Internacional Burkina Faso excluído de programa americano

Burkina Faso excluído de programa americano

Os Estados Unidos vão excluir o Burkina Faso do Acordo Comercial que tem com os países africanos, anunciou, esta segunda-feira (7), a Casa Branca, citada pela CNN, justificando a decisão com a “falta de progresso em direcção ao retorno à democracia”, após os dois golpes militares, desde o início de 2022.

“Tomei esta decisão porque determinei que o Go-verno do Burkina Faso não estabeleceu ou fez progressos contínuos, no sentido de estabelecer o respeito pelo estado de direito e o pluralismo político”, que são elementos necessários da Lei de Oportunidades de Crescimento Africano (Agoa ), disse o Presidente dos EUA, Joe Biden, numa carta enviada ao Congresso.

 A exclusão do país da África Ocidental entrará em vigor a partir de 1º de Janeiro do próximo ano, refere a carta. Num comunicado, a embaixadora comercial dos EUA, Katherine Tai, enfatizou a necessidade do “Burkina Faso tomar as decisões necessárias para cumprir os termos do Acordo e o retorno da democracia.

“Fornecerei ao Burkina Faso um roteiro claro para a reintegração no programa e a nossa administração trabalhará para que isso aconteça”, disse Tai.  Agora, que foi criada em 2000 e cuja lista de países beneficiários é revista anualmente, estabelece a cooperação económica e comercial com o continente africano, facilita as exportações africanas para os Estados Unidos, para apoiar o desenvolvimento económico.

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 Ao abrigo deste Acordo, milhares de produtos africanos podem beneficiar de taxas de importação reduzidas, desde que sejam cumpridas as condições relativas aos direitos humanos, boa governação ou protecção dos trabalhadores.

 No início deste ano, os Estados Unidos excluíram três outros países do programa, Etiópia, Mali e República Guiné, alegando também que as acções desses três Governos violavam os princípios do programa.

Diante de ataques jihadistas cada vez mais frequentes desde 2015, que mataram milhares e forçaram cerca de dois milhões de pessoas a fugir de casa, o Burkina Faso foi abalado por dois golpes militares, desde o início do ano. Em 24 de Janeiro, soldados liderados pelo tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba derrubaram o presidente Roch Marc Christian Kaboré, acusado de ser negligente diante dos ataques, antes de ser deposto em 30 de Setembro pelo capitão Ibrahim Traoré.

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