Moçambique e Tanzânia intensificam a sua colaboração no sector da Defesa e Segurança, numa altura em que os desafios transfronteiriços exigem uma articulação mais estreita entre os dois países.
A revitalização da cooperação bilateral iniciou em Dar es Salaam, com a realização da Reunião de Peritos da VII Sessão da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança (CCPDS).
Esta reunião, que antecede um encontro ministerial agendado para quarta-feira, serve para avaliar as decisões tomadas na última sessão da CCPDS, que ocorreu em Maputo em Julho de 2025, e para definir respostas conjuntas aos problemas que afligem tanto Moçambique como a Tanzânia, assim como a região em geral.
A sessão inaugural foi presidida pelo Secretário Permanente do Ministério da Defesa e Serviço Cívico da República Unida da Tanzânia, Faraj Kasidi Mnyéep, e co-presidida pelo seu homólogo moçambicano, Casimiro Augusto Mueio. Ambos os países estão empenhados em transformar a CCPDS num instrumento eficaz de coordenação face a desafios de segurança que ultrapassam as suas fronteiras.
Na abertura dos trabalhos, Mueio defendeu uma abordagem que privilegie discussões francas e abertas, sublinhando a importância de maximizar as capacidades e experiências dos participantes para encontrar soluções comuns na defesa dos interesses de ambas as nações. O dirigente moçambicano enfatizou que os resultados desta reunião devem servir para aprofundar os laços de amizade e cooperação entre Maputo e Dodoma, assim como para reforçar a coordenação bilateral em resposta aos desafios de segurança que afectam os dois países e o espaço regional.
A realização do encontro em Dar es Salaam é particularmente relevante, pois está inserida numa estratégia de consolidação de mecanismos de resposta conjunta e de troca de experiências entre as estruturas de Defesa e Segurança de Moçambique e Tanzânia. Os trabalhos dos peritos visam preparar o terreno para a Reunião Ministerial da VII Sessão da CCPDS, agendada para o dia 7 de Outubro, sob a direcção dos Ministros da Defesa de ambos os países.
A expectativa recai sobre a avaliação dos progressos alcançados e a atribuição de um novo impulso à cooperação bilateral em matéria de Defesa e Segurança, num cenário regional que requer respostas coordenadas e uma maior articulação entre os países vizinhos.
















