Manchester City prepara ataque a Messi em janeiro
O Manchester City está preparado para atacar a contratação de Lionel Messi já na reabertura do mercado de transferências, em janeiro, noticia o jornal britânico The Sun.
O clube inglês já no verão tentou a contratação do argentino, que chegou a assumir publicamente o desejo de deixar o emblema catalão. Com o seu contrato a terminar no final da presente época, os citizens continuam na linha da frente para receber o jogador, esperando ao mesmo tempo que, com isso, possam também convencer Pep Guardiola a permanecer no clube, uma vez que o treinador catalão termina também contrato no verão de 2021.
O The Sun salienta que o facto de o Barcelona estar a debater-se com problemas financeiros poderá abrir espaço a uma negociação de Messi na janela de janeiro, com o Manchester City a acenar com 50 milhões de euros por um jogador que no verão pode sair do clube a custo zero.
Manchester United prepara ofensiva por Varane
A época 2020/2021 não chegou ainda a meio mas há já quem pense na temporada que se seguirá. Parece ser o caso do Manchester United.
Noticia o jornal Manchester Evening News que a próxima época está já a ser devidamente planificada em Old Trafford, nomeadamente no que ao reforço do plantel diz respeito.
E, segundo aquela publicação, um alvo está desde já identificado pelos red devils: Raphael Varane.
O central francês, 27 anos, é apontado como objetivo prioritário do Manchester United no próximo defeso, estando já na forja proposta para garantir o seu concurso junto do Real Madrid, clube ao qual está vinculado até final de 2021/2022.
Conflito na Etiópia está para durar e pode incendiar o Corno de África
Mais de 30 mil pessoas foram para o Sudão em fuga ao conflito destas últimas duas semanas. Ambos os lados, Etiópia e Tigray, reclamam a vitória, o que é um princípio de instabilidade garantido. A ONU alerta para uma crise humanitária certa.
Os líderes da região rebelde de Tigray recusaram-se esta quarta-feira a render-se às tropas federais. Em vez disso, reclamam vitória numa guerra capaz de inflamar a fricção étnica regional e desestabilizar ainda mais o Corno de África.
A Frente de Libertação Popular do Tigray (TPLF, na sigla inglesa) declarou estar a vencer “o inimigo” e que os seus cidadãos “nunca se ajoelharão”. Esta resposta veio um dia depois de as forças do Governo federal terem lançado ataques aéreos à capital do Tigray, Mekelle, e terem feito avançar tropas por terra, por ordem do primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed.
É praticamente impossível confirmar os números dado todas as comunicações estarem virtualmente bloqueadas, mas fala-se em centenas de mortos em ambos os lados, além do êxodo da população em direção ao vizinho a oeste, a República do Sudão.
Apesar das declarações de vitória por parte do líder do Tigray, Debretsion Gebremichael, o chefe do exército federal, Berhanu Jula, disse estarem a ganhar em todas as frentes e que as forças do Tigray estavam “em estado de desespero”.
ACHAS PARA A FOGUEIRA NACIONAL E REGIONAL
“Não é tarde demais para parar antes que a guerra saia fora do controlo”, defendia um artigo da organização não governamental de monitorização de situações de conflito International Crisis Group (ICG).
O ICG recomendava que todos os parceiros externos da Etiópia teriam de persuadir ambos os lados envolvidos a chegar a “um cessar fogo incondicional” e recomendava que, uma vez caladas as armas, a classe política feudal etíope deveria lançar um diálogo nacional de forma “a acabar com as divisões profundas que existem no país”, a começar pelo sistema federal do país.
Abiy Ahmed, vencedor do Nobel da Paz de 2019, afastou qualquer tentativa ou sugestão de conversações e insistiu na força quando parte dos militares etíopes estacionados na província do Tigray, no norte do país, na fronteira com a Eritreia, estão a tomar o partido do TPLF. Uma vez que esta organização política esteve no poder nos últimos 30 anos até 2018, é de pressupor que o confronto seja prolongado e violento.
O perigo é, num primeiro momento, prevalecente na Etiópia, que é o segundo país mais populoso de África com os seus 115 milhões de habitantes, mais ainda para a região do Corno de África, uma das mais instáveis do continente.
GUERRA ÉTNICA OU POLÍTICA?
