O moçambicano transportava cinco presas de elefante com mais de três quilos, sete pedaços de marfim com quilo e meio e outros 287 cubos de marfim com pouco mais de dois quilos, revelou o porta-voz do Sernic.
A detenção foi feita na quinta-feira, numa das principais avenidas da capital, e, na altura, o traficante alegou que não sabia o que tinha entre mãos, dizendo que recebeu o material de um amigo que lhe o enviou da cidade da Beira, pedindo para o deixar com um camionista que ia para a África do Sul.
As presas de marfim destinadas a mercados clandestinos internacionais são um dos principais motivos da caça furtiva a elefantes em diferentes locais do continente, sendo esta uma espécie classificada como vulnerável.
Em Moçambique, a Administração Nacional de Áreas de Conservação (ANAC) indicou esta semana à Lusa que no último ano registou a morte de 26 elefantes no país, por diversas razões além da caça, sendo que há cinco anos estimava-se que o país perdesse 1.200 por ano.
No censo de elefantes de 2018, foi calculada para Moçambique uma população total de 9.122 animais.
















