O internacional moçambicano, Edmilson Dove, do Cape Town City FC, foi operado ao joelho e só deverá regressar aos campos a partir de Janeiro próximo.
De acordo com uma nota do clube sul-africano, a intervenção cirúrgica foi muito bem sucedida, tendo o atleta já entrado em estado absoluto de recuperação.
Segundo escreve o OlhoClínico, Edmilson caiu lesionado a 24 de Outubro último, no empate a um golo entre o Cape Town City e o Chippa United. Naquele encontro, saiu substituído no minuto 69.
Edmilson Dove falhou os dois encontros dos Mambas diante dos Camarões.
Apesar de reconhecerem benefícios proporcionados pelas tecnologias, estes entendem que persistem desafios, como a deficiente literacia em relação a plataformas digitais e falta de legislação forte que guia a venda de conteúdos culturais nas plataformas digitais.
A pandemia da COVID-19 trouxe desafios no quotidiano dos moçambicanos que vivem das artes. O recurso às tecnologias foi o refúgio para muitos artistas, que de um dia para o outro, se viram sem espaços, nem público para garantir o seu sustento.
Sheila Faiane, escritora e poetisa, defende que a situação, apesar de ser desafiadora, mostrou que é possível colocar a indústria criativa a funcionar.
“Antes da pandemia tínhamos várias plataformas de divulgação, mas com essa situação tiveram mais visibilidade. Neste contexto em que estamos, como artistas, não temos outras escolhas senão usá-las para expor o nosso trabalho. Isso está obrigar a que possamos correr atrás das oportunidades de exposição, ir atrás do nosso público para que consigamos sobreviver”, reconheceu.
Por seu turno, Vali Sauji, director-geral VS Mobile defendeu que face ao actual cenário, os artistas devem se reinventar, até porque é uma boa altura para ganhar dinheiro.
“Enquanto que antes da pandemia tínhamos uma percentagem de 5 a 10% de músicos que conseguiam fazer espectáculos todos os finais de semana e outra grande parte a fazer de forma esporádica, agora todos estão em pé de igualdade. E note-se que o que os artistas recebem por um espectáculo não é grande coisa. Hoje em dia, os artistas podem ganhar muito dinheiro. Através de uma plataforma digital pode-se colocar as músicas e a cada segundo que um internauta escuta determinada música, o artista escolhido passa a ganhar dinheiro. Isto é, contribui a que no final do mês o artista tenha um valor superior ao que ganharia se fizesse espectáculos ao vivo”, exemplificou.
E para que os artistas consigam ganhar dinheiro através da tecnologia, Alexandre Coelho, director-geral da ANIMA defendeu uma maior literacia.
“Já temos plataformas suficientes no nosso país, temos que apostar na melhoria da nossa internet e também na educação não só dos nossos artistas, mas também dos promotores de eventos e do público que usa essas plataformas. Só assim é que garantiremos que que haja maximização das oportunidades que as tecnologias estão a proporcionar a indústria neste momento de pandemia”.
Do Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas veio a garantia do Governo em apoiar e criar legislação específica para garantir com que os artistas consigam ter rendimentos neste contexto de pandemia.
“O governo tem noção que esta componente tecnológica é irreversível. O futuro é mesmo esse, que os fazedores de arte tenham nas tecnologias uma ferramenta de geração de rendimentos. Nós como INICC não vamos fugir das nossas atribuições ou obrigações, temos que fazer um esforço para que a nossa legislação vá ao encontro dos anseios dos nossos artistas. É a partir desse tipo de interações proporcionadas pela Fundaso, através da MozTech, que Governo tira ilações e consegue colmatar possíveis lacunas”, disse Ivan Bonde, director-geral daquela instituição para depois deixar uma mensagem aos artistas.
“Vezes sem conta somos nós, como Governo, a ter iniciativas para legislar. Precisamos que os nossos artistas nos pressionem. Para o efeito deve haver pesquisa é só olhar para como os outros artistas no mundo estão a viver”, terminou Para Paulo Bonde, director-geral da MUSSIKA, uma plataforma digital através da qual os artistas podem vender as suas obras, defendeu que o governo deve ser mais interventivo e criativo nesses momentos.
“Há muita informação que os fazedores de arte procuram, mas não encontram porque as entidades que podem legislar não disponibilizam informações. É possível o Instituto das Indústrias Criativas definir uma aplicação que possa facilitar um conjunto de informações que facilitem a vida dos fazedores da cultura. Informações, como por exemplo, ter o direito de propriedade intelectual, como fazer o registo de uma música etc, isso facultaria que ao invés de se dirigir ao Ministério da Cultura e Turismo, o artista entraria no site da instituição e seguiria os passos, simples quanto isso. Penso que as tecnologias existem é uma questão de lutarmos para aproveitarmos as oportunidades que elas oferecem”, concluiu.
