Quatro meses após a divulgação de informações que levantaram sérias preocupações acerca da compra de aviões considerados obsoletos pelas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), o Tribunal Administrativo não emitiu qualquer pronúncia sobre o caso, gerando inquietação entre cidadãos e especialistas do sector.
A aquisição dos referidos aparelhos, alegadamente feita sem a devida transparência e com indícios de irregularidades, suscitou um vasto debate na opinião pública. Críticos apontam para os riscos associados ao investimento em aeronaves que não atendem aos padrões modernos de segurança e eficiência operacional, o que poderá comprometer não só a saúde financeira da companhia, mas também a segurança dos passageiros.
Entidades fiscalizadoras e órgãos de comunicação social têm solicitado, incessantemente, esclarecimentos sobre o andamento das investigações e eventuais acções que podem ser levadas a cabo pelo Tribunal. Contudo, até ao presente momento, a instituição não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias, levantando mais questões sobre a eficácia dos mecanismos de supervisão e responsabilização em processos que envolvem recursos públicos.
Os stakeholders do sector da aviação expressam a necessidade urgente de que o Tribunal Administrativo tome medidas concretas para esclarecer a situação, uma vez que a confiança na companhia aérea nacional e na capacidade regulatória das instituições públicas hangs em jogo.
A expectativa é que nas próximas semanas haja uma resposta por parte do Tribunal, permitindo que questões cruciais relativas à gestão e à segurança da LAM sejam devidamente abordadas.














