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Sábado, Abril 11, 2026
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Companhia LAM amplia frota com novo avião para 144 passageiros

A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) acaba de receber a segunda de um total de seis aeronaves que a companhia pretende adquirir este ano. 

De acordo com uma publicação do jornal Domingo, o novo aparelho, do tipo AIRBUS A319, já se encontra em solo moçambicano e possui capacidade para transportar 144 passageiros.

Esta nova aquisição sucede à aquisição de um avião do tipo Q-400, que já se encontra na frota da LAM. A companhia aérea nacional tem como objectivo expandir a sua frota com a introdução de seis aeronaves próprias.

No âmbito da reestruturação em curso, a LAM, sob a liderança do presidente da comissão de gestão, Dane Kondic, anunciou em Agosto a aquisição do Bombardier Q400, com capacidade para 74 passageiros. Esta foi a primeira aeronave adquirida pela LAM nos últimos 18 anos.

Na ocasião, Dane Kondic destacou que esta aquisição marcaria o início de muitas outras que visam devolver à companhia a dimensão que lhe é devida, frisando o envolvimento dos accionistas e do Governo no processo.

A transportadora nacional tem enfrentado, nos últimos anos, desafios operacionais significativos, resultantes da redução da frota e da falta de investimento. Especialistas apontam para uma manutenção deficiente como uma das causas de incidentes não fatais que a companhia registou. Essa crise levou à quase total suspensão de voos internacionais, levando a LAM a concentrar-se nas ligações domésticas.

Trabalhadores e clientes da Kawena em Xai-Xai exigem pagamentos após fecho da empresa

Trabalhadores e clientes da distribuidora Kawena uniram-se numa manifestação exigindo indemnizações e reembolsos de valores pagos após o anúncio do encerramento da empresa, que se dedicava à comercialização de produtos alimentares e materiais de construção.

Um total de 19 trabalhadores, incluindo despachantes, carregadores e transportadores, juntaram-se a clientes insatisfeitos para expressar a sua indignação. Em Abril, o patronato havia acordado com uma parte dos funcionários o pagamento faseado de indemnizações, enquanto outros receberam um período de férias de três meses. No entanto, os valores prometidos não foram pagos. Por exemplo, motoristas deveriam receber aproximadamente 45 mil meticais cada, quantia que permanece pendente.

Os trabalhadores relataram que não foram oficialmente informados sobre o encerramento da distribuidora, tendo tomado conhecimento da situação através das redes sociais. Clientes também partilharam as suas dificuldades em receber produtos que haviam encomendado, mesmo após efectuar os pagamentos, com perdas pessoais variando entre 6 mil e 50 mil meticais.

Apesar do anúncio do encerramento, a empresa continuava a realizar obras de reabilitação nas suas instalações, que foram suspensas pelos trabalhadores em protesto, levando os operários a abandonarem o local há dois dias.

O gerente da Kawena na província de Gaza confirmou que a decisão de encerrar as operações foi motivada por dificuldades financeiras e lamentou não ter recebido os seus direitos, tendo também tomado conhecimento da decisão através das redes sociais.

Uma nota oficial da Kawena Distributors (Pty) Ltd, datada de 24 de Setembro de 2025, confirmou o encerramento das operações, citando como causas a crise de liquidez, os protestos pós-eleitorais e a falta de reembolso do IVA por parte do Estado, além da impossibilidade de recapitalizar a empresa.

Moçambique reforça estratégia nacional para reduzir acidentes nas estradas

O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, reafirmou o compromisso do Governo de Moçambique em estabelecer acções concretas e inovadoras para a redução da sinistralidade rodoviária.

A declaração foi feita durante a abertura da primeira edição lusófona do Programa de Formação de Líderes em Gestão da Segurança Rodoviária (LRSMTP), um evento promovido pelo Programa de Políticas de Transporte para a África (SSATP), em colaboração com o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO).

Matlombe destacou a revisão abrangente do Código de Estrada como uma das principais iniciativas em curso. Serão também criadas unidades especializadas para a prevenção e investigação de acidentes, implementada uma gestão proactiva dos pontos críticos de sinistralidade e digitalizado o sistema de fiscalização, utilizando inteligência artificial.

“O Governo está empenhado em tornar as nossas estradas mais seguras e confiáveis. Pretendemos construir um sistema de transporte mais humano, eficiente e resiliente”, enfatizou Matlombe, incentivando os participantes a transformar o conhecimento adquirido em acções concretas que salvem vidas.

O evento, que reúne representantes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique, tem como objectivo fortalecer as capacidades técnicas e de liderança na promoção da segurança rodoviária na África lusófona.

Jesus Lavina, Primeiro Conselheiro e Líder de Equipa de Infraestruturas da União Europeia, fez uma menção ao apoio europeu ao sector, enfatizando a importância da harmonização regional das normas e do investimento em infraestruturas seguras e sustentáveis. Lavina anunciou, ainda, a realização do segundo Fórum de Negócios Moçambique-União Europeia, agendado para Junho de 2026, como parte da Global Gateway Strategy, visando reforçar investimentos e parcerias empresariais.