Os intervenientes falavam no painel que discutiu Inovação e oportunidades na Indústria Criativa.
O ministro da Indústria e Comércio afirmou esta sexta-feira que a instabilidade causada pelo terrorismo em Cabo Delgado, os ataques armados atribuídos à Junta Militar da Renamo no centro – e os raptos que assolam com enfoque as cidades de Maputo e Matola, no sul do país, – estão a afectar consideravelmente o ambiente de negócios.
“São os transportes que não funcionam para garantir a mobilidade ou transferência de carga da zona de produção para os centros de consumo, são áreas que são reduzidas em termos de produção porque há sempre o risco de muito investimento para depois poder ter impactos negativos”, lamenta Carlos Mesquita, para quem é “difícil quantificar os danos” causados pela insegurança.
Mesquita espera que a breve trecho o clima de segurança seja restaurado de modo que a economia corra com normalidade.
“Vamos continuar a acreditar, e é esta esperança que nós continuamos a dar como Governo. Acreditamos que este problema de segurança será resolvido”, afirma.
Entretanto, enquanto não se resolve o problema da insegurança em alguns pontos do país, o ministro da Indústria e Comércio apela à produção onde é o ambiente é favorável.
Carlos Mesquita falava em Maputo à margem da cerimónia de atribuição do selo “Made Mozambique” a sete empresas.
No evento, o responsável reafirmou à necessidade de mais exportações do que é produzido a nível nacional.
Comandante da Polícia anuncia que Forças de Defesa e Segurança tomaram o município, mas não deu detalhes de vítimas ou detenções.
As Forças de Defesa e Segurança de Moçambique garantem ter recuperado a sede distrital de Muidumbe, na província de Cabo Delgado, que se encontrava na posse de insurgentes desde o fim de outubro.
Em declarações à TVM, na noite de quinta-feira, 19, o comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, disse que o Presidente da República tomou conhecimento da ocupação.
“Cumprimos uma etapa do nosso trabalho, mas não é o fim”, garantiu Rafael, sem dar detalhes de vítimas ou detenções, mas assegurou que a“missão é progressiva e contínua com vista a pacificar o nosso país”.
Como a VOA e vários meios de comunicação moçambicanos e internacionais informaram recentemente, citando várias fontes, os insurgentes que desde outubro de 2017 realizam ataques contra aldeias da província de Cabo Delgado assumiram Muidumbe, onde impuseram a sua lei.
Entre 6 e 8 de novembro, o grupo terá decapitado cerca de 50 pessoas, apesar o do governador da província,Valige Tauabo, ter negado a ocupação da aldeia.
Cerca de 20 jovens morreram em exercícios de iniciação no grupo classificado terrorista pelo Governo.
A VOA falou com vários sobreviventes aos ataques que narraram as decapitações.
“Quando os insurgentes entraram no primeiro dia não fizeram isso, mas no segundo e terceiro dias levaram pessoas das aldeias para o campo de Muatide e executaram”, contou um professor que pediu o anonimato.
“Em Muatide a primeira pessoa a ser decapitada foi um professor, já em Muambula foram decapitados alguns régulos e outras pessoas”, revelou outro sobrevivente.
A província de Cabo Delgado está a braços com ataques de insurgentes há três anos e a estimativa de mortes é agora de duas mil pessoas, entre civis e militares.
Dados oficiais indicam haver, pelo menos, 435 mil deslocados internos devido a violência protagonizada por grupos, localmente conhecidos por al-shabab, que contam com alguma simpatia do Estado Islâmico, que já reivindicou vários ataques do grupo nos distritos do norte e centro de Cabo Delgado.
O académico Calton Cadeado diz que os insurgentes que actuam em Cabo Delgado, norte de Moçambique, ao atacarem também a vizinha Tanzania, pretendem criar fricções entre os governos moçambicano e tanzaniano e internacionalizar o problema.
As autoridades tanzanianas anunciaram, esta quinta-feira, terem detido algumas das pessoas que estiveram envolvidas no ataque dos insurgentes, no dia 14 de outubro findo, a uma localidade tanzaniana.
“Os insurgentes, com estes ataques, estão a querer internacionalizar o problema, assim como implantar-se no solo tanzaniano, se é que ainda não estão implantados”, considerou o académico Calton Cadeado.
