acidentalmente crocodilo na Austrália

Um homem pescou algo maior do que pretendia na Austrália na passada segunda-feira. Trent de With estava num barco a pescar na região de Northern Territory quando apanhou algo.

Puxou com alguma força para trazer à superfície o animal que tinha mordido o isco e quando conseguiu deparou-se com um grande crocodilo, segundo a ABC News. O momento ficou registado num vídeo que já se tornou viral.

Durante cerca de dois minutos, de With debate-se com o crocodilo para tentar recuperar o isco. O animal conseguiu voltar a submergir na água e a dada altura Trent de With brinca com a situação. “Alguém quer ir buscar aquilo para mim?”, pode-se ouvir no vídeo.

Mas o esforço de Trent de With compensou e acabou mesmo por recuperar o isco das mandíbulas do crocodilo.

Ao Daily Mail Australia, o homem disse que não é raro naquela zona os crocodilos morderem os engodos da pesca. “Acidentalmente podemos apanhar um. Este pareceu estar mesmo a tentar comer o isco”, afirmou de With.

“CR7 violou os protocolos e há um processo em curso na Procuradoria”

O ministro do Desporto italiano, Vincenzo Spadafora, voltou no domingo (25), a criticar Cristiano Ronaldo, que “violou os protocolos” por ter viajado “sem consentimento” das autoridades de saúde transalpinas de Turim para a concentração na Seleção Nacional.

“Um episódio desagradável, em que Ronaldo violou os protocolos, e isto é um facto, até porque há também uma investigação aberta pela Procuradoria de Turim”, começou por dizer o Ministro do Desporto italiano, em declarações reproduzidas pelo Tuttosport, falando posteriormente da continuidade ou não da Serie A:

“Não avaliamos a suspensão do campeonato neste momento. A Serie A estabeleceu um protocolo que não funcionou porque não foi respeitado. Outros exemplos a nível nacional criaram bolhas, tal como a NBA. Todavia essas bolhas têm funcionado com métodos questionáveis “, complementou Spadafora.

Nampula: Pontes metálicas a caminho de Memba

Segundo o ministro, as referidas pontes já foram pagas a um fornecedor dos Estados Unidos com um fundo de sete milhões de dólares (510,6 milhoes de meticais), com a comparticipação do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), prometido aquando da conferência internacional de doadores organizada pelo Governo para apoiar as zonas afectadas o ano passado pelos ciclones Kenneth e Idai.

O facto foi revelado há dias quando o ministro Machatine foi se inteirar do decurso das obras de conclusão da estrada nacional número 13 (EN13), no troço Nampula-Cuamba, tendo detalhado os passos que estão a ser dados para melhorar a ligação rodoviária no distrito de Memba, um dos afectados pelo ciclone Kenneth.
“O nosso plano é privilegiar as secções críticas, sabendo que aquela zona, para além de não ter transitabilidade aceitável. Já fizemos o mapeamento desses locais críticos que precisam, urgentemente, de ser rectificados, quer na plataforma da estrada, quer pontes, para garantir a circulação de pessoas e bens”, disse.
As pontes metálicas deverão ser colocadas em locais que permitam a circulação entre a vila sede de Memba e os postos administrativos de Mazua e Lúrio.
”Queremos garantir a transitabilidade nessa zona do Alto Lúrio, de Memba, passando por Mazua”, disse o ministro, adiantando que “faremos a reposição até finais deste ano”.

“Aliás, deveríamos ter recebido as pontes em Junho/Julho. Os pagamentos já foram feitos, mas houve questões administrativas que foi preciso conjugar com o fornecedor norte-americano. Tudo foi resolvido e neste momento as pontes já estão a caminho de Moçambique”, explicou.
“Há duas acções que vão decorrer em paralelo. Primeiro é que esta via está inserida no programa de reabilitação das estradas rurais e, por aí, também vai beneficiar de uma intervenção mais consistente. Além disso, temos o plano de recuperação pós-ciclone Kenneth que será feito com base nessas pontes que deverão chegar até finais de Novembro, ou início de Dezembro”, afirmou.
O distrito de Memba situa-se no litoral nordeste da província de Nampula. (AIM)

Maputo: Dois detidos indiciados no roubo de viatura

Dois indivíduos estão detidos, desde sábado (24), na 7.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique na cidade na Maputo indiciados de roubo de uma viatura com recurso a arma de fogo.

