Internacional Peter Pellegrini ganha eleições presidenciais na Eslováquia com maioria expressiva

Peter Pellegrini ganha eleições presidenciais na Eslováquia com maioria expressiva

O candidato social-democrata Peter Pellegrini, respaldado pela coligação governamental e que defende estreitos vínculos com a Rússia, emergiu vitorioso nas eleições presidenciais na Eslováquia, ao garantir 54% dos votos, de acordo com os dados preliminares oficiais, com 99% das mesas de votação apuradas.

Anteriormente presidente do parlamento e líder de um dos três partidos da coligação composta por populistas de esquerda e ultranacionalistas, Pellegrini superou assim o candidato pró-europeu Ivan Korcok, que liderou na primeira volta, há duas semanas.

Durante a campanha, Pellegrini advogou pela necessidade de negociação com a Rússia para resolver o conflito originado pela invasão da Ucrânia, uma posição em linha com a do Governo, que cessou o substancial apoio militar ao país desde que assumiu o poder no outono passado.

A participação eleitoral atingiu os 60%, um aumento de 18 pontos percentuais em comparação com 2019.

Os analistas preconizaram que uma elevada afluência às urnas seria favorável a Pellegrini, que não só conseguiu mobilizar os seus eleitores, como também atraiu a maioria daqueles que, há quinze dias, votaram noutros candidatos, como o ultranacionalista Stefan Harabin, que terminou em terceiro lugar.

O candidato do Governo venceu em sete das oito regiões do país, enquanto o seu oponente, apoiado pela oposição liberal e pró-europeia, liderou apenas em Bratislava, a capital.

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Korcok centrou a sua campanha na defesa do apoio militar à Ucrânia e em posicionar-se como um contrapeso ao Governo liderado pelo populista de esquerda Robert Fico, a quem acusa de violar o Estado de direito com medidas como a eliminação do gabinete do procurador anticorrupção e os seus ataques aos meios de comunicação social.

Por sua vez, o Presidente eleito retratou o rival como um defensor da guerra e acusou-o de querer enviar tropas eslovacas para combater na Ucrânia.

O partido de Pellegrini, o Hlas, é uma dissidência do Smer de Fico, o veterano político de quem foi próximo colaborador e com quem partilhou a sua formação política.

Pellegrini sucedeu a Fico como primeiro-ministro quando este renunciou, após protestos populares e agitação decorrentes do assassínio de Ján Kuciak, um jornalista que investigava as ligações entre o crime organizado e o poder político.

Após as eleições de setembro, Hlas e Smer formaram um Governo com o ultranacionalista SNS, o que levou à suspensão dos dois partidos do grupo dos sociais-democratas europeus.

Desde 2018, Fico tem adotado posições anti-imigração e eurocéticas, aproximando-se do ultranacionalista Viktor Orbán, primeiro-ministro húngaro.

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