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Sexta-feira, Julho 17, 2026
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Inicia trégua dada pelo Presidente moçambicano à autoproclamada Junto Militar da Renamo

O Governo moçambicano suspendeu qualquer investida contra membros da autodenominada Junta Militar da Renamo a partir deste domingo, 25, por um período de uma semana como forma de abrir caminho para um diálogo com o grupo dissidente do principal partido da oposição.

O anúncio foi feito no sábado, 24, pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi num retiro do partido no poder, Frelimo, em Pemba, capital da província de Cabo Delgado

“Não vamos perseguir a Junta durante uma semana precisamente para dizer que nós estamos abertos, o país está aberto, eu estou aberto”, disse Nyusi, depois de anunciar que iria instruir as Forças de Defesa e Segurança (FDS) para, a partir de hoje, “pararem de perseguir a Junta, para darmos oportunidade à Junta de voltar ao diálogo”.

O Presidente reiterou que “as vias necessárias” para o diálogo “estão abertas” e que “todos sairemos a ganhar”.

“As FDS vão estar instruídas” para não haver “perseguição direta”, sem deixarem de estar alerta, detalhou.

Em junho de 2019, após a eleição de Ossufo Momade um grupo de guerrilheiros liderado por Mariano Nhongo incompatibilizaram-se com o substituto de Afonso Dhlakama e opuseram-se ao acordo de desmilitarização, desarmamento e reintegração assinado entre o Governo e a Renamo.

A autoproclamada Junta Militar da Renamo escreveu, na altiura, uma carta ao Presidente Filipe Nyusi a pedir a renegociação do acordo e começou a realizar ataques na zona centro do país.

Alguns desses ataques foram assumidos por Nhongo e outros lhe foram atribuídos pelas autoridades policiais.

O grupo também recusa qualquer diálogo com o presidente da Renamo, a quem diz não reconhecer.

Até agora, Mariano Nhongo não se pronunciou sobre o anúncio da trégua e a abertura de diálogo feita pelo Presidente Filipe Nyusi.

Primeira tentativa

No passado dia 9, no Chimoio, o Presidente moçambicano manifestou a disponibilidade para dialogar com a autoproclamada Junta Militar da Renamo, e colocar fim à insegurança em estradas e aldeias do centro do país, que voltaram a ser assoladas por ataques armados.

“A nossa economia exige paz, segurança, por isso quero mais uma vez colocar-me na disponibilidade para liderar este processo de paz nesta região, e em todo o país, e continuarei a colaborar com a liderança da Renamo e aos irmãos que precisam se juntar a nós”, disse Nyusi, em clara alusão aos dissidentes da Renamo, no fim de dois dias de trabalho na província.

Entretanto, na altura, o líder dissidente, Mariano Nhongo, condicionou o diálogo à divulgação da petição enviada há um ano ao Governo e a cessação dos ataques às bases onde reagrupou os seus homens, bem como raptos e assassinatos de membros da Renamo.

Nhongo disse que o conflito evoluiu para o atual nível porque o Governo ignorou os apelos do grupo dissidente para não assinar acordos com a nova liderança da Renamo e avançou com uma solução militar.

“Este já não é um conflito interno da Renamo, quem está a lutar com à (autoproclamada) Junta Militar da Renamo são as Forças de Defesa e Segurança e o exército”, disse à VOA por telefone Mariano Nhongo.

Afeganistão diz que matou chefe da Al-Qaeda

O Afeganistão afirmou no domingo (25), que matou durante uma operação no leste do país, um importante chefe da Al-Qaeda. Ele integrava uma lista dos mais procurados do FBI, que é a agência federal norte-americana .

A notícia da morte de Husam Abd al-Rauf, conhecido pelo nome de guerra Abu Muhsin al-Masri, ocorre após semanas de violência, incluindo um atentado suicida assumido pelo Estado Islâmico em um centro educacional perto de Cabul, com 24 mortos.

O governo afegão diz que continua a lutar contra os militantes do Taleban, mesmo com as negociações de paz, que ocorrem pela primeira vez.

A violência e o assassinato relatado de al-Rauf ameaçam as negociações de paz e arriscam mergulhar o país, assolado por décadas de guerra, em mais instabilidade.

Detalhes sobre a operação que levou à suposta morte de al-Rauf não foram divulgados, mesmo horas depois que o serviço de inteligência do Diretório Nacional de Segurança do Afeganistão publicar no Twitter que o matou na província de Ghazni. A Al-Qaeda não reconheceu imediatamente a morte do terrorista.

O FBI, os militares dos EUA e a OTAN não comentaram o assunto até a última atualização desta reportagem.

Governadora de Luanda chama de “vandalismo” manifestação de sábado

A governadora de Luanda considerou a manifestação por membros da sociedade civil, com o apoio da UNITA, “um acto de vandalismo e desacato às autoridades”. Seis jornalistas foram detidos no protesto e o deputado da UNITA Nelito Ekuikui queixou-de de agressão policial.

Joana Lino, governadora de Luanda, fez o balanço dos danos provocados pelos manifestantes, lamentou o sucedido e disse ter sido com bastante “tristeza e deslocação” que acompanhou a violação das medidas contidas no decreto presidencial que atualiza a situação de calamidade pública em Angola por causa da Covid-19. Classificou a manifestação como um “ato de vandalismo e desacato às autoridades”.

Por sua vez, o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Angola (SJ) lamentou a atuação da polícia durante a manifestação de sábado em Luanda e informou que foram detidos seis jornalistas, um dos quais agredido pela polícia.

Em declarações à Lusa, Teixeira Cândido repudiou os acontecimentos e afirmou que foram detidos três jornalistas da Radio Essencial, bem como o seu motorista, dois da TV Zimbo (um repórter e um operador de câmara) e um fotógrafo da agência de notícias francesa AFP.

Logo no próprio sábado, o deputado da UNITA Nelito Ekuikui afirmou ter sido agredido pela polícia angolana no protesto e estimou que cerca de 40 jovens que participavam na manifestação terão sido detidos.

