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Quarta-feira, Julho 8, 2026
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Vagas de emprego do dia 15 de Dezembro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 15 de Dezembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Health Systems Strengthening Experts

A Management Sciences for Health (MSH) pretende recrutar um (1) Health Systems Strengthening Experts. Saiba mais.

2. Vaga para Project Specialist – Peace and Conflict Prevention

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Project Specialist – Peace and Conflict Prevention. Saiba mais.

3. Vaga para Operator Asst I-Nitrogen

A Halliburton pretende recrutar um (1) Operator Asst I-Nitrogen. Saiba mais.

4. Vaga para Serviços de Auditoria Externa

A Associação para o Fortalecimento Comunitário (UATAF-AFC) pretende contratar Serviços de Auditoria Externa. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Infrastructure Specialist: Water, Sanitation and Hygiene

A MENTOR Initiative pretende recrutar um (1) Infrastructure Specialist: Water, Sanitation and Hygiene. Saiba mais.

2. Vaga para Technical Manager

A MENTOR Initiative pretende recrutar um (1) Technical Manager. Saiba mais.

3. Vaga para Health & Nutrition Specialist (Adolescent)

A United Nations Children’s Fund (UNICEF) pretende recrutar um (1) Health & Nutrition Specialist (Adolescent). Saiba mais.

4. Vaga para Supervisor/a de Saúde e Nutrição para Mecanismo de Reposta Rápida

A Action Contre La Faim pretende recrutar um/a (1) Supervisor/a de Saúde e Nutrição para Mecanismo de Reposta Rápida. Saiba mais.

5. Vaga para Supervisor/a de Água, Saneamento e Higiene

A Action Contre La Faim pretende recrutar um/a (1) Supervisor/a de Água, Saneamento e Higiene. Saiba mais.

6. Vagas para Consultores Para Entrada de Dados na Plataforma e-OVC

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal vinte e quatro (24) Consultores Para Entrada de Dados na Plataforma e-OVC. Saiba mais.

7. Vaga para Técnico de Medições

A Mota-Engil pretende recrutar um/a (1) Técnico/a de Medições. Saiba mais.

8. Vaga para Warehouse Coordinator – Chimoio

A Bayer pretende recrutar um (1) Warehouse Coordinator – Chimoio. Saiba mais.

9. Vaga para HR Expat Coordinator

A McDermott International pretende recrutar um (1) HR Expat Coordinator. Saiba mais.

10. Vaga para Procurement Assistant

A United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC) pretende recrutar um (1) Procurement Assistant. Saiba mais.

11. Vaga para Programme Associate

A UN Women pretende recrutar um (1) Programme Associate. Saiba mais.

12. Vaga para Utilities Electrician

A AB InBev pretende recrutar um (1) Utilities Electrician. Saiba mais.

13. Vaga para Oficial de MEAL (Matola)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de MEAL (Matola). Saiba mais.

14. Vaga para Oficial de MEAL (Manhiça)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de MEAL (Manhiça). Saiba mais.

15. Vaga para Manager Vodacom Business Care Operations

A Vodafone pretende recrutar um (1) Manager Vodacom Business Care Operations. Saiba mais.

16. Vaga para Quality Control & Assurance Lead

A Vodafone pretende recrutar um (1) Quality Control & Assurance Lead. Saiba mais.

17. Vaga para Technical Services Engineer

A NTT DATA pretende recrutar um (1) Technical Services Engineer. Saiba mais.

18. Vaga para Oficial Sénior de Recursos Humanos e Finanças

A Action Contre La Faim pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Recursos Humanos e Finanças. Saiba mais.

19. Vaga para Catering Operational Analyst

A RA International pretende recrutar um (1) Catering Operational Analyst. Saiba mais.

20. Vaga para Vendedor de Camiões e Serviços

A Nors pretende recrutar um (1) Vendedor de Camiões e Serviços. Saiba mais.

21. Vaga para Responsável – Pessoas e Cultura (Maputo)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Pessoas e Cultura (Maputo). Saiba mais.

22. Vaga para Técnico de Contabilidade

A (INALCA) Indústria Alimentar Carnes de Moçambique, Lda procura um (1) Técnico de Contabilidade. Saiba mais.

23. Vaga para Consultor(a) de Viagens

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) de Viagens. Saiba mais.

24. Vaga para Pasteleiro

Empresa pretende recrutar um (1) Pasteleiro. Saiba mais.

25. Vaga para Padeiro

Empresa pretende recrutar um (1) Padeiro. Saiba mais.

26. Vaga para Gestor de Compras (Interno)

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Compras (Interno). Saiba mais.

27. Vaga para Executivo B2B

Empresa pretende recrutar um (1) Executivo B2B. Saiba mais.

28. Vaga para Técnico de Cobranças

Empresa pretende recrutar um (1) Técnico de Cobranças. Saiba mais.

29. Vaga para Gestor de Logística

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Logística. Saiba mais.

Governo inicia reabilitação de áreas degradadas pelo garimpo em Manica

A Primeira-Ministra Benvinda Levi anunciou que está em andamento a recuperação gradual das áreas afectadas pelo garimpo realizado por mineradoras artesanais informais na província de Manica, situada no centro de Moçambique.