O crime teria acontecido no bairro do Zimpeto, na cidade de Maputo e os supostos ladrões foram surpreendidos pelas autoridades, no município da Matola, a tentar vender o veículo.

Um dos detidos nega as acusações de roubo, afirmando que a viatura, da marca Ford Ranger, com a chapa de inscrição MMJ-93-32, que tentava vender foi-lhe entregue pelo amigo, ora em parte incerta. A porta-voz da PRM, ao nível da província de Maputo, Carmínia Leite, indicou que a corporação está a investigar o paradeiro de outros envolvidos neste roubo.

Autoridades da Nigéria tentam travar saques a armazéns de alimentos

As autoridades da Nigéria tentaram no domingo (25), pôr fim ao saque de armazéns de alimentos, que continuam a aumentar no país, apesar de ter sido decretado recolher obrigatório, face aos protestos populares que começaram há duas semanas.

De acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP), vários populares saquearam hoje suprimentos alimentares na cidade de Jos, no centro do país.

Os governadores de vários estados aplicaram uma medida de recolher obrigatório da população, no seguimento de saques a reservas de alimentos que deveriam ser distribuídos durante o bloqueio criado para combater a pandemia de covid-19.

Milhares de jovens, inicialmente mobilizados via redes sociais, foram para as ruas das grandes cidades da Nigéria, há duas semanas, para denunciar a violência policial e a ineficácia e corrupção do poder central, através de manifestações pacíficas.

Na terça-feira, porém, a repressão violenta das autoridades contra milhares de manifestantes em Lagos causou pelo menos 12 mortes, segundo a Amnistia Internacional, e indignou o país e a comunidade internacional.

Os dias seguintes foram marcados por saques, incêndios e distúrbios em Lagos, uma cidade com 20 milhões de habitantes.

Segundo a AFP, hoje a situação estava calma em Lagos, onde o recolher obrigatório imposto na terça-feira, para tentar conter a escalada da violência, foi amenizado no sábado.

A Amnistia Internacional adianta, ainda, que pelo menos 56 pessoas foram mortas em todo o país nas últimas duas semanas.

O Presidente Muhammadu Buhari, um ex-general golpista na década de 1980, entretanto eleito democraticamente em 2015 e em 2019, lamentou as “muitas vidas perdidas”, mas não avançou com números oficiais de vítimas até ao momento.

Num discurso transmitido na televisão, na noite de quinta-feira, o Presidente advertiu que não permitiria que ninguém “colocasse em risco a paz e a segurança do Estado” e lamentou ter sido “muito fraco” durante as duas últimas semanas de protesto.

Ciclone Molave Tufão obriga a retirar 30 mil pessoas

O ciclone ou tufão Molave, que atingiu as Filipinas, obrigou a que 30 mil pessoas fossem retiradas e colocadas em abrigos. A pandemia dificulta os esforços de retirada pela exigência de distanciamento social.

O tufão Molave, que varreu o centro das Filipinas entre domingo e esta segunda-feira de madrugada, levou à retirada de mais de 30 mil pessoas, devido aos ventos fortes, chuvas torrenciais e inundações.

As medidas preventivas da Covid-19 dificultaram os esforços de retirada, uma vez que o distanciamento social deve ser assegurado nos abrigos, na maioria dos casos criados em escolas, onde não são permitidas mais de oito pessoas por sala.

Pelo menos 570 pessoas ficaram retidas nos portos, quando a navegação interilhas foi suspensa devido à forte ondulação causada pelo tufão, localmente conhecido como Quinto, de acordo com uma contagem parcial do Conselho para a Redução de Riscos de Catástrofes filipino.

O tufão chegou a Mindoro, no norte do arquipélago, com ventos sustentados de 125 quilómetros por hora (km/h) e rajadas de 180 km/h.

As últimas previsões meteorológicas indicaram que o tufão deverá progredir durante o dia para o mar do Sul da China, onde é provável que se fortaleça nas próximas 24 a 48 horas, mantendo-se na direção do Vietname.

País regista 86º óbito pela Covid-19 e mais 91 infecçoes

O país registou mais um óbito por causa da Covid-19, o que faz subir para 86 o total de mortes devido a pandemia, em todo o território nacional.

A vítima é um individuo de 25 anos de idade, de nacionalidade moçambicana, que se encontrava internado numa unidade sanitária na cidade de Maputo.