A PRM regista recorde de abuso de menores por idosos em Manica

A PRM registou um valor recorde de abuso sexual de crianças, incluindo bebés, por idosos no centro do país, ao contabilizar 45 casos desde o início do ano.

As estatísticas da província de Manica indicam que o número de crianças violadas, geralmente por parentes e vizinhos anciãos, motivados por “fins obscuros”, quase duplicou de janeiro a outubro de 2020, quando comparado com o período homólogo de 2019, disse Mateus Mindu, porta-voz da polícia.

No caso, são considerados “idosos” os homens com mais de 60 anos.

“Embora estejamos com frequência a desencorajar este tipo de práticas, parece que os homens (idosos) não acatam a mensagem”, queixou-se aquele responsável, garantindo que a corporação vai continuar “implacável” e a combater de forma cerrada o crime de violação sexual de menores.

O caso mais recente deu-se no último fim-de-semana, quando um ancião de 60 anos foi indiciado por violação sexual de uma bebé de 18 meses num subúrbio da cidade de Chimoio, no centro de Moçambique.

O idoso, que foi detido pela polícia, aproveitou-se da boa relação de vizinhança com os pais da vítima para, na ausência destes e sem chamar a atenção dos restantes vizinhos do condomínio, levar a bebé para um quarto.

“Já foram realizados exames médicos à bebé e aguardamos pelo laudo da perícia para procedimentos subsequentes”, disse Mateus Mindu, adiantando que foi aberto um processo-crime contra o idoso.

“Apelamos a todos os pais para que evitem deixar menores sob custódia de pessoas de conduta duvidosa e apelamos igualmente a todos os homens para respeitarem os direitos das crianças”, acrescentou.

Em declarações à Lusa, a mãe da menor disse que ficou desconfiada quando a criança se contorcia com dores ao tentar caminhar, depois de o ancião ter entregado a bebé, a chorar, à irmã, também menor.

“À hora de jantar tentei colocar a criança sentada nos meus pés, mas gemia de dores. Estranhei e levei-a para o quarto para ver o que estava a acontecer e descobri muito sémen nos órgãos genitais dela. Percebi que a criança tinha sido violada. Depois levámo-la para o hospital, onde ficou confirmado”, contou.

Ainda segundo os dados da Polícia, o distrito de Chimoio lidera a lista dos 11 distritos de Manica com o maior número de casos de violação sexual de menores, com 15 casos, e na cauda estão os distritos de Guro e Macossa, sem nenhum caso.

25% de guerrilheiros da Renamo já foram desmobilizados

O enviado pessoal do secretário-geral da ONU para Moçambique disse no domingo (25), que 25% dos 5.221 guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, já foram desmobilizados, no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).

“Atingimos um marco nas atividades de desmobilização, tendo 25% dos 5.221 combatentes sido desmobilizados”, refere uma nota de Mirko Manzoni.

Manzoni avançou que nas últimas duas semanas foram encerradas mais três bases militares da Renamo e desarmados 366 guerrilheiros nos distritos de Inhaminga, Chemba e Marínguè, na província de Sofala, centro de Moçambique.

Os referidos guerrilheiros concluíram o processo de registo do DDR e voltaram a casa para recomeçarem as suas vidas, referiu ainda o enviado pessoal de António Guterres.

Os antigos combatentes receberam informações para melhor se orientarem, acrescenta a nota.

“Continuaremos a trabalhar de perto com cada um, com as suas famílias e a comunidade em geral em que se inserem, a fim de assegurar que a paz e a reconciliação nacional sejam uma realidade para todos”, refere o comunicado.

Amigos de Angola pedem a João Lourenço que liberte manifestantes detidos

A organização Amigos de Angola apelou ao Presidente angolano, João Lourenço, para libertar todos os manifestantes detidos no protesto de sábado em Luanda, defendendo o fim da violência contra ativistas.

A marcha de sábado (24), convocada por ativistas da sociedade civil, mas que contou com a adesão da UNITA e outras forças da oposição, visou reivindicar melhores condições de vida, mais emprego e a realização das primeiras eleições autárquicas em Angola, que estavam previstas para este ano, mas foram adiadas sem nova data.

“Pedimos ao Presidente Lourenço para libertar todos os manifestantes que foram ilegalmente detidos durante o protesto”, lê-se num comunicado divulgado pelos Amigos de Angola.

Salientam que a manifestação estava de acordo com a Constituição angolana e pedem a abertura de uma investigação para “trazer à justiça os responsáveis”, pelo que consideram uma violação de direitos por parte das autoridades.

“Estes direitos estão claramente declarados na Constituição e na Declaração Universal dos Direitos Humanos ratificada por Angola, mas vão sendo violados por autoridades que, por imperativo legal, deviam ser as primeiras a respeitálos“, argumentam.

Os Amigos de Angola salientam que os manifestantes apenas exibiam cartazes, estavam desarmados e protegeram-se com máscaras faciais, “respeitando a distância física necessária no contexto do combate à pandemia da covid-19″.

Defendem ainda que os motivos para a manifestação são justificados: “A falta de oportunidades de emprego, a corrupção endémica que continua a custar milhões ao erário angolano e a falta de uma comissão eleitoral independente”.

“Esperamos que o Presidente Lourenço acolha os valores democráticos e respeite a liberdade de expressão e de reunião dos cidadãos angolanos”, acrescentam.

Angola nega mortes em manifestação que resultou em 103 detenções

A manifestação de sábado, em Luanda resultou na detenção de 103 pessoas, entre as quais dirigentes do partido político UNITA, anunciou no domingo (25), o secretário de Estado do Ministério do Interior, Salvador Rodrigues, que negou qualquer morte no evento.

O governante angolano, que falava na Televisão Pública de Angola (TPA) sobre a manifestação realizada sábado, promovida por ativistas da sociedade civil, com apoio do maior partido da oposição angolana, UNITA, disse que estão detidos 90 homens e 13 mulheres, tendo ficado feridos seis polícias.