Parte dos que fugiram para o Sudão disseram que as milícias de Amhara, o estado vizinho, os atacaram por causa da sua etnia, o que é negado pelo Governo de Abiy, reporta a Al-Jazeera.
“O Governo federal denuncia, nos termos mais fortes, a caracterização errónea que diz que esta operação tem carácter étnico ou outro”, afirmou em comunicado nesta quarta-feira.
O primeiro-ministro Abiy, de 44 anos, pertence ao grupo étnico mais numeroso no país, os Oromo, e é um antigo camarada militar do Tigray. Fez antes parte do mesmo Governo com eles, antes de assumir a chefia do Governo em 2018.
Por enquanto, e apesar da pressão internacional, Abiy insiste que só aceita negociações depois de o TPLF ser desarmado e os líderes do Tigray detidos.
Segundo a Al-Jazeera, diplomatas defendem não ser certo que as tropas federais sejam capazes de vencer rapidamente as forças do Tigray, que lutam em terreno montanhoso bem seu conhecido.
Homem veste-se de rato para manter distanciamento físico
Um homem disfarçou-se de rato para manter o sistanciamento físico ao viajar de metro em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América.
Jonothon Lyons é artista e, apesar de vestir este fato como parte do trabalho artístico, admite que o mesmo é bom para manter o distanciamento físico.
Numa altura em que todos tentamos conter a evolução da pandemia, Lyons também não esquece os cuidados que tem que ter e utiliza uma máscara cirúrgica por baixo do disfarce.
Nos vídeos que partilha na sua conta da rede social TikTok, Jonothon surge muitas vezes pelas ruas de Manhattan com uma fatia de pizza gigante.
O ‘Rato Amigo’, a personagem que criou, já existe há 10 anos. O primeiro vídeo que publicou no Youtube obteve mais de 70 mil visualizações.
Klinsmann aponta o que falta ao Tottenham de Mourinho para ser campeão
Jürgen Klinsmann apontou aquele que considera ser o ingrediente que falta ao Tottenham de José Mourinho para ser campeão na Premier League. O treinador alemão, que vestiu a camisola dos spurs entre as temporadas 1994/95 e 1998/99, considera que Mourinho e a equipa técnica vão incutir uma dose “maldade” para conseguir vencer o primeiro título de campeão inglês em 60 anos.
Recorde-se que o Tottenham regressa à competição, após a pausa imposta pelos compromissos das seleções, já no sábado diante do Manchester City.
Moçambique pede ajuda militar “sem hipocrisia”
Mirko Manzoni defende que a ajuda internacional deve auxiliar o exército moçambicano a cumprir as suas obrigações e não ocupar o seu lugar.
O representante do secretário-geral das Nações Unidas em Moçambique, Mirko Manzoni, considera que os parceiros do país devem fornecer-lhe ajuda militar para combater os rebeldes em Cabo Delgado, “sem hipocrisia”.
“Os doadores contribuem para o orçamento de Moçambique, seria mais sensato se ajudassem diretamente o exército moçambicano, sem hipocrisia”, referiu na terça-feira, em entrevista à edição online do jornal suíço Le Temps.
Manzoni, que até 2019 tinha sido embaixador da Suíça em Moçambique, sendo depois escolhido por António Guterres para acompanhar as negociações de paz entre Governo e oposição, fala nesta entrevista de outro dossiê, o da insurgência armada no norte do país.
O responsável disse que se opõe ao uso de mercenários, mas a situação é complexa: “a realidade no terreno deve fazer-nos refletir”.
“Quando se pede ajuda e ninguém mexe um dedo, é isso que acontece. Moçambique gasta fortunas com mercenários”, primeiro com russos do grupo Wagner e agora com uma empresa sul-africana, detalhou Manzoni, para depois fazer o apelo à ajuda direta dos doadores.
Mirko Manzoni diz que é preciso dar ouvidos à liderança do país lusófono.
“Oiçamos o apelo de Moçambique: a ajuda militar deve ser fornecida através da cooperação“, ou seja, “ajudar o exército moçambicano a cumprir as suas obrigações”, em vez de ocupar o seu lugar.
Diz ter noção de que tal ajuda não é bem vista entre os parceiros, que não querem “sujar as mãos”, mas “é uma ilusão querer desenvolver a província de Cabo Delgado sem primeiro haver segurança”, referiu.
