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Onda de protestos em França fecha 891 escolas e intensifica confrontos com a polícia


Estudantes e professores saíram massivamente às ruas em diversas cidades francesas intensificando a vaga de manifestações que se arrasta desde Setembro contra a precariedade no sistema educativo.

Os protestos foram marcados por confrontos com a polícia e pelo incêndio de barricadas em vários pontos do país.

Segundo os dados mais recentes do Ministério da Educação de França, as aulas foram suspensas em pelo menos 891 estabelecimentos de ensino, embora o Sindicato dos Estudantes do Ensino Médio afirme que o número de escolas encerradas atinge as 1.800.

O Ministério do Interior francês contabilizou mais de 86 mil participantes nos protestos durante o período da manhã, com milhares de pessoas a concentrarem-se também no centro de Paris durante a tarde, dirigindo críticas directas ao Presidente Emmanuel Macron.

Escalada de violência e vários feridos

O movimento de contestação, que iniciou em Setembro nos subúrbios de Paris, alastrou-se rapidamente a mais de 30 cidades francesas, incluindo grandes centros urbanos como Marselha, Nantes, Toulouse, Lyon e Rennes.

O que começou como uma vaga de manifestações pacíficas degenerou em episódios de vandalismo e violência policial. Segundo estimativas das autoridades governamentais, o saldo de feridos inclui:

  • 215 estudantes;
  • 85 professores e funcionários escolares;
  • 715 agentes policiais.

Entre os casos mais graves registados, um jovem de 15 anos perdeu uma mão devido à explosão de uma granada durante os protestos na cidade de Lens, no norte do país.

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