Durante a sessão final de “Perguntas ao Governo” na Assembleia da República, a governante informou que estão a ser desenvolvidas acções de fiscalização conjuntas que envolvem tanto entidades do governo central como autoridades locais na região.

Benvinda Levi destacou que, paralelamente às actividades de recuperação, o governo irá continuar a integrar os mineradores artesanais informais no regime legal, além de reforçar a proibição do uso de substâncias tóxicas, como o mercúrio e cianeto. Comprometeu-se, igualmente, a garantir a implementação efetiva das medidas de reabilitação das áreas prejudicadas pela actividade mineira.

Representantes de algumas mineradoras em Manica manifestaram a necessidade de o governo rever a suspensão actual da extracção de ouro, argumentando que esta medida tem um impacto significativo na vida da população local. A suspensão, que ocorreu no final de Setembro, foi uma decisão do governo, motivada pela constatação de riscos de contaminação ambiental e à saúde pública.

Desde a imposição da suspensão, milhares de trabalhadores do sector mineiro foram dispensados, embora as empresas continuem a assegurar os salários. Contudo, a continuidade desta situação poderá comprometer a capacidade de algumas empresas de honrarem os pagamentos aos seus colaboradores.

A paralisação da mineração semi-industrial e artesanal visa promover uma exploração mais organizada do ouro, evitando a poluição das águas e o agravamento das condições ambientais. Rios da região, como os Révuè, Muzongo e Nhacuarara, têm sido contaminados por produtos químicos utilizados na extracção, representando um grave risco à saúde pública.

A Primeira-Ministra realçou que o processo de recuperação das áreas degradadas conta com o apoio de equipas de fiscalização e reafirmou o empenho do governo em promover uma exploração sustentável dos recursos minerais. A revisão do regime de licenciamento e o fortalecimento da fiscalização para responsabilizar infractores também estão entre as prioridades do governo.

A comissão interministerial liderada pelo ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, terá a função de rever o regime de licenciamento e criar mecanismos de responsabilização eficazes, incluindo um plano de recuperação ambiental com a participação das partes interessadas.

Esta iniciativa visa não apenas a recuperação ambiental, mas também a segurança das pessoas e a manutenção da ordem nas áreas de exploração mineral.

Ministério da Saúde de Moçambique registra 169 mortes por cólera

O Ministério da Saúde de Moçambique reportou 169 mortes resultantes de cólera, entre cerca de 40.000 casos registados nos primeiros nove meses deste ano.

Durante uma sessão de perguntas e respostas na Assembleia da República, o ministro da Saúde, Ussene Isse, revelou que a taxa de letalidade da cólera no país é de 0,5%, inferior ao limite de 1% recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Isse afirmou que a resposta ao tratamento da cólera em Moçambique é eficiente, destacando que cerca de 70% das mortes ocorreram em áreas rurais, evidenciando a necessidade de melhorar a disseminação de informações sobre a doença.

O ministro apelou ao público para seguir as instruções das autoridades de saúde, enfatizando a importância de procurar tratamento imediato em unidades de saúde ao apresentarem sintomas de diarreia, que é o principal sinal de alerta da cólera. Isse sublinhou que a cólera é resultado de más condições de higiene, refutando a crença de que a doença é espalhada propositadamente por indivíduos mal-intencionados. A desinformação em torno da cólera tem resultado em ataques a unidades de saúde, onde os profissionais responsáveis pelo tratamento têm sido erroneamente acusados de perpetuarem a doença.

“Ninguém traz cólera”, afirmou Isse. “A cólera não vem das mãos de alguém; resulta precisamente das nossas condições de higiene, individuais e colectivas.” O ministro solicitou aos deputados que apoiassem o sector da saúde, promovendo mensagens positivas nas suas comunidades para garantir que o público colabore nos programas de combate à doença, considerando que a prevenção é um imperativo nacional.

Isse frisou que a prevenção é fundamental para resolver a maioria dos problemas relacionados à saúde e anunciou que o Ministério recebeu cerca de 3,5 milhões de doses de vacinas para tratar e prevenir a cólera este ano. O Ministério da Saúde tem como objectivo erradicar a cólera enquanto problema de saúde pública até 2030, o que exige melhorias significativas no acesso à água potável e condições de saneamento adequadas.

Millennium Challenge Corporation cancela financiamento de 350 milhões para estradas no Malawi

A Millennium Challenge Corporation (MCC) anunciou a rescisão de um acordo de 350 milhões de dólares, que visava a construção de estradas em corredores estratégicos no Malawi, com a intenção de impulsionar o agro-negócio no país. 

O comunicado foi emitido pelo director executivo da MCC, Dye Mawindo, que esclareceu que a decisão está alinhada com a política do Governo dos Estados Unidos da América, que suspendeu o financiamento governamental para projectos internacionais.

O contrato, assinado a 28 de Setembro de 2022, tinha uma duração prevista de cinco anos e será formalmente rescindido até ao dia 19 de Dezembro deste ano. O programa tinha como objectivo implementar melhorias significativas nas redes de transporte, reduzir custos para as empresas, fortalecer a administração de terras e aprimorar o ambiente de investimento no Malawi.