A petrolífera francesa Total financia um serviço de segurança para proteger as suas instalações de exploração de gás natural, em construção na região, “mas esse esforço é muito modesto”.
Moçambique precisaria de blindados, camiões de transporte de pessoal, drones (aeronaves autónomas) de vigilância e lanchas rápidas para controlar as costas”.
O representante de Guterres em Moçambique diz que a situação em Cabo Delgado lhe faz lembrar a ameaça jihadista de 2012 no Mali, mas opõe-se a uma intervenção internacional no norte de Moçambique.
Google vai ter serviço para abrir contas bancárias em 2021
A Google anunciou hoje que vai ser possível abrir em 2021, uma conta à ordem através da Google Pay, na mesma altura em que a empresa está a ser acusada de concorrência desleal pelo Governo dos Estado Unidos.
O serviço financeiro Google Pay, cuja versão mais recente está disponível a partir de hoje nos Estados Unidos da América (EUA), permite efetuar várias operações, mas a possibilidade de abrir uma conta à ordem, por exemplo, apenas vai estar disponível no próximo ano, dá conta um comunicado da gigante tecnológica norte-americana.
A opção “pagar” da ‘app’ vai permitir fazer pagamentos ou transferências imediatas para os contactos, à semelhança de outras aplicações para smartphone, como, por exemplo, o MB WAY, em Portugal.
Já a opção “explorar” vai ser utilizada para fornecer promoções aos utilizadores de outros serviços da Google, enquanto a “insights” (“conhecimento”, em português) permite consultar as finanças pessoais de um modo geral.
A tecnológica norte-americana pretende “fazer dinheiro de uma maneira simples, segura e útil”, acrescenta a nota, citada pela agência France-Presse (AFP).
A ‘carteira digital’ está disponível desde 2018 e já é utilizada por mais de 150 milhões de pessoas em 30 países.
O The Wall Street Journal indicou que a Google estabeleceu uma parceria com o banco norte-americano Citibank e uma cooperativa de crédito da Universidade de Stanford.
O anúncio ocorre na mesma altura em que as autoridades norte-americanas anunciaram o processo contra a Google por possíveis abusos de posição dominante.
O Departamento da Justiça lançou uma ação legal contra a empresa em outubro, baseando a acusação no modelo de negócios da empresa.
Washington acusa a tecnológica de Silicon Valley de violar as leis da concorrência e de reforçar o monopólio das pesquisas na ‘web’ e de publicidade de forma ilegal, através dos vários serviços que fornece, como, por exemplo, o Gmail, o Maps, entre outras.
À semelhança da Google, também o Facebook, a Apple e a Amazon investiram em serviços financeiros.
A rede social cofundada por Mark Zuckerberg, por exemplo, lançou no ano passado o Facebook Pay, que permite pagar produtos adquiridos diretamente através do Facebook ou no Instagram, ou até pedir e enviar dinheiro através do Messenger.
Contudo, todos estes serviços estão a gerar preocupação dentro de vários grupos de ativismo, que receiam a recolha ilícita de dados dos utilizadores.
Governo diz que dívida pública de Moçambique equivale a 12.370 milhões
A dívida pública de Moçambique ascende a 12.370 milhões de dólares disse na quarta-feira (18), o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, no parlamento.
Uma parcela de 16% daquele valor (cerca de 2.000 milhões de dólares, 1.700 milhões de euros) é devida à China, acrescentou.
Adriano Maleiane respondia a questões da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, sobre a dívida à China.
A quase totalidade da dívida à China, num montante de 1.970 milhões de dólares (1.660 milhões de euros) é devida ao Exim Bank Chinês e foi empregue sobretudo para a construção de estradas e pontes, incluindo a via circular de Maputo, a ponte suspensa sobre a Baía de Maputo e as estradas a sul.
O ministro da Economia e Finanças não prevê dificuldades de reembolso, aludindo às portagens que são pagas, referindo que, no longo prazo, as vias vão pagar-se a si próprias, mas sem detalhar as contas e o tráfego existente.
Do total de 12.370 milhões de dólares da dívida pública, 9.850 milhões (8.300 milhões de euros) são dívida externa e o restante é dívida interna, obtida por meio de títulos do tesouro com juros elevados.
Uma parte de 44% da dívida externa, ou seja, 4.350 milhões de dólares (3.670 milhões de euros) foram emprestados por instituições multilaterais como o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).