De acordo com os dados divulgados este domingo pelo Ministerio da Saúde, mais noventa e uma pessoas testaram positivo para o coronavirus, num universo de 1.996 testes realizados.

O país registou igualmente mais 9 pessoas totalmente recuperadas da Covid-19, elevando para 9.253 o total de individuos curados da doença.

No leito hospitalar permanecem 53 pacientes com Covid-19, de um cumulativo de 11.986 casos até aqui notificados.

Seleccionador nacional de futebol divulga lista dos convocados

O seleccionador nacional de futebol, Luís Gonçalves, divulga esta segunda-feira em Maputo, a lista dos jogadores convocados para o duplo embate com os Camarões, a contar para terceira e quarta jornada de qualificação para o Can 2021.

O primeiro jogo dos Mambas com os Camarões está agendado para o dia 12 de Novembro em Douala, e o segundo vai acontecer a 16 do mesmo mês no Estádio nacional do Zimpeto, em Maputo.

Moçambique e Camarões partilham a liderança do grupo F, com quatro pontos, enquanto Cabo Verde segue com dois e o Ruanda sem pontos.

Trump diz que o Egipto fará explodir a barragem da Etiópia no Nilo

O Governo etíope reagiu às declarações de Donald Trump segundo as quais o Egipto faria “explodir” a barragem etíope no Nilo se não se chegasse a acordo durante a fase de enchimento do depósito.

As autoridades etíopes denunciaram a declaração do Presidente dos Estados Unidos como “ameaças beligerantes” pronunciadas a respeito da disputa com o Egito e o Sudão do Sul sobre a fase final da construção da barragem Grand Renaissance no Nilo Azul. Trump sugeriu que o Governo egípcio acabaria por “fazer explodir” a barragem caso não se resolva o beco sem saída em que estão as negociações.

O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed não referiu Trump nas declarações divulgadas pelo seu gabinete neste sábado, preferindo a seguinte formulação: “Ainda abundam declarações ocasionais de ameaças beligerantes que fariam a Etiópia sucumbir a termos injustos. Estas ameaças e afrontas à soberania etíope são mal dirigidas, pouco produtivas e uma clara violação da lei internacional”. Abiy esclareceu ainda não reconhecer direitos que se baseiam em tratados coloniais, aludindo às relações dos Estados Unidos com o Egito.

MILHÕES DE DÓLARES DE AJUDA SUSPENSOS

Segundo ordem do Presidente americano, no início do ano, o Departamento de Estado suspendeu milhões de dólares de ajuda à Etiópia por causa da disputa da barragem. Adis Abeba respondeu acusando Washington de ter sido tendencioso nos seus esforços de fazer chegar a um acordo o projeto que envolve os três países, Etiópia, Egito e Sudão do Sul, tendo como consequência o abandono dessa fase das negociações pela Etiópia.

A Barragem Grand Renaissance é vista pelos etíopes como um triunfo da engenharia e um meio essencial para a saída da pobreza da sua população uma vez que vai produzir eletricidade em quantidade para exportar para os países vizinhos.

A disputa arrasta-se com o argumento vindo do Cairo que diz depender em mais de 90% das águas do Nilo para o fornecimento de água e teme que a diminuição do caudal possa vir a ter um efeito devastador na economia egípcia.

Itália encerra teatros e cinemas e obriga bares e restaurantes a fechar portas

Após horas de negociação com as regiões italianas que pretendiam ajudas para os proprietários de bares e restaurantes, foi assinado esse novo decreto em vigor entre segunda-feira e o dia 24 de novembro.

O endurecimento das medidas surge depois do aumento exponencial de casos, tendo o país registado no sábado mais 19.644 casos e 151 mortes devido à covid-19.

A Itália segue com grande preocupação o aumento de pacientes internados, que já são 12.415 em todo o país, mais 817 em relação a sexta-feira.
Relativamente aos cuidados intensivos, os dados das autoridades de saúde italianas dão conta que estão nestas unidades 1.128 pessoas, mais 79 pessoas em relação a sexta-feira.

O novo decreto lembra a obrigatoriedade do uso de máscaras em todos os momentos e é recomendável evitar receber visitas. Embora tenha sido evitado o recolher obrigatório a nível nacional, que já existe em regiões como o Lácio, cuja capital é Roma, Campânia, Sicília, Calábria e Lombardia, as regiões têm o poder de encerrar as áreas onde se registem aglomerações a partir das 21 horas.