Fernando Washi, vereador do Pelouro de Mobilidade Urbana e Transportes do Conselho Municipal de Maputo, sublinhou o papel das autoridades locais na promoção de uma mobilidade segura. Washi referiu que Maputo enfrenta desafios crescentes no que diz respeito ao trânsito e transporte, mas que esforços estão a ser feitos para investir em educação rodoviária, melhorar as vias urbanas e fortalecer a fiscalização.

“A autarquia pretende alargar as parcerias técnicas com o Governo Central e o sector privado, promovendo uma cultura de responsabilidade e prevenção nas estradas. A segurança rodoviária é um dever de todos e começa no comportamento individual”, concluiu Washi.

Empresário português raptado na cidade de Maputo

Um cidadão português, com aproximadamente 60 anos, foi raptado esta manhã na avenida Zedequias Manganhela, na cidade de Maputo. 

O incidente ocorreu por volta das 06:00 horas, quando a vítima, que é proprietária de uma empresa de venda de acessórios para viaturas, saía do seu veículo de marca Range Rover e tentava entrar no seu estabelecimento.

De acordo com informações do jornal Notícias, cinco indivíduos armados abordaram o empresário, forçando-o a entrar num outro automóvel. Testemunhas relataram que a ação foi rápida, não permitindo qualquer reacção por parte da vítima.

Algumas pessoas que se encontravam nas proximidades tentaram intervir, mas os raptores exibiram armas de fogo, intimidando os presentes e impedindo a aproximação. Após o rapto, o grupo fugiu em direcção à ponte Maputo–KaTembe.

Até ao momento, não há informações sobre o paradeiro do empresário raptado, nem foi emitido qualquer comunicado oficial por parte das autoridades policiais que se encontram no local da ocorrência.

Vagas de emprego do dia 07 de Outubro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 07 de Outubro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Brewing Technical Expert

A AB InBev pretende recrutar um (1) Brewing Technical Expert. Saiba mais.

2. Vaga para Project Officer (Climate Change and Environment) (P)

A International Organization for Migration (IOM) pretende recrutar um (1) Project Officer (Climate Change and Environment) (P). Saiba mais.

3. Vaga para HR Expat Coordinator

A McDermott International pretende recrutar um (1) HR Expat Coordinator. Saiba mais.

4. Vaga para Vendedor Júnior

A EP Management & Consultancy Services pretende recrutar um (1) Vendedor Júnior. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Commercial Finance Business Partner

A Vodafone pretende recrutar um (1) Commercial Finance Business Partner. Saiba mais.

2. Vaga para Manager: GTM & Trade Marketing

A Vodacom pretende recrutar um (1) Manager: GTM & Trade Marketing. Saiba mais.

3. Vaga para USSD and VAS Support

A Vodafone pretende recrutar um (1) USSD and VAS Support. Saiba mais.

4. Vaga para Developer Platform Support Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) Developer Platform Support Engineer. Saiba mais.

5. Vaga para Bus Driver

A Unitrans pretende recrutar um (1) Bus Driver. Saiba mais.

6. Vaga para Head of Administrative

A EP Management & Consultancy Services pretende recrutar um (1) Head of Administrative. Saiba mais.

7. Vaga para Human Resources Officer

A UNICEF pretende recrutar um (1) Human Resources Officer. Saiba mais.

8. Vaga para Cabeleireira

O Salão & Boutique Canaã pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Cabeleireira. Saiba mais.

9. Vaga para Engenheiro Mecânico – Gestão de Equipamento

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Engenheiro Mecânico – Gestão de Equipamento. Saiba mais.

10. Vaga para National Project Coordinator

A Food and Agriculture Organization (FAO) pretende recrutar um (1) National Project Coordinator. Saiba mais.

11. Vaga para Provincial M&E Specialist

A Food and Agriculture Organization (FAO) pretende recrutar um (1) Provincial M&E Specialist. Saiba mais.

12. Vaga para Sales Regional Manager

A Transsion pretende recrutar um (1) Sales Regional Manager. Saiba mais.

13. Vaga para Senior Manager, Africa Region, Partnership for Healthy Cities

A Vital Strategies pretende recrutar um (1) Senior Manager, Africa Region, Partnership for Healthy Cities. Saiba mais.

14. Vaga para Agente de Angariação e Vendas

A Canaã Prestige pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Agente de Angariação e Vendas. Saiba mais.

15. Vaga para Procurement Senior Officer

A UNOPS pretende recrutar um (1) Procurement Senior Officer. Saiba mais.

16. Vaga para Specialist – Postpaid Billing, CRM & CLM

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist – Postpaid Billing, CRM & CLM. Saiba mais.

