As autoridades do Benim procederam à detenção de um opositor político e emitiram mandados de captura na sequência de uma tentativa de golpe de Estado falhada que ocorreu na semana passada.
Conforme reportado por fontes judiciais e pelo jornal La Nation, o ex-vice-ministro da Defesa, Candide Azzanai, foi detido durante um comício do seu partido, Restaurar a Esperança. Mandados de busca e captura foram emitidos contra outros dois críticos proeminentes do governo: o influenciador Kémi Seba, conhecido defensor da presença russa em África, e o opositor Sabi Sira Korogoné, ambos suspeitos de tentativas de desestabilização da ordem constitucional.
Azzanai enfrenta acusações de “conspiração contra a autoridade do Estado e incitação à rebelião”, segundo informações oficiais.
Na madrugada de domingo, um grupo de militares, partindo do quartel de Togbin, iniciou uma operação destinada a capturar dirigentes do país. O grupo chegou a tomar a televisão pública para anunciar a destituição do Presidente Patrice Talon. Contudo, a intervenção das forças de segurança, com apoio da aviação nigeriana e dos serviços secretos franceses, desmantelou a operação em poucas horas.
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) já ordenou o destacamento imediato de tropas para o Benim. Em um comunicado, a CEDEAO condenou veementemente o ato inconstitucional, considerando-o uma subversão da vontade do povo beninense. A organização responsabilizou os autores do complô, tanto individual como colectivamente, por quaisquer perdas humanas ou materiais decorrentes das suas acções.
Patrice Talon, de 67 anos, chegou ao poder em 2016 e foi reeleito em 2021, implementando um programa político e económico que visa o desenvolvimento do país. Entretanto, os seus críticos acusam-no de promover a erosão das instituições democráticas, que eram vistas como exemplares na região.
As próximas eleições presidenciais no Benim estão agendadas para Abril de 2026, sendo que Talon não poderá concorrer devido ao cumprimento dos dois mandatos de cinco anos permitidos pela Constituição.
