Este cancelamento de financiamento surge num momento crítico, uma vez que o Banco Mundial alertou para uma grave crise financeira que o Malawi enfrenta, a mais severa das últimas décadas. Este contexto é agravado por dívidas insustentáveis, défices crónicos e falhas na governança, que ameaçam a estabilidade nacional.

O relatório do Banco Mundial diz que o país está a atravessar a sua mais significativa crise económica, com o PIB per capita a apresentar queda em quatro dos últimos cinco anos. A pobreza aumenta, a inflação mantém-se elevada e a confiança pública nas instituições económicas deteriorou-se consideravelmente.

Adicionalmente, o défice fiscal do Malawi está entre os mais altos da África Subsaariana, ultrapassando frequentemente os orçamentos aprovados e violando os parâmetros regionais. Apesar de os gastos governamentais terem quase duplicado na última década, passando de 16% para mais de 30% do PIB, a qualidade dos serviços prestados não melhorou na mesma proporção.

A folha de pagamento do sector público cresceu para mais de 6% do PIB, em grande parte devido à expansão descontrolada da força de trabalho, promoções inconsistentes e abuso generalizado de benefícios. O documento apela, no entanto, a uma liderança decisiva, afirmando que o Malawi possui a capacidade de reverter sua trajectória e conquistar um futuro económico sustentável.

Governo moçambicano reforça fiscalização laboral após irregularidades na construção civil

O governo de Moçambique enfatiza a importância da fiscalização laboral, após uma recente campanha de duas semanas realizada em colaboração com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que revelou diversas irregularidades no sector da construção civil.

A informação foi divulgada pelo Secretário de Estado do Trabalho, Género e Acção Social, Abdul Razak, durante a cerimónia de encerramento da Campanha de Comunicação e Promoção do Trabalho Digno na Construção Civil, que teve lugar na capital com o lema “Compromisso pelo Trabalho Digno e Seguro”.

Durante o evento, Razak destacou que as inspecções realizadas mostraram a ausência de contractos de trabalho escritos, a falta de equipamentos de protecção individual e a sobrecarga horária, entre outras inconsistências. O Secretário de Estado alertou para a gravidade destes resultados, sublinhando que não devem ser ignorados.

“É imperativo garantir o cumprimento rigoroso da legislação laboral, um dever inadiável”, afirmou Razak, pedindo aos inspectores do trabalho que mantenham um equilíbrio entre rigor técnico e sensibilidade humana. “A vossa actuação deve ser firme e rigorosa, mas também humana, reconhecendo que cada trabalhador é um cidadão que merece respeito e oportunidades.”

Razak salientou que muitos trabalhadores continuam a aceitar condições precárias por necessidade, o que compromete a segurança das suas vidas e das suas famílias. Ele sublinhou que o papel da Inspecção-Geral do Trabalho é fundamental para proteger aqueles que não têm voz e garantir que o trabalho não resulte em exploração.

Dirigindo-se aos empregadores, o Secretário de Estado lembrou que os trabalhadores desempenham um papel essencial no funcionamento das empresas, afirmando que “sem trabalhadores respeitados, não há crescimento sólido nem competitividade duradoura”. Apontou a necessidade de estabelecimentos de contractos formais e de cumprimento dos direitos laborais, medidas que fortalecem a confiança e reputação das empresas.

Razak frisou ainda que a Inspecção-Geral do Trabalho não deve ser vista apenas como um órgão sancionatório. “A nossa missão não é apenas penalizar. A inspecção também desempenha um papel educativo e queremos que todos saiam daqui com algum aprendizado”, acrescentou.

A representante da OIT, Lia Richard, enfatizou a importância da campanha para os princípios e direitos fundamentais no local de trabalho no sector da construção civil, que, apesar do seu crescimento, ainda enfrenta desafios significativos, como a informalidade e condições de trabalho precárias.

Richard chamou a atenção para a elevada informalidade e a falta de contratos formais, além da necessidade de criar ambientes de trabalho que promovam a igualdade de género e a participação das mulheres. “Setenta e nove por cento dos trabalhadores têm menos de 35 anos, representando uma oportunidade natural para a juventude”, realçou.

A campanha incluiu diversas iniciativas, como entrevistas em rádio e televisão e ações nas redes sociais, com o objectivo de reforçar o cumprimento da legislação laboral e promover um ambiente de trabalho digno e seguro.

Benim detém líder da oposição após tentativa de golpe de Estado falhada

As autoridades do Benim procederam à detenção de um opositor político e emitiram mandados de captura na sequência de uma tentativa de golpe de Estado falhada que ocorreu na semana passada.

Conforme reportado por fontes judiciais e pelo jornal La Nation, o ex-vice-ministro da Defesa, Candide Azzanai, foi detido durante um comício do seu partido, Restaurar a Esperança. Mandados de busca e captura foram emitidos contra outros dois críticos proeminentes do governo: o influenciador Kémi Seba, conhecido defensor da presença russa em África, e o opositor Sabi Sira Korogoné, ambos suspeitos de tentativas de desestabilização da ordem constitucional.