As dívidas das empresas Proindicus e MAM (Mozambique Asset Management) ligadas às chamadas “dívidas ocultas” do Estado foram excluídas da dívida pública, referiu o ministro.
Moçambique acionou em tribunais de Londres processos contra o Credit Suisse e o banco russo VTB com vista à nulidade de ambos os empréstimos, recordou Maleiane, tendo em conta o esquema fraudulento sob investigação e que terá estado na sua base – envolvendo figuras moçambicanas, banqueiros e o estaleiro naval Privinvest.
Das dívidas não declaradas de 2.200 milhões de dólares (1.850 milhões de euros), Moçambique honrou apenas o empréstimo original de 850 milhões de dólares (716 milhões de euros) à Ematum, uma vez que foi convertido em ‘eurobonds’, títulos soberanos.
Maleiane afirmou ainda que as relações atuais de Moçambique com o Fundo Monetário Internacional (FMI) são “excelentes”.
“O FMI poderia ter-nos punido por declaração incorreta”, por ocultar a verdade sobre a dívida de Moçambique, em 2016, quando o escândalo das “dívidas ocultas” foi revelado, referiu hoje o ministro.
Mas as medidas foram mais simples, passando pela suspensão do seu programa com Moçambique, realçou.
“O país tem feito tudo para merecer a confiança de seus parceiros”, reiterou.
Analistas questionam posicionamento de Nyusi sobre negociações com insurgentes
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, de forma reiterada, tem afirmado estar aberto a dialogar com os insurgentes que aterrorizam a província de Cabo Delgado, mas não tem como fazê-lo porque eles não dão a cara.
Analistas, no entanto, rejeitam o argumento e criticam os serviços de inteligência por não fazerem o seu trabalho.
Para o pesquisador do Centro de Integridade Pública (CIP), Borges Namire, este argumento não é convicente porque alguns dirigentes de mesquitas em Cabo Delgado conhecem algumas das pessoas que lideram os atacantes.
“Para além disso”, realçou Namire, “eu não sei que trabalho é que os Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE), fizeram com as irmãs missionárias que haviam sido raptadas pelos insurgentes”.
Ele lembra que “duas freiras da paróquia de Mocímboa da Praia estiveram nas mãos dos terroristas durante aproximadamente 24 dias, mas depois foram postas em liberdade”.
Para Nhamire, “este pode ser um canal de aproximação para diálogo porque as freiras podem conhecer algumas pessoas que possam indicar a liderança dos terroristas”.
Serviços Inteligência “ao serviço da Frelimo”
Por seu lado, o político Raúl Domingos diz que o trabalho de inteligência não é feito porque “os Serviços de Informação e Segurança do Estado , estão apenas para defender os interesses da Frelimo”.
O académico João Feijó, coordenador do Conselho Técnico do Observatório do Meio Rural, discorda da justificação de que não se sabe com negociar e defende que é preciso identificar quem são os líderes desses grupos.
Feijó adianta que ” há todo um trabalho de inteligência que deve ser feito, no sentido de identificação dos líderes desses grupos, há uma mensagem, frequentemente difundida, segundo a qual este movimento não tem rosto e não se sabe com quem negociar, se eles não são conhecidos é porque a inteligência não está a fazer o seu trabalho”.
“É preciso identificar esses indivíduos e abrir canais para ver quais são as suas reivindicações, e ver o que é que isso pode dar”, defende aquele académico.
A província de Cabo Delgado está a braços com ataques de insurgentes há três anos, e a estimativa de mortes é agora de duas mil pessoas, entre civis e militares.
Dados oficiais indicam haver, pelo menos, 435 mil deslocados internos devido a violência protagonizada por grupos, localmente conhecidos por al-shabab, que contam com alguma simpatia do Estado Islâmico, que já reivindicou vários ataques do grupo nos distritos do norte e centro de Cabo Delgado.
Nova onda de raptos inquieta empresários moçambicanos
Uma nova onda de raptos está a inquietar empresários nas principais cidades moçambicanas, e há receios de impacto negativo nos investimentos.
Os últimos casos incluem o rapto da filha de um empresário português, que posteriormente foi posta em liberdade mediante o pagamento de cerca de 50 mil dólares americanos; e no último sábado foi raptado, em plena luz do dia, um empresário da cidade da Beira, no centro da capital moçambicana, Maputo.
