O Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), diz ser “muito problemático o enorme entusiasmo com que o Fundo Monetário Internacional (FMI), empresta dinheiro a Moçambique, numa altura em que Maputo afirma ter “excelentes” relações com aquela instituição financeira.

O ministro moçambicano da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, disse esta quarta-feira, 18, que Moçambique tem excelentes relações com o FMI, por “ter prestado todos os esclarecimentos sobre as dívidas ocultas”.

Aquele governante disse que “o país está bem com o Fundo Monetário Internacional; podiamos ter sido castigados, mas não fomos porque demos toda a informação que era necessária para atualizar esta dívida, e a partir daquele momento, o nosso relacionamento tem sido excelente”.Refira-se que na sequência da descoberta dessas dívidas, o FMI e outros parceiros internacionais, suspenderam o apoio direto ao Orçamento de Estado moçambicano.

Aumento da dívida

Entretanto, o diretor do Centro do CDD, Adriano Nuvunga, diz ser problemático o posicionamento do FMI relativamente a Moçambique, porque “a questão das dívidas ocultas ainda não está totalmente esclarecida”.

Nuvunga disse que dada a falta de transparência, os empréstimos do FMI a Moçambique vão aumentar a dívida pública do país, tendo-se referido, em particular, aos cerca de 160 milhões de dólares que o Fundo Monetário Internacional anunciou, recentemente, estarem disponíveis para as pequenas e médias empresas.

“Esse dinheiro vai aumentar a dívida pública do país, que foi contraída em situação totalmente de corrupção e má governação. Esse dinheiro, tal como os outros dinheiros do passado, será distribuido por empresas consumistas e não por empresas dedicadas à produção”, acusou o diretor do CDD.