17. Vaga para Cloud Infrastructure & NFV/CNF Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) Cloud Infrastructure & NFV/CNF Engineer. Saiba mais.

18. Vaga para HR Assistant

A Good Neighbors Mozambique pretende recrutar um (1) HR Assistant. Saiba mais.

19. Vaga para Técnico Distrital de Adaptação Climática

A AJOAGO Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Distrital de Adaptação Climática. Saiba mais.

20. Vaga para Médico de Clínica Geral

O Centro Médico Saúde e Vida Lda pretende recrutar um (1) Médico de Clínica Geral. Saiba mais.

Ataque das forças de apoio rápido em Al-Fashir causa 13 mortos e 19 feridos

Pelo menos 13 pessoas perderam a vida e outras 19 ficaram feridas num ataque atribuído ao grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF) na cidade de Al-Fashir, no oeste do Sudão. Esta informação foi divulgada por uma Organização Não-Governamental (ONG) local.

A Rede de Médicos do Sudão, que emitiu um comunicado sobre o incidente, informou que os bombardeamentos de artilharia das RSF atingiram vários bairros da cidade, resultando em vítimas, incluindo sete crianças e uma mulher grávida. A ONG condenou os “crimes contínuos cometidos” em Al-Fashir, a capital do estado de Darfur do Norte, que se encontra numa situação sanitária precária, com a maioria dos centros médicos inoperacionais.

O comunicado sublinha que inúmeros corpos e feridos permanecem nas áreas afectadas, dificultando a avaliação precisa do número de vítimas devido à intensidade dos bombardeamentos e aos confrontos em curso.

A organização qualifica os eventos em Al-Fashir como um “crime de guerra” e um “ataque sistemático contra a vida civil”, fazendo um apelo à comunidade internacional para utilizar medidas urgentes que visem proteger os civis e abrir corredores humanitários.

A cidade de Al-Fashir abriga centenas de milhares de deslocados pela guerra e tem estado sob cerco e bombardeios incessantes das RSF desde meados de 2024. O exército sudanês intensifica a sua presença na região, uma vez que a queda da cidade poderia significar a entrega da vasta região de Darfur nas mãos dos paramilitares.

A Organização das Nações Unidas estima que desde o início do conflito em Abril de 2023, mais de 13 milhões de pessoas foram forçadas a deslocar-se, tanto dentro como fora do país, e o número de mortos ascende a dezenas de milhares, sem um registo exacto.

A cidade de Al-Fashir tornou-se uma das principais frentes do conflito, que opõe o exército sudanês, liderado pelo general Abdel Fattah al-Burhane, às RSF, sob o comando do general Mohamed Daglo.

Primeiro-Ministro francês Sébastien Lecornu demite-se após apenas 27 dias

O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, anunciou a sua demissão, uma decisão que já foi aceita pelo Presidente Emmanuel Macron.

Lecornu esteve no cargo apenas desde 10 de Setembro e, com isso, torna-se o primeiro-ministro com o mais curto mandato na história da Quinta República francesa.

Esta queda governamental levanta preocupações sobre uma potencial crise política em França, com implicações significativas para a economia do país. A demissão de Lecornu ocorre após a divulgação, no domingo, da nova composição do Executivo, que manteve 14 ministros do governo liderado por François Bayrou. A decisão de trazer de volta o antigo ministro das Finanças, Bruno Le Maire, para a pasta da Defesa foi alvo de críticas.

Imediatamente após o anúncio, os mercados reagiram de forma negativa. Os juros da dívida francesa a 10 anos aumentaram em 9,1 pontos base, atingindo 3,597%, o que elevou o “spread” em relação à rendibilidade das “bunds” alemãs, referência no continente, para 89 pontos base.

Na bolsa, o índice CAC 40, que já apresentava perdas antes da demissão, acentuou a sua tendência descendente, registando uma queda de 1,77%, numa altura em que a maioria das bolsas europeias operam em alta.

350 alpinistas resgatados no Monte Evereste após tempestade de neve

Pelo menos 350 alpinistas foram resgatados no Monte Evereste, no Tibete, devido a uma tempestade de neve que afectou a região.

As equipas de resgate continuam a trabalhar no local, com o objectivo de evacuar cerca de 200 alpinistas que permanecem presos.

Durante o feriado nacional de oito dias na China, muitos aventureiros aproveitaram a oportunidade para explorar a zona montanhosa. No entanto, foram surpreendidos pela tempestade, que complicou o seu regresso a áreas seguras.

De acordo com informações da Associated Press, citadas pelo site chinês Jimu News, os alpinistas encontravam-se encurralados em diversos acampamentos turísticos a uma altitude superior a 4.900 metros, na encosta do Monte Qomolangma, nome pelo qual é conhecido em chinês.

Graças à intervenção das equipas de resgate, que trabalharam para desobstruir os percursos, os primeiros 350 alpinistas conseguiram alcançar um ponto de encontro na localidade de Tingri. As equipas continuam em contacto com os restantes que ainda se encontram na montanha, esperando que possam seguir o mesmo trajecto seguro.

