Internacional Procurador que investiga interferência de Trump em eleições sente-se ameaçado

Procurador que investiga interferência de Trump em eleições sente-se ameaçado

O procurador da Geórgia que investiga se Donald Trump interferiu no processo eleitoral presidencial de 2020 pediu proteção ao Federal Bureau of Investigation (FBI), após o ex-presidente ter chamado de “radicais” aos procuradores que o investigaram.

O pedido do procurador Fani Willis, do condado de Fulton (Atlanta), que recebeu luz verde de um tribunal para formar um grande júri para recolher provas e investigar o caso, surge depois de o antigo presidente ter ameaçado com protestos em várias cidades do país, incluindo a capital da Geórgia, durante o fim de semana.

Numa carta para o FBI, que foi hoje reproduzida por vários meios de comunicação locais, Willis solicita que “conduzam imediatamente uma avaliação de risco” do Tribunal de Fulton e dos escritórios do governo do condado, e “forneçam recursos de proteção, incluindo serviços de inteligência e agentes federais”.

O procurador refere-se ao assalto ao Capitólio por apoiantes do Trump, no qual cinco pessoas foram mortas e cerca de 140 agentes foram feridos.

Na semana passada, os juízes do Tribunal Superior do Condado de Fulton aprovaram o pedido para formar o grande júri feito pelo procurador, que há quase um ano investiga a possível interferência de Trump nas eleições presidenciais de 2020, que o então presidente perdeu.

Recomendado para si:  Irã condiciona negociações ao fim do bloqueio dos Estados Unidos

O grande júri iniciará os seus trabalhos a 02 de maio e continuará por um período “não superior a 12 meses”, segundo o juiz presidente, o juiz Christopher S. Brasher. A procuradora fez o pedido ao tribunal para avançar com a sua investigação, depois de se ter queixado de que, embora o seu gabinete tenha feito inúmeros esforços para recolher provas e interrogar testemunhas, também encontrou uma grande resistência.

Destaques da semana