“Infelizmente, há dirigentes de partidos políticos […] detidos que se encontravam na manifestação”, referiu o governante angolano, indicando que estão ligados à UNITA  (União para a Independência Total de Angola).

Segundo Salvador Rodrigues, a UNITA é a segunda força política do país, tem espaço próprio, no parlamento, e tem “uma liberdade total para conversar, para apresentar as questões” às autoridades.

“Não entendemos como é que dirigentes de um partido se envolvem numa manifestação que acaba em arruaça e desacato à autoridade, não me parece que seja urbano esse comportamento”, disse.

Salvador Rodrigues disse que as autoridades desconhecem ainda “o que é que motivou essas pessoas”, o que poderá ficar esclarecido, segunda-feira, quando forem submetidos a julgamento sumário.

“Amanhã diante do tribunal a que serão submetidos teremos mais elementos para saber o que é que os animou, se é só mesmo a desobediência, se é só o desacato às autoridades”, frisou.

O secretário de Estado do Ministério do Interior disse que houve fogo posto, que foram queimados meios da força pública, sublinhando que “a força da ordem estava ali para fazer cumprir o decreto”.

Na sexta-feira, o Governo angolano fez sair novas medidas de combate e prevenção da covid-19, num decreto sobre o Estado de Calamidade Pública, que entre várias restrições, proibiu ajuntamentos na rua de mais de cinco pessoas.

De acordo com o governante angolano, as forças da ordem foram recebidas com violência, “apedrejamento, queima de pneus na estrada”, tendo ficado queimada uma motorizada da força pública, uma viatura dos bombeiros, uma ambulância que ficou com o vidro partido e uma viatura da unidade de trânsito.

“E sabemos que indivíduos fomentaram esse comportamento de alguns cidadãos que, não sei por que razão, aderiram e foram se portar de forma a enfrentar a força pública”, disse.

Salvador Rodrigues disse que os detidos serão presentes a tribunal porque “houve desobediência, fogo posto, arruaça”.

Para o governante angolano não é “responsável que dirigentes de forças políticas, com assento no parlamento se portem assim”.

Na sexta-feira, a polícia recebeu garantias dos promotores da manifestação que a mesma não se realizaria, em respeito ao Decreto Presidencial, indicou Salvador Rodrigues, apelando às associações e aos partidos políticos a juntarem-se aos órgãos do Estado que têm a missão da segurança pública, para coordenarem as ações que tiverem de realizar.

“Hoje o nosso apelo é que nos unamos todos no combate a esse vírus, que todos os dias ceifam vidas humanas, que os ajuntamentos não tenham lugar”, disse.

Salvador Rodrigues lamentou o comportamento “nunca visto dos manifestantes”, que foram “violentos contra a força pública, o que não é normal”.

Entre os detidos encontravam-se seis jornalistas, dos quais três foram já libertados.

Horas antes, o ativista Dito Dali, um dos participantes na manifestação de sábado em Luanda, que foi violentamente reprimida pela polícia, disse à Lusa que há mais de cem pessoas detidas e uma pessoa terá morrido durante o protesto.

Alguns jornalistas foram agredidos e obrigados a apagar as imagens relativas à cobertura da manifestação.

Duas organizações não-governamentais — UFOLO e Amigos de Angola — condenaram a violência contra os manifestantes e exigiram a libertação dos jornalistas.

Líderes internacionais apelam à cooperação para combater Covid-19

Líderes de organizações internacionais e especialistas mundiais reunidos no domingo (25), apelaram à cooperação para combater a pandemia de covid-19, reconhecendo tratar-se de uma crise de dimensões históricas.

“O nacionalismo nas vacinas não vai acabar com a pandemia, mas fazê-la que dure mais”, advertiu o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom  Ghebreyesus, na Cimeira Global da Saúde (‘Global Health Summit’), um evento organizado em Berlim, no qual participou à distância.

Tedros abordou alguns dos aspetos mais determinantes para o sucesso da estratégica de colocar diques contra a pandemia, mas sublinhou especificamente que, quando a vacina contra a covid-19 chegar, esta terá de ser administrada de uma determinada forma.

“Precisamos de vacinar algumas pessoas em todos os países e não todas pessoas em alguns países”, sublinhou Tedros, aludindo à competição global desencadeada para obter a maior quantidade possível de doses, mesmo sem ter ainda a vacina.

“Desde Berlim a Bogotá, de Minneapolis a Bombaim, de Seul a São Petersburgo, todos enfrentamos a mesma ameaça”, acrescentou o responsável da OMS, que fez uma defesa dos sistemas de saúde dotados de profissionais, equipas e material suficientes.

pandemia deixa uma “lição clara” de que “um sistema de saúde forte é um sistema de saúde resiliente“, afirmou Tedros, que admitiu que a saúde pública é o resultado de “decisões políticas”, não apenas das mais recentes, mas das tomadas no passado com consequências atuais.

covid-19 “pôs em evidência que a negligência das funções dos sistemas de saúde no apoio à resposta às emergências teve consequências desastrosas”, constatou o diretor-geral da OMS.

Tedros aproveitou ainda a oportunidade para destacar que a pandemia tornou “concreto” os conceitos do multilateralismo, da cooperação internacional e da solidariedade.

O responsável da OMS deu nota da recente onda de surtos de covid-19 em muitos países e mencionou que isso está a acontecer em países que reabrem as suas sociedades e economias “demasiado rápido”.

No entanto, acrescentou que “assumir rapidamente as medidas certas” tem como consequência observada que os surtos podem ser controlados.

Na cimeira berlinense virtual participou também o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que advertiu que esta é “a crise da nossa era” e apelou à solidariedade dos países desenvolvidos para apoiar aqueles que não têm recursos suficientes para manter os sistemas de saúde adequados.