Na sequência, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), tal como na maioria de casos, veio a terreiro dar conta de estar no encalço dos raptores.
“Neste momento, o SERNIC está a trabalhar com base nas informações colhidas no local e não só; temos evidências ou indícios que nos possam permitir chegar até os autores desta ação criminosa”, disse o agente Hilário Lole.
Resposta deficiente
Desde 2011 que Moçambique tem visto crescer este tipo de crime, sem que haja uma resposta cabal das autoridades.
O Jornalista Alexandre Chiure, com base na sua investigação, disse que a tecnologia usada pela polícia moçambicana para perseguir os raptores é arcaica, e já foi apresentada uma solução tecnológica para apoiar a polícia, porém há resistência.
“Há uma tecnologia na Alemanha, nos Estados Unidos da América e também na África do Sul que permite rastear esse tipo de conversas [dos raptores e familiares dos raptados], e consta que houve essa apresentação; infelizmente as pessoas que tiveram acesso não mostraram simpatia com essa tecnologia, no que é encarado como resistência à mudanças”, disse Chiúre.
Empresários preocupados
Perante o cenário, o setor empresarial continua a queixar-se do impacto nefasto deste crime.
Paulo Oliveira, da CTA – Confederação Empresarial, disse que a insegurança tem retraído o investimento dos pequenos e médios empresários.
“Estes casos acontecem quase sempre com empresários ou suas famílias. Não nos esqueçamos que a nossa economia é feita de micro e pequenas empresas, não são as grandes empresas que vão criar a riqueza da classe média, porque essas estão protegidas, trazem os seus exércitos, blindam-se e ficam livres desta situação”, disse Oliveira.
Oliveira disse que a CTA quer colaborar com o Governo no combate aos raptos, porque “para nós é muito importante o tema da estabilidade e segurança”.
Milhares continuam a fugir da insurgência em Cabo Delgado
Os ataques de insurgentes nos distritos de Cabo Delgado, norte de Moçambique, continuam a provocar a fuga de milhares de pessoas para zonas consideradas seguras, dizem especialistas em ajuda humanitária.
Os ataques iniciaram em 2017 e já causaram, pelo menos, duas mil mortes, e a fuga de centenas de milhares. Os mentores, diz o Governo de Maputo, são aliados ao grupo Estado Islâmico, mas não são conhecidos os seus líderes ou motivações.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) disse que essa fuga é um desafio à capacidade do Governo e seus parceiros humanitários de responder com abrigo adequado, alimentos e outras formas de assistência.
De acordo com a IOM, na semana passada, mais de 33 mil pessoas mudaram dos distritos do norte de Cabo Delgado para os do sul, particularmente para a baia de Pemba, a capital. O número de pessoas deslocadas na área aumentou para mais de 355 mil, de 88 mil no início deste ano.
A OIM disse que, em cooperação com o Governo de Moçambique, está a fornecer assistência humanitária imediata, mas os recursos disponíveis não cobrem as extensas necessidades humanitárias das famílias que chegam sem nada.
Por outro lado, questões de segurança impedem esta organização de chegar a vários distritos do norte e da costa, onde milhares de pessoas precisam de ajuda.
Mulher acusada de matar filha adotiva encontrada sem vida na prisão
Rosario Porto foi condenada, juntamente com o marido, a 18 anos de prisão, pela morte da sua filha no município de Teo, junto a Santiago de Compostela. Contudo, a mulher negou desde sempre a sua participação na morte da filha adotiva.
Asunta Basterra foi encontrada no dia 22 de setembro de 2013, abandonada numa vala, com indícios de ter sido drogada e sufocada. Os pais foram, desde o início, os únicos suspeitos do crime, mas desde sempre alegaram inocência, uma vez que a criança, que era adotada, era tudo o que mais desejaram durante toda a sua vida e por isso diziam ser incapazes de a matar.
A mulher foi encontrada enforcada, por um funcionário da prisão, que deu o alerta para o 112. Rosario terá sido ainda sujeita a manobras de reanimação, mas já nada havia a fazer. Segundo o ABC.es, esta não seria a primeira vez que tentava pôr termo à vida.
Rosario Porto, advogada de profissão, já tinha servido sete anos da sua pena em três prisões diferentes.