Até ao momento, não foi revelado um balanço oficial das operações das equipas de segurança. O Monte Evereste, que marca a fronteira entre a China e o Nepal, é um dos destinos mais procurados por alpinistas de todo o mundo.

Nacala: Agente da PRM detido por envolvimento em assaltos

Um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) foi preso na enquanto tentava, alegadamente, realizar um assalto a um armazém na cidade de Nacala, província de Nampula. 

A detenção ocorreu no momento em que a intervenção de agentes de segurança privada evitou a consumação do crime, revelando a organização criminosa que estava em acção.

A cidade de Nacala tem sido alvo de uma crescente onda de criminalidade, com armazéns e agentes económicos a serem os principais alvos. Segundo informações, o grupo envolvido no plano de assalto é altamente organizado, incluindo transportadores e comerciantes de produtos roubados.

Um vídeo amador exibido nas redes sociais mostra os assaltantes neutralizados, armados com catanas e portando um cartão da polícia, no local onde pretendiam efectuar o roubo. Um dos envolvidos, que sofreu uma lesão no pé, foi identificado como oficial de permanência no Comando Distrital da PRM em Nacala.

As investigações apontam para uma rede criminosa estruturada, liderada por um indivíduo em fase de investigação. Este coordenava as operações com o agente da PRM, que contava ainda com o apoio de membros de policiamento comunitário e um agente do SERNIC. O oficial tinha como braço operativo um homem conhecido por Idrisse, que colaborava com agentes de segurança privada, um técnico especializado em desactivar câmaras de videovigilância e um grupo de assaltantes, além de curandeiros que prestavam assistência ao grupo.

O produto dos assaltos era direccionado a um homem identificado como Yahiri, que utilizava os serviços de um transportador conhecido por Ramane. Os bens roubados eram posteriormente comercializados na cidade de Nampula por um indivíduo referenciado como Yala, que se encontra agora em fuga.

As autoridades revelaram que o grupo já estava sob investigação, e alguns dos seus integrantes foram infiltrados para recolher informações. Idrisse é um dos sete detidos na operação realizada esta madrugada e já começou a desvendar a extensão da rede criminosa.

Irão apoia iniciativas internacionais para pôr fim a crimes de guerra e bloqueio em Gaza

O Irão manifestou o seu apoio a qualquer iniciativa destinada a erradicar os “crimes de guerra” e a “limpeza étnica” na Faixa de Gaza, em relação ao plano de paz apresentado na semana passada pelo Presidente dos Estados Unidos.

Em comunicado divulgado na noite de domingo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou: “Apoiamos sempre qualquer iniciativa que envolva o fim da limpeza étnica, dos crimes de guerra e dos crimes contra a humanidade em Gaza.” O ministério enfatizou a “responsabilidade legal e moral” da comunidade internacional para interromper o que classifica como “genocídio em curso” nesta região.

O Irão sublinhou que qualquer decisão sobre um eventual cessar-fogo ou os termos de um acordo deve ser tomada pelo “povo e pela resistência palestiniana”, referindo-se ao movimento islamita Hamas. Contudo, o ministério adverte que “o acordo só será válido se conduzir ao fim do genocídio, ao respeito pelo direito à autodeterminação do povo palestiniano e ao levantamento total do bloqueio” à Faixa de Gaza.

O Hamas, que mantém uma aliança com o Irão no denominado “Eixo da Resistência”, aceitou na sexta-feira o plano de paz do Presidente dos EUA, que propõe a libertação de todos os reféns israelitas, desde que o Governo de Israel cesse os bombardeios sobre o enclave palestiniano.

Além disso, o Irão afirmou que a cessação dos ataques “não isenta” os Estados e as instituições internacionais da obrigação de investigar e processar os crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos por Israel em Gaza.

Teerão expressou ainda esperança na abertura de corredores seguros para a entrega imediata de ajuda humanitária aos habitantes de Gaza e reiterou a sua disponibilidade para participar nos esforços de assistência internacional.

O Presidente dos Estados Unidos anunciou que a primeira fase do plano para terminar com a guerra na Faixa de Gaza e definir o futuro do enclave palestiniano “deverá estar concluída” esta semana.

INATRO em Gaza alerta para cumprimento das regras de trânsito após acidente fatal

O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) emitiu um apelo no sentido de que as regras de trânsito sejam rigorosamente observadas, com o intuito de evitar a ocorrência de acidentes de viação em Moçambique. 

Esta exigência surge na sequência de um trágico acidente que teve lugar na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, resultando na morte de três pessoas e deixando duas outras feridas.

O delegado provincial do INATRO em Gaza, Alfeu Macaríngue, manifestou a sua preocupação face à persistência de irregularidades nas estradas. “Pedimos aos automobilistas que respeitem as regras de trânsito, que evitem a condução sob influência de álcool e que respeitem os limites de velocidade. Fazemos ainda um apelo para que as barracas não sejam instaladas nas proximidades das vias, uma vez que isso pode levar a despistes e colisões, aumentando a sinistralidade”, afirmou Macaríngue.

