Internacional Papa diz que criminalização de homossexuais é pecado

Papa diz que criminalização de homossexuais é pecado

O Papa Francisco disse que “a criminalização dos homossexuais é uma injustiça” e “um pecado”, sustentando que “não devem passar em claro”. A bordo do avião papal, no regresso da viagem a África, revelou ainda que quer visitar a Mongólia em final de Setembro e a Índia em 2024.

O Papa respondia a perguntas dos jornalistas, numa conferência de imprensa realizada na viagem de regresso ao Vaticano, no termo da deslocação às repúblicas Democrática do Congo e do Sudão do Sul, depois de questionado sobre a perseguição sofrida por homossexuais em alguns países africanos.

“Se uma pessoa é de tendência homossexual e crente e procura Deus, quem sou eu para o julgar?”, disse Francisco, reiterando o que já dissera antes, noticiou a agência Efe.

A “criminalização da homossexualidade é um problema que não deve deixar de ser contestado”, sustentou, estimando em perto de 50 o número de países que, de uma forma ou de outra, criminalizam homossexuais.

“Alguns dizem ser ainda mais [países] e, em alguns destes, cerca de 10, há mesmo a pena de morte para homossexuais. Isto não é justo”, salientou.

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Reiterando o que afirmara em entrevista recente à agência Associated Press (AP), o Papa disse que as “pessoas com tendências homossexuais são filhas de Deus”. “Deus ama-os, Deus acompanha-os e condenar tal pessoa é um pecado”, argumentou.

“Criminalizar pessoas com tendências homossexuais é uma injustiça. Não estou a falar de grupos, isso é outra coisa, os lobbies são outra coisa. Estou a falar de pessoas e o catecismo da Igreja já diz que ninguém deve ser marginalizado”, sustentou.

“Ser ‘gay’ não é crime” e condenara os que criminalizam a homossexualidade, Papa afirmara durante  entrevista à AP.

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