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Ausências dos Presidentes da África do Sul e do Botsuana adiam cimeira extraordinária da troika da SADC

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique anunciou o adiamento da Cimeira Extraordinária da Troika da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que estava marcada para quinta-feira (hoje) em Maputo, por “motivos de força maior”.

Dadas as ausências dos Presidentes da África do Sul e do Botsuana, por motivos de força maior, a reunião será adiada para uma data por anunciar oportunamente”, disse Verónica Macamo.

A governante moçambicana falava durante a reunião extraordinária do comité ministerial dos países da SADC em Maputo, encontro que juntou ministros dos Estados-membros, no âmbito da preparação da cimeira agora adiada.

Entre outros temas, a cimeira em Maputo vai debater a violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, baseando-se no relatório de uma comissão técnica da SADC que visitou a província para avaliar as necessidades de Moçambique no combate ao terrorismo.

Segundo a chefe da diplomacia moçambicana, na reunião entre os ministros dos países-membros, ficou clara a natureza da ameaça e as necessidades que o país possui face às incursões de grupos armados no norte de Cabo Delgado.

“Os países que quiserem apoiar Moçambique na SADC poderão fazer de acordo com as suas capacidades a partir de agora”, declarou Verónica Macamo.

A missão técnica de avaliação da SADC que visitou Cabo Delgado propõem o envio de 2.916 militares para ajudar Moçambique no combate aos grupos armados que têm protagonizado ataques em Cabo Delgado, segundo um relatório da organização.

Grupos armados aterrorizam Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico, numa onda de violência que já provocou mais de 2.500 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e 714.000 deslocados, de acordo com o Governo moçambicano.

O mais recente ataque ocorreu em 24 de março contra a vila de Palma, provocando dezenas de mortos e feridos, num balanço ainda em curso.

As autoridades moçambicanas recuperaram o controlo da vila, mas o ataque levou a petrolífera Total a abandonar por tempo indeterminado o recinto do projeto de gás com início de produção previsto para 2024, avaliado em 20 mil milhões de euros, e no qual estão ancoradas muitas das expectativas de crescimento económico de Moçambique na próxima década

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