A segurança rodoviária continua a ser uma prioridade para as autoridades, que procuram implementar medidas que possam contribuir para a redução dos acidentes de viação no país.

Renamo reivindica título de “Pai da Democracia” para Afonso Dhlakama

Renamo Reivindica Reconhecimento de Afonso Dhlakama como “Pai da Democracia” em Moçambique

A Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, reiterou a sua exigência para que Afonso Macacho Marceta Dhlakama, ex-líder do partido, seja oficialmente reconhecido como “Pai da Democracia”.

Esta declaração foi feita durante um comício popular em homenagem ao Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, onde a delegada da Renamo em Nampula, Abiba Aba, enfatizou que a verdadeira homenagem a Dhlakama e a André Matsangaíssa reside na eliminação dos “roubos eleitorais” que comprometem a confiança política no país.

Abiba destacou que a paz e a democracia, conquistadas através do Acordo Geral de Paz de 1992, só serão plenamente válidas quando forem erradicadas as práticas que distorcem a vontade do povo expressa nas urnas. “A fraude eleitoral sistemática é uma das mais graves violações dos acordos e continua a ser fonte de conflitos e instabilidade. A verdadeira homenagem aos nossos heróis é respeitar a soberania do povo”, afirmou a dirigente, citada pelo Jornal Rigor.

Embora tenha criticado as situações de fraude, a representante da Renamo assegurou que o partido não defende o retorno à guerra, mas sim a consolidação da paz através da justiça social e boa governação. “Nós, a Renamo, reafirmamos o nosso compromisso com a paz. Apelamos à juventude, herdeira desta paz, que não permita que os discursos de ódio tenham espaço nos vossos corações. A paz é a nossa bandeira e será preservada”, sublinhou.

Outro aspecto salientado no discurso foi a urgência na definição das pensões e subsídios para os ex-guerrilheiros da Renamo, no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR). Abiba enfatizou que a lentidão na implementação deste compromisso “fere a confiança” e contraria o espírito dos acordos assinados.

A dirigente recordou ainda o legado de Dhlakama e Matsangaíssa, referindo-os como “verdadeiros heróis nacionais”, e pediu por uma actuação imparcial das Forças de Defesa e Segurança, além da participação activa de líderes comunitários, religiosos e sociais na promoção da cultura de paz.

Com esta atitude, a Renamo reafirma a sua posição como defensor da democracia em Moçambique, comprometendo-se a lutar para que nenhum acordo assinado se torne “letra morta”.

Inundações e deslizamentos de terra no Nepal causam 42 mortes

Pelo menos 42 pessoas perderam a vida devido a inundações e deslizamentos de terra provocados pelas intensas chuvas que afectam o Nepal, conforme relataram as autoridades locais.

De acordo com Shanti Mahat, porta-voz da agência nacional responsável pela gestão de emergências, “até ao momento, 42 pessoas morreram em vários desastres causados pelas chuvas e outras cinco continuam desaparecidas”. A maioria das vítimas, um total de 37, foi registada no distrito de Illam, localizado na região leste do país.

A situação tem-se agravado, com diversas estradas bloqueadas e áreas de difícil acesso, dificultando as operações de resgate. Sunita Nepal, uma responsável do governo local, afirmou que “as equipas de resgate estão a ser obrigadas a seguir a pé até estas zonas”.

Na capital, Katmandu, os rios transbordaram devido às chuvas intensas, resultando em inundações nas zonas circundantes. Para lidar com a emergência, helicópteros e barcos foram mobilizados para evacuar os residentes afectados.

Os deslizamentos de terra também causaram o corte de várias estradas e interromperam voos em diversas localidades. As inundações e deslizamentos mortais são fenómenos comuns no sul da Ásia durante a estação das monções, que ocorre entre Junho e Setembro. Especialistas alertam, no entanto, que as alterações climáticas estão a intensificar a frequência e a gravidade destes eventos.

Parque Nacional de Banhine reinicia ciclo da vida selvagem com introdução de novas espécies

O Parque Nacional de Banhine, situado na província de Gaza, no sul de Moçambique, deu início a uma fase significativa de revitalização da sua fauna.

Esta operação histórica envolve a reintrodução de 400 animais de várias espécies, marcando o começo de um abrangente plano de restauração dos ecossistemas locais.

Até ao final do próximo ano, está previsto que o parque receba aproximadamente 1.100 animais provenientes de outras áreas de conservação, incluindo o Parque Nacional de Maputo, onde a população animal já alcançou níveis ecológicos sustentáveis.

