Mais de 50 ministros demitiram-se do Governo britânico em menos de 48 horas e afirmaram que Boris Johnson não estava apto a assumir o cargo de primeiro-ministro depois da série de escândalos de que tem sido alvo nas últimas semanas.
Brandon Lewis, o Secretário da Irlanda do Norte, é o mais recente ministro britânico a demitir-se, durante a manhã desta quinta-feira. “Não posso sacrificar a minha integridade pessoal para defender as coisas tal como elas estão agora”, disse Lewis. “É evidente que o nosso partido, os colegas parlamentares, os voluntários e todo o país, merecem melhor”.
Suella Braverman, a Procuradora-Geral da Inglaterra e do País de Gales, disse à ITV esta quarta-feira que permaneceria no cargo, mas que se candidataria a qualquer futuro concurso de liderança. “Penso que chegou o momento de o primeiro-ministro se demitir”, disse.
Uma delegação de ministros superiores e um representante dos legisladores conservadores, que não fazem parte do governo, foram na quarta-feira à noite a Downing Street para falar com Boris Johnson e lhe pedir para se demitir. O primeiro-ministro britânico recusou o pedido e até despediu Michael Gove, o ministro das Relações Intergovernamentais que tinha pedido a sua demissão. “Não me vou demitir”, disse Boris Johnson à comissão parlamentar.
O primeiro-ministro britânico recusou-se a dizer se tentaria manter-se no cargo mesmo que perdesse um voto de confiança dos seus próprios legisladores. Isto poderá acontecer na próxima semana se concordarem em alterar as leis do partido, que só permitem uma votação deste tipo por ano. Boris Johnson ganhou por pouco uma votação semelhante no mês passado.

















