Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) vão esta segunda-feira abrir caminho a novas sanções contra o regime bielorrusso e, numa reunião com ministros da Defesa, iniciar as negociações sobre a futura estratégia de Defesa e Segurança.
Com uma agenda muito preenchida, os chefes de diplomacia dos 27 começam por se reunir, em Bruxelas, num Conselho de Negócios Estrangeiros com vários pontos em agenda, entre os quais a situação nas fronteiras com a Bielorrússia e “a instrumentalização de migrantes” pelo regime de Alexander Lukashenko, que será alvo de um quinto pacote de sanções.
Há vários dias a tentar conter as chegadas na Bielorrússia, sobretudo através de contactos com vários países, especialmente da região do Médio Oriente, para convencê-los a evitar que as pessoas embarquem em voos para Minsk — tendo a Turquia sido o primeiro país a decretar tal proibição — a UE deverá dar hoje ‘luz verde’ ao reforço das sanções contra o regime de Lukashenko, com a ampliação da ‘lista negra’ de indivíduos e entidades alvo de medidas restritivas, e que poderá incluir companhias aéreas que pactuem com aquilo que o bloco europeu classifica como um ‘ataque híbrido’ contra a União.
Na passada quinta-feira, em declarações em Bruxelas após participar num Conselho de Negócios Estrangeiros na vertente de Comércio, o ministro Augusto Santos Silva disse esperar que o Presidente bielorrusso perceba a “linguagem mais coerciva das sanções”, que vão ser reforçadas pela UE, pois “manifestamente não percebe a linguagem diplomática”.
