A confirmação deste empreendimento foi feita pelo administrador do parque, Abel Nhabanga, em entrevista à AIM, no contexto da reintrodução de centenas de animais e novos investimentos que visam transformar Banhine numa das áreas de conservação mais promissoras do sul do país. Nhabanga declarou: “Estamos a viver um momento histórico. O Banhine foi em tempos conhecidos como o Pequeno Serenguete, pela sua extraordinária diversidade de habitats e vida selvagem. Hoje, estamos a dar os primeiros passos para recuperar essa glória perdida.”

A operação está a ser coordenada pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e pela Peace Parks Foundation, com o apoio da ComON Foundation e da German Postcode Lottery. O programa de restauração ecológica está avaliado em 350 mil dólares e inclui a criação de um santuário de fauna com uma área de seis mil hectares, que contará com furos de água, represas e cercas seguras, garantindo assim a sobrevivência das espécies reintroduzidas e reforçando o ecossistema.

Dentre os animais reintegrados encontram-se zebras, cocones (boi-cavalo), pivas, changos e impalas, espécies que haviam sido extintas da região. Nhabanga salientou que “estudos de viabilidade mostraram que o Parque tem condições ambientais favoráveis para acolher estas espécies e garantir o equilíbrio entre herbívoros e predadores”.

Com uma extensão de 7.256 km², o Parque Nacional de Banhine é essencial para aves migratórias, devido às suas zonas húmidas sazonais, e desempenha um papel crucial na interligação dos corredores de fauna entre os parques do Kruger, Limpopo e Zinave. Nhabanga alertou que “sem o Banhine, esses parques ficariam isolados, e a conservação em escala de paisagem fracassaria”.

Nos últimos anos, o parque tem implementado melhorias, incluindo a construção de novas infraestruturas, a formação de fiscais e o desenvolvimento comunitário. Em 2024, foram acrescentados 35 novos fiscais, entre os quais 17 mulheres, com o intuito de reforçar a protecção e patrulha das zonas críticas. Censos aéreos realizados em 2023 indicaram o regresso de elefantes, búfalos e predadores, revelando assim o renascimento do ecossistema.

Apesar dos avanços, o parque enfrenta desafios significativos, em especial a escassez de água, característica do clima semi-árido da região. “Não temos rios permanentes. Por isso, precisamos fazer furos e construir represas para garantir a sobrevivência dos animais durante a estação seca”, afirmou Nhabanga.

O turismo sustentável é um dos focos principais, visto como um motor para receitas e inclusão social. O administrador explicou que “o aumento da fauna vai atrair mais turistas, principalmente nacionais, trazendo benefícios directos para as comunidades, que recebem 20% das receitas geradas pelo Parque”. Banhine já conta com zonas de campismo e está disponível para novas concessões privadas, visando o desenvolvimento de infraestruturas turísticas, alinhadas com o modelo de turismo baseado na natureza promovido pelo Governo.

A área do parque abrange quatro distritos vizinhos — Mapai, Mabalane, Chigubo e Massingir — e interage com mais de 15 comunidades que dependem, em parte, dos recursos naturais da região. A administração trabalha no diálogo e na implementação de projectos comunitários para mitigar o conflito entre humanos e fauna bravia.

Nhabanga concluiu que a meta é “tornar o Parque auto-suficiente, capaz de cobrir entre 15 e 20% dos seus custos operacionais através do turismo e de actividades sustentáveis”, assinalando também a necessidade de reduzir a caça furtiva, controlar queimadas descontroladas e reforçar a educação ambiental junto das comunidades.

Com a fauna a crescer, novos investimentos e o renascimento do esplendor natural que outrora lhe conferiu o título de Pequeno Serenguete, o Parque Nacional de Banhine emerge como um símbolo da conservação, onde o equilíbrio ecológico, o turismo e o desenvolvimento comunitário se aliam em direcção a um futuro sustentável.

Insurgentes de Cabo Delgado atacam e incendeiam 45 casas em Memba

O Governo da província de Nampula anunciou a ocorrência de ataques terroristas no distrito de Memba, realizados por grupos armados provenientes de Cabo Delgado. 

A ofensiva resultou no incêndio de 45 casas e na fuga de dezenas de famílias para áreas vizinhas.

O Secretário de Estado da província, Plácido Pereira, revelou que os ataques ocorreram em dois povoados situados nos postos administrativos de Lúrio e Chipene. “Em um dos povoados foram incendiadas 30 casas, enquanto no outro o número ascendeu a 15, forçando a deslocação de várias famílias”, disse, acrescentando que muitos dos deslocados se encontram agora concentrados na sede distrital de Memba e em Eráti, sendo que o processo de contabilização das vítimas está em curso.

Pereira informou que, até ao momento, não foram reportados mortos em consequência dos ataques. “Neste momento, não temos informação de vítimas mortais. O que sabemos é que houve uma destruição considerável de habitações e o deslocamento de populações”, declarou durante as celebrações do Dia da Paz.