António Guterres aludiu também à questão da vacina para alertar de que deverá ser “um bem público global”, uma vez que a cobertura universal da saúde é “um direito humano”.

Também a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, participou no encontro, apelando que é preciso uma “mudança mental” em relação à saúde, para não atender apenas aos resultados clínicos.

Von der Leyen assegurou que na União Europeia, com severos aumentos recentes dos casos de novos contágios em todo o território, a prioridade passa pela “coordenação e cooperação transfronteiriça” para não repetir a situação de confinamento e encerramento de fronteiras que dominou a primeira onda da pandemia durante a primavera.

A reunião convocada em Berlim e realizada à distância acontece quando os casos globais de covid-19 alcançam os 42,5 milhões, depois de se registarem 438.000 novos contágios nas últimas 24 horas e de França passar a ser o país da Europa Ocidental mais afetado, depois de ultrapassar a Espanha em positivos ao novo coronavírus, segundo dados da OMS.

Depois de três dias consecutivos de recordes diários de infeções, este domingo registou-se uma ligeira descida face aos 468.000 de sábado, embora a taxa continue muito alta, em especial na Europa, onde se concentra já quase metade dos positivos de covid-19 no planeta.

O número de mortos com a pandemia mantem-se em 1,1 milhões, sendo que por regiões a América acumula 19,4 milhões de casos e 622.000 óbitos, enquanto a Europa é a segunda mais afetada, com 9,2 milhões de contágios e 267.000 falecimentos.

O sul da Ásia soma 8,8 milhões de casos e 139.000 mortes e, no Médio Oriente, os positivos elevam-se a 2,9 milhões, com os óbitos a ascender a 73.000.

Por sua vez, os Estados Unidos acumulam 8,4 milhões de casos, seguido da Índia, com 7,8 milhões. O Brasil conta com 5,3 milhões e a Rússia 1,5 milhões.

Em seguida, ultrapassando um milhão de casos, está a Argentina, França e Espanha, embora seja o segundo destes países que regista taxas diárias de contágio mais preocupantes, com 45.000 casos por dia, duplicando os números espanhós.

A Colômbia está também à beira de superar a barreira de um milhão de contágios, enquanto o Peru e o México se situam nos 880.000 e o Reino Unido nos 854.000.

Os pacientes recuperados em todo o mundo são três quartos do total (31,7 milhões), e dos casos ativos apenas 1% (cerca de 77.000, número que aumenta ao mesmo ritmo que sobem os casos totais) está em estado grave ou crítico.

China avisa Estados Unidos: “O povo chinês não procurará a guerra mas não a teme”

O presidente Xi Jinping afirmou, durante um discurso alusivo aos 70 anos desde a entrada da China na Guerra da Coreia, que, “no mundo atual, nenhum unilateralismo, protecionismo ou ideologia ao serviço de um interesse próprio extremo podem funcionar, nem tampouco o recurso à coerção, ao bloqueio ou à pressão extrema”

Enquanto o mundo estava de olhos postos em Nashville, palco do debate entre Donald Trump e Joe Biden para as eleições presidenciais dos Estados Unidos, uma mensagem destinada aos dois candidatos chegava da China. “O povo chinês não procurará a guerra mas não a teme e não importam as dificuldades ou desafios que encaramos: não nos vão tremer as pernas nem iremos baixar a cabeça”, atirou o Presidente Xi Jinping, num momento em que a tensão entre as duas potências escala.

Durante o seu discurso que assinalou o 70.º aniversário da entrada da China no conflito armado da Coreia (1950-1953), Xi Jinping recorreu a uma retórica nacionalista perante uma audiência composta por veteranos de guerra, militares de todos os sectores do Exército Popular de Libertação e altos funcionários do regime.

Num claro recado para os EUA, Xi Jinping advertiu que, “no mundo atual, nenhum unilateralismo, protecionismo ou ideologia ao serviço de um interesse próprio extremo podem funcionar, nem tampouco o recurso à coerção, ao bloqueio ou à pressão extrema”.

Foi a 19 de outubro de 1950, através do rio Yalu, que as primeiras tropas “voluntárias” chinesas desembarcam na Guerra da Coreia. Aquela foi a primeira vez que o Exército Popular de Libertação entrou em combate desde a vitória comunista na guerra civil chinesa. Setenta anos após o início do conflito entre as duas Coreias a guerra ainda não terminou oficialmente, tendo sido apenas assinado um armistício entre os dois lados da península.

Contudo, historicamente, a China tem reclamado uma vitória naquele conflito, ao apoiar a Coreia do Norte contra os inimigos do Sul, respaldados militarmente pelos Estados Unidos. “Havia uma grande disparidade militar entre os EUA e a China”, mas “o triunfo acabou com a lenda de que as tropas norte-americanas eram invencíveis”, concluiu Xi Jinping.

Banco Mundial aprova doação de 84 milhões de dólares a Moçambique

O Banco Mundial aprovou na sexta-feira (23), uma doação no valor de 100 milhões de dólares (84 milhões de euros) para apoiar a mitigar o impacto da pandemia de covid-19 em Moçambique, anunciou a instituição em comunicado.

“Este financiamento chega num momento crítico em que o país procura fechar a sua crescente lacuna fiscal, evitar uma prolongada queda económica em resultado desta crise e fornecer apoio aos mais vulneráveis”, disse Idah Z. Pswarayi-Riddihough, diretora do Banco Mundial para Moçambique, Madagáscar, Maurícias, Comores e Seychelles, citado no documento.

Segundo o comunicado, a ajuda faz parte de um pacote mais amplo de apoio que a instituição tem prestado ao país africano desde 2017, com o objetivo de reforçar os serviços de saúde, melhorar o acesso à água e saneamento e ampliar a cobertura de programas de proteção social, bem como criar um melhor ambiente de negócios.

“A epidemia de covid-19 atingiu Moçambique num momento particularmente débil, já que o país tenta recuperar-se de grandes choques, incluindo a crise da dívida e os efeitos devastadores de dois ciclones, o que torna esta operação oportuna e crítica,” disse Carolin Geginat, economista principal do Banco Mundial, citada também no documento.