Se estiver a sofrer com alguma doença mental, tiver pensamentos auto-destrutivos ou simplesmente necessitar de falar com alguém, deverá consultar um psiquiatra, psicólogo ou clínico geral. Poderá ainda contactar uma destas entidades:
China volta a detetar vírus em carne importada
As autoridades da capital da província de Shanxi afirmaram que três lotes de carne bovina importada do Brasil testaram positivo para o novo coronavírus. Na semana passada, o mesmo acontecera em Wuhan.
Uma análise realizada a embalagens de carne bovina congelada importada do Brasil, em Taiyuan, cidade do noroeste da China, deu positivo para o novo coronavírus, informou esta quarta-feira a Comissão de Saúde local.
Citadas pelo jornal Global Times, as autoridades da capital da província de Shanxi afirmaram que três lotes de carne bovina importada do Brasil testaram positivo para o novo coronavírus. A cidade isolou e testou o pessoal que teve contacto com a carga e desinfetou o local.
Também na semana passada, uma análise realizada em Wuhan, cidade do centro da China onde foram detetados os primeiros casos, a uma embalagem com carne congelada importada do Brasil deu positivo para o novo coronavírus. As amostras faziam parte de um total de 27 toneladas de carne importada do Brasil que saíram do porto de Santos, no estado de São Paulo.
Estes dois casos recentes juntam-se a vários outros ocorridos nos últimos meses. No início deste mês, as autoridades disseram ter detetado o novo coronavírus na embalagem de um lote de carne de porco congelada, na cidade de Yantai, província de Shandong. A 13 de agosto, traços do novo coronavírus também foram encontrados na superfície de embalagens contendo asas de frango congeladas oriundas do país sul americano, na cidade de Shenzhen, junto a Hong Kong.
A China respondeu por 40% das exportações agrícolas brasileiras no primeiro semestre deste ano, um valor recorde de 20,5 mil milhões de dólares (17,3 mil milhões de euros), segundo dados do Ministério da Agricultura do Brasil.
Furacão Iota devasta arquipélago colombiano
O trajeto do furacão Iota pela América Central fez, pelo menos, nove mortos, dois dos quais no arquipélago colombiano de San Andrés e Providencia. Antes de chegar às Honduras como tempestade tropical, o furacão de categoria 5, a mais elevada, trouxe ventos na ordem dos 260 quilómetros por hora.
O governo colombiano mobilizou uma vasta operação humanitária. Segundo o presidente, Iván Duque, 98% das infraestruturas da ilha de Providencia sofreram danos graves.
Duque, que se deslocou entretanto para o arquipélago sinistrado nas Caraíbas, anunciou o envio de um navio de guerra com 15 toneladas de alimentos, material médico, entre outros, e cerca de duas centenas de militares.
A passagem do Iota pela Nicarágua deixou dezenas de milhares de desalojados. Várias localidades ficaram isoladas por inundações e deslizamentos de terra e algumas encontram-se agora sem eletricidade, nem água potável.
Só este ano, já houve 30 furacões e tempestades tropicais no Atlântico, um número inédito.
Covid-19. A corrida ao papel higiénico regressou aos Estados Unidos
A notícia é avançada pela Associated Press (AP), que dá conta de que a cadeia de supermercados Walmart, uma das maiores dos Estados Unidos da América (EUA), está com dificuldade em responder à elevada procura de produtos de higiene.
Já a Kroger e a Publix estão a limitar a quantidade de papel higiénico e de lenços de papel que os norte-americanos podem comprar depois de um enorme aumento da procura. A Amazon anunciou que tinha esgotado o stock de toalhitas desinfetantes e de lenços de papel.
Esta falta de produtos em supermercados é reminiscência do que aconteceu em março, quando a pandemia começou e milhões de pessoas ficaram confinadas nas habitações, fenómeno que ficou conhecido como o “Grande Confinamento”.
Contudo o presidente da Associação de Marcas de Consumo dos EUA, Geoff Freeman, disse que não espera que, desta vez, suceda o que aconteceu no início do ano, uma vez que os confinamentos são mais localizados e a maioria da população está mais bem preparada.
“Um consumidor mais bem informado, combinado com um produtor melhor informado e ainda um vendedor mais bem informado, deverá proporcionar que todos tenhamos um maior sentido para assegurar que conseguimos acompanhar este aumento da procura”, sustentou Freeman.
