Sociedade INS avisa que casos de COVID-19 continuarão a aumentar até 2021

INS avisa que casos de COVID-19 continuarão a aumentar até 2021

O Instituto Nacional de Saúde (INS) avisa que até o próximo ano os casos de COVID-19 vão aumentar no país, sendo que as medidas de prevenção devem continuar como a maior aposta. O INS convida o sector privado a dar mais o contributo contra a pandemia.

O INS estima que o Coronavírus poderá se prolongar e com mais casos nos próximos meses, pelo que a prevenção deve continuar a ser tomada como a maior arma contra a pandemia, avançou ontem o director-geral da instituição, Ilesh Jani.

“Eu penso que podemos ter a certeza que a prevenção vai continuar a ser importante nos próximos meses e, provavelmente, ao longo de todo o ano de 2021. E isso tem implicações para como os empresários olham para as necessidades do sistema nacional de saúde”, disse Jani, durante um encontro virtual com o sector privado.

Jani fazia assim o chamamento ao privado para que o sector dê mais contributo no sistema de saúde, sobretudo neste contexto em que a celeridade no diagnóstico do Coronavírus é um dos maiores desafios.

“O avanço tecnológico está a ser rápido e eu penso que ao longo dos próximos meses haverá outras alternativas de diagnóstico que irão simplificar um pouco a tecnologia. Portanto, é bem possível que antes do fim de ano fiquem disponíveis no mercado nacional algumas tecnologias um pouco mais simples para fazer o diagnóstico da COVID-19, o que poderá abrir um pouco mais algumas oportunidades para o sector privado”, considerou.

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Por sua vez, o sector privado em Moçambique diz estar preparado para responder às necessidades diante dos desafios impostos pela pandemia.

“As empresas preparam-se e continuam a preparar-se. Tem apetite em responder as necessidades da COVID-19, e é uma oportunidade para desenvolver a indústria local do sector da saúde”, disse Eduardo Sengo, director-executivo da Confederação das Associações económicas de Moçambique (CTA).

Entretanto, os desafios no sector da saúde estão agudizados com a COVID-19. Em meio a tantos, a proliferação de operadores clandestinos no sector farmacêutico é um dos apontados. Por isso, a Associação dos Importadores de Medicamentos sugere que as autoridades redobrem a inspecção.

“É preciso que todos os medicamentos que circulam no país sejam devidamente registados e testados”, sublinhou Mariamo Ussene, da agremiação que junta importadores de medicamentos.

As constatações foram feitas ontem num encontro virtual que juntou o sector público, através de quadros do Ministério da Saúde e o privado, através da CTA. O debate foi em torno do papel dos operadores privados na resposta às necessidades do sistema nacional de saúde, no âmbito da COVID-19.

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