Avançou que esta pode ser também uma forma de os terroristas “criarem fricções entre os governos moçambicano e tanzaniano, assim como mostrar a sua própria pujança em termos de raio de acção, porque um dos objectivos do terrorismo é criar o medo e por essa via fazer uma demonstração de poder”.
Por outro lado, Cadeado considera que começa a ficar cada vez mais evidente a ligação dos insurgentes ao exterior, embora não haja ainda muita clareza relativamente a países ou pessoas apoiantes dos atacantes em Cabo Delgado.
“Os poucos nomes de pessoas, instituições e países que existem são ainda do domínio especulativo, mas não há dúvidas que há ligações externas, e agora há uma tentativa de perceber este tipo de terrorismo, no âmbito da guerrilha mas também do narco-terrorismo”, realçou aquele académico.
Referiu que para se puder cortar essas ligações externas, é preciso um trabalho de inteligência muito forte, assim como de uma ofensiva diplomática também muito forte.
Aquele académico afirmou, no entanto, que vai ser muito difícil se for narco-terrorismo, porque neste caso só existe uma cadeia mas nunca se conhecem os dirigentes dessa cadeia.
Para o académico João Feijó, também não há dúvidas que os insurgentes têm fortes ligações externas que a inteligência deve descobrir para puder cortá-las.
Feijó defende ser necessário ver as ligações que esses grupos têm com países das arábias, como é se fazem os financiamentos desses grupos, “e como é que controlam o tráfico naquela zona. Portanto, cortar esse circuito, porque é possível, de alguma forma, asfixiar esses grupos das suas ligações ao exterior”.
A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Assistentes Estagiários de Engenharia de Construção Civil. Saiba mais. Saiba mais.
A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Estagiário de Economia Monetária e Seguros. Saiba mais.
A TJ Consultants, está a recrutar para seu cliente, um Assistente de Recursos Humanos que estará baseado em Maputo. Saiba mais.
Vagas de emprego ainda abertas
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para seu cliente, um Operador de Empilhadeira. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) ,o âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar dez (10) Operadores de Dados. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Motorista. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Provincial de Mobilização Comunitária. Saiba mais.
Uma Empresa multinacional operando em Nacala e Pemba pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Relações Industriais. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Coordenação da Resposta Humanitária. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) no âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar um (1) Operador de Dados. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Docentes N3 (Matola). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Docentes N4 (Matola). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Biologia. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – História. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Português. Saiba mais.
A Belutécnica S.A., empresa especializada em Manutenção Industrial e Engenharia Mecânica, com escritórios em Maputo, Boane e Nampula, pretende contratar um (1) Assistente de Gestão de EP. Saiba mais.
Víctor Font disse que jogador não se encaixa financeiramente nas pretensões do clube catalão e disparou contra Josep Maria Bartomeu, que renunciou ao cargo em outubro
Um dos favoritos ao cargo de presidente do Barcelona, Víctor Font afirmou que Neymar não está em seus planos caso vença o pleito no clube catalão, que deve ocorrer em janeiro de 2021. Em entrevista ao jornal “Sport”, o candidato justificou o motivo pelo qual não deseja contratar o brasileiro.
Institucionalmente, Neymar não se encaixa nos meus planos. Isso se dá por motivos econômicos e pelo fato de ele ter processado o clube, nos deixando perdidos dias antes de começar uma temporada – afirmou o empresário de 48 anos.
Apesar da recusa, o candidato afirmou que o brasileiro se encaixaria no time espanhol, mas disparou contra a atual direção blaugrana. Em outubro, Josep Maria Bartomeu renunciou ao cargo após ser muito criticado pela gestão à frente do Barcelona.
– Neymar se encaixaria no esporte, mas não economicamente ou institucionalmente. As contratações têm que ficar nas mãos da estrutura esportiva, não como tem sido feito até agora – concluiu.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve, quarta-feira (18), na 14ª Esquadra da PRM – cidade de Maputo, um indivíduo indiciado de falsificação de documentos autênticos.
De acordo com um comunicado emitido pela Polícia, a detenção foi no âmbito do esclarecimento de uma denúncia anónima, que dava conta da existência de uma quadrilha que se dedicava à falsificação de resultados negativos de testes laboratoriais da Covid-19, para fins de viagens para o exterior e/ ou outros.
Na posse do indiciado foi apreendido um computador e uma impressora, usados para a falsificação, e vários outros documentos falsos. As autoridades farão uma apresentação formal amanhã com mais detalhes.