A proposta de Orçamento Retificativo que o Governo moçambicano submeteu à Assembleia da República recentemente revê em baixa a taxa do Produto Interno Bruto (PIB), dos 2,2% projetados em abril para 0,8% até ao final deste ano.

Para conter a pandemia de covid-19, Maputo tinha pedido à comunidade internacional uma ajuda de 700 milhões de dólares (590 milhões de euros), tendo recebido, até setembro deste ano, 414 milhões de dólares (372 milhões de euros) de parceiros externos.

Moçambique tem um total acumulado de 11.748 casos de infeção pelo novo coronavírus, 78% dos quais recuperados, e 82 mortes.

Biden promete vacina gratuita e acusa Trump de disseminar o vírus

O candidato presidencial democrata Joe Biden prometeu na sexta-feira (23) que a vacina contra o novo coronavírus vai ser “gratuita para todos”, no quadro do seu plano nacional de luta contra a pandemia, se for eleito presidente dos EUA.

“Quando tivermos uma vacina segura e eficaz, ela deve ser gratuita para todos, tenham ou não seguro” de saúde, afirmou, quando faltam 11 dias para a eleição presidencial.

Há muito que Biden acusa Trump de ter desistido de agir em relação à pandemia do novo coronavirus, mas aumentou as críticas, acusando-o de até estar a encorajar ativamente a sua disseminação.

Procurando manter o foco da corrida presidencial na crise sanitária, que já provocou a morte a mais de 220 mil pessoas nos EUA, Biden acusou hoje Trump: “É como se tivesse decidido ir para a ofensiva em favor do vírus”.

O democrata salientou que o republicano promoveu comícios, à escala nacional, sem distância social nem máscaras, e de até ter “convidado o vírus para a Casa Branca”, ao manter uma abordagem descontraída em relação à mais básica das precauções.

Durante um discurso no Estado de Delaware, Biden prometeu, se for eleito, usar o seu período de transição para a Casa Branca para contactar todos os governadores, bem como os líderes locais, para apurar as suas necessidades em termos de luta contra a pandemia.

Disse também que pedirá aos governadores que determinem o uso obrigatório e generalizado da máscara e, se recusarem, ultrapassá-los-á.

Anunciou ainda que vai solicitar ao Congresso que aprove um financiamento de combate ao novo coronavirus e às suas consequências económicas até 30 de janeiro, apenas 10 dias depois da cerimónia de tomada de posse.

Guterres critica violência na Guiné-Conacri

O secretário-geral das Nações Unidas António lamentou o desfecho das eleições presidenciais na Guiné-Conacri. Pelo menos três pessoas morreram em confrontos.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou esta sexta-feira a violência após as eleições de domingo na Guiné-Conacri e encorajou os intervenientes a aguardarem o anúncio dos resultados oficiais.

Numa declaração divulgada pelo porta-voz, António Guterres lamentou o desfecho das eleições neste país que no domingo foi às urnas para escolher um Presidente. Nos confrontos que se seguiram às eleições, entre apoiantes da oposição e as forças de segurança, pelo menos três pessoas morreram.

O secretário-geral das Nações Unidas apelou a todas as partes para que tomem imediatamente medidas para pôr termo à violência e manifestou-se triste “com a perda de vidas e a destruição de bens”.

Na declaração divulgada pelo porta-voz, António Guterres instou “as forças de segurança a exercerem a máxima contenção neste momento sensível” e encorajou “todos os intervenientes a aguardarem o anúncio dos resultados oficiais pela Comissão Nacional Eleitoral Independente e a resolverem quaisquer potenciais disputas através de mecanismos legais estabelecidos”.

Na noite de terça-feira, a Comissão Eleitoral Nacional Independente (Ceni), responsável pela organização das eleições na Guiné-Conacri, anunciou os primeiros resultados do escrutínio de domingo em quatro dos 38 círculos eleitorais. Dos resultados anunciados, Condé venceu, com larga margem, Diallo, tendo ultrapassado a maioria absoluta em três destes.

Ainda assim, um funcionário da Ceni alertou que não é seguro “extrapolar” estes resultados para um resultado nacional. Diallo acusou o chefe de Estado de “fazer todo o possível para alterar os resultados das urnas a seu favor”.

Tanzânia confirma ataque perpetrado por grupo jihadista islâmico

A Tanzânia confirmou, na quinta-feira (23), o ataque ocorrido semana finda no sul do país, alegadamente perpetrado por grupo jihadista islâmico.

Os autores terão atacado a aldeia de Kitaya, na região de Mtwara, rica em gás natural e retiraram-se para Moçambique, de acordo com o inspector geral da polícia da Tanzânia, Simon Cirro, citado pela agência Bloomberg.
A polícia deteve cidadãos nacionais e estrangeiros com ligações ao incidente terrorista.

Terrorismo na França: Estudante é condenada a quatro meses de prisão

Uma estudante de 19 anos foi na sexta-feira (23) condenada a quatro meses de prisão com pena suspensa e a seis meses de aulas de cidadania, após ter escrito no Facebook que Samuel Paty “mereceu morrer”.

Uma estudante de 19 anos foi esta sexta-feira condenada pelo Tribunal de Besançon a quatro meses de prisão com pena suspensa e a seis meses de aulas de cidadania por ter escrito um comentário no Facebook, em que afirmava que Samuel Paty “mereceu morrer”. O docente foi decapitado em Paris a 16 de outubro por ter mostrado um cartoons sobre Maomé numa aula.

O comentário em causa foi publicado na página do Facebook do jornal L’Est Républicain, um diário regional. Foi depois denunciado por um utilizador da rede social à plataforma Pharos, dedicada à denúncia de atos ilícitos na internet. Após uma investigação, a polícia francesa deteve a estudante de biologia na passada quinta-feira, tendo-a colocado sob custódia policial. A sentença foi rápida: a jovem, oriunda de uma família muçulmana da Argélia, foi condenada esta sexta-feira por desculpabilizar o terrorismo.

