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Governo de Moçambique descontinua subsídios a transportes urbanos devido à crise dos combustíveis


O Governo moçambicano anunciou que não é viável continuar a subsidiar os operadores de transporte urbano de passageiros, numa altura em que a crise internacional pressiona os custos dos combustíveis.

A informação foi divulgada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, na sequência da 29.ª Sessão Ordinária do órgão.

De acordo com Impissa, a compensação financeira aos transportadores foi uma medida provisória, destinada a mitigar o impacto do aumento dos preços na vida dos cidadãos. O subsídio, que esteve em vigor entre Julho e Agosto, não pode ser mantido indefinidamente, devido aos encargos financeiros que representa para o Estado.

O porta-voz enfatizou que qualquer reajuste das tarifas pelos operadores privados deve ser submetido à análise e aprovação das entidades competentes, afastando a possibilidade de alterações unilaterais nos preços das passagens. Esta decisão ocorre num momento em que o sector dos transportes enfrenta pressão devido ao aumento dos custos operacionais relacionados, em grande parte, com a instabilidade internacional e as tensões entre os Estados Unidos e o Irão.

A Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) tem solicitado uma revisão das tarifas como resposta ao aumento das despesas operacionais. Entre as alternativas propostas, está um possível aumento de cinco meticais nas passagens, embora a implementação de tais mudanças dependa das decisões das autoridades responsáveis.

A possível alteração das tarifas poderá ter um impacto significativo sobre os passageiros, especialmente os trabalhadores e famílias de baixos rendimentos que dependem dos transportes públicos para as suas deslocações diárias. Enquanto as novas tarifas não forem oficialmente aprovadas, os reajustes não serão considerados automaticamente autorizados, cabendo a decisão às entidades competentes.

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