O Reino da Arábia Saudita manifesta disponibilidade em apoiar Moçambique no combate ao terroristas na província de Cabo Delgado. A intenção foi expressa por Ahmad bin Abdulaziz Qattan, ministro do Estado da Arábia Saudita para os Assuntos Africanosna audiência com o presidente da República, Filipe Nyusi.
No mesmo encontro, Ahmad bin Abdulaziz Qattanconvidou o estadista moçambicano para participar de duas conferências, nomeadamente a África-Árabe e África/ Arábia Saudita.
Segundo o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel José Gonçalves, o presidente Nyusi reiterou, na ocasião, a importância da realização da primeira comissão mista entre os dois países que vai definir as linhas gerais de cooperação.
O chefe de Estado considerou que a vinda do ministro do estado da Arábia Saudita ao país marca uma nova etapa na cooperação e no reforço das relações existentes entre ambos, incluindo na área empresarial.
A visita do trabalho, que durou dois dias, aconteceu na sequência da digressão do ministro da Arábia Saudita, pelo continente africano, que se insere na preparação da Cimeira do Fórum Arábia Saudita-África.
A polícia descobriu que alguns residentes locais também estavam envolvidos no ataque de 14 de outubro, ao ajudarem os insurgentes a identificarem as casas que foram incendiadas.
A polícia da Tanzânia disse ter preso um número não especificado de pessoas suspeitas que pretendiam-se unir-se aos insurgentes radicais que actuam na província moçambicana de Cabo Delgado, reporta a Reuters.
“Prendemos pessoas vindas de Kigoma, Mwanza e de outros lugares”, revelou nesta quinta-feita, 19, o chefe da polícia Simon Sirro a repórteres.
Eles acrescentou que os detidos confirmaram que iam para Moçambique.
“Querem aderir a esse grupo (islâmico). O objectivo desse grupo é mau … Deviam parar com este comportamento insano, se não pararem, vão acabar mortos ou enfrentar a justiça”, acrescentou Sirro, sem avançar o número de detidos.
“Muitos tanzanianos, muitos jovens”, disse ele, foram presos.
Aquele responsável afirmou que a polícia descobriu que alguns residentes locais também estavam envolvidos no ataque de 14 de outubro, ao ajudarem os insurgentes a identificarem as casas que foram incendiadas.
O Estado Islâmico, diz a Reuters, assumiu o ataque numa mensagem através de um canais no Telegram, a 15 de outubro.
A nota confirmou que os seus combatentes atacaram um quartel do exército na vila um dia antes, matando vários funcionários e capturando armas e munições.
O Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), diz ser “muito problemático o enorme entusiasmo com que o Fundo Monetário Internacional (FMI), empresta dinheiro a Moçambique, numa altura em que Maputo afirma ter “excelentes” relações com aquela instituição financeira.
O ministro moçambicano da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, disse esta quarta-feira, 18, que Moçambique tem excelentes relações com o FMI, por “ter prestado todos os esclarecimentos sobre as dívidas ocultas”.
Aquele governante disse que “o país está bem com o Fundo Monetário Internacional; podiamos ter sido castigados, mas não fomos porque demos toda a informação que era necessária para atualizar esta dívida, e a partir daquele momento, o nosso relacionamento tem sido excelente”.Refira-se que na sequência da descoberta dessas dívidas, o FMI e outros parceiros internacionais, suspenderam o apoio direto ao Orçamento de Estado moçambicano.
Aumento da dívida
Entretanto, o diretor do Centro do CDD, Adriano Nuvunga, diz ser problemático o posicionamento do FMI relativamente a Moçambique, porque “a questão das dívidas ocultas ainda não está totalmente esclarecida”.
Nuvunga disse que dada a falta de transparência, os empréstimos do FMI a Moçambique vão aumentar a dívida pública do país, tendo-se referido, em particular, aos cerca de 160 milhões de dólares que o Fundo Monetário Internacional anunciou, recentemente, estarem disponíveis para as pequenas e médias empresas.
“Esse dinheiro vai aumentar a dívida pública do país, que foi contraída em situação totalmente de corrupção e má governação. Esse dinheiro, tal como os outros dinheiros do passado, será distribuido por empresas consumistas e não por empresas dedicadas à produção”, acusou o diretor do CDD.
Os ataques armados na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, já obrigaram à fuga de 74.149 alunos, em três anos de conflito, tendo sido assassinados seis professores, disse na quinta-feira (19), a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua.
A governante referiu-se ao impacto da violência armada na educação, em sessão de respostas e perguntas na Assembleia da República.
Os números apresentados pela ministra fazem parte do total de 500.000 deslocados devido ao conflito, segundo dados oficiais do Governo, estimando-se que cerca de metade sejam menores de 18 anos, à semelhança da pirâmide etária do país e da província de Cabo Delgado.