Azzanai enfrenta acusações de “conspiração contra a autoridade do Estado e incitação à rebelião”, segundo informações oficiais.

Na madrugada de domingo, um grupo de militares, partindo do quartel de Togbin, iniciou uma operação destinada a capturar dirigentes do país. O grupo chegou a tomar a televisão pública para anunciar a destituição do Presidente Patrice Talon. Contudo, a intervenção das forças de segurança, com apoio da aviação nigeriana e dos serviços secretos franceses, desmantelou a operação em poucas horas.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) já ordenou o destacamento imediato de tropas para o Benim. Em um comunicado, a CEDEAO condenou veementemente o ato inconstitucional, considerando-o uma subversão da vontade do povo beninense. A organização responsabilizou os autores do complô, tanto individual como colectivamente, por quaisquer perdas humanas ou materiais decorrentes das suas acções.

Patrice Talon, de 67 anos, chegou ao poder em 2016 e foi reeleito em 2021, implementando um programa político e económico que visa o desenvolvimento do país. Entretanto, os seus críticos acusam-no de promover a erosão das instituições democráticas, que eram vistas como exemplares na região.

As próximas eleições presidenciais no Benim estão agendadas para Abril de 2026, sendo que Talon não poderá concorrer devido ao cumprimento dos dois mandatos de cinco anos permitidos pela Constituição.

Central Térmica de Temane retoma obras com nova empreiteira turca ENKA

A Central Térmica de Temane (CTT), um dos maiores projectos energéticos do país, está prestes a retomar as suas obras. A gigante turca ENKA foi contratada para finalizar a construção da central a gás de 450 MW, que estava interrompida desde Abril deste ano devido a um impasse contratual com o anterior empreiteiro.

Na presença do consórcio liderado pela Globeleq, a CTT assinou, na passada semana, um acordo com a ENKA İnşaat ve Sanayi A.Ş., uma empresa de renome internacional na área de engenharia e construção. O contrato foi firmado a 5 de Dezembro, permitindo que a ENKA assuma a empreitada da CTT, situada no distrito de Inhassoro, na província de Inhambane.

Conforme um comunicado oficial, a ENKA compromete-se a concluir o projecto em um prazo de 23 meses, o que deverá permitir que a central entre em operação em 2027. Este novo cronograma representa um reajuste significativo em relação às previsões iniciais.

Desde 2024, a CTT já enfrentou múltiplos adiamentos, causados por diversos factores técnicos, financeiros e ambientais, incluindo a passagem de ciclones pela província de Inhambane.

O impasse com o empreiteiro espanhol TSK, que resultou na paragem das obras em Dezembro de 2024, afectou os prazos de conclusão do projecto. A TSK abandonou o estaleiro com aproximadamente 80% da execução física concluída.

No entanto, as fases de comissionamento e testes poderão manter-se dentro do possível, caso a nova contratante respeite o cronograma agora estabelecido. Com um orçamento de 650 milhões de dólares, o projecto da CTT é considerado crucial para reforçar a capacidade energética de Moçambique e para a plena integração das redes eléctricas regionais, através de uma linha de transmissão de 400 kV com 563 quilómetros, ligando Maputo a Vilanculos.

A central irá instalar cinco turbinas a gás, cinco geradores de vapor de recuperação de calor, uma turbina a vapor e uma unidade de refrigeração a ar, além de estruturas complementares de balanceamento de planta. A CTT é uma parceria público-privada entre a Globeleq, a Electricidade de Moçambique (EDM) e a SASOL, com a concessão válida por 25 anos.

Os adiamentos sucessivos impactam também o início de outros empreendimentos que dependem da CTT, como o Temane Transmission Project (TTP), uma linha de transmissão superior a 500 quilómetros, e o Acordo de Partilha de Produção (PSA). Em Janeiro de 2024, o gestor do projecto, Eucides Dgedge, previa o início do comissionamento para o segundo ou terceiro trimestre de 2025, com a entrada em funcionamento agendada para 2 de Fevereiro de 2026, previsões que já foram ultrapassadas.

Canadá classifica o Estado Islâmico de Moçambique como entidade terrorista

O Governo do Canadá tomou a decisão de incluir o grupo Estado Islâmico de Moçambique (ISM) na sua lista federal de entidades terroristas, reconhecendo formalmente o grupo como uma filiação do Estado Islâmico do Iraque e Síria (ISIS), também conhecido como Daesh.

Desde 2017, a província de Cabo Delgado tem sido palco de ataques extremistas violentos, resultando na morte de pelo menos 6.200 pessoas e no deslocamento de mais de um milhão de cidadãos. Conforme indicado pelo Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o terrorismo tem obrigado cerca de 300.000 pessoas a deixar as suas casas nas últimas semanas, nas províncias do norte de Moçambique, nomeadamente Cabo Delgado e Nampula.