Restaurantes, bares, pubs, geladarias e confeitarias podem funcionar apenas das 5h às 18h, mas podem abrir aos domingos e feriados. São permitidas apenas quatro pessoas por mesa, desde que não sejam do mesmo núcleo familiar.

Ginásios, piscinas e spas, bem como centros culturais, centros sociais, centros recreativos, salas de bingo, casinos e parques de diversões também devem ser fechados, enquanto os parques e parques infantis permanecerão abertos. Teatros, cinemas e salas de concertos também estão encerrados, bem como os ao ar livre, sendo proibida toda a forma de organização de eventos e conferências presenciais.

A abertura das estações de esqui não será permitida, principalmente após as imagens deste sábado com longas filas e pessoas lotadas nos teleféricos.

O Governo não decretou a proibição da deslocação entre regiões, mas “recomenda veementemente a todas as pessoas que não se desloquem, por meio de transporte público ou privado, a um município que não seja o de residência, exceto para necessidades comprovadas de trabalhar ou estudar, por motivos de saúde”.

Também introduz novas medidas para aplicar a educação à distância a pelo menos 75% dos alunos dos cursos de segundo grau do ensino médio, ou seja, maiores de 14 anos.

O presidente do Governo italiano, Giuseppe Conte, deve dar hoje uma conferência de imprensa para explicar o conteúdo do novo decreto.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 42,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Espanha decreta estado de emergência até maio de 2021

O Governo de Pedro Sanchez aprovou na manhã deste domingo a instauração do estado de emergência durante um Conselho de Ministros extraordinário. Será interdito circular entre as 23h00 e as 6h00, configurando aquilo que a imprensa espanhola chama de “confinamento nocturno”.

Porém, desta vez, está previsto que o estado de emergência tenha uma duração de seis meses, mais precisamente até 9 de maio, passando a vigorar o recolher obrigatório tendo cada comunidade autonóma margem para atrasar ou adiantar uma hora o horário de recolhimento. Não está previsto o encerramento de fronteiras e as Canárias terão um estatuto excepcional devido ao baixo nível de contágio e à importância do turismo.

Estão também previstas outras restrições, nomeadamente ao nível dos encontros sociais. Não poderão reunir-se mais de seis pessoas, excepto de forem cohabitantes. Deslocações entre comunidades autónomas vão ser proibidas, excepto em situações devidamente justificadas por razões de saúde ou trabalho. O controlo será feito pelas forças de segurança. O objectivo, segundo o Sanchez, é fazer com que o número de casos por 100 mil habitantes baixe para 25. Neste momento, em Espanha, há 400 casos de infetados por covid-19 por 100 mil habitantes.

O vírus da covid-19 já infetou, até ao momento, mais de um milhão de pessoas em Espanha (barreira que foi ultrapassada, aliás, na quarta-feira desta semana, tornando-se o país o primeiro da Europa Ocidental a superar um milhão de infetados). Morreram cerca de 35 mil pessoas.

O “El País” já havia antecipado, com base em informações de fontes do Executivo, que a medida pudesse vigorar durante várias semanas. A maioria das comunidades autónomas apoiava-a, tendo em conta o aumento exponencial do número de casos de infeção no país.

É uma das previstas pela Constituição espanhola (artigo 116º) para “catástrofes naturais, crises sanitárias, crise no abastecimento de bens de primeira necessidade e paralisação de serviços essenciais” – as outras são o estado de exceção e de sítio.

O estado de emergência foi decretado pela primeira vez em Espanha a 10 de dezembro de 2010, quando uma greve de controladores aéreos obrigou ao cancelamento do tráfego aéreo no país. A segunda vez foi já durante a pandemia de covid-19, a 14 de março, tendo-se prolongado por 98 dias.

Na altura foram impostas medidas drásticas para tentar conter a transmissão do vírus (que implicaram uma paralisação económica), não sendo essa a intenção do Executivo neste momento, diz o “El País”, que fala em “medidas mais leves”. Confinar totalmente o país não é uma hipótese em cima da mesa.

Bispo de Pemba: Deslocados “não precisam só de comida, precisam de ser ouvidos”

Pequenos grupos de deslocados afetados pela insurgência em Cabo Delgado começaram esta semana a receber apoio psicológico. A ajuda chega da Igreja católica e de organizações locais, conta Luiz Fernando Lisboa à DW.

A Igreja Católica, com a ajuda de algumas organizações, iniciou na semana passada o apoio psicológico aos deslocados internos no norte de Moçambique.