“A ação de terroristas está a provocar pressão sobre as infraestruturas e serviços de educação”, afirmou Carmelita Namashulua.
A governante avançou que 1.125 professores também foram obrigados a abandonar as áreas onde lecionavam nos distritos afetados pela violência em Cabo Delgado.
A situação resultou igualmente na destruição total de 45 escolas e de quatro sedes dos serviços distritais de educação naquela província.
A ministra da Educação e Desenvolvimento Humano explicou que os serviços de educação das zonas de acolhimento dos deslocados de guerra foram orientados para a integração dos alunos que fugiram do conflito armado em Cabo Delgado.
Carmelita Namashulua também falou dos efeitos dos ataques armados protagonizados pela Junta Militar, uma dissidência armada da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, nas províncias de Manica e Sofala, centro de Moçambique.
Namashulua disse que a ação da junta provocou o deslocamento de 3.086 alunos e 131 professores na província de Manica.
A governante não mencionou o impacto da violência na província de Sofala.
Dos alunos obrigados a fugir da violência em Manica, 600 estão abrigados em centros de acolhimento e os restantes vivem em casas de familiares.
A violência armada em Cabo Delgado dura há três anos e está a provocar uma crise humanitária com cerca de 2.000 mortes e 500.000 pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos suficientes – concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
Os ataques da autoproclamada Junta Militar da Renamo têm afetado estradas e povoações de Manica e Sofala, tendo provocado a morte de, pelo menos, 30 pessoas na região desde agosto do último ano.
O ministro da Economia e Finanças de Moçambique assegurou que “não há indícios” de que a China se possa “apoderar” de alguma infraestrutura pública do país como compensação por um eventual incumprimento no pagamento da dívida bilateral.
“Não há indícios, não temos informações de que o Governo chinês se possa apoderar de algum ativo em Moçambique, devido a incumprimentos no pagamento da dívida”, declarou Adriano Maleiane, na Assembleia da República (AR) na sessão de perguntas e respostas entre o Governo e os deputados do parlamento moçambicano.A gestão da dívida de Moçambique à China, prosseguiu, tem sido feita sem sobressaltos e com respeito pelos parâmetros acordados entre os dois Estados.Adriano Maleiane assinalou que os cerca de 2.000 milhões de dólares (1.700 milhões de euros) que Moçambique deve à China foram destinados à construção de infraestruturas, incluindo estradas e pontes, com potencial de gerar retorno, através do pagamento dos serviços prestados aos utentes.
“Estão criadas as condições para a comparticipação da sociedade” no reembolso dos montantes da dívida, declarou.
A pergunta sobre uma eventual “apropriação” de infraestruturas públicas moçambicanas pela China em caso de incumprimento de pagamento da dívida foi colocada pela bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), partido da oposição.
O MDM apontou supostos casos em que Pequim optou pelo “arresto de infraestruturas” dos Estados devedores em África e na Ásia para assegurar a liquidação de dívidas.
Organizações da sociedade civil moçambicana também já tinham alertado para o risco de a China ficar com infraestruturas públicas moçambicanas, caso entenda que o Estado africano não é capaz de liquidar os encargos.
Na quarta-feira, o ministro da Economia e Finanças afirmou no parlamento que a dívida pública de Moçambique ascende a 12.370 milhões de dólares (10.420 milhões de euros).
Uma parcela de 16% daquele valor (cerca de 2.000 milhões de dólares) é devida à China, acrescentou.
Um montante de 1.970 milhões de dólares (1.660 milhões de euros) é devida ao Exim Bank chinês e foi empregue sobretudo para a construção de estradas e pontes, incluindo a via circular de Maputo, a ponte suspensa sobre a Baía de Maputo e as estradas a sul.
O ministro da Economia e Finanças disse que não via dificuldades de reembolso, aludindo às portagens que são pagas, referindo que, no longo prazo, as vias vão pagar-se a si próprias, mas sem detalhar as contas e o tráfego existente.
Quase 20 mil pessoas em 13 países foram questionadas sobre a postura de Pequim no mundo. A reputação da China na Europa está manchada, muito por culpa da pandemia de Covid-19. Contudo, muitos consideram que, para além do flagelo, o seu estilo agressivo de diplomacia também não convence. É o que revela uma sondagem com quase 20 mil pessoas inquiridas de 13 países.
As opiniões negativas estão a aumentar, mas os europeus ainda consideram que há caminho a percorrer em matéria de cooperação em questões relacionadas com o comércio ou com as alterações climáticas.