Em declarações ao Jornal Rigor, o dirigente garantiu que as Forças de Defesa e Segurança actuaram prontamente e estão a perseguir os atacantes. “O Governo está ao lado das populações e compromete-se a garantir a sua segurança. A nossa mensagem é de coragem e força para as comunidades afectadas,” afirmou.

Este ataque é considerado o segundo maior incidente terrorista na província de Nampula, a seguir ao ocorrido a 6 de Setembro de 2022, também no posto administrativo de Chipene, onde insurgentes incendiaram um centro de saúde, uma igreja e a residência de irmãs católicas, resultando na morte da missionária italiana Maria de Coppi, de 83 anos.

A confirmação destes ataques suscita preocupações renovadas sobre a expansão da violência extremista para além das fronteiras de Cabo Delgado, fragilizando a segurança e a coesão social nas comunidades do norte de Moçambique.

Supremo de Israel bloqueia tentativa do Governo de Destituir Procuradora-Geral Gali Baharav-Miara

O Supremo Tribunal de Israel reafirmou a sua decisão de impedir o Governo de Benjamin Netanyahu de destituir a procuradora-geral Gali Baharav-Miara, enquanto aguarda o desfecho sobre a legalidade da sua demissão pelo poder executivo. 

A decisão foi comunicada no seguimento de um recurso apresentado pelo Governo israelita que contestava a deliberação do tribunal, proferida no início de Agosto, que já havia travado a tentativa de demissão.

O colectivo de juízes afirmou que “não há necessidade de acrescentar nada à nossa decisão, que fala por si mesma e cujo conteúdo se mantém válido”. A decisão anterior, datada de 4 de Agosto, tinha um carácter urgente e provisório, suspendendo a decisão governamental e impedindo o executivo de interromper a colaboração com a procuradora-geral, nomear uma substituta ou excluí-la de reuniões, contrariando o desejo do gabinete de Netanyahu.

A proposta de destituição de Gali Baharav-Miara foi apresentada por uma comissão governamental no dia 20 de Julho e aprovada por unanimidade em Conselho de Ministros, mas gerou contestação por parte do Presidente do país, Isaac Herzog. O Movimento por um Governo de Qualidade em Israel elogiou a nova decisão do Supremo Tribunal, considerando-a uma protecção contra as tentativas de golpe do governo.

Em Israel, onde não existe uma Constituição escrita, a procuradora-geral desempenha um papel crucial na supervisão do poder executivo, garantindo a protecção do Estado de Direito e fiscalizando as acções dos ministros. Gali Baharav-Miara, a primeira mulher a ocupar o cargo, tem frequentemente confrontado o Governo de Netanyahu, especialmente em questões relacionadas com os casos de corrupção do primeiro-ministro e as suas reformas judiciais.

A procuradora-geral mantém relações tensas com o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, devido a divergências nas políticas de segurança e acções policiais. Os aliados de Netanyahu na coligação governamental, especialmente os de extrema-direita, consideram o cargo de procurador-geral como um entrave à concretização da sua visão para um Estado judeu em Israel e na Cisjordânia.

A ameaça de demissão de Gali Baharav-Miara suscitou preocupações entre as organizações da sociedade civil e partidos políticos da oposição, que consideram que o seu afastamento poderia comprometer a integridade do sistema judicial no país.

Moçambique cria estrutura nacional para responder a incidentes de segurança cibernética

O governo de Moçambique está a dar um passo significativo na defesa digital do país, através da criação de Equipas de Resposta a Incidentes de Segurança Cibernética (CICERC). Estas equipas irão operar a nível nacional, sectorial, provincial, institucional e municipal.

A iniciativa está integrada na Estratégia Nacional de Segurança Cibernética e tem como propósito garantir uma melhor protecção das informações sensíveis e das infra-estruturas críticas do país. A informação foi divulgada por Igma Macule, inspectora-geral do Ministério das Comunicações e Transformação Digital, durante o lançamento do mês de consciencialização sobre segurança cibernética, que teve lugar em Maputo.

Macule salientou que a iniciativa visa estabelecer um mecanismo nacional para promover, partilhar, cooperar e coordenar acções em matéria de segurança cibernética. Este mecanismo responderá com agilidade às ameaças que se tornam cada vez mais avançadas, especialmente com o uso da inteligência artificial por parte de criminosos digitais.

“Para prevenir e responder a incidentes cibernéticos, é essencial a partilha de informação, coordenação e colaboração entre as equipas. Está em curso a consolidação da Rede Nacional do CICERC”, afirmou Macule.

O CICERC terá a missão de monitorar ameaças, coordenar respostas a incidentes e fornecer suporte técnico, trabalhando em estreita colaboração com parceiros nacionais e internacionais. No âmbito da mesma estratégia, encontraram-se a ser implementados programas de sensibilização destinados a crianças e jovens nas escolas primárias e secundárias, grupos etários que têm sido mais afectados por abusos no espaço digital.

A inspectora-geral também destacou a capacitação de 2.685 técnicos em criação e gestão de equipas de resposta a incidentes, que representa um dos resultados concretos da Estratégia Nacional.

Lourino Chemane, presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), realçou a prioridade que o Executivo atribui a esta questão. “Este evento assinala o início de actividades que decorrerão ao longo do mês de Outubro, evidenciando o empenho do governo em preparar a sociedade para enfrentar os desafios da segurança cibernética e combater eficazmente os crimes digitais.”

Presentes no evento esteve também Antonio Vivo, chefe do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), que reafirmou o apoio da organização a Moçambique. “O nosso objectivo é disseminar boas práticas, estratégias e conhecimentos que permitam ao país prosseguir a sua transição digital em segurança, protegendo o que tem de mais valioso: a sua unidade, as suas famílias e o seu futuro.”

O evento contou ainda com a assinatura de um memorando de entendimento entre o INTIC e o Centro de Formação Jurídica, destinado a promover iniciativas conjuntas de capacitação, investigação aplicada e intercâmbio de conhecimentos no setor das tecnologias de informação e comunicação.

Deslizamentos de terra na Índia causam mais de 20 mortes

Fortes chuvas que atingiram a região de Darjeeling, no nordeste da Índia, resultaram em deslizamentos de terra que provocaram a morte de pelo menos 20 pessoas, segundo informações divulgadas por um membro do Parlamento.

Harsh V. Shringla, parlamentar da câmara alta indiana, comunicou na rede social X que “mais de 20 pessoas perderam a vida, segundo o último balanço”, destacando o isolamento de zonas inteiras nas áreas montanhosas e a destruição de estradas.

Os deslizamentos de terra e as inundações são eventos frequentes no sul da Ásia durante a época das monções, que se estende de Junho a Setembro. No entanto, especialistas alertam que as alterações climáticas estão a agravar a intensidade e a frequência destes fenómenos.

A presente época das monções tem sido marcada por um aumento significativo da precipitação, resultando em numerosas vítimas e danos consideráveis em vários países da região, incluindo a Índia e o Paquistão.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, expressou a sua profunda preocupação face às vidas perdidas, referindo-se a um acidente relacionado com uma ponte em Darjeeling. Modi não forneceu detalhes específicos sobre o incidente, mas fez questão de apresentar as suas condolências às famílias das vítimas, prometendo a assistência necessária por parte do Governo de Nova Deli.

80% da população moçambicana não guarda dinheiro em bancos

Os níveis de poupança entre a população adulta em Moçambique permanecem alarmantemente baixos, conforme revelado no último relatório de inclusão financeira do Banco de Moçambique. 

Segundo os dados referentes a 2024, 80% dos moçambicanos não guardam as suas economias em contas bancárias.

O relatório indica que apenas 20% da população consegue realizar poupanças, uma percentagem que se encontra abaixo da média regional da SADC, que é de 29%. A situação coloca Moçambique num patamar intermédio em comparação com outros países da região, mas a baixa taxa de poupança formal evidencia a necessidade urgente de implementar políticas que promovam hábitos de poupança e reforcem a inclusão financeira.

A escassez de poupança tem um impacto significativo, uma vez que limita a capacidade de investimento da população, o que, por sua vez, compromete o crescimento económico do país. Entre os países da SADC, a Zâmbia, a Namíbia e o Botswana destacam-se pelo elevado nível de poupança, enquanto o Zimbabwe e Madagáscar apresentam as taxas mais baixas.

Apesar da situação desafiadora, o relatório aponta uma leve melhoria nos níveis de poupança em Moçambique. No ano passado, os depósitos totais, em percentagem do Produto Interno Bruto, aumentaram 4 pontos percentuais, atingindo um total de 49%. Este crescimento é atribuído à estabilidade dos preços durante o ano anterior, que, apesar das incertezas económicas, incentivou os agentes económicos a fortalecerem as suas reservas financeiras.

Renamo anuncia Conselho Nacional em Nampula e reflecte sobre desafios internos

A Comissão Política da Renamo, o segundo maior partido da oposição em Moçambique, decidiu marcar o seu Conselho Nacional para o dia 16 de Outubro, na província de Nampula.

Durante a sessão, que contou com a presença do líder do partido, Ossufo Momade, o porta-voz, Saide Fidels, informou que a Comissão abordou vários pontos na sua agenda, com destaque para a análise da situação política interna da formação.

“Encerramos a sessão da Comissão Política Nacional, que se debruçou sobre diversos aspectos da nossa realidade política”, afirmou Fidels.

Os membros da Comissão expressaram apoio ao general Ossufo Momade, elogiando a sua gestão e a capacidade de lidar com os desafios enfrentados pelo partido. Além disso, foi anunciado que os desmobilizados da Renamo serão convidados a participar na reunião do Conselho Nacional.

O encontro da Renamo em Nampula visa fortalecer a sua posição no cenário político do país, em tempos de desafios e transformações contínuas.

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