Muitos deles ficaram afetados com as violências vivenciadas no contexto da insurgência em Cabo Delgado. Segundo o bispo de Pemba, Dom Luiz Fernando Lisboa, “percebemos que as pessoas não precisam só de comida, elas precisam de ser ouvidas – as suas mágoas e as suas histórias. Precisam desse apoio”.

À DW África, o bispo acrescentou ainda que dentro dos grupos de deslocados “todos estão traumatizados” e que, infelizmente, a Covid-19 passou para segundo plano.

“Moçambicanos devem-se solidarizar com as vítimas dos ataques armados”

A Presidente da Organização Continuadores de Moçambique, Isaura Nyusi, apela  aos moçambicanos a solidarizarem-se com as vítimas dos ataques terroristas em Cabo Delgado e das acções da Junta Militar da Renamo.

 Isaura Nyusi encoraja as Forças de Defesa e Segurança para, com vigor e determinação, manterem a ordem e segurança públicas nas zonas afectadas pela insegurança dos grupos armados.

A Presidente da Organização dos Continuadores de Moçambique, falava, no domimgo em Maputo na Praça dos Heróis moçambicanos, depois da deposição de uma coroa de flores no contexto das celebrações do trigésimo quinto aniversário da criação da agremiação.

Isaura Nyusi disse que a Organização Continuadores de Moçambique comemora mais um aniversário, num ano atipíco, devido ao luto e dor pela morte de adultos e crianças vitimadas pela Covid-19.

Ataque deixa quatro alunos mortos e 17 feridos numa escola nos Camarões

Homens armados atacaram uma escola na cidade de Kumba, no sudoeste de Camarões, no sábado, provocando a morte de pelo menos quatro alunos e ferindo outros 15, informaram fontes do Governo neste domingo, 25.

Ninguém assumiu a responsabilidade do ataque, mas o Governo aponta o dedo aos separatistas na região anglófona que ordenaram o encerramento das escolas na área.

Patrick Ebale, de 17 anos de idade, disse que quando os homens chegaram à Academia Internacional Bilíngue Madre Francisca, os alunos correram em todas as direcções enquanto os atiradores disparavam indiscriminadamente para o ar.

“Houve uma confusão total e tive que entrar num esgoto e me esconder embaixo de um túnel para evitar ser baleado”, disse Ebale que reconnheceu que “ir à escola não tem sido uma tarefa fácil.”

Chamberlin Ntouou Ndong, o mais alto funcionário do Governo na unidade administrativa de Meme, onde Kumba está localizado, confirmou que quatro alunos foram mortos no local e sete dos feridos foram levados às pressas para hospitais, encontrando-se em estado crítico.

Ndong afirmou que os separatistas que lutam pela criação de um Estado de língua inglesa que eles chamam de Ambazonia “estão por trás do ataque e dos assassinatos”.

Presença de militares russos em detrimento de países da região questionada

A presença de tropas privadas estrangeiras em Moçambique, mais precisamente na província de Cabo Delgado, em apoio às Forças de Defesa e Segurança no combate aos chamados insurgentes, tem merecido muitas críticas de observadores e investigadores.

Alguns questionam o por quê da opção de militares russos em vez da ajuda de forças dos países da região.

O académico Calton Cadeado diz que o Governo errou ao ir buscar, na Rússia, soluções para o conflito armado em Cabo Delgado, preterindo os seus “irmãos” da região, sobretudo a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Cadeado entende que esta foi uma decisão soberana de Moçambique, “mas foi um erro ir buscar soluções lá longe, é verdade que Moçambique tem o direito soberano de ir buscar onde quiser, foi buscar aos russos, apesar de que as autoridades oficiais nunca confirmaram a presença russa”, sustenta aquele investigador.

Ante o aspecto contextual histórico, regional, de vizinhança e de partilha da ameaça, “era de esperar que antes de ir lá longe, os irmãos da zona fossem os primeiros a serem consultados porque agora a interpretação política mais fácil de se fazer é dizer que Moçambique só se lembrou de nós agora que a coisa começou a arder”, acrescenta Cadeado.

Por seu turno, o director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga, diz que a utilização de militares privados estrangeiros em Cabo Delgado é uma opção inadequada para a situação, fundamentalmente porque eles são uma solução de curto prazo, mas a médio prazo, criam problemas.