A estudante lamentou o episódio e pediu desculpa, dizendo ser “contra” aquilo que redigiu. Confessou que escreveu “sem pensar” e que tem noção de que cometeu “um erro muito grave”. Por seu turno, a advogada da jovem, Caroline Espuche, referiu que a estudante de biologia reagiu “a quente, sem procurar informações” adicionais e que tinha entendido a situação como uma ridicularização dos muçulmanos, relata a comunicação social francesa.

Recorde-se que Samuel Paty, professor de história e geografia, foi decapitado na passada sexta-feira, depois de ter mostrado caricaturas de Maomé numa aula sobre liberdade de expressão.

A estudante referiu ainda: “Não sou contra ele [Samuel Paty] mostrar uma caricatura na aula. O professor gere os conteúdos da disciplina como quer”.

País regista mais 2 óbitos pela covid-19 e 228 infecções

No país, duas pessoas morreram nas últimas 24 horas devido a covid-19, elevando o cumulativo de mortes pela doença para 81. No mesmo período foram diagnosticados 228 casos positivos da doença elevando o total para 11.559 infectados.

Os óbitos foram registados na cidade de Nampula e na capital do país.

Os dados foram tornados públicos, esta quinta-feira, pela directora nacional-adjunta de Saúde Pública, Benigna Matsinhe, na habitual conferência de imprensa de actualização de dados sobre o novo coronavírus.
“Trata-se de pacientes de 55 e 60 anos de idade do sexo masculino e feminino, de nacionalidades moçambicana e filipina que evoluíram para óbito após o agravamento do seu estado clínico durante o período de internamento nas nossas unidades sanitárias. O caso de Nampula foi notificado no dia 15 e veio a falecer no dia 21, enquanto que o da cidade de Maputo foi notificado no dia 20 e faleceu no dia 21. Assim, o país conta actualmente com 81 óbitos devido a covid-19”, disse.

Dos 228 novos casos, a cidade de Maputo registou o maior número 156, seguida pela província de Maputo, com 49.

O país testou nas últimas 24 horas 5.923 amostras suspeitas. Este número de testados é o maior desde que o país iniciou a fazer testes, no passado mês de Fevereiro. Até então, o máximo que o país havia testado num único dia foi de 4.132 amostras, referentes ao passado dia 12 de Outubro.
Nas últimas 24 horas o país registou mais 61 casos totalmente recuperados da COVID-19.

Apoio do Papa à união de homossexuais entre o aplauso e a surpresa

O Papa Francisco já tinha aberto a porta da Igreja aos homossexuais, agora põe na mesa o direito a constituírem família. A declaração faz parte de um documentário sobre o Papa que se estreou no Festival de Cinema de Roma.

Palavras que causaram surpresa nos setores mais conservadores, mas que receberam aplausos em todo o mundo. Antonio Guterres, UN Secretary General

Esta é uma demonstração clara de um princípio fundamental, que é o princípio da não discriminação

António Guterres
Secretário-geral da ONU

Francis DeBernardo, diretor da New Ways Ministry, uma organização norte-americana de apoio a católicos da comunidade LGBT, diz manifesta-se surpreendido de uma forma muito positiva. “Não esperaria uma declaração destas de um Papa nas próximas duas gerações pelo menos,” afirma.

Os homossexuais têm o direito a pertencer a uma família. São filhos de Deus e têm direito a uma família.
(…)
Temos de criar uma lei de união civil. Assim beneficiam de proteção legal.

Papa Francisco

Ao defender o direito a constituir família, Francisco mantém a figura do casamento reservada às uniões entre um homem e uma mulher. No caso dos homossexuais, diz que é preciso criar uma união civil para proteger legalmente as relações entre pessoas do mesmo sexo.

As palavras de Francisco no documentário não chegam para mudar a doutrina da Igreja e nem todos os católicos as aceitaram sem reservas. A posição oficial da Igreja Católica sobre esta matéria foi fixada no tempo de João paulo II. Define as relações homossexuais como estando contra a lei moral natural.

Porto de Maputo regista queda de carga em trânsito

O Porto de Maputo regista uma redução de 13 por cento no volume de carga em trânsito, no período compreendido entre Janeiro e Agosto do corrente ano, a maioria proveniente da vizinha África do Sul, principal utilizador daquela infra-estrutura, com destaque para minérios, tais como crómio e ferro.

Assim, o Porto manuseou 8,1 milhões de toneladas de carga em trânsito em 2019, contra 7,0 milhões no corrente ano, algo que poderá comprometer as metas estabelecidas.

O volume de negócio do Porto de Maputo começou a declinar desde que foi instituído o “lockdown” na África do Sul, em Março último, uma medida que tinha por objectivo travar a propagação da pandemia de Covid-19 nos dois países.

Empresários deixam Beira deserta em protesto contra onda de raptos

Centenas de estabelecimentos comerciais não abriram as portas na sexta-feira, 23, na Beira, a segunda maior cidade de Moçambique, no primeiro de três dias de protestos contra raptos, convocados por um movimento empresarial.

Um grupo de empresários anunciou ontem que o comércio formal vai encerrar por três dias consecutivos, numa greve pacífica para forçar o Governo a garantir a segurança dos cidadãos e a travar os raptos, que se tornaram uma “realidade endémica”.

A greve dos empresários tem o apoio de grande parte da população que quer um Governo mais actuante na garantia da segurança da sua população, sobretudo da classe que dinamiza a economia real do país.

“Esses raptos de certa forma acabam nos afectando indiretamente, são irmãos que ficam desempregados com a desistência nos negócios por parte dos empresários, e nós, ambulantes, ficamos sem ter onde comprar produtos”, contou à VOA Afonso Paulo, um vendedor ambulante.