O estudo, liderado pelo projeto Sinophone Borderlands da Palacky University na Chéquia, foi realizado em setembro e outubro e cobriu, essencialmente, a Rússia, a Sérvia e o Reino Unido, bem como os estados membros da União Europeia como a França, Alemanha, Hungria, Itália, Letónia, Polónia, Eslováquia, Espanha, Suécia e a própria Chéquia.
Um vírus mortal, que já fez vítimas na Bolívia, é transmissível entre humanos e exige atenção das autoridades de saúde, alertam especialistas. Produz febre hemorrágica e outros sintomas semelhantes aos do ébola ou do dengue.
Chama-se Chapare, nome da província no norte da Bolívia onde foi detetado, e reapareceu em 2019 após um primeiro surto ocorrido em 2004. Este ainda misterioso vírus detetado naquele país sul-americano já fez vítimas e é transmissível entre humanos, alertaram os investigadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, durante o congresso anual da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene (ASTMH).
O vírus, que pode ser mortal, provoca febre hemorrágica e outros sintomas semelhantes aos detetados no ébola ou no dengue. E terá sido transmitido à espécie humana por roedores.
A justiça francesa deu ao Estado francês três meses para justificar as suas ações na luta contra as emissões de gases com efeito estufa, uma decisão “histórica” para os defensores ambientais.
O Conselho de Estado- que em França tem dupla função, jurídica e consultiva – recebeu uma demanda em janeiro de 2019 do então autarca de Grande-Synthe, Damien Carême, que considerou que seu município, na costa norte do país, estava ameaçado de submersão por “inação para a causa climática” do Governo.
Este é o primeiro caso de litígio relacionado com o clima a chegar ao Conselho de Estado, que é o juiz administrativo supremo.
Este não se pronunciou imediatamente sobre o mérito, mas deu três meses ao Estado – que havia defendido por escrito o indeferimento total do pedido – para justificar as suas ações para manter os seus compromissos na luta contra as emissões responsáveis pelo aquecimento global.
Os juízes administrativos observaram, em particular, que o Estado se tinha comprometido, a fim de implementar o Acordo de Paris de 2015 que visa limitar o aquecimento global, a atingir uma redução de 40% nas emissões em 2030 em relação ao nível de 1990.
No entanto, os orçamentos contra as emissões de carbono adotados nos diversos planos de Governo – a última “estratégia nacional de baixo carbono”, que data de abril – sempre foram preteridos, como mostram, em particular, os relatórios anuais do Conselho Superior para o Clima. E o Estado, portanto, revisou os seus objetivos para baixo.
Observando esse “adiamento (…) de parte do esforço de redução de emissões a ser realizado”, os juízes administrativos pediram ao Governo que justificasse a “compatibilidade com a trajetória de redução dos gases de efeito estufa “para cumprir a sua meta de 2030.
Assim, seguiram as recomendações do relator público durante a audiência de 09 de novembro. O magistrado encarregado de fazer uma recomendação sobre o caso sublinhou então que “o cerne da questão é o calendário das ações“, visto que “hoje existe uma emergência climática”.
E considerou que os compromissos de França, no âmbito do Acordo de Paris, da legislação europeia ou da nacional não podem ter “um objetivo puramente programático mas sim muito vinculativo”.
O Governo francês não reagiu de imediato, mas no final da audiência de 09 de novembro, o Ministério da Transição Ecológica disse à agência de notícias AFP que, em caso de decisão solicitando justificação das suas ações, estaria “totalmente disponível”.
“Temos coisas a defender”, nomeadamente ao nível das ações de descarbonização“, indicou uma fonte do gabinete da ministra da Transição Ecológica, Bárbara Pompili.
O arcebispo de Los Angeles (Califórnia), Jose Gomez, disse na terça-feira, perto do encerramento de uma conferência organizada anualmente pelo bispado dos EUA, que a posição favorável de Biden em relação ao aborto, coloca a Igreja numa “situação difícil e complexa”.
Os católicos dos Estados Unidos da América (EUA) estão divididos em relação ao apoio ao Presidente eleito, o democrata Joe Biden, por considerarem que os católicos praticantes têm de ser obrigatoriamente contra o aborto.
O arcebispo de Los Angeles (Califórnia), Jose Gomez, disse na terça-feira, perto do encerramento de uma conferência organizada anualmente pelo bispado dos EUA, que a posição favorável de Biden em relação ao aborto, coloca a Igreja numa “situação difícil e complexa”.