O papel higiénico lidera no número de produtos cujo stock começa a ser limitado: 21% das prateleiras estão vazias a nível nacional, um novo máximo de acordo com uma investigação feita ao mercado no último mês, pela IRI, uma empresa de informações sobre recursos e análise de mercados.
Os produtos de higiene e limpeza mantiveram o valor de 16%, quando antes da pandemia o máximo que estes valores aumentavam era entre 5% e 7%.
Contribuindo para esta escassez de produtos está a diminuição em 10% da força laboral envolvida na produção destes itens, por terem testado positivo à presença do novo coronavírus ou por terem estado em contacto com alguém que estava infetado.
A escassez de horários para entrega de produtos de supermercado também está a afetar o quotidiano dos norte-americanos, tal como aconteceu, em março e abril, em Portugal.
A Walmart, apesar de recear a escassez de produtos, diz que poderá corresponder à procura crescente durante esta segunda vaga da pandemia. A Amazon anunciou que já estava em contacto com os fornecedores para repor o stock dos produtos em falta
Organização Mundial da Saúde decreta fim de epidemia de Ébola na RD Congo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou na quarta-feira (19) o fim da epidemia de Ébola declarada em 1 de junho no noroeste da República Democrática do Congo (RDC), que provocou 55 mortes no país.
Esta epidemia, que afetou a província de Équateur e é a décima primeira na RDC, causou 130 casos (119 confirmados e 11 suspeitos). Cinquenta e cinco pessoas morreram e 75 conseguiram curar-se, de acordo com um comunicado divulgado hoje pelo escritório regional da OMS para a África.
Em Kinshasa, o ministro da Saúde congolês, Eteni Longondo, também confirmou o fim da epidemia.
A epidemia foi dada como terminada após 42 dias desde que o último paciente testou negativo pela primeira vez e nenhum novo caso positivo apareceu desde então, cumprindo o critério para declarar a conclusão deste tipo de surto.
“Superar um dos patógenos mais perigosos do mundo em comunidades remotas e difíceis de alcançar mostra o que é possível quando a ciência e a solidariedade se unem”, disse a diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti.
Mais de 40.000 pessoas de alto risco foram vacinadas.
Os especialistas armazenaram as vacinas através de um método inovador em cadeia de frio para mantê-las em temperaturas baixas, próximo a -80 graus Celsius.
Os congeladores ARKTEK, que podem manter as vacinas em temperaturas muito baixas por até uma semana, permitiram que especialistas vacinassem pessoas em comunidades sem eletricidade na província de Équateur, segundo a OMS.
“A tecnologia usada para manter a vacina contra o Ébola em temperaturas extremamente baixas será útil quando uma vacina contra a covid-19 for trazida para a África”, enfatizou Moeti.
“Lidar com o Ébola em paralelo com a covid-19 não foi fácil, mas muito da experiência que ganhamos com uma doença pode ser transferida para outra, sublinhando a importância de investir na preparação para emergências e treino local”, acrescentou a médica do Botswana.
A província de Équateur sofreu a nona pandemia do vírus Ébola entre maio e julho de 2018, quando foram registados 54 casos, incluindo 33 mortes e 21 pessoas curadas.
As autoridades congolesas declararam em 25 de junho o fim da décima, que devastou três províncias do Nordeste do país (Kivu do Norte, Kivu do Sul e Ituri) desde 1 de agosto de 2018, com saldo de 3.463 casos, 2.280 mortes e 1.171 sobreviventes, de acordo com os últimos dados divulgados pela OMS.
Esta epidemia foi a pior da história da RDCongo e a segunda mais grave do mundo, depois da que devastou a África Ocidental de 2014 a 2016, na qual morreram 11.300 pessoas e ocorreram mais de 28.500 casos, embora esses números – segundo a OMS – possam ser mais altos.
A décima primeira epidemia “foi muito diferente de seu anterior: progrediu em baixa intensidade, gerou pequenos surtos em áreas isoladas e caracterizou-se, acima de tudo, por ter uma taxa de mortalidade mais baixa”, disse a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) num comunicado.
Guyguy Manangama, responsável da MSF pela resposta à epidemia de Ébola na província de Équateur, explicou que essa letalidade mais baixa pode ser devido à existência de “algum tipo de imunidade natural entre as pessoas na província, já que esta região já experimentou anteriormente surtos de Ébola”.