O analista Sansão Nhancale considera que a paralisação vai afectar em cascata o comércio informal, por encontrar-se inteiramente dependente do formal, com consequências sociais drásticas.

“Estes empresários representam de 70 a 80 por cento do comércio formal na Beira e a paralisação ira afectar a economia da cidade e com consequências sociais que dai advém”, acerntua Nhancale, para quem a pressão empresarial é proporcional ao sentimento de insegurança.

Ao anunciar a greve ontem, Zeyn Badati, porta-voz dos empresários, afirmou que “cada rapto vencedor mina a confiança no país, retrai o investimento nacional e estrangeiro, destrói negócios viáveis já instalados, desacredita o Estado e seus agentes e empondera o crime e os criminosos”.

Os empresários disseram que as cidades da Beira e Maputo, a capital, tornaram-se “em paraíso para as quadrilhas de raptores” e acusam o Governo de pouco fazer para parar o fenómeno.

“Nós cumprimos com as nossas obrigações, contribuir com os nossos impostos”, mas o Estado não garante a segurança e “a omissão por parte do Estado moçambicano está a fortificar a indústria dos raptos”, calcula o movimento.

“Somos cidadãos contribuintes do Estado, mas em paralelo acabamos por ser, de forma involuntária e violenta, contribuintes para a indústria de raptos, ao pagar os resgates (…), e esta situação é insustentável e inaceitável”, avançam os empresários que exigem uma “Beira livre de raptos”.

O caso de rapto mais recente ocorreu no domingo, 18, quando um grupo disparou vários tiros contra um filho de um empresário da Beira, ao resistir a um rapto.

O jovem escapou com ferimentos múltiplos.

O incidente ocorreu pouco dias depois de um empresário em Maputo ter sido morto a tiros quando resistiu a um rapto na hora que encerrava o seu estabelecimento.

Espanha prende recrutador de jovens para o Estado Islâmico

Homem marroquino de 50 anos encontrava usuários interessados nas redes sociais e passava materiais de propaganda para radicalizá-los.

Um marroquino de 50 anos foi preso na Espanha acusado de recrutar jovens na internet e radicalizá-los para que se tornassem parte do grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

O suspeito foi detido na quarta-feira passada em Altea (província de Alicante, na Espanha) e continua em prisão provisória, informou na sexta-feira (23) a Guarda Civil Espanhola (órgão de segurança).

O detido teve uma permanência irregular na Espanha e passou grande parte do tempo pesquisando, editando, comentando e divulgando material de propaganda da organização terrorista com medidas de segurança para evitar a detecção, segundo os investigadores.

Para tal, identificou possíveis usuários com interesse na organização terrorista nas redes sociais, que posteriormente redirecionou para aplicativos de mensagens privadas, a fim de aprofundar os processos de radicalização e disponibilizar conteúdos digitais sobre o grupo.

A Guarda Civil considera este homem virtualmente integrado à organização terrorista, mas que trabalha de casa, uma forma de cooperação considerada tão importante quanto lutar em zonas de conflito ou cometer atentados em países ocidentais.
O indivíduo chegou a insistir que a pandemia do coronavírus é uma punição contra o Ocidente, como o grupo terrorista assegura em sua habitual mídia de propaganda.

Na operação, apoiada pela Europol, outra pessoa alegadamente radicalizada pela primeira foi detida para provar o seu envolvimento em actividades terroristas, embora tenha sido libertado após depor em tribunal.

Vagas de emprego do dia 23 de Outubro de 2020

Foram publicadas hoje, dia 23 de Outubro de 2020 no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Lista de oportunidades de emprego para hoje

1. Vaga para Oficial de Monitoria e Avaliação

A Associação de Iniciativa Para o Desenvolvimento da Comunidade (AIPDC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

2. Vaga para Auxiliar Administrativo

A Associação de Iniciativa Para o Desenvolvimento da Comunidade (AIPDC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Auxiliar Administrativo. Saiba mais.

3. Vagas para Supervisores de Campo de Pesquisa

A Associação de Iniciativa Para o Desenvolvimento da Comunidade (AIPDC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Supervisores de Campo de Pesquisa. Saiba mais.

4. Vagas para Pontos Focais das Unidade Sanitárias

A Associação de Iniciativa Para o Desenvolvimento da Comunidade (AIPDC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Pontos Focais das Unidade Sanitárias. Saiba mais.

5. Vaga para Vendedor de Van

A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) vendedor de Van. Saiba mais.

6. Vaga para Motociclista (Motoboy)

A Lugela Digital pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Motociclista (Motoboy). Saiba mais.

7. Vaga para Contabilista

A Matchedje Manutenção pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Contabilista. Saiba mais.

8. Vagas para Seguranças

A  Matchedje Manutenção pretende recrutar quatro (4) Seguranças. Saiba mais.

9. Vaga para Tesoureira

A A Matchedje Manutenção pretende recrutar uma (1) Tesoureira. Saiba mais. Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Técnico Hidromecânico

O FIPAG – Área Operacional da Maxixe tem em aberto um concurso externo para o provimento de um (1) vaga de Técnico Hidromecânico. Saiba mais.

2. Vagas para Técnicos de Canalização

O FIPAG – Área Operacional da Maxixe tem em aberto um concurso externo para o provimento de quatro (4) vaga de Técnicos de Canalização. Saiba mais.

3. Vagas para Técnicos Operadores de Bombas

O FIPAG – Área Operacional da Maxixe tem em aberto um concurso externo para o provimento de dois (2) vagas de Técnicos Operadores de Bombas. Saiba mais.

4. Vaga para Técnico Electricista

O FIPAG – Área Operacional da Maxixe tem em aberto um concurso externo para o provimento de um (1) vaga de Técnico Electricista. Saiba mais.

5. Vaga para Técnico de Informática

O FIPAG – Área Operacional da Maxixe tem em aberto um concurso externo para o provimento de um (1) vaga de Técnico de Informática. Saiba mais.