Este dilema, prosseguiu o também presidente desta conferência, vai ser debatido por um grupo de trabalho composto por vários sacerdotes.
Vários especialistas consultados pela Associated Press (AP) acreditam que este grupo vai deliberar sobre se Joe Biden, que é um católico praticante, poderá continuar a celebrar a comunhão devido à sua posição favorável ao aborto.
Vários ativistas católicos contra o aborto esperam que o bispado norte-americano converta estas palavras em ações, para mostrar que quaisquer políticos católicos que sejam favoráveis ao aborto estão contra as doutrinas da Igreja.
A agenda política de Biden é, por isso, “incompatível com a posição católica sobre o aborto e a proteção de vidas humanas inocentes”, considerou a presidente da Susan B. Anthony List, Marjorie Dannenfelser, um dos maiores grupos contra o aborto.
Contudo, outros grupos de católicos criticaram a posição do bispado norte-americano, advertindo para a criação de um potencial conflito com o Presidente eleito poucos dias depois de Biden ter sido felicitado pelo Papa Francisco.
Da conversa entre o futuro chefe de Estado norte-americano e o sumo pontífice saiu o compromisso de um trabalho em conjunto contra as alterações climáticas, a pobreza e os problemas que os migrantes enfrentam.
A conferência episcopal dos EUA “não consegue simplesmente abraçar a ideia de empenhamento e boa vontade que o Papa Francisco pediu”, considerou o diretor da Fordham University Center on Religion and Culture, David Gibson.
“O facto de o Papa ter ligado a Biden para o congratular e discutido o trabalho em conjunto enquanto os bispos norte-americanos encheram a sua reunião com planos para combater o próximo Presidente diz tudo”, acrescentou Gibson.
A opinião do diretor da Fordham University Center on Religion and Culture é partilhada por Natalia Imperatori-Lee, docente de estudos religiosos na Universidade de Manhattan, em Nova Iorque, que considera que os bispos norte-americanos “decidiram continuar a cultura da guerra ao aborto para criar” fações na “igreja e na sociedade”.
O arcebispo de Los Angeles e presidente da conferência episcopal norte-americana já tinha felicitado Biden pela vitória nas presidenciais de 03 de novembro, enaltecendo também as posições do democrata em matérias como, por exemplo, a imigração, a justiça racial ou as alterações climáticas.
Contudo, a mensagem de Jose Gomez a felicitar Biden foi mal-encarada por elementos mais conservadores do bispado norte-americano, que criticou a mensagem simplesmente porque Biden é a favor do aborto.
“O Presidente eleito dá-nos boas razões para acharmos que vamos apoiar boas políticas”, explicita uma declaração da conferência episcopal lida por Gomez, que acrescenta, no entanto, que algumas dessas políticas “enfraquecem a prioridade da eliminação do aborto”.
O “homem voador” francês Vincent Reffet, conhecido pelas suas impressionantes peripécias em “base jumping” e “wingsuit”, bem como por voar no traje do “homem jato”, morreu aos 36 anos num acidente durante um treino no Dubai.
A notícia foi avançada pela empresa Jetman Dubai, para a qual trabalhava, que explicou que as circunstâncias do acidente estão a ser investigadas.
Reffet era um dos três pilotos da equipa “Jetman”, conhecido por voar com um conjunto de asas rígidas equipadas de mini-jatos ao lado dos aviões da Patrulha de França, por ter entrado num avião em pleno voo em 2017, saltar dos 828 metros da mais alta torre do mundo, a Burj Khalifa no Dubai, voar ao lado de um A380 da companhia Emirates ou atravessar, juntamente com outro “Jetman”, Fred Fugen, a famosa Ponte do Céu, junto ao Monte Tianmen, na China, no fim de 2019.
O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, disse que está determinado a impedir uma crise da dívida, prometendo medidas para controlar a subida da dívida pública na economia mais industrializada da África subsaariana.
“Estou certo que vamos conseguir fazer descer os nosso níveis de dívida e evitar aquilo a que se poderia chamar uma crise da dívida porque estamos focados”, garantiu o chefe de Estado, que acumula também a presidência rotativa da União Africana, numa entrevista à televisão da Bloomberg, à margem de um fórum sobre investimento que decorreu na quarta-feira em Joanesburgo.
“Um país que precisa de crescer precisa de reduzir a sua dívida”, apontou o chefe de Estado na entrevista, repetindo os alertas feitos pelo ministro das Finanças sobre a insustentabilidade do nível de endividamento a necessidade de achatar a curva de crescimento, em que o rácio da dívida sobre o PIB está previsto subir para 95,3% do PIB até 2026.