“Os mercenários custam muito dinheiro ao Estado moçambicano, que numa situação de boa governação era suficiente para ser utilizado para recrutar jovens moçambicanos, motivados, com pagamentos transparentes, para que defendam a sua pátria”, sustenta aquele investigador.

Refira-se que também uma unidade da empresa privada Dick Advisory Group, com sede na África do Sul e pertencente ao coronel zimbabweano Lionel Dick, esteve a apoiar o exército moçambicano em Cabo Delgado e, segundo fontes da imprensa, continua no país a nível de consultoria e formação.

Banco Mundial aprova 100 milhões de dólares para Moçambique

O Banco Mundial (BM) aprovou uma doação no valor de 100 milhões de dólares da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) em apoio ao programa de resposta à Covid-19 do Governo de Moçambique.

Este financiamento ajudará a mitigar os impactos adversos da pandemia na vida e nos meios de subsistência das pessoas, através do apoio imediato a resposta à Covid-19, assim como o apoio as empresas e reformas visando uma maior sustentabilidade fiscal.

A directora do BM para Moçambique, Madagáscar, Maurícias, Comores e Seychelles disse que a doação visa ajudar o país a preencher “a sua crescente lacuna fiscal, evitar uma prolongada queda económica em resultado desta crise e fornecer apoio aos mais vulneráveis”.

O Banco acrescentou em nota que que esta operação única de apoio ao orçamento sob a forma de Development Policy Operation (DPO), propõe-se a mitigar os impactos adversos da eclosão da Covid-19 e apoiar uma recuperação resiliente por meio de uma abordagem em duas vertentes: resposta do sector de saúde, incluindo esforços para garantir o acesso contínuo à água às populações urbanas pobres, e apoio à recuperação económica, melhorando as condições de acesso das pequenas e médias empresas ao financiamento e fornecendo liquidez às empresas e ao sector financeiro.

Governo “empurrado” a pedir ajuda humanitária para deslocados em Cabo Delgado

Com a onda cada vez maior de deslocados de guerra internos na província moçambicana de Cabo Delgado, com milhares a chegarem a Pemba, ao mesmo tempo que a província de Nampula prepara-se para receber milhares de pessoas nos próximos dias, a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) é peremptória ao dizer que o Governo deve solicitar apoio internacional por não ter capacidade para tal.

O Executivo reconhece não ter a dimensão do número de refugiados que chegam a Pemba, porém diz ter elaborado um plano de assistência aos deslocados.

“É uma questão extremamente complicada para a qual o país não está preparado ainda, nós temos essas responsabilidades institucionais sim, mas a realidade prática coloca-nos desafios de vária ordem”, disse Alda Salomão, da CNDH, par quem só com o apoio internacional é que se pode assistir aos milhares de deslocados.

“Estamos a ter uma avalanche diária de famílias que estão a se refugiar em Pemba e noutras partes daquela região, portanto, se temos contra-movimentos e limitações de natureza financeira e de outra para apoiar essas famílias, o recurso a apoios externos é de se recomendar sem dúvida nenhuma, pelo menos para esta questão da ajuda humanitária”, acrescentou.

Nesta sexta-feira, 23, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Veronica Macamo, já avançou com um pedido de apoio humanitário aos países da Ásia e da Oceânia, num encontro com embaixadores dos países daquela região acreditados em Maputo.

Macamo começou por dizer que “embora se possa falar da religião como se tem dito, mas de facto na nossa opinião é pouco crível que a religião possa ser usada como móbil”, para depois acrescentar que “neste âmbito contamos como o vosso apoio no seguinte: provisão de apoio humanitário para combater o drama de terem perdido tudo”.

Entretanto, o Secretário de Estado de Cabo Delgado, Armindo Ngunga, diz que neste momento é prematuro avançar com o número de deslocados que chegam a Pemba.

“Nós estamos a fazer o máximo de acordo com as nossas capacidades por isso é que há uma semana, por exemplo, conseguimos parcelar cerca de 900 talhões em Ancuabe, mas isso não basta”, reconheceu Armindo Ngunga.

O Centro de Democracia e Desenvolvimento estimou num comunicado no domingo, 17, que cerca de 80 mil deslocados podem estar em Pemba, mas como a VOA tem reportado nesta semana, diariamente, chegam centenas de pessoas em embarcações artesanais àquela cidade.

Há informações também que autoridades da província de Nampula preparam um terreno com tendas que podem acolher até 30 mil deslocados.

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