O pico da quinta vaga da pandemia chega antes do Natal, com um máximo de seis mil novos casos diários. O cálculo matemático revela uma evolução favorável por comparação com a estimativa apontada no início deste mês pela diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, de oito mil novos casos.
Esta redução deve-se à testagem massiva, explica o matemático Carlos Antunes. “São mais de 140 mil testes diários, o que impõe a contenção de novos casos, porque, uma vez infetadas, as pessoas permanecem em casa”, referiu.
O professor da Universidade de Lisboa indica que no dia 20 de dezembro deverá ser alcançado o máximo de novos casos e um máximo de mortes diárias (20). Carlos Antunes adianta que a variante Ómicron pode alterar estes cálculos, uma posição que é partilhada pelo matemático Jorge Buescu. “Se a evolução prosseguir ao ritmo atual, é provável que o pico seja atingido entre cinco a dez dias, portanto, antes do Natal”, refere o vice-presidente da Sociedade Europeia de Matemática.
Carlos Antunes explica que os contágios ocorrem a diferentes velocidades, de acordo com as idades, sendo mais elevados dos 25 aos 65 anos.
Para o pneumologista Filipe Froes é necessária cautela. O coordenador do gabinete de crise da Ordem dos Médicos lembra que “as festas podem ter impacto na expansão da pandemia”. Adianta ainda que “o inverno é mais favorável aos contágios”, devido às baixas temperaturas.

