O aumento da dívida pública é uma consequência não só das medidas de combate à pandemia de covid-19, mas também veio agravar algumas fragilidades já existentes, em países como a África do Sul, Angola ou Zâmbia, que foi o primeiro país a entrar em Incumprimento Financeiro em contexto de pandemia.
Duramente afetada pela pandemia, a África do Sul conseguiu, na conferência, atrair cerca de seis mil milhões de euros, em particular nos setoresafetados pela crise económica provocada por aquela, anunciou Cyril Ramaphosa, que admitiu que a pandemia deixou a economia sul-africana “gravemente afetada” e com uma taxa de desemprego em níveis recorde.
Segundo a agência de estatísticas do país (StatsSA), o país mais industrializado do continente viu o seu produto interno bruto (PIB) cair 51% no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2019, e o Governo prevê uma recessão de 7,2% do PIB este ano.
Durante a primeira conferência sobre o investimento, em 2018, Ramaphosa fixara como objetivo atrair 65,5 mil milhões de euros em cinco anos.
Este mesmo montante de investimento é a meta para os próximos cinco anos e foi formulada na Conferência de Investimento Sul-africana que, promovida pelo Governo, decorreu em Joanesburgo com a presença física de cerca de 175 delegados e mais de mil registados, que acompanham o evento online.
“Participam porque acreditam na história da África do Sul, que é uma história de renovação, uma história de um país que não apenas se ergue da devastação do coronavírus, mas é um país determinado a avançar, a crescer, a criar empregos e a proporcionar ao seu povo uma vida melhor”, afirmou Ramaphosa, num discurso proferido no fórum.
A conferência deste ano corresponde à terceira edição do evento anual e surge num momento-chave, quando o governo sul-africano procura lançar bases para a reconstrução da segunda maior economia de África.
O contexto em que decorre é também relevante por acontecer nas vésperas da entrada em vigor do Acordo de Comércio Livre do Continente Africano (AfCFTA, na sigla em inglês), prevista para janeiro, na sequência do atraso imposto este ano pela pandemia de covid-19.
“O continente africano está no limiar de uma nova era”, sublinhou Ramaphosa, antes de recordar que a futura maior região do mundo sem barreiras comerciais inclui um mercado de cerca de 1,3 mil milhões de pessoas e um produto interno bruto (PIB) combinado de cerca de 2,3 biliões de dólares (quase 1,95 biliões de euros).
O continente africano ultrapassou hoje a barreira dos dois milhões de infetados com o novo coronavírus, com a covid-19 a causar 48.408 mortos, informou o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (CDCÁfrica).
Desde que a primeira infeção continental foi detetada a 14 de fevereiro no Egito, os 55 estados membros da União Africana acumularam 2.013.388 casos. Destes, 1.703.498 pacientes recuperaram.
O epicentro continental da pandemia continua a ser a África do Sul, com 757.144 casos e 20.556 mortes, de acordo com os últimos dados oficiais.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.339.130 mortos resultantes de mais de 55,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O continente africano ultrapassou ontem (19) a barreira dos dois milhões de infetados com o novo coronavírus, com a covid-19 a causar 48.408 mortos, informou o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (CDC África).
Desde que a primeira infeção continental foi detetada a 14 de fevereiro no Egito, os 55 estados membros da União Africana acumularam 2.013.388 casos. Destes, 1.703.498 pacientes recuperaram.
A África é responsável por pouco menos de 4% das infeções comunicadas em todo o mundo, um número que muitos especialistas acreditam não representar o impacto real da pandemia no continente, onde apenas mais de 19 milhões de testes foram feitos para uma população global de cerca de 1,3 mil milhões de pessoas.
Contudo, África, pelo menos de acordo com dados oficiais, escapou até agora ao mesmo efeito catastrófico do novo coronavírus noutras áreas do mundo, tais como na Europa ou no continente americano.
Esta é uma circunstância que muitos peritos atribuem a fatores como a sua população jovem, experiência em epidemias anteriores (ébola e malária, por exemplo), a sua menor interligação e a possibilidade de gozar de alguma imunidade a outras estirpes de coronavírus.
O epicentro continental da pandemia continua a ser a África do Sul, com 757.144 casos e 20.556 mortes, de acordo com os últimos dados oficiais.
O CDC de África tem vindo a alertar nas últimas semanas para as consequências de uma segunda vaga da doença.
Uma segunda vaga teria também um impacto económico devastador em África, onde o crescimento das infeções é acompanhado pelo relaxamento das medidas de contenção em muitos países, cujas economias entraram em colapso devido ao coronavírus.
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