O Governo continua empenhado na restauração da segurança em toda a província de Cabo Delgado, alvo de ataques terroristas desde 2017 e que já causaram mais de mil mortos, 710 mil deslocados e destruição de infra-estruturas públicas e privadas.

A garantia foi dada pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, afirmando que tudo está a ser feito, sobretudo para restaurar a segurança na área dos projectos de gás natural, onde “as obras da Total estão suspensas e não abandonadas”.

“Sobre o projecto da Total em Afungi, podemos garantir que o Governo está a trabalhar para a restauração da segurança nas zonas afectadas pelos ataques terroristas em Cabo Delgado”, disse Max Tonela, que falava no último dia da sessão de perguntas ao Governo na Assembleia da República (AR).

Na mesma ocasião, o Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, reiterou que é responsabilidade primária dos moçambicanos combater o terrorismo e todos males que representam ameaça à existência de Moçambique como Estado soberano.

“É uma questão de colocarmos o interesse nacional acima de qualquer outro. Devemos encarar e enfrentar o terrorismo como inimigo do povo moçambicano numa só voz e numa só força”, acrescentou.

Na condenação e combate a todas as formas e manifestações do terrorismo, referiu, todos devem desempenhar um papel activo, independentemente da raça, etnia, religião, cor partidária, de entre outras formas de distinção.

Carlos Agostinho do Rosário reiterou que questões de natureza militar como sejam estratégia, táctica, logística e meios usados para o combate ao terrorismo são reservadas às Forças de Defesa e Segurança (FDS).

“Reiteramos o nosso apelo para uma maior compreensão sobre a necessidade de mantermos alguma prudência na abordagem deste tipo de matérias de carácter militar”, referiu.

Acrescentou que o Governo continuará a investir na modernização e no reforço das capacidades operativas das Forças de Defesa e Segurança, para permitir que prossigam com a sua missão de proteger a população e defender a integridade territorial e soberania nacional em face das agressões terroristas e outras ameaças.

A experiência, disse o Primeiro-ministro, em situações de agressão terrorista, há tendência de surgimento de campanhas de desinformação e divulgação de notícias falsas, rumores e boatos que são veiculados através de diferentes plataformas de comunicação.