Gary Anandasangaree, Ministro da Segurança Pública do Canadá, citado pela Agência Lusa, afirmou que esta medida fortalece a capacidade do Canadá em agir contra o extremismo violento, especialmente na prevenção da radicalização de jovens. “A ameaça representada pelo extremismo violento motivado ideologicamente, tanto no mundo real como online, é extremamente grave. Os grupos que acabámos de listar atacam pessoas vulneráveis, especialmente os jovens, e devem ser detidos. Ao listarmos esses grupos, dispomos de ferramentas mais poderosas e eficazes para agir e frustrar os seus esforços em incitar a violência e promover o ódio”, declarou.

Com a inclusão do ISM, os activos e propriedades do grupo serão automaticamente congelados no território canadiano, e qualquer transacção financeira ou apoio logístico às suas operações será considerada ilegal. Esta designação poderá também ser utilizada pelas autoridades de fronteira nas decisões relacionadas com a admissibilidade de imigrantes segundo a legislação canadiana.

O Ministro afirmou ainda que “o Estado Islâmico de Moçambique (IS-M) é um ramo oficial do ISIS. Trata-se de um grupo insurgente armado com sede em Moçambique que procura substituir a autoridade governamental por um regime baseado na Sharia, através da conquista de território, infiltração nas populações civis e forças de segurança, e prática de actos violentos de terrorismo”.

Além do ISM, outros grupos como 764, Maniac Murder Cult e Terrorgram Collective também foram listados. Estas redes extremistas são descritas como transnacionais e ativas em plataformas digitais, onde promovem propaganda violenta e recrutamento.

O Canadá torna-se assim o primeiro país a classificar o grupo 764 como organização terrorista. Com esta actualização, o número total de entidades listadas sob o Código Penal canadiano sobe para 90.

Autoridades espanholas resgatam mais de 400 migrantes nas Baleares em apenas três dias

Nos últimos três dias, as autoridades espanholas relataram o resgate de pelo menos 425 migrantes no mar ou interceptados em terra, nas Ilhas Baleares. 

Os dados divulgados pela delegação do Governo espanhol indicam que os migrantes foram encontrados em 26 embarcações provenientes da Argélia.

Na terça-feira, 171 indivíduos chegaram a Maiorca e Formentera, distribuídos por 10 embarcações. No dia seguinte, quarta-feira, 189 migrantes chegaram às costas de Maiorca, Ibiza e Formentera, ou foram resgatados nas águas adjacentes, em 13 embarcações.

Na quinta-feira, após a meia-noite, a Guarda Civil interceptou 24 migrantes da África Subsariana que desembarcaram na Marina Botafoc, em Ibiza. Durante a mesma noite, ocorreram operações em Formentera, onde 17 pessoas de origem norte-africana foram detidas na praia de Migjorn, e em Ibiza, onde 24 magrebinos foram interceptados na praia de S’Estanyol.

Desde o início do ano, as Ilhas Baleares já receberam 395 embarcações, transportando pelo menos 7.322 migrantes, conforme os dados compilados pela agência de notícias EFE, com base nas informações do Ministério do Interior e da delegação do Governo de Espanha. Além disso, em 2024, foram contabilizados 5.882 migrantes que chegaram por via marítima ao arquipélago, segundo o Relatório Anual de Segurança Nacional do Ministério do Interior espanhol.

Quase um milhão de pessoas esperadas nas fronteiras moçambicanas neste período festivo

Mais de novecentas mil pessoas estão previstas para cruzar as fronteiras moçambicanas, no âmbito das festividades de Natal e de fim de ano.

Este elevado número reflete o movimento significativo de viajantes que se despede do ano e celebra as tradições natalinas.

Deste total, mais de quinhentas e sessenta mil pessoas deverão atravessar a fronteira de Ressano Garcia, situada no distrito da Moamba, na província de Maputo, a maior do país.

Para facilitar a movimentação de pessoas e bens durante este período festivo, as autoridades migratórias dão início, hoje, a uma operação conjunta de fim de ano na fronteira de Ressano Garcia. Carmen Mazenga, porta-voz do Comando Conjunto, elucidou sobre a importância desta operação.

A cerimónia de lançamento da operação contará com a presença de Aquilasse Manda, vice-comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), que demonstrará o empenho das forças de defesa e segurança na garantia da fluidez nas travessias durante a quadra festiva.

Descargas atmosféricas provocam 16 mortes na província da Zambézia

Pelo menos 16 pessoas perderam a vida devido a descargas atmosféricas ocorridas desde Novembro nos distritos de Quelimane, Namacurra, Nicoadala e Maganja da Costa, na província central da Zambézia, em Moçambique.

A informação foi divulgada na sexta-feira em Quelimane pelo Comandante Provincial da Polícia da República de Moçambique na Zambézia, Marinho Muchanga, durante a abertura do primeiro Conselho Provincial de Coordenação.

Segundo o responsável, o número de vítimas inclui três feridos provocados pela passagem de mau tempo, caracterizado por chuvas intensas e ventos fortes que afectaram diversas localidades. “Durante o período de Novembro e Dezembro, notificámos 14 casos de descargas atmosféricas que resultaram em 16 vítimas mortais e três feridos, destacando-se neste panorama cinco menores e uma mulher gestante,” afirmou Muchanga.