6. Vaga para Coordenador de Segurança e Acesso

A Food For The Hungry Association pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador de Segurança e Acesso. Saiba mais.

7. Vagas para Motoristas de Tractores

Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Motoristas de Tractores. Saiba mais.

8. Vaga para Procurement Officer

A Subtech, lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Procurement Officer. Saiba mais.

9. Vaga para Estagiário Profissional – Arquitectura/Engenharia

A Arquitecturas Sem Fronteiras (ASF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário Profissional – Arquitectura/Engenharia. Saiba mais.

10. Vagas para Armazenistas

A Rencotek está a recrutar para o seu quadro de pessoal dez (10) Armazenistas. Saiba mais.

11. Vagas para Riggers

A Rencotek está a recrutar para o seu quadro de pessoal trinta (30) Riggers. Saiba mais.

12. Vaga para Formador de Pessoal

A Arquitecturas Sem Fronteiras (ASF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Formador. Saiba mais.

13. Vaga para Gestor de Actividades de Apoio ao Paciente

A organização Médicos Sem Fronteiras em Moçambique pretende recrutar um/a (1) Gestor de Actividades de Apoio ao Paciente. Saiba mais.

14. Vaga para Supervisor de Saúde Mental (Mental Health Supervisor)

A organização Médicos Sem Fronteiras em Moçambique pretende recrutar um/a (1) Mental Health Supervisor (Supervisor/a de Saúde Mental). Saiba mais.

15. Vaga para Assistente de Monitoria e Avaliação

A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF), no âmbito das suas actividades pretende recrutar um (1) Assistente de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

16. Vaga para Consultor para Capacitação e Produção

O Movimento de Educação Para Todos (MEPT) pretende recrutar um Consultor para Capacitação e Produção. Saiba mais.

17. Vaga para Gestor de Água, Saúde e Saneamento (Watsan Manager)

A organização Médicos Sem Fronteiras em Moçambique pretende recrutar um (1) Gestor de Água, Saúde e Saneamento (Watsan Manager). Saiba mais.

18. Vaga para Contabilista

A CAP Serviços, E.I pretende recrutar para seu quadro de pessoal um (1) Contabilista. Saiba mais.

19. Vaga para Assistente de Contabilidade

A Lar construções e Engenharia, empresa de construção civil pretende contratar para o seu quadro um (1) Assistente de Contabilidade. Saiba mais.

20. Vaga para Assessor de TIC Para Agricultura

A Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor de TIC Para Agricultura. Saiba mais.

21. Vagas para Agentes Locais

A Autoridade Reguladora de Águas, Instituto Público (AURA, IP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Agentes Locais. Saiba mais.

22. Vagas para Montadores de Andaimes Certificados

A Rencotek está a recrutar para o seu quadro de pessoal trinta (30) Montadores de Andaimes Certificados. Saiba mais.

23. Vaga para Assistente Jurídico

A N´weti pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Jurídico . Saiba mais.

24. Vaga para Auxiliar de Recursos Humanos

A MOZAGO, uma empresa de construção civil, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Auxiliar de Recursos Humanos. Saiba mais.

25. Vaga para Técnico de Informática

A MOZAGO, uma empresa de construção civil, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Informática. Saiba mais.

26. Vaga para Gestor de Procurement

A MOZAGO, uma empresa de construção civil, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Procurement. Saiba mais.

27. Vaga para Gestor de Projecto

A MOZAGO, uma empresa de construção civil, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Projecto. Saiba mais.

28. Vaga para Supervisor de Logística/Operações

Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Logística. Saiba mais.

29. Vaga para Inquiridor

A VillageReach  pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Inquiridor baseado em Maputo. saiba mais.

30. Vaga para Motorista Profissional

A Futuro Mcb, S.A, instituição financeira, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Motorista Profissional. Saiba mais.

31. Vaga para Gerente de Recursos Humanos

A Futuro Mcb, S.A, instituição financeira, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente de Recursos Humanos baseado em província de Nampula. Saiba mais.

32. Vaga para Gestor de Recursos Humanos do Projecto

A Organização Médicos Sem Fronteiras em Moçambique pretende recrutar para o quadro de pessoal um (1) Gestor de Recursos Humanos. Saiba mais.

33. Vaga para Gestor de Programas

O Fórum das Associações de Pessoas com Deficiência (FAMOD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Programas. Saiba mais.

34. Vaga para Coordenador de Cluster – Gorongosa

A Food for the Hungry Association, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Coordenador de Cluster . Saiba mais.

35. Vagas para Oficiais de Monitoria e Avaliação

A Food For The Hungry Association pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

36. Vaga para Gerente Comercial

A VT-Prestação de Serviços pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente Comercial. Saiba mais.

37. Vagas para Mentoras (Manas)

A Shingirirai pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Manas Mentoras. Saiba mais.

38. Vagas para Enfermeiras de SMI

O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro pessoal quatro (4) Enfermeiras de SMI. Saiba mais.

39. Vagas para Técnicos de Medicina Geral

O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro pessoal seis (6) Técnicos de Medicina Geral. Saiba mais.

40. Vaga para Técnico de Laboratório

O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Técnico de Laboratório. Saiba mais.

41. Vaga para Técnico de Fisioterapia

O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro pessoal uma (1) Técnico de Fisioterapia. Saiba mais.

42. Vaga para Técnica Superior de Administração de Justiça (Jurista)

O Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnica Superior de Administração de Justiça (Jurista). Saiba mais.

43. Vaga para Técnica Superior N1 (Contabilista)

O Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnica Superior N1 (Contabilista). Saiba mais.

44. Vagas para Técnicos Profissionais (Administração Pública e Ciências de Documentação)

O Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Profissionais (Administração Pública e Ciências de Documentação). Saiba mais.

45. Vaga para Consultor Externo

A Ajuda Popular da Noruega (APN) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal, Consultor Externo para a elaboração do plano estratégico 2020-2024 em Moçambique. Saiba mais.

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