Economia Banco de Moçambique procura assegurar expansão monetária

Banco de Moçambique procura assegurar expansão monetária

Banco de Moçambique procura assegurar expansão monetária

Reunido ontem na sua décima primeira sessão ordinária decidiu ainda reduzir a taxa de juro da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) em 100 pb para 9.5 por cento, com efeitos imediatos e reduzir a taxa de juro da Facilidade Permanente de Depósitos (FPD) em 25 pb para 2.25 por cento, com efeitos imediatos.
Segundo uma nota de imprensa recebida na nossa Redacção, o Banco Central decidiu, igualmente, manter o coeficiente de Reservas Obrigatórias, fixado em 8,0 por cento.

O Comité de Política Monetária tomou nota do agravamento dos riscos e incertezas prevalecentes na economia global, associados ao crescimento moderado nas economias mais desenvolvidas e de mercado emergentes.

Segundo a mesma fonte, o banco constatou que apesar da conjuntura internacional adversa os principais indicadores económicos e financeiros do País continuam a evoluir em linha com o programa macroeconómico estabelecido para 2012.

Nesta vertente, o Banco Central destaca a inflação, de que se prevê para final de Dezembro uma taxa inferior à meta de 5,6 por cento definida para este ano. Por outro lado, o Órgão teve em atenção que as perspectivas de crescimento económico continuam positivas.

A decisão do Banco de Moçambique foi tomada tendo em conta a conjuntura económica nacional e internacional.

Internamente, dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que o Índice de Preços no Consumidor (IPC) da cidade de Maputo, reportados a Outubro de 2012, registou uma variação mensal positiva de 0,27, após 0,09 por cento no mês anterior e 0,01 por cento em igual período de 2011. Com esta variação, a inflação homóloga incrementou ligeiramente para 1,49 por cento enquanto a média anual manteve a trajectória descendente, situando-se em 2,77, após 3,31 por cento no mês transacto.

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A inflação acumulada nos dez meses do ano manteve-se no terreno negativo, ao fixar-se em -0,27, após -0,53 por cento no mês de Setembro. No mês de Outubro, a divisão dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas foi a que mais contribuiu para o agravamento da inflação, ao registar um incremento de 21 pb, reflectindo, essencialmente o agravamento dos preços do tomate, material diverso para manutenção, batata reno fresca, carapau, análises clínicas e cerveja.

A nível internacional, o Fundo Monetário Internacional reviu em baixa as perspectivas de crescimento económico mundial para 2012 e 2013, para 3,3 e 3,6 porcento, respectivamente, menos 20 e 30 pontos base (pb) comparativamente às projecções divulgadas em Julho último. As novas previsões indicam, para o corrente ano, uma expansão da actividade económica em 5,3 por cento nas economias de mercado emergentes e em desenvolvimento e 1,3 por cento nas economias desenvolvidas, destacando-se, neste grupo, o agravamento da perspectiva de recessão nas economias da Zona Euro (-0,4 por cento).