Para garantir a segurança pública e o funcionamento normal das instituições, a polícia, em colaboração com outras forças de defesa e segurança, encontra-se pré-posicionada em locais estratégicos.

O Comandante sublinhou a necessidade de uma reflexão conjunta para implementar medidas preventivas, incluindo campanhas de sensibilização, uma vez que muitos destes incidentes são frequentemente associados a acusações de feitiçaria, que podem gerar desordem pública e incitar à violência, especialmente durante a actual época ciclónica e chuvosa.

Juventude em Nampula propõe inovação para reduzir desigualdades

Recentemente, a cidade de Nampula foi palco do Fórum Económico da Juventude, um evento que juntou centenas de jovens, representantes da sociedade civil, empreendedores e autoridades locais. 

O propósito foi discutir caminhos que promovam uma governação mais inclusiva, sob o lema “Inovação e participação juvenil na governação para a redução das desigualdades”.

A iniciativa, promovida pelo projecto Geração Solução, foi organizada pela organização não-governamental Inclusão, contando com o apoio da Embaixada de França e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O fórum foi estruturado como um espaço de escuta activa e aprendizagem colectiva, onde os jovens puderam apresentar propostas concretas para enfrentar desafios como o desemprego e o acesso desigual a oportunidades económicas e educativas.

Durante o evento, os participantes engajaram-se em vários painéis temáticos, abordando a necessidade de políticas públicas mais participativas que integrem a visão e a experiência das novas gerações. A inovação, particularmente nos sectores tecnológico e do empreendedorismo social, destacou-se como uma ferramenta crucial para promover mudanças estruturais e combater desigualdades persistentes.

Diversos intervenientes sublinharam que a juventude anseia não apenas por ser ouvida, mas igualmente por participar activamente nos processos de decisão. Uma representante da ONG Inclusão afirmou, na sessão de abertura, que “a inclusão dos jovens na governação não é apenas um gesto simbólico — é um imperativo para garantir políticas mais eficazes e adaptadas à realidade actual”.

O fórum incluiu momentos de interacção directa entre jovens empreendedores e potenciais parceiros institucionais, incentivando a criação de redes de colaboração e o desenvolvimento de novos projectos. Oficinas práticas possibilitaram igualmente a discussão de estratégias para fortalecer o empreendedorismo juvenil e ampliar o acesso a financiamento para iniciativas inovadoras.

Mais de 3.500 moradores de Nhansato bebem água imprópria

A localidade de Nhansato, situada no distrito de Muanza, enfrenta uma grave crise de abastecimento de água, afectando mais de três mil e quinhentos residentes. A população é forçada a consumir água imprópria, o que representa um sério risco à saúde pública.

A crise é atribuída à escassez de fontes de água fiáveis, bem como à avaria de várias infraestruturas existentes. Como alternativa, muitos habitantes recorrem à utilização de água de poços e riachos, expondo-se, desta forma, a doenças diarreicas.

O chefe da localidade, Manuel Suandique, sublinha que a situação é particularmente crítica nas comunidades de Inhamízua, Cerrage e Nhaziconde, onde a população se vê obrigada a consumir água contaminada.

A falta de medidas adequadas para assegurar o acesso à água potável levanta preocupações significativas entre os moradores locais, que clamam por soluções urgentes para a problemática enfrentada.

Tempestade polar na Faixa de Gaza provoca pelo menos 14 mortos

Uma violenta tempestade polar que atingiu a Faixa de Gaza resultou na morte de pelo menos 14 pessoas, entre as quais mulheres e crianças, e deixou várias outras feridas. 

O fenómeno meteorológico causou estragos significativos, com a Defesa Civil do enclave palestiniano a reportar o desabamento de 13 casas e danos em dezenas de tendas utilizadas por palestinianos deslocados.

De acordo com informações da Al Jazeera, cinco das mortes ocorreram no bairro de Bir al-Naja, em Beit Lahia, onde um edifício desabou. Outras duas pessoas perderam a vida devido ao colapso de um muro no bairro de al-Rimal. As baixas temperaturas também contribuíram para a tragédia, sendo que no campo de al-Shati foram registadas derrocadas que resultaram em mais duas mortes.

Adicionalmente, uma criança faleceu devido às condições climáticas extremas na Cidade de Gaza, conforme avançou a agência de notícias palestiniana WAFA. Na quinta-feira, um bebé de apenas oito meses também morreu em Khan Yunis, depois que a tenda da sua família foi danificada pelas chuvas.

Os intensos aguaceiros provocaram o colapso de diversos edifícios na região, obrigando várias pessoas a serem retiradas de tendas inundadas. Diante deste cenário, o Ministério da Saúde de Gaza, sob controlo do Hamas, emitiu um alerta sobre o risco de surtos de doenças, com ênfase em problemas respiratórios que podem afectar crianças, idosos e pessoas com condições de saúde preexistentes.

A Agência das Nações Unidas de Ajuda aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo continua a monitorar a situação, preparando-se para prestar assistência às vítimas desta calamidade.

Moçambique garante estoque de bens essenciais para a quadra festiva

A Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) anunciou que Moçambique possui mais de 300 mil toneladas de produtos básicos para atender à demanda durante a quadra festiva.

Em conferência de imprensa, a Inspectora-geral da INAE, Shaquila Mahomed, confirmou a fiscalização das actividades económicas em todo o país com o objectivo de assegurar a disponibilidade de bens essenciais no período natalício e de fim de ano. “Foram identificados estoques apropriados, totalizando 322.574 toneladas de produtos básicos,” declarou Mahomed.

O relatório revelou que a zona centro é a mais abastecida, com 197.269 toneladas, seguida pela zona sul, com 72.054 toneladas, e a zona norte, com 53.251 toneladas. Contudo, a Inspectora-geral alertou para uma possível escassez de carapau 16 na província de Inhambane.

Durante as actividades de fiscalização, a INAE inspeccionou 121 talhos e peixarias, além de 127 estabelecimentos de venda de bebidas alcoólicas. Destes, três talhos e 53 estabelecimentos de bebidas foram suspensos devido a infracções graves. “No distrito de Marracuene, um talho foi encontrado a operar ilegalmente e outros dois não cumpriram as normas de higiene e conservação de alimentos,” referiu a responsável.

Shaquila Mahomed também reportou que, apesar da estabilidade geral na oferta de produtos básicos, houve um aumento nos preços do tomate, peixe e frango na província de Nampula nas últimas duas semanas.

INGD intensifica apoio a famílias devastadas pelas chuvas em Manica

O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) está a prestar assistência a cerca de 300 famílias na província de Manica, que perderam as suas casas e bens devido a fortes chuvas e ventos intensos.

As intempéries, que se iniciaram em Novembro, precipitaram a destruição de habitações e vastas áreas agrícolas nos distritos de Tambara e Guro.

Aproximadamente 1.600 famílias estão a ser afectadas pela situação, que tem gerado sérias dificuldades de transitabilidade em várias vias de acesso, especialmente nas zonas mais isoladas.

O INGD tem distribuído donativos que incluem cerca de 60 toneladas de bens essenciais, tais como kits de abrigo, alimentos e produtos de higiene. Borges Viagem, delegado provincial do INGD em Manica, confirmou que a instituição recebeu uma quantidade significativa de produtos da sede em Maputo, destinadas à população afectada.

“Na fase inicial, recebemos diversos produtos alimentares que incluem farinha, tendas e lonas para abrigo temporário. Adicionalmente, temos kits de higiene e redes mosquiteiras para aliviar o sofrimento das famílias”, afirmou Viagem.

O apoio será direccionado principalmente às famílias que perderam todos os seus bens, enquanto as que mantêm alguma propriedade, receberão apenas ajuda alimentar, caso necessitem. A selecção dos beneficiários é feita com base numa avaliação dos danos e da vulnerabilidade das famílias.

Viagem destacou a importância de colaborar com as estruturas locais para garantir a transparência no processo de assistência. Ele apelou à população para permanecer atenta às informações meteorológicas e adopte medidas de segurança, como procurar abrigo em locais seguros e evitar atravessar rios durante as chuvas.

Nos últimos dias, a província de Manica tem enfrentado chuvas e ventos fortes, com especial impacto nos distritos de Tambara, Guro, Báruè, Manica, Sussundenga, Mossurize e na cidade de Chimoio. A situação continua a ser monitorada pelas autoridades locais e pelo INGD, numa tentativa de minimizar os impactos na população.

Zelensky considera referendo sobre territorialidade na Ucrânia

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, manifestou pela primeira vez a possibilidade de realizar um referendo sobre a questão territorial no âmbito de um eventual acordo para acabar com o conflito existente.

Zelensky sublinhou que deve ser dada voz ao povo ucraniano em qualquer decisão relacionada com a cedência de terras à Rússia.

Durante uma conferência de imprensa, o Presidente afirmou: “Acredito que o povo da Ucrânia responderá a essa pergunta. Seja por meio de eleições ou de um referendo, deve ser uma decisão do povo da Ucrânia.” Esta declaração representa uma alteração significativa na postura de Zelensky, que anteriormente tinha desconsiderado a ideia de transferir quaisquer territórios ao país vizinho.

Adicionalmente, o Presidente ucraniano revelou que os Estados Unidos apresentaram a proposta de estabelecer uma “zona económica livre” na região de Donbass, da qual a Ucrânia deverá retirar-se. Zelensky mencionou também que estão a ser discutidas possíveis retiradas das forças russas de pequenas áreas em regiões como Kharkiv, Sumy e Dnipro.

PGR denuncia esquema de subfacturação e lavagem de dinheiro em estabelecimentos automóveis

O Ministério Público da República de Moçambique (PGR) formulou acusações contra 13 pessoas e centros de vendas de automóveis, alegando evasão fiscal ao Estado no valor de 688,4 milhões de meticais, equivalente a aproximadamente 10,7 milhões de dólares americanos à taxa de câmbio actual.

Dados oficiais indicam que o país conta com 1.414 entidades comerciais dedicadas à venda de veículos, das quais apenas 16 são especializadas na comercialização de automóveis novos (zero quilómetro) e 1.398 no comércio de veículos usados.

A Autoridade de Informações Financeiras (GIFIM) já havia sinalizado que os estabelecimentos de vendas de automóveis têm aumentado o risco de lavagem de dinheiro no país, ao permitirem transacções informais e pagamentos em dinheiro para a aquisição de veículos.

Em comunicado, a PGR afirmou que o montante evadido é referente a veículos importados por estas empresas em Agosto de 2024. O documento, entretanto, não divulga os nomes das empresas nem dos 13 indivíduos implicados.

“Desta quantia, pelo menos 176,8 milhões de meticais correspondem a impostos externos, enquanto 511,5 milhões referem-se a impostos internos evadidos da Autoridade Tributária do país”, lê-se no documento.

Segundo a nota, após a constatação de delitos criminais, fiscais e aduaneiros, o juiz investigador ordenou a suspensão temporária das empresas implicadas. As investigações revelaram que o principal objectivo social das entidades era a importação e venda de veículos usados e acessórios provenientes do Japão, África do Sul, Tailândia, Emirados Árabes Unidos, Alemanha e Reino Unido, o que dificultou a apuração dos factos.

“O juiz teve que activar mecanismos de cooperação legal e judicial internacional. As autoridades judiciais também notaram que, entre 2019 e 2024, as empresas importaram diversos veículos utilizando subfacturação no processo de desalfandegamento para evitar o pagamento dos direitos aduaneiros devidos e outras imposições fiscais”, diz o comunicado.

Além disso, parte dos pagamentos das vendas foi feita para contas pessoais dos sócios e colaboradores, burlando assim os registos contabilísticos das empresas e evitando obrigações fiscais. Nas suas declarações de imposto de renda, os réus apresentaram um baixo volume de vendas, ocultando receitas e outras informações fiscais relevantes para a determinação do rendimento tributável.

“Neste contexto, a PGR encontrou indícios da prática de crimes de fraude fiscal. Após a conclusão da investigação sobre os delitos aduaneiros e fiscais, os casos serão remetidos aos Tribunais Tributário e Aduaneiro”, conclui o documento.

Oposição abandona plenária em protesto contra reforma fiscal em Moçambique

As bancadas da oposição decidiram abandonar a plenária da Assembleia da República (AR) durante o debate relativo ao novo pacote fiscal.

A decisão surge após os deputados manifestarem a necessidade de adiar a discussão devido à ausência de uma auscultação prévia da população moçambicana.

O impasse ocorreu entre a bancada da Frelimo, que defendeu a continuidade do debate, e os partidos da oposição, que expressaram a sua insatisfação. O deputado do PODEMOS criticou a proposta, considerando que ela trai a vontade do povo, compromete o crescimento económico e prejudica o diálogo nacional inclusivo, assinado a 5 de Março de 2025. “Somos contra porque os documentos não incentivam o auto-emprego e não consideram os mais desfavorecidos,” afirmou.

A bancada da Renamo também se mostrou céptica quanto à capacidade da Assembleia da República em tratar, em apenas uma semana, do complexo pacote legislativo que regula o sistema fiscal do país. “O sistema fiscal mexe com toda a população,” enfatizou um dos representantes.

Por sua vez, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) expressou a sua desaprovação em relação à discussão, alegando que as alterações propostas não estão alinhadas com os acordos estabelecidos entre o sector privado e o governo. O MDM destacou que as novas medidas comprometem a competitividade da produção nacional, com impacto negativo na agricultura, agropecuária e na indústria transformadora.

Em contrapartida, a bancada do governo argumentou que a reforma fiscal visa melhorar a eficiência da arrecadação, combater a evasão fiscal e reforçar a transparência na gestão das receitas públicas, estando integrada na Estratégia de Eficiência, Modernização e Alargamento da Base Tributária 2025-2027.

A sessão reafirma as tensões entre os diversos partidos políticos em Moçambique e levanta questões sobre o diálogo e a representação do povo nas decisões que afectam directamente a sua vida económica.

Moçambique e Itália assinam cinco acordos para reforçar parceria bilateral

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, reafirmou o compromisso do país na digitalização dos serviços públicos, uma iniciativa que visa aumentar a eficiência, garantir transparência, combater a corrupção e facilitar o acesso dos cidadãos às diversas ferramentas governamentais.

Durante a sua visita de trabalho a Itália,  Chapo anunciou a assinatura de cinco instrumentos jurídicos entre os governos de Moçambique e da Itália, que visam fortalecer a cooperação bilateral.

Entre estes acordos, destaca-se um que promove a digitalização, apoiado por um investimento de cem milhões de dólares destinado ao reforço da infra-estrutura digital em Moçambique.

O estadista moçambicano expressou a sua convicção de que esta transição digital trará múltiplos benefícios à sociedade moçambicana, melhorando a forma como os serviços são prestados e administrados.

Além do acordo relacionado com a digitalização, foram também formalizados um acordo-quadro de cooperação para o desenvolvimento, um acordo judiciário mútuo em matéria criminal e um memorando de entendimento sobre a cooperação na área de protecção civil.

Estas iniciativas refletem a vontade de ambos os países em trabalhar em conjunto para o desenvolvimento sustentável.

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