A doença do Ébola, descoberta na República Democrática do Congo em 1976 – então chamada de Zaire – é transmitida pelo contacto direto com o sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infetados.
A febre causa sangramento intenso e pode atingir uma taxa de mortalidade de 90%. Os seus primeiros sintomas são febre alta repentina, fraqueza intensa e dores musculares, de cabeça e garganta, além de vómitos.
Reino Unido vai proibir venda de automóveis a diesel e gasolina a partir de 2030
Os veículos híbridos capazes de percorrer “distâncias significativas sem emitir dióxido de carbono” vão continuar à venda até 2035. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou na quarta-feira (18) que o Reino Unido vai proibir a venda de automóveis e furgonetas com motores diesel e a gasolina a partir de 2030, dez anos mais cedo do que o previsto.
Os veículos híbridos capazes de percorrer “distâncias significativas sem emitir dióxido de carbono” vão continuar à venda até 2035, avançou o governo em comunicado.
O Executivo de Boris Johnson prevê investir 1,3 mil milhões de libras (1,45 mil milhões de euros) em acelerar a expansão de pontos de carregamento elétrico.
A medida é parte de um pano ambiental, cujos detalhes vão ser divulgados hoje, com o qual Johnson quer “criar e apoiar” 250 mil empregos no Reino Unido, que em 2021 vai receber em Glasgow a 26.ª Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas sobre o Clima, a designada COP26.
Presidente da República diz-se aberto a receber “qualquer tipo de apoio”
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, mostrou-se na quarta-feira (18), aberto a “qualquer tipo de apoio” no combate à violência armada em Cabo Delgado (norte de Moçambique), reiterando que é importante que se juntem “sinergias” para travar os conflitos.
Filipe Nyusi falava durante uma cerimónia de encerramento de cursos militares no Instituto Superior de Estudos de Defesa Tenente-General Armando Emílio Guebuza (Isedef), em Maputo.
O chefe de Estado disse ainda que é importante que se unam sinergias no combate aos conflitos no norte do país, considerando que “o terrorismo não se combate unilateralmente”.
“Temos estado a trabalhar bilateralmente com os países da Europa, América, Ásia e África, incluindo os da região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, havendo sinais e atos concretos que estão a decorrer nesse aspeto”, referiu.
A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Verónica Macamo, escreveu, a 16 de setembro, um ofício ao alto representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell, a pedir apoio na logística e no treino especializado das forças governamentais para travar as incursões armadas em Cabo Delgado.
Em 09 de outubro, a UE enviou uma carta confirmando o apoio, tendo sido anunciado hoje um aprofundamento de discussões sobre a ajuda, dois meses depois do pedido formal moçambicano.
A violência armada em Cabo Delgado dura há três anos e está a provocar uma crise humanitária com cerca de 2.000 mortes e 435.000 pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos suficientes – concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
Arábia Saudita condena violência armada em Cabo Delgado
O ministro para os Assuntos Africanos saudita, Ahmad Qattan, condenou os ataques armados em Cabo Delgado, norte de Moçambique, manifestando abertura do seu país para apoiar Moçambique na assistência humanitária.
“O terrorismo não tem religião e a Arábia Saudita condena as ações terroristas de que Moçambique está a ser alvo. E nega, por completo, estas ações extremistas”, declarou Ahmad Qattan.
O responsável falava após uma reunião com o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, no âmbito de uma visita de dois dias que realiza a Moçambique desde terça-feira.
Para Ahmad Qattan, os ataques armados protagonizados por grupos classificados pelas autoridades como terroristas não tem justificação.
“São ações que vão contra os princípios de todas as religiões a nível internacional”, frisou Ahmad Qattan, manifestando a abertura da Arábia Saudita para apoiar Moçambique na assistência às populações deslocadas.
A violência armada em Cabo Delgado dura há três anos e está a provocar uma crise humanitária com cerca de 2.000 mortes e 500.000 pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos suficientes – concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
Além do chefe de Estado moçambicano, em Maputo, Ahmad Qattan manteve também um encontro com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel José Gonçalves, no âmbito de uma visita que se enquadrou no “reforço dos laços de amizade e cooperação existentes entre os dois países”, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros moçambicano.























