Sociedade Saúde Ministério da Saúde de Moçambique registra 169 mortes por cólera

Ministério da Saúde de Moçambique registra 169 mortes por cólera

O Ministério da Saúde de Moçambique reportou 169 mortes resultantes de cólera, entre cerca de 40.000 casos registados nos primeiros nove meses deste ano.

Durante uma sessão de perguntas e respostas na Assembleia da República, o ministro da Saúde, Ussene Isse, revelou que a taxa de letalidade da cólera no país é de 0,5%, inferior ao limite de 1% recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Isse afirmou que a resposta ao tratamento da cólera em Moçambique é eficiente, destacando que cerca de 70% das mortes ocorreram em áreas rurais, evidenciando a necessidade de melhorar a disseminação de informações sobre a doença.

O ministro apelou ao público para seguir as instruções das autoridades de saúde, enfatizando a importância de procurar tratamento imediato em unidades de saúde ao apresentarem sintomas de diarreia, que é o principal sinal de alerta da cólera. Isse sublinhou que a cólera é resultado de más condições de higiene, refutando a crença de que a doença é espalhada propositadamente por indivíduos mal-intencionados. A desinformação em torno da cólera tem resultado em ataques a unidades de saúde, onde os profissionais responsáveis pelo tratamento têm sido erroneamente acusados de perpetuarem a doença.

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“Ninguém traz cólera”, afirmou Isse. “A cólera não vem das mãos de alguém; resulta precisamente das nossas condições de higiene, individuais e colectivas.” O ministro solicitou aos deputados que apoiassem o sector da saúde, promovendo mensagens positivas nas suas comunidades para garantir que o público colabore nos programas de combate à doença, considerando que a prevenção é um imperativo nacional.

Isse frisou que a prevenção é fundamental para resolver a maioria dos problemas relacionados à saúde e anunciou que o Ministério recebeu cerca de 3,5 milhões de doses de vacinas para tratar e prevenir a cólera este ano. O Ministério da Saúde tem como objectivo erradicar a cólera enquanto problema de saúde pública até 2030, o que exige melhorias significativas no acesso à água potável e condições de saneamento adequadas.

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