Uma mulher foi detida pelas autoridades no município de Marracuene, província de Maputo, sob a acusação de ter tirado a vida ao seu filho recém-nascido e de o ter enterrado clandestinamente na campa da sua falecida mãe.
O acto foi realizado sem o conhecimento das autoridades ou da comunidade local.
Segundo declarações do secretário do bairro prestadas à Miramar, a mulher deu à luz uma criança saudável numa maternidade local. Após receber alta médica e por se encontrar desacompanhada, enviou uma mensagem a uma vizinha solicitando transporte de regresso a casa.
No dia seguinte ao parto, a acusada informou a mesma vizinha de que o bebé teria falecido durante a madrugada e que ela própria se tinha encarregado de efectuar o sepultamento, num cemitério residencial, colocando o corpo na mesma campa onde jaz a sua mãe.
Diante da estranheza da versão apresentada, as estruturas do bairro denunciaram o caso às forças policiais. Agentes da polícia deslocaram-se ao local indicado, onde confirmaram a existência de indícios de escavação recente na sepultura mencionada.
A Polícia deu início às diligências para apurar as circunstâncias exactas da morte do recém-nascido e determinar a motivação do crime. Entre os moradores do bairro, levantam-se hipóteses de uma eventual perturbação mental ou de envolvimento